terça-feira, 26 de abril de 2016

Crítica: O Fim da Turnê (The End of The Tour, 2015)

Em 1996, o jornalista David Lipsky viajou ao lado do renomado escritor David Foster Wallace durante sua última turnê de divulgação de seu livro. Esse filme é sobre esta viagem e sobre tudo o que você conseguir absorver dela.

por Fernando Labanca

A trama se inicia quando é anunciado a morte do escritor David F. Wallace. Quando recebe a notícia, o também escritor e jornalista David Lipsky relembra do momento em que conheceu aquele excêntrico homem. 1996, quando Lipsky trabalhava na revista Rolling Stone, decide escrever sobre o autor do momento naquela época, quando lançava sua obra-prima "Infinite Jest" e estava prestes a finalizar sua turnê de divulgação pelos Estados Unidos. É então que o jornalista, surpreendentemente, consegue este encontro, viajando lado a lado com este ser que tanto o fascina e o inspira.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Crítica: Já Estou Com Saudades (Miss You Already, 2015)

Ótimo retorno da diretora Catherine Hardwicke (Aos Treze, Crepúsculo), que há anos não nos oferecia um bom filme. Doce e sem muitas novidades na trama, o longa se destaca por sua forte carga emocional e pela impecável atuação de Toni Collette. 

por Fernando Labanca

Conhecemos Milly (Collette) e Jess (Drew Barrymore). Amigas desde a infância, cada uma, porém, acabou seguindo um rumo diferente. Jess se casou e seguiu uma vida pacata ao lado do marido e depois de muitas tentativas, finalmente conseguiu engravidar. Enquanto isso, Milly também se casou, teve dois filhos e nada disso a impediu de viver loucamente cada segundo, até o instante em que é diagnosticada com câncer de mama e passa a reavaliar os excessos de sua intensa rotina. É neste momento, também, em que Jess prestes a ter seu primeiro filho, se coloca ao lado de sua melhor amiga, sendo o suporte que ela necessita. 


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Crítica: Sentimentos Que Curam (Infinitely Polar Bear, 2014)

Primeiro filme dirigido por Maya Forbes, até então roteirista de Hollywood, "Sentimentos Que Curam" é um trabalho autobiográfico, onde ela se baseia na história que viveu ao lado de seu pai, um maníaco-depressivo, vivido por Mark Ruffalo, na tela. Mais do que uma dramédia leve sobre um assunto pesado, o longa passa a ser, também, uma bela carta de amor da autora para sua família.

por Fernando Labanca

Ruffalo interpreta Cameron, que mesmo com seus colapsos nervosos, conquistou a bela Maggie (Zoe Saldana), com quem teve duas filhas, Amelia (Imogene Wolodarsky) e Faith (Ashley Aufderheide). Entretanto, com o passar dos anos, a relação da família vai ficando cada vez mais difícil, eis que após um dos ataques de Cam, Maggie se vê obrigada a partir e deixá-lo internado em um hospital psiquiátrico. Um tempo depois, porém, devido as dificuldades financeiras da família, a mãe decide estudar em Nova York, deixando as duas filhas com o marido, que retorna para casa, lhe dando uma chance de conquistar sua posição de pai novamente, criando uma rotina de novas responsabilidades, cuidado e afeto, capaz de trazê-lo de volta aos eixos.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Crítica: Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2016)

Continuação inesperada de "Cloverfield - Monstro", o longa, produzido por J.J.Abrams, teve sua filmagem feita em total sigilo e chega aos cinemas trazendo um novo olhar, não somente sobre o gênero, mas principalmente sobre como são realizadas as "sequências" em Hollywood. 

por Fernando Labanca

Thriller-sensação de 2008, "Cloverfield" ganhou alguns admiradores na época. Câmera trêmula na mão, o filme, dirigido por Matt Reeves (Deixe-Me Entrar) - que agora retorna como produtor - trouxe de volta e com êxito o found footage, no entanto, ninguém esperava uma sequência com seu monstro alienígena. Seu lançamento fora divulgado de surpresa junto com seu trailer e logo deu para perceber que algo diferente estava por vir. Sim, "Rua Cloverfield, 10" é uma continuação bem-vinda, e o que há de mais interessante nela é sua noção sobre como desenvolver uma "segunda parte", sem de fato se importar em trazer novas informações ou trazer de volta personagens, até mesmo seu conceito de filmagem é deixado de lado. É um filme novo, com identidade e personalidade própria, tem seu começo, meio e fim e pouco tem relação com o anterior. J.J.Abrams trouxe um time de peso para construir o que ele chama de "sequência espiritual", onde o universo é o mesmo, mas não necessariamente o que já tenha acontecido anteriormente interfira no resultado deste, que é, assim como o primeiro, uma pequena peça de algo muito maior.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Crítica: Brazil - O Filme (Brazil, 1985)

Quando Monty Python encontra "1984".

por Fernando Labanca

Mais um para a sessão "nunca é tarde para ver um clássico" ou "me arrepende de não ter visto isto antes". Sempre o via nas listas de filmes mais bizarros do cinema e apesar de admirar o trabalho de Terry Gilliam (que fora um dos integrantes do Monty Python), sempre o deixei para depois, até que finalmente resolvi me aventurar por esta comédia non-sense. Lançado em 1985, o longa é um dos primeiros trabalhos do ator por trás das câmeras e chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Direção de Arte.

Comédia sobre um universo distópico, a trama acontece em algum lugar no século XX, em uma sociedade controlada pelo Governo, que entregou todos os poderes para os Serviços Centrais, uma empresa responsável por resolver todos os problemas da população, assegurando com que todos preencham devidamente os formulários e que sejam devidamente vigiados. Para este novo Sistema, informação é vital para a construção de uma sociedade livre e nada poderá fugir de seu controle. Devido a isso, uma série de ataques terroristas começam a surgir, e neste cenário conturbado, vive o pacato Sam Lowry (Jonathan Pryce), que trabalha no Ministério da Informação, cuidando de arquivos. Sua vida muda quando ele descobre que a mulher que invade seus sonhos realmente existe e parte em uma jornada para encontrá-la, e este seu instinto por liberdade só aumenta quando ele conhece Harry Tuttle (Robert De Niro), aquele que resolveu ser responsável por suas próprias ações, sendo um fugitivo, renegando o controle exercido pelo Governo.