terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Crítica: Sing Street - Música e Sonho (Sing Street, 2015)

Para o último post do ano resolvi escrever sobre uma das obras mais incríveis que vi em 2016!

Recentemente indicado ao Globo de Ouro como Melhor Filme de comédia, "Sing Street" marca o retorno de John Carney (Mesmo Se Nada Der Certo) na direção de mais uma obra adorável, que ao trazer toda a beleza dos anos 80, constrói um produto nostálgico, encantador e definitivamente, imperdível.

por Fernando Labanca

Bastante elogiado pelos Festivais que passou, "Sing Street" ficou por muito tempo com um destino incerto aqui no Brasil. Eis que foi salvo pela Netflix e finalmente poderá ser apreciado por aqui. Se trata do mais novo trabalho do diretor John Carney, que conta, mais uma vez, uma história envolvendo músicas...sem necessariamente ser um musical. É um gênero que ele, como músico, tem dominado como ninguém. Assim como suas deliciosas obras anteriores, "Sing Street" tem potencial para listar entre os favoritos de muita gente, isso porque existe algo de muito mágico no cinema de Carney, quase que inexplicável. É fácil de gostar, de se envolver. É fácil se apaixonar pelo o que ele nos apresenta. Tudo parece estar em seu devido lugar e ainda assim sempre nos surpreende positivamente, sempre nos oferece mais uma razão para amar aquilo que ele cria. Sim, você vai querer viver neste filme!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Crítica: Demolição (Demolition, 2015)

Novo longa-metragem do já renomado diretor Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas), "Demolição" traz autenticidade a um tema batido e constrói, ao seu decorrer, um produto marcante, original e de extrema sensibilidade.

por Fernando Labanca

Ainda não consigo entender como uma das maiores pérolas de 2016 não chegará aos cinemas. Vejo "Demolição" como o melhor filme em território norte americano do canadense Jean-Marc Vallée, o mais completo e o que mais alcança a genialidade e brilhantismo de sua obra-prima, "CRAZY - Loucos de Amor" (2005). É admirável toda a trajetória do cineasta e fico feliz que ele tenha chegado até aqui, entregando um produto tão incrível e, ao mesmo tempo, tão diferente do que ele já fez. Há muito de Jason Reitman aqui também, que ao assinar a produção do longa, recupera em toda sua construção, a espontaneidade e doçura do cinema independente. E assim como em "Livre", o último trabalho do diretor, temos aqui um protagonista que precisa lidar com o luto e parte em uma jornada de autodescobertas, de aceitação de seu novo mundo. Ainda é um relato delicado, muito longe da obviedade, oferecendo um roteiro difícil, que jamais encontra soluções e palavras fáceis.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Crítica: Before We Go (2014)

Sobre se jogar e abraçar o inesperado.

por Fernando Labanca

Chris Evans, mais conhecido do grande público por interpretar o herói da Marvel, Capitão América, nunca escondeu sua afeição à comédia romântica. Mocinho de algumas produções açucaradas, o ator se aventurou a dirigir um filme, surpreendendo por sua escolha em comandar um romance maduro e realista e surpreendendo por alcançar um resultado tão positivo. "Before We Go", de certa forma, vai contra a tudo o que esperávamos dele. Rosto de um cinema mais comercial, Evans constrói um produto refinado, de bom gosto e ainda que seja completamente simples na ideia e no formato, realiza um trabalho notável, sutil, bastante delicado e romântico.

O longa acompanha algumas horas na vida de Nick (Evans) e Brooke (Alice Eve), dois estranhos que se conhecem na noite de Nova York. Em uma estação de trem, ele se encontra perdido em si mesmo, indeciso sobre o que fazer com sua vida, é então que se esbarra com Brooke, que acaba de perder o último trem e sente frustrada pelas consequências que isso trará no seu casamento. Nick decide ajudá-la, principalmente quando descobre que ela perdeu sua bolsa com todos os seus pertences. Juntos, eles caminham para encontrar soluções e no meio disso, trocam experiências de vida, contam histórias do passado e tudo o que os levaram até ali e sobre os planos futuros e o que esperam após aquela noite.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Crítica: A Chegada (Arrival, 2016)

O cultuado diretor Denis Villeneuve (O Homem Duplicado, Sicário) cumpre o que prometia e entrega uma ficção científica que renega qualquer fórmula, inteligente e na altura dos grandes clássicos do gênero. Desde já, um dos melhores filmes do ano.

por Fernando Labanca

Baseado no conto "A História de Sua Vida" de Ted Chiang, conhecido como o novo Philip K.Dick na literatura, "A Chegada" inova ao trilhar por caminhos não tão óbvios da ficção científica e fascina pela maneira única com que trabalha seus elementos, desde a jornada de sua protagonista à invasão alienígena. E nada depende de respostas fáceis. A trama pode soar simples, no entanto, está nos pequenos detalhes sua grande genialidade. Acompanhamos Louise Banks (Amy Adams), tradutora e linguista que é procurada pelo exército norte-americano para se comunicar com alienígenas, assim que doze objetos não identificados são estacionados em doze países diferentes, nitidamente, desejando algo da Terra. Entretanto, para que exista algum tipo de comunicação entre a outra raça, ela desenvolve táticas para decifrar aquela desconhecida linguagem.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Crítica: O Plano de Maggie (Maggie's Plan, 2015)

Crônicas de uma vida excêntrica vivida por Greta Gerwig.

por Fernando Labanca

Casada com o diretor e roteirista Noah Baumbach, Greta teve, ao lado dele, a chance de levar um pouco de si mesma ao cinema. Quase como uma trilogia não programada, "O Plano de Maggie" muito se assemelha com os outros filmes da dupla, "Frances Ha" (2012) e "Mistress America" (2015). É, mais uma vez, a atriz vivendo ela mesma ou essa persona adorável que resolveu construir para si. A mulher que se recusa a crescer e que fracassa constantemente na intenção de acertar. Mesmo que escrito e dirigido por Rebecca Miller (O Mundo de Jack e Rose), que nada tem a ver com os projetos anteriores, parece ter desenvolvido toda sua obra visando ter Greta como protagonista. De fato, Maggie não existiria sem a excentricidade e carisma dessa musa do cinema indie.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Filmes vistos em novembro



Dando continuidade aquilo que comecei mês passado, faço agora uma seleção de tudo o que vi no mês. Seja no cinema, Netflix ou por outros meios, acabei descobrindo algumas obras interessantes e outras nem tanto, mas vale sempre como dica para quem não sabe o que assistir!