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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Crítica: Encontro Explosivo (Knight and Day, 2010)

Encontro Explosivo, filme de ação, que conta com a direção do excelente James Mangold e com atuações dos astros Tom Cruise e Cameron Diaz. Um filme dinâmico, divertido e que não exige nada de nosso cerébro.

por Fernando Labanca

O diretor James Malgold é bem versátil, em sua carreira vemos diferentes estilos, como o ótimo suspense de 2003, Identidade e os excelents dramas, Garota, Interrompida (1999) e Johnny June (2005), além da comédia romântica Kate e Leopold (2001) e até o remake do faroeste Os Indomáveis de 2007. E dessa vez, ele está apostando em mais um gênero, ação. E para esse estilo nada melhor que Tom Cruise, acostumado ao seus "Missões Impossíveis", aqui ele tem que fazer o impossível mais uma vez, porém com mais humor. E Cameron Diaz, que sabe trabalhar bem em filmes de comédia e ação. Os dois voltam a trabalhar juntos, logo que em 2001, trabalharam em Vannila Sky, portanto, ter química não é problema para os dois.

Na trama, o jovem Simon (Paul Dano), um gênio, cria uma bateria que nunca descarrega, e esse produto passa a ser posse de uma poderosa agência norte-americana, porém, um dos agentes, Roy Miller (Cruise) consegue esta beteria começa a ser perseguido pela própria agência. Em sua fuga, ele conhece June (Diaz), um mulher carente que está a caminho do casamento de sua irmã, na sua pressa, ela consegue embarcar num horário mais cedo, pegando o mesmo voo que Roy, o que ela não esperava é que neste avião estariam agentes dispostos a matar o fugitivo, ele tenta avisá-la, mas nada acontece. No voo, ela rapidamente se apaixona, enquanto ele mata todos, inclusive o piloto. A moça entra em total desespero, e o agente tem que fugir e ao mesmo tempo salvar a pele da donzela que agora também passa a correr risco de vida.

E nesta fuga, tudo acontece, tiroteios e explosões, e June ainda tem a escolha de voltar a sua vida normal ou continuar nessa loucura de vida, ela escolhe ser perseguida e continuar ao lado de Roy. Entretanto, nem tudo é o que parece, a após conversas e discussões, June passa a duvidar da identidade do agente e refletir se ele é o vilão ou bonzinho dessa história, se ele é quem está tentando salvar a pele do jovem Simon e impedir que a agência lucre com a bateria, ou ele é quem está em busca de lucro e colocando sua vida em risco para concluir seu objetivo.

Encontro Explosivo não faz o tipo "comédia romântica e ação" convencional. O romance é pouco utilizado, deixando a ação prevalecer, com algumas cenas de humor, que aliás, são até engraçadas, logo que o casal principal sabe ser engraçado e ao mesmo encarar uma grande cena de ação e muitos efeitos visuais. É bastante divertido ver os dois em cena, são bem naturais e parecem se conhecer há muito tempo, seus respectivos papéis não exigem muito de suas atuações, mas são eficientes no que fazem e o grande sucesso do longa se deve aos atores que não permitem que a trama escorregue, muito pelo contrário, se tornando cada vez mais interessente com os dois protagonizando. O filme ainda conta com coadjuvantes de peso mas em papéis fáceis, como Paul Dano, Viola Davis e Peter Sarsgaard.

James Malgold, ao meu ver, passou no teste de gênero "ação/comédia", sua direção é interessante, e mesmo o estilo ser bastante batido, ele inventa coisas que são até que originais e fazem de "Encontro Explosivo" um filme fora de ser "só mais um". Como as sequências em que June é dopada e vemos os acontecimentos com seu ponto de vista e o pouco que vê é o suficiente para entendermos que eles pularam de paraquedas, foram sequestrados, torturados, fugiram e foram parar numa bela ilha, tudo isso em apenas alguns segundos, brilhante e ao mesmo tempo, divertido.

Um filme extremamente dinâmico, onde tudo acontece ao mesmo tempo, ação de primeira qualidade. Entretanto, o excesso acaba pecando, fazendo muito barulho por nada, cansa ver muita ação, apesar de serem bem feitas, não há quem aguente! Desligue o cerébro completamente, não espere um Jason Bourne, um filme feito para diversão, nada mais que isso.

NOTA: 7

terça-feira, 20 de julho de 2010

Crítica: A Caixa (The Box, 2009)

Richard Kelly. Um nome que para muitos é desconhecido, para aqueles que o conhecem, sabem que é sinônimo de uma grande surpresa, de algo ousado e inovador. Sua carreira no cinema é curta, porém cheia de mistérios, seus filmes são recheados de críticas, sejam elas positivas ou negativas, mas a verdade que ele nunca passa despercebido. Ou amam seus trabalhos, ou odeiam.

Diretor de Donnie Darko, filme 'cult' de 2001, e que hoje é visto como uma das obras-primas do cinema independente. Em 2006, o indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Southland Tales: O Fim do Mundo, que não encontrou seu público e foi um verdadeiro fracasso. Em 2009, ele retornou com A Caixa, suspense baseado no conto de Richard Matheson, "Button, button", que escreveu na década de 80 e que posteriormente foi filmado para a série Além da Imaginação.

por Fernando Labanca

No ano de 1976, Norma (Cameron Diaz) e Arthur Lewis (James Marsden) moram no subúrbio de Virgínia e juntos tem um filho. Ele, um ambicioso engenheiro da Nasa, que está prestes a ganhar sua promoção. Ela, uma professora, que dá aula na mesma escola onde seu filho estuda, que devido ao seu trabalho, ele ganhou uma bolsa de estudo. Até que algumas normas da escola mudam, e ele perde essa bolsa, já Arthur não ganha a promoção que sempre lutou. Até que eles e seus problemas financeiros recebem um presente nada convencional.

Uma caixa com um botão e um cartão dizendo que ás 17 horas do próximo dia, o dono da caixa, Arlington Steward (Frank Langella) lhes faria uma visita. No horário prometido, o senhor chega, com um lado de sua face queimada, dizendo que se apertarem o botão, eles ficariam milionários, por outro lado, matariam alguém que não conheciam. Detalhe, teriam 24 horas para fazer a escolha. Desesperados e preocupados com as consequências, começam a refletir sobre "o que é conhecer alguém", "será que eles se conhecem?", uma questão importante que poderia definir quem poderia ser a vítima. Até que Norma aperta. O senhor misterioso volta, pega a caixa de volta e lhes entrega o dinheiro, dizendo que a caixa seria reconfigurada e entregue a alguém que eles não conheciam.

A partir então suas vidas mudam drasticamente, as concequências desse ato começam a invadir suas vidas, e entram num jogo perigoso cheio de mistérios, que envolvem uma sequência de mortes, estudos da Nasa e poderes sobrenaturais.


Um filme diferente. Os toques de Richard Kelly são visíveis, é nítido que é feito pelo mesmo diretor de Donnie Darko, tem a mesma tensão, um clima nostálgico e pesado, cheio de elementos misteriosos, sequências que não fazem o menor sentido e frases de efeito. A Caixa surpreende, por ser, definitivamente, um filme de suspense superior a muitos do mesmo gênero, por não ser apelativo, o diretor aposta em algo que é completamente descartável no cinema atual, é perigoso usar esta arma, ele utiliza do pensar, raciocinar para a compreensão da história, onde nem tudo que é preciso para o entendimento da trama está na tela, é preciso reflexão.

Acredito que esse seja o motivo pelo filme não ter feito sucesso, foge do convencional. O longa utiliza uma série de estudos, sejam eles científicos ou filosóficos para criar uma teia de acontecimentos que no exato momento não fazer sentido algum, mas se pensado talvez possa fazer. Confesso que não entendi 100% do filme, é quase impossível, até pelo fato de A Caixa utilizar nomes técnicos e termos completamente desconhecidos do grande público. O que não deixa de ser um grande defeito, logo que o filme se torna extremamente confuso por não facilitar, já basta a história ser difícil de entender, eles ainda colocam termos ciêntíficos que nunca ouvi falar? Ignorância da minha parte, sim, eu sei, mas sei também que não sou o único que fiquei 'viajando'.

A reflexão do filme fica, acredito, no egoísmo da humanidade. Onde uma sociedade não avança quando cada indívidou só pensa no seu lado, nos seus problemas, quando aquelas pessoas que o cercam são apenas pessoas, e que seus problemas não importam. E os seres continuam seguindo em frente mesmo quando suas atitudes prejudicam a vida dos outros. Além da utilização da famosa frase de Sartre: "o inferno são os outros", chegando até ter uma interpretação literal no longa.

Cameron Diaz está surpreendentemente fantástica. Muitas vezes parece estar desconfortável com sua personagem, entretanto, em determinadas cenas se entrega com tanta profundidade que chega a ser comovente sua atuação, principalmente no final. James Marsden se encaixa bem em seu papel, e digo que foi um ponto alto em sua carreira. Os dois juntos funcionam bem, provando que mesmo num filme de suspense, a atuação é fundamental, e com eles, presenciamos cenas marcantes, chegando a ser memoráveis, logo que em filmes do gênero nunca vemos atores se entregarem tanto a seus personagens, e que personagens!

A Caixa falha pela confusão que acaba criando na trama. É tudo muito, extremamente confuso. A história contada nas pequenas sinopses (inclusive aqui) nada contam sobre o longa, pois tudo o que foi exposto sobre o filme se resolve em trinta minutos e o resto é preenchido por figuras sinistras que surgem do nada, frases que não fazem sentido, idéias completamente fora do normal. Além do trailer que nos apresenta uma trama ágil e dinâmica, bem diferente do que realmente é. A Caixa é criativo, original, com uma direção notável e atuações marcantes. Um filme inteligente feito para aqueles que gostam de pensar e não buscam uma história pronta. E para finalizar, ainda tem um comovente e surpreendente final.

NOTA: 8,5

domingo, 11 de outubro de 2009

Especial: Abigail Breslin


No dia 14 de abril de 1996, em Nova York, nasce uma grande estrela. Abigail Breslin. Tem como sonho ser veterinária, assim como muitas crianças, mas hoje, ela tem um inquestionável talento para o cinema. Desde 2002, sua primeira aparição nas telas, a atriz não parou mais, realizando até hoje trabalhos de sucesso de público e crítica e ainda coleciona vários títulos, como uma das atrizes que mais faturam, em 2006, Abigail faturou 1,5 milhão de dólares, além da quarta atriz mais jovem a ser indicada ao Oscar. Sim, com apenas 11 anos de idade, Abigail Breslin foi merecidamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela sua bela atuação em Pequena Miss Sunshine.

Depois de Pequena Miss Sunshine, a atriz ganhou grande destaque em Hollywood, sendo chamada constantemente para novos projetos. Portanto, guardem esse nome, elá é a grande aposta do cinema.

A atriz começou atuar aos 6 anos de idade, no filme do ousado M.Night Shyamalan, Sinais, ou seja, começou com o pé direito. Uma pequena participação, mas fuito eficiente. Atualmete, ela tem apenas 13 anos, e sua última aparição nas telas foi ainda esse ano, no recente, Uma Prova de Amor, de Nick Cassavetes. Seu próximo lançamento é Zombieland, que estréia no final do ano, aqui no Brasil.

Diferente de algumas atrizes mirins, e atores também, Abigail, tem uma atuação, digamos que, original, se tem alguma influência, talvez tenha, mas ela cria um jeito único de atuar, não nos faz lembrar de nenhuma outra atuação, tem um jeito típico dela mesma, e é com esse jeito que acaba conquistando a todos, tem um carisma fascinante e brilha a tela enquanto está em cena, é natural em tudo o que representa. Não é como uma adulta em forma de criança, que fala e se expressa como se entendesse de tudo, ela é uma criança atuando um papel de criança, não força, não exagera, e ao mesmo tempo, sabe não ser ela mesma, sabe se comportar de acordo com texto que representa, tem capacidade de enfrentar qualquer tipo de personagem em qualquer tipo de filme.

É difícil selecionar os melhores momentos de Abigail Breslin no cinema, pois tudo o que faz, mesmo se num filme ruim, é ótimo. Vou comentar então, pelo menos, os filmes em que teve grande destaque e que fez diferença em sua carreira, filmes que dizem muito sobre ela e que podem refletir numa carreira brilhante que ainda tem pela frente:

1º Pequena Miss Sunshine (2006)


Em 2006, o cinema norte-americano realiza uma pérola do cinema independente, mas diferente de muitos, conseguiu se expandir, e muito. Conquistou o público de todas as idades, conquistou a crítica que o colocou como sendo um dos melhores filmes daquele ano. Chegou de fininho, mas acabou tendo uma repercussão inimaginável. Prova dessa repercussão? Conseguiu 4 indicações ao Oscar, inclusive de Melhor Filme e levou 2 para prateleira, de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original, e assim também ocorreu no BAFTA. Foi indicado a Melhor Filme no Globo de Ouro e Melhor Atriz (Toni Collette). Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro de Estréia no Independent Spirit Awards. Além de outros importantes prêmios em festivais de cinema e a surpreendente premiação do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, como Melhor Filme Estrangeiro.


Pequena Miss Sunshine conta a trajetória de uma família nada convencional, a família Hoover. O pai (Greg Kinnear) faz de tudo para conseguir publicar seu livro, onde escreve os passos para se alcançar a vitória, mas é um verdadeiro fracasso. O avô (Alan Arkin) foi expulso do asilo, por ser viciado em heroína e pornografia, o filho (Paul Dano) fez umn voto de silêncio e sonha em fazer parte na aeronáutica além do fato de odiar a todos ao seu redor, o tio (Steve Carell) um homossexual suicida, e a mãe (Toni Collette) que tenta ser o pilar de toda essa loucura, mas há a filha, Olive Hoover (Breslin) que sonha em participar do concurso de beleza-mirin Pequena Miss Sunshine. E reunindo todos os seus fracassos particulares, eles se unem para atravessarem o Estados Unidos para chegarem ao destino, em uma kombi velha caindo aos pedaços. Tentam esquecer as diferenças que há entre eles e provam que com a união se pode conquistar muitas coisas e que o fracassado nem sempre é aquele que perde, mas aquele que não chega a tentar.

Um filme brilhante, que conta com atuações perfeitas de Abigail Breslin, Steve Carell, Toni Collette e de todo o elenco. Uma direção incrível dos novatos Jonathan Dayton e Valerie Faris. Vale cada segundo, cada centavo. Um filme inesquecível.



NOTA: 10/10








2º Uma Prova de Amor (2009)


Uma Prova de Amor, um filme que chegou para emocionar a todos com a sensível história de uma garota que sofre de câncer aos 15 anos de idade, e só consegue sobreviver com a ajuda da irmã mais nova, que lhe doa sangue e órgãos quando necessário, e antes que ela realiza a mais perigosa de todas, Ana (interpretada por Breslin), sua irmã, decide dizer não, e decide ir atrás de um advogado para ter controle sobre seu próprio corpo, indo contra sua própria mãe (Cameron Diaz) que desde cedo a obrigou fazer tantas cirurgias e doações. A atitude da jovem abala toda a estrutura da família e todos começam a refletir sobre seus próprios atos e sobre o que é ou não certo a fazer numa situação tão delicada. Enquanto isso vemos o drama particular de cada membro dessa família quase desestruturada, mas que une forças para conseguir enfrentar os obstáculos. Uma lição de vida, uma prova de amor.

A atuação de Abigail Breslin é incrível. Divide a cena com outras atrizes ótimas, como Cameron Diaz e Sofia Vassilieva, mas mesmo assim, ela consegue destaque, e rouba a cena em determinados momentos. Soube perfeitamente encarar esse drama pesado e soube transmitir com muito êxito todo o sentimento de sua personagem.




NOTA: 9/10







3º Sem Reservas (2007)


Em 2007 surge nos cinemas um filme que aparentava ser "só mais uma comédia romântica", mas não é. Por isso, o coloco em 3º lugar. Uma ótima comédia, que mescla romance, mas que acaba prevalescendo o drama. A história de Kate, uma chefe de cozinha, interpretada por Catherine Zeta-Jones que tem sua vida virada de ponta cabeça com a chegada de sua sobrinha distante, Zoe (Abigail), devido a morte súbita de sua irmã. O problema é que a menina não consegue se adaptar com o ritmo de vida da "nova mãe", e nem Kate consegue se adaptar com a nova rotina de cuidar do trabalho e agora de casa. Kate é super independente e nunca imaginou dividir sua rotina com outra pessoa, e para piorar, sua tão calculada rotina é abalada novamente com a chegada de um novo chefe de cozinha, o auto-astral Nick (Aaron Eckhart), que acaba mexendo com seus sentimentos e fazer ela refletir sobre como seguia com sua vida, com tantas regras e com tantos planos. Uma divertida e até que emocionante comédia, com ótimas atuações de Zeta-Jones e Eckhart. Um ótimo filme que prova que devemos estar sempre preparados para as surpresas que surgem em nossas vidas e que devemos saber a lidar com elas e principalmente, saber a se adaptar a diferentes ambientes, costumes e estilos de vida.

Abigail Breslin mais uma vez prova seu grande carisma, construindo uma personagem, assim como todos em sua carreira, adorável. Faz ótimas cenas dramáticas ao lado de Catherine Zeta Jones e mais uma vez, prova seu enorme talento.






NOTA: 8/10










4º Sinais (2002)


Sinais, um dos melhores filmes de suspense, dos últimos anos. Me desculpem o exagero, mas é que recentemente com a chuva de filmes ruins de suspense, filmes como Sinais acabam que sendo uma raridade. O filme, dirigido pelo ótimo M.Night Shyamalan, trás a história de um ex-pastor (Mel Gibson) e dono de uma fazenda que vive com seus filhos e seu irmão, perdeu sua esposa recentemente e devido a isso, a família acaba se fragmentando aos poucos. Até que sinais sinistros começam a parecer em suas plantações e mais tarde, sons estranhos começam a surgir, assustando a família que se une para tentar desvendar os mistérios dos sinais. Até que aos poucos, eles vão percebendo que os sinais vão além das plantações, sinais é tudo aquilo que eles precisavam descobrir para se livrarem das criaturas, para ser mais específico, dos "ET's" que os cercavam, e que nada é por acaso, tudo tem um motivo, tudo tem uma razão para acontecer e todos esses "sinais" estavam ali, na casa, em cada membro da família. Sinais que serviriam não só para se libertarem das criaturas, mas também, para reestruturar a família.

O primeiro filme de Abigail Breslin, ela se mostra tão doce em cena, que faz qualquer insensível se encantar pela fragilidade dela. Ela acaba sendo o humor e a graça do filme, e ao lado de Mel Gibson e Joaquin Phoenix faz cenas até que engraçadas, com seu jeitinho inofensivo e carismático. Mas como era seu primeiro papel, nem podemos exigir grande atuação, mas sua participação é eficiente. Ótimos momentos de Gibson e Phoenix, palmas também pela excelente direção de Shyamalan.








NOTA: 8/10










5º Três Vezes Amor (2008)


Uma divertida e sensível comédia romântica sobre os encontros e desencontros de Will Hayes (Ryan Reynolds) e seus três amores, que ocorrem em diferentes épocas de sua vida, em diferentes lugares e só uma conquista seu coração, aquela com quem ele se casa e tem uma filha. Essa filha que cresce (Abigail Breslin) e quando chega na pré-adolescência começa a se questionar como veio ao mundo, não no quesito biológico, mas sim, no quesito história, no que seu pai passou até ela chegar ao mundo, quem foi o grande amor da vida dele e como ele conheceu sua mãe, que no momento, estavam divorciados. Porém, para contar como ele conheceu a mãe dela, ele precisava dar uma volta em sua vida, e retornar aos tempos de faculdade, passando pelos primeiros empregos, primeiras vitórias e primeiros fracassos, e nesses períodos ele acaba se envolvendo com três diferentes mulheres, interpretadas por Isla Fischer, Elizabeth Banks e Rachel Weisz. Mas com o passar da história, a jovem garota vai caindo na real de que amor talvez não exista, logo que independente de qual vai ser o final da história, de qual dessas garotas se tornou sua mãe (logo que ele fez questão de mudar o nome de todas), eles não ficaram juntos no final. Mas o filme nos reserva um ótimo final, valendo a pena ficar até o final dessa história, e meio que acabamos nos tornando ouvintes também e ficamos anciosos para saber qual foi a escolhida. Uma narrativa diferente para um filme de romance, onde o casal principal não revelado no ínicio e nem no meio, somente no final.

Abigail Breslin consegue bastante destaque como a filha de Ryan Reynolds, chamando a atenção, com sua naturalidade e expontaneidade em cena. Ótimo filme, uma comédia romântica mais que eficiente. Um filme original e bastante inteligente.

NOTA: 8/10







6º A Ilha da Imaginação (2008)


Filme infantil protagonizado por nada mais nada menos que Abigail Breslin. Um filme com cenas de aventura num cenário totalmente paradisíaco. No longa, Abigail é uma garota que vive isolada com seu pai cientista (Gerard Butler) em uma ilha e enquanto seu pai viaja a trabalho, ela passa suas horas inventando mundos, histórias, amigos, e acaba criando ao seu redor, uma vida cheia de aventuras, influenciada por seus livros. Seu herói predileto é o aventureiro Alex Rover, que escreve sobre as mais arriscadas viagens pelo mundo afora. E quando seu pai viaja e não volta mais, a jovem não vê outra saída a não ser entrar em contato com seu herói. Ela consegue, o que ela não imaginava é que Alex é uma mulher, uma autora de livros de aventuras, interpretada por nada mais nada menos que Jodie Foster (enfrentando sua primeira comédia). Alex percebe que é a única a saber da moradia da garota e percebe que é a única que pode ajudá-los, porém é medrosa, tem medo de tudo e de todos, não sai nem do lado de fora da casa, mas ela decide enfrentar seus próprios medos para salvar a garota perdida e seu pai desaparecido.


Um filme infantil que deve agradar a todos, não é uma histórinha bobinha para criança dormir, é uma história construtiva, inteligente e um filme bem intencionado. E nos prova que coragem não é algo que já nasce com, mas é algo que se aprende a ter, mas isso só ocorre se enfrentamos nossos medos. Há cenas de péssimo humor, e acaba perdendo muito tempo em cenas desnecessárias, e o importante que é quando Alex encontra a jovem, que deveria ser o propósito do filme, acaba sendo um mero detalhe, deixando só para o final de projeção, o filme acaba e pouca coisa se conclui. Mas ainda há muitos pontos positivos, como as ótimas atuações de Abigail Breslin, Jodie Foster e Gerard Butler.

O divertido e emocionante encontro de duas peças raras do cinema, Jodie Foster e Abigail Breslin (aos 12 anos de idade).



NOTA: 6/10









Para quem não acompanha a carreira da atriz, não seria perda de tempo acompanhar, felizmente, Abigail Breslin, mesmo com pouca idade, soube escolher muito bem seus trabalhos, e sempre esteve envolvida em ótimos projetos. Uma atriz com um futuro brilhante...Espero que ela cresça como atriz e faça com que essa pequena biografia que fiz esteja repleta de outros bons momentos, com outros ótimos filmes em sua trajetória.

domingo, 27 de setembro de 2009

Crítica: Uma Prova de Amor (My Sister's Keeper, 2009)


Do diretor, Nick Cassavetes, o mesmo de "Diário de Uma Paixão" e o mais recente "Alpha Dog", traz as telas um dos filmes mais comoventes do ano, ou até mesmo, em anos!

por Fernando

O filme, baseado no best seller de Jodi Picoult, nos mostra a jornada de uma família no auge do caos, graças ao câncer de uma das filhas, e essa doença aos poucos vai corroendo o sentimento de cada um. Nos mostra a jornada de uma garota de 15 anos que deixa de sonhar e ter uma vida plena para sofrer em uma cama do hospital, e mais que isso, o que essa doença acaba refletindo em cada membro dessa família.

Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patrick) um casal completamente apaixonados, se deparam com uma terrível notícia, a leucemia da filha pequena, a mais jovem até então, Kate. O outro filho, Jesse, infelizmente não tem compatibilidade suficiente para salvar a vida dela, devido as transfusões de sangue e doações de órgãos que deveria ser feita e há poucos doadores, e a possibilidade de compatibilidade e muito pequena o que aumenta as chances da criança morrer logo, é quando o casal decide fazer um filho de proveta, reunindo os genes de Sara com o de Brian para criar a filha perfeita para salvar Kate. Nasce Ana, que aos 11 anos (interpretada por Abigail Breslin) percebe o que faz na Terra e tira as conclusões sobre sua vida, nasceu para salvar sua irmã, não foi um acidente nem coincidência, foi planejada.

Refletindo sobre tudo isso, e lembrando no fato de que os seus 11 anos de vida, foram resumidos em idas obrigatórias ao hospital para exames de sangue, retiradas de sangue, operações, cirurgias, injeções, tudo para a melhoria de Kate (Sofia Vassilieva), ela decide ter liberdade sobre seu corpo e poder ter direito a ter uma alternativa, decide poder escolher entre ir ou não ir ao hospital, entre querer e não querer fazer uma cirurgia. Ana vai até um famoso advogado, Campbell Alexander (Alec Baldwin), junta uma grana, vendendo algumas coisas valiosas e com a ajuda de seu irmão Jesse (Evan Ellingson), ela vai atrás dele para levar seu caso para o tribunal, e assim poder ter controle sobre o próprio corpo.


A notícia chega em casa, para o espanto de todos, principalmente para Sara, que não admite a atitude da filha. O caso é estudado pela juiza (interpretada por Joan Cusack) que decide levá-lo ao tribunal. Kate aprova a atitude de Ana e sabe que ela tem consciência sobre o que está fazendo. A verdade é que uma operação em Ana está próxima, vai doar um rim para Kate, mas essa operação é muito arriscada, e as chances de salvar Kate são mínimas e pior, pode deixar lesões em Ana. E por isso a jovem decide enfrentar a própria família para poder sobreviver e ter uma vida digna, não ser um objeto para salvar outra pessoa.

Conflitos a parte, essa família nos dá uma lição de superação, enfrenta os problemas com cabeça erguida, por mais dolorosos que eles sejam. Ana ama muito a todos, inclusive a Kate e deixa claro que faria qualquer coisa para salvá-la, mas é preciso ter uma opção. Kate, por sua vez, tenta enxergar a vida da melhor forma possível, vive com dores e idas constantes ao hospital, mas tenta superar e ter esperança acima de tudo, mesmo que seja difícil aceitar a possibilidade da morte, sendo tão jovem, sabendo que tem tanta coisa para viver. Kate junta em uma caderno, fazendo um mosaico de fotografias, recordando tudo o que já viveu de bom, todas as boas lembranças, e são muitas. E mesmo que sua passagem na vida seja breve ela quer ter certeza que passou por ela e que deixou sua marca.

Por outro lado, Sara, que abandonou seu trabalho como advogada para ajudar a filha, retoma para ir no tribunal contra a decisão de Ana. Ela vai lutar com todas as forças para impedir que Ana consiga o que quer, simplesmente para salvar Kate, não por ferir Ana, mas por saber que essa é a única saída, caso contrário, ela perderia a filha que tanto ama. Ela vai passar por todos os obstáculos e enfrentar quem tiver de enfrentar para ter Kate saudável mais uma vez.





Uma família que tinha todos os motivos para desistir, mas todos resistem, cada um de sua forma, cada um tem um motivo para sofrer, por outro lado, cada um tem um motivo para querer seguir em frente, a própria família. Uma Prova de Amor entra na mente de cada personagem para entendermos o que se passa na mente de cada diante de uma situação tão difícil e a maneira que cada um encontra para superar essas dificuldades.


O filme nos dá a sensação de algo "retrô", algo passado, como se fossem lembranças quase apagadas, com uma iluminação clara e marcante como se desfigurasse as imagens. O filme funciona mesmo como lembranças, alternando entre o passado e o presente, a mesma tática usada por Cassavetes em Diário de Uma Paixão, que funciona mais uma vez. E inevitavelmente comparando os filmes, Cassavetes usa da delicadeza e sensibilidade para conquistar o público, deixando de lado seu realismo e cenas pesadas com um clima mais agressivo do seu, também excelente, Alpha Dog. Uma Prova de Amor, é leve, calmo, mas ao mesmo tempo, nos trás uma história forte, marcante e extremamente emocionante.


As atuações são magníficas. A novata Sofia Vassilieva surpreende, dando a Kate um tom tão belo quanto triste, mostrando com sinceridade o sofrimento da jovem com câncer, fazendo com que torcemos e ao mesmo tempo, sofremos com ela. Cameron Diaz também é outra que surpreende, sempre vista nas comédias, mostrando seu belo sorriso e sua facilidade com o humor, ela encara de frente esse drama pesado, arrisca e acerta bonito com sua desesperada Sara, emociona o público com sua luta interminável para salvar a vida da filha, é tão bonito ver sua passagem, compreendemos suas atitudes, por mais agressivas que sejam, Diaz dá um show na tela, principalmente nas cenas em que chega ao ápice do desespero. Abigail Breslin é uma jovem atriz extremamente talentosa, quem sabe, a melhor de sua geração, se entrega a uma personagem com tal facilidade que alguns atores já crescidos não conseguem, emociona e diverte o público com sua simplicidade e carisma, dá um toque tão real naquilo que representa, é natural, interpreta como sendo uma garota de 11 anos na mesma situação, não como um adulto em forma de criança. Ela é perfeita para o papel e tem um desempenho incrível na frente das câmeras. Além das boas participações de Jason Patrick, Evan Ellingson, Joan Cusack e Alec Baldwin.


Uma Prova de Amor, é belíssimo, comovente ao extremo, impossível não se deixar levar e se emocionar com a jornada dessa família, tão incrivelmente exposta por Nick Cassavetes e por atores tão competentes. As cenas são belas, a trilha sonora se encaixa perfeitamente no clima nostálgico do filme, assim como a fotografia e a iluminação, tudo em perfeita sintonia. Diálogos memoráveis e cenas marcantes, como quando Ana enfrenta sua família pela primeira vez, palmas para Abigail Breslin, ou quando Kate ao manusear seu álbum de fotografias, em pensamento, perde perdão para a família, impossível não se emocionar, ou com os desesperos de Sara, ou com o discurso inicial do filme, sobre as conclusões de Ana sobre sua vida, onde o filme já começa perfeitamente bem, ou com os diálogos profundos sobre família, vida e morte, entre outros. Um filme que nos apresenta grandes reflexões. Um daqueles filmes que ficarão na memória por muito tempo.

NOTA: 9

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