Confissões de Almodóvar.
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terça-feira, 25 de junho de 2019
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Crítica: Julieta (2016)
Retorno de Almodóvar aos dramas, "Julieta" foi o selecionado para representar a Espanha na disputa pela indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além de ter sido indicado à Palma de Ouro no último Festival de Cannes.
por Fernando Labanca
Baseado em contos de Alice Munro, é curioso notar que mesmo se apropriando de um material que não é seu, Pedro Almodóvar entrega a obra sua identidade, dialogando muito bem com sua filmografia. Da excelente condução do roteiro aos exageros visuais, com suas cores marcantes e texturas, o diretor faz de "Julieta" um trabalho seu, que pode até não figurar entre seus melhores, mas que o reergue novamente após o fiasco de "Amantes Passageiros" (2013). Um filme bem escrito, provocante e envolvente, que coloca, mais uma vez a mulher e todos os seus desejos e traumas como protagonista.
Conhecemos Julieta, uma mulher amargurada, que decide não seguir adiante com sua vida enquanto não resolver uma grande pendência de seu passado. Ao descobrir que sua filha, no qual não se comunica por longos anos, foi vista em Madrid, ela abandona tudo pela remota possibilidade de reencontrá-la. A partir deste instante, o filme busca nas lembranças desta mulher os eventos que as separaram, as razões por esta constante distância.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Crítica: A Garota de Fogo (Magical Girl, 2014)
Quando os desejos trazem consequências inimagináveis.
por Fernando Labanca
"A Garota de Fogo" é apenas o segundo longa-metragem do diretor Carlos Vermut, que fez sucesso pelos festivais em que passou, inclusive na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de ter conquistado algumas importantes premiações e indicações, como Melhor Filme e Melhor Roteiro Original no Prêmio Goya do ano passado. É aquele tipo de obra que quanto menos você souber do que se trata, mais impactante será sua experiência. Uma mistura interessante de drama e suspense, o filme ainda carrega uma forte tensão sexual e com toda a seriedade e complexidade de seus temas, além da excelente condução, logo remetemos aos bons trabalhos de Almodóvar.
Dividido em alguns capítulos, vamos aos poucos tentando desvendar sobre o que realmente é a trama. Tudo o que sabemos em seu começo é que Luis (Luis Bermejo) é um professor de literatura desempregado que deseja realizar o último sonho de sua pequena filha, Alicia (Lucía Pollán), que sofre de leucemia. Ela deseja ter o vestido do anime Magical Girl Yukiko, porém Luis logo descobre que se trata de uma peça rara e extremamente cara. Seu plano, porém, começa a ter outro rumo quando sua vida cruza com a de Bárbara (Bárbara Lennie), uma mulher problemática que vive sob medicamentos. O ciclo se fecha quando entra em cena o professor aposentado, Damián (José Sacristán), que possui uma ligação forte e misteriosa com Bárbara.
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