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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Crítica: Será Que? (What If, 2013)

Baseado na peça canadense "Cigars and Toothpaste" de T.J.Dawe, "Será Que?" se mostra, aos poucos, uma comédia romântica interessante, ainda que nunca negue alguns clichês, consegue se diferenciar de tantas que existem por aí, além de contar com atuações de Daniel Radcliffe e Zoe Kazan como o casal protagonista,  que encantam e fazem a sessão valer a pena.

por Fernando Labanca

A trama não é nada incrível. Conhecemos Wallace (Radcliffe) que após ser traído por sua namorada, permanece um ano sozinho, sem jamais saber como seguir em frente. Até que em uma festa organizada por seu amigo Allan (Adam Driver), ele conhece Chantry (Kazan), é então que ele sente que este é, enfim, o momento para tentar algo novo, pois se trata de uma garota adorável e que possuí muitos gostos em comum com ele. Não demora muito até Wallace descobrir que ela tem um namorado, situação que o coloca em um grande dilema: continuar amigo, logo que se dão extremamente bem, ou estragar a amizade contando a verdade, contando sobre seu real sentimento por ela. E assim, ambos seguem nesta relação amigável, Wallace sempre esperando algo a mais e Chantry que se torna cada vez mais confusa sobre o que deseja em sua vida, pois a natural afinidade que constrói com seu novo amigo acaba abalando sua relação com seu atual namorado.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cinema: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II


11 anos. Me lembro quando, aos meus 10 anos de idade, fui ao cinema ver "Harry Potter e a Pedra Filosofal", não fazia idéia do que aquilo significava ou muito menos o que aquilo significaria para a história do cinema. Não conhecia o livro e ia mesmo para ver os efeitos especiais, a partir de então, ver Harry Potter nos cinemas virou quase que um ritual, vi exatamente todos na tela grande, sou um daqueles que cresceu junto com Harry e seus amigos e hoje vejo que valeu muito a pena, me dedicar a esta obra que somente quando tive mais idade para discernir o que é ou não é de qualidade é que consegui enxergar que a franquia não só era uma das mais longas de todos os tempos, como também fora uma das melhores, um filme que definitivamente entrou para a história, uma saga que respeitou tanto a obra original, quanto seus fãs, uma obra que resgatou o que houve de melhor na fantasia e na aventura, uma saga que há anos não se via igual, que recolheu fãs de todas as idades e que os prendeu até seu fim, um fim, digamos, épico, um fim antológico que deixa sua marca. Dizer adeus a uma franquia nunca foi tão difícil.

por Fernando Labanca


Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II, 2011)

Para começar, foi o primeiro "Harry Potter" que vejo já tendo lido o livro antes, logo que este semestre me dediquei, além dos estudos da faculdade, em ler do primeiro ao último livro de JK Rowling e só posso dizer que é uma obra fantástica, superior a todos os filmes feitos. Também não pude deixar de analisar o fato de Chris Columbus, o diretor responsável pelos dois primeiros, ter feito um excelente trabalho, conseguiu transpor para a tela o universo de JK, sem sua criatividade e o excelente trabalho de sua equipe, esta franquia não alcançaria seu sucesso com tanto primor. Passando pelos corredores de Hogwarts, a construção dos conflitos e o desenvolvimento das personagens, tudo foi perfeitamente planejado e por isso, apesar de nunca ter alcançado o nível da narração de JK, pode-se dizer, todos, foram grandiosas adaptações.

Alfonso Cuarón com seu "Prisioneiro de Azkaban" e Mike Newell com "O Cálice de Fogo" atingiram um dos pontos mais altos da franquia, onde a aventura ganhou mais força. Logo depois David Yates foi o responsável pelos próximos, e foi ele quem deu um tom mais dark para a saga, aliás, estética muito necessária, logo que a partir de "A Ordem da Fênix" a jornada do "Menino que Sobreviveu" realmente evolui, amadurece, o público de "A Pedra Filosofal" também havia crescido e acredito que este foi o maior mérito de "Harry Potter" nos cinemas, ter feito a franquia crescer junto com aqueles que assistiam, sem deixar de conquistar novos fãs. Mas foi em "Relíquias da Morte" que a saga chegou a seu auge, felizmente, tanto a primeira parte quanto a segunda foram adaptações riquíssimas além de terem sido filmes de grandiosa qualidade. Aliás, a divisão em dois longas foi uma escolha sábia, na primeira parte, há os conflitos entre as personagens principais, há mais texto, mais diálogo e mais explicação sobre o que aconteceria no futuro. Já na segunda, a ação ganha mais força, o filme encara de vez seu final, com mais aventura, mais batalhas, ou seja, tudo aquilo que não teve em nenhum outro filme e fecha com maestria, capaz de emocionar os menos aficionados.

Em "Relíquias da Morte- Parte II", vemos Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint) partindo numa jornada sem volta, em busca das últimas horcruxes, ou seja, os últimos pedaços de alma que restavam de Lord Voldemort (Ralph Fiennes) que após encontrar a "Varinha das Varinhas" no túmulo de Dumbledore, passa a verificar suas horcruxes logo que percebe que Harry está atrás delas. Juntos, eles vão atrás da "Taça de Hafflepuff" que estava no cofre de Belatriz Lastrange (Helena Bonham Carter) no Banco de Gringotes, depois tentam chegar a Hogwarts, pois Potter sabia que Voldemort havia guardado alguma na escola, justamente a que faltava, o "Diadema de Ravenclaw". Para chegar em Hogwarts, os amigos contam com a ajuda do irmão de Dumbledore, Aberforth. Na escola, reencontram com todos os amigos, inclusive com Neville (Mathew Lewis) e Luna (Evanna Lynch) que junto com outros alunos aguardam o sinal de Potter para lutarem, o problema que Harry não tinha um plano muito bem planejado, mas ele não estava sozinho, estava junto de seus fiéis companheiros e até mesmo dos professores que se aliam para dar um fim em Lord.

Até que Voldemort chega em Hogwarts e dá seu ultimato, um duelo marcado com seu grande inimigo, Harry Potter, que por sua vez, percebe que este é seu fim e compreende toda sua jornada, os porquês de estar ali, a verdade sobre Dumbledore e principalmente, a verdade sobre Severo Snape, que guarda as lembranças que definiram toda sua vida.


Um belo final, e que final! É realmente muito bom criar expectativas sobre um filme e perceber ao seu término que ele não decepciona em nenhum ponto. Um filme que mereceu ser aguardado, ser esperado por 11 anos, um final não menos que muito marcante, uma batalha final tão aguardada quanto o término de Star Wars na década de 80 ou até mesmo "A Vingança dos Sith" em 2005 que fazia a ligação da trilogia recente com a antiga. Em outras palavras, fazia muito tempo em que o cinema e o público não celebrava um fim tão épico, que o público não se apegava a uma história e torcia para seu gran finale. É então que refletimos, quando sentiremos isso mais uma vez? Quando é que uma fantasia e a aventura chegará ao nível das produções de Harry Potter? Por isso, ver um final nunca foi tão difícil, termina aqui uma era.

Este é o melhor de todos, fato! O que é ótimo, pois é exatamente o que esperamos de uma saga, que o último seja o melhor. "As Relíquias da Morte-Parte II" não desaponta, tem tudo que um grande filme de aventura tem, mais do que isso, tem tudo que o final de uma franquia necessita para ser memorável. Os bons efeitos especiais se superam e criam ótimas cenas, destaque para a fuga dos jovens amigos de Gringotes com a ajuda de um dragão, excelente sequência, sem deixar de citar as incríveis batalhas que se seguem da metade para o final, finalmente elas existem em "Harry Potter" e em dose certa, capaz de empolgar e nos prender na trama. Batalhas, aliás, ignoradas no livro de JK Rowling, que termina a saga de forma morna, para minha felicidade, no filme, o final é mais digno, há mais emoção nas lutas e Voldemort se torna um vilão mais interessante nas mãos de David Yates.

Como adaptação, o filme é incrível, há sim muitas mudanças, mas nenhuma que comprometa o resultado final, muito pelo contrário, como já disse, há sequências superiores aos do livro. E por isso tem tudo para agradar os fãs e tem tudo para agradar aqueles que só acompanharam Harry nos cinemas, responde todas as perguntas e não deixa nenhuma ponta solta, é realmente o fim. Uma obra acima de tudo, que emociona, sim, emociona! Para quem curte muito a saga, se prepare para as lágrimas! Onde cada detalhe parece emocionar, pois temos a sensação de "esta é a última vez que veremos isto", cada personagem que aparece e são muitos, surgem na tela com um ar de adeus. Personagens, talvez tanto os livros quanto os filmes deram certo devido a eles, em grande parte, a obra não seria a mesma sem Hermione e Rony, não há como não amar esses dois. O que falar de Gina (Bonnie Wright) e todos os Weasley? Lupin (David Thewlis) e Tonks (Natalie Tena) ? E o retorno de Dumbledore e Sirius (Gary Oldman)? A força de personagens que surpreendem como Neville, Luna e a professora Minerva (Maggie Smith) e enfim, o que falar de Severo Snape (Alan Rickman)? Está nele a grande surpresa do filme em um dos momentos mais emocionantes de toda a saga.

Um filme que fala sobre amizade, é claro. Parece bobo e uma moral batida, mas lendo os livros e vendo o filme, percebemos o quanto isto é diferente e muito mais intenso aqui. Nos afeiçoamos a eles, conhecemos eles perfeitamente bem, aliás foram 8 filmes! É realmente bonito ver Harry Potter se entregar e ver que ele era o alvo, ao mesmo tempo em que ele se depara com todos lhe ajudando, colocando suas vidas em risco, perceber que ele definitivamente não estava sozinho! É interessante ver Neville crescendo como pessoa e perder sua baixa-estima quando todos passam a apostar em seu potencial, ou quando Aberforth compreende que nem tudo está perdido e que vale a pena lutar quando se tem esperança de um mundo melhor. É bonito ver Potter e sua preocupação não só em lutar, mas se preocupando que no final de tudo pudesse encontrar seus amigos para contar como foi, eles eram seu apoio, seu suporte, sua maior fonte de inspiração para querer entrar nesta batalha. E este amor que existe entre as pessoas, nas relações do dia-a-dia vale muitos sacrifícios e como Dumbledore diz em certo momento: "Não tenha piedade dos mortos, tenha piedade dos vivos, principalmente aqueles que vivem sem amor".

Os atores também estão incríveis, o trio principal cresceu a cada filme e neste marca um grande momento de cada um, ainda que na primeira parte tiveram uma chance melhor de provar algum talento. Entre os coadjuvantes vemos atores britânicos de alto nível, como Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes e Maggie Smith, simplesmente fantásticos. Destaque também para Alan Rickman que nos emociona mostrando finalmente sua fragilidade como Snape. Além das participações de Gary Oldman, Jason Isaacs, Jim Broadbent, Emma Thompson, John Hurt, Michael Gambon como Dumbledore e Robie Coltrane como nosso querido Hagrid.

Este foi o fim! É triste até pensar nisso. Quando o filme acaba o que se sente além de uma grande emoção, é um vazio. Vazio de uma história que não mais retorna, é como um triste adeus a um amigo querido. Vale a espera, um filme muito bem feito, fiel a obra de JK Rowling, com bons efeitos especiais, figurinos, fotografia e a bela trilha sonora de Alexandre Desplat, além das atuações convincentes. "Harry Potter" com este último capítulo entra para a história do cinema, como uma das mais longas franquias já feita, onde toda a equipe e os atores se comprometeram a seguir até o fim e este é seu outro grande mérito, foram fiéis e respeitaram o público, coisa rara quando se fala de blockbusters e este é um dos melhores já feito. A aventura perde este ano uma grande obra, uma grande idéia. Um filme que marcou não só a história, mas como toda uma geração! Uma obra que será lembrada daqui muitos e muitos anos.

NOTA: 10






[Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1]
[Crítica: Harry Potter e o Enígma do Príncipe]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1, 2010)

Baseado na obra de J.K Rolling, dividido em duas partes para os cinemas, sendo que a segunda lançará no meio de 2011. A "Parte 1" chega batendo alguns recordes como a segunda maior abertura no ano. Uma continuação interessante que vale muito a pena ser conferida.

por Fernando Labanca

Antes de mais nada, não li o livro, portanto minha resenha se refere nada a mais que o filme em si, como adaptação infelizmente não poderei opinar. O que posso dizer com toda a certeza é que o longa agradará sim mesmo aqueles que não leram os livros assim como eu, mas que por algum motivo admiram os trabalhos cinematográficos em cima das obras.

Na sétima parte, muita coisa muda, mas a maior diferença é a ausência das aulas de magia e as sequências nos corredores de Hogwarts, a ação agora é externa. Prestes a completar 17 anos, Harry (Daniel Radcliffe), assim como todos os bruxos recebem a notícia de que o Ministério da Magia caiu, o que significa que uma guerra está prestes a começar. Assim, como ele, Hermione (Emma Watson) abandona sua família e juntamente com a Ordem da Fênix, bolam um plano para a segurança de Harry Potter. Eles os enviam para a "Toca", a casa dos Weasley. Entretanto, nesta fuga são atacados pelos Comensais da Morte, onde Edwiges e Olho-Tonto morrem.

Na toca, recebem a visita do Ministro da Magia (Bill Nighy), que entrega para Harry, Rony (Rupert Grint) e Hermione objetos que ele havia deixado para eles como testamento: para Rony, um apagador que absorvia toda luz presente assim como lhe mostrava a luz quando ela estava ausente, para Hermione, "Os Contos de Beedle, o Bardo", um livro e para Harry, o pomo de ouro que havia capturado em seu primeiro jogo de quadribol. Algumas horas depois, ocorrem alguns ataques no local, e para a segurança de todos, Harry se "teletransporta" para as ruas de Londres junto com seus fiéis amigos. Assim como foi guiado por Dumbledore a destruir a seis horcrux, pois só assim conseguiria destruir Valdemort, logo que são "pedaços"de sua alma, Harry traça sua missão, encontrá-las. Duas já haviam sido destruidas, pelo próprio Harry (em A Camera Secreta) e por Dumbledore (no Enígma do Príncipe) e quando começam a seguir algumas pistas descobrem a localização de mais uma, e para isso correm os maiores riscos e são perseguidos constantemente pelos Comensais.

Para se manterem seguros, começam a acampar em vários lugares, e com o passar do tempo, percebem que os objetos deixados por Dumbledore tinham um significado muito a maior e que por algumas razões, passam a guiá-los para o caminho certo, enquanto isso, surgem alguns conflitos entre eles onde a amizade é colocada a prova, como a desconfiança de Rony em Harry, por não aprovar sua forte união com Hermione e pelo fato deles correrem risco de vida por ele, sendo que o próprio não tem planos para o futuro e nem sabe ao certo como conquistar as coisas deseja.


Acima de tudo, uma ótima sequência. É difícil imaginar um filme que consegue chegar até a sétima parte e com o nível que Harry Potter chegou. Graças a base sólida deixada por Chris Columbus e todo o ambiente criado por ele e sua equipe, e para sequência de bons diretores que passou pelas mãos do projeto, difícil escolher qual o melhor de todos. Mas não há dúvidas de que David Yates (A Órdem da Fenix, O Enígma do Príncipe e As Relíquias da Morte) fez mais do que um excelente trabalho e contribuiu e muito para a saga do bruxo se tornasse um projeto grandioso.

"As Relíquias da Morte" iniciou muito bem esta parte final, deixou várias pontas soltas, mas ao mesmo tempo, houve uma divisão bem feita, onde houve conflitos suficientes para preencher o filme todo, não se tornando uma simples parte do final, mas sim, um filme completo da saga Harry Potter. Em falar em conflitos, devido a eles, o trio principal cresce e se tornam bem mais interessantes, o melhor desempenho dos atores em todos os filme. O fato de ser apenas uma parte do final e ter a duração de um filme normal, teve suas vantagens, o roteiro teve espaço para aproveitar melhor todas as situações, desde a profundidade dos personagens até um melhor desenvolvimento da trama, permitindo que a história ocorrece sem pressa, ao mesmo tempo, sem derrapar e sem cansar o público. E segundo aqueles que leram, foi um dos filmes mais fiéis a obra.

Trilha sonora do experiente Alexandre Desplat, faz um trabalho notável e bastante interessante, a fotografia é mais uma vez muito bela, assim como todas as locações e os efeitos visuais. Um visual deslumbrante, cheio de belas imagens e incríveis sequências, vale citar que o estilo que o diretor opitou é ainda mais dark. David Yates construiu um filme belíssimo, e mostrou uma outra concepção do que conhecemos por blockbusters, assim como as últimas sequências da saga. Um filme que não perde tempo com explosões e muitos efeitos visuais, mas se prende ao roteiro, numa boa elaboração das tramas, respeitando todos os públicos, aqueles que começaram a gostar da obra recentemente, até aqueles que cresceram vendo os filmes e que amadureceram, e hoje esperam um filme mais cabeça, e Harry Potter cresceu também, e tem condições de oferecer aqueles que assistem, conteúdo.

O foco desta parte é trio principal. Esqueça Hagrid (Robbie Coltrane), Severo Snape (Alan Rickman), Lucio (Jason Isaacs) e Draco Malfoy (Tom Felton), Bellatrix (Helena Bonham Carter, ótima), Gina (Bonnie Wright) e o vilão Valdemort (Ralph Fiennes, mais uma vez, irreconhecível). Estão presentes, mas aparecem bem pouco, quase como participações especiais. As novidades ficam com Rhys Ifans, como pai de Luna, e fundamental para a trama, e a participação do sempre ótimo Bill Nighy, e o retorno do simpático Dobby, o elfo doméstico. Um filme incrível, uma das melhores sequências da saga, para quem curte Harry Potter, dificilmente se decepcionará com esta parte. Recomendo.

domingo, 26 de julho de 2009

Crítica: Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2009)


Harry Potter retorna, junto com seus amigos, ao sexto ano em Hogwarts, e no cinema, a saga chega a reta final, sem perder o estilo construído há 8 anos atrás.

por Fernando

Harry Potter (Daniel Radcliffe) cresce e passa a se comportar de maneira diferente, aceitando seu destino, como o eleito, como aquele que pode derrotar o temido Voldemort. O mundo já não é mais o mesmo, o medo está tomando conta não só no mundo dos bruxos, mas também no mundo dos humanos, os Comensais da Morte estão a solta, destruindo e botando terror em tudo o que veem pela frente. E para isso, Dumbledore toma uma grande decisão, trazer o antido professor de poções mágicas, Horácio Slughorn (Jim Broadbent) de volta para Hogwarts.

Dumbledore (Michael Gambon) procura Harry Potter e pede para que ele se aproxime do experiente professor, pois só ele pode descobrir o modo como destruir Voldemort. Dumbledore mostra a Harry uma sala que contém todas as mais importantes memórias de Tom Ridle, mas há somente uma, a mais crucial de todas em que foi perdida, uma lembrança que pertence somente a Slughorn, onde há a grande revelação, de como Voldemort se tornou imortal. Para isso, Harry Potter, juntamente com Hermione (Emma Watson) e Ronny Weasley (Rupert Grint), passa a participar das novas aulas de poções mágicas de Slughorn, e nessas aulas, Potter acaba encontrando um livro de magias, igual ao que todos ganharam, com um diferencial, há "colas", rasuras, explicações fáceis sobre tudo e é assinado por Príncipe Mestiço, Harry fica fascinado pela descoberta e passa a se destacar facilmente nas aulas do professor.

Enquanto isso, Draco Malfoy segue cada vez mais para o lado negro das forças, enquanto Harry é o eleito, Malfoy segue seu destino de Comensal da Morte. Ele passa a ter alguns problemas familiares e tem a ajuda de Bellatrix (Helena Bonham Carter) que vai atrás de Severo Snape (Alan Rickman) para fazer um pacto com a mãe de Malfoy, Narcisa (Helen McCrory), de que ele ajudaria acima de qualquer dificuldade o jovem, que livraria ele de qualquer mal, e se por ventura, Malfoy fizesse o mal, Snape tomaria a responsabilidade e o faria ele mesmo.


Mas nem tudo é terror, em Hogwarts, enquanto os jovens tentam desvendar os mistérios que o cercam, seus hormônios estão a flor da pele, Ronny entra para o quadribol, chamando a atenção da mulherada, chateando Hermione, que se surpreende por ele nunca enxergar quem realmente ama ele, de verdade. Enquanto isso, Harry tenta de qualquer forma esconder seus sentimentos por Gina Weasley (Bonnie Wright) que cresce e passa a paquerar os garotos de Hogwarts, deixando Harry com ciúmes. Ele, por sua vez, tenta se concentrar em Slughorn, mas impedir de que todos saibam o que ele realmente sente por Gina fica cada vez mais difícil.

Aventuras, emoção, romance. Tem de tudo no novo filme de David Yates, que como diretor, faz um trabalho exemplar. Harry Potter, pode se dizer, que foi o filme mais aguardado do ano, logo que reuniu legiões de fans em todo o mundo, graças ao sucesso dos livros, mas também graças ao grande trabalho cinematográfico que foi feito em cima das histórias de J.K Rowling.

Yates, constrói um belo filme, com espertas movimentações de câmeras, e um ritmo interessante, lento, mas interessante. Os efeitos especiais são excelentes, muito bem trabalhados, mas infelizmente, pouco explorados. As cenas de ação e aventura são poucas, não empolgando o quanto era esperado, a maioria das cenas são mais lentas, deixando o filme com a sensação de longo demais, pois acontecem poucas coisas no longo tempo de projeção. E quando surge uma grande cena, alcançando o auge da emoção e adrenalina, a próxima surge, lenta e cansativa, destruindo o que fora feito na cena anterior, fazendo com que não haja um clímax, um grande momento.


O Enigma do Príncipe é um bom filme, tem ótimos efeitos especiais, fotografia belíssima, cenários encantadores, trilha sonora empolgante, tudo muito bem dirigido nas mãos de Yates, é de dar gosto estar sentado na sala de cinema a apreciar tudo o que há de belo exposto no filme. O sexto episódio, em algumas passagens, chega a ser um dos melhores da saga, é sem sombra de dúvida, o mais engraçado, o mais divertido e claro, o mais romântico, dando bastante espaço para as personagens em si, e não tanto para as magias e efeitos visuais. Por outro lado, falha como todos os anteriores, é bem melhor que A Ordem da Fênix, mas repete seu mesmo erro, não deixa de ser um filme de passagem, uma passagem para o final, uma ponte entre o que já foi feito e o desfecho. Harry Potter foi uma saga belíssima, mas já estamos no sexto filme, e se pararmos para pensar, pouca coisa ocorreu, os filmes costumam ser longos mas com poucas ações, poucas histórias. E O Enigma do Príncipe não foge disso, é ótimo, mas falta muita coisa. O filme acaba, e sentimos satisfeitos, mas não deslumbrados, pois sentimos que faltou algo, e faltou mais o que contar. Como sempre, o filme nos enrola a projeção inteira, para colocar as grandes emoções para o final, e decepcionam, pois mostram batalhas sem graças, sem ação, sem clímax. E nesse caso, nem há batalha, há alguns efeitos (ótimos), mas passam rápido e nem nos empolgamos. Talvez esse último se difere, por não deixar as grandes emoções somente para o final, durante a projeção, há algumas perseguições, no entanto, logo no ínicio já vimos grandes destruições, e ainda há algumas histórias interessantes, mas nada tão inovador, nada do que deveria ser, deveria ter sido algo muito, muito maior, já estamos no sexto filme, não queremos mais aulas de poções mágicas e conversas sobre o passado, queremos ver ação e um roteiro incrível, digno de sexto filme da saga de maior sucesso dos últimos anos.

Os atores estão melhores, o trio principal cresceu, fisicamente, mas também na questão de atuação, até Daniel Radcliffe conseguiu divertir nesse filme. Mas o grande destaque fica por Jim Broadbent, que surge no papel de Horácio Slughorn, excelente, muito divertido, engraçado, carismático, e rouba todas as cenas em que está presente, perfeito. O resto dos atores, como sempre ótimos, Alan Rickman como o severo, Severo Snape, e Helena Bonham Carter, que infelizmente, pouco mostrada no filme, mas dá a Bellatrix uma loucura interessante, se encaixa perfeitamente nesse mundo gótico de Harry Potter. Outro que cresce, é Tom Felton, o Draco Malfoy, sua personagem cresce na trama, assim como a ator em si. Bonnie Wright tem bem mais destaque como Gina, mas ela é completamente inexpressiva, faltando emoção nas cenas românticas, aliás, que deveriam ter sido românticas, ao lado de Radcliffe. Outra personagem, é a original Luna, interpretada por Evanna Lynch, mais uma vez dando o carisma e estranheza necessária para a jovem bruxa.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe tem seus defeitos e muitos, não sei avaliar como adaptação, mas como filme, é belo e divertido. Tem inúmeras qualidades, mas poderia ter sido muito melhor, logo que repetiu os erros dos filmes anteriores, mostrando que a projeção nunca evolui, construindo uma saga linear. Porém, numa época onde o cinema prefere colocar efeitos especiais de cegar os olhos se esquecendo de colocar boas histórias, Harry Potter ganha mais um ponto por preferir estender sua duração para colocar conteúdo, do que encher a tela de efeitos desnecessários para arrecadar mais dinheiro e conseguir mais fans.

NOTA: 8

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