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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Crítica: Interestelar (Interstellar, 2014)


Christopher Nolan é um dos cineastras mais ambiciosos de nosso tempo, é de surpreender a maneira triunfante como ele retorna a cada novo trabalho, mesmo depois de grandes produções como "A Origem" e a trilogia do Batman, ele se mostra, mais uma vez, incansável, sempre disposto a fazer o melhor, o maior e mais impactante. "Interestelar" é grandioso, é também, sua obra mais pretensiosa e a mais corajosa que ele chegou a realizar em todos esses anos.

por Fernando Labanca

Trata-se de uma ficção científica, e das boas. Um raro exemplar de um gênero que há muito tempo não nos apresentava algo tão original, e ao mesmo tempo, tão clássico, tão épico. Christopher Nolan, que nitidamente teve grandes inspirações em "2OO1: Uma Odisséia no Espaço" (1968) de Stanley Kubrick, realiza um trabalho memorável, que nos presenteia com sequências milimetricamente bem elaboradas, que respeita a sétima arte, respeita o público. Me fez lembrar de um cinema mais puro, mais limpo, onde a cena nos permite compreender a ação, e por isso, nos dá tempo e a chance de apreciar cada instante. E por esses elementos, vejo a direção de Nolan como sendo tão corajosa, simplesmente por ele ter tido a ousadia de construir, em pleno 2014, numa época onde o 3D e os efeitos especiais dominaram as super produções, algo que remetesse aquelas produções mais antigas, chega a ser nostálgico a beleza das cenas, sem exageros visuais, tudo é muito real, e por isso, mais interessante, mais bonito. O filme se difere também pela importância que o roteiro dá para seus personagens e para os diálogos, logo que, mais do que um sci-fi, "Interestelar" se firma como um poderoso drama, que carrega durante toda sua trama uma forte e intensa carga emocional.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crítica: O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)

É de se esperar ver um bom filme de Martin Scorsese. Quando vamos ao cinema ou quando assistimos alguma raridade de sua brilhante filmografia, é difícil sentir decepção, portanto a expectativa em torno do diretor é sempre alta. Me surpreende, porém, depois de tantos anos dirigindo, ele conseguir realizar o que talvez seja um de seus melhores trabalhos, "O Lobo de Wall Street" vai além do que ser apenas mais um bom filme de Scorsese, ele já nasce como um clássico. É Excepcional. É uma obra-prima.

por Fernando Labanca

O longa conta o nascimento do grande império de Jordan Belfort, aquele que acredita que o dinheiro é a solução para todos os problemas. Jovem, ele já sonhava em estar em Wall Street e desfrutar do lucro ganho pelos corretores de ações, é onde conhece seu mentor, Mark Hanna (Matthew McConaughey), é também onde conhece a decadência, perdendo seu emprego assim que uma crise derruba Wall Street. Ainda acreditando em seu sucesso e com a lábia de um excelente vendedor, Jordan descobre as conhecidas penny stocks, ações de pequenas empresas que não valem nada, mas que aquele que vende ganha uma comissão cheia, uma atitude ilegal mas que o faz fundar, ao lado do amigo Donnie Azoff (Jonah Hill) e outros velhos parceiros, a Stratton Oakmont, uma corretora de ações que "vende lixo para lixeiros". Ganha fama nos jornais, conhecido como "O Lobo de Wall Street" e ganha também mais dinheiro do que precisa. E para passar as horas de sua vida fácil, Jordan se alimenta de seus vícios, das drogas e do sexo, da loucura da sua rotina, do amor pelo dinheiro, transforma sua vida e seu ambiente de trabalho em um verdadeiro circo, onde não existe certo ou errado. Vivendo uma vida sem limites, desfrutando de forma insana tudo o que o dinheiro pode pagar.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Globo de Ouro 2014 - Os Vencedores



por Fernando Labanca

O Globo de Ouro anunciou seus vencedores neste último domingo (12/01), em Los Angeles, com a apresentação das comediantes Tina Fey e Amy Poehler, que também apresentaram ano passado e continuaram dando um belo show, são naturalmente engraçadas e fizeram boas piadas durante a noite. Segundo elas, é isso o que Hollywood faz: "se uma coisa dá certo, eles continuam fazendo até provocar ódio nas pessoas!". No geral, não teve nenhum grande momento, mas surpreendeu em algumas categorias, principalmente a de atores. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Crítica: Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe, 2011)

William Friedkin é um nome de peso na história do cinema, foi o responsável por dirigir o clássico “O Exorcista” e desde então, porém, escolheu por trilhar um caminho não tão óbvio em Hollywood, esteve sempre distante dos holofotes, realizando alguns projetos bastante desconhecidos do grande público, tendo até uma filmografia curta pela longa carreira que tem. Eis que ele retorna, aos 77 anos de idade, provando que ganhou muita experiência ao longo dessas décadas e é ainda capaz, mesmo que num filme tão simples, provar seu potencial em construir uma obra memorável, provar sua força, genialidade e ousadia como diretor.

Por Fernando Labanca

Baseado na peça de teatro de Tracy Letts, que também assina o roteiro, o filme gira em torno de uma família disfuncional e a estranha relação que ela passa a ter com um matador de aluguel. Tudo se inicia com um plano bizarro de Chris (Emile Hirsch), o filho mais velho, que devendo para traficantes perigosos chega a conclusão de que o único modo de conseguir dinheiro e quitar suas dívidas é recebendo a apólice de seguro de sua mãe, neste caso, só acontecendo com ela morta. Para isso, ele,  ao lado do pai (Thomas Haden Church) e da madrasta (Gina Gershon), decide contratar Joe Cooper (Matthew McConaughey), um detetive que é assassino nas horas vagas, para mata-la. Com o dinheiro em mãos, o plano era pagar a metade para Joe, e o resto dividir entre os membros da família, inclusive para a filha mais nova, a inocente Dottie (Juno Temple). Os piores conflitos surgem quando, ao não receber o pagamento adiantado, assim como o de costume, Joe exige uma garantia: Dottie, o que causa a fúria em Chris, que coloca a proteção de sua irmã acima de qualquer coisa. 


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