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segunda-feira, 26 de março de 2018

Crítica: Aniquilação

Depois de "Ex Machina", o roteirista e diretor Alex Garland volta a entregar uma ficção científica complexa, abusando de bons argumentos e questões existencialistas.

por Fernando Labanca

Apesar de veterano no cinema, este é apenas o segundo longa-metragem de Alex Garland como diretor, onde consegue, mais uma vez, criar uma ficção científica diferenciada, com algumas sequências perturbadoras que ficarão ecoando na mente do público, além das tantas questões que deixa em aberto com seu enigmático fim. Baseado no livro de Jeff VanderMeer, a trama é centrada em Lena (Natalie Portman), uma bióloga especialista em células, que sofre pela recente perda do marido, que desapareceu depois de fazer parte de um misterioso experimento. Eis que, para a surpresa dela, ele ressurge, mas com sérios problemas de saúde. Em uma tentativa de ajudá-lo, ambos são capturados e levados para a Área X, onde ela terá conhecimento sobre o verdadeiro paradeiro de seu marido e onde acaba se envolvendo com um grupo de outras cientistas que farão parte de uma expedição secreta. A missão é descobrir a origem e os efeitos do "brilho", uma misteriosa contaminação que está  tomando conta de uma região e se alimentando de tudo o que encontra, provocando uma eminente aniquilação da Terra.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Retrospectiva 2017 - As Melhores Atrizes


Terminando a retrospectiva das atuações de 2017, escrevo agora sobre as atrizes que marcaram o ano. Interpretando personagens reais, fictícias, em comédia, drama e até em filmes teen. As mulheres brilharam durantes estes últimos doze meses em papéis desafiadores e de grande expressão. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Crítica: De Canção em Canção (Song to Song, 2017)

Terrence Malick retorna para discutir sobre o vazio existencial de seus personagens. Peca, novamente, ao cair na própria armadilha, logo que "De Canção em Canção" é tão oco quando aqueles indivíduos que acompanhamos na tela e tão esquecível quanto os últimos trabalhos do diretor. 

por Fernando Labanca

Alguém precisa realizar uma intervenção com Malick. Urgentemente. Responsável por obras-primas do cinema como "Além da Linha Vermelha" (1998), o diretor que por anos se manteve afastado realizou um retorno surpreendente em 2011 quando lançou o belíssimo "A Árvore da Vida". O que ninguém esperava, porém, é que ele se esgotaria ali. Tudo o que veio após não passou de uma repetição de ideias, temas e personagens. Desta forma, "Song to Song" nada mais é que uma extensão de "Amor Pleno" (2012) e principalmente de "Cavaleiro de Copas" (2015), com indivíduos filosofando sobre a vida - em uma interminável narração em off -, pronunciando pérolas como "Estou perdida / Achava que não tinha mais alma", enquanto caminham desolados a lugar algum, sentindo o peso do mundo sob seus ombros. Ou seja, Malick sendo Malick...e ninguém aguenta mais isso, ninguém mais pede por isso. E afirmo com bastante frustração, pois se trata de um dos meus diretores favoritos.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Crítica: Cavaleiro de Copas (Knight of Cups, 2015)

Quando a beleza e superficialidade coexistem.

por Fernando Labanca

Lançado oficialmente no Festival de Berlim no qual ainda concorreu ao prêmio de Melhor Filme, "Cavaleiro de Copas" marca mais um passo atrás na carreira de Terrence Malick, que se distancia cada vez mais do primor de seu próprio modo de fazer cinema. Essa é a prova concreta de que até mesmo para Malick é difícil ser Malick, que tenta ao longo de tortuosos 120 minutos, reprisar seus próprios acertos. Não consegue e acaba oferecendo uma obra oca, que chega com a pretensão de expressar muita coisa, mas nada diz, nada faz, caminhando em um ciclo sem fim de narrações em off e personagens superficiais, que trilham melancólicos proferindo palavras belas rumo a lugar algum.

A proposta de Malick aqui é confusa, ainda que bem intencionada. Sem ter escrito um roteiro, apenas diálogos aleatórios para seus atores, não permitiu que nem mesmo eles soubessem do que se tratava a obra. Christian Bale, que encara o protagonista, não diz nenhuma palavra em cena e já confessou que ao longo das gravações não sabia sua função ali. Logo, "Cavaleiro de Copas" é uma junção de várias sequências que não possuem lógica ou um arco narrativo e são unidas pelas narrações dos indivíduos ali mostrados. Dessa forma, são inúmeros cortes, cenas perdidas e vozes sussurrando frases como "diz para montanhas Perdoe-me" ou "O que nós somos agora?", buscando erroneamente dar alguma profundidade a tudo aquilo. Pura pretensão de Malick, que faz uma bela poesia, mas esquece de todo o resto, inclusive o próprio público.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Especial 400ª Postagem: Natalie Portman


Como o de costume aqui no blog, não poderia deixar de fazer um post especial para uma comemoração. Neste caso, celebro a 400ª postagem do Cinemateca (ainda que este número já tenha passado há algumas semanas!). Para isso, resolvi escrever um pouco sobre esta musa do cinema, no qual admiro muito desde que era mais novo, desde a época em que ela nem era um nome forte em Hollywood, Natalie Portman, que aliás, completou 33 anos nesta semana (09/06). Pois bem, hoje ela é isso, um nome a ser notado, uma atriz admirada por muitos, com seu talento inegável e um Oscar em sua prateleira, Natalie é, com certeza, uma das melhores atrizes da atualidade.

Por Fernando Labanca

Natalie Portman é uma atriz bastante versátil, de comédias descompromissadas como “Sexo Sem Compromisso” (2011), produções milionárias como “Thor” (2011) até filmes mais cultuados. Ganhou notoriedade na “nova” saga de “Star Wars” interpretando Padmé Amidala, mas foi em meados de 2004, com o lançamento de “Closer”, que provou de vez seu talento. Alguns anos depois chocou muitos com sua forte interpretação em “V de Vingança” (2006), mas foi em 2010 que Natalie conseguiu enfim, seu espaço merecido, seu reconhecimento, com “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky, no qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz.

domingo, 15 de maio de 2011

Cinema: Thor

Mais um herói da Marvel chega aos cinemas para preparar o terreno do tão comentado "Os Vingadores". Mas felizmente, "Thor", para minha surpresa, vai mais além do que só mais um filme de herói e mais do que só uma ponte para futuros projetos.

por Fernando Labanca

Numa introdução impecável, rápida e objetiva, conhecemos o Reino de Asgard, liderada por Odin (Anthony Hopkins) que tem em suas mãos aquele tão famoso martelo, onde mantém todo seu poder. Entretanto, seu destino era entregar, em determinado momento, seu poder para um de seus filhos, Thor (Chris Hemsworth) ou Loki (Tom Hiddleston). Quando os dois completam a idade suficiente para comandar Asgard, Odin faz sua escolha, entregando o poder à Thor.

Porém, haviam outros reinos que durante muitos anos viveram em guerra, houve, então, um decreto de paz, e que exatamente na comemoração de Thor, um dos reinos quebra este contrato, o reino de Jotunheim, habitado pelos Gigantes do Gelo, invadindo Asgard. Thor, então, como primeira atitude de um Líder, vai a Jotunheim com seus companheiros reagir a ofença, quebrando de vez o contrato de paz, levando a fúria de Odin, que retira seu martelo, lhe retirando todos seus poderes e lhe expulsando de Asgard, o levando para a Terra.

Na Terra, conhece uma equipe de pesquisadores, Jane (Natalie Portman), o professor Andrews (Stellan Skarsgard) e a estagiária Darcy (Kat Dennings), que ao procurarem, através de satélites, alguns mistérios vindo do céu, se deparam com este ser estranho e se assustam com sua personalidade nada humana, machão, grosseiro e se "achando" o herói. O martelo, por sua vez, foi parar na Terra também, lançado pelo próprio Odin, onde o homem que conseguir recuperá-lo será digno de tal poder. Nisso, a S.H.I.E.L.D entra em ação, através de seu principal agente (Clark Gregg), botam um fim nas pesquisas da equipe de Jane e montam uma complexa estrutura ao redor do martelo, preso num concreto.

Thor, então, tenta reencontrar o objeto que lhe devolveria os poderes, e conta com a ajuda de Jane, que já não havia mais o que perder, ao mesmo tempo que tenta compreender a vida deste ser nada previsível. Enquanto isso no Reino de Asgard, Loki começar a armar um grande plano para ter enfim, o que ele sempre desejou, o poder para si, nem que para isso, tenha que dar um fim em seu próprio pai ou enviar seres do mal em busca de seu irmão. Percebendo, então, que a Terra seria palco de terríveis acontecimentos, Thor decide agir e descobrir e verdadeiro sentido de ser um herói.


O roteiro funciona, nunca li nenhuma HQ, e não me senti perdido na história, o filme consegue conquistar um novo público, levando a trajetória deste herói criado por Stan Lee para aqueles que não conheciam e facilmente entrarão neste universo. O roteiro consegue aproveitar muito bem seus minutos, nos apresentando seus personagens com competência, nos envolvendo com cada um deles, conhecemos suas tramas, seus conflitos, e toda a história é muito bem desenvolvida, não se prendendo nas cenas de ação e muitos efeitos, mas se preocupando mesmo em nos mostrar quem é Thor.

A direção de Kenneth Branagh (Hamlet) é incrível, faz deste filme algo maior. Os ângulos em que ele capta as imagens, a maneira como ele nos guia, é tudo muito diferenciado, consegue trazer beleza para sequências simples, como a que Thor tenta sob o cair da chuva retirar seu martelo do concreto, era para ser só mais uma cena, mas não foi, entre outras passagens em que ele consegue transformá-las em belas imagens. Ajudado com a boa fotografia, e a ótima construção dos cenários, as sequências que ocorrem "nesses reinos" são fascinantes, e é claro, não poderiam faltar, os ótimos efeitos especiais, que não decepcionam. Outro ponto positivo é o humor, muito bem inserido, há cenas realmente engraçadas.

Chris Hemsworth como Thor surpreende, simplesmente por ser um ator novato, mas mesmo assim, deu conta do recado, soube carregar a responsabilidade de ser o protagonista e encarou seu personagem de frente, convense, consegue passar todo aquele jeitão "machão", mas sem perder o carisma. Natalie Portman sempre boa, mas Jane poderia ter sido interpretada por qualquer atriz começo de carreira, não precisava ser ela, só mais um nome para estampar nos cartazes, é como se Natalie fosse boa demais para o papel, mas mesmo assim, não decepciona. Do restanto do elenco, se destaca Anthony Hopkins, com uma força que não via há muito tempo no ator, uma vontade de fazer algo de qualidade, e conseguiu, encarna Odin com perfeição. Outra revelação é Tom Hiddleston, que interpreta o vilão Loki e surpreende e muito, incrível em sua performance, levando em consideração, que a construção de seu personagem foi um dos pontos positivos da trama, um dos bons vilões que surgiram no universo dos heróis...

"Thor" é um filme completo, boa história, direção segura, bons atores no elenco, interpretando bons personagens, além de uma parte técnica impecável. Efeitos especiais na dose certa, respeitando tanto aqueles que curtem uma boa aventura, quanto aqueles que esperam um pouco mais de conteúdo. O filme empolga, há sequências de brilhar os olhos, e ainda um final que não é tão previsível. A comparação com os outros filmes da Marvel é inevitável, é de longe superior a todos os filmes do "Hulk", porém fica lado a lado quando comparado a "Homem de Ferro", diria que é tão bom quanto. Mas isto falando na primeira aventura de Tony Stark, se comparado a segunda parte, "Thor" é muito melhor. Peca pelo excesso de "S.H.I.E.L.D" no roteiro e a toda hora querer justificar os meios que levarão a "Os Vingadores", mas tirando isto, o filme é ótimo, recheado de bons momentos. Não me decepcionou e acredito que não irá decepcionar muita gente também. Enfim, recomendo, entretenimento de qualidade!

NOTA: 9


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You, 2009)

Em 2006 vários diretores cultuados se reuniram para mostrar, cada um com seu curta-metragem, histórias de amor em Paris, em "Paris, Eu Te Amo", a idéia deu certo e deram partida para um projeto promissor chamado "Cities of Love", e Nova York foi a escolhida para ser palco desta sequência, reunindo diretores não muito conhecidos numa mescla adorável de amor, comédia e drama.

por Fernando Labanca

Dentre os diretores a mais conhecida é a indiana Mira Nair (Feira das Vaidades), há a iniciante Natalie Portman por trás das câmeras e na frente delas também. Há também Brett Ratner (X-Men e o Confronto Final) e alguns diretores desconhecidos do grande público, atores que se aventuraram como realizadores e alguns até estrangeiros escolhidos para finalizarem os 11 curta-metragens, que por sua vez, funcionam quase como um longa-metragem, um mosaico cheio de histórias paralelas, assim como o britânico "Simplesmente Amor".

Há algumas passagens dispensáveis como a do norte-americano Allen Hughes (O Livro de Eli), numa cansativa declaração de amor entre desconhecidos, interpretados por Bradley Cooper e Drea de Matteo, bons em seus respectivos personagens. Já a sequência dirigida por Natalie Portman que fala sobre preconceito na cidade, não empolga nem emociona. O indiano Shekhar Kapur faz uma das passagens mais belas, visualmente falando e o curta mais complexo dentre todos, com ótimas atuações de Shia LaBeouf e Julie Christie, mas que de certa forma não se encaixa na proposta e parece pertencer a outro longa qualquer, menos "Nova York, Eu Te Amo", a história acontece num hotel e pouco se comunica com a cidade. Há também Mira Nair e sua bela história entre uma cliente (Portman) e um comprador, com um diálogo intenso, mas pouco empolgante também.

Brett Ratner, o mais criticado entre todos, acredito que foi o que conseguiu se comunicar mais entre a "massa", vamos dizer assim, o curta com um toque mais popular, conta com atuações dos jovens Anton Yelchin, Olivia Thirlby, Blake Lively e do veterano James Caan e nos mostra a noite inesquecível de um garoto em sua formatura ao lado de uma cadeirante que acabara de conhecer. Estranho, mas simpático. O diretor Joshua Marston nos trás uma deliciosa tarde ao lado de um casal na terceira idade (Elie Wallach e Cloris Leachman) e a pespectiva deles sobre Nova York, ótimo. Há também algumas passagens que entrelaçam esses acontecimentos, fazendo assim, paracerem histórias paralelas e não tão distantes uma das outras, como a personagem de uma cinegrafista (Emilie Ohana- uma pseudo-protagonista) que registra esses momentos inusitados em Nova York e tem contato com as diferenças dessa incrível cidade, das diferentes religiões, raças e credos.


Entre os grandes destaques está exatamente o primeiro longa, dirigido pelo chinês Jiang Wen e nos mostra a divertida história de um "batedor de carteira" (Hayden Christensen, ótimo) e como conheceu uma bela jovem (a "the O.C" Rachel Bilson) a partir de seus roubos, o curta ainda conta com ótima participação de Andy Garcia. O japonês Shunji Iwai é talvez o que mais agrade os mais jovens, numa espécie de mini comédia romântica, conta com Orlando Bloom e Christina Ricci e marca um bom momento do filme. Mas quem acerta em cheio, para mim, é o ator israelense Yvan Attal (atuou em A Hora do Rush 3) que faz duas passagens, uma entre Ethan Hawke, brilhante em seu papel e algumas tentativas de não passar a noite sózinho jogando seu inocente charme para as desconhecidas com quem se depara, inclusive com uma prostituta (Maggie Q.). Mas a melhor mesmo é quando Yvan dirige Chris Cooper na noite de Nova York, conversando com uma suposta desconhecida no intervalo de um jantar, a sempre incrível Robin Wright Penn. A passagem é muito rica nos diálogos e o final é bem tocante.

Um filme marcado por altos e baixos, mas as qualidades prevalecem. No geral são curtas bem interessantes com participações de um elenco brilhante, destaque para Ethan Hawke, Natalie Portman e Robin Wright Penn, mas não há sequer um ator que desaponte, ainda há participações de John Hurt, Shu Qi, Carlos Acosta, e Ugur Yucel. O filme vale mesmo pelos atores. Porém, vale destacar as divertidas e emocionates histórias que no geral, empolgam, e formam um quebra-cabeça digno de elogios.

O defeito mesmo é a falta de identidade de cada diretor, que na edição final, parecem mesmo pertencer a um só realizador. Faltou aquele toque particular de cada que assim mostraria mais nitidamente a perspectiva de cada um sobre Nova York. A fotografia é bela e a trilha sonora é simples e quase nula. Mas ainda assim vale muito a pena, um filme divertido e emocionante, que vai além de se comunicar somente com os nova iorquinos, é uma linguagem universal, histórias que poderiam acontecer em qualquer outro lugar, uma sensível e deliciosa experiência, prova de que em cada esquina de qualquer cidade há alguém que carrega em si grandes acontecimentos, um amor perdido, um amor encontrado, uma nova amizade, uma nova descoberta, amores que se perdem no meio do caminho, amores que permanecem por uma vida inteira, histórias de pessoas que cansaram da solidão e histórias de pessoas que tem suas vidas resumidas em um só dia, por um só momento. Ótimo, recomendo.

NOTA: 9

quarta-feira, 9 de março de 2011

ESPECIAL - Mulheres no Cinema

Ontem, dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, o CINEMATECA resolveu dar uma passada nos filmes desta década (2001/2010) e através de um Top 20, mostrar as beldades do cinema internacional que mais influenciaram, as mais importantes, aquelas que mais se destacaram, seja por uma personagem marcante, uma atuação de destaque ou puro carisma, que de certa forma, conta e muito. Mulheres que batalharam para o sucesso, utilizando não só a beleza mas principalmente o talento.

por Fernando Labanca

Claro que não foram apenas 20, em dez anos é possível fazer uma lista extensa, vale citar, por exemplo, grandes atrizes, que para resumir, ficaram de fora, como Charlize Theron, Hilary Swank, Laura Linney e Toni Collette, entre outras. Enfim, para comemorar este grande dia...as Mulheres da década...


20º. Jennifer Connelly


A bela atriz começou a década de 2000 com o pé direito, logo em 2001 conseguiu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu ótimo desempenho no drama de Ron Howard, "Uma Mente Brilhante". Depois surpreendeu a todos mais uma vez em "Casa de Areia e Névoa", com uma personagem difícil, num drama pesado e complexo. Foi a mocinha da aventura grotesca de Ang Lee, "Hulk", mas apesar de ser um filme fraco, a beldade não desaponta da atuação. Chegou a trabalhar com o diretor brasileiro Walter Salles em "Água Negra" e ao lado de Leonardo DiCaprio estrelou o ótimo "Diamante de Sangue". Em 2009 fez parte de um grandioso elenco na comédia romântica "Ele Não Está Tão Afim de Você", sendo a sua atuação, o ponto forte do filme. No ínicio de sua carreira, ela era só um rostinho bonito, mas nesta década provou ser uma das maiores atrizes de sua geração.


19º. Naomi Watts


Esta década foi bem produtiva para a atriz Naomi Watts, fez suspense, drama, romance, aventura, ação e até mesmo comédia, em dez anos, foram no total 22 longa-metragens. Todos, de certa forma, provaram seu talento, mas entre seus melhores momentos, vale citar o complicado e ótimo "Cidade dos Sonhos", onde atriz teve a oportunidade de trabalhar com o cultuado diretor David Lynch. Outro privilégio para Naomi foi fazer "21 Gramas" de Alejandro González Iñárritu, na performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Participou do ótimo remake de "King Kong" como a mocinha na aventura cheia de efeitos especiais dirigida por Peter Jackson. Ao lado de Edward Norton fez o incrível romance "O Despertar de Uma Paixão", e ao lado de Viggo Mortensen, "Senhores do Crime", dirigido por David Cronemberg. Uma atriz privilegiada, se destacou na década e teve a chance de trabalhar com alguns dos melhores diretores da atualidade, e para fechar sua década, sob o comande de Woody Allen, na comédia romântica "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos".


18º. Marion Cotillard


Atriz francesa, começou a década de 2000 praticamente desconhecida e terminou como uma das atrizes mais requisitas da atualidade. Participou em grande parte de produções de seu país, em 2003 sob a direção de Tim Burton, fez o ótimo drama com pitadas de fantasia "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas", já demonstrando todo seu carisma. No ano seguinte, fez uma participação no longa francês "Eterno Amor", dirigido por Jean Pierre-Jeunet, ficou um bom tempo afastada de grandes produções, mas quando voltou, voltou com força. Em 2006 fez o drama de Ridley Scott, "Um Bom Ano", mas foi em sua grandiosa e antológica atuação em "Piaf-Um Hino ao Amor" que Marion Cotillard provou de vez seu talento, conquistou o Oscar de Melhor Atriz e sua carreira se transformou. Logo após participou de "Inimigos Públicos" ao lado de Johnny Depp, fez parte de elenco cheio de estrelas no musical "Nine" e recentemente apareceu com uma vilã incrível no filme de Christopher Nolan, "A Origem". Não havia como prever como esta grandiosa atriz chegaria tão longe, de coadjuvante desconhecida, passou a ser Marion Cotillard, a atriz francesa que dominou Hollywood.


17º Julia Roberts


A veterana Julia Roberts também não perdeu espaço nesses anos, mesmo com tantas novas caras que chegaram no cinema, a bela atriz ainda conseguiu manter seus fãs e uma carreira sólida nesta década. Começou com sua participação entre os galãs de "Onze Homens e um Segredo", e ao lado de Sam Rockwell fez o ótimo "Confissões de Uma Mente Perigosa". Protagonizou o simpático "O Sorriso de Mona Lisa" e o romance que marcou um dos bons momentos de sua carreira, "Closer-Perto Demais", de Mike Nichols e voltando a trabalhar com o diretor em 2007 no filme "Jogos do Poder". Seu mais recente trabalho foi "Comer, Rezar, Amar", se saiu muito bem tanto como atriz, provando mais uma vez seu talento, como financeiramente. Julia Roberts é sinônimo de sucesso, e mesmo depois de tantos anos no ramo, provou que ainda tem força para estar entre as grandes atrizes da década!


16º. Amy Adams


O começo da década também marcou praticamente o início de sua carreira, havia feito poucos trabalhos até então e em uma década sua vida como atriz deu uma grande virada e hoje já tem um nome forte em Hollywood com 3 indicações ao Oscar. Fez uma participação ao lado de Leonardo DiCaprio no filme de ninguém mais que Steven Spielberg em "Prenda-me Se For Capaz", numa pequena passagem ela conseguiu mostrar todo seu carisma e então sua carreira não parou de decolar. Já em 2005 fez "Retratos de Família" o que lhe rendeu grandes elogios e sua primeira indicação ao Oscar. Como uma grandiosa coadjuvante, apareceu na comédia romântica "Muito Bem Acompanhada" roubando todas as cenas. Entre outros trabalhos o reconhecimento mesmo veio em 2007 na comédia infantil "Encantada", dando um show de interpretação e provando de vez seu talento. Ao lado de Maryl Streep surpreendeu em "Dúvida" e retomando sua parceria com a veterana, surgiu no interessante e simpático "Julie e Julia", mais surpreendente mesmo foi quando surgiu no filme indicado ao Oscar este ano, "O Vencedor" de David O.Russel. Seu carisma é inegável e seu talento inquestionável, e com sua voz doce faz com queiramos vê-la sempre.


15º. Penélope Cruz


Entre todas as atrizes aqui presente, acredito que Penélope Cruz foi a que mais cresceu como atriz, começou a década de um jeito e cresceu tanto, evoluiu diante das câmeras e hoje é outra, completamente diferente daquela que apareceu no início da década ao lado de Johnny Depp em "Profissão de Risco", onde era só um rostinho bonito. Em 2001 também surgiu ao lado de Tom Cruise no incrível "Vanilla Sky", que já demonstrava sinais de uma boa atriz. Também como coadjuvante no ótimo suspense "Na Companhia do Medo". Depois conheceu o grande mercado de Hollywood e participou de projetos meramente comerciais. Eis que voltou com tudo quando decidiu voltar para espanha, seu país de origem e protagonizar o drama de Pedro Almodóvar, "Volver", indicada ao Oscar por seu papel, a atriz surpreendeu a todos e provou ser uma grande atriz, extremamente competente. Depois disso, os estúdios passaram a vê-la de outra forma e participou de grandes projetos como "Fatal", recebendo vários elogios e depois naquele que lhe rendeu o tão esperado Oscar, no filme de Woody Allen, "Vicky Cristina Barcelona". Também teve bons momentos em "Abraços Partidos", mais uma vez trabalhando com Pedro Almodóvar e no musical "Nine". E assim Penélope Cruz encerra a década, como um dos maiores nomes da indústria cinematográfica.


14º. Anne Hathaway


A mais nova queridinha de Hollywood começou sua carreira nesta década no filme da Disney "O Diário da Princesa" aos 19 anos, um dos papeis que mais marcou sua jornada. Para ser querida nos cinemas e ter sua legião de fãs, Anne sempre teve em suas mãos papéis carismáticos e em boa parte, cômicos. Em 2005, a indústria começou a levá-la a sério após interpretar a esposa de Jake Gyllenhaal em "O Segredo de Bokeback Mountain", mas foi no ano seguinte que moça ganhou de vez o estrelato, protagonizando ao lado de Maryl Streep a comédia "O Diabo Vestre Prada", um dos melhores de sua carreira. Mas somente em 2008 que Anne provou seu talento e clareou a mente de quem duvidava de sua competência no drama, e no papel mais complexo de sua carreira e melhor até então, "O Casamente de Rachel". Participou da divertida comédia "Agente 86" e recentemente na ótima dramédia "Amor e Outras Drogas", mais uma vez contracenando com Jake Gyllenhaal. Aos poucos provou ser uma atriz versátil e muito talentosa e fez por merecer estar entre os grandes nomes do cinema atual.

13º. Reese Witherspoon


Havia feito outros papéis em sua carreira, mas foi na década de 2000 que Reese chegou ao estrelato. Após fazer a loira mais querida do cinema na comédia "Legalmente Loira" provou que é possível uma atriz se destacar num projeto fraco e logo de cara provou seu talento. Em 2004, num projeto mais sério provou que era capaz de voar mais longe no drama "Feira das Vaidades", mas foi no ano seguinte que Reese chegou ao auge de sua carreira no filme de James Mangold "Johnny e June" no qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz. Depois participou da ótima comédia romântica "E Se Fosse Verdade" ao lado de Mark Ruffalo e ao lade de Vince Vaughn do divertido "Surpresas do Amor". Carisma sempre foi seu forte, é sempre agradável vê-la em cena, mas seu talento também é inegável, além da beleza, uma ótima atriz.


12º. Drew Barrymore


São poucas atrizes que conseguiram seu feito, surgir nos cinema criança e permanecer nele durante muitos anos e colecionando sucessos, isto, definitivamente, é algo para poucos. Drew é aquela mulher workaholic, se não está atuando, está produzindo, escrevendo e já chegou até dirigir um filme. Nesta década começou bem, no suspense independente que fora ignorado mas que hoje é visto como cult "Donnie Darko". Protagonizou a dramédia "Os Garotos da Minha Vida" e fazendo o par romântico de Sam Rockwell em "Confissões de Uma Mente Perigosa" sendo dirigida por George Clooney que só deu elogios a atriz. Fez o fraco "As Panteras Detonando", mas que foi um verdadeiro bluckbuster. Ao lado de Adam Sandler fez uma das mais interessantes comédias românticas da década, "Como Se Fosse a Primeira Vez" e ao lado de Hugh Grant no simpático "Letra e Música". Fez o ótimo drama "Estão Todos Bem" e recentemente outra comédia romântica e também muito boa "Amor à Distância". Comédia sempre foi sua preferência, Drew tem ar cômico que poucas atrizes possuem e mais do que isso, um brilho que é muito raro. Não há infelicidade que não se cure vendo os adoráveis filme de Drew Barrymore!


11º. Angelina Jolie


Angelina é uma das mulheres mais belas do mundo, com seus lábios e seu olhar penetrante, a atriz consquistou o cinema, mas nunca ligou para o que os outros esperavam de sua carreira, faz filmes de ação, filmes populares e que visam somente o mercado e não o intelecto e ela não se importa. Entre os destaques de sua década, está o drama "Amor Sem Fronteiras", não que seje um marco, mas definitivamente mudou a vida da atriz, que depois do longa passou a se interessar por problemas sociais. Participou do elegante e revolucionário "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã" e em um dos papéis mais estranhos de sua carreira como mãe de Alexandre em "Alexandre" de Oliver Stone. Ao lado de Brad Pitt fez um divertido "Sr. e Sra. Smith". Em 2008 resolveu mostrar mais talento em "O Preço da Coragem" e no filme que lhe rendeu grandes elogios e uma indicação ao Oscar "A Troca" de Clint Eastwood. E voltando aos blockbusters no ótimo "O Procurado". Sua carreira é repleta de altos e baixos, mas nem por isso deixa de ser assunto e fazer sucesso, acredito que use o cinema como forma de se entreter logo que seu lado mais sério é virado para questões mais nobres, e portanto, sendo um exemplo de pessoa, um exemplo de mulher.


10º. Cate Blanchett


Uma das atrizes mais talentosas, sem sombra de dúvida, sua extensa carreira já provou isso, passando por fantasias, dramas e comédias, a atriz provou sua versatilidade e sua coragem como profissional. Começou os anos 2001 ao lado de Bruce Willis no divertido "Vida Bandida", e passando pelos três capítulos da saga "Senhor dos Anéis", com uma pequena participação, mas num filme que fez história. Em 2004 conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "O Aviador", filme de Martin Scorcese. Trabalhou com Alejandro González Iñárritu no belíssimo drama "Babel" e ao lado de Judi Dench num dos bons personagens de sua carreira em "Notas Sobre um Escândalo". Fez a sequência de um dos papéis mais marcantes de sua jornada, Elizabeth, em "Elizabeth: A Era de Ouro". Em 2008 chamou a atenção de todos por sua incrível performance como uma das faces de Bob Dylan em "Não Estou Lá" sendo mais uma vez indicada ao Oscar e ganhando o Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante. Sob a direção de David Finher e ao lado do envelhecido Brad Pitt, "O Curioso Caso de Benjamin Button" foi um outro marco em sua filmografia. Entre outros bons momentos no cinema, Cate Blanchett escreveu uma das maiores carreiras em Hollywood, fez parte dos projetos mais interessantes e até hoje seleciona seus filmes com muita inteligência.


09º. Sandra Bullock


Hoje, uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood e um dos nomes mais disputados pelos estúdios, mas nem sempre foi assim. Sandra sempre optou pelas comédias e através delas, a atriz se consagrou, o que poucas conseguem. No início da década fez o simpático "Amor à Segunda Vista" ao lado de Hugh Grant, mas não demorou muito para ela se interessar por um bom roteiro e se arriscar num drama como fez em 2004 no vencedor do Oscar "Crash-No Limite", marcando o melhor momento de sua carreira. Em 2006 ao lado de Keanu Reeves fez o ótimo romance de Alejandro Agresti "A Casa do Lago". Mas seu ano, definitivamente foi em 2009 com lançamento da comédia "A Proposta" que arecadou milhões e principalmente pelo drama "Um Sonho Possível" que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e devido a ele, Sandra hoje é vista como uma atriz de verdade. Mas isto entre os críticos, pois entre o povo mesmo, Sandra Bullock foi e sempre será a queridinha de todos!


08º. Cameron Diaz


Com seu sorriso estonteante e carisma inegável, Cameron conquistou o cinema e uma legião de fãs, fez em grande parte, comédia e atravás delas, a atriz se tornou famosa e ganhou notoriedade entre os diretores. Foi a mulher mais triste a segurar um Martíni no romance/drama/ficção ciêntífica de Cameron Crowe "Vanilla Sky" de 2001. Dublou a princisa Fiona de Shrek o que deve ter aumentado e bastante sua renda. Foi coadjuvante no filme de Martin Scorcese em "Gangues de Nova York", surpreendendo em sua atuação. Mas o show mesmo, a atriz dá na comédia dramática "Em Seu Lugar" como irmã de Toni Collette, apesar do longa ser desconhecido, ao meu ver, um marco em sua carreira. Ao lado de Jude Law fez um dos pares mais belos do cinema no ótimo "O Amor Não Tira Férias". Surpreendeu a todos em sua incrível performance no drama "Uma Prova de Amor" e no suspense "A Caixa". Filmes de sucesso, filmes ignorados, dramas e comédias, Cameron se mostrou uma grande atriz, pena que nem todos enxergam isto, vendo apenas sua beleza, o que é bem óbvio que ela é muito mais do que isto.


07º. Jennifer Aniston


Após o término da série Friends a atriz se dedicou inteiramente ao cinema e até hoje é comparada sempre com sua personagem na série e é vista como a "eterna Rachel", mas querendo ou não, Jennifer foi mais longe do que muitos esperavam e é uma das atrizes mais bem sucedidas de Hollywood e uma das atrizes a embarcar melhor no cinema após o término de um seriado. Já em 2002, a Jennifer Aniston provou que era muito mais no drama complexo "Por um Sentido na Vida", marcando um dos melhores e quem sabe seu melhor momento no cinema. Ao lado de Jim Carrey conseguiu mais destaque na ótima comédia "Todo Poderoso". Em "Dizem Por Aí..." a atriz atua ao lado de Kevin Costner numa divertida e emocionante jornada. Fez o fraco "Separados Pelo Casamento" mas que conseguiu provar mais uma vez seu talento não só na comédia mas mandou muito bem nas cenas mais dramáticas. "Amigas Com Dinheiro" é uma dramédia independente que mostrou um lado mais dramático da atriz e no adorável e belo "Marley e Eu", Jennifer provou que era muito mais do que Rachel e conseguiu emocionar muita gente com sua belíssima atuação. Participou também do ótimo "Ele Não Está Tão Afim de Você". Uma outra Wokaholic, filmes atrás de filmes, Jennifer não para e coleciona inúmeros projetos em sua filmografia. A atriz possui uma veia cômica e convense muito na comédia, o que não é tão fácil, mas não decepciona quando arrisca um drama.


06º. Nicole Kidman


Um dos nomes de maior peso em Hollywood, mas isso não veio do nada, Nicole Kodman se arriscou em diversos filmes para provar seu talento e durante esta década, a atriz nos deu o privilégio de ver projetos incríveis. Para começar, o musical que marcou sua carreira e muito mais do que isso, o filme que reeinventou um gênero morto na época, em "Moulin Rouge", o visionário filme de Baz Luhrmann. Não só esteve entre um dos melhores musicais da história com em um dos melhores suspense da década, no surpreendente "Os Outros". Em 2002 interpretou com perfeição a escritora Virgínia Woolf em "As Horas", vencendo o Oscar de Melhor Atriz e não deixando mais dúvidas sobre seu talento. Teve o privilégio de trabalhar com o aclamado Lars Von Trier no excelente "Dogville". Apesar de muito criticado, sua performance foi bem interessante em "A Feiticeira" adaptação da série clássica. Em 2008 voltou a trabalhar com Baz Luhrmann em "Austrália" ao lado de Hugh Jackman e no belo musical "Nine". Dentre tantos filme incríveis e de sucesso, Kidman também teve seus fiascos, mas que se tornam imperceptíveis diante de uma carreira tão interessante que ela desenvolveu.


05º. Scarlett Johansson


A musa de muitos homens e uma das mais belas atrizes de Hollywood, mas Scarlett provou ser bem mais que isto, uma atriz talentosa que soube muito bem conduzir sua carreira, estando em vários projetos interessantes. No início já foi indicada para alguns prêmios importantes por sua performance no drama "Moça com Brinco de Pérola" e no elogiado filme de Sofia Coppola "Encontros e Desencontros". Participou da ótima comédia dramática de Paul Weitz "Em Boa Companhia" e em uma de suas melhores performances como coadjuvante no drama "Uma Canção de Amor Para Bobby Long". Mas somente ganhou notoriedade quando participou do blockbuster "A Ilha" de Michael Bay e mesmo se tratando do diretor o filme é até que bem interessante. Mas seu melhor momento foi em "Match Point" dirigido por Woody Allen com quem ainda faz outros dois ótimos trabalhos, "Scoop - O Grande Furo" e "Vicky Cristina Barcelona". Ainda para completar sua ótima filmografia, trabalhou com Christopher Nolan em "O Grande Truque" e nos fracos mas ainda interessantes "O Diário de Uma Babá" e "A Outra". Muito mais do que só beleza, uma atriz versátil, ótima, que sabe ser sensual sem forçar, vale muito a pena assistir seus filmes!


04º. Julianne Moore


Uma das maiores atrizes de sua geração, uma das melhores atrizes da atualidade e digo isso fácil, sem nenhuma sombra de dúvida. Julianne Moore é sinônimo de bom filme, de uma boa escolha, já no início da década foi indicada ao Oscar pela sua incrível, mais do que incrível, magestral atuação em "Longe do Paraíso", interpretando uma personagem de ouro no filme de Todd Haynes. Não muito tempo depois de fazer esta personagem difícil, embarcou no que foi num dos melhores momentos de toda sua extensa carreira, no excelente drama "As Horas". Para relaxar um pouco fez a divertida comédia romântica ao lado de Pierce Brosnan, "Leis da Atração". Fez uma participação mas ainda assim muito eficiente no inteligente filme de Alfonso Cuarón, "Filhos da Esperança". Também participou de "Não Estou Lá" trabalhando mais uma vez com o diretor Todd Haynes. E sob a direção do brasileiro Fernando Meirelles, protagonizou o complexo e difícil drama "Ensaio Sobre a Cegueira", ignorada nas premiações, foi de longe uma das melhores atuações de 2008. Ao lado de Colin Firth fez o interessante "Direito de Amar", tendo mais uma indicação ao Oscar por sua performance, que diga-se de passagem, mais uma vez, além do perfeito. Recentemente fez a ótima comédia "Minhas Mães e Meu Pai" contracenando com Annette Bening, e que mais uma vez, se mostrou uma maravilhosa atriz. Se superar, não há mais como, surpreender o público também não mais, Julianne Moore chegou a tal ponto que não precisa mais provar nada a ninguém. Palmas para essa grandiosa mulher!


03º. Kate Winslet


Outra grandiosa atriz, que já provou o que tinha que provar, fez inúmeros filmes e interpretou as mais variadas personagens. Começou a década de 2000 no drama "A Vida de David Gale", em 2004 contracenou com Johnny Depp no comovente e belo "Em Busca da Terra do Nunca". Surpreendeu a todos em sua antológica performance na comédia dramática "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" que lhe rendeu uma indicação ao Oscar como a inesquecível Clementine. Em 2006 deu mais um show de interpretação do excelente "Pecados Íntimos". Tirando umas férias de seus trabalhos pesados, fez a deliciosa comédia romântica de Nancy Meyers "O Amor Não Tira Férias". Reencontrando com Leonardo DiCaprio com quem trabalhou em "Titanic", fez o complexo e intenso filme de Sam Mendes, "Foi Apenas um Sonho" ganhando o Globo de Ouro de Melhor Atriz e no mesmo ano, lançou "O Leitor", filme que conquistou o Oscar de Melhor Atriz. Não há mais dúvidas, Kate Winslet é uma das melhores atrizes, sempre em atuações marcantes, se joga de tal forma, não há limites para sua interpretações.


02º. Natalie Portman


Recentemente vencedora do Oscar de Melhor Atriz por "Cisne Negro", Natalie vem batalhando a bastante tempo nos cinemas, mesmo sendo tão jovem. De modelo israelense para um dos maiores nomes do cinema atual. Versátil, a atriz se entregou de corpo e alma a diversas personagens que foram capaz de provar todo seu talento, seja em comédia, drama, romances ou aventuras, como fez na saga "Star Wars" o filme que a revelou. Um dos bons momentos de sua carreira foi na comédia dramática independente "Hora de Voltar", mas foi em "Closer-Perto Demais" que conquistou o estrelato, ganhando o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. Em 2005 surpreendeu mais uma vez na adaptação da HQ "V de Vingança". Ao lado de Dustin Hoffman fez o infantil e delicioso "A Loja Mágica de Brinquedos" e em 2007 trabalhou com o diretor chinês Wong Kar Wai em mais uma surpreendente atuação em "Um Beijo Roubado". Ao lado de Scarlett Johansson e Eric Bana deu um show de interpretação em "A Outra" e na refilmagem "Entre Irmãos" não foi diferente. Mas seu melhor momento mesmo, apesar da incrível Alice Ayres de "Closer", foi sua Nina de "Cisne Negro", filme que provou de vez seu talento, que provou que ela é uma excelente atriz e que merece estar entre esses grandes nomes do cinema, estar entre as mulheres da década.


01º. Meryl Streep


Enfim, o primeiro lugar. Entra atrizes, sai atrizes, e Meryl Streep sempre entre as melhores, sempre entre as que mais trabalha, as que mais fazem sucesso. Não podia ser outra, Meryl conquistou o cinema, a veterana está diante das câmeras há anos e até hoje é capaz de surpreender como atriz, até hoje soube escolher muito bem seus trabalhos, soube conduzir sua carreira, pouquíssimas atrizes chegaram onde Meryl chegou, com tanta credibilidade. E nesta década, ela se manteve firme e forte entre filmes de sucesso.

Começou bem, no drama de Stephen Daldry, "As Horas", emocionando muitos com sua delicada performance, também surpreendeu no longa de Spike Jonze e sob o roteiro de Charlie Kaufman, no inteligente "Adaptação". Em "Desventuras em Série" a atriz arriscou se jogar no projeto, mas ainda assim, se saiu muito bem. Fez a comédia "Terapia do Amor" ao lado de Uma Thurman, num filme pequeno que não tem como esperar muita coisa, mas que assim como a atuação de Meryl, o filme é bem melhor do que parece. Mas seu melhor momento nesta década, sem sombra de dúvida, foi como Miranda Priestly na comédia "O Diabo Veste Prada", infernizando a vida de Anne Hathaway, a atriz mostrou um lado que poucos conheciam, seu lado vilã, mas ainda assim conseguiu comover e converser nesta antológica personagem. Recebeu mais uma indicação ao Oscar por sua performance no drama "Dúvida" e encantou e divertiu o público no agradável musical "Mamma Mia!". Em 2009 em mais uma indicação ao Oscar, se mostrou bem a vontade como a Julia Child na comédia de Nora Ephron "Julie e Julia".

Ao todo foram 16 indicações ao Oscar, venceu 2, como atriz coadjuvante em 1980 por "Kramer X Kramer" e como Melhor Atriz em 1983 por "A Escolha de Sophie". E até hoje estamos cansados de ver seu nome estampado entre as indicadas. Mas não há como, Meryl é realmente fantástica, a atriz da década!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 - Os Vencedores


por Fernando Labanca

Ontem, dia 27 de fevereiro, foram anunciados num glamuroso evento, os vencedores do Oscar. Sem nenhuma surpresa e com premiações muito óbvias, a festa termina sem nenhuma grande novidade, talvez o que muitos não esperavam era o fato de "A Rede Social", tido como um dos favoritos sair do evento com premiações apenas técnicas e que por sua vez, na partes técnicas acabou perdendo para "A Origem" de Christopher Nolan, o segundo grande vencedor da noite, com 4 Oscars. O grande vencedor, também com 4 Oscars, "O Discurso do Rei" que venceu nas principais categorias, como Diretor para Tom Hooper, Ator para Colin Firth, Roteiro Original e o tão almejado, o Oscar de Melhor Filme. "Bravura Indômita" dos Irmãos Coen também estava entre os favoritos e o segundo com o maior número de indicações e saiu com as mãos vazias.

Pode se dizer também, que foi uma premiação correta, os prêmios foram bem divididos, em boa parte, foi também muito justo. "O Discurso do Rei" mereceu tanto como Melhor Filme como Melhor Diretor, entretanto havia melhores entre os indicados, mas qualquer um que saísse vencedor, seria justo. Como Steven Spielberg mesmo disse na hora de anunciar o grande vencedor, que aqueles que perderem entrarão para um grupo especial ao lado de filmes como "A Primeira Noite de um Homem" e "Cidadão Kane", longas que perderam o Oscar mas nem por isso deixaram de ser clássicos.

A apresentação foi fraca, Anne Hathaway e James Franco completamente perdidos no palco, a queridinha de Hollywood até que se esforçou mais, seu carisma é inegável e como sempre muito simpática e procurou fazer o melhor, o problema mesmo era o texto. Por outro lado, James Franco, insosso, com cara de quem tava com vontade de ir embora logo e que não dava a mínima importância para o que estava acontecendo ali, faltou um Hugh Jackman...

No palco também subiram Reese Witherspoon, Kirk Douglas, Jake Gyllenhaal, Amy Adams, Scarlett Johansson, Robert Downey Jr., Jude Law, entre outros. Teve as quatro interpretações das canções indicadas, Randy Newman foi o primeiro e ao lado de um piano, cantou a bela canção e vencedora "We Belong Together" de Toy Story 3. Depois vieram Mandy Moore numa apresentação sem-graça com a canção "I See the Light" por Enrolados, mas fiasco mesmo foi Gwyneth Paltrow cantando "Coming Home", música de seu mais recente filme Country Strong. O bom momento foi ver A.R.Rahman ao lado de Florence Welch, a vocalista da banda indicada ao Grammy este ano, Florence and The Machines, com sua bela voz cantando "If I Rise", canção de 127 Horas. Tambem teve Celine Dion cantando em homenagem aqueles que se foram, homenagem que sempre ocorre no Oscar, marcando um bom momento da premiação. Ainda teve um divertido clip feito por mixagem das vozes de alguns personagens marcantes do ano, finalizando com uma "quase-sátira" ao descamisado Taylor Lautner em Eclipse.

"and the Oscar goes to..."

Melhor Filme

O Discurso do Rei

Merecido prêmio, porém havia melhores entre os indicados. "A Origem" é uma inovação cinematográfica, um roteiro que beira a perfeição e chega ao ápice da inteligência, Christopher Nolan não estava como Melhor Diretor, mas o de Melhor Filme merecia mais que o longa de Tom Hooper. "Cisne Negro" também era superior, um filme mais ousado que foge do óbvio, bem diferente de "O Discurso do Rei", feito com padrões acadêmicos e extermamente correto, em nenhum momento nos mostra algo novo, apesar da bela história. "A Origem" e "Cisne Negro" serão filmes que sobreviverão ao tempo, diferente de "O Discurso do Rei".


Melhor Diretor

Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Ótima direção, isso é inegável. Tom Hooper se mostrou da primeira a última cena ser um diretor competente, a maneira como conduziu a história foi de uma qualidade primorosa. Mas acredito que Darren Aronofsky, por "Cisne Negro" foi mais corajoso, filmou o impossível, fugiu completamente da linha de conforto, daquilo que já foi mostrado antes, evoluiu como diretor e nos mostrou um trabalho único, dentre os indicados, eis o melhor.


Melhor Ator

Colin Firth (O Discurso do Rei)

Anunciado por Sandra Bullock, a vencedora do ano passado, Colin Firth com certeza já esperava ser o vencedor, todos já esperavam. Isto é fato, Colin era o melhor, não podia ser outro, seu George VI foi fantástico, um prêmio mais do que merecido.


Melhor Atriz

Natalie Portman (Cisne Negro)

Anunciado por Jeff Bridges, Natalie Portman subiu ao palco grávida e muito emocionada. Assim como o veterano havia dito em seu discurso, a atriz criou um leque em sua carreira, composta por diversas personagens, que nos permitiu conhecer diversas faces da atriz, ou melhor, diversas faces daquilo que ela é capaz de interpretar. Natalie é uma atriz extremamente talentosa, enfim foi reconhecida por isso e Cisne Negro é seu melhor momento, se é que isso era possível depois de filmes como "V de Vingança" e "Closer", a atriz que se preparou por 2 anos para compor sua Nina, a bailarina obcecada pela carreira, se jogou de corpo e alma e nos fez assustar e nos emocionar com uma interpretação perfeita, digna de Oscar.


Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale (O Vencedor)

Conhecido aqui no Brasil como Batman, da obra de Christopher Nolan, Christian se mostrou um ator que muitos desconheciam, inclusive eu, numa interpretação poderosa e que com certeza surpreendeu a todos. Ele interpreta um ex-lutador de boxe no longa de David O.Russell, "O Vencedor", que enquanto treina seu irmão mais novo para se tornar um lutador no futuro tão bom quanto ele era no passado, se deixa viciar pelo crack, que vai se decompondo aos poucos como pessoa. Perdeu quilos e renasceu na pele deste grandioso personagem, uma bela interpretação, merecido o Oscar, apesar dos concorrente de peso, como Geoffrey Rush e Mark Ruffalo.


Atriz Coadjuvante

Melissa Leo (O Vencedor)

Melissa Leo subiu ao palco em choque, não acreditava no que estava acontecendo. Enfim a atriz elogiada ganhou seu tão esperado Oscar e quando estava na premiação me fez perguntar: "que mulher é essa?", uma mulher que definitivamente não é mesma que estava nos sets de "O Vencedor". Melissa Leo é aquela atriz camaleão, que se transforma naquilo que lhe é proposto e ela leva isso muito a sério, não há como comparar suas interpretações, seja pela sua excelente atuação em "Rio Congelado" ou em "21 Gramas" ou em "O Vencedor", sua transformação é absurda, não é a mesma atriz. Palmas para esta grandiosa mulher que divertiu e ao mesmo tempo encantou em sua interpretação como mãe de Christian Bale e Mark Wahlberg em "O Vencedor". Aliás, o longa em questão é o filme dos coadjuvantes, que além dela e do vencedor Christian Bale, vale citar a também indicada Amy Adams, numa atuação interessante, onde também merecia o prêmio.


Roteiro Original

O Discurso do Rei

Acredito que tenha sido uma das premiações mais injustas da noite, acredito que meu favoritismo à "A Origem" ficou bem claro, mas se tem uma categoria que o filme de Christopher Nolan deveria levar era de Roteiro Original, de longe o mais criativo dentre os indicados e o melhor conduzido por um diretor. Até mesmo a comédia "Minhas Mães e Meu Pai" conseguiu ser mais ousado que "O Discurso do Rei". O filme tem uma ótima história, mas vencer o Oscar por essa categoria já é demais.


Roteiro Adaptado

A Rede Social

Aaron Sorkin, quem adaptou o livro da criação do facebook para os cinemas e definitivamente fez um excelente trabalho, foi muito justo o longa de David Fincher receber pelo menos este prêmio, numa adaptação incrível que conseguiu ir muito além do que a criação de um site de relacionamento, o texto do longa faz uma inteligente e curiosa perseguição a um estranho acontecimento, a um jovem cheio de segredos e tenta desmembrá-lo para tentarmos entender o porquê de sua personalidade, o porquê de sua solidão. Um filme fantástico, que definitivamente não merecia como Melhor Filme, mas como Roteiro Adaptado, não poderia ser outro.


Animação

Toy Story 3

Quem não se emocionou com "Toy Story 3" que atire a primeira pedra. Um filme incrível, que vai muito além de só mais uma animação, se esteve entre os indicados de Melhor Filme não foi a toa, o longa de Lee Unrick foi uma emocionate e comovente, além de muito divertida despedida a uma das sagas mais adoradas de todos os tempos. Por outro lado, tinha dois candidatos fortes, "Como Treinar Seu Dragão" é também muito fantástico, e "O Mágico" que há 50 anos atrás poderia ter sido um grande filme, mas que com certeza chamou a atenção da Academia, mas ao meu ver sem chances de desputar com este grandioso projeto chamado Toy Story 3.


Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas

Filmes de fantasia sempre tem mais chances de vencer nesta categoria, era quase óbvio que o longa de Tim Burton, que já havia ganho por "Sweeney Todd", ganharia mais uma vez, ainda mais pelo deslumbrante "Alice no País das Maravilhas", que apesar de ser um filme fraco como filme, como história, possui uma parte técnica de qualidade, todos os desenhos, a criação, passando pelos figurinos, pelos cenários, a plástica do desenvolvimento deste mundo foi algo primoroso, merecido prêmio.


Figurino

Alice no País das Maravilhas

Colleen Atwood é uma figurinista conhecida entre cineastas, já ganhou dois Oscars por Chicago (2002) e Memórias de Uma Gueixa (2006) e este por "Alice" é seu terceiro. Desenvolve um trabalho incível no longa de Tim Burton e muito do que se falou quando o "Alice" chegou aos cinemas, além do 3D, foi seu figurino, o que é algo diferente, pois nunca ninguém repara tanto nos figurinos, e até os mais leigos acabam se surpreendendo pela qualidade e criatividade também das roupas vestidas pelos personagens. "O Discurso do Rei" e "Bravura Indômita" também mereciam, mas foi bem justo a premiação para Colleen.


Fotografia

A Origem

Wally Pfister é um diretor de fotografia que dedicou grande parte de sua carreira nos filmes de Christopher Nolan, desde "Amnésia", Wally compõe a fotografia para seus longa-metragens e enfim ganhou seu Oscar por "A Origem". Acreditava que filmes como "Bravura Indômita" ou "A Rede Social" levariam este, acredito que foram filmes que usaram mais da realidade para compor o que vimos na tela, apesar de ser bela as imagens de "A Origem", era um prêmio que talvez teria sido mais justo se fosse para os outros indicados.


Edição

A Rede Social

Foram ótimos indicados nesta categoria, "127 Horas", "O Vencedor", "Cisne Negro" e "O Discurso do Rei", qualquer um que ganhasse seria justo, mas ao meu ver, "A Rede Social" merecia este Oscar, a edição do longa é um dos pontos altos da produção diferente dos outros indicados. "A Rede Social" se torna melhor devido sua edição, é um grande complemento ao filme de David Fincher, o roteiro granha força pela maneira como as cenas vão sendo mostradas. Merecido.


Trilha Sonora

Trent Reznor e Atticus Ross (A Rede Social)

Os vencedores foram Trent Reznor, vocalista da banda "Nine Inch Nails", ao lado de Atticus Ross, ambos fizeram a trilha sonora para o longa de David Fincher, que apesar de muito boa, não acrescenta tanto ao filme como, por exemplo, a trilha de Hans Zimmer por "A Origem", em composições brilhantes que parecem alterar o desenvolver da trama e faz do longa de Christopher Nolan algo superior. Um dos prêmios injustos do evento.


Edição de Som / Mixagem de Som

A Origem

Mais dois Oscars para "A Origem", mais do que merecidos. O som do filme é algo surpreendente, se visto nos cinemas a sensação é incrível, é interessante a preocupação da equipe técnica do filme no som, que eleva o nível da produção. Desde o trem atravessando um transito parado, passando pela van que sentimos cada segundo de seu mergulho no mar, as paredes se movendo no planejamento dos sonhos, enfim, cada passo, cada acontecimento do filme, está lá o som, muito bem inseridos em cada cena.

Efeitos Visuais

A Origem

Não poderia ser outro, efeitos são só efeitos quando inseridos numa trama fraca, mas quando colocados num filme tão inovador como "A Origem" acaba fazendo muito mais sentido. Efeitos visuais de qualidade, que enriquecem as cenas, fazendo deste filme o blockbuster de 2010. "Harry Potter" é outro que soube utilzar os efeitos para uma boa intenção, mas os efeitos de "A Origem" aparecem em número maior e são mais impactantes.


Maquiagem

O Lobisomem

Rick Baker mais uma vez ganha pela maquiagem de um lobisomem, logo que em 1981 venceu por "Um Lobisomem Americano em Londres", que até hoje é referência e com certeza serviu de inspiração para o longa de 2010, onde a tecnologia é mais aprimorada, mas Baker ainda assim se mostrou um profissional talentoso, que evoluiu e soube utilizar desta tecnolgia para um trabalho de qualidade. Este é seu sétimo Oscar, já havia ganho por filmes como "Ed Wood" e "O Grinch".


Canção Original

We Belong Together (Toy Story 3)

Mereceu o prêmio, só tinha um concorrente de peso que era a canção "If I Rise", música de A.R.Rahman ao lado de Dido, que por sua vez, foi cantada por Florence Welch no palco do Oscar. "I See the Light" e "Coming Home", não só tiveram apresentações fracas no evento como são canções inferiores ao de Dido e Randy Newman, que saiu vencedor pela segunda vez, a outra venceu por "Monstros S.A" em 2002, o artista agradeceu a Academia por indicá-lo várias vezes e agradeceu é claro, a Pixar.


Filme Estrangeiro

Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

O filme que conta a trejetória de um garoto que vai morar com o pai após a morte da mãe, introvertido, ele prefere se isolar em seu quarto, eis que na escola conhece um jovem que sofre de bullying e com tanto rancor que guardava dentro de si, começa a jogar essa raiva para fora bancando o justiceiro, tentando salvar o amigo. Era bem provável que este ganharia, pelo fato de ter ganho o "Globo de Ouro" e por ser uma trama mais leve que os demais indicados, mais ousados e com temáticas mais pesadas, e a politicagem do Oscar não permite isso!


Documentário

Trabalho Interno

Mais uma vez o Brasil sai de mãos vazias, e o documentário brasileiro "Lixo Extraordiário" perdeu para o bastante comentado "Trabalho Interno" que fala sobre a crise econômica nos Estados Unidos, um tema importante que lida muito mais com a realidade dos norte-americanos do que o trabalho de um artista plástico num dos maiores aterros sanitários do mundo, que se localiza no Rio de Janeiro.


Curta- Documentário

Strangers no More


Curta

God of Love

5 indicados, 1 deles é norte-americano, qual iria vencer? Sim, o curta norte-americano, "God of Love"


Curta - Animação

The Lost Thing


Resumindo...

O Discurso do Rei - 4 Oscars
A Origem - 4 Oscars
A Rede Social - 3 Oscars
O Vencedor - 2 Oscars
Toy Story 3 - 2 Oscars
Alice no País das Maravilhas - 2 Oscars
Cisne Negro - 1 Oscar
O Lobisomem - 1 Oscar
Em Um Mundo Melhor - 1 Oscar


[Lista completa dos Indicados]

Críticas completas dos vencedores:

[O Discurso do Rei]
[A Origem]
[A Rede Social]
[Toy Story 3]
[Alice no País das Maravilhas]
[O Lobisomem]


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