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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Crítica: Prova de Redenção (Twice Born, 2012)

Às vezes o cinema tem este poder, de nos deixar extasiados diante de tanta emoção, de nos deixar ali, impactados diante de tamanha grandeza. Mais do que uma grande surpresa, "Prova de Redenção" é um dos melhores filmes que tive o prazer de conhecer nesses últimos meses.

por Fernando Labanca

Apesar de não ter um catálogo tão imenso, ainda é possível descobrir algumas pérolas perdidas na Netflix. E foi assim que conheci "Twice Born" (traduzido como "Bem-Vindo ao Mundo" pelo site), que poderia até ser só mais um título dentre tantos se não fosse sua notável qualidade. Dirigido por Sergio Castellitto, o longa é uma adaptação do livro "A Rosa de Sarajevo" e narra a história de Gemma (Penélope Cruz), que após receber uma ligação de um antigo amigo, decide fazer uma viagem de volta à Bósnia ao lado de seu filho, local onde o pai dele foi morto durante os duros conflitos do país. Ao retornar à Sarajevo, Gemma relembra toda sua jornada neste instável território em meados da década de 90, quando viajando a trabalho conheceu o carismático fotógrafo Diego (Emile Hirsch), com quem se apaixonou profundamente e lutou, durante anos, para realizar seu grande desejo...ser mãe.


domingo, 22 de maio de 2011

Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean - On Stranger Tides, 2011)




Um dos filmes mais aguardados do ano, Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas, é a continuação de uma das sagas mais queridas do cinema e uma das mais lucrativas da história. Diferente das três partes anteriores, que estavam sob o camando de Gore Verbinski, este é dirigido por Rob Marshall, responsável por filmes como "Memórias de Uma Gueixa" e o vencedor do Oscar "Chicago". Johnny Depp volta para interpretar Jack Sparrow, ou melhor, o Capitão Jack Sparrow, e Geoffrey Rush como o Capitão Barbossa. Os outros dois protagonistas da saga, Keira Knightley e Orlando Bloom, infelizmente não voltaram, entram em cena, os veteranos Penélope Cruz e Ian McShane, como o mais novo vilão. Tive o prazer de ver a sequência e aqui estou para escrever o que achei, mas já digo de início, qualquer comentário é muito suspeito, logo que sou e admito, um eterno fã de Piratas do Caribe!

por Fernando Labanca


Aguardei e muito esta sequência, desde as primeiras notas da continuação de "No Fim do Mundo", acompanhei as notícias e novas imagens e tudo referente a "Pirates of the Caribbean - On Stranger Tides". Confesso que as mudanças no elenco e principalmente do diretor fez diminuir minhas expectativas, e desde então estive ciente de que não haveria como ser melhor ou pelo menos tão bom quanto os outros três filmes, o que de certa maneira, foi bom pensar assim, portanto, não houve decepções, logo que de fato, este é bem inferior aos outros.

O filme começa com Gibbs (Kevin McNally) um dos ex-integrantes do Pérola Negra, sendo arrastado para a forca, mas com a intervenção de Jack Sparrow que vai até Londres salvar a pele de seu antigo companheiro, consegue ser salvo da morte, mas a Corte Britânica ainda está na cola de Sparrow, que o prende, é onde ele reecontra o Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) que agora trabalha para o Rei e tem como objetivo o mesmo de Jack, encontrar a lendária fonte da juventude e ele sabe que o Capitão trapaceiro tem as coordenadas, mas ele foge. Enquanto isso, Barbossa rapta Gibbs que tem a posse do mapa para a fonte, e agora com um novo barco e uma nova tripulação tem que chegar ao local antes da frota da Espanha que também está a procura da fonte.

Em Londres, Sparrow descobre que está havendo boatos de que ele está recrutando marujos para uma jornada em busca da fonte da juventude, o que é óbvio que não está. É quando descobre que esta farsa foi iniciada por Angelica (Penélope Cruz) um antigo caso não resolvido do passado do Capitão, que pretende ir atrás deste local para salvar a vida de seu pai, o Barba Negra, que por sua vez o captura e o coloca em seu barco como um simples empregado. Barba Negra é um misterioso Capitão, capaz de ressucitar coisas mortas e "zumbificar" seus tripulantes e precisa da fonte para não morrer, logo que há uma profecia que diz que um Pirata com perna de pau irá matá-lo. Entretanto, há um antigo ritual que precisa ser feito antes de "dar dias de vida" para uma pessoa, e para isto, ele terão que capturar uma sereia e conseguir sua lágrima, eles conseguem Syrena (Astrid Berges-Frisbey) que acaba se apaixonando pelo marujo e religioso Philip (Sam Claflin). E nesta jornada, todos enfrentarão os perigos desses mares e acontecimentos misteriosos, além de serem testados como pessoa para descobrir quem será aquele que será "salvo".


Para minha felicidade e para felicidade daqueles que também curtiram os outros filmes, esta quarta parte, respeita e muito o que já foi feito, é o mesmo estilo, o mesmo humor e...o ótimo Jack Sparrow está de volta e tão bom quanto antes! Rob Marshall como diretor não decepciona, consegue manter e muito bem a saga, entretanto, por mais que isso seja uma coisa boa, ele também não inova em nada, tudo que vemos na tela não nos surpreende, é tudo muito igual ao que já foi feito por Gore Verbinski. É válido citar, que "Navegando em Águas Misteriosas" me lembrou bem mais o filme original, "A Maldição do Pérola Negra", por ser redondinho, melhor explicado, sem as explosões e barulhos de "O Baú da Morte" e sem o roteiro confuso e complicado de "No Fim do Mundo". Neste, não há cenas mirabolantes de ação e aventura com muitos efeitos especiais, simplesmente não há, não há nenhuma cena marcante que fica em nossa mente assim como nos filmes anteriores, e o roteiro, além ser bastante original e criativo é melhor explicado que os dois últimos, mas também não empolga quanto estes.

"Navegando em Águas Misteriosas" é um show solo de Johnny Depp e seu Jack Sparrow, somente o que vemos são suas trapalhadas, seu jeito bêbado de ser e por isso, tem a a chance de brilhar mais, tem mais espaço, é ele quem guia a trama praticamente sozinho. Isto tem seu lado bom e seu lado ruim, o lado bom é que é Jack Sparrow, ponto. O lado ruim é que a trama não permite que os outros personagens apareçam, não há espaço para eles, e portanto nenhuma história que convença. Nem mesmo a presença de Penélope Cruz fez de Angelica uma personagem de maior destaque, o vilão não dá medo e também não empolga, o que é uma pena, Penélope e Ian McShane são atores que estavam ali dispostos a fazer algo de qualidade mas simplesmente não tiveram a chance, assim como Keira Knightley e Orlando Bloom nos anteriores, que eram outros protagonistas, interagiam com a história, faziam parte dela e devido a isso, fizeram tanta falta neste quarto filme, talvez nem seja a presença dos atores, mas sim, personagens carismáticos que interferissem mais no roteiro, que tivessem espaço para, digamos, acontecer no filme.

Johnny Depp brilha com seu Jack Sparrow e só por ele já vale o ingresso, suas aventuras ainda estão ótimas, é realmente hilário os acontecimentos e a maneira como sempre resolve seus problemas, sua falta de cavalherismo e ética e seu jeito único de ser, fantástico! Penélope Cruz está linda e se encaixou bem na trama, mas sua personagem não tem espaço para crescer e nem a atriz de provar algum talento, o mesmo ocorre com Ian McShane, seu Barba Negra é interessante e poderia nascer ali um bom vilão, mas não foi dessa vez, é incomparável com os temíveis Barbossa do primeiro e o antológico Davy Jones de Bill Nighy do segundo e terceiro. Geoffrey Rush mais uma vez incrível na pele do Capitão Barbossa e é o único coadjuvante que se destaca. Para suprir a falta do casal principal, colocaram Sam Claflin e a modelo Astrid Berges-Frisbey, mas faltou trama para os dois e pouco intereriram no resultado final, mas também não decepcionam.

O ponto alto do filme, além de Depp e Rush, é a trilha sonora feita pelas composições de Hans Zimmer, elas ainda empolgam e muito quando aparecem e é, talvez, a única coisa que fica na cabeça depois que o filme termina. É até estranho pensar de que se trata de uma continuação de "No Fim do Mundo", que terminou maravilhosamente bem, com um espetáculo de efeitos visuais, em cenas mirabolantes de fazer os olhos brilharem e o queixo cair, com sequências de fazer o coração quase sair para fora. Neste, esqueça tudo o que ocorreu anteriormente, é quase como um reinício, não espere pelas cenas marcantes que tinha em todos os filmes, aqueles finais com reviravoltas e sequências de tirar o fôlego, ainda acontecem coisas muito legais, admito, o roteiro (ainda de Ted Elliott e Terry Rossio), como disse anteriormente, ainda é interessante e criativo, diverte fácil e tem um ótimo ritmo, mas muito do que mais funcionava nos outros filmes aqui se perdeu.

Mas vale muito a pena, ainda é "Piratas do Caribe", ainda tem a aventura de boa qualidade, que nos prende, uma história interessante. Ainda terá aqueles cenários paradisíacos e belas imagens, junto com a ótima fotografia, figurinos bem feitos e aquela brilhante trilha de Zimmer. Dificilmente os fãs da saga se decepcionarão (tanto), ainda é um ótimo entretenimento, blockbuster de qualidade, coisa rara. Mesmo sendo inferior que os demais, por inúmeros motivos, não deixa de cumprir sua função de divertir e encantar aqueles que assistem. A essência de "Piratas do Caribe" ainda permanece...recomendo!

NOTA: 8,0


Obs: O 3D não faz diferença alguma, foi só uma medida para lucrar mais, não melhora as imagens, pelo contrário, nas cenas mais escuras (e existem muitas delas) é quase impossível enxergar os detalhes, então para se ter uma imagem menos danificada, prefira o 2D!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Comentário sobre o Oscar 2009

por Fernando

O tão esperado Oscar foi exibido ontem (22/02/09), infelizmente apenas na Tv fechada, apesar de ter um contrato com a Rede Globo, a emissora preferiu exibir o desfile das escolas de samba (!!)...óbvio, por questão de ter mais audiência que uma "mera entrega de prêmios".

Deixando essa parte de lado, vamos ao que interessa...o Oscar 2009 não surpreendeu em muita coisa, até porque já foram entregues outros prêmios importantes como o Globo de Ouro e o Bafta, e os vencedores do Oscar não foi nada a mais do que uma mescla dos vencedores de cada prêmio anterior.

As surpresas ficaram para os prêmios menores, como Documentário Curta e Longa, que nunca se sabe ao certo quem ganha. Outra surpresa foi o Japão arrebatar o prêmio de melhor filme Estrangeiro, com Departures.

E digamos, que não foi um prêmio tão justo quanto o do ano passado, onde não houve nenhum grande premiado, o grande favorito. Onde os Fracos Não têm Vez ganhou os prêmios mais importantes, mas não foi o grande vencedor da festa, os prêmios foram bem dividos. Quem Quer Ser Um Milionário? (ainda não vi), aparentemente deve ser um grande filme, mas 8 Oscars é muita coisa, entretanto, vindo do Oscar que já deu 11 prêmios à Titanic e Senhor dos Anéis, isso não é tanta surpresa.

Quem Quer Ser Um Milionário? (aparentemente) mereceu os prêmios que venceu, no entanto, concorria com outras excelentes produções. Ter ganhado o Oscar de melhor mixagem de som, foi com certeza, o grande exagero, ainda porque concorria ao lado da obra-prima WALL.E, que trabalha com o som magnificamente. Não deu outro, Quem Quer Ser Milionário foi o grande vencedor da noite!

O Curioso Caso de Benjamin Button recebeu prêmios justos, como o de maquiagem, direção de arte e efeitos visuais. WALLE, sem surpresas ganhou o de melhor animação, Bolt era um forte concorrente, mas não havia possibilidades de ganhar.





Batman - O Caveleiro das Trevas, teve 8 indicações (um número muito alto para uma adaptação de herói) e por isso fez sua parte no Oscar, marcou história, mas levou 2 estatuetas para casa, dois prêmios mais do que merecidos, ao magnífico Heath Ledger e seu Coringa e edição de Som.

A Duquesa venceu sua única indicação, as roupas que vestiam a bela Keira Knightley fez bonito na cerimônia e ganhou o de melhor Figurino.

Roteiro Adaptado ficou com Quem Quer Ser um Milionário, que também arrebatou o de Melhor Diretor para Danny Boyle, Fotografia, Trilha Sonora e Canção Original, além dos que já fora ditos. Roteiro Original ficou com Milk - A Voz da Igualdade, que conta a história do primeiro homem assumidamente homossexual em um cargo público e sobre suas dificuldades no meio da polítca sendo quem ele é.



Mas o brilho ficou mesmo com os atores que ganharam a premiação. Kate Winslet finalmente ganhou um Oscar, merecidamente. Kate é uma excelente atriz, está em cartaz com dois filmes (O Leitor e Foi Apenas Um Sonho) e pelo jeito arregassa nos dois papéis, além da bela carreira da atriz que surpreende em tudo o que faz, seja numa comédia romântica como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e O Amor Não Tira Férias ou em dramas como Pecados Intimos.
Kate Winslet fez história no cinema norte-americano e é hoje umas das atrizes mais telentosas de sua geração.

Seann Penn ganhou seu segundo Oscar da carreira (o primeiro veio por Sobre Meninos e Lobos). Penn é outro grande ator e mereceu ganhar mais uma vez, sua atuação mais uma vez é surpreendente.





Heath Ledger, não poderia ter sido outro. Não foi uma surpresa, mas mesmo assim foi uma grande notícia. Coringa é uma personagem marcante, inesquecível, merecia o Oscar.







A bela Penélope Cruz finalmente conseguiu de vez marcar sua brilhante carreira nos estados unidos, finalmente seu talento foi recompensado. Sua Maria Elene em Vicky Cristina Barcelona é incrível, é difícil encontrar palavras para decifrar o que ela fez no filme, ela é brilhante, constrói uma personagem marcante, forte e intensa. Sem dúvidas, sua premiação foi uma das melhores da noite.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Crítica: Vicky Cristina Barcelona (2008)


Mais um filme do velho e bom Woody Allen chega aos cinemas e os críticos ficam de olho para opinar e ver se o diretor ainda continua com seu talento de anos atrás. Para surpresa, Woody não erra mais uma vez e acerta em cheio nesse drama com pitadas de sensualidade, comédia sutil e atores competentes.


Por Fernando

"Vicky Cristina Barcelona" conta a história de duas amigas norte-americanas, citadas no título, que viajam para Barcelona, cada uma com seu objetivo. Vicky, interpretada por Rebecca Hall (O Grande Truque) é uma mulher decidida, equilibrada e inteligente, que estuda a cultura catalã e decide viajar para Espanha afim de melhorar seu conhecimento, enquanto vive uma vida amorosa completamente bem resolvida, está prestes a se casar, bem diferente de Cristina, vivida por Scarlett Johansson (Match Point), que não sabe muito bem o que quer da vida, não tem uma vida amorosa nem profissional resolvida e acredita que em Barcelona vai respirar novos ares e descobrir novas coisas, inclusive seu talento, seu futuro.


Quando chegam na cidade, conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor sedutor com um passado misterioso, onde teve um relacionamento complicado com uma mulher e ninguém sabe o fim que teve esse caso, a única coisa que as pessoas sabem é que alguém foi violentado. Ele agora está livre e pronto para novas aventuras e convida as turistas para um passeio num hotel e promete muita bebida e sexo. Depois de muitas conversas, Cristina acaba convencendo a comprometida Vicky para essa inusitada aventura. Vicky deixa claro que não quer nada com Juan e que o acha ridículo por agir dessa maneira.


Os três acabam se divertindo, conhecem a cidade de Barcelona, mas o plano acaba indo longe demais, e por causa de alguns desencontros, Vicky acaba se envolvendo demais com Juan, mas é Cristina quem se entrega completamente a essa loucura e vai viver com Juan em sua casa, enquanto Vicky esconde seus verdadeiros sentimentos para viver uma vida que tem mais conforto e segurança. Porém o que Cristina não esperava é que Maria Elena (Penélope Cruz), a ex de Juan, voltaria, ela decide ficar na casa com eles, estava prestes a se suicidar mas Juan mais uma vez salva sua vida, eles vivem um romance conturbado, ela tem mudanças rápidas de humor, não esconde seus verdadeiros sentimentos e juntamente com Cristina e Juan se envolve em um arriscado e sensual relacionamento. E essas férias acabam fazendo com que todos refletissem sobre o que realmente querem de suas vidas, pois ali era chance deles definirem o que aconteceria dali para frente, além de descobrirem o que realmente são e até que ponto eles são capazes de ir para conquistarem a satisfação de viver.

"Vicky Cristina Barcelona" se torna um pouco chato por mostrar os fatos através de um narrador, sendo que o diálogo entre as personagens é um dos pontos mais positivos do filme. A trilha sonora é repetitiva e cansa em certos momentos.

Mas o ponto forte do filme são atuações. Rebacca Hall surpreende por ser a mais novata do elenco, mas brilha como todos e tem uma atuação equivalente a muita estrada. Scarlett Johansson mostra mais uma vez que não é mais um rosto bonito, é comepetente no que faz e agrada com seu carisma e simpatia. Javier Bardem é excelente, consegue convencer em tudo o que faz, mesmo suas personagens sendo tão diferentes.
Mas o destaque mesmo fica para Penélope Cruz, com uma participação menor que os outros atores porém significativa. Ela surpreende a cada papel desde "Volver" e cada filme cresce como atriz e esse, com certeza, foi sua melhor atuação. Fala inglês, espanhol, grita, emociona e diverte e foi responsável pelos melhores momentos do filme. Apenas por sua atuação, já vale o ingresso, que foi melhor até que o próprio filme.

O final não é previsível e para muitos pode ser decepcionante, entretanto, é realista e mostra que na nossa vida nem tudo segue como planejamos. O filme nos revela que existem diversas maneiras para se amar, o amor não é algo padronizado e não há definição para ele.

NOTA: 8


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