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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

2 em 1: Woody Allen

Woody Allen, conhecido por suas comédias irreverentes e de alto nível!! Este ano ele irá lançar seu mais novo filme "Você vai conhecer o homem dos Seus Sonhos" com Antonio Banderas e Naomi Watts e já está filmando mais um projeto, "Midnight in Paris", com a primeira dama francesa, Carla Bruni, Marion Cottilard e Owen Wilson.

Aproveitando a boa fase do diretor, decidi postar dois de seus filmes que assisti recentemente: Manhattan (1979) e Melinda e Melinda (2004).

por Fernando Labanca


Manhattan

O filme de 79, conta com Woody Allen não só na direção como também protagonizando, numa história ambientada em...como é mesmo o nome? Ah! sim, Manhattan, Nova York. Conta com a participação de sua musa de longa data, Diane Keaton e Maryl Streep.

Na história, Allen é Isaac Davis, de 42 anos, escritor, não muito satisfeito com sua profissão, ainda tem que lidar com sua ex-esposa, Jill (Streep) que o largou por outra mulher a ainda por cima, resolveu escrever um livro sobre o relacionamento com ele, contando detalhes picantes e o destruindo moralmente o transformando em um ser detestável.

Isaac, também seguiu com sua vida, mantém um caso com uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), porém não se entrega completamente. Eis que conhece a nova namorada de seu melhor amigo, a bela Mary (Keaton), uma mulher independente, inteligente, tão culta e arrogante quanto ele. De pequenas discussões, acaba surgindo uma amizade, e os dois percebem o quanto são parecidos um com o outro. Até que ela abandona seu amigo, e ele percebe que nada mais pode impedir que fiquem finalmente juntos, é quando ele se entrega verdadeiramente. Entretando, quanto mais Isaac a conhece, mais ele percebe a sua distância, e que talvez Mary não o ame da mesma maneira que ele.

Filmado inteiramente em preto e brando, Woody Allen capta cenários encantadores de Manhattan, a trazendo inteiramente para dentro da história. Ainda vemos a intelectualidade daquele que dirige e atua, em diálogos cheios de referências à literatura e clássicos do cinema.

Filme engraçadinho, com uma história bastante interessante e um final bem diferente do convencional. O ponto alto, definitivamente são os diálogos, espertos e bastante inteligentes. As atuações são boas, exceto da inexperiente Muriel Hemingway, com uma personagem de destaque, faz com que cenas que deveriam ser interessantes se tornem muito fracas, por outro lado, é delicoso ver Woody e Diane contracenando, os dois demonstram muita intimidade em cena.

"Manhattan" é interessante, vale a pena ser conferido. Para muitos é um clássico, para mim, não muito marcante, encontrei muitos pontos positivos, porém nada de tão diferente, nada que fizesse desse filme grandioso, quando o filme acaba você continua seguindo sua vida normalmente, como se nada de tão importante tivesse acontecido, ou seja, filme facilmente esquecido.

NOTA: 6,5


Melinda e Melinda

Uma brincadeira de Woody Allen. Um desafio para um roteirista onde desenvolve de um mesmo ponto de partida, duas histórias paralelas e muito distintas.

Um grupo de intelectuais se reunem num restaurante (cena que me lembrou muito "Manhattan"), dentre eles está dois escritores de teatro, um de comédia outro de drama e cada um, num discurso bastante consistente tenta defender seus estilos. É quando, numa brincadeira, começam uma história e cada um vai desenvolvendo de acordo com seus gêneros.

Eles criam Melinda (Radha Mitchell), uma jovem que misteriosamente aparece num jantar de amigos. Na tragédia, uma mulher que reaparece, muitos anos depois, para antigos colegas, eles a abrigam e tentam concertar sua vida, toda despedaçada, e aos poucos, vão guiando um novo caminho para Melinda, e para isso lhe apresentam um dentista elegante (Josh Brolin), mas é por um músico culto por quem ela acaba se apaixonando (Chiwetel Ejiofor), e ao mesmo tempo em que começa a seguir o trilho certo percebe que aqueles que a hospedam estão infelizes.

Na comédia, Melinda, uma mulher desesperada e perdida acaba se deparando num jantar entre amigos. Curiosos, eles começam a perguntar sobre sua vida e como ela foi parar ali, e todos acabam se envolvendo com a louca jornada da desconhecida. Porém o que mais se interessa é Hobie (Will Ferrell) e começa aos poucos se apaixonar por ela, o problema é que ele é casado.

E ambas as histórias acabam que se fundindo e criando um novo gênero, a comédia dramática ou a também conhecida "tragicomédia". Seria a vida uma comédia ou um drama? Tudo depende de como olhamos para ela, de como a enfrentamos. Uma idéia incrível, entretanto, é um daqueles casos onde a idéia é muito maior que o próprio filme, que não consegue se manter do início ao fim e não consegue ser tão grandioso quanto sua proposta.

O elenco é de peso, Radha Mitchell na oportunidade de sua carreira, qualquer atriz gostaria de ser Melinda e ter a chance de desenvolver dois estilos em um só filme. Uma ótima atriz, isso é inegável, porém apesar de Melinda ser a personagem dos sonhos, Woody Allen não esforça tanto para escrever a personagem e acaba sendo bastante fraca, tanto na comédia quanto na tragédia. O elenco ainda conta Will Ferrel, o melhor de todos, Chiwetel Ejiofor, Chlöe Savigny, Amanda Peet, Steve Carell, Johnny Lee Miller, todos corretos, mas sem nenhum destaque. Vale a pena pelos cenas de Radha e Ferrell, as únicas que dão um pouco mais de empolgação.

Recomendo pela experiência, mas o filme está longe de ser um dos melhores de Allen, não agrada nem aqueles que curtem drama e nem aqueles que curtem comédia, não chega a ser engragado, muito menos emocionante. Extremamente morno e sem sal. Que além da curiosidade, não desperta nenhum sentimento naqueles que assistem.

NOTA: 5

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Crítica: Vicky Cristina Barcelona (2008)


Mais um filme do velho e bom Woody Allen chega aos cinemas e os críticos ficam de olho para opinar e ver se o diretor ainda continua com seu talento de anos atrás. Para surpresa, Woody não erra mais uma vez e acerta em cheio nesse drama com pitadas de sensualidade, comédia sutil e atores competentes.


Por Fernando

"Vicky Cristina Barcelona" conta a história de duas amigas norte-americanas, citadas no título, que viajam para Barcelona, cada uma com seu objetivo. Vicky, interpretada por Rebecca Hall (O Grande Truque) é uma mulher decidida, equilibrada e inteligente, que estuda a cultura catalã e decide viajar para Espanha afim de melhorar seu conhecimento, enquanto vive uma vida amorosa completamente bem resolvida, está prestes a se casar, bem diferente de Cristina, vivida por Scarlett Johansson (Match Point), que não sabe muito bem o que quer da vida, não tem uma vida amorosa nem profissional resolvida e acredita que em Barcelona vai respirar novos ares e descobrir novas coisas, inclusive seu talento, seu futuro.


Quando chegam na cidade, conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor sedutor com um passado misterioso, onde teve um relacionamento complicado com uma mulher e ninguém sabe o fim que teve esse caso, a única coisa que as pessoas sabem é que alguém foi violentado. Ele agora está livre e pronto para novas aventuras e convida as turistas para um passeio num hotel e promete muita bebida e sexo. Depois de muitas conversas, Cristina acaba convencendo a comprometida Vicky para essa inusitada aventura. Vicky deixa claro que não quer nada com Juan e que o acha ridículo por agir dessa maneira.


Os três acabam se divertindo, conhecem a cidade de Barcelona, mas o plano acaba indo longe demais, e por causa de alguns desencontros, Vicky acaba se envolvendo demais com Juan, mas é Cristina quem se entrega completamente a essa loucura e vai viver com Juan em sua casa, enquanto Vicky esconde seus verdadeiros sentimentos para viver uma vida que tem mais conforto e segurança. Porém o que Cristina não esperava é que Maria Elena (Penélope Cruz), a ex de Juan, voltaria, ela decide ficar na casa com eles, estava prestes a se suicidar mas Juan mais uma vez salva sua vida, eles vivem um romance conturbado, ela tem mudanças rápidas de humor, não esconde seus verdadeiros sentimentos e juntamente com Cristina e Juan se envolve em um arriscado e sensual relacionamento. E essas férias acabam fazendo com que todos refletissem sobre o que realmente querem de suas vidas, pois ali era chance deles definirem o que aconteceria dali para frente, além de descobrirem o que realmente são e até que ponto eles são capazes de ir para conquistarem a satisfação de viver.

"Vicky Cristina Barcelona" se torna um pouco chato por mostrar os fatos através de um narrador, sendo que o diálogo entre as personagens é um dos pontos mais positivos do filme. A trilha sonora é repetitiva e cansa em certos momentos.

Mas o ponto forte do filme são atuações. Rebacca Hall surpreende por ser a mais novata do elenco, mas brilha como todos e tem uma atuação equivalente a muita estrada. Scarlett Johansson mostra mais uma vez que não é mais um rosto bonito, é comepetente no que faz e agrada com seu carisma e simpatia. Javier Bardem é excelente, consegue convencer em tudo o que faz, mesmo suas personagens sendo tão diferentes.
Mas o destaque mesmo fica para Penélope Cruz, com uma participação menor que os outros atores porém significativa. Ela surpreende a cada papel desde "Volver" e cada filme cresce como atriz e esse, com certeza, foi sua melhor atuação. Fala inglês, espanhol, grita, emociona e diverte e foi responsável pelos melhores momentos do filme. Apenas por sua atuação, já vale o ingresso, que foi melhor até que o próprio filme.

O final não é previsível e para muitos pode ser decepcionante, entretanto, é realista e mostra que na nossa vida nem tudo segue como planejamos. O filme nos revela que existem diversas maneiras para se amar, o amor não é algo padronizado e não há definição para ele.

NOTA: 8


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