domingo, 27 de setembro de 2009

Crítica: Uma Prova de Amor (My Sister's Keeper, 2009)


Do diretor, Nick Cassavetes, o mesmo de "Diário de Uma Paixão" e o mais recente "Alpha Dog", traz as telas um dos filmes mais comoventes do ano, ou até mesmo, em anos!

por Fernando

O filme, baseado no best seller de Jodi Picoult, nos mostra a jornada de uma família no auge do caos, graças ao câncer de uma das filhas, e essa doença aos poucos vai corroendo o sentimento de cada um. Nos mostra a jornada de uma garota de 15 anos que deixa de sonhar e ter uma vida plena para sofrer em uma cama do hospital, e mais que isso, o que essa doença acaba refletindo em cada membro dessa família.

Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patrick) um casal completamente apaixonados, se deparam com uma terrível notícia, a leucemia da filha pequena, a mais jovem até então, Kate. O outro filho, Jesse, infelizmente não tem compatibilidade suficiente para salvar a vida dela, devido as transfusões de sangue e doações de órgãos que deveria ser feita e há poucos doadores, e a possibilidade de compatibilidade e muito pequena o que aumenta as chances da criança morrer logo, é quando o casal decide fazer um filho de proveta, reunindo os genes de Sara com o de Brian para criar a filha perfeita para salvar Kate. Nasce Ana, que aos 11 anos (interpretada por Abigail Breslin) percebe o que faz na Terra e tira as conclusões sobre sua vida, nasceu para salvar sua irmã, não foi um acidente nem coincidência, foi planejada.

Refletindo sobre tudo isso, e lembrando no fato de que os seus 11 anos de vida, foram resumidos em idas obrigatórias ao hospital para exames de sangue, retiradas de sangue, operações, cirurgias, injeções, tudo para a melhoria de Kate (Sofia Vassilieva), ela decide ter liberdade sobre seu corpo e poder ter direito a ter uma alternativa, decide poder escolher entre ir ou não ir ao hospital, entre querer e não querer fazer uma cirurgia. Ana vai até um famoso advogado, Campbell Alexander (Alec Baldwin), junta uma grana, vendendo algumas coisas valiosas e com a ajuda de seu irmão Jesse (Evan Ellingson), ela vai atrás dele para levar seu caso para o tribunal, e assim poder ter controle sobre o próprio corpo.


A notícia chega em casa, para o espanto de todos, principalmente para Sara, que não admite a atitude da filha. O caso é estudado pela juiza (interpretada por Joan Cusack) que decide levá-lo ao tribunal. Kate aprova a atitude de Ana e sabe que ela tem consciência sobre o que está fazendo. A verdade é que uma operação em Ana está próxima, vai doar um rim para Kate, mas essa operação é muito arriscada, e as chances de salvar Kate são mínimas e pior, pode deixar lesões em Ana. E por isso a jovem decide enfrentar a própria família para poder sobreviver e ter uma vida digna, não ser um objeto para salvar outra pessoa.

Conflitos a parte, essa família nos dá uma lição de superação, enfrenta os problemas com cabeça erguida, por mais dolorosos que eles sejam. Ana ama muito a todos, inclusive a Kate e deixa claro que faria qualquer coisa para salvá-la, mas é preciso ter uma opção. Kate, por sua vez, tenta enxergar a vida da melhor forma possível, vive com dores e idas constantes ao hospital, mas tenta superar e ter esperança acima de tudo, mesmo que seja difícil aceitar a possibilidade da morte, sendo tão jovem, sabendo que tem tanta coisa para viver. Kate junta em uma caderno, fazendo um mosaico de fotografias, recordando tudo o que já viveu de bom, todas as boas lembranças, e são muitas. E mesmo que sua passagem na vida seja breve ela quer ter certeza que passou por ela e que deixou sua marca.

Por outro lado, Sara, que abandonou seu trabalho como advogada para ajudar a filha, retoma para ir no tribunal contra a decisão de Ana. Ela vai lutar com todas as forças para impedir que Ana consiga o que quer, simplesmente para salvar Kate, não por ferir Ana, mas por saber que essa é a única saída, caso contrário, ela perderia a filha que tanto ama. Ela vai passar por todos os obstáculos e enfrentar quem tiver de enfrentar para ter Kate saudável mais uma vez.





Uma família que tinha todos os motivos para desistir, mas todos resistem, cada um de sua forma, cada um tem um motivo para sofrer, por outro lado, cada um tem um motivo para querer seguir em frente, a própria família. Uma Prova de Amor entra na mente de cada personagem para entendermos o que se passa na mente de cada diante de uma situação tão difícil e a maneira que cada um encontra para superar essas dificuldades.


O filme nos dá a sensação de algo "retrô", algo passado, como se fossem lembranças quase apagadas, com uma iluminação clara e marcante como se desfigurasse as imagens. O filme funciona mesmo como lembranças, alternando entre o passado e o presente, a mesma tática usada por Cassavetes em Diário de Uma Paixão, que funciona mais uma vez. E inevitavelmente comparando os filmes, Cassavetes usa da delicadeza e sensibilidade para conquistar o público, deixando de lado seu realismo e cenas pesadas com um clima mais agressivo do seu, também excelente, Alpha Dog. Uma Prova de Amor, é leve, calmo, mas ao mesmo tempo, nos trás uma história forte, marcante e extremamente emocionante.


As atuações são magníficas. A novata Sofia Vassilieva surpreende, dando a Kate um tom tão belo quanto triste, mostrando com sinceridade o sofrimento da jovem com câncer, fazendo com que torcemos e ao mesmo tempo, sofremos com ela. Cameron Diaz também é outra que surpreende, sempre vista nas comédias, mostrando seu belo sorriso e sua facilidade com o humor, ela encara de frente esse drama pesado, arrisca e acerta bonito com sua desesperada Sara, emociona o público com sua luta interminável para salvar a vida da filha, é tão bonito ver sua passagem, compreendemos suas atitudes, por mais agressivas que sejam, Diaz dá um show na tela, principalmente nas cenas em que chega ao ápice do desespero. Abigail Breslin é uma jovem atriz extremamente talentosa, quem sabe, a melhor de sua geração, se entrega a uma personagem com tal facilidade que alguns atores já crescidos não conseguem, emociona e diverte o público com sua simplicidade e carisma, dá um toque tão real naquilo que representa, é natural, interpreta como sendo uma garota de 11 anos na mesma situação, não como um adulto em forma de criança. Ela é perfeita para o papel e tem um desempenho incrível na frente das câmeras. Além das boas participações de Jason Patrick, Evan Ellingson, Joan Cusack e Alec Baldwin.


Uma Prova de Amor, é belíssimo, comovente ao extremo, impossível não se deixar levar e se emocionar com a jornada dessa família, tão incrivelmente exposta por Nick Cassavetes e por atores tão competentes. As cenas são belas, a trilha sonora se encaixa perfeitamente no clima nostálgico do filme, assim como a fotografia e a iluminação, tudo em perfeita sintonia. Diálogos memoráveis e cenas marcantes, como quando Ana enfrenta sua família pela primeira vez, palmas para Abigail Breslin, ou quando Kate ao manusear seu álbum de fotografias, em pensamento, perde perdão para a família, impossível não se emocionar, ou com os desesperos de Sara, ou com o discurso inicial do filme, sobre as conclusões de Ana sobre sua vida, onde o filme já começa perfeitamente bem, ou com os diálogos profundos sobre família, vida e morte, entre outros. Um filme que nos apresenta grandes reflexões. Um daqueles filmes que ficarão na memória por muito tempo.

NOTA: 9

sábado, 26 de setembro de 2009

Crítica: Arraste-me para o Inferno ( Drag Me to Hell )


Voltando às origens, Sam Raimi faz de Arraste-me para o Inferno, um bom filme. Porém,a falta de firmeza e de sustos convincentes faz dele também um exemplar fraco do gênero.

Por Bárbara

Sam Raimi, depois de fazer um estrondoso sucesso no comando da trilogia Homem-Aranha, voltou às suas raízes com Arraste-me para o Inferno. Um belo retorno, diga - se de passagem , do talentoso cineasta que deu as caras pela primeira vez no cinema com A Morte do Demônio (Evil Dead ,1981).

No entanto, o que poderia ser novamente uma pérola do gênero em tempos tão difíceis infelizmente não passa de uma mistura desequilibrada de comédia e horror, oscilando entre momentos de suspense e tensão com outros simplesmente risíveis. Quem sou eu para criticar Sam Raimi, mas ao meu ver,se "Arraste-me.." tivesse mantido a seriedade necessária para ser um bom e assustador filme de horror,seria uma experiência totalmente satisfatória para o espectador.

Mas também não sejamos tão exigentes. É claro que se tivesse seguido essa vertente,poderia ser uma boa pedida para os fãs mais ardorosos. Mas Sam é tão bom no que faz que "Arraste-me.." acaba por conquistar por ser um filme simples, entretanto muito bem feito, recheado de efeitos especiais, com boas atuações e um final digno de aplausos.

No longa, Alison Lohman é Christine Brown, uma esforçada analista de crédito de olho em uma promoção, pois percebe que seu chefe ainda não escolheu quem vai ocupar o cargo de vice-diretora da empresa.Além de ter um bom emprego e uma boa oportunidade de crescimento profissional, ela namora o apaixonado e dedicado Clay Dalton ( Justin Long ), que faz de tudo para ficar ao lado dela, mesmo não tendo a aprovação de sua mãe, Trudy Dalton ( Molly Cheek ), que prefere ver seu filho namorando uma advogada recém - formada com honras em Yale do que uma fazendeira que deu sorte na cidade grande.

Essa vida praticamente perfeita muda drasticamente com a chegada de uma anciã chamada Sylvia Ganush ( Lorna Raver ) , que estava prestes a perder sua casa pela falta de pagamento da hipoteca.Ela foi ao banco onde Christine trabalha para tentar uma renegociação de prazo da hipoteca, e assim, não perder sua casa.Sentindo dó da pobre idosa, Christine até pensa em renegociar o pagamento da dívida, mas para impressionar o seu chefe e conseguir a promoção, nega o pedido da Sra Ganush. Ela, que viu que estaria na rua da amargura, fica de joelhos e implora à Christine que a ajude e faz um verdadeiro carnaval no recinto.Assustada, Christine acaba por chamar os seguranças para retirar a velha do local. Quando estava indo para casa, Christine acaba sendo atacada pela insandecida senhora e luta com ela no seu carro.Dizendo que Christine a humilhou quando ela lhe implorou ajuda, Ganush lhe rouba um botão de seu suéter e lhe lança uma maldição terrível.Naquela mesma semana, Christine seria arrastada até o inferno pelo demônio Lâmia.

Christine, a princípio, não leva tudo aquilo muito a sério. Depois de sofrer com alucinações envolvendo a aterrorizante figura da velha,recorre a um médium, Rham Jas ( Dileep Rao ), para que se livre da terrível maldição. Até mata o seu amado gatinho de estimação para sobreviver deste inferno que se tornou a sua vida.

Depois de sofrer muito com as alucinações, que se tornam muito frequentes e assustadoras,ela descobre que há uma médium muito poderosa que pode salvá-la,expulsando Lâmia deste plano antes que ele consiga arrastar Christine para as profundezas do inferno.Mas como há um grande risco de vida, a tal médium cobrou 10.000 dólares para fazer o servicinho.O problema é que, mesmo vendendo todos os seus objetos de valor,Christine não consegue arrecadar nem a metade do dinheiro que precisa.Então, entra na jogada o seu querido namorado Clay, que a princípio é bastante cético, achando que a namorada estava sofrendo de estresse pós traumático ( é claro que ele não acerditaria nesta parafernalha de demônios, o cara é psicólogo ! ) por conta do ataque da idosa contra Christine, acaba por acreditar ( em parte ) nos lamúrios de sua amada, que ficava mais perturbada a cada dia,e lhe dá o dinheiro para fazer o ritual.

Como disse, o longa é uma mistura de gore, humor negro e elementos de horror. É uma pena que isso atrapalhe um pouco o andamento do filme, pois algumas sequencias são um tédio só!Outras são de rolar de rir, como exemplo, cito a cena em que um homem está possuido pelo Lâmia,ri e dança histericamente.Hilário!No entanto, há outras que são de gelar a espinha e proporcionam bons sustos, ainda que nem todos assustem de fato.Ainda há os efeitos especiais, que em alguns momentos incrementam a película e outros que, sinceramente, acabam por estragar e tirar o impacto das cenas.

Referente ás atuações, Alison Lohman está razoável como a protagonista. Como o filme, sua interpretação oscila, entre o ápice do desespero e os momentos totalmente inexpressivos. Justin Long está " no ponto" como Clay.Ele, apesar de ser cético, em nenhum momento é arrogante ou abandona Christine quando a situação fica insustentável. Muito pelo contrário, mesmo não acreditando em espíritos, demônios e afins,dá total apoio à namorada e Justin se encaixou perfeitamente neste papel,se mostrando como um perfeito cavalheiro. Lorna Raver, como a diabólica Sra Ganush está assustadora e repugnante ao extremo. Sinceramente, não sabia se sentia medo ou nojo dessa senhora.

Mesmo não sendo deveras assustador, Arraste-me para o Inferno é uma boa pedida para os fãs de cinema, não necessariamente de horror.É uma boa oportunidade de conferir que o talento de Sam Raimi não está restrito a franquia Homem - Aranha. É ver e tirar suas próprias conclusões, principalmente por causa do final ousado e bastante pessimista.

NOTA: 8

domingo, 13 de setembro de 2009

Especial : A Hora do Pesadelo


Um, dois...Freddy vem te pegar
Três, quatro... a porta é melhor trancar
Cinco, seis...agarre seu crucifixo
Sete,oito...é melhor ficar acordado
Nove, dez...e nunca dormir outra vez

Por Bárbara
Apresentação:


Em 1984, nascia mais um terrível assassino.Seu nome: Fred Krueger.Seu "pai": Wes Craven.O diretor estava no auge de sua carreira, quando tinha contribuído para a história do cinema de horror com dois clássicos absolutos: Aniversário Macabro ( Last House on the Left ) e Quadrilha de Sádicos ( The Hills Have Eyes ), ambos com personagens más, detestáveis e que causavam muito medo, em uma época mais inocente e sem preparo para receber esses filmes como apenas obras ficcionais.Quando A Hora do Pesadelo estreou nos cinemas, foi um sucesso estrondoso para um filme com o orçamento baixíssimo, praticamente independente, produzido pela então "pequena" produtora New Line Cinema.Fred Krueger assustou e conquistou o público e depois de um ano, A Hora do Pesadelo ganhava sua continuação, A Hora do Pesadelo 2 - A Vingança de Freddy.As duas películas são boas,ainda que percam um pouco de qualidade no final,mas mesmo assim são satisfatórias.

Porém, a partir do terceiro filme, o tom de humor negro predominou e então Freddy, que no início era chamado de Fred, virou o herói engraçadinho dos filmes, que deixaram de ser de terror, para ser uma imensa palhaçada.Antes, com os dois primeiros exemplares, as aventuras de Freddy Krueger até tinham algum sentido e o mínimo de coerência.A Hora do Pesadelo 3 - Os Guerreiros dos Sonhos, A Hora do Pesadelo 4 - Mestre dos Sonhos, A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy e A Hora do Pesadelo 6 - Pesadelo Final: A Morte de Freddy foram apenas oportunidades para que diretores e roteiristas inexperientes pudessem fazer o que lhe dessem na telha e que a New Line Cinema pudesse crescer e se desenvolver usando a franquia como um caça-níqueis,lançando sequências com menos de dois anos de diferença de uma para a outra.No início, o que impressionava era o clima de tensão, suspense e bons sustos proporcionados graças a presença da figura sombria de Freddy Krueger.O diferencial da série eram os métodos que Krueger usava para acabar com suas vítimas,usando uma luva de navalhas na mão direita e atacando os jovens da Rua Elm nos pesadelos deles.Era só pegar no sono e ele estava lá, na espreita.

Conforme Freddy foi sendo alçado ao status de ídolo pop dos anos 90, com direito à linha de bonecos, revistas em quadrinhos, pôsters e até uma luva igualzinha a que ele usava nos filmes feita de plástico, o clima de tensão e todas as características que citei nos parágrafos anteriores que faziam com que A Hora do Pesadelo valesse a pena, foram pro espaço.Tudo foi substituído por rock paulera na trilha sonora, no lugar das músicas tétricas e apavorantes, e muitos efeitos especiais,revolucionários na época, mas que não acrescentavam nada de bom no resultado final. A franquia foi virando um " samba do crioulo doido" que na verdade só era um meio de mostrar mortes sangrentas das mais variadas formas.
Além disso, tinham pretextos patéticos para trazer Freddy Krueger de volta do inferno e aterrorizar os jovens da Rua Elm.E também não faltavam motivos esdrúxulos para que os mocinhos pudessem acabar com ele de uma vez por todas, com todos os filmes abrindo um gancho para uma continuação, com Freddy pegando os adolescentes de supresa e soltando sua "gargalhada fatal".Até que , em 1994, Wes Craven volta ao comando no razoável O Novo Pesadelo, que mistura realidade com ficção e mostra a história dos atores e produtores da série atormentados pelo espírito de Freddy Krueger, contando com as atuações de Robert Englund, tanto como Freddy Krueger como interpretando ele mesmo, com Heather Langenkamp, que interpretou Nancy, a heroína do primeiro filme, também interpretando ela mesma e até com próprio Craven em uma pequena participação.

Para finalizar , em 2003 a New Line Cinema produziu o crossover entre Freddy e Jason Voorhees, da franquia Sexta-Feira 13, chamado de Freddy Vs Jason, que mostrava um duelo entre os monstros imortais.Um lixo de filme diga-se de passagem, mas é divertido ver as peripécias de Freddy,mesmo que a qualidade do longa seja baixíssima.

Para tentar recuperar o tom sério do ínicio da franquia, que a partir do segundo exemplar já começava a rolar ladeira abaixo e também para tentar apagar da memória popular o horroroso Freddy Vs Jason, um remake do A Hora do Pesadelo original já está sendo filmado, com previsão de estreia para 16 de abril de 2010, nos EUA.Recebendo a luva de navalhas de Robert Englund, que ficou mundialmente conhecido por causa do papel, Jackie Earle Haley encarna o aterrorizante Fred Krueger, causando muitas expectativas nos fãs, afinal, o ator interpretou um pedófilo no filme Pecados Íntimos e um anti-herói sociopata em Watchmen,ambas personagens extremamente perturbadas. Resta a nós agora, esperar o novo filme estrear para podermos conferir se o "novo" Freddy estará mais aterrorizante que o orginal e nunca mais voltar a dormir!

A História de Freddy Krueger:

A mãe de Freddy, Amanda Krueger, era uma freira que prestava serviços em um manicômio na cidade de Springwood.Um dia, ela foi trancada acidentalmente com vários dementes,que a estupraram várias vezes.Ela foi encontrada três dias depois,quase morta, e um tempo depois, descobriu que estava grávida.Com isso, foi expulsa da irmandade religiosa da qual fazia parte e tentou se estabelecer várias vezes com homens diferentes na tentativa de educar o filho.
Cada padrasto foi pior do que o outro, e ela chagou a apanhar, junto com o filho, de um deles.
Na escola,o garoto era discriminado por conta de sua origem e era constantemente chamado de "o filho de cem tarados".Uma das brincadeiras preferidas de Freddy quando criança era de torturar e matar pequenos animais.Quando cresceu,arrumou emprego em uma velha refinaria na cidade,até chegou a se casar e teve uma filha.A partir daí,seu instinto assassino aflorou de vez, e ele começou a sequestrar e matar crianças da Rua Elm,se apresenatdo a elas como o "tio Freddy".
Aí, o caos reinou no local,com várias e várias crianças desaparecidas.Loretta Krueger, sua mulher, desconfiada do marido,vasculhou suas coisas no porão de casa e descobriu tudo.Ele a pegou no flagra mexendo em suas coisas e matou a mulher de pancada na frente da filha.Não demorou muito para todos os habitantes descobrirem que ele era o misterioso assassino de crianças.Krueger chegou a ser preso,mas por um erro burocrático no inquérito,seus advogados de defesa conseguiram libertá-lo,porém tomaram-lhe sua filhinha,que foi parar em um orfanato.Toda a cidade se revoltou com a decisão judicial e prepararam uma emboscada para Krueger: o trancaram na sua casa,jogaram gasolina e atearam fogo,fazendo com que ele moresse queimado.Um dos pais que lideraram o "exército" contra Krueger, o policial Donald Thompson e sua mulher, Marge Thompson, guardaram a tão famosa luva com garras de navalha em casa.Para todos eles, a paz voltou aquele lugar e assim, conseguiram proteger as crianças que sobreviveram.Anos se passaram e Freddy, que no dia de sua morte fez um pacto com os "Demônios do Sono" para ser imortal e poder realizar sua vingança,volta a aterrorizar os jovens da Rua Elm,só que agora através dos pesadelos deles.E é dai que A Hora do Pesadelo ( 1984 ) começa...

Destaques do Elenco:

Além de ter revelado ao mundo o talento de Robert Englund, que encarnou o assassino zombeteiro, autor de várias frases memoráveis como " Bem-vinda ao horário nobre,vadia", a série A Hora do Pesadelo também deu oportunidades a jovens atores que começavam suas carreiras no cinema.Muitos deles não tiveram talento o suficiente para receberem propostas melhores e a maioria foi trabalhar em séries da TV americana ou nunca mais deram as caras na mídia.Os mais talentosos deles se deram bem em suas carreiras e mostraram que são capazes de fazerem filmes de outros gêneros.É o caso de Johnny Depp e Patricia Arquette.Além disso, contou uma participação especialíssima de Laurence Fishburne, como um dos enfermeiros do hospital psiquiátrico que é o cenário de Os Guerreiros dos Sonhos, a terceira parte da franquia.
Em A Hora do Pesadelo de 1984, um jovem de topete estiloso e fones de ouvido gigantes virou uma poça de sangue pelas mãos do malvado Fred Krueger,quando pegou no sono.Na verdade, esse jovem era o ator Johnny Depp que, acompanhando um amigo para o teste do filme, foi convidado por Wes Craven para participar também, acabou aprovado e interpretando Glen Lantz, o namorado de Nancy.Posteriormente, fez uma pequena participação em Pesadelo Final: A Morte de Freddy, como um rapaz que aparece no sonho de uma das personagens, no caso, um jovem drogado que adormece em frente a uma televisão.Johnny mostra a ele como é um cérebro de um drogado , exibindo um ovo fritando na frigideira.Em seguida,leva uma frigideirada na cara por Freddy. Depois de ter participado da franquia,Johnny deslanchou em Hollywood e hoje é um astro,com papéis memoráveis no currículo, com destaque para o pirata desmiolado Jack Sparrow, de Piratas do Caribe e os seus infindáveis papéis nos filmes de Tim Burton,que também lhe deram notoriedade.

Patricia Arquette participou de outros filmes menos reconhecidos antes de ser a protagonista Kristen Park, em Os Guerreiros dos Sonhos,garota que era uma das últimas crianças filhas dos assassinos de Freddy,que o quiemaram vivo em sua casa.A moça tinha o poder de levar outras pessoas para os seus sonhos,e quando quase foi morta por Freddy no banheiro de sua casa ( ele tentou simular um suicídio, fazendo a garota cortar os pulsos com uma gilete ) foi internada num hospital psiquiátrico,ficando confinada com outros jovens que sofriam constantemente com pesadelos causados por Krueger.Com já tinha citado anteriormente, Laurence Fishburne era um dos enfermeiros do hospital, Max.Patricia não ficou apenas trabalhando com o gênero terror,participando de Amor à Queima Roupa, Stigmata e Nação Fast Food.
A sua personagem, Kristen, retornou na sequência , O Mestre dos Sonhos , mas ela não quis reprisar o papel, sendo substituída por Tuesday Knight.


Filmes:


A Hora do Pesadelo ( A Nightmare on Elm Street, 1984 ) :


Quatro amigos têm terríveis pesadelos com um homem desfigurado que usa uma luva com garras de navalhas e os perseguem até acordarem.Quando um deles, a garota Tina ( Amanda Wyss ) não consegue acordar a tempo, é assassinada por ele.
Porém, todas as suspeitas recaem sobre seu namorado, Rod ( Nick Corri ),pois eles dormiam juntos com os outros dois amigos, Nancy Thompson ( Heather Langenkamp ) e Glen Lantz ( Johnny Depp ), por que Tina estava com medo de dormir sozinha.Então, Rod é preso e Nancy passa a sonhar com o tal assassino e também com a amiga morta.Então ,ela pede a ajuda a Glen para que ela possa descobrir quem matou Tina,pois acredita que não foi Rod que fez isso.Ao ir visitá-lo na cadeia,tudo indica que Rod se matou na cela, por que foi encontrado pendurado pelo pescoço, enrolado num lençol,mas também foi assassinado pelo misterioso assassino,que simulou suicídio.Nancy começa a ficar perdida e como todos acreditam que Rod tinha se arrependido do que feze que por isso se matou,ninguém acredita nela,e então ela só tem Glen ao seu lado.Sua mãe, Marge ( Ronee Blakely ) , percebendo que a filha estava perdendo a sanidade ao tentar ficar acordada,decide ajudá-la.
A partir daí, Nancy tenta resistir a pegar no sono, ao mesmo tempo que descobre quem é o homem que tenta matá-la nos seus sonhos.Se tratava de Fred Krueger ( Robert Englund ), um maníaco que atacou muitas crianças da Rua Elm e que por um erro no inquérito policial, ficou em liberdade, mas que foi morto pelos pais revoltados,entre eles sua mãe e seu pai, o policial Donald Thompson ( John Saxon ).
Comentários: Apesar de não ser nenhuma obra-prima do gênero, A Hora do Pesadelo é um bom filme de terror.Com um eficiente clima de suspense e tensão,o filme prende o espectador na poltrona,que fica interessado em saber como os jovens adolescentes farão para se safarem do terrível Fred Krueger, já que ele ataca no momento mais vulnerável do ser humano, durante o sono.Wes Craven acertou em cheio em inserir essa característica,caso contrário,ele seria mais um dos "slasher movie" da vida.Uma pena que ele perdeu um pouco a mão no final, que se tornou digno de Esqueceram de Mim.No mínimo, patético,mas não compromete o resultado final.
Nota:8/10.



A Hora do Pesadelo 2 - A Vingança de Freddy ( A Nightmare on Elm Street 2 - Freddy's Revenge, 1985 ) :


Mesmo sendo no mínimo razoável, esta sequência não consegue ser tão boa quanto o filme original,tampouco manter o mesmo nível.Depois dos acontecimentos na casa 1.428, na Rua Elm, outra família se muda para lá.Jesse Walsh, o novo morador, junto com seus pais e sua irmã mais nova, começam a receber a influência maligna de Freddy Krueger,que, para acabar com a sua vingança, aterroriza o jovem Jesse através dos seus sonhos e tenta possuir o corpo do rapaz, para que possa matar todos os adolescentes da Rua Elm, sem ter que esperar todos eles caírem no sono.Mas Jesse tem outros planos.Como é novo na cidade,tenta se enturmar na escola e até arranja uma namoradinha,Lisa( Kim Myers ).Entretanto, fica cada vez mais difícil para ele levar uma vida normal, quando há um espírito maligno desejando possuir seu corpo.
Comentários: Essa sequência até que começa muito bem, com um prólogo interessantíssimo.Jesse estava no ônibus escolar com a turma toda.Assim,cada estudante vai descendo em seu respecitvo ponto e então sobram apenas ele e duas meninas que ficavam tirando um barato da sua cara.De repente, o motorista do ônibus acelera,não deixa mais ninguém descer e segue em direção a um deserto.Lá, o chão se racha, o ônibus fica suspenso em um precipício e revela-se então, que na verdade, o motorista do ônibus é Freddy Krueger.Ele corre em direção aos adolescentes.Não há como escapar: ou fica no ônibus e morre pelas mãos de Freddy,ou se joga pela janela e cai num precipício sem fim.Até aí,tudo bem.O problema é que, para inovarem, os roteiristas decidem fazer com que Freddy se materialize no mundo real e ataque em um churrasco,matando quase todo mundo que estava na festa.E tudo isso com direito a umas das frases memoráveis proferidas pelo vilão: "Vocês todos são minhas crianças agora!".Pois é, besteirol puro.Inclusive um periquito, mascote da familía Walsh,explode.
Nota: 5/10.



A Hora do Pesadelo 3 - Os Guerreiros dos Sonhos ( A Nightmare on Elm Street - Dream Warriors, 1987 ) :


Voltando a atacar somente no mundo dos sonhos,Freddy Krueger atormenta a jovem Kristen Park ( Patricia Arquette ), uma das últimas crianças sobreviventes do assassino da Rua Elm.Assim, ela vai parar em um hospital psiquiátrico, junto com outros jovens que sofrem com os pesadelos ocasionados por Freddy.Como ninguém acredita neles,inclusive os psicólogos, que acham que se trata de uma histeria em grupo, eles vão morrendo um a um.A única esperança de les é a nova psicóloga, Nancy Thompson ( Heather Langenkamp ), a sobrevivente do primeiro filme da série.Juntando - se a ela e contando com um dom especial que Kristen possui, que é o poder de levar outras pessoas aos seus sonhos ( ou pesadelos ),todos eles tentam se salvar e mandar Freddy para o inferno outra vez.
Comentários: A partir daí, a coisa desanda.Os heróis dos filmes deveriam ser os adolescentes,mas como eles são tão ridículos,superficiais e estereotipados no último,o espectador se vê forçado a torcer para que Freddy mate-os rapidamente,tamanho o besteirol que é este terceiro filme.Até agora não engoli esse tal poder de Kristen, que leva pessoas aos seus sonhos ( e a tendência é piorar, no quarto filme ) e principalmente, os métodos criativos de se matar uma pessoa que Krueger desenvolve,chegando a esquecer de usar sua famosa luva.Agora, a moda não é matar a navalhadas e sim, de acordo com a personalidade da vítima.É nesse longa que Freddy profere sua frase mais famosa: " Bem-vinda ao horário nobre,vadia".Deprimente...e como já citei, a tendência é piorar cada vez mais.
Nota:3/10.



A Hora do Pesadelo 4 - Mestre dos Sonhos ( A Nightmare on Elm Street - The Dream Master,1988 ) :


Os sobreviventes do filme anterior voltam nessa sequência, mas Patricia Arquette não aceitou reprisar seu papel, passando o "fardo" para a desconhecida Tuesday Knight.Depois de mandarem Freddy Krueger ( de novo ) para o inferno,os adolescentes vivem uma vida normal.Até quando Freddy volta ( não sei como, acho que eu dormi nessa parte, sinceramente, eu não me lembro ) e mata Joey e Kincaid, os amigos de Kristen.Depois de se recuperar,Freddy usa Alice ( Lisa Wilcox ), a irmã do namorado de Kristen, para saciar sua sede de sangue,pois, na hora da morte, Kristen transfere seu poder à Alice, no melhor estilo Hadouken, do Street Fighter ( hahaha ).Assim, a garota leva todos os seus amigos para os seus pesadelos e praticamente os entrega de bandeja para Krueger.
Comentários:Medonho.É um filme ridículo,sem coerência alguma e que na verdade só serve para mostrar as peripécias de Krueger,inclusive uma das outras frases brilhantes: " Que delícia, carne fresca".O final é muito ruim e estraga todo o filme, que , diga-se de passagem, já é uma porcaria.
Nota:2/10.


A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy ( A Nightmare on Elm Street - The Dream Child, 1989 ) :


Também voltando do filme anterior, a heroína Alice,depois que mandou Freddy para o inferno ( mais uma vez ),vive sua vida normalmente ao lado do namorado Dan.Ela engravida, e graças aos sonhos do feto ( hahaha ) Freddy volta do limbo,aterrorizando a jovem mamãe,matando seu namorado,todos os seus amigos e ameaçando possuir seu filho,para voltar a matar fora dos pesadelos.Aqui,o passado de Krueger começa a vir à tona, através da aparição de sua mãe Amanda.
Comentários:Acho que seria redundância demais da minha parte dizer que esse filme é ridículo.Para aproveitar o ensejo,todos os filmes com exceção do primeiro e do sétimo,são totalmente descartáveis.Tava tão interessante que caí no sono,nem vi o final.O engraçado é que ninguém me perseguiu enquanto eu estava sonhando ( hehehe ).É tudo tão ruim, mas tão ruim que para piorar mais ainda, o assassino, que no primeiro filme era sanguinário e aterrorizante, para despachar uma de suas vítimas, se transforma no Super Freddy, chegando até a andar de skate!!!Só mesmo rindo para não chorar.
Nota:1/10.



A Hora do Pesadelo 6 - Pesadelo Final: A Morte de Freddy ( The Final Nightmare - Freddy's Dead, 1991 ) :



Continuando a contar o passado sórdido do protagonista, que agora é, discaradamente Freddy Krueger,essa parte é uma das mais estapafúrdias tentativas de se ganhar dinheiro com o personagem,já que ele não estava mais tão popular assim.Com isso, colocaram no nome do longa, o subtítulo "A Morte de Freddy", como se um homem que já tinha morrido queimado a duzentos anos atrás pudesse morrer de novo!Pois bem,apesar de apresentar todas essas características no mínimo patéticas,o filme conquista justamente por isso ( bom, pelo menos no meu caso).
O filme começa com um jovem sonhando que sua casa flutuava no céu.De repente,ela começava a cair velozmente e , ele desesperado, vai até a janela para ver o que estava acontecendo.Aí, ele se depara com Freddy Krueger montado numa vassoura, no melhor estilo Harry Potter e ainda diz para o rapaz: " Vim te pegar,gracinha.E sua alma também.Hahahahaa..."
Depois desse prólogo no mínimo hilário,descobrimos que o jovem em questão é o ultimo adolescente sobrevivente da cidade de Springwood,já que todos eles foram assassinados por Freddy.Para que ele possa matar em outras cidades,pois está preso a Springwood ( não me preguntem o porquê,nem faço ideia ), ele expulsa o jovem,que perde a memória e vai parar em uma cidade vizinha,num abrigo para jovens infratores.
Nesse abrigo, trabalha a psicóloga Maggie Burroughs ( Lisa Zane).Descobrindo nos pertences do jovem desmemoriado que se auto-denomina John Doe, um recorte sobre a cidade de Sprinwood,ela decide ir até lá com ele para saber sua origem.Porém, junto com eles, também vão Tracy,Carlos e Spencer, três adolescentes que tentavam fugir do abrigo.E,como é de praxe, todos eles caem nas garras de Freddy,que aqui até joga video-game.Nossa,que assustador...Nesse filme, continuamos a saber sobre o passado de Freddy e vimos que ele chegou a se casar e que teve um filho antes de morrer queimado.
Comentários:Justamente por ser uma bomba, é um dos mais legais da série,por assumir de vez o pastelão e o humor negro.Até minha irmãzinha de 8 anos assistiu esse filme e se acabou de rir com as peripécias de Freddy.Mortes dignas dos episódios de Tom e Jerry, com direito a uma banana de dinamite e um final em terceira dimensão.
Nota:6/10.



O Novo Pesadelo ( Wes Craven's - New Nightmare, 1994 ) :


Depois da série de filmes baseadas na história de Freddy Krueger,o espírito do próprio começa a atormentar todo o elenco e a equipe técnica da franquia.A principal vítima é a atriz Heather Langenkamp, que interpretou a heroína Nancy Thompson no primeiro e no terceiro filme.Assassinando membros da equipe de efeitos especiais,inclundo o marido de Heather, Chase Porter, e exercendo uma influência macabra em seu filho, Dylan,Freddy volta às suas origens,malvado e cruel,sem piadinhas na ponta da língua,se propondo apenas em dar sustos e rasgar os corpos de suas vítimas com sua luva com garras de navalha,tal como nos bons e velhos tempos.Sem ter ninguém para ajudá-la a sair dessa situação, a não ser a babá de Dylan, a jovem Julie, Heather ainda tem que conviver com estranhas ligações anônimas, que recita trechos de A Hora do Pesadelo original e proteger seu filho, que a cada dia vai ficando mais estranho.
Comentários:Depois do primeiro,que é insuperável mesmo não sendo uma obra-prima, o sétimo filme da franquia é o melhor da série.Misturando realidade com ficção,ele proporciona bons sustos,boas sacadas com o filme original e com o status de ídolo pop que Freddy Krueger alcançou,uma coisa que o criador Wes Craven nunca concordou, e também com a fama de Robert Englund,por causa de um papel que marcou sua carreira.Aqui,Freddy realmente está assustador e o roteiro prende a atenção do espectador até o fim,mesmo com um motivo tão besta para que Freddy ataque no mundo real.Sinceramente,não engoli essa historinha de que Freddy era a representação de uma entidade maligna que vive através dos tempos, que "gostou" de ser Freddy Krueger e que ainda, com o fim dos filmes, ficou livre e passou matar todos os envolvidos com a franquia!Pior: para detê-la, é preciso fazer novos filmes periodicamente, para manter essa tal entidade demoníaca no limbo.Ai..ai..sempre tem um porém não é mesmo??Wes sempre escorrega no tomate...e esse pequeno detalhe que acabei de citar é uma escorregada daquelas..ainda bem que não estragou o resultado final..que na minha opinião, é pra lá de satisfatório.
Nota:8/10.


Freddy Vs Jason ( Freddy Vs Jason, 2003 ) :



Freddy Krueger foi um terrível assassino de crianças em Springwood.Quando os pais das crianças descobriram que ele era o misterioso assassino e que, por um erro no inquérito policial, ficou em liberdade,fizeram uma emboscada e queimaram ele vivo,fazendo justiça com as próprias mãos.Depois disso, ele volta para se vingar de todos que estavam presentes no dia de sua morte,e passa a atacar os adolescentes da Rua Elm, filhos de seus algozes,através de seus pesadelos,pois antes de morrer, fez um pacto com os "Demônios dos Sonhos",para ser imortal e realizar sua vingança.
Como quase exterminou a população jovem de Springwood,os cidadãos resolveram revidar e fizeram uma coisa a ele que o deixou mais furioso do que matá-lo: condená-lo ao esquecimento,apagando todos os vestígios de sua existência e mandando para um sanatório todos os jovens que sonhavam com ele.Para sobreviverem, os jovens tomavam uma droga experimental para suprir os sonhos,chamada Hypnocil.E assim, ele foi para o limbo,totalmente sem forças para continuar sua matança.Mas Freddy é mais esperto...Para pensarem que ele voltou dos mortos ( mais uma vez ), ele ressuscita Jason Voorhees, outro monstro que não se cansa de morrer e ressuscitar,para matar os jovens até quando as autoridades pensarem que foi ele que voltou e os jovens saberem de sua existência,o que daria forças para ele voltar a atacar através dos sonhos.O problema é que Jason é uma besta sem limites e que mata todas a vítimas de Freddy,que deixa o chamuscado furioso.O confronto entre eles é inevitável e para completar,no meio disso tudo, há ainda uma turma de adolescentes tentando sobreviver a qualquer custo.Não podem dormir por que Freddy os espera,mas também não podem ficar acordados,pois Jason está na área...
Comentários:Um caso semelhante ao da parte 6.Assumiram de vez o tom pastelão e que o filme é uma bomba e pronto.De resto, cabe ao público tentar se divertir,desligando-se da realidade e da coerência,pois aqui os roteiristas não respeitam nem as características das personagens,como por exemplo, o fato de que neste filme, Jason ter medo de água,sendo que na franquia original, ele vivia saindo do lago, pegando de surpresa suas vítimas.Como agora ele tem medo de água??Pior: fizeram de Jason uma vítima,tanto quanto os adolescenets perseguidos por ele e por Freddy.Outra besteira:sem mais nem menos, uma das mocinhas consegue entrar no sonho de Jason sem nenhuma explicação.Ela simplesmente entra e ponto final.E mais: Jason sai de Crystal Lake e vai até Springwood num passe de mágica...como se as duas regiões fossem no mesmo quarteirão.Hahaha..só rindo mesmo.E olhe que nem vou comentar o tal do duelo...só vendo e tirando suas próprias conclusões...
Nota:2/10.

domingo, 30 de agosto de 2009

Crítica: Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009)

A comédia mais surpreendente do ano, Se Beber, Não Case, é hoje um dos filmes mais vistos do gênero esse ano, e conquistou o público facilmente com atores desconhecidos e uma história extremamente sem noção, porém, extremamente engraçada.

por Fernando

Doug (Justin Bartha) está prestes a se casar, mas antes, ele, junto com seus amigos decide ir a Las Vegas curtir sua despedida de solteiro. Os amigos são: Phil (Bradley Cooper), uma pai de família, que mais parece um garoto de colegial, Stu (Ed Helms) um dentista que se diz doutor e que vive atormentado por seus amigos por ter sido traído por sua esposa num navio com um barmen enquanto estava bêbada. E o outro, é seu cunhado, o divertido Alan (Zack Galifianakis), um cara solitário que se empolga com a situação de estar no meio de três grandes amigos.

O plano é simples, curtir a noite, porém eles acabam indo longe demais, bebem tanto, e quando acordam não se lembram de mais nada, o problema é que o noivo desaparece, e Phil, Alan e Stu precisam imediatamente lembrar o que realmente aconteceu na noite anterior, para que assim, descubram aonde Doug está, logo que o casamento é no dia seguinte. A partir de então, os amigos partem para uma jornada de descobertas bizarras e surpreendentes, começam a juntar pistas e descobrem aos poucos passo a passo, as loucuras que fizeram em Las Vegas.

Essas loucuras incluem, uma ida ao hospital devido ao excesso de drogas, o casamento de Stu com uma stripper, a bela Jade (Heather Graham), e o mesmo se depara sem um dente e o motivo ninguém sabe, uma ida a mansão de Mike Tyson (??!!!) e o furto de seu tigre (??????????!!!!!!!!!!!). Além de se meterem com os piores mafiosos de Las Vegas, e devido a isso, eles começam a ser perseguidos constantemente sem saberem o porquê. Ainda se deparam com um bebê na porta do apartamento, e Alan acaba se apegando a ele, mas logo descobrem que era de Jade, a nova noiva de Stu. Em falar nisso, Stu precisa reverter essa situação, logo que é casado uma neurótica, além do fato dos seus cartões de crédito terem sumido, e além do fato deles terem sacado muitos dólares em seu nome. E tudo isso, acontece em um dia de muitas surpresas, o dia da ressaca, e quando tudo parecia estar perdido, tudo piorava, e quando achavam que já haviam visto de tudo, mais loucuras surgem.

Não há muito o que falar da história, ela é apenas isto, confusões em Las Vegas, mas a confusão é tanta, mas tanta, que nos perguntamos, aonde tudo isso var dar, como essa confusão toda vai terminar??!! O final não surpreendente, é simples, divertido como o filme todo, mas nada demais, mas mesmo assim, vale a pena ver o filme inteiro e se divertir com esse três caras completamente pirados, interpretados por atores extremamente cômicos, que fazem a público rir, mesmo quando não é a intenção. Um daqueles filme que nos perguntamos, quem teve essa bendita ideia??, um filme pirado, louco, em suma, uma filme "da hora", no linguajar mais popular possível, que aliás palavrão e coisas obscenas rolam soltas no longa, mas não perde o grande estilo, uma comédia popular que vai conquistar muito mais do que já conquistou.

É muito fácil se envolver com "Se Beber, Não Case", claro que as situações são impossíveis de acontecerem, mas é sempre colocado com tanta naturalidade que aceitamos os absurdos, além dos atores estarem tão a vontade em seus respectivos personagens, são naturais, engraçados, divertidos. Palmas para Bradley Cooper, Ed Helms e Zack Galifianakis, indiscutivelmente incríveis. Além dos atores desconhecidos, ainda vemos a pequena participação, mas que ainda tem seu destaque, a bela atriz Heather Graham, que depois de muitos anos, surge em uma comédia de grande sucesso.

Todd Phillips constrói um filme altamente divertido, dinâmico, cheio de piadas boas e cenas que já possuem um ar cômico e a piada vem livremente, as vezes até parecendo improviso. Além das ótimas localizações, e uma ótima trilha sonora.

Confesso, existem comédias melhores, inclusive comédias que foram lançadas esse ano, perde, talvez, a nomeação de melhor comédia do ano, por utilizar uma história, muito engraçada, porém fraca, sem um grande momento, um clímax, um momento em que sentimos que realmente valeu a pena, um momento em que vemos que o filme teve um propósito maior, mas não teve, a verdade é que Todd Phillips queria mesmo só divertir, e consegue, e com muito êxito. A comédia é um gênero que está passando por uma boa fase, e Se Beber, Não Case, futuramente pode ser lembrado por contribuir por essa passagem. Assista, mas tenha certeza que vai se deparar com situações absurdas, mas a risada vai vir facilmente, pois se trata de um filmes hilário, absurdamente hilário!!

NOTA: 8,5

Crítica: O Contador de Histórias (2009)


Filme nacional que mescla fantasia com realidade, traz aos cinemas a vida de Roberto Carlos Ramos, que como diz no cartaz, ele escreveu sua história contando muitas outras.


por Fernando

Roberto Carlos hoje é um contador de histórias formado em pedagogia, mas até chegar aonde chegou muitas coisas aconteceram. Quando criança, morava com sua família numa favela em Minas Gerais, com sua mãe e seus mais nove irmãos. Sua mãe sonhava em proporcionar uma vida melhor a seus filhos, mas não podia, eram pobres e mal conseguia pagar a comida, até que o governo lança na TV (a mesma que assistiam uma vez por semana na casa de um vizinho) um projeto que mudaria a vida dos jovens, a FEBEM, um instituto que permitiria que garotos futuramente se tornassem doutores, médicos, engenheiros. Com isso, a mãe decide levar o caçula e assim, mudar o rumo de sua vida, Roberto Carlos é o escolhido e vai tal instituto, acreditando que seria um paraíso, assim como via em sua imaginação, como se fosse um circo com trapezistas e palhaços, mas não era bem assim. Na Febem, ele tanta se adaptar a nova vida, longe da família, sofre com a separação, mas percebe que aquela era sua vida a partir daquele momento, gostando ou não, e tenta com sua criativa imaginação viver a realidade, assim como via sua professora de educação física como sendo um hipopótamo. As coisas pioram quando completa sete anos e é levado para viver junto com os maiores, é espancado, violentado, e a partir de então, participa de mais de cem fugas e entra para o mundo em que sua mãe tentava impedir, um mundo que envolvia policia, furtos e violência. Roberto Carlos cresce, se torna um garoto, assim como diziam, irrecuperável.

Sua vida muda quando conhece Margherit, uma pedagoga francesa que viajava temporariamente no Brasil para fazer uma pesquisa, conhecer o nossa cultura, o nosso estilo de vida, a nossa língua, ela já vivia aqui por um longo período, até que sua grande chance surge, se depara com o rebelde quando visitava a Febem, decide conversar com ele e conhecer a sua história, é quando ele decide colocar sua imaginação em prática, e começa a contar sua vida de um modo que só ele sabia contar, um jeito próprio, sob um ponto de vista criativo sobre tudo o que havia vivido, mas ele precisava ir e não termina sua história. Empolgada com a situação, Margherit vai atrás do garoto, ele estranha tal perseguição e percebe que é sua chance de "se dar bem", vai até sua casa e a rouba, a deixando espantada, mas descrente de que ele fosse realmente irrecuperável.

Roberto vai embora da Febem e percebe que o mundo que lhe esperava não havia mais espaço para imaginação, um mundo cruel, não tinha mais oportunidades, o mundo fechou para ele, sua única opção é a criminalidade, até que decide roubar, mas é abusado sexualmente, até que decide morrer, mas falha, até que decide ir atrás da única pessoa que havia lhe dito "obrigado" e "por favor", a única pessoa que abriu a porta da prórpia casa, Margherit.

A pedagoda lhe dá outra chance, lhe dá conforto e comida, temporariamente, até ele arranjar um lugar para ficar, em troca, ele conta sua história e consequentemente, aprende com ela, o francês. Juntos, eles descobrem uma improvável amizade, enquanto ele percebe que ela é um milagre que ocorreu com ele, a probabilidade de alguém salvar outra pessoa e dar todas as oportunidades que ela lhe dá, são mínimas.

O Contador de Histórias nos trás talvez um tema batido, a pobreza, a vida nas favelas, a criminalidade nas ruas, mas ele inova esses temas, os colocando na tela, com maior leveza, sem apelar para a violência, em alguns momentos, é forte, mas nunca é mostrado com tanta crueldade como é sempre mostrado nos filmes nacionais. A pobreza está lá, marcando presença, mas a vida nas favelas nunca foi mostrada com tanta beleza, tranquilidade, sofrimento também existe, mas também há um toque de felicidade. E está aí, o grande mérito do filme.

Além do fato, de juntar realidade com a imaginação fértil do garoto, dando maior sensibilidade ao longa. As cenas em que ele coloca suas histórias da maneira como ele quer acreditar, são perfeitas, assim como a cena do circo, a maneira como ele acreditava que era a Febem, no maior estilo de Em Busca da Terra do Nunca de Marc Forster, ou como quando ele colocava o seu ato de roubar ao lado de seus amigos como sendo uma partida de futebol, ou como quando vê o maior bandido da favela, seu ídolo, como sendo um rei, descendo as escadarias da igreja, simplesmente incrível. O filme ainda utiliza de efeitos visuais para reproduzir uma de suas imaginações. E esses momentos, sem sombra de dúvida, são os melhores do filme.

O diretor Luiz Villaça é competente, reproduz a incrível jornada de Roberto Carlos com muita leveza e descontração, emocionante em algumas passagens, e divertida em outras. O drama é bem colocado, sem cair no dramalhão, apesar de algumas cenas exigirem mais carga dramática do que realmente é exposto. A comédia é outro ponto positivo, o filme, mesmo se tratando de um drama, não perde a piada e nem o estilo, sempre dando espaço, principalmente, na primeira parte do longa, para boas cenas cômicas.

Atuação não é o forte do filme, onde alguns atores deixam a desejar, o destaque fica para Maria de Medeiros, que interpreta Margherit, dando a personagem extrema delicadeza e carisma. Facilmente conquista o público, é meiga e trás uma mensagem interessante, um exemplo de ser humano.

O Contador de Histórias chega aos cinemas, mesmo quando se tratando de cinema nacional, a preferência do público é comédia. Mas o filme tem seus méritos, merece ser visto, assim como muitos filmes nacionais que ainda enfrentam certo preconceito. E mesmo com a chuva de filmes Hollywoodianos chegando constantemente, o filme tem seu destaque. Não é o melhor filme nacional de todos os tempos, mas é melhor que muitos que vi ultimamente. Não o veja achando que vai ser mais um drama nacional sobre preconceitos, pobreza, criminalidade, é sobre a vida de um homem que enfrentou todas as dificuldades, e que para isso, ele precisou de uma mão amiga, e é isso o que as pessoas precisam, de um apoio, de que outras pessoas acreditem nelas, é sobre integração social, é sobre dar uma segunda chance para aqueles que veem diariamente todas as portas se fechando, pois todos merecem uma vida mais digna.

NOTA: 7

domingo, 16 de agosto de 2009

Crítica: O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, 2008)


O Casamento de Rachel é um dos filmes mais interessantes que chegou na locadora recentemente, mais do que isso, um dos melhores filmes do ano, surpreendentemente emocionante, uma experiência única e inovadora.


por Fernando.

O filme, dirigido por Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes) conta uma história ocorrida em um final de semana, era para ser um final de semana belo e cheio de boas surpresas, até a chegada do elemento principal que destruiria toda a harmonia. É o casamento de Rachel (Rosemarie DeWitt), e para isso, ela convida toda os parentes para celebrar o dia mais perfeito de sua vida, todos se reunem na casa da família, grande e com um belo jardim, que seria palco da união. Porém, chamar toda a família, inclui em chamar Kym (Anne Hathaway), sua irmã, que tira uma folga da clínica de reabilitação para participar do casamento. Kym é símbolo de problemas, usava drogas e se embebedava na adolescência cheia de conflitos, hoje, tenta se recuperar nessa clínica.

Kym é hospedada na própria casa, com o maior desprezo da parte dos familiares, que praticamente ignoram sua chegada. Seu pai, Paul (Bill Irwin), extremamente atencioso, não tira os olhos dela, com medo de aprontar alguma na tão esperada festa. Seus pais são separados, e sua mãe, como sempre, atrasada. Reencontra com Rachel, e as duas tentam esquecer, ou fingir que esqueceram os problemas do passado, entretanto, evitar que brigas acontecem vai ser uma tarefa bem mais difícil que Kym imaginava, logo que se depara com sua prima mais detestável como sendo a madrinha do casamento. Briguinhas a parte, vamos ao casamento. Primos, primas, tios, tias de toda a parte, e a chegada do noivo só complementa essa diversão, trazendo toda sua família, fazendo não só a união com Rachel, mas prestigiando a celebração da união das famílias, além disso, comida a vontade e música ao vivo.

Porém, nada vai ser tão perfeito, Kym não perde a oportunidade, e com suas ironias e seu sarcasmo, sempre encontra um espaço para reviver as mágoas do passado e consequentemente, trazer a tona todas as fraquezas e manchas do passado que deveriam ter sido apagadas. Pais separados, nunca foi fácil para as irmãs aceitar isso, Kym se embriagava, porém elas tinham um irmão mais novo, e pela falta de responsabilidade de Kym, ele acaba morrendo em um acidente de carro, controlado por ela, e isso, a família nunca esquece. E a cada discussão que surge, sua morte sempre aparece, apontando Kym como a causadora de todos os problemas familiares. E como ela mesma diz na festa, ela já teve que pedir desculpas para tanta gente fora de casa, pessoas que foram afetadas pela sua má conduta, e precisava desse final de semana para pedir perdão para aquelas pessoas que realmente importam na sua vida, mas o modo como pretende fazer isso é que dificulta, optando sempre pelo sarcasmo, ela acaba fazendo não só uma tentativa de ser perdoada, mas revitalizar não só os seus erros, mas os erros de todos da família, tenta provar que ela não pode ser culpada por todos os problemas, pois todos erram, todos falham, e mostra para todos o quanto sofre por ter matado alguém, e que precisa do perdão para seguir em frente. E Rachel sempre vê sua postura como sendo uma tentativa de criar um campo de batalha, destruindo seu final de semana que deveria ter sido perfeito, tentando destruir o brilho e atenção que deveria ter sido toda sua nesses dias. Agora, Kym e Rachel terão que acertar as contas do passado, para manterem a harmonia do casamento, e mais além, se aceitarem como membros da mesma família, uma família como todas as outras, cheias de fraquezas, mágoas e medos, uma família que é capaz de perdoar não só para manter a postura, mas também para conseguirem seguir em frente, apagando de vez o passado, mesmo que cada um siga seu canto, mas pelo menos se amarão, mesmo distantes.


Jonathan Demme é incrível como diretor, conduz o filme com tanta delicadeza, sensibilidade, e ao mesmo tempo, com intensidade, é forte, maduro. Constrói um belo filme através do ótimo roteiro, assinado por Jenny Lumet, uma história inteligente que se fortalece pela maneira como é reproduzida. E esse é o diferencial do filme, como ele é conduzido, do início ao fim, uma camêra na mão, uma espécie de video caseiro, o que se encaixa perfeitamente no contexto, dando mais realidade na trama, intensificando cada cena, entrando no particular de cada indivíduo, penetrando a alma da cada um, e isso ocorre também, graças a ótima e surpreendente atuação de todos, sim, isso mesmo, de todos em cena, sem exceção, não só pela maravilhosa atuação da protagonista, mas os coadjuvantes estão perfeitos também, estão extremamente naturais. E por esses pontos que fazem O Casamento de Rachel ser tão natural e real, nos coloca dentro da história, participamos de cada conflito, e nesses minutos de projeção, é como se fizéssemos parte da família mostrada.


Anne Hathaway merece um parágrafo inteiro. Sua atuação é surreal, esqueça a garota bobinha de Diário de uma Princesa, agora a menina cresceu, evidentemente se tornando uma excelente e grandiosa atriz. Teve uma ótima performance em O Diabo Veste Prada, seu melhor trabalho até então, mas ela conseguiu evoluir mais, chegando ao ápice, daqui para frente, já não sei que caminho a atriz irá seguir, mas O Casamento de Rachel, registra sua mais incrível aparição na tela. Hathaway eleva o nível do filme, a cada momento em que surge, surpreende, quando está em cena, o filme se torna hipnotizante, empolga em cada fala, é carismática, e até mesmo engraçada, assim como revelou seu lado cômico em seus trabalhos anteriores, mas aqui prevalece seu lado mais dramático, é tão verdadeira, intensa, sensível,sincera, cada palavra que pronuncia, é um sentimento novo que produz, ela sente cada dor de Kym, dando a personagem, uma realidade inquestionável. A atriz consegue oscilar com facilidade, entre o drama e o cômico, entre a tristeza e sua felicidade sarcástica, entre a alegria e a angústia, entre a vitalidade e a melancolia.


"O Casamento de Rachel" é um filme surpreendentemente agradável. Maravilhoso, emocionante, incrível. Anne Hathaway melhor do que nunca, além de coadjuvantes de peso, como Rachel, interpretada verdadeiramente por Rosemarie DeWitt, além de todo o fortíssimo e desconhecido elenco. Um filme inovador, criativo, inteligente, hipnotizante, cheio de surpresas, tanto na história quanto na produção. Uma bela fotografia e uma ótima trilha sonora embalada pelas músicas tocadas no casamento, tudo muito real. Pode ser um filme chato para quem não curte dramas familiares, mas o diretor não exagera no dramalhão e não se rende aos clichês, construindo um verdadeiro e sincero filme sobre família e as dificuldades em manter relações com as outras pessoas, aceitar cada erro, perdoar o próximo, amar e ser amado.


NOTA: 9,5

domingo, 9 de agosto de 2009

Crítica: Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Porno, 2008)


O polêmico diretor Kevin Smith volta com um filme que nos mostra um assunto sempre evitado, para gerar polêmica, talvez, mas acima de tudo, para divertir o público e quebrar certas barreiras que existem entre a sociedade e sexo.


por Fernando

Miri (Elizabeth Banks) e Zack (Seth Rogen) são dois amigos de infância que dividem um apartemento, e consequentemente, as dívidas e até mesmo suas confidências. Resumindo, são melhores amigos e estão juntos nos melhores e piores momentos, nesse caso, mais nos piores, logo que as dívidas começam a aumentar, até porque eles preferem gastar dinheiro em objetos sexuais na internet, do que abrirem os olhos e perceberem que já são adultos e agora eles têm maiores responsabilidades, porém entrar nessa fase não é nada fácil para os dois, principalmente quando percebem que só estão afundando e não realizaram nada de muito importante em suas vidas, não conquistaram nada o que desejaram.

Até que cortam a água, a luz e enfim eles percebem que precisam reagir o mais rápido possível, já que o salário da lanchonete onde trabalham não é nada muito eficiente. E depois de muitas discussões, descobrem que há um jeito de ganhar muito dinheiro, sem grandes esforços e que ainda lhes trará prazer, entrar no ramo da pornografia, fazer filmes caseiros e publicá-los e rapidamente seriam um sucesso e ganhariam dinheiro fácil. Porém são melhores amigos e percebem que não será nada legal ver o outro dentro de um filme pornô, mas esquecem a ética da amizade, esquecem o quanto será estranho ver o outro transando com um estranho e mais do que isso, enfrentar a tensão e o medo de transar com um estranho e pior, com uma câmera na frente filmando tudo.

A partir de então encontram um salão abandonado, começam a fazer testes na cidade para encontrar novos e antigos talentos da pornografia, criam os figurinos e escrevem um incrivel roteiro se baseando nas história de Star Wars (hilário!!). Porém quando tudo estava indo perfeitamente bem, o salão é destruído para uma nova construção e perdem todo o figurino e todo o cenário, sendo forçados a começarem tudo de novo. Até que Zack tem a brilhante idéia de utilizar seu próprio ambiente de trabalho para fazer o filme pornô, fácil e simples, o cenário já está pronto e o figurino não precisa ser nada de especial, serão só pessoas que frenquentam um Café e transam com as garçonetes, e com a ajuda de alguns desconhecidos e de alguns amigos, eles começam a rodar o filme. Mas antes de tudo, Zack e Miri fazem uma espécie de trato, onde nada do que acontecer nas filmagens iria estrangar a amizade entre eles, mas o que eles não esperavam, é que as coisas começam a ficar cada vez mais "quentes" envolvendo cada vez mais os que participam do filme, inclusive eles, onde a amizade começa a ficar cada vez mais abalada, criando situações embaraçosas e consequentemente, briguinhas de ciúmes, e a cada dia, Zack e Miri percebem que há mais entre eles do que uma simples amizade, e mesmo em um ambiente tão pervertido, fica cada vez mais difícil esconder o que um sente pelo outro.

Pagando Bem, Que Mal Tem?, já o nome sugere algo não muito família, isso porque aqui no Brasil decidiram deixar o título não muito explícito assim como no país de origem, "Zack and Miri Make a Porno". Já está estampado no título, o filme não é para a família, mesmo se tratando de uma comédia não arrisque colocar seu pai ou sua mãe todos juntos para um programa de domingo, vai ser constrangedor. Isso ocorre pois o filme utiliza, talvez não para chamar a atenção ou apelar mesmo para conquistar mais público, mas porque se trata, dentro do contexto, de um filme pornô, portanto nada mais lógico que haver cenas para maiores. Talvez algumas pessoas se sintam ofendidas pelas cenas de sexo, por mais que sejam cômicas, ainda é sexo, mas não venha dizer que não esperava por elas, uma hora ou outra elas iriam aparecer. Por outro lado, algumas passagens, a nudez surge desnecessariamente, causando uma certa estranhesa no longa, estando aí, seu pior defeito. Sim, nesses momentos, podemos chamar de apelação.

Porém, estamos falando de um filme de Kevin Smith, um diretor ousado, original e polêmico e nesse filme, ele reúne características que fizeram ele ser o que é hoje, a ousadia no roteiro, sem medo de ofender os mais conservadores (Dogma, 1999), o humor escrachado ( do engraçado e nonsense "impérios do besterol Contra Ataca", 2001) e claro, mesmo no meio do humor, o diretor e também roteirista, sempre arranja um espaço para emoção, para criar não só o clímax da projeção, mas também criar um propósito maior, nesse caso,vemos mais do que comédia e sexo, vemos dois amigos se descobrindo com um casal (assim como o comovente "Menina dos Olhos", 2004), além do romance em cena que o consagrou em "Procura-se Amy", em 1997.

Na parte técnica, o filme não é fraco, mas é longe de ser grandioso. Apesar da boa trilha sonora, Kevin Smith, que também assina o roteiro e a edição do longa, economiza em todos os detalhes, contruindo uma história que tem como pano de fundo cenários simples e pequenos, com poucas locações, fazendo um filme um tanto quanto pobre, que apenas se fortalece no elenco e na história.

Em Pagando Bem, Que Mal Tem? não vemos sua trupe formada por Ben Affleck, Matt Damon e Jason Biggs, além dos personagens Jay e Silent Bob, mas vemos dois atores incríveis em cena, surpreendendo a cada momento do filme. Estou falando de Seth Rogen, o sempre engraçado ator de Ligeiramente Grávidos, O Virgem de 40 Anos e SuperBad. Rogen é hilário, e faz de Zack uma personagem divertida e carismática. Mas destaco principalmente a bela Elizabeth Banks, que talvez nunca tenha tido, infelizmente, tanto destaque em um filme, e depois de três episódios, praticamente figurando na saga do Homem Aranha, a atriz fez por merecer estar protagonizando um filme de Kevin Smith. Depois de sua bela performance em Três Vezes Amor (2008), ao lado de Ryan Reynolds, mostrando seu lado mais dramático e romântico, neste filme, ela nos mostra sua descontraída versão mais cômica, natural e carismática a cada instante, nunca esteve tão engraçada e tão bela em cena.

O longa de Smith nada mais é do que uma sátira dos filmes pronográficos, que nos choca por estampar em nossa cara algo que não é tão discutido e pouco mostrado no cinema Hollywoodiano, talvez por medo da rejeição dos mais conservados, talvez por puro preconceito contra aqueles que trabalham neste ramo. Mas o filme não deixa de ser descontraído, é ousado, mas não tem o intuito de assustar ninguém, muito pelo contrário, é pura comédia, comédia boa, com piadas originais e inteligentes referentes não só ao mundo pornô mas também a cultura pop. O filme nos reserva boas tiradas, mas também uma sensível e sutil história de amor entre duas pessoas que se conhecem tanto, mas como no próprio filme é dito, que ás vezes não enchergamos o que está na nossa frente e no caso deles, não enchergavam o amor que estava ali, a todo momento. Eles só precisaram de uma camêra, um bando de desconhecidos fazendo sexo para perceberem o quanto se amavam.

NOTA: 7

domingo, 26 de julho de 2009

Crítica: Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2009)


Harry Potter retorna, junto com seus amigos, ao sexto ano em Hogwarts, e no cinema, a saga chega a reta final, sem perder o estilo construído há 8 anos atrás.

por Fernando

Harry Potter (Daniel Radcliffe) cresce e passa a se comportar de maneira diferente, aceitando seu destino, como o eleito, como aquele que pode derrotar o temido Voldemort. O mundo já não é mais o mesmo, o medo está tomando conta não só no mundo dos bruxos, mas também no mundo dos humanos, os Comensais da Morte estão a solta, destruindo e botando terror em tudo o que veem pela frente. E para isso, Dumbledore toma uma grande decisão, trazer o antido professor de poções mágicas, Horácio Slughorn (Jim Broadbent) de volta para Hogwarts.

Dumbledore (Michael Gambon) procura Harry Potter e pede para que ele se aproxime do experiente professor, pois só ele pode descobrir o modo como destruir Voldemort. Dumbledore mostra a Harry uma sala que contém todas as mais importantes memórias de Tom Ridle, mas há somente uma, a mais crucial de todas em que foi perdida, uma lembrança que pertence somente a Slughorn, onde há a grande revelação, de como Voldemort se tornou imortal. Para isso, Harry Potter, juntamente com Hermione (Emma Watson) e Ronny Weasley (Rupert Grint), passa a participar das novas aulas de poções mágicas de Slughorn, e nessas aulas, Potter acaba encontrando um livro de magias, igual ao que todos ganharam, com um diferencial, há "colas", rasuras, explicações fáceis sobre tudo e é assinado por Príncipe Mestiço, Harry fica fascinado pela descoberta e passa a se destacar facilmente nas aulas do professor.

Enquanto isso, Draco Malfoy segue cada vez mais para o lado negro das forças, enquanto Harry é o eleito, Malfoy segue seu destino de Comensal da Morte. Ele passa a ter alguns problemas familiares e tem a ajuda de Bellatrix (Helena Bonham Carter) que vai atrás de Severo Snape (Alan Rickman) para fazer um pacto com a mãe de Malfoy, Narcisa (Helen McCrory), de que ele ajudaria acima de qualquer dificuldade o jovem, que livraria ele de qualquer mal, e se por ventura, Malfoy fizesse o mal, Snape tomaria a responsabilidade e o faria ele mesmo.


Mas nem tudo é terror, em Hogwarts, enquanto os jovens tentam desvendar os mistérios que o cercam, seus hormônios estão a flor da pele, Ronny entra para o quadribol, chamando a atenção da mulherada, chateando Hermione, que se surpreende por ele nunca enxergar quem realmente ama ele, de verdade. Enquanto isso, Harry tenta de qualquer forma esconder seus sentimentos por Gina Weasley (Bonnie Wright) que cresce e passa a paquerar os garotos de Hogwarts, deixando Harry com ciúmes. Ele, por sua vez, tenta se concentrar em Slughorn, mas impedir de que todos saibam o que ele realmente sente por Gina fica cada vez mais difícil.

Aventuras, emoção, romance. Tem de tudo no novo filme de David Yates, que como diretor, faz um trabalho exemplar. Harry Potter, pode se dizer, que foi o filme mais aguardado do ano, logo que reuniu legiões de fans em todo o mundo, graças ao sucesso dos livros, mas também graças ao grande trabalho cinematográfico que foi feito em cima das histórias de J.K Rowling.

Yates, constrói um belo filme, com espertas movimentações de câmeras, e um ritmo interessante, lento, mas interessante. Os efeitos especiais são excelentes, muito bem trabalhados, mas infelizmente, pouco explorados. As cenas de ação e aventura são poucas, não empolgando o quanto era esperado, a maioria das cenas são mais lentas, deixando o filme com a sensação de longo demais, pois acontecem poucas coisas no longo tempo de projeção. E quando surge uma grande cena, alcançando o auge da emoção e adrenalina, a próxima surge, lenta e cansativa, destruindo o que fora feito na cena anterior, fazendo com que não haja um clímax, um grande momento.


O Enigma do Príncipe é um bom filme, tem ótimos efeitos especiais, fotografia belíssima, cenários encantadores, trilha sonora empolgante, tudo muito bem dirigido nas mãos de Yates, é de dar gosto estar sentado na sala de cinema a apreciar tudo o que há de belo exposto no filme. O sexto episódio, em algumas passagens, chega a ser um dos melhores da saga, é sem sombra de dúvida, o mais engraçado, o mais divertido e claro, o mais romântico, dando bastante espaço para as personagens em si, e não tanto para as magias e efeitos visuais. Por outro lado, falha como todos os anteriores, é bem melhor que A Ordem da Fênix, mas repete seu mesmo erro, não deixa de ser um filme de passagem, uma passagem para o final, uma ponte entre o que já foi feito e o desfecho. Harry Potter foi uma saga belíssima, mas já estamos no sexto filme, e se pararmos para pensar, pouca coisa ocorreu, os filmes costumam ser longos mas com poucas ações, poucas histórias. E O Enigma do Príncipe não foge disso, é ótimo, mas falta muita coisa. O filme acaba, e sentimos satisfeitos, mas não deslumbrados, pois sentimos que faltou algo, e faltou mais o que contar. Como sempre, o filme nos enrola a projeção inteira, para colocar as grandes emoções para o final, e decepcionam, pois mostram batalhas sem graças, sem ação, sem clímax. E nesse caso, nem há batalha, há alguns efeitos (ótimos), mas passam rápido e nem nos empolgamos. Talvez esse último se difere, por não deixar as grandes emoções somente para o final, durante a projeção, há algumas perseguições, no entanto, logo no ínicio já vimos grandes destruições, e ainda há algumas histórias interessantes, mas nada tão inovador, nada do que deveria ser, deveria ter sido algo muito, muito maior, já estamos no sexto filme, não queremos mais aulas de poções mágicas e conversas sobre o passado, queremos ver ação e um roteiro incrível, digno de sexto filme da saga de maior sucesso dos últimos anos.

Os atores estão melhores, o trio principal cresceu, fisicamente, mas também na questão de atuação, até Daniel Radcliffe conseguiu divertir nesse filme. Mas o grande destaque fica por Jim Broadbent, que surge no papel de Horácio Slughorn, excelente, muito divertido, engraçado, carismático, e rouba todas as cenas em que está presente, perfeito. O resto dos atores, como sempre ótimos, Alan Rickman como o severo, Severo Snape, e Helena Bonham Carter, que infelizmente, pouco mostrada no filme, mas dá a Bellatrix uma loucura interessante, se encaixa perfeitamente nesse mundo gótico de Harry Potter. Outro que cresce, é Tom Felton, o Draco Malfoy, sua personagem cresce na trama, assim como a ator em si. Bonnie Wright tem bem mais destaque como Gina, mas ela é completamente inexpressiva, faltando emoção nas cenas românticas, aliás, que deveriam ter sido românticas, ao lado de Radcliffe. Outra personagem, é a original Luna, interpretada por Evanna Lynch, mais uma vez dando o carisma e estranheza necessária para a jovem bruxa.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe tem seus defeitos e muitos, não sei avaliar como adaptação, mas como filme, é belo e divertido. Tem inúmeras qualidades, mas poderia ter sido muito melhor, logo que repetiu os erros dos filmes anteriores, mostrando que a projeção nunca evolui, construindo uma saga linear. Porém, numa época onde o cinema prefere colocar efeitos especiais de cegar os olhos se esquecendo de colocar boas histórias, Harry Potter ganha mais um ponto por preferir estender sua duração para colocar conteúdo, do que encher a tela de efeitos desnecessários para arrecadar mais dinheiro e conseguir mais fans.

NOTA: 8

sábado, 25 de julho de 2009

Crítica: A Proposta (The Proposal, 2009)


Sandra Bullock retorna em mais um filme de comédia, porém, mais uma vez, a atriz acerta, e ao lado de Ryan Reynolds, fazem de A Proposta uma das melhores comédia românticas do ano.


por Fernando

No filme, Sandra Bullock interpreta Margaret Tate, uma poderosa, autoconfiante, perfeccionista e arrogante editora de livros em Nova York. Ela trabalha duro para alcançar seus objetivos dentro da empresa, mesmo que isso signifique ter que pisar em cima de todos ao seu redor, humilhá-los na frente de muitos e demitir outros para não perder a pose de diretora eficaz. Para isso, há três anos ela conta com a ajuda de Andrew Paxton (Ryan Reynolds), seu secretário, que anota seus recados e faz de tudo para ser reconhecido no trabalho. Andrew é o típico bom rapaz, que ama a família e sonha em conseguir publicar seu livro e assim, subir de carreira, mesmo que isso signifique ter que aturar a pior das piores chefes, que o atormenta todos os dias.

A confusão começa quando, Margarett recebe a desagradável notícia de que será deportada para o Canadá, seu país de origem, pois está ilegalmente vivendo nos Estados Unidos, e isso, para ela, é o fim de tudo, fim de sua carreira, de tudo o que ela "plantou" no novo país. Para resolver seu probleminha, ela repentinamente revela para o oficial de imigração que vai se casar com um americano em breve, o que a torna legalmente uma americana, no entanto, o felizardo nada mais é do que seu auxiliar, Andrew, que chocado, não consegue reagir diante da notícia surpreendente de que vai se casar com a pessoa mais detestável. Ele aceita ajudá-la a ficar no país, se casando com ela, porém, ele impõe algumas condições, de que ela o ajudaria, publicando seu livro e lhe dando uma promoção no trabalho, proposta aceita, o jogo começa.

Entretanto, nada vai ser tão fácil assim, Margaret terá que provar que vai realmente se casar com ele, e mais que isso, terá que provar que tem um relacionamento verdadeiro e estável com Andrew, caso contrário, fora do país. Para isso, Margaret tem a idéia de viajar com o "noivo" para um final de semana com a família dele, o que ela não imaginava, é que a adorável família Paxton vive no Alasca. Agora os dois precisam viajar para provar para todos na família dele que eles se amam de verdade, logo que serão eles quem darão os depoimentos para a polícia. Em sua família, vemos uma mãe adorável e sua avó, um tanto quanto, pervertida e cheia de surpresas, e um pai distante que tem problemas com Andrew, principalmente quando recebe a notícia de que seu filho vai se casar, e acredita que ele está usando a chefe para subir de cargo na empresa. Andrew, por sua vez, tenta resolver seus conflitos com ele, ao mesmo tempo que reencontra com uma antiga namorada, a bela Gertrude (Malin Akerman), e ao mesmo tempo, tenta provar para todos que ama Margaret, que tem uma certa dificuldade em aceitar sua nova realidade, logo que ela é acostumada com a vida corrida da cidade. Margaret também terá esses dias para descobrir o máximo que puder sobre ele, pois mesmo depois de tanto tempo trabalhando ao lado dele não sabe nada sobre sua vida. E nesse lugar tão distante, ela acaba vivendo a mais inusitada aventura de sua vida que se resume ao trabalho, trancada no escritório. E nesse período, Margaret descobre um novo Andrew, sua passado, suas angustias, seus medos, seus maiores conflitos, e descobre que há uma alma dentro de cada terno que vê no seu dia-a-dia.

Andrew e Margaret anunciam a todos que vão se casar, a família fica surpresa pelas coisas estarem indo tão depressa, mas aceitam, e optam por eles se casarem ali mesmo, na capela da cidadizinha onde moram, e fazem todos os preparativos, e a durona Margaret se surpreende com a atitude da família de ajudar em todas as situações, aliás, ela percebe que havia esquecido o que isso significava. E mentir para todos eles acaba ficando cada vez mais difícil para ambos.

A Proposta é simplesmente hilário, do começo ao fim. O casal se coloca em uma situação tão cômica que diverte facilmente o público. É realmente muito engraçado ver Margaret e Andrew mostrando para todos que se amam, contando todas as mentiras, como foi o dia em ele a pediu em noivado, a vida de noivados, os costumes do casal, as histórias, até quando se beijam é hilário. E mais que isso, o roteiro os coloca em situações extremamente cômicas, como a cena em que se esbarram completamente pelados no quarto dele ou quando fingem que durmiram juntos para não assustar a família. Isso, é claro, não seria tão divertido sem a presença de Sandra Bullock e Ryan Reynolds. Os dois atores estão perfeitos em seus respectivos papéis. Sandra é ótima, e mesmo que já tenha feito tantas comédias, parece nunca perder o gosto, é sempre bom vê-la em situações engraçadas, ela faz tudo ser mais engraçado do que realmente é, mas ela vai além em A Proposta, ela prova que não é humorista, é uma atriz, acima de tudo, que consegue oscilar entre uma boa cena de comédia com uma ótima cena, tanto dramática quanto romântica. Ryan Reynolds surpreende nesse filme, mostrando que consegue arrancar gragalhadas do público, trabalha muito bem na comédia, e ao lado de Bullock, os dois fazem um casal extremamente divertido e carismático na longa.

A diretora Anne Fletcher, já havia se dado bem em outra comédia romântica, em Vestida Para Casar, a diretora constrói junto com bons atores, boas cenas tanto cômicas quanto românticas. Mas ela evolui, e faz melhor em A Proposta, que acerta num gênero que está ficando cada vez mais batido, mas ela inova, construindo um filme não só divertido, mas também, original.

A Proposta é um daqueles filmes que saímos dando risada, relembrando as cenas engraçadas e com vontade de conversar com alguém para contar todas as coisas divertidas que ocorreram. Claro, o filme também não acerta em tudo, há cenas patéticas que chegam ao ridículo, mas é simplesmente impossível não dar risada, porque há uma coisa essencial em cena, Sandra Bullock, que mesmo diante do rídiculo, é realmente engraçada, aumentando o nível do filme, tudo fica engraçado com ela em cena, até mesmo as cenas patéticas que poderiam ter dado errado nas mãos de outra atriz.

Veja, mesmo que não curta comédias românticas, veja por Sandra Bullock ou por Ryan Reynolds, ou para dar risadas, mas não deixe de ver. Um filme descomprometido, divertido, não deixa de ser inteligente e muito bem dirigido em determinadas cenas, que aliás, há cenas não tão cômicas que são extremamente bem feitas, graçás, também, aos atores com performances que chamam a atenção, como a cena em que conversam a noite, deitados na cama, e ela conta sobre sua vida, sobre sua infância e no final cantam sua música predileta na juventude, excelente! Não só essa, como várias outras, atores competentes que não só nos divertem mas também nos comovem. Dinamismo, sensibilidade, originalidade e competência dos atores fazem de A Proposta a melhor opção para essas férias, o filme mais completo em cartaz (nos cinemas mais comerciais). Assista!!

NOTA: 9

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