quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Indicados ao Globo de Ouro 2010!


Foi lançado nessa terça, dia 15, os indicados ao Globo de Ouro 2010, o prêmio que é considerado a prévia do Oscar. Pelos títulos citados temos a noção de qual serão os filmes premiados do ano nos próximos prêmios de cinema a serem lançados. Poucos filmes indicados já foram lançados no Brasil, muitos ainda são inéditos.

por Fernando

O maior indicado dessa vez, surpreendentemente, foi o filme de Jason Reitman, o mesmo que há dois anos atrás foi indicado por Juno, Amor Sem Escalas, estrelado por George Clooney que também está sendo indicado a melhor ator, e pelo visto, já é o favorito. O filme está com 6 indicações, depois vemos Nine, com 5 indicações, musical bastante esperado, com astros de Hollywood, como Daniel Day Lewis e Penélope Cruz, ambos indicados por suas atuações.

O esperado foi as indicações de Avatar, longa tão comentado, sem ao menos ser lançado. Já era de se esperar que fosse indicado a algo, inclusive de melhor filme. A grande surpresa, foi as duas indicações à Sandra Bullock, como Melhor Atriz-drama, pelo inédito "The Blind Side" e de Melhor Atriz-Comédia, por A Proposta. O feito ocorreu esse ano com Kate Winslet que abocanhou dois prêmios de atriz. Será 2010, enfim, o ano de Sandra Bullock? Em falar em dupla indicação, ainda temos, mais uma vez, Maryl Streep, com duas indicações como Melhor Atriz-Comédia e outra surpresa, Matt Damon, como melhor Ator Drama e Comédia.

Alguns filmes que nem pareciam ser indicados a algo foram, surpreendemente lembrados, como A Proposta e Se Beber Não Case. O simpático 500 Dias com Ela também apareceu como Melhor Filme Comédia e o ótimo Distrito 9 também foi lembrado, mas recebeu apenas uma indicação, Melhor Roteiro. E há ainda aquelas que algumas pessoas já julgavam fazer parte das principais indicações, como o novo filme de Peter Jackson, Um Olhar do Paraíso, que recebeu apenas uma, como Melhor Ator Coadjuvante para Stanley Tucci.

Vamos aos indicados...

Melhor Filme Drama
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Amor Sem Escalas
Preciosa

Melhor Filme Comédia ou Music
al
500 Dias Com Ela
Nine
Simplesmente Complicado
Julie&Julia
Se Beber Não Case

Melhor diretor

Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
James Cameron (Avatar)
Clint Eastwood (Invictus)
Jason Reitman (Amor Sem Escalas)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)

Melhor Ator-Drama

Jeff Bridges (Crazy Heart)
George Clooney (Amor Sem Escalas)
Colin Firth (A Single Man)
Morgan Freeman (Invictus)
Tobey Maguire (Entre Irmãos)

Melhor Atriz-Drama

Emily Blunt (The Young Victoria)
Sandra Bullock (The Blin Side)
Helen Mirren (The Last Station)
Carrey Mulligan (Educação)
Gabourey Sidibe (Preciosa)

Melhor Ator-Comédia ou Musical

Matt Damon (O Desinformante)
Daniel Day-Lewis (Nine)
Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela)
Michael Stuhlbarg (Um Homem Sério)

Melhor Atriz-Comédia ou Musical
Sandra Bullock (A Proposta)
Marion Cotillard (Nine)
Julia Roberts (Duplicidade)
Maryl Streep (Julie&Julia)
Maryl Streep (Simplesmente Complicado)

Melhor Ator Coadjuv
ante
Matt Damon (Invictus)
Woody Harrelson (The Messenger)
Christopher Plummer (The Last Station)
Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Melhor Atriz Coadjuvante

Penélope Cruz (Nine)
Vera Farmiga (Amor Sem Escalas)
Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Mo'nique (Preciosa)
Julianne Moore (A Single Man)

Melhor Roteiro
Distrito 9
Guerra ao Terror
Simplesmente Complicado
Amor Sem Escalas
Bastardos Inglórios

Melhor Filme Estrangeiro

Baaria
Abraços Partidos
La Nana
Um Profeta
A Fita Branca

Melhor Filme Animação

Tá Chovendo Hambúrguer
Caroline e o Mundo Secreto
O Fantástico Sr.Raposo
A Princesa e O Sapo
Up- Altas Aventuras

Melhor Canção Original
Cinema Italiano (Nine)
I Want to Come Home (Everbody's Fine)
I Will See You (Avatar)
The Weary Kind (Crazy Heart)
Winter (Entre Irmãos)

Melhor Trilha Sonora

Up- Altas Aventuras
O Desinformante
Avatar
Onde Vivem os Monstros
A Single Man


Veja as críticas dos filmes indicados que se encontram no blog:


domingo, 6 de dezembro de 2009

Crítica: (500) Dias Com Ela ((500) Days of Summer, 2009)

Uma raridade, inesquecíveis minutos que nos levam a uma verdadeira viagem, com boa música e grandes momentos, em um caminho divertidíssimo que chega a um destino, mais que original, surpreendente!

por Fernando

Quando vamos ao cinema, encontramos de tudo um pouco, desde bizarrices que nos fazer querer fugir da sala até aqueles filmes tão incríveis que deixam um gostinho de quero mais! Filmes que vão muito além de qualquer expectativa. Ás vezes, esses filmes surgem, pérolas, raridades, este é "500 Dias Com Ela", filme de Marc Webb, que mesmo tão simples, chega a ser um exagero, exagero de inteligência, de criatividade e originalidade. O longa foi a abertura do Festival de Sundance esse ano e já foi indicado a três Independet Spirit Award, o Oscar do cinema independente.

Vamos ao que interessa. Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem que sonha em ser arquiteto, nas horas vagas, fica desenhando seus projetos, aqueles que nunva irão se concretizar, logo que sua vida se resume a casa-trabalho, trabalho-casa, o problema é que seu trabalho está bem longe de sua verdadeira vocação, ele faz cartões, cartões que são vendidos em datas comemorativas, e ele usa sua criatividade escrevendo frases que pessoas não tem coragem de dizer e acabam comprando suas idéias. Tudo muda quando uma nova auxiliar é contratada, seu nome era Summer Finn (Zooey Deschanel) , a garota dos sonhos de qualquer um, Tom rapidamente se encanta por ela, mas a moça era do tipo, inalcançável.

Tom conhece finalmente Summer, eles começam a namorar, ficam juntos vários dias, aliás, para ser mais específico, 500 dias, mas de repente...tudo acaba! Todos os bons momentos ficam para trás, todas as histórias incríveis que eles vivenciaram se tornam meras lembranças. Tom entra em uma terrível depressão e com a ajuda de sua irmã e de seus amigos pirados, ele tenta retomar tudo o que viveu com Summer, buscar nos mais pequenos detalhes o motivo pelo qual tudo acabou. Pois vamos lá...500 dias antes, Tom conhece Summer no trabalho pois descobrem algo em comum, ambos curtem The Smiths, até que por sorte do destino acaba ocorrendo um karaokê para o pessoal do escritório, e Tom vê nessa noite a chance para dizer o que sente a bela moça, mas é nessa mesma noite que ele descobre algo que podia dar tudo a perder, Summer revela que não acredita no amor, que não consegue se imaginar sendo propriedade de alguém, e Tom meio que dá uma indireta dizendo que ela não pode saber se não acredita no amor se ela nunca o sentir. E naquele mesma noite, Summer dá uma chance ao rapaz, não por estar apaixonada, mas por viver assim, faz tudo o que quer, sem medo do que os outros pensam e sem pensar duaz vezes, faz as coisas por vontade, por se sentir feliz fazendo aquilo, e assim, fica com Tom.

A partir de então, Tom Hansen embarca numa divertida e inesquecível viagem, tudo melhora em sua vida, Summer quebra sua rotina, rompe com seus conceitos sobre como viver e o que fazer para se sentir feliz, ela o faz refletir sobre o que faz da vida e o prova o quanto ele é talentoso e que é preciso realizar suas vontades, pois tudo uma hora acaba. Ele simplesmente descobre...a vida, tudo aquilo que estava ao seu redor, fora das paredes do trabalho, o ar, os parques, as músicas, saem sem saber o que realmente vão fazer sem se importarem se os outros estão olhando, como quando ela o faz grita "pênis" em um lugar público, ou quando fingem morar em uma loja de móveis, satirizando o cotidiano dos casais. Entretanto, Summer deixa claro que não está apaixonada por ele e desde sempre ela pede para ele não se envolver, pois ela não o ama! O motivo estava ali, o tempo todo, ela simplesmente não o amava, a equação é simples, trágica, difícil de se compreender, mas era a verdade, e Tom nunca desistiu, viveu com medo de perdê-la a qualquer instante, dela simplesmente se cansar de usar ele por diversão, mas tinha esperança, desde o início queria provar que ela poderia se apaixonar também.

"Um cara conhece uma garota. Ele se apaixona. Ela não". Juntando a frase de exposição do filme com seu próprio título, já percebemos do que se trata, um cara fica com uma garota por apenas 500 dias, mas ela não é apaixonada por ele e tudo acaba, porém não é tão fácil encarar isso quando se está assistindo o filme, a verdade é que esquecemos que tudo aquilo que Summer e Tom vivenciam dura apenas 500 dias, que uma hora ou outra vai acabar. E nem tudo é tão simples assim, o final não é contado só com o título, nada é previsível. E mesmo que saibamos do final, não queremos acreditar, aliás, o caminho é tão mais interessante e mais importante que o destino, que mesmo que tudo esteja escrito, queremos presenciar os encantadores 500 dias, independente de como vai terminar. Além disso, o filme nos trás uma narrativa diferente do usual, intercalando momentos felizes, tristes, divertidos e angustiantes do casal, seja do início, do meio ou do final do relacionamento , dando mais charme ainda ao longa.

E este é maior milagre de 500 Dias Com Ela, por nos mostrar o desfecho antes de acontecer. Como não seguir uma linha cronológica coerente num filme de comédia romântica? É um gênero pronto, a mocinha conhece o mocinho, acontecem alguns desencontros, alguns conflitos, mas tudo bem, tudo se resolve no final, e todos ficam juntos e felizes. E como encarar uma história de amor já sabendo que tudo vai terminar? Até esse filme, isso era impossível, mas Marc Webb, diretor iniciante em longas, prova que além de possível, também é encantador. Não há como não se envolver com Tom e Summer, e daí que tudo vai acabar? É perfeito mesmo assim.

Palmas para o roteirista que não deixou a trama desandar nem por um segundo apenas. Palmas também ao diretor, que construiu não só um ambiente fantástico para a história, mas um dos filmes mais encantadores do ano, mesclando uma trilha sonora arrebatadora, com músicas até mesmo de She & Him, banda de Zooey Deschanel, que também canta no longa, como clássicos do rock, e até mesmo músicas antigas que fortalecem o clima meio nostálgico do filme. Cenas incrivelmente construídas, com diferentes movimentações de câmeras, criando um jeito original do filme, com uma boa mescla de música, cultura indie e que nos remete a filmes clássicos de Woody Allen e Cameron Crowe.

Joseph Gordon-Levitt está fantástico! Uma das melhores atuações, em relação aos atores de sua geração que vi ultimamente. Para quem não lembra do rapaz, ele nada mais é que um dos coadjuvantes de destaque em 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, lembra do cara que paga Heath Ledger para ficar com Julie Styles para ele poder, enfim, ficar com a irmã mais nova da garota? Pois é, ele ainda está jovem, mais jovem do que nunca, e mostra sua versatilidade frente as câmeras, suas expressões, seu humor, tudo caminha perfeitamente com a harmonia criada pelo filme. Outro destaque é para nova musa do cinema independente, Zooey Deschanel, mais encantadora e carismática, impossível. Ela está simplesmente incrível, se encaixa perfeitamente em Summer Finn, seu melhor desempenho em toda sua carreira, sem sombra de dúvida, seu melhor momento no cinema. Ela se entrega de uma forma tão divina, que ás vezes é difícil prestar atenção na cena em que ela está presente, ela dá um charme, um brilho único, tem uma performance original e inesquecível.

Não deixe de ver esse filme, por nenhum pretexto. É sim, um dos melhores do ano, por sua originalidade num gênero já banalizado, por sua criatividade, inteligencia. É um filme único, que nos trás um sorriso ao rosto do primeiro ao último minuto, só nos faz pensar em coisas boas. Há muito tempo não via um filme tão encantador como esse, tão cheio de harmonia. Nos faz sentir a felicidade que a vida pode nos trazer por estar ao lado da pessoa que amamos, mas ao mesmo tempo, nos mostra a realidade, que nem tudo é para sempre, que aquela pessoa que hoje é nossa amiga, amanha pode nos dar as costas, sem mais nem menos, simplesmente, nos abandona, e essa é a vida, um dia acordamos e acreditamos. Nos faz sentir a felicidade de quem ama e a tristeza e raiva de quem é abandonado. Mais que isso, nos lembra as coisas boas que o cinema ainda tem a nos proporcionar. Belo, fantástico, perfeito!

NOTA: 10





sábado, 5 de dezembro de 2009

Crítica: Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy With a Chance of Meatballs, 2009)


Não. Dessa vez, não é um filme da Disney Pixar e nem da Dreamworks entrar na disputa dos filmes de maior sucesso no ano. A animação dessa vez é da Sony (Tá dando onda) que prova que está no caminho certo, mas ainda não chegou lá!


por Fernando

A animação é um gênero que vem crescendo cada vez mais, desde a criação da categoria de Melhor Animação no Oscar, a cada ano vemos um número de filmes como esses chegarem a uma certa frequência que antes não era comum, e talvez por lançarem tantos filmes de animação, eles estão caindo na mesmice. Há alguns anos atrás, eram neles que situavam as melhores histórias, como Procurando Nemo, Shrek, e ainda vimos filmes que nos propunham até reflexões como Happy Feet e o auge da complexidade no excelente Wall-e, no ano passado. Ainda existem filmes ótimos e creio que ainda virão, Up-Altas Aventura chegou esse ano e provou isso, e dessa vez, Up, na minha opinião, fica como a animação do ano, não que seje um filme mais que excelente, mas é que ainda não vieram filmes tão bons para a competição e Tá Chovendo Hamburguer merece destaque, mas infelizmente, não foi dessa vez, o filme poderia ter sido bem melhor.

Ok! Vamos à história. Flint Lockwood desde criança gostava de inventar coisas, como o seu sapato que não precisava de cadarço, sua mãe o apoiava como ninguém até que ela morre e ele passa a viver com seu pai, um homem frio e que nunca acreditou no talento de Flint. Para seu pai, ele deveria trabalhar em sua loja de peixes, principalmente quando a economia da cidade decai drasticamente e todos entram em uma grande crise. Todos viviam na pacata ilha de Boca Grande e vender e comer peixe, enlatado, cozido, frito, enfim, era a única opição! Flint cresce e presencia toda essa crise, trabalha com o pai na loja mas nunca abandonou seu sonho, que era criar algo que ele fosse reconhecido por todo o mundo, logo que ninguém acreditava no seu potencial, pois todas as suas criações tiveram péssimas consequências para a cidade. Mas ele ainda tinha esperança e quando a cidade vivia o caos da crise, ele tem a maravilhosa idéia de transformar água em comida, e assim, salvar a economia de Boca e também para as pessoas terem outro cardápio além de peixes. Porém para isso, era preciso uma alta quantidade de energia e quando ele decide usar o gerador de eletricidade da cidade para assim por sua idéia engenhosa em prática, tudo perde o controle.

De início nada acontece e todos o humilham por mais uma vez ele falhar, até que, repentinamente, começa a chover...comida! Hamburgueres, doces de todos os tipos, massas, sorvetes, tudo o que há de mais gostoso na mundo da culinária simplesmente caindo dos céus e trazendo o sorriso de volta ao rosto das pessoas. A cidade estava toda reunida para a inauguração de um parque de diversões e uma repórter em especial estava para presenciar todo o acontecimento, era Sam Sparks, uma bela estagiária que tinha o sonho de ser mulher do tempo, mas não tinha alcançado o sucesso ainda e portanto era uma simples estagiária em um jornal e foi enviada a Boca Grande logo que todos se recusavam, porém, tudo muda para ela, quando começa a chover alimentos e ela vê nesse grande acontecimento histórico sua chance para se promover. Até que ela conhece Flint e os dois se tornam inseparáveis amigos nesse cenário extraordinário.

A amizade vai crescendo e Flint vai descobrindo a verdadeira Sam, uma bela moça sensual e burra, que aliás se fazia de burra, pois achava que assim ela poderia crescer num mundo onde ser "nerd" é ser diferente dos demais, ela queria ser como os outros e crescer como os outros e sabia que ser linda lhe daria mais espaço do que o conhecimento que ela obtém. Sam nada mais era que uma nerd, que sabia nomes técnicos sobre meteorologia e sobre muitas outras coisas. Pronto, Flint encontra sua cara metade! Mas nem tudo é flores e fantasia, logo que os moradores de Boca Grande passam e presenciar um sonho. algo surreal. Tudo perde o controle e a chuva se torna maremotos e vulcões, comidas passa a destruir lugares e o caos volta ao local. Agora Flint e seus amigos terão que desligar a máquina que flutua nos ares de Boca a quilômetros de distancia do chão para que a comida pare de ser produzida!

Interessante, em partes. A história é criativa, isso é inegável. Realmente ver chuva de comida é algo até que divertido, quem não se encantou com a piscina de macarrão de Robin Williams em Patch Adams? Pois é, em Tá Chovendo Hamburguer isso vai muito além e a diversão é garantida, como por exemplo, a interessante casa de gelatina moldada por Flint. Tudo muito criativo e bem feito. Mas é só isso, para por aí. Chega a uma altura do filme que não aguentamos mais ver comida!! O roteiro pára nisso e não vai mais além, não tira proveito de nenhuma situação, não nos traz nenhuma mensagem (está bem, está bem...seja quem você é, independente do que os outros falam!!) mas essa já é batida...(ou melhor, siga seu sonho mesmo quando todos não acreditam em você!!). Ok, vou parar por aqui!

Do ínicio para o meio, incrível, divertido e criativo. Da metade para o final, chato, cai na mesmice, não inova nada, não trás surpresas, os personagens são lineares e não nos trazem nada de útil. Depois eles vão, tentam salvar o mundo...chega! Tudo muito chato!! Confesso que dei umas piscadas, quase cochilei no cinema!

Bons efeitos, tem diversão, é bastante movimentado e até que engraçadinho, vai com certeza agradar as crianças, que aliás saíram do cinema aparentemente satisfeitas. Recomendo para aqueles que gostam do gênero e querem se divertir apenas. Mas não viria de novo, e para aqueles que procuram algo mais, digamos, inteligente e mais ousado, fique em casa!

NOTA: 6

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crítica: Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler's Wife, 2009)


Demasiadamente simples. Exageradamente dramático. Surpreendentemente encantador!


por Fernando

Baseado na obra de "A Mulher do Viajante do Tempo", de Audrey Niffenegger, nos trás a bela história de amor entre uma garota qualquer e um homem, que é aparentemente normal, a não ser por um pequeno detalhe, ele viaja constantemente no tempo. O grande conflito do filme é esse, como um amor, por mais forte que seje, pode superar as idas e vindas e os constantes desencontros de uma paixão eternamente instável.

Henry De Tamble (Eric Bana) vive dessa maneira inusitada, quando menos espera, está em outro lugar em outra época. Descobriu esse seu "dom" aos seis anos de idade em um acidente de carro, onde segundos antes do acontecimento, ele desaparece, deixando sua mãe morrer drasticamente. Naquele momento, ele havia viajado no tempo, pela primeira vez e desde então nunca parou. Era apenas uma criança, evitar aquele acidente era impossível, esse seu poder lhe salvou a vida, mas vive com a mágoa de mesmo podendo viajar no tempo, simplesmente não consegue mudar a rumo de nenhuma história, não podendo, de forma alguma, voltar atrás e salvar a vida de sua mãe.

Tenta viver da melhor forma possível, por mais difícil que isso seja. Do nada, ele viaja, seu corpo desaparece e surge em outro ambiente, sem roupas, logo, seu objetivo é caçar qualquer outra roupa, sendo preso constantemente. Ou seja, já não bastasse esse dom incontrolável, ainda tem que passar por essa humilhação.





Até que certo dia, ele encontra Clare Abshire (Rachel McAdams), uma talentosa artista plástica que diz conhecê-lo de outra época. E junto com ela, Henry vai recordando seus passos e descobrindo suas futuras viagens na vida da bela moça. Segundo ela, eles se conheceram no jardim da casa dela, ela era apenas uma criança, ele já era adulto, estava prestes a se casar, mal ela sabia que era com ela mesma, só que no futuro. O último encontro deles foi quando Clare era adolescente e finalmente se reencontraram novamente, mas agora eles decidem ficar definitivamente, esquecendo os obstáculos, suportando essa vida tão diferente das demais. Clare sempre foi completamente apaixonada por ele, desde criança esperou por esse momento.


Os dois se casam, numa divertida sequência, onde Clare acaba dividindo a cerimônia com Henry do presente e Henry do futuro. Ambos se envolvem completamente nessa loucura. Ele não para de viajar, algumas vezes se encontra com ela no passado, outras, com ela no futuro. Até que nessas idas e vindas incontroláveis, Clare se descobre nem tão forte assim, os anos vão passando, ela vai envelhecendo e ele viajando, é quando ela começa a refletir que é impossível viver dessa maneira, viver esperando por alguém que nunca chega, ou que some quando mais precisa, sem data para retorno. Outros conflitos surgem, como quando ela engravida, mas misteriosamente o feto desaparece, ela perde o filho, mas acaba engravidando o Henry do futuro que chega para sua felicidade e pela primeira vez, ele consegue mudar o rumo de algo. O problema maior é quando ambos chegam a conclusão que um Henry velho nunca surge, ou seja, o viajante do tempo não é eterno, e uma hora ou outra, quando menos esperarem, seu fim chegará.

Te Amarei Para Sempre, na minha opinião, foi vendido de maneira equivocada, alguém que chega no cinema e se depara com essa capa e com esse nome, acredita estar diante de um filme de romance e basicamente isso, sendo que "A mulher do Viajante do Tempo" descreve exatamente do que se trata o longa, não havendo futuras decepções, de alguém que esperava um filme de romance e se depara com uma história lunática e fantasiosa sobre viagens no tempo. Claro que se trata de romance, isso é óbvio, mas pode decepcionar aqueles que procuram por algo, digamos, mais realista.


O problema do longa de Robert Schwentke (Plano de Vôo) fica na simplicidade. É pequeno no formato, simples demais. Em nenhum momento ousa mais da história inusitada desse casal, os conflitos são resolvidos facilmente e rapidamente discutidos. O filme acaba e ficamos com a sensação de...faltou algo! A história é ótima, tenho que afirmar isso, me conquistou do princípio ao fim, porém poderia ter sido muito mais grandioso, com cenas mais bem elaboradas e diálogos mais profundos.

O roteiro é o forte do filme, uma história diferente sobre amor, mesclando de maneira delicada, fantasia e realidade. As cenas, por mais simples que sejam, tem ótimos visuais, a fotografia do longa é bela, assim como a trilha sonora, que acaba focando mais no instrumental.

Os atores estão bem em cena, principalmente Rachel McAdams. É linda, isso é inegável, mas sua beleza vai além de sua face, tem uma interpretação encantadora, tão suave e extremamente carismática. Eric Bana, sinceramente, nunca o vi tão a vontade em cena, ele que sempre aparenta ser imune de sentimento e expressões, me surpreendeu, parece que se entregou mais a esse personagem, se encaixou melhor, em alguns momentos, parecia estar se divertindo de verdade, o que trás uma segurança maior, logo, que sempre aparenta estar perdido nos filmes.


Recomendo, mesmo para aqueles que não curtam muito filmes de romance. É diferente. Não é nada ousado e nem tão original, mas é divertido. Há cenas que nos levam a uma verdadeira viagem, mergulhamos nessa louca fantasia. É preciso abrir a mente, deixar a imaginação bem fértil e se permitir viajar. Há clichês e frases feitas durante a projeção. Te Amarei Para Sempre é belo, encantador, emocionante em determinadas cenas, nos leva uma experiência divertida, onde várias situação inusitadas e de ótimo gosto nos são apresentadas. Um filme sobre o tempo e a velocidade que ele corre, achamos que tudo é eterno, mas tudo tem seu fim e quando menos esperamos, tudo aquilo que amamos se vai, perdemos, inclusive nossa vida, essa que é passageira e incontrolável.


NOTA: 8

domingo, 15 de novembro de 2009

Crítica: Distrito 9 (District 9, 2009)


Esqueça tudo o que você já viu sobre alienígenas nos cinemas. "Distrito 9" é uma revolução no gênero de ficção científica, um novo ponto de vista brilhante sobre um assunto tão mostrado mas que nunca explorado com tanta ousadia, inteligência e originalidade, acima de tudo.


por Fernando

"Distrito 9" chegou do nada. Pouca propaganda foi feita em cima desse longa, e de repente estava lá, lotando salas de cinema com pessoas que adoram se divertir com vidas inteligentes fora da Terra, mas o que aconteceu, uma surpresa, uma ótima surpresa. Apesar de se tratar mais uma vez de alienígenas, "Distito 9", ou melhor dizendo, um cara chamado Neill Blomkamp resolveu revolucionar esse gênero, tirou a nave de Nova York, fez ela pousar na África do Sul, e mudou toda a história que todos já estavam acostumados a ver.

No início, somos apresentados a um documentário, sobre o caos que a capital da África do Sul se tornou depois de um inusitado acontecimento. Há 20 anos, misteriosamente, uma nave parou nos céus de Joanesburgo, o motivo ninguém sabia, da onde eles vieram, muito menos. A população se assusta e as autoridades do governo decidem se manifestar, tropas militares são enviadas para o alto, lá encontram alienígenas desnutridos a beira da morte, resolvem tomar uma decisão, retiram todos de lá e os levam para uma área que fora isolada, o Distrito 9, exatamente abaixo da nave. Nesse local, rodeado por favelas e um mundo completamente sem lei da África do Sul, eles são abandonados e isolados de todos. O problema é que algumas vezes eles fugiam, destruindo tudo o que viam pela frente, transformando a cidade num caos. Toda essa bagunça é motivo por vários manifestos e durante esses 20 anos, a população luta para que eles sejam levados para outra área e que assim pudessem, enfim, viverem em paz. Entretanto, mesmo sem os alienígenas, a vida dessas pessoas já era um verdadeiro caos, miséria, tráfico, furtos, uma sociedade completamente desumanizada.



Um setor criado pelo governo de pacificar a relação entre alienígenas e humanos decide entrar em ação mais uma vez, após os 20 anos. Criam uma equipe que seria responsável para recolher a assinatura de todas as criaturas, pois se tratava de seres extremamente inteligentes, para assim, recolherem todos eles e enviarem para o Distrito 10, uma área planejada, organizada para a melhoria da vida não só dos alienígenas como também da sociedade em geral. Porém, reunir essas assinaturas não será nada fácil, logo que a relação homem-extraterrestres não andava nada bem. O escolhido para liderar essa missão nada mais é que o genro do presidente da Companhia, Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), uma espécie de queridinho da mamãe e esposo exemplar.


O que Vikus não imaginava é que ao invadir um dos barracos, logo que o Distrito 9 passa a ser nada mais que mais uma favela de Joanesburgo, ele encontra uma espécie de laboratório, pensando em recolher algum material para futuras pesquisas, ele pega um cilindro e descuidadosamente acaba jorrando um estranho líquido em seu rosto. A partir de então, tudo muda. Wikus começa a se sentir mal, estranho, enjoado e quando menos esperava, começa a sofrer uma mutação, se tornando uma espécie de alienígena. Sem entender o que estava realmente acontecendo, Wikus, foge para o único lugar onde não seria descoberto, o Distrito 9. Mas é constantemente perseguido, até que é capturado pela mesma empresa que trabalhava. É torturado, violentado, e por fim, descobre o que realmente havia por trás de toda essa companhia, toda essa estrutura criada pelo governo. Os alienígenas são seres com inteligência acima de qualquer expectativa, há muitos anos foi descoberto que eles comportam armas extremamente violentas e com máxima eficiência, entretanto só funcionam com o DNA de seus criadores, esse setor do governo, nada mais que capturava alienígenas para recuperar esse DNA para utilização das armas de fogo, Wikus passa a ser alvo da companhia, eles passam a depender dele para manusear essas armas. Wikus foge, se torna um monstro, um homem completamente destruído, todos que amava, o abandonam, tudo pelo o que lutou em sua vida chega ao fim, e sua unica esperança são os ET's. Ele se une a eles e descobre que há muito mais por trás de cada barraco, por trás da mente desses alienígenas, há um motivo, um plano estudado durante todo esse tempo prestes a ser executado. E nesse plano, não só a vida dos alienígenas está em jogo, mas também a vida de Wikus.


Neil Blomkamp. Um diretor, acima de tudo, ousado. Recriou o que fora criado sobre os extraterrestres, mudou o ponto de vista. Escreveu e dirigiu essa história fantástica e o que eu escrevi acima não é nem a metade das grandes surpresas que ocorrem durante o longa. O filme nada mais é que produzido por Peter Jackson, o responsável pela franquia "O Senhor dos Anéis". "Distrito 9" é brilhante. Começa com um documentário que permenece em cena durante longos minutos, e a sensação que temos é que seria o pior filme de nossas vidas, mas a história vai chegando aos poucos e quando menos imaginamos, estamos roendo as unhas e torcendo pelos "heróis" do filme. O filme nos hipnotiza, somos fisgados por essa trama tão bem reproduzida e extraordinariamente bem escrita.


Os heróis não são norte-americanos, o cenário não é Nova York. Ponto. O filme chega ao extremo de originalidade, a pergunta é: Por que ninguém foi capaz de pensar e reproduzir isso antes? O personagem principal não é bonitão, machão que enfrenta qualquer coisa, que tem coragem acima de tudo. Ele tem falhas, sente medo, ou seja, é humano. No filme, nada é tão óbvio, nada pode ser previsto, a cada minuto, principalmente depois da metade do filme, o longa nos apresenta uma surpresa. Ás vezes parece que tudo vai dar certo, outras, parace que tudo já era, que é impossível um final feliz. Surpresas positivas não faltam.


Sharlto Copley, o protagonista é incrível. Ator desconhecido, assim como todo o elenco, mas é tão bom no que faz que ele passa a ser uma das boas surpresas do filme. Sua transformação durante o longa vai além dos efeitos e da maquiagem, é presente também em sua brilhante performance. No início, um cara mala, chato, depois, ele cresce, amadurece, passa a temer a vida, temer a cada passo que dá, se torna infeliz e ao mesmo tempo esperançoso, vemos isso em cada expressão, em cada olhar. Sofremos com ele, torcemos por ele.

Muitos dizem que "Distrito 9" é uma representação do Apartheid que ocorreu na África há alguns anos atrás. Sim, pode até haver alguma relação, no filme, também há uma espécie de limpeza étnica. Mas segundo algumas entrevistas de Neill Blomkamp nada mais é que coincidência, sua intensão era apenas entretenimento, que fazer um filme na África é impossível não relatar problemas sociais. Distrito 9 nos expõe alguns problemas sociais ocorridos na África, mas nada mais é que um pano de fundo, seu intuito é divertir.


Palmas para essa super produção, um filme com pouco investimento, mas com esse pouco dinheiro, Neill Blomkamp, Peter Jackson e toda a equipe criam um filme incrível. Há anos em que não se fazia uma ficção científica, que não fosse refilmagem ou uma tentativa frustrante sobre o espaço ou ago do tipo. "Distrito 9" provou que ficção nem sempre se situa no espaço, a Terra também pode ser um ótimo cenário para se criar um filme fora da realidade. Porém o filme é tão bem feito, que a impressão que fica é que se por milagre, algo do tipo acontecesse, seria exatamente da maneira como é exposta no filme. Essa é a verdade, mesmo se tratando de algo, teoricamente impossível de ocorrer, durante os minutos de projeção, simplesmente acreditamos.


NOTA: 9.5

domingo, 8 de novembro de 2009

Crítica: A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth, 2009)


A verdade é nua e crua: filme simples, direto, objetivo, roteiro fraco que somente se fortalece pelo carisma dos atores principais! Ponto!


por Fernando

Poderia ser uma daquelas pérolas das comédias românticas, cheias de verdades, onde as pessoas encontram as respostas para seus problemas, aquelas típicas comédias definitivas, que chegam com tudo e permanecem na memória por muito tempo, não só pela grande história mas principalmente pela ideia exposta. A prática é simples, o filme lança uma tese e ao decorrer da história o roteiro vai lançando argumentos que provam suas idéias, por mais absurdas que elas sejam. Entretanto, ainda há aqueles casos onde a tese exposta é tão patética que nem vale a pena ficar até o final para saber no que vai dar.

A Verdade Nua Crua não está em nenhuma dessas duas opções. A tese é boa, interessante, porém, tão antiga, tão estereotipada, a moça que sonha com o cara perfeito e o cara que ela encontra é um verdadeiro machão que só pensa em sexo e pronto, mulheres e homens resumidos a isso, uma ideia repetidamente exibida pela mídia em geral.


Vamos a história. Abby Richter (Katherine Heigl) é uma talentosa produta de um famoso programa de variedades na tv, o problema é que esse mesmo programa está caindo na mesmice, a audiência está caindo cada vez mais e a pressão no trabalho de Abby está aumentando, e todos de sua equipe chegam a conclusão de que precisam urgentemente se reerguerem, mudando completamente o roteiro criado há muitos anos. Por outro lado, há um tal de Mike Chadway (Gerard Butler), que trabalha em outra emissora, uma tão impopular que nem chega a ser uma concorrente, e seu programa é a grande atração, onde ele faz revelações bombásticas sobre o universo masculino e feminino, entende tudo sobre as atitudes masculinas diante do amor e sabe mais que qualquer mulher o que ocorre na confusa mente delas, isso é o que ele acredita e não hesita ao dizer a verdade nua crua no que diz respeito aos relacionamentos, que na verdade, amor não existe, o homem perfeito que toda garotinha inocente sonha em encontrar, não existe!! Homens querem sexo!! O coração das mulheres está na cabeça e o dos homens...um pouco abaixo!!

Chad passa a ser a salvação do programa onde Abby trabalha, é o novo contratado da emissora e todos passam a apostar em sua honestidade e sinceridade frente as câmeras. Abby o odeia, ela sonha em encontrar o cara perfeito e sabe que um dia isso vai acontecer e vai contra todos os seus conceitos sobre amor e odeia mais ainda o fato de sua carreira depender de seu "profissionalismo", se Chad conquistar o público, o programa continua!


Até que, irritado pela forma como é tratado pela bela moça, ele decide fazer um trato: ela passa a aceitá-lo, deixar de tratá-lo tão mal e em troca ele vai fazer ela conquistar o cara que quiser e em poucos dias, esse felizardo estará aos seus pés. Abby conhece seu vizinho, o homem perfeito, bonito, educado, simpático, inteligente, médico, rico, enfim, tudo o que qualquer mulher sonha em encontrar. Chad começa a ditar as regras do jogo e diz o que é o certo e o que é errado na hora de conquistar o partidão. Abby faz exatamente o que o novo parceiro diz, leva ao pé da letra cada regra ditada. O problema é que as dicas funcionam e o vizinho fica apaixonado por ela. E aos poucos Chad vai se mostrando quem realmente é, e que por trás desse garanhão que entende tudo sobre as mulheres, nada mais é que um cara normal, que assim como muitos sofreu desilusões amorosas, em contra partida, Abby vai se tornando uma expert em relacionamentos, o que deve e o que não deve ser feito para manter o bonitão em suas garras, entretanto, deixando de ser completamente quem ela realmente é, fazendo ele se apaixonar, não por uma bela moça que acredita no amor, que tem seus defeitos e Abby Richter tem vários, e sim por uma mentira, uma mulher perfeita, e isso ela nunca vai ser. Enquanto isso, o cara que mais a conhece, que a conhece de verdade, Chad, vai descobrindo nela, mais coisas em comum do que ambos imaginavam encontrar.

Homens fazem sexo, mulheres fazem amor. Essa já é batida, já foi utilizada em temas de músicas, livros, programas de tv, e principalmente em filmes. Como discutir algo que já foi discutido, argumentado, e já chegado a esta conclusão "brilhante". A verdade nua crua, é que não há padrão, não há definição, quem está a procura de entender a definição do amor, ou da mente dos homens ou das mulheres, está perdendo tempo. E infelizmente o filme não utiliza isso, ficando no de sempre, na mesmice, no estereótipo de mulheres que sonham em encontrar o homem perfeito e o homem que deseja sexo acima de tudo, isso, claro, existe, mas não deve ser colocado como algo que não tem exceções, como algo fixo, como se o ser humano fosse definido tão facilmente. O filme para por ai, não ousa mais que isso, não lança outros argumentos e muito menos uma outra conclusão.


A intensão de discutir a mente dos homens e mulheres, discutir relacionamentos em geral, já ocorreu ainda esse ano, em Ele Não Está tão Afim de Você, não deixando de ser, uma verdade nua e crua, porém, esse longa em questão conseguiu ter mais êxito em seu propósito, não tratando do amor com tanta superficialidade como é tratada no mais recente.

Robert Luketic, como diretor, já fez coisas melhores, ás vezes o filme chega ao patético, oscilando entre o péssimo e o medíocre, outros momentos, porém, oscilando entre piadas de mau humor, no pior estilo de praça é nossa, e o melhor que as comédias românticas hollywoodianas podem oferecer. Sim, há seus momentos bons, piadas ousadas e originais e ás vezes de muito bom gosto. Ha ainda, por mais que extremamente estereotipados, diálogos hilários sobre a guerra entre os sexos.

Como já foi dito anteriormente, o longa é salvo pelo carisma dos atores principais. Katherine Heigl, mais uma vez, ótima, é bela, simpática, se dá bem com as câmeras e conquista o público facilmente, é engraçada, divertida, se encaixa perfeitamente em Abby Richter, sabe mostrar a seriedade de uma mulher no trabalho, a inocência de uma mulher a procura de um homem perfeito, assim com seus pulinhos de felicidade após uma conquista e uma mulher fatal e sensual pronta para soltar as garras e prender sua presa (Ual, me empolguei agora). E Gerard Butler mais uma vez acerta, é hoje, um dos atores mais carismáticos, e percebemos que se diverte com sua personagem, assim, como nós, do outro lado da tela, que facilmente somos fisgados por essa dupla fascinante. Os dois juntos? perfeito!


Sinceramente, quer arriscar nessa comédia boba e sem nenhuma profundidade psicológica? Se quiser, eu dou o maior apoio. Num final de semana onde você deseja desligar o cérebro (sim, para assistir esse filme será necessário) e esquecer de tudo ao seu redor e só dar risada e se divertir com as confusões amorosas desse casal incrível, vale a pena. Se você quiser optar por algo mais inteligente, não pense duas vezes, não assista. Ainda há uma trilha sonora com hits atuais e empolgantes, que ajudam em determinados momentos. Mas pode ter certeza, o filme vai começar péssimo, mas vai crescendo, não é um filme linear, alcança seu clímax, chegando a bons momentos de projeção, com ótimas atuações, sempre. Se o filme foi feito só para divertir, ele consegue.

NOTA: 7

domingo, 11 de outubro de 2009

Especial: Abigail Breslin


No dia 14 de abril de 1996, em Nova York, nasce uma grande estrela. Abigail Breslin. Tem como sonho ser veterinária, assim como muitas crianças, mas hoje, ela tem um inquestionável talento para o cinema. Desde 2002, sua primeira aparição nas telas, a atriz não parou mais, realizando até hoje trabalhos de sucesso de público e crítica e ainda coleciona vários títulos, como uma das atrizes que mais faturam, em 2006, Abigail faturou 1,5 milhão de dólares, além da quarta atriz mais jovem a ser indicada ao Oscar. Sim, com apenas 11 anos de idade, Abigail Breslin foi merecidamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela sua bela atuação em Pequena Miss Sunshine.

Depois de Pequena Miss Sunshine, a atriz ganhou grande destaque em Hollywood, sendo chamada constantemente para novos projetos. Portanto, guardem esse nome, elá é a grande aposta do cinema.

A atriz começou atuar aos 6 anos de idade, no filme do ousado M.Night Shyamalan, Sinais, ou seja, começou com o pé direito. Uma pequena participação, mas fuito eficiente. Atualmete, ela tem apenas 13 anos, e sua última aparição nas telas foi ainda esse ano, no recente, Uma Prova de Amor, de Nick Cassavetes. Seu próximo lançamento é Zombieland, que estréia no final do ano, aqui no Brasil.

Diferente de algumas atrizes mirins, e atores também, Abigail, tem uma atuação, digamos que, original, se tem alguma influência, talvez tenha, mas ela cria um jeito único de atuar, não nos faz lembrar de nenhuma outra atuação, tem um jeito típico dela mesma, e é com esse jeito que acaba conquistando a todos, tem um carisma fascinante e brilha a tela enquanto está em cena, é natural em tudo o que representa. Não é como uma adulta em forma de criança, que fala e se expressa como se entendesse de tudo, ela é uma criança atuando um papel de criança, não força, não exagera, e ao mesmo tempo, sabe não ser ela mesma, sabe se comportar de acordo com texto que representa, tem capacidade de enfrentar qualquer tipo de personagem em qualquer tipo de filme.

É difícil selecionar os melhores momentos de Abigail Breslin no cinema, pois tudo o que faz, mesmo se num filme ruim, é ótimo. Vou comentar então, pelo menos, os filmes em que teve grande destaque e que fez diferença em sua carreira, filmes que dizem muito sobre ela e que podem refletir numa carreira brilhante que ainda tem pela frente:

1º Pequena Miss Sunshine (2006)


Em 2006, o cinema norte-americano realiza uma pérola do cinema independente, mas diferente de muitos, conseguiu se expandir, e muito. Conquistou o público de todas as idades, conquistou a crítica que o colocou como sendo um dos melhores filmes daquele ano. Chegou de fininho, mas acabou tendo uma repercussão inimaginável. Prova dessa repercussão? Conseguiu 4 indicações ao Oscar, inclusive de Melhor Filme e levou 2 para prateleira, de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original, e assim também ocorreu no BAFTA. Foi indicado a Melhor Filme no Globo de Ouro e Melhor Atriz (Toni Collette). Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro de Estréia no Independent Spirit Awards. Além de outros importantes prêmios em festivais de cinema e a surpreendente premiação do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, como Melhor Filme Estrangeiro.


Pequena Miss Sunshine conta a trajetória de uma família nada convencional, a família Hoover. O pai (Greg Kinnear) faz de tudo para conseguir publicar seu livro, onde escreve os passos para se alcançar a vitória, mas é um verdadeiro fracasso. O avô (Alan Arkin) foi expulso do asilo, por ser viciado em heroína e pornografia, o filho (Paul Dano) fez umn voto de silêncio e sonha em fazer parte na aeronáutica além do fato de odiar a todos ao seu redor, o tio (Steve Carell) um homossexual suicida, e a mãe (Toni Collette) que tenta ser o pilar de toda essa loucura, mas há a filha, Olive Hoover (Breslin) que sonha em participar do concurso de beleza-mirin Pequena Miss Sunshine. E reunindo todos os seus fracassos particulares, eles se unem para atravessarem o Estados Unidos para chegarem ao destino, em uma kombi velha caindo aos pedaços. Tentam esquecer as diferenças que há entre eles e provam que com a união se pode conquistar muitas coisas e que o fracassado nem sempre é aquele que perde, mas aquele que não chega a tentar.

Um filme brilhante, que conta com atuações perfeitas de Abigail Breslin, Steve Carell, Toni Collette e de todo o elenco. Uma direção incrível dos novatos Jonathan Dayton e Valerie Faris. Vale cada segundo, cada centavo. Um filme inesquecível.



NOTA: 10/10








2º Uma Prova de Amor (2009)


Uma Prova de Amor, um filme que chegou para emocionar a todos com a sensível história de uma garota que sofre de câncer aos 15 anos de idade, e só consegue sobreviver com a ajuda da irmã mais nova, que lhe doa sangue e órgãos quando necessário, e antes que ela realiza a mais perigosa de todas, Ana (interpretada por Breslin), sua irmã, decide dizer não, e decide ir atrás de um advogado para ter controle sobre seu próprio corpo, indo contra sua própria mãe (Cameron Diaz) que desde cedo a obrigou fazer tantas cirurgias e doações. A atitude da jovem abala toda a estrutura da família e todos começam a refletir sobre seus próprios atos e sobre o que é ou não certo a fazer numa situação tão delicada. Enquanto isso vemos o drama particular de cada membro dessa família quase desestruturada, mas que une forças para conseguir enfrentar os obstáculos. Uma lição de vida, uma prova de amor.

A atuação de Abigail Breslin é incrível. Divide a cena com outras atrizes ótimas, como Cameron Diaz e Sofia Vassilieva, mas mesmo assim, ela consegue destaque, e rouba a cena em determinados momentos. Soube perfeitamente encarar esse drama pesado e soube transmitir com muito êxito todo o sentimento de sua personagem.




NOTA: 9/10







3º Sem Reservas (2007)


Em 2007 surge nos cinemas um filme que aparentava ser "só mais uma comédia romântica", mas não é. Por isso, o coloco em 3º lugar. Uma ótima comédia, que mescla romance, mas que acaba prevalescendo o drama. A história de Kate, uma chefe de cozinha, interpretada por Catherine Zeta-Jones que tem sua vida virada de ponta cabeça com a chegada de sua sobrinha distante, Zoe (Abigail), devido a morte súbita de sua irmã. O problema é que a menina não consegue se adaptar com o ritmo de vida da "nova mãe", e nem Kate consegue se adaptar com a nova rotina de cuidar do trabalho e agora de casa. Kate é super independente e nunca imaginou dividir sua rotina com outra pessoa, e para piorar, sua tão calculada rotina é abalada novamente com a chegada de um novo chefe de cozinha, o auto-astral Nick (Aaron Eckhart), que acaba mexendo com seus sentimentos e fazer ela refletir sobre como seguia com sua vida, com tantas regras e com tantos planos. Uma divertida e até que emocionante comédia, com ótimas atuações de Zeta-Jones e Eckhart. Um ótimo filme que prova que devemos estar sempre preparados para as surpresas que surgem em nossas vidas e que devemos saber a lidar com elas e principalmente, saber a se adaptar a diferentes ambientes, costumes e estilos de vida.

Abigail Breslin mais uma vez prova seu grande carisma, construindo uma personagem, assim como todos em sua carreira, adorável. Faz ótimas cenas dramáticas ao lado de Catherine Zeta Jones e mais uma vez, prova seu enorme talento.






NOTA: 8/10










4º Sinais (2002)


Sinais, um dos melhores filmes de suspense, dos últimos anos. Me desculpem o exagero, mas é que recentemente com a chuva de filmes ruins de suspense, filmes como Sinais acabam que sendo uma raridade. O filme, dirigido pelo ótimo M.Night Shyamalan, trás a história de um ex-pastor (Mel Gibson) e dono de uma fazenda que vive com seus filhos e seu irmão, perdeu sua esposa recentemente e devido a isso, a família acaba se fragmentando aos poucos. Até que sinais sinistros começam a parecer em suas plantações e mais tarde, sons estranhos começam a surgir, assustando a família que se une para tentar desvendar os mistérios dos sinais. Até que aos poucos, eles vão percebendo que os sinais vão além das plantações, sinais é tudo aquilo que eles precisavam descobrir para se livrarem das criaturas, para ser mais específico, dos "ET's" que os cercavam, e que nada é por acaso, tudo tem um motivo, tudo tem uma razão para acontecer e todos esses "sinais" estavam ali, na casa, em cada membro da família. Sinais que serviriam não só para se libertarem das criaturas, mas também, para reestruturar a família.

O primeiro filme de Abigail Breslin, ela se mostra tão doce em cena, que faz qualquer insensível se encantar pela fragilidade dela. Ela acaba sendo o humor e a graça do filme, e ao lado de Mel Gibson e Joaquin Phoenix faz cenas até que engraçadas, com seu jeitinho inofensivo e carismático. Mas como era seu primeiro papel, nem podemos exigir grande atuação, mas sua participação é eficiente. Ótimos momentos de Gibson e Phoenix, palmas também pela excelente direção de Shyamalan.








NOTA: 8/10










5º Três Vezes Amor (2008)


Uma divertida e sensível comédia romântica sobre os encontros e desencontros de Will Hayes (Ryan Reynolds) e seus três amores, que ocorrem em diferentes épocas de sua vida, em diferentes lugares e só uma conquista seu coração, aquela com quem ele se casa e tem uma filha. Essa filha que cresce (Abigail Breslin) e quando chega na pré-adolescência começa a se questionar como veio ao mundo, não no quesito biológico, mas sim, no quesito história, no que seu pai passou até ela chegar ao mundo, quem foi o grande amor da vida dele e como ele conheceu sua mãe, que no momento, estavam divorciados. Porém, para contar como ele conheceu a mãe dela, ele precisava dar uma volta em sua vida, e retornar aos tempos de faculdade, passando pelos primeiros empregos, primeiras vitórias e primeiros fracassos, e nesses períodos ele acaba se envolvendo com três diferentes mulheres, interpretadas por Isla Fischer, Elizabeth Banks e Rachel Weisz. Mas com o passar da história, a jovem garota vai caindo na real de que amor talvez não exista, logo que independente de qual vai ser o final da história, de qual dessas garotas se tornou sua mãe (logo que ele fez questão de mudar o nome de todas), eles não ficaram juntos no final. Mas o filme nos reserva um ótimo final, valendo a pena ficar até o final dessa história, e meio que acabamos nos tornando ouvintes também e ficamos anciosos para saber qual foi a escolhida. Uma narrativa diferente para um filme de romance, onde o casal principal não revelado no ínicio e nem no meio, somente no final.

Abigail Breslin consegue bastante destaque como a filha de Ryan Reynolds, chamando a atenção, com sua naturalidade e expontaneidade em cena. Ótimo filme, uma comédia romântica mais que eficiente. Um filme original e bastante inteligente.

NOTA: 8/10







6º A Ilha da Imaginação (2008)


Filme infantil protagonizado por nada mais nada menos que Abigail Breslin. Um filme com cenas de aventura num cenário totalmente paradisíaco. No longa, Abigail é uma garota que vive isolada com seu pai cientista (Gerard Butler) em uma ilha e enquanto seu pai viaja a trabalho, ela passa suas horas inventando mundos, histórias, amigos, e acaba criando ao seu redor, uma vida cheia de aventuras, influenciada por seus livros. Seu herói predileto é o aventureiro Alex Rover, que escreve sobre as mais arriscadas viagens pelo mundo afora. E quando seu pai viaja e não volta mais, a jovem não vê outra saída a não ser entrar em contato com seu herói. Ela consegue, o que ela não imaginava é que Alex é uma mulher, uma autora de livros de aventuras, interpretada por nada mais nada menos que Jodie Foster (enfrentando sua primeira comédia). Alex percebe que é a única a saber da moradia da garota e percebe que é a única que pode ajudá-los, porém é medrosa, tem medo de tudo e de todos, não sai nem do lado de fora da casa, mas ela decide enfrentar seus próprios medos para salvar a garota perdida e seu pai desaparecido.


Um filme infantil que deve agradar a todos, não é uma histórinha bobinha para criança dormir, é uma história construtiva, inteligente e um filme bem intencionado. E nos prova que coragem não é algo que já nasce com, mas é algo que se aprende a ter, mas isso só ocorre se enfrentamos nossos medos. Há cenas de péssimo humor, e acaba perdendo muito tempo em cenas desnecessárias, e o importante que é quando Alex encontra a jovem, que deveria ser o propósito do filme, acaba sendo um mero detalhe, deixando só para o final de projeção, o filme acaba e pouca coisa se conclui. Mas ainda há muitos pontos positivos, como as ótimas atuações de Abigail Breslin, Jodie Foster e Gerard Butler.

O divertido e emocionante encontro de duas peças raras do cinema, Jodie Foster e Abigail Breslin (aos 12 anos de idade).



NOTA: 6/10









Para quem não acompanha a carreira da atriz, não seria perda de tempo acompanhar, felizmente, Abigail Breslin, mesmo com pouca idade, soube escolher muito bem seus trabalhos, e sempre esteve envolvida em ótimos projetos. Uma atriz com um futuro brilhante...Espero que ela cresça como atriz e faça com que essa pequena biografia que fiz esteja repleta de outros bons momentos, com outros ótimos filmes em sua trajetória.

domingo, 4 de outubro de 2009

Crítica: Up - Altas Aventuras (Up, 2009)


Como de costume, a Disney Pixar lança no ano mais uma animação, e para seguir a tradição, mais uma vez, acertam, constroem um belo, sincero e divertido filme.


por Fernando

Um velho que amarra em sua casa milhares de balões e sai voando para uma grande aventura!! Se fosse apenas isso, valeria pela originalidade, mais o longa vai além e constrói um grande propósito para tudo isso e é este propósito o grande potencial do filme. Este velho, Carl Fredericksen, em sua infância, apresentada incrivelmente no início do filme, era um garoto tímido e cheio de sonhos, sonhava em viver uma grande aventura, até que conhece Ellie, uma garota extremamente extrovertida que compartilha seus mesmos sonhos, e através da imaginação, eles embarcam am grandes aventuras, mas nada tão real. Ellie faz então, um álbum, com mapas e imagens do lugar em que sonhava estar, na América do Sul, mais precisamente em Cataratas do Paraíso, entretanto, ela queria levar com ela sua barca, ou seja, sua casa junto, além disso, no álbum ela também reservava um espaço para escrever tudo que vai viver nesse paraíso.

Carl e Ellie se tornam grandes e inseparáveis amigos, até que dessa amizade surge um amor, e desse amor, um eterno casamento. Foram morar na casa "de aventuras" dela e lá viveram um grande amor, mas eles envelhecem, e como tudo na vida tem seu fim, Ellie acaba morrendo, deixando Carl sozinho novamente. Ele se sente deprimido por nunca ter realizado o grande sonho dela, ir para as Cataratas. O mundo já não é mais o mesmo, a vizinhança já não é mais a mesma, todas as casas são derrubadas, menos a sua, pois o velho rabugento não aceitava nenhum contrato para a destruição de sua casa para uma construção local, e por um descuido seu, ele acaba se estressando e acaba violentando um dos trabalhadores e todos passam achar que Fredericksen é uma ameaça e o juíz decide enviá-lo para um asilo. Desiludido com tudo e querendo abandonar toda essa bagunça que se tornou sua vida, ele decide partir, de um jeito bem inusitado, amarra os balões em sua casa e sai voando. Ir para América do Sul também era seu sonho, desde criança sonhava em ser como Charles Mudds, um grande aventureiro, que voou para as florestas desconhecidas para provar a existência de uma ave rara e nunca mais voltou.

O que Carl não esperava que ao decolar, um jovem escoteiro estaria em sua varanda. Este é Russel, uma criança tagarela e cheia de sonhos, gordinho e faminto por grandes aventuras, sem ter outra opção, Fredericksen é obrigado a levá-lo. Uma casa voadora, e duas pessoas que dividiam algo em comum, o sonho de voar bem alto e viver uma aventura. Uma viajem arriscada que quase dá certo, a não ser por um simples motivo, por acidente, Carl acaba tendo um pouso forçado, parando alguns quilômetros de distância da tão sonhada Catarata, seu objetivo passa a ser, com a ajuda do jovem aventureiro, realizar o sonho de Ellie e colocar a casa no pico das montanhas do outro lado da floresta.

Mas Até que isso aconteça, Fredericksen e Russel vão vivenciar altas aventuras, conhecem o divertido e dócil cãozinho Dug, que fala. Até que conhecem Kevin, uma rara ave, e com a chegada desse estranho animal, a ventura ganha novo rumo, pois eles passam a ser perseguidos por um exército de cães que são manipulados pelo chefe, Charles Mudds. Ele ainda não terminou sua busca pela ave, e vai fazer de tudo para tê-la em sua mãos, mesmo que isso coloque em risco a vida dos aventureiros. E os planos de Carl e Russel se tornam cada vez mais arriscados, e com o passar do tempo, um vai aprendendo mais sobre o outro, descobrindo as fraquesas e os medos de cada um e descobrindo que são capazes de fazer muito mais coisas do que imaginavam, porém nada o que presenciam vai trazer Ellie de volta e as páginas de seu álbum sempre estarão vazias.

Up: Altas Aventuras nos trás uma história divertida e muitas vezes emocionante, uma trama, assim como os filmes da Disney Pixar, consegue envolver tanto crianças quanto adultos. Uma história infantil, mas com um toque maduro. Um filme bem feito, com ótimos efeitos, que com certeza vai prender a atenção de pessoas de qualquer idade.

Entretanto, o filme não acerta por completo, tem suas falhas. Aponto como a principal falha, alguns furos do roteiro, como a inexplicável aparição de Charles Mudds, muitos anos depois, com um rosto bem mais jovem que Carl, sendo que quando este tinha, provavelmente uns 8 anos, Charles aparentava já ter uns 40 anos (???!!!). E para piorar, ao decorrer da história, Charles se torna um vilão chato, com um propósito um tanto quanto inútil, além do nonsense exército de cachorros que manipula, todos falam, devido a uma coleira desenvolvida pelo mesmo, é engraçado, em alguns momentos, mas é estranho. Apesar que esse "exército" está bem representado pelo principal entre eles, Dug, uma personagem até que divertida, capaz de amar qualquer estranho que aparece na frente.

Talvez, até, o filme não seja tão bom, devido o fato da primeira parte exibida ser tão boa, tão bem desenvolvida, que infelizmente, os atos posteriores não conseguem acompanhar o excelente ritmo criado no ínicio, deixando a desejar.

Mas mesmo assim, por outro lado, o filme consegue se manter acima da média, isso graças ao carisma das personagens principais. O velho Fredericksen é demais, e sua dupla com o jovem Russel é fantástica. Russel é incrível também, salva muitas cenas, é extremamente divertido, e fazem dele uma criança real, com atitudes e sentimentos de uma criança de verdade.

Filme recomendado para todos. No final, percebemos que as qualidades do longa superam as falhas. Uma animação bem produzida, desenvolvida, um ótimo trabalho, e mais uma vez, palmas para a Disney Pixar pela realização de mais um grande filme. Descomprometido, sensível, belo e divertido, Up, sem sombra de dúvida é uma ótima escolha para um final de semana!

NOTA: 8.0

Outras notícias