quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Corrida Rumo ao Oscar


Dia 2 de Fevereiro deste ano foram anunciados os indicados ao Oscar 2010. Descubra agora quem são os principais nomes desta disputa...

Avatar

Avatar, filme de James Cameron, que estreiou nos cinemas em Dezembro do ano passado acabou sendo a grande surpresa do ano, por revolucionar em todos os sentidos o que chamamos de cinema. Foi incrivelmente bem nas bilheterias, sendo uma das maiores de todos os tempos. Nomes como Zoe Saldana e Sam Worthington estão no elenco.

Tem muitas chances de ganhar o Oscar esse ano e é um dos favoritos ao prêmio. Além de melhor filme, Avatar concorre em mais 8 categorias, empatando com Guerra ao Terror. James Cameron também foi lembrado, sem nenhuma surpresa como Melhor Diretor.

Indicações: Melhor Filme, Diretor, Direção de Arte, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Especiais

Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi

Direção: James Cameron

Status: Estreiou nos cinemas dia 18 de dezembro de 2009, e ainda permanece em grande circuito.


Distrito 9

Dirigido por Neil Blomkamp, o filme foi a grande surpresa dentre todos os indicados, muitos dizem que conseguiu esse feito pelo fato deste ano serem 10 indicados, o que antes eram apenas 5. Essa afirmação tem certa lógica levando em consideração que Distrito 9 não tem características de filmes que geralmente são indicados, mas é tão bom quanto qualquer um que esteje na lista e se está nela, fez por merecer!

Ficção Ciêntífica, sobre conflitos entre civis sul-africanos e extraterrestres, que atrapalham a vida das pessoas e por isso estão sendo despejadas para uma área de menos risco. Mas por trás desse projeto, há uma luta intensa e impiedosa pelo poder.

Indicações: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Montagem, Efeitos Especiais

Elenco: Sharlto Copley

Direção: Neil Blomkamp

Status: Estreiou dia 16 de outubro de 2009, e chegou recentemente nas locadoras


Amor Sem Escalas

Dirigido por Jason Reitman, o mesmo de Juno e Obrigado por Fumar, trás Georgey Clooney e Vera Farmiga no elenco. Também tem grandes chances de ganhar, foi bem nos cinemas e chamou bastante a atenção dos críticos. Comédia leve e sutil, que mescla um pouco de drama e romance.

No filme, um homem que vive nos ares, vive viajando para todo canto do mundo para demitir pessoas, até que surge em sua vida duas mulheres que vão fazer ele refletir sobre suas atitudes como ser humano, com isso, ele coloca os pés e a mente no chão, abalando completamente seu mundo.

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (George Clooney), Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga), Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick)

Elenco: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, JK Simmons

Direção: Jason Reitman

Status: Estreiou dia 22 de janeiro


Up- Altas Aventura

Nos últimos anos, a Disney Pixar se superou, lançando a cada ano filmes memoráveis, como Procurando Nemo e Wall-e, e como estes citados, ficaram apenas com o Oscar de Melhor Animação, o que já é ótimo, mas este ano, com a expansão dos indicados, a animação teve mais chance e diferente dos outros anos vai estar onde merece estar: entre os indicados de Melhor Filme.

Up-Altas Aventuras conta e sensível história de um velho solitário que amarra em sua casa balões e voa com o intuito de chegar no local dos sonhos de sua falecida esposa, mas para sua surpresa, um garoto acidentalmente fica na sua casa e passa a viver essa grande e improvável aventura ao seu lado.

Indicações: Melhor Filme, Roteiro Original, Animação, Trilha Sonora

Direção: Pete Docter

Status: Estreiou dia 4 de stembro de 2009 e já está nas locadoras


Bastardos Inglórios

Dirigido por Quentin Tarantino e com Brad Pitt e Diane Kruger no elenco. Um dos filmes mais comentados de 2009, não foi surpresa vê-lo entre os indicados e também tem grandes chances de vencer.

Na história, um tenente é responsável por uma missão suicida contra alemães nazistas e para isso ele terá de reunir um pelotão de soldados de origem judaica. A intenção é matar sem piedade, da maneira cruel o maior número de nazistas possível

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Roteiro Original, Ator Coadjuvante (Christopher Waltz), Fotografia, Montagem, Edição de Som, Mixagem de Som

Elenco: Bard Pitt, Christopher Waltz, Mélanie Laurent, Diane Kruger, Eli Roth, BJ Novak, Daniel Brühl

Direção: Quentin Tarantino

Status: Estreiou dia 9 de outubro de 2009 e já está nas locadoras


Preciosa - Uma História de Esperança

O filme, aparentemente, o mais forte e mais dramáticos dentre os indicados, vem chamando a atenção dos críticos, além do fato de estar sendo bem recepcionado nos festivais de cinema e ganhando alguns prêmios importantes.

Em Preciosa, vemos a triste jornada de Claireece, uma jovem de 16 anos, pobre, muito acima do peso, sofre preconceito, é abusada pela mãe e violentada pelo pai. Tem um filho com sindrome de down e quando fica grávida do segundo é suspensa da escola, a partir de então é enviada para uma escola alternativa, onde se apega a sua imaginação para tentar superar os problemas da vida real.

Indicações: Melhor Filme, Diretor (Lee Daniels), Roteiro Adaptado, Atriz (Gabourey Sidibe), Atriz Coadjuvante (Mo'nique), Montagem.

Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Rodney Jackson, Paula Patton, Mariah Carrey, Lanny Kravitz

Direção: Lee Daniels

Status: Estreiou dia 12 de fevereiro


Educação

Filme premiado, que liderou as indicações ao Bafta e que tem a jovem Carey Mulligan e o veterano Peter Sarsgaard como protagonistas. Suas chances são mínimas, logo que está concorrendo com bluckbusters e alguns filmes bem comentados, por outro lado, chama a atenção por seu visual e pelo grande elenco.

No filme, uma jovem estudante do colegial que sonha com a faculdade e em estudar muito para ser alguém na vida, até que seus planos mudam quando é seduzida por um homem mais velho, que lhe mostra os encantos da fase adulta, da liberdade, da burguesia e de uma Paris cheia de vanguardas.

Indicações: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Atriz (Carey Mulligan).

Elenco: Carey Mulligan, Peter Sarsgaard, Olivia Williams, Dominic Cooper, Alfred Molina, Sally Hawkins, Emma Thompson

Direção: Lone Scherfig

Status: Estreiou dia 19 de fevereiro


Guerra ao Terror

Curiosamente, lançado primeiros nas locadoras, foi lançado há pouco tempo nos cinemas devido as surpresas que teve, a chuva de indicações nos principais prêmios do cinema, liderando a lista do Oscar ao lado de Avatar.
Além da diretora Kathryn Bigelow ter desbancado o favorito James Cameron no Bafta, que aliás foi o grande vencedor da noite, levando o prêmio de Melhor Filme. Em outras premiações recentes vem levando a melhor e diante dos novos acontecimentos é o filme com a maior probabilidade de levar o prêmio, para surpresa geral.

No filme, um esquadrão de anti-bombas do exército americano trabalham em missão no Iraque, a procura de um explosivo, para que seja destruido sem que haja danos.

Indicações: Melhor Filme, Diretor (Kathyn Bigelow), Ator (Jeremy Renner), Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som.

Elenco: Jeremy Renner, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly

Direção: Kathryn Bigelow

Status: Está nas locadoras desde abril de 2009, mas foi lançado posteriormente nos cinemas dia 5 de fevereiro deste ano.


Um Homem Sério

Para não perder o costume, os irmãos Joel e Ethan Coen marcam presença na lista dos indicados ao Oscar. Depois do prêmio de Melhor Filme e Melhor Diretor para o mediano Onde Os Fracos Não Têm Vez, ano passado foi a vez de Queime Depois de Ler, que não para melhor filme mas ainda obteve algumas indicações, e este ano estão eles novamente, com uma comédia.

Neste novo filme da elogiada dupla, o professor Larry Gopnik, no ano de 1967 vê sua rotina desmoronar quando sua mulher decide abandoná-lo porque se apaixonou por um de seus colegas, e para piorar divide a casa com seu imprestável irmão e uma família com costumes nada corretos.

Indicações: Melhor Filme, Roteiro Original.

Elenco: Michael Stuhlbarg, Richard Kind

Direção: Joel e Ethan Coen

Status: Estreiou dia 19 de fevereiro


Um Sonho Possível

Talvez suas chances para melhor filme sejam mínimas, mas Um Sonho Possível já ganhou o título de queridinho do Oscar 2010, com uma trama bem fácil de identificação do público, o filme faturou milhões nos EUA e colocou Sandra Bullock como a atriz mais lucrativa do ano passado, que aliás é a favorita ao prêmio de Melhor Atriz.

Inspirado numa história real, o filme trás a emocionante trajetória de um jovem negro, abandonado, que é acolhido por uma família norte-americana. Sandra Bullock interpreta Leigh Anne, que após descobrir que o estranho faz parte da turma de sua filha na escola, o acolhe e o coloca para participar de um importante campeonato de futebol americano, e tanto dentro como fora dos campos, a família vai lhe ensinar lições valiosas, além do fato, da própria família passar um processo de autodescobertas.

Indicações: Melhor Filme, Atriz (Sandra Bullock)

Elenco: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Kathy Bates

Direção: John Lee Hancock

Status: Estréia nos cinemas dia 19 de março

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Crítica: Chéri (Chéri, 2009)


Depois de alguns anos afastada do cinema, Michelle Pfeiffer retornou em 2007 com filmes de pouco conhecimento do público, e ainda longe dos holofotes, Cheri marca seu melhor trabalho desde sua volta. Um filme simples, objetivo e simplesmente irresistível!

por Fernando Labanca

O filme, dirigido por Stephen Frears (A Rainha, 2006), chegou tímido aqui no Brasil, em poucas salas de cinema, fora do grande circuito e ainda permanece um pouco desconhecido do público. Mas é interessante que as pessoas ao menos saibam que o filme está lá, e que Michelle Pfeiffer ainda está radiante, para aqueles que ainda admiram a atriz, vale a pena ir atrás desse longa.

Na história, em 1906, numa Paris que ainda vivia os encantos da "belle époque", prostitutas ainda faziam os rapazes da época suspirarem. Lea de Lonval (Pfeiffer) era uma cortesã, daquelas que frequentava a elite, luxuosa e elegante, ela já não mais estava na flor da idade, e refletindo sobre isso, ela decide parar e se aposentar definitivamente. Sempre exerceu seu trabalho com toda a dignidade, por isso, nunca se permitiu envolver com algum cliente, sua vida amorosa foi seu trabaho, seus maiores prazeres foi por dinheiro e agora está só.


Entretanto, ainda mantinha contato com a alta classe, ia nas festas, jantares com pessoas importantes e para seu desgosto, ainda tinha uma amiga, Madame Peloux (Kathy Bates), uma relação nada sincera, cheia de diálogos venenosos e sarcásticos, apenas por manter as boas aparências. Madame Peloux, desiludida com a vida a qual seu filho se apegou, bebidas, sexo e nada de responsabilidades, decide chamar Lea para colocar ele de volta aos eixos. Lea era a mulher mais inteligente que ela conhecia e a pessoa mais próxima da família e a única a qual seu filho mantinha algum respeito. Ele, conhecido como Cheri, apelido que recebeu da própria Lea na sua infância. Peloux, então, entrega seu filho a Lea, afim de que ele aprenda o amor e seje um rapaz decente.


Cheri, vinte anos mais novo que Lea. Ela, liberal, madura, responsável. Ele, imaturo e mimado. Os dois, facilmente se identificam e se envolvem. Lea faz por trabalho, ele, por inocência. E nesta relação, a luxuosa cortesã descobre algo que jamais imaginou sentir, algo que ela evitou a vida inteira, algo que ela mesma havia construido uma barreira para não sentir devido sua profissão, o amor. Cheri e Lea acabam tendo uma relação intensa e profunda, uma paixão ardente, daquela que eles esquecem completamente do mundo afora. Até que, seis anos mais tarde, sigilosamente, Madame Peloux marca o casamento de seu filho com Edmee (Felicity Jones), uma jovem, filha de uma rica cortesã e que tem a mesma idade que ele. Os dois aceitam o destino, Cheri sabia que precisava seguir sua vida e que Lea já havia tido suas próprias experiências, agora era a vez dele viver as dele, ela, por sua vez, sabia que estava ficando cada vez mais velha e ela não era o destino do jovem, não poderia mais fazer parte de sua vida. Mas quando os dois se separam definitivamente, cada um em seu canto, eles percebem o quanto um era importante ao outro.

Stephen Frears, trabalha com filmes de época muito bem. Em Cheri, ela nos trás o encanto fascinante da belle epoque, com figurinos extremamente bem feitos, cenários bem cuidados. Além disso, o filme ainda desfruta de uma bela trilha sonora, capaz de emocionar e empolgar facilmente o público.


Michelle Pffeifer está encantadora, e mesmo que a idade acuse em seu rosto, ela parece estar mais bela do que nunca. Sua voz sussurrante, seu jeito de andar e de se expressar, seus olhares penetrantes e hipnotizantes, está magnífica, irretocável. Mas tudo isso não seria possível sem o belo roteiro, que trabalha muito bem sua personagem, seu desespero, sua mágoas, seu intenso amor por um homem mais jovem. Rupert Friend interpreta Cheri, faz o necessário, se encaixa perfeitamente no papel, mas não faz mais do que o esperado, mas em nenhum momento ele estraga o encanto do filme. Outro destaque fica para Kathy Bates, uma atriz que por mais que não seje tão conhecida, está presente em muitos títulos, e este foi um dos melhores papeis de sua carreira, sua atuação também está incrível, há muito tempo não a via tão a vontade em cena, tão cheia de brilho numa personagem de destaque e muito bem desenvolvida na trama.

Ás vezes, o longa vai perdendo força, principalmente quando as personagens principais estão separadas, o que acaba até sendo interessante, vendo pelo ponto em que o filme ganha vida quando estão juntos. Por outro lado, essa perda de força em determinadas sequências, fazem a trama perder também o dinamismo. Mas no geral, Cheri se sai bem, um romance, que por mais que haja seriedade, não perde a piada, tendo um bom humor durante toda a projeção, cheio de sacadas rápidas e inteligentes. Um filme belíssimo, com uma parte técnica impecável e atuações memoráveis. Maduro, envolvente, sensível e realista e com direito a um ótimo final, comovente!

NOTA: 8

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Crítica: Preminição 4 (The Final Destination, 2009)

No cinema, ás vezes, para uma obra ser lembrada com certa credibilidade, é preciso ter senso e fazer com que o filme pare no primeiro, pois as sequências tendem a estragar o que já estava bom. Felizmente ainda há aquelas sagas que vão melhorando, o que não é o caso de Premonição, onde a quarta parte estraga tudo o que já foi feito, levando a quadrilogia, enfim, para o fundo do poço!

por Fernando Labanca

O primeiro, de 2000, teve uma boa recepção nos cinemas, e no entanto é lembrado até hoje e serviu de referência para muitos filmes de suspense. E assim como disse anteriormente, deveria ter parado por ai, as sequências foram de mal gosto, destacando principalmente a última parte, que foi ao extremo, o que já estava ruim, agora ficou péssimo.

Na história, o mesmo de sempre, um cara, neste caso, Nick (Bobby Campo), enquanto estava junto de seus amigos, Hunt, Janet e sua namorada Lori (bela, é claro!) numa arquibancada de uma famosa corrida de carros, percebe que as instalações do local são muito antigas e portanto, frágeis, até que acontece um terrível acidente na pista, despedaçando carros, peças voando para todo o local, pessoas morrendo das formas mais inusitadas, e com isso a estrutura do local não aguenta e a quantidade de mortes é absurda. Logo, Nick acorda no meio da corrida e percebe que tudo foi uma visão e tenta salvar seus amigos do terrível acidente, pois em sua premonição todos iriam morrer, inclusive ele, alguns da arquibancada lhe dão ouvidos, outros saem irritados pela agitação que o jovem provocou, e logo quando chegam do lado de fora, exposões e gritos, Nick estava certo, para felicidade de alguns e desconfiança de outros, mas apenas o grupo estava salvo.


Porém, uma sequência de mortes começam a ocorrer, e Nick e Lori começam a juntar as peças do quebra-cabeça e percebem que aqueles que foram salvos ainda seriam pegos de surpresa pela morte, pois é impossível fugir duas vezes do destino final. E ainda, as mortes ocorrem na mesma sequência que deveriam ter ocorrido se todos estivessem na arquibancada. Nick, passa a partir de então, a lembrar de sua premonição para tentar salvar as próximas vítimas, além de ter novas visões destorcidas sobre como cada um vai morrer.

Nada de original, tudo do mesmo, o roteiro, nem ao menos se esforça para tentar ressucitar o que já houve de bom em Premonição, muito pelo contrário, ele resgata tudo de pior que foi utilizado nas sequências. E para meu espanto, o roteiro é de ninguém mais que Eric Bress, o mesmo de Efeito Borboleta, um dos roteiros mais incríveis dos últimos anos. Ele, assim como o diretor David R.Eliss, participaram também de Premonição 2, o pior desde então.

E mais uma vez, os rostinhos bonitinhos estão ali, atores completamente fracos, que parecem se preocuparem mais em fazer belas poses e expressões para sairem bem nas câmeras e serem capturados por seus melhores angulos do que se esforçarem para interpretar bem, não maravilhosamente bem, apenas "bem", suas respectivas personagens.

Diante de um roteiro ruim, atores fracos, diálogos forçados e cheios de clichês, só resta ao público se prender nas mortes, "como o próximo vai morrer?" Essa é a única preocupação e interesse que surge durante o longa. E infelizmente, até nisso o roteiro falha, a criatividade se esgotou, há uma chata e desinteressante sequência de mortes extremamente forçadas e apelativas, fugindo completamente da realidade e alcançando o auge do absurdo.

Quem não viu, nem perca tempo. Conseguiu ser pior que os piores do ano passado, é sem graça, tosco, péssimo, mortes grotescas, não há sustos e não faz o público sentir medo, e ainda há uma pitada de humor, aliás, de péssimo humor, empregadas inconvenientemente nas cenas. Em outras palavras, passe longe, bem longe!

NOTA: 1

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Crítica: Zumbilândia (Zombieland, 2009)


Os zumbis atacam novamente os nossos cinemas, mas agora, com um grande diferencial! Além de inserir na trama, comédia, o grande roteiro ainda se permite, mesmo com tanto sangue e pancadaria, ser inteligente e sensível!


por Fernando Labanca

Hollywood não se cansa, eles querem mesmo os zumbis! Filmes como Resident Evil e Madrugada dos Mortos tiveram destaque nos cinemas e agora o mesmo tema volta com outra perspectiva.

Zumbilândia, filme de Ruber Fleischer, conta sobre a praga do século XXI, onde o planeta inteiro foi contaminado por um perigoso vírus que transformou todos (quase todos) os seres humanos em terríveis zumbis, que se arrastam pelas ruas atrás de carne viva! O mundo se torna um verdadeiro caos, não há mais vida, casas foram destruídas. E no meio de tudo isso, há um sobrevivente, Columbus (Jesse Eisenberg), um jovem que mora sózinho, longe da família, que provavelmente virara zumbis, não tem vida social, não namora, não tem amigos próximos, mas quando se vê diante desse desastre, passa a sentir falta de tudo aquilo que nunca teve...vida! Porém, há um grande motivo por ele ainda estar vivo, criou mentalmente regras para não ser pego por zumbis e virar um deles, pratica exercícios físicos para poder correr deles, não entra em banheiros públicos pois é um péssimo lugar para fugir e um ótimo lugar para ser encontrado, sempre olha no banco de trás do carro, para não correr o risco de ser pego de surpresa, entre outras.


Até que Columbus, em busca de sua família, encontra um outro sobrevivente, Tallahassee (Woody Harrelson), porém, um ser bem diferente dele, não cria regras para não ser pego, muito pelo contrário, faz de tudo para encontrar um zumbi e espancá-lo até a morte, e por isso, anda para todos os lados com todos os tipos de armas possíveis. Percebendo que são um dos poucos sobreviventes, se unem, cada um com seu objetivo, Columbus deseja encontrar sua família e Tallahasse um bolinho Twinkie. Eles se tornam os heróis do pedaço, até a chegada de duas damas, que é onde o jogo vira completamente. Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são duas irmãs, bem espertas que passam a sacanear com os dois valentões, roubam o carro deles e suas armas, mas logo percebem que estão lutando contra aqueles que estão no mesmo time e que todos deveriam estar do mesmo lado, os zumbis é quem são os inimigos! Wichita tem o plano de levar sua irmã mais nova para um famoso parque de diversões, logo que a pequena aprendeu a ser gente grande muito cedo e diante de tanto sangue e violência, ela pretende resgatar para a irmã, digamos, a infância perdida, a inocência que não vivenciam mais. Columbus começa a se envolver muito com Wichita, porém a jovem se recusa a se envolver profundamente com alguém, logo que a perda é algo constante nessa nova vida e que ninguém é tão confiável assim. E juntos, descobem as fraquezas e angústias de cada um, e mais do que isso, descobrem o que é ter uma família de verdade, logo que se tornam órfãos, órfãos de tudo, e que ser um verdadeiro zumbi é não se deixar envolver com pessoas e não se permitir viver uma vida digna.



Zumbilândia nos remete ao que há de mais trash do cinema, Quentin Tarantino deve ter se sentido grato com esta obra. E mais do que isso, o filme coloca em cena, o que há de melhor no trash, e a fusão de comédia e terror há muito tempo não a faziam com tanta competência. E ainda o filme dá espaço para um pouco de drama, logo que diferente dos outros filmes de zumbis, neste, as personagens não são um mero pano de fundo, não são apenas um pedaço de carne que futuramente seriam as próximas vítimas, são humanos acima de tudo, com falhas, medo e insegurança e diante disso, o roteiro consegue trabalhar muito bem com cada personagem, em cenas delicadas e sensíveis. E é claro, romance não podia ficar de fora. Há uma harmonia fantástica entre terror-comédia-aventura-drama-romance, e este é o grande triunfo de Zumbilândia, por não se permitir escorregar diante de tantas possibilidades, o brilhante roteiro consegue trabalhar perfeitamente todas essas diferenças, construindo um filme original e muito estiloso.

As personagens são um ponto alto na trama, logo, as atuações se superam. Jesse Eisenberg é extremamente divertido, suas expressões, seu jeito de andar e falar são tão cômicos e faz o público rir e se identificar com a personagem facilmente. Woody Harrelson é Woody Harrelson, fantástico, hilário, diverte fácil com seu jeitão valentão e diverte mais ainda com as oscilações de Tallahassee, ora sedento por violência, ora profundamente sensível. Emma Stone é ótima, fez bonito em "Superbad" em 2007 e brilha novamente neste longa. Abigail Breslin, diferente de outros filmes, sua participação é um pouco menor, mas ainda de muita eficiência, sempre carismática e iluminando a cena.


Zumbilândia é daqueles filmes que facilmente conquista o público, por abranger em seu tema, mais do que sangue e boa pancadaria, inteligência também foi colocada em questão, ousando no gênero e incluindo diálogos reflexivos, personagens bem escritos e interpretados, comédia, drama, terror e ação em boa dose e em perfeita harmonia. Todas as cenas são ótimas, até mesmo as mais sangrentas são de extremo bom gosto. Indico para todos os gostos, neste, a diversão, sem sombra de dúvida, é garantida!

NOTA: 9.5

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Crítica: Tá Rindo do Quê? (Funny People, 2009)


Lançado diretamente para DVD, "Tá Rindo do Quê?" tem direção do ótimo Judd Apatow, o mesmo de "Ligeiramente Grávidos" e "O Virgem de 40 Anos". Responsável por boas comédias que fizeram grande sucesso, ele retorna com um dos seus mais fracassados filmes, financeiramente, por outro lado, um dos mais adoráveis!

por Fernando Labanca



Inicialmente, iria para o cinema, era chamado apenas por "Funny People", passado algum tempo, foi traduzido como "Gente Engraçada" e já com data prevista nos cinemas brasileiros, mas devido ao pouco sucesso nos Estados Unidos, essa pérola foi simplesmente abandonada e lançada apenas em DVD. Talvez, até, realmente não seja um tipo de filme que agrade muita gente, por não ser uma comédia usual, daquelas que estamos acostumados a assistir, com aquele jeitinho que só Hollywood nos proporciona. Neste, Apatow parece fazer um filme mais pessoal, com boas cenas um pouco mais dramáticas que os anteriores e um humor menos escrachado.


O longa conta sobre um famoso comediante (daqueles tipo "Stand up comedy"), George Simmons (Adam Sandler), passou a vida fazendo piadas e vivendo de um jeito único, despreocupado, bebidas, dinheiro fácil, se aventurando em relacionamentos fracassados, no entanto traiu sua grande paixão por uma garota que mal lembrava o nome. Até que recebe a triste notícia de que possui uma rara doença sanguínea e que tem pouco tempo de vida. Ira (Seth Rogen) é um comediante, ainda desconhecido, que ganha a vida trabalhando numa lanchonete e se apresentando em alguns bares com suas piadas nada inspiradoras sobre...é melhor nem comentar! Dividi o apartamento com seus amigos estranhos, Mark (Jason Schwartzman) e Leo (Jonah Hill). Até que um dia conhece George, seu ídolo, em uma de suas apresentações, e por causa de alguns desentendimentos, surge uma inevitável amizade.


George admite o talento do rapaz e pede para que ele escreva piadas para ele fazer nos próximos shows, e ainda o convida para iniciar suas apresentações. George passa, a partir de então, a treiná-lo, a mostrar as melhores maneiras de se fazer e contar piadas, como uma forma de passar seus conhecimentos para outra pessoa, alguém talentoso e que possa ocupar seu lugar, porém, Ira nem desconfia dos problemas do comediante. Mas a verdade não demora para aparecer, e numa tentativa de reconstruir sua vida, Simmons tenta retomar contato com aqueles que deixou no meio do caminho, inclusive com Laura (Leslie Mann) sua grande paixão, agora casada e com duas filhas. Ela, ainda linda e encantadora retorna a sua vida e faz ele refletir sobre tudo aquilo que ele não deu valor no passado. Ele tenta reconquistá-la, com a ajuda de Ira que se torna seu fiel escudeiro que toma conta de sua casa, de sua saúde, de sua carreira e agora de sua vida pessoal. O problema aumenta quando George descobre que melhorou, e agora saudável vai ter que fazer o impossível para manter o que conquistou enquanto todos achavam que era seu fim.

Dentre Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos, ouso em dizer que este, por bem pouco, é o melhor de todos. Judd Apatow parece aprender com o que faz, e a medida que sua brilhante carreira vai desenvolvendo ele vai aperfeiçoando o que já estava ótimo. Tá Rindo do Quê? é diferente das comédias em geral, primeiro pela longa duração, de quase 2 horas e meia, o que provavelmente vai desagradar muita gente, e por ter um ritmo diferente de uma comédia normal, é mais demorado, mais cauteloso, o roteiro vai com calma, sem perder o dinamismo, mas acredito que assim, o roteiro e as personagens são bem mais trabalhadas e assim conseguem ser bem mais desenvolvidas.


Seje, Funny People, seje Gente Engraçada, seje Tá Rindo do Quê?...é ótimo. Gente Engraçada, seria um título interessante, por mostrar a vida daqueles que nos fazem rir, que não são bem humorados cem porcento do tempo e que não são tão felizes quanto pretendem mostrar. O filme nos mostra uma série de pessoas engraçadas, e vivem por isso, humoristas, comediantes, ou apenas pessoas que ganham dinheiro fazendo outra coisa mas que não deixam de ser engraçadas. Tá Rindo do Quê? é um título estranho, mas conveniente, logo que a idéia implicita nessa expressão é de que algo ruim está acontecendo e que alguém, por sarcasmo ou ironia, faz a pergunta retórica, é como estarmos diante de algo que não temos o direiro de rir, e é isso que o filme faz, uma história que tinha tudo para ser um drama, conflitos necessários não faltam para isso, e mesmo assim, o roteiro apimenta o drama de cada um com piadas e muito humor.


Mas nada disso seria possível sem essas pessoas engraçadas. Adam Sandler é sempre engraçado com sua eterna cara de bobo, mas poderia ter se entregado mais a essa personagem, mas infelizmente faz o mesmo que já fez antes, portanto quem rouba a cena é Seth Rogen, seu melhor papel até então e seu melhor desempenho como ator também. É engraçado, hilário, mesmo quando a cena é séria. Jonah Hill de "Superbad", mais uma vez mostrando com facilidade sua veia cômica, assim como Jason Schwartzman. Até mesmo Leslie Mann aparece mais humorada, mais ilumida, eu arriscaria dizer. Está linda como nunca esteve no cinema, e consegue ser engraçada em alguns momentos, está irradiante, seu sorriso brilha a cada cena em que aparece, está ótima, e aliás, faz cenas brilhantes ao lado de Adam Sandler, sendo a conversa inicial do casal onde eles se emocionam contando sobre o passado, uma das mais marcantes do filme. E por incrível que pareça, até ele, Eric Bana, surge, mais engraçado impossível, e a cada filme que ela aparece, está melhor e neste, ele está incrível.

Ótima comédia, que vale a pena ser levada a sério!


NOTA: 9


domingo, 24 de janeiro de 2010

Crítica: Amor Sem Escalas (Up in The Air, 2009)

Esqueça esse título, pois ele nada tem a ver com o ótimo drama de Jason Reitman, um filme inteligente e maduro que retrata com fidelidade o mundo atual.

por Fernando Labanca

Ganhador do Globo Ouro, recentemente, por Melhor Roteiro, é uma das grandes apostas para o Oscar. Jason Reitman também é um grande nome para o Melhor Diretor, pelo menos uma indicação é bem provável. Reitman, depois de dirigir os ótimos Obrigado por Fumar e Juno, volta seguindo mais a linha do primeiro, deixando a "ingenuidade" do mundo jovem para os problemas mais complexos da idade adulta.

George Clooney interpreta Ryan Bingham, um homem compromissado com uma profissão muito inusitada. Ele ganha para demitir pessoas. Na atual crise mundial, onde várias empresas estão prestes a falir, começam a demitir milhares de empregados e pagam pessoas como Ryan para esse serviço nada agradável. Ele, viaja para várias partes do mundo, simplesmente entra nas empresas e faz seu trabalho, demite! Para infelicidade de todos, mas felicidade de sua companhia que basicamente lucra com o fracasso alheio. Ryan ainda faz palestras motivacionais, onde até mesmo na hora das demissões, tenta mostrar a luz no fim do túnel, mostra que nem tudo está perdido, estar desempregado pode não ser o fim de tudo, muito pelo contrário, pode ser o ínicio de uma grande conquista.



Bingham praticamente não tem moradia, vive sua vida nos ares, viajando para todos os cantos e por isso se esqueceu completamente do termo "lar", logo que nem ao menos mantém uma relação com suas duas irmãs. Não é casaso, não tem filhos e é feliz dessa maneira. Até que um dia conhece uma mulher incrível, Alex (Vera Farmiga), sua versão feminina, vive da mesma forma que ele e juntos descobrem muitas coisas em comum e com isso a relação entre eles flui facilmente, nada muito sério, sem compromissos, só diversão. Mas seu mundo se abala completamente, quando seu chefe (Jason Bateman) anuncia a chegada de Natalie (Anna Kendrick), uma jovem executiva, extremamente inteligente e dedicada ao trabalho que trás uma grande novidade que suspenderá todas as viagens e assim diminuir os custos da empresa, ela cria um sistema onde as demissões são feitas via internet. A vida de Ryan é viajar, e vendo que seu emprego está sendo ameaçado tenta provar a ineficência desse sistema e a inexpreiência de Natalie. Para fazer esse projeto decolar, o chefe coloca Natalie e Ryan lado a lado, para que a moça acompanhasse suas próximas demissões para que ela conhecesse os dois lados da moeda.

A partir de então, Bingham mostra a bela jovem seu agitado mundo e a triste realidade do mundo contemporâneo, e mesmo que num trabalho difícil, ele tenta fazê-lo com toda a dignidade, sem misturar sentimentos e tentar ser o mais profissional possível. Natalie, por sua vez, tem algumas dificuldades em ser tão forte, mesmo quando as pessoas estão "caindo" ao seu redor, e ainda mais quando seu namorado termina com ela via torpedo, seus sentimentos vão a flor da pele e passa junto com Ryan e mais para frente com Alex, refletir sobre a vida, carreira, o que quer fazer com sua vida, pensa o que vai ser quando chegar na idade adulta e o casal começa a refletir se são exatemente o que queriam ser quando eram mais jovens. E essas duas mulheres, juntamente com suas irmãs, logo que uma delas está prestes a se casar, começam a abalar as estruturas desse mundinho fechado a que ele vive, em seu "casulo de autoexílio", fazendo ele por os pés e a mente, finalmente no chão.

Um filme belo, divertido com piadas leves, que nos leva a grandes reflexões sobre a atual vida da sociedade, sobre casamento, família e outros desastres. O maior triunfo de Amor Sem Escalas é o roteiro, principalmente no desenvolvimento das personagens, elas são reais, suas atitudes são compreensíveis de acordo com as características que são impostas a elas, e graçás a isso, o final, não é dos mais felizes, logo que o roteiro se aproxima muito da realidade, e para muitos, isso pode ser decepcionante. Os diálogos também são ótimos, em conversas rápidas e francas, e o que em "Obrigado por Fumar" a persuasão era referente à "comprem cigarro", agora é sobre "é possível ser feliz sózinho, sem casa fixa, casamento e família". E por mais egoísta que essa reflexão pareça ser, não deixa de ser um modo de vida, e isto é interessante neste filme, pois em outros longas essa idéia seria desmanchada no final e o protagonista passaria a dar valor a coisas em que mal enchergava, neste, ainda há reflexões valiosas, mas não há uma auto punição em cenas dramáticas, cada personagem segue fielmente seu ponto de vista, portanto, o filme não nos apresenta uma verdade absoluta, uma única ideologia de vida.

As atuações também são um ponto alto neste longa, vale lembrar que as principais foram indicadas ao Globo de Ouro, Bafta e outros prêmios importantes. George Clooney, depois de tantos anos tentando, acredito que essa seja sua melhor performance como ator, não que ele seje ruim, mas desta vez, ele está muito melhor. Seu jeitão sedutor, canalha e sarcástico, mesmo que já usado por ele em outros filmes, neste é encaixado com mais conveniência, portanto, com mais perfeição. Está incrível, transmite segurança no que faz, assim como sua personagem. Vera Farmiga, mais uma vez, muito agradável, depois de ser a delicadeza e sensibilidade em pessoa diante de tanta testosterona em Infiltrados de Martin Scorcese, ela brilha mais uma vez, sua Alex é simplesmente adorável, divertida e encantadora e há uma boa química entre ela e Clooney, sendo as cenas em que contracenam juntos de extremo bom gosto. Anna Kendrick está muito bem, diverte facilmente com sua Natalie e consegue transmitir com fidelidade as angústias e os medos de qualquer iniciante na fase adulta.

A trilha sonora é perfeita. Ótimas canções no mesmo estilo de Juno. As músicas utilizadas facilitam a identificação do público para com o que acontece na tela. A edição também acrescenta o filme, rápida e conveniente em ótimas sequências. A direção de Jason Reitman, mais uma vez, brilhante, e se consagra como um dos melhores diretores da atualidade.

Não há como rotular, ora comédia romântica, ora comédia dramática, seja o que for, vale a pena assistí-lo. E mesmo que esteje presente aqueles momentos básicos sobre a importância da família, Amor Sem Escalas foge dos clichês, nos apresentando uma história madura com personagens maduros. Quando o filme termina, sinti a mesma sensação que senti quando vi Obrigado por Fumar e Juno, que ainda é possível fazer filmes inteligentes, filmes que não nos subestimam. Brilhante, sensível, 2010 começando com o pé direito!

NOTA: 9

domingo, 17 de janeiro de 2010

TOP 20: Os Melhores de 2009


por Fernando Labanca

O Ano de 2009 foi marcado por grandes produções, filmes que marcaram não apenas esse ano, mas que serão lembrados por muito tempo ainda. Houve, por outro lado, filmes fracos, como todo ano, isso é normal, nem tudo é perfeito. Houve aqueles que todos criaram uma grande expectativa, mas foram grandes decepções, como O Dia em Que a Terra Parou e 2012.

Depois de um bom tempo, tendo as histórias em quadrinhos em destaque nos cinemas, 2009, por sua vez, teve seus heróis mais apagados. Watchman era a grande expectativa, filme bem feito, mas chato! Wolverine acabou sendo o destaque, fez mais sucesso e surpreendeu aqueles que achavam que X-Men não tinha mais volta. Mas o grande blockbuster do ano fica para a mega produção Avatar, além do fraco 2012 e Lua Nova, que ainda não tive a oportunidade para ver.

Mas o ano foi das comédias. Tiveram destaque em premiações importantes, fizeram bonito nos cinemas, A Proposta, Se Beber não case, Os Normais 2, Se Eu Fosse Você 2, A Verdade Nua e Crua e Brüno foram um dos grandes destaques. A Ficção Ciêntífica ganhou nova cara em 2009 com Avatar e Distrito 9. As adaptações de livros estiveram em alta também com Anjos e Demônios, Marley e Eu, O Leitor, Foi Apenas um Sonho (Rua da Revolução), Te Amarei Para Semepre (A Mulher do Viajante do Tempo), além da saga de Stephenie Meyer, com Crepúsculo em Dezembro de 2008 e Lua Nova no fim de 2009.

Faço então uma lista dos 20 melhores, se baseando, é claro, somente naqueles que consegui asistir neste ano. Alguns filmes, infelizmente ficarei devendo nesta lista, mesmo sendo muito bem criticados, como Julie&Julia, Bastardos Inglórios e Inimigos Públicos. Outros, tive que eliminar, mas vale a pena citar outros, fora os 20, que fizeram bonito este ano, como Coraline e O Mundo Secreto, Os Normais 2, Se Beber Não Case, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, A Era do Gelo 3, Amantes, X Origens: Wolverine, Brüno, Intrigas de Estado, O Lutador e Frost/Nixon.

20. A Mulher Invisível

Filme nacional, dirigido por Cláudio Torres, fez grande sucesso nos cinemas brasileiros, fortalecendo ainda mais o nosso cinema. Filme inteligente, bem dirigido, com um roteiro um tanto quanto inusitado, mas muito bem conduzido. A história de um homem que no auge do desespero da solidão conhece Amanda, o que ele não esperava era que ela, além de perfeita, era imaginária. Poderia ser um filme patético que abusa e apela no humor para conquistar o público usando uma historinha impossível e construindo situações inesperadas, mas A Mulher Invisível vai além, nos levando para uma verdadeira história de amor, sincera e madura. Destaque para a grande atuação de Selton Mello.

19. Up - Altas Aventuras

A Disney Pixar entra mais uma vez para os melhores do ano e isso não é surpresa para ninguém. A todo ano, as animações prestigiadas desta grande empresa conquistam o público, e muitas vezes, conquistam não só as crianças mas também os adultos e Up não é diferente. No filme, um velho rabugento abandona todo o caos de sua vida para voar nos ares e chegar no lugar dos sonhos de sua falecida esposa, até que ele se depara, mesmo acreditando estar longe de todo mundo, de um garoto, que adora aventuras e vai transformar a vida deste velhinho num lugar improvável e cheio de grandes surpresas. Filme belo, delicado, sensível e cheio de boas intenções.

18. Ele Não Está Tão Afim de Você

A ano de 2009 também foi marcado pelas ótimas comédias românticas, devido ao fato, talvez, de ter começado com o pé direito. Várias histórias entrelaçadas, sobre relacionamentos, daqueles que amam, que sofrem por amor e que lutam por ele. O ponto de vista é feminino, mas vai agradar a todos, logo que não é um filme sobre mulheres, e o roteiro não se permite este rótulo. Histórias inteligentes e possíveis interpretadas por um elenco de primeira, um dos melhores do ano. Vale pelas atrizes, pelo roteiro e por nos apresentar uma comédia romântica onde nem tudo é flores e mentiras hollywoodianas, onde as pessoas são reais, e seus sentimentos, verdadeiros.

17. Sim Senhor

Jim Carrey voltou com tudo em 2009, depois de um bom tempo afastado das comédias, gênero que lhe introduziu ao cinema. É comédia pura, de bom gosto, com piadas rápidas e inteligentes, é inofensivo, com boas intenções, divertido e descontraído. Jim Carrey mais uma vez ótimo e sua parceira, Zooey Deschanel mostrou o brilho que poucas pessoas conheciam. Mas a melhor coisa que Sim Senhor nos trouxe neste ano foi sua mensagem , onde um homem passa a viver de verdade quando decide simplesmente dizer Sim a tudo que lhe é oferecido, abandona seu egoísmo e seu desinterese pelas pessoas ao seu redor. É um daqueles filmes para se ficar rindo horas depois de ter terminado e melhor, nos mostra uma ideologia de vida possível e que pode melhorar muitos problemas de nossa sociedade acostumada com a rotina.

16. A Proposta

Um dos filmes que trouxe a grande atriz Sandra Bullock ao grande estrelato. Muitos dizem que 2009 foi seu ano, foi eleita a personalidade do ano por algumas revistas além de ter sido a atriz a faturar mais nos cinemas, desbancando atrizes do porte de Maryl Streep. Em A Proposta, Sandra Bullock prova que está melhor do que nunca e que esses novos títulos não vieram em vão. Uma das melhores comédias românticas do ano, ela que contracena com o ótimo Ryan Reynolds, tráz a divertida história de uma chefe durona que para não ser deportada para o Canadá mente para as autoridades sobre seu repentino casamento com um americano, seu assistente. O problema é que eles terão de mentir pra valer, ela terá que enfrentar a família do bom rapaz e se fazer de romântica e apaixonada só para conquistar seus objetivos, o resultado disso é simplesmente hilário. A química entre os dois é sensacional, numa história divertida, envolvente, com situações inusitadas e com cenas muito bem interpretadas por seus protagonistas.

15. Surpresas do Amor

Tinha tudo para ser só mais uma comédia romântica. Mas assim como o título, a história nos reservara grandes surpresas, e das boas. Não é sobre duas pessoas que se amam e passam o filme inteiro discutindo em situações engraçadas, passando, assim pelos obstáculos e enfim ficam juntos. Os dois já estão juntos e há um bom tempo e apartir de então surgem os conflitos, principalmente quando se deparam com as família de cada um, logo que ela assim como ele, tem pais separados e com outras famílias, ou seja, os dois tiveram que enfrentar quatro famílias de uma vez só no Natal. Parecia ser bobinho e muito simples, até que nos deparamos com famílias com histórias interessantes capaz de nos prender do ínicio ao fim do filme, além do fato, dos conflitos gerados entre os protagonistas e seus parentes, acabam envolvendo, é claro, o passado, e nele, as mágoas e os medos particulares de cada um. Um filme que debate sobre como levamos nossa vida, que coloca em discussão o casamento, família e suas doutrinas, aquelas tradições que são impostas pela sociedade mas nem ao menos são refletidas.

14. Anjos e Demônios

Ágil, dinâmico, tenso e ousado. Este é Anjos e Demônios, filme de Ron Howard baseado no best seller de Dan Brown. Muito melhor que a adaptação de Códigos da Vince, neste, parece que toda a equipe se reformula, se recicla, começam do zero e fazem um filme maravilhoso, nos proporcionando uma visão imapactante sobre as palavras de Brown, uma adaptação falha quanto texto, mas em nenhum momento falha como filme, e mesmo que se diferencie do livro, o roteiro brilhantemente escrito consegue preencher os buracos que poderia ter ficado, apagando partes essenciais da trama, mas completando com outras inventadas, não deixando a sensação de vazio. Para quem curte filmes de suspense policial, este é perfeito. Eu, como adorador das obras de Dan Brown me senti grato por esta grande adaptação. Um filme comercial, mas muito, muito bem feito.

13. Bolt - Super Cão

Estreiou no primeiro dia do ano, mostrando que o ano de 2009 começou com o pé direito. Tinha a ano inteiro para chegar as animações que sempre chegam, a badalada disputa entre Dreamworks e Disney Pixar ainda continua, mas por incrível que parceça, a Disney, somente, sem a Pixar, na minha opinião foi a vencedora do ano, por Bolt, sim, isso mesmo, a melhor animação do ano! Simples, inteligente e engraçada, esta é a história do cão que acreditava ser herói quando todos ao seu redor lhe fizeram acreditar nessa grande mentira para ganhar dinheiro a suas custas em um programa de TV, sua vida era uma completa enganação, sua casa, um cenário, sua dona, uma atriz. Até que quando ele, inocentemente, pensando que sua dona foi sequestrada por terríveis vilões, ele parte para a cidade para encontrar a pessoa que mais amava no mundo. Mas nessa jornada ele se depara com personagens hilários que lhe mostram como é ser um cão de verdade, como é viver, ele descobre que não é herói e nem tem superpoderes, mas descobre que ser um simples cãozinho, que abana o rabinho para um desconhecido e coloca a língua para fora do carro para levar o vento na cara pode ser bem recompensador. O melhor, ponto!

12. Foi Apenas Um Sonho

A grande aposta do ínicio do ano, mas esquecido nas premiações, Foi Apenas Um Sonho é simplesmente incrível. Tão belo quando profundo, tão chocante quanto complexo. Essa forte e intensa história de amor, sobre um casal que depois de casados se cansam da rotina, da vidinha suburbana, casa limpinha, roupa passada, trabalho todos os dias. Como alguém pode ser feliz vivendo assim, como todo mundo? Essa é a questão do filme, onde uma mulher se joga até o fundo do poço para se livrar dessa triste rotina, para encontrar finalmente a felicidade que ela não encontra nessa vidinha. Uma história brilhante que vai tão fundo em nossa alma, que choca, parace que levamos um soco na cara, o filme termina e ficamos um longo prazo refletindo sobre o que queremos de nossa vida e o que somos capazes de fazer por nossa felicidade. Leonardo Dicaprio está incrível, mas é Kate Winslet quem rouba a cena, ela arregassa, ela mergulha nessa loucura junto com sua personagem, está perfeita.

11. A Troca

O Melhor desempenho de Angelina Jolie desde "Garota, Interrompida". Em A troca, ela vive a mulher que perdeu seu filho, mas devido ao bom desempenho da polícia e dos investigadores, que assim queriam mostrar para a mídia, devolveram rapidamente seu garoto, mas logo ela percebe que houve um engano, houve uma troca, não era seu filho e ela passa a lutar com todas as suas forças para recuperá-lo. E vai descobrir nessa jornada uma coragem que jamais imaginou ter, além da corrupção e das mentiras por trás da polícia da época. Ela é julgada louca, e este caso começa a ter proporções inimagináveis, onde um ciclo de mistérios começam a ser revelados. Dirigido pelo mestre Clint Eastwood, um filme belo, emocionante, com uma parte técnica impecável, que envolve uma trilha sonora envolvente, assim como a bela fotografia, os cenários e os figurinos. Um filme de mestre!

10. Uma Prova de Amor

A emocionante história de uma garota gerada para salvar a vida de sua irmã com câncer. Até que ela cresce e aos 11 anos de idade vai até a justiça para ganhar emancipação sobre seu próprio corpo, ou seja, poder opinar sobre o que sua família quer fazer com ele, seje numa operação ou numa doação de órgão. E mais do que isso, o filme nos relata o cotidiano dessa família que vai se desestruturando aos poucos devido a doença da filha, e da tristeza da garota em ver que sua doença trás a infelicidade daqueles que tanto ama. Intenso, belo, sensível, delicado e profundamente comovente, simplesmente impossível não se envolver com essa história incrível, dirigido por Nick Cassavetes e com interpretações marcantes de Cameron Diaz e Abigail Breslin.

09. Marley e Eu

Estreiou no fim de 2008, mas entra na lista, por não ter tido a chance de ter entrado na lista do ano de estréia e por ter sido exibido nos cinemas em boa parte em 2009. Baseado no livro de John Grogan, Marley e Eu trás a divertida e comovente história de uma família, sim basicamente, de uma família, assim como a minha, assim como a sua ou a do seu vizinho. De pessoas que se encontram, se casam, constituem uma família, se deparam com os conflitos do cotidiano. Mas o diferencial, fica pelo fato de ter sido narrada apartir da entrada de um novo membro desta família, Marley, o pior cão do mundo, que destrói tudo o que vê, atrapalhado e hiperativo, mas transforma a vida desse casal, colocando a vida deles de cabeça para baixo. Muito mais do que isso, o filme, assim como o livro, relaciona a nossa vida com a do cachorro e o quanto temos que aprender com ele, logo que ele dá valor em mínimas coisas, coisas que mal enchergamos. Engraçado, por outro lado, um dos filmes mais comoventes do ano, impossível não deixar de derramar uma lágrima por essa história.

08. O Leitor

Com mais uma memorável intrepretação de Kate Winslet, O Leitor conta sobre o relacionamento de um jovem com uma mulher bem mais velha, eles se encontram e a pedido da moça, ele lê vários livros para ela, até que ela some misteriosamente. Anos mais terde, ele um estudante de direito, se depara com a mulher que amou na juventude nos bancos do tribunal sendo acusada de ter matado judeus na época da Segunda Guerra Mundial. Até que ele mergulhando nas lembranças do passado, percebe que ela guarda um grande segredo, um segredo que pode salvar sua vida. Filme maravilhoso, muito bem dirigido por Stephen Daldry, um roteiro brilhante baseado no livro de mesmo nome. Emocionante, memorável.

07. O Casamento de Rachel

Fantástico! Direção de Jonathan Demme, trás a história de Kym, uma ex-drogada e protagonista de vários conflitos familiares que residente de uma casa de repouso retorna a casa da família para o casamento de sua irmã, Rachel. Mas essa volta, trás a tona o triste passado dessa família, seus medos, suas conturbadas memórias que ficaram apagadas durante anos mas que retornam com o sarcasmo de Kym em busca de perdão. Uma das experiências cinematográficas mais incríveis do ano, filmado em tom documental, o longa entra fundo na alma das personagens, construindo conflitos tão verdadeiros e comoventes. Anna Hathaway tem umas das performances mais marcantes de 2009, tão brilhante, ousada, trabalhando com perfeição as multiplas faces dessa grande personagem.

06. Distrito 9

Dirigido pelo iniciante em longa metragens Neill Blomkamp, Distrito 9 conquista a sexta posição por renovar a gênero Ficção Ciêntífica, por trazer as naves e os extraterrestres para a Terra de maneira original e surpreendente. Depois de 20 anos vivendo numa área reservada na África do Sul, Et's , são obrigados, devido a tantos protestos da população local, a se retirarem, entretanto, isso começa a gerar uma série de conflitos, principalmente quando o líder da campanha de despejo é "contaminado" e começa a se tornar um alienígena, e quando se torna um deles, começa a ver o mundo pelo ponto de vista dos aliens e encherga a crueldade por trás de todo esse projeto. Original, diferente de tudo o que já foi mostrado, nos minutos de projeção acreditamos em tudo, como se tudo fosse real, como se tudo fosse possível. Fantástico!

05. O Curioso Caso de Benjamin Button

A história do homem que nasceu velho e foi, conforme o passar dos anos, rejuvenescendo. Maluco, genial, brilhante, criativo, um dos roteiros mais inusitados do ano. Se fosse só isso já estava bom, mas o filme do gênio David Fincher vai muito além, traça uma incrível jornada deste homem incomum, Benjamin Button, que sofre, que ama, que vive, que sonha e que também perde. Uma fábula sobre a vida, sobre o tempo, sobre a morte. O que fazemos de nosso tempo? será que sabemos aproveita o melhor dele? Nem tudo é para sempre e além das vitória, a vida ainda nos trás grandes perdas. Um filme difícil de encontrar uma palavra para definí-lo, é como um poema, um belo verso, um sonho, uma bela canção. É algo que vemos, mas temos dificuldade em chegar em alguma conclusão, apenas sentimos e levamos conosco as lições aprendidas.

04. Gran Torino

Tendo lançado dois filmes em 2009, Clint Eastwood se consagra, entretanto, Gran Torino é mais a sua cara, vemos e sentimos mais de Clint, nos diálogos, nas cenas, A Troca é ótimo, mas este é ainda melhor. Um velho que se auto exclui de todo o mundo após a morte da esposa, e vendo que seus filhos mantinham uma relação de interesse com ele, decide viver em um bairro isolado de todos. Vive com as marcas de um passado violento como guerrilheiro e seu instinto de herói volta quando seus vizinhos passam a ser ameaçados por uma gangue local. Como ator, ele é ótimo, e como diretor, brilhante. Constrói um filme tenso, com um clima pesado, mas ao mesmo tempo, belo e delicado, capaz de emocionar qualquer um. Palmas para mais um incrível filme deste grande diretor, que fica aqui, como um dos melhores do ano!

03. (500) Dias Com Ela

O garoto que conhece a garota. Ele se apaixona, ela não! Eles se envolvem intensamente, mas tudo acaba em um período de 500 dias. Revoltado, o jovem revira todos os acontecimentos deste conturbado, envolvente, inconsequente, louco, divertido e apaixonante relacionameto, para entender o porquê do fim. O filme nos proporciona essa mágica jornada, dos momentos felizes, dos momentos tristes, dos altos e baixos desse casal completamente fora do comum. A melhor comédia do ano, o filme mais carismático e encantador de 2009! Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel vivem este louco casal, e juntos formam uma adorável dupla, uma química fantástica. Além de possuir uma das melhores trilhas sonoras e cenas antológicas! Divertido, original, ousado e encantador!

Título Original: 500 Days of Summer

Gênero: Comédia Romântica

Direção:
Marc Webb

Roteiro:
Scott Neustadter e Michael H.Weber

Elenco:
Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel











02. Avatar

Avatar. A revolução está aqui. Tudo o que já foi feito nos cinemas se renova e ganha uma nova cara, este feito histórico está sob os comandos do brilhante James Cameron e revitaliza junto com Distrito 9 a ficção Ciêntífica. Cria um novo mundo, seres inimagináveis, fantásticos, animais exóticos e naves com design futurístico, um mundo cheio de beleza e tudo tem alma, tem vida, tem sentimento. Cada detalhe, temos a impressão de ter sido feito com tanta dedicação e competência, pois o resultado é estrondoso, é gigantesco, vai além do imaginável, vai além de qualquer expectativa. Incrível!

Título Original: Avatar

Gênero:
Drama

Direção:
James Cameron

Roteiro:
James Cameron

Elenco:
Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi




01. Quem Quer Ser um Milionário?



Dirigido por Danny Boyle e vencedor de prêmios importantes. Não o coloco aqui na primeira posição por ter ganho Oscar ou qualquer outra coisa, o coloco aqui, porque esta obra prima merece estar.

Num programa de TV, um favelado prestes a se tornar milionário Mas como compreender o fato de um jovem que não tinha nada, saber tantas coisas? A resposta: sua própria vida! Nos bastidores, ele é torturado até que prove como soube responder todas as questões antes que responda a última, aquela que lhe faria um milionário de verdade. Para responder a essa questão ele volta em suas mais profundas lembranças, conta sua triste, inusitada e divertida história, onde em cada fato marcante que presenciou ou até mesmo naqueles pequenos detalhes de sua vida, ele aprendeu algo e a cada pergunta do programa, ele relacionava com o que viveu. Seu nome era Jamal, viveu uma infância sofrida, rodeada por miséria, uma mãe assassinada, um irmão prestes a entrar no crime, mas ele não queria ser como o irmão, não queria o mal, sabia que a violência era a única alternativa para conseguir seguir em frente neste mundo de lobos, mas ele não queria sobreviver, ele queria viver, e encontrou um grande motivo para querer isso: o amor.

Ele conhece latika na infância, seus destinos são cruzados e durante anos eles vivem entre encontros e desencontros. Eles são raptados, quase morrem, eles se separam, eles se reencontram, são usados por mafiosos afim de dinheiro fácil, seu irmão se rende e entra para o crime, Jamal não, vai atrás de Latika e depois de tantas tentivas falhas ele decide entrar no programa Quem Quer Ser um Milionário? para ganhar notoriedade e assim talvez, fazer com ela o visse e finalmente pudessem se encontrar e serem felizes.

Uma história que tem como pano de fundo a miséria, a violência, mas seu intuito não é fazer uma crítica social, sobre conflitos regionais, é sobre amor, e mais que isso, sobre a luta de um jovem por uma vida melhor, e mesmo quando o mundo ao seu redor se despedaça ele ainda encontra forças para querer viver e encontrar o grande amor de sua vida. É sobre ter fé, esperança, acreditar que tudo pode melhorar.

É original, é belo, um filme muito bem conduzido, com uma câmera ágil que nos remete a Cidade de Deus, com uma edição muito bem trabalhada e uma trilha sonora empolgante, valorizando sempre a riqueza da cultura indiana. É diferente, é divertido mesmo num cenário tão triste, nos faz ter esperança numa história sobre perdas, nos faz querer lutar por algo, mesmo que esteje fora de nosso alcance. Sem mais rodeios, O MELHOR FILME DE ANO!

Título Original: Slumdog Millionaire

Gênero:
Drama

Direção:
Danny Boyle

Roteiro:
Simon Beaufoy

Elenco:
Dev patel, Freida Pinto, Madhur Mittal

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