Pelo menos uma vez ao ano, surgem comédias românticas, que valem a pena serem assistidas e admiradas, ano passado com o cult "500 Dias com Ela" e uma das surpresas "Ele Não Está Tão Afim de Você", este ano, fica para "Amor à Distância" como aquela que merece destaque, num gênero onde ninguém espera muita coisa, logo, quando apresentam novidades, surpreendem fácil.por Fernando Labanca
No filme, Garret (Justin Long), vive em Nova York e trabalha numa gravadora, o que não lhe trás muita satisfação, logo que percebeu que o que lucra nem sempre é de qualidade. Essa satisfação ele encontra nas mulheres, e por isso, vive se relacionando com várias, sem se entregar verdadeiramente, só por passatempo e diversão. Até que conhece Erin (Drew Barrymore) num bar, os dois logo fazem amizade e percebem muita afinidade e na mesma noite...transam. Os dois começam a se encontrar é quando ele descobre que ela é de São Francisco, faz pós em jornalismo e está passando apenas seis meses na cidade para um estágio e logo voltaria.
Só lhes restavam seis semanas, os dois aproveitam ao máximo, e o que era apenas um "caso de verão" sem futuro, sem compromissos, acaba virando paixão. Ela vai embora, e ambos decidem continuar a relação mesmo distantes, enfrentando esta dificuldade que é muito comum na vida das pessoas. A partir de então, Erin e Garret mergulham no mais improvável relacionamento, mensagens de texto, ligações, e-mails, onde até mesmo o sexo é via telefone, mas as coisas ficam mais tensas quando eles começam a refletir sobre o futuro e se os dilemas e incertezas que vivem terão mesmo validade.

Assim como "Ele Não Está Tão Afim de Você", o filme aborda temas bastante atuais e que se encaixam perfeitamente na vida de muitas pessoas, portante, facilmente ganha a identificação do público. E a história de amor à distância é muito bem desenvolvida pelo roteiro, onde consegue tirar o máximo proveito das situações, na maioria das vezes com bastante humor, mas mostrando as dificuldades e conflitos que este tipo de relacionamento pode gerar, claro, que muitas vezes é tudo muito exagerado, mas é comédia, o exagero das situações é essencial.
"Amor à Distância" tem tudo para agradar o público e ser, talvez, a comédia romântica do ano. Atores competentes e extremamente carismáticos, humor afiado, boas sacadas, referências ao anos 80 como "Top Gun" e "Dirty Dancing", ou como os mais contemporâneos como "Um Sonho de Liberdade" e uma imitação impagável de Morgan Freeman, ou uma piadinha a Michael Bay e seu filme-desastre total "Transformers", belas e variadas locações e uma trilha sonora arrebatadora, que conta com The Cure e seu clássico "Just Like Heaven" e The Pretenders com "Don't Get me Wrong", além da banda indie mais atual "The Boxer Rebellion".
Drew Barrymore, da menina de ET a uma das atrizes mais lucrativas de Hollywood, carisma é seu forte, talvez se fortaleceu na indústria devido a ele. Vê-la em cena é algo surreal, sua atuação é ótima, nada tão surpreendente, mas há um brilho em sua atuação que nem todas as atrizes possuem, sabe ser divertida e exagerada com muita naturalidade. Justin Long também diverte em cena e junto com ela, fazem um dos casais mais agradáveis do ano, que torcemos de verdade. Os coadjuvantes agradam, os amigos de Garret, interpretados pelos comediantes Charlie Day e Jason Sudeikis, praticamente improvisando em cena, e ainda a bela e divertidíssima Christina Applegate, da série "Samantha Who?", como irmã de Erin, excelente como coadjuvante.
O erro, acredito, que seja pelas longas cenas desnecessárias, como as conversas de Garret e seus amigos, que nada somam na história, só pelo humor mesmo, e que muitas vezes, nem o humor funciona. Tirando isso, o resto é incrível. "Amor à Distância" é incrível por inovar em alguns elementos, como apimentar mais as comédias românticas, quebrando um pouco as regras, palavrões, cenas de sexo, isso pode pegar alguns de surpresa, e ser mal visto por muitos, porém, querendo ou não, é uma fuga daquilo que sempre é muito correto, além de criar o que podemos chamar de "anti-heróis" das comédias românticas, Erin e Garret são duas pessoas fracassadas profissionalmente e que se entregam um ao outro de forma mais radical e isto na tela, acaba sendo mais original, longe do convencional, enfim só assistindo pra entender o que quero dizer. Resumindo, assista, mesmo aqueles que tem preconceito com este gênero, pode se surpreender com esta pérola.
Só lhes restavam seis semanas, os dois aproveitam ao máximo, e o que era apenas um "caso de verão" sem futuro, sem compromissos, acaba virando paixão. Ela vai embora, e ambos decidem continuar a relação mesmo distantes, enfrentando esta dificuldade que é muito comum na vida das pessoas. A partir de então, Erin e Garret mergulham no mais improvável relacionamento, mensagens de texto, ligações, e-mails, onde até mesmo o sexo é via telefone, mas as coisas ficam mais tensas quando eles começam a refletir sobre o futuro e se os dilemas e incertezas que vivem terão mesmo validade.

Assim como "Ele Não Está Tão Afim de Você", o filme aborda temas bastante atuais e que se encaixam perfeitamente na vida de muitas pessoas, portante, facilmente ganha a identificação do público. E a história de amor à distância é muito bem desenvolvida pelo roteiro, onde consegue tirar o máximo proveito das situações, na maioria das vezes com bastante humor, mas mostrando as dificuldades e conflitos que este tipo de relacionamento pode gerar, claro, que muitas vezes é tudo muito exagerado, mas é comédia, o exagero das situações é essencial.
"Amor à Distância" tem tudo para agradar o público e ser, talvez, a comédia romântica do ano. Atores competentes e extremamente carismáticos, humor afiado, boas sacadas, referências ao anos 80 como "Top Gun" e "Dirty Dancing", ou como os mais contemporâneos como "Um Sonho de Liberdade" e uma imitação impagável de Morgan Freeman, ou uma piadinha a Michael Bay e seu filme-desastre total "Transformers", belas e variadas locações e uma trilha sonora arrebatadora, que conta com The Cure e seu clássico "Just Like Heaven" e The Pretenders com "Don't Get me Wrong", além da banda indie mais atual "The Boxer Rebellion".
Drew Barrymore, da menina de ET a uma das atrizes mais lucrativas de Hollywood, carisma é seu forte, talvez se fortaleceu na indústria devido a ele. Vê-la em cena é algo surreal, sua atuação é ótima, nada tão surpreendente, mas há um brilho em sua atuação que nem todas as atrizes possuem, sabe ser divertida e exagerada com muita naturalidade. Justin Long também diverte em cena e junto com ela, fazem um dos casais mais agradáveis do ano, que torcemos de verdade. Os coadjuvantes agradam, os amigos de Garret, interpretados pelos comediantes Charlie Day e Jason Sudeikis, praticamente improvisando em cena, e ainda a bela e divertidíssima Christina Applegate, da série "Samantha Who?", como irmã de Erin, excelente como coadjuvante.
O erro, acredito, que seja pelas longas cenas desnecessárias, como as conversas de Garret e seus amigos, que nada somam na história, só pelo humor mesmo, e que muitas vezes, nem o humor funciona. Tirando isso, o resto é incrível. "Amor à Distância" é incrível por inovar em alguns elementos, como apimentar mais as comédias românticas, quebrando um pouco as regras, palavrões, cenas de sexo, isso pode pegar alguns de surpresa, e ser mal visto por muitos, porém, querendo ou não, é uma fuga daquilo que sempre é muito correto, além de criar o que podemos chamar de "anti-heróis" das comédias românticas, Erin e Garret são duas pessoas fracassadas profissionalmente e que se entregam um ao outro de forma mais radical e isto na tela, acaba sendo mais original, longe do convencional, enfim só assistindo pra entender o que quero dizer. Resumindo, assista, mesmo aqueles que tem preconceito com este gênero, pode se surpreender com esta pérola.NOTA: 9






Uma história sobre perdão, sobre pessoas que por algum motivo deixaram de seguir em frente, mas que nessas horas, terão seus medos, suas fraquezas, suas crenças confrontadas. Ainda vemos várias aparições do número 82, referência de uma passagem bíblica, êxodo 8:2, uma breve metáfora sobre o perdão, onde há uma chuva de sapos e no filme, isso ocorre literalmente. E há quem diga que magnólia seja a flor do perdão, ou seja, um filme cheio de simbologias.




































