sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Crítica: As Melhores Coisas do Mundo (2010)

Filme de Laís Bodanzki, entra para a lista dos principais filmes nacionais do ano, e ao meu ver, o melhor de todos. Um filme diferente e novo aqui no país, com uma linguagem mais jovem, preenchendo o vácuo deixado pelo estilo aqui no Brasil, logo que, são pouquíssimos os filmes para este público.

por Fernando Labanca

No longa, Mano (Francisco Miguez) é um adolescente de 15 anos, tem seu grupinho de amigos, e junto com eles presencia a grande fase da vida, a fase onde tudo muda, onde algumas decisões feitas podem afetar toda suas vidas. Sua melhor amiga é Carol (Gabriela Rocha), que por sua vez, é apaixonada por um professor (Caio Blat), o que para ele é ridículo da parte dela. Enquanto isso, ele faz aulas de violão para conquistar a garota mais popular da escola.

Sua vida andava bem, até que seus pais se separam, pois, seu pai sai de casa para viver com outro homem, ou seja, seu pai é homossexual assumido, e como ele mesmo diz, o maior paradoxo de todos, e devido a isso, sua mãe (Denise Fraga) começa a passar por momentos difíceis. Na escola teme que os outros descubram a verdade, pois é o local onde todos são taxados de alguma coisa.

Eis que Carol beija o professor e uma série de acontecimentos começam a mudar o rumo dos estudantes, pois o professor é expulso da escola, Carol briga com Mano pois acha que foi ele quem dedurou e para piorar, a escola descobre que Mano é filho de um homossexual, enquanto isso, a garota que tanto amava é humilhada pois foram encontradas fotos sensuais dela, e juntando com uma jovem que era escluída pois achavam que ela era lésbica, Mano então, decide reunir todas essas pessoas e formar um grêmio da escola, o grêmio "Mundo Livre" e colocar um fim na maneira como os estudantes agem, não mais bullying, sem mais taxações, permitindo que cada um seja livre para ter o que quiser e sem quem realmente quer ser.

Um filme, acima de tudo, sincero, com pensamentos, personagens e dilálogos reais. Um retrato interessante sobre o que é ser jovem, expondo não só as maravilhas de ser um, mas também as complicações, os dilemas e as dificuldades. Todos os personagens são muito bem escritos e muito bem interpretados por jovens atores, mas que compreenderam a intenção da diretora e foram muito verdadeiros em suas atuações.

Todo o universo criado por Laís Bodanzki é muito novo aqui no país, infelizmente, essa linguagem mais jovem está longe de ser prioridade no cinema nacional, sendo grande parte do público nos cinemas, são os adolescentes e raramente são representados no cinema nacional. "As Melhores Coisas do Mundo" surge, então, provando que é possível fazer um filme inteligente utilizando esta linguagem. Aqui os jovens, diferente do que é mostrado no cinema norte-americano, não estão preocupados em fazer sexo antes da faculdade, suas preocupações são maiores e muito mais compatíveis com a realidade, sexo também é uma preocupação, mas não ocupa 100% da mente, que tem problemas como os pais, com os amigos e professores. No filme, os alunos passam a se preocupar como a maneira que são expostos para os outros, talvez essa preocupação ainda não exista e o bullying é uma preocupação e infelizmente está presente nas escolas, mas o filme levanta um ponto a ser discutido e refletido entre os jovens, e por isso, já vale a pena, e prova seu grande conteúdo e sua grande intenção, como cinema, maravlhoso, como papel social, fundamental.

Os atores veteranos, todos bons, como Caio Blat e Paulo Vilhena, entre outros, mas o destaque vai para Denise Fraga, excelente em cena. Os atores iniciantes se dão bem, o protagonista é vivido por Francisco Miguez, que aliás, já foi até premiado em alguns festivais, e assim como todos no elenco, dá muita verdade para sua interpretação e acreditamos que ele realmente é um estudante e age como qualquer colega nosso. Destaque também para Gabriela Rocha, sua melhor amiga, hiper espontânea, carismática e uma das personagens mais interessantes do longa e sua química com Francisco é ótima e suas conversas, hilárias e muito bem escritas, que saem naturais, como qualquer conversa de um adolescente.

Palmas para Laís Bodanzki como diretora que construiu um filme nacional único, e palmas para todo o elenco que se saiu muito bem. "As Melhores Coisas do Mundo" merece ser visto, uma outra visão do nosso cinema, e que apesar de explorar o universo de jovens brasileiros que muito tem a influência norte-americana, o filme ainda consegue ter uma "pegada" bastante nacional, principalmente pela trilha sonora, ótima, aliás, e com tudo o que é construído, pelos diálogos, pelos pensamentos, pela escola e pela maneira como ela é tratada. Um filme divertido, delicioso, carismático, emocionante e memorável.

NOTA: 10

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

3 em 1: Comédia Romântica

Comédia Romantica, um gênero um pouco duvidoso, devido a falta de criatividade daqueles que as criam. Duas pessoas se conhecem de uma forma inusitada, durante o filme há alguns conflitos bobos para no final perceberem que se amam. Entretanto, confesso que ainda tenho esperanças no gênero pois sempre encontro algum com que me identifico, são raridades, mas sei ainda existem, citarei algumas que assisti nos últimos dias, que não são necessariamente os melhores exemplos para o estilo, mas que por determinados motivos, valem a pena serem conferidas, seja por algum ator ou atriz ou por alguma inovação.

por Fernando Labanca

Simplesmente Complicado (It's Complicated, 2009)

Com direção de Nancy Meyers, veterana nas comédias românticas, criadora de algumas das melhores do gênero, como "Alguém Tem que Ceder" e "O Amor Não Tira Férias", ela retorna no que a consagrou e como roteirista e diretora, inegavelmente na atualidade é uma das melhores. Para completar, ainda tem em mãos a protagonista de ouro, Maryl Streep.

Jane (Streep) é uma mulher madura e independente, mãe de três filhos, separada há dez anos e vive muito bem sózinha. Tem uma relação bastante amigável com seu ex, Jake (Alec Baldwin), que por sua vez, está casado com uma mulher bem mais nova. Até que quando um dos filhos está para se formar em outra cidade, a família faz uma viagem, o que faz com que todos se reúnem, porém, deste encontro, ocorre algo que ninguém imaginava, Jane e Jake depois de algumas bebidas acabam transando e passam a manter um relacionamento secreto, o que a torna amante de seu ex, a outra mulher, a mulher que ela sempre detestou e nunca imaginou ser.

Eis que em sua vida, surge Adam (Steve Martin), um arquiteto renomado, educado e inteligente, tudo o que Jake não é, e depois de alguns encontros, ela fica dividida entre começar do zero um relacionamento com quem admira e respeita ou voltar no tempo e retomar aquilo que não terminou no passado.

História interessante, uma brincadeira de Nancy Meyers com a inusitada hipótese daquela que um dia foi traída, tomar as rédeas do jogo, virar o mesa e se tornar a amante. E no roteiro, essa idéia flui bem, realmente divertido as situações, entretanto, nem tudo flui tão bem assim. Tudo ocorre bem no longa, eis que Meyers decide incluir determinados elementos completamente fora de contexto, como a personagem de John Krasinski (o Jim, da série The Office), com bastante destaque na trama, ele não altera nada e só piora, não pela atuação, que aliás está correto, mas pela personagem inútil mesmo. Outro problema é a patética sequência de Maryl Streep e Steve Martin fumando um "baseado", simplesmente essa foi a gota d'água, ou seja, o que já não estava indo tão bem, vai por água abaixo nessas cenas, deixando de ser um filme respeitável, até porque o modo como a sequência funciona é totalmente grotesca, sem graça, criada por alguém que não entende nada desses "negócios" mas quer bancar de "cool".

Maryl Streep está incrível, maravilhosa, adorei sua personagem e sua atuação. Steve Martin provando ser um ator mais versátil, deixando o humor escrachado de lado e encarnando um personagem mais sério e convense. Alec Baldwin, convense no humor e sua veia cômica só melhora o filme e sua química com Streep funciona, por outro lado, nas cenas mais sérias, deixa a desejar. Ou seja, "Simplesmente Complicado" é interessante até certo ponto, digamos, é algo assistível, porém, o pior de Nancy Meyers.

NOTA: 6






Maluca Paixão (All About Steve, 2009)

Vencedor do Framboesa de Ouro este ano de Pior Atriz para Sandra Bullock, que em contra partida ganhou o Oscar, o filme ainda trás Thomas Haden Church e Bradley Cooper no elenco. Sempre tive o pé atrás com este longa, pelo título, pela capa, pelo trailer e pelas indicações ao Framboesa de Ouro, por outro lado, tinha Sandra Bullock como protagonista, eis que tive a oportunidade de vê-lo e enfim formar minha própria opinião, então vamos lá.

Em "Maluca Paixão", Mary (Bullock) é uma mulher excêntrica, diferente na forma de ser, agir e se vestir, trabalha fazendo palavras cruzadas para um jornal e devido a isso é ótima em palavras. Num encontro às escuras, conhece Steve (Cooper), um cinegrafista da CNN. Ele, se assusta com a personalidade de Mary e ela tem a certeza absoluta que ele á homem de sua vida.

Decidido a nunca mais encontrá-la, Steve parte numa grande reportagem, num lugar muito distante, ao lado de seus colegas de trabalho, Angus (Ken Jeong) e o repórter narcisista Hartman (Church), o que ele não imaginava é que Mary vai atrás dele. Ela enfrenta milhões de obstáculos para encontrá-lo e provar que foram feitos um para o outro.

Não há muito mais para comentar da história, o resto é só palhaçada, o filme viaja muito, o que o torna algo nada previsível, pois nunca dá para saber o que vai acontecer, tudo de mais louco acontece, Mary enfrenta desde um tornado, até ficar presa num buraco com kilômetros de profundidade, tudo por amor! Engraçadinho, só isso, não há nenhuma cena em que a risada apareça, só um sorrisinho sem graça, até porque o roteiro se esforça mais no humor forçado em situações exageradas do que na comédia mesmo.

Sandra Bullock definitivamente não mereceu seu Framboesa, já fez coisas piores em sua carreira e sua Mary está longe de ser classificada como a pior. A atriz se esforça, constrói uma personagem estranha, mas carismática e sua atuação não está nada mal, muito pelo contrário, está simplesmente hilária. Thomas Haden Church está bom em cena, diferente de seu colega, Bradley Cooper, bem fraco.

Mas teve algo que me chamou muito a atenção em "Maluca Paixão" e por isso merece ser comentado, seu final. Que foi contra todos os "padrões" hollywoodianos em comédias românticas, foi algo inovador e surpreendente, e só pelo final, vale a pena conferir. A verdade é que vi o filme com expectativas tão baixas que a sensação que tive é que é algo muito melhor do que aparenta ser, que apesar dos exageros, no fim, percebemos que tudo teve um propósito para a mensagem final: não mude pelos outros! Com piadas sem graça, algumas até que funcionam, cenas forçadas e algumas sequências grotescas (nem todas), "Maluca Paixão" força a barra por uma boa intenção, e boas intenções é o que vale.

NOTA: 7






Casa Comigo? (Leap Year, 2010)

Lançado diretamente em DVD aqui no Brasil, "Casa Comigo?" é um delicioso filme com a queridíssima Amy Adams e Matthew Goode. E como tradição aqui no Cinameteca, deixo o melhor para o final.

No filme, Anna (Adams) é uma mulher extremamente romântica que se decepciona por não ganhar um anel de noivado no aniversário de quatro anos de namoro com Jeremy (Adam Scott). Decidida a não ficar de mãos vazias toma uma grande decisão, e quando Jeremy viaja para Dublin a trabalho, vem em sua mente o pretexto perfeito. Numa antiga tradição irlandesa, as mulheres pediam seus namorados em casamento nos anos bissextos, e Anna, então, decidi viajar a Irlanda para pedí-lo exatamente no dia 29 de fevereiro.

Porém, nesta viagem, ela acaba parando no lado errado do país, parando especificamente numa cidadezinha bem sem graça, bem interiorrrr mesmo. Lá, ela conhece Declan (Goode), um irlandês arrogante e taxista e promete levá-la até seu destino correto. Até que, devido a um incidente, ele perde seu carro, mas como parte de sua promessa, ele passa a guiá-la, o problema é que ambos não se suportam devido a personalidades completamente destintas e por se desintederem em vários aspectos. E nessa viagem em busca de ter seu casamento, ela acaba percebendo que o que procura não é exatamente o que precisa.

Parece bobo, mas "Casa Comigo" surpreende fácil. Nesta viagem, muitas coisas interessantes acontecem e o filme nunca derrapa, muito pelo contrário, ele vai crescendo e evoluindo, isso devido ao ótimo roteiro que permitiu que muitas coisas acontecessem, e nisto temos o privilégio de vermos diversas locações, belas, por sinal, e facilmente entramos na história e nos identificamos e viajamos juntos e é tudo muito belo, bem feito, divertido e algumas vezes comovente. Poucas comédias românticas se preocupam em levar o público a um universo novo, a história não é tão inovadora, mas a forma como ela é mostrada é o grande diferencial.

Amy Adams é sempre bela, divertida e carismática ao extremo, parece que ela nem existe de tantas coisas boas que ela consegue transmitir na tela, sua ótima interpretação só aumenta o nível do longa que por si só é alto. Matthew Goode também agrada e juntos tem uma ótima química, simplesmente delicioso ver os dois juntos, se o filme tivesse quatro horas, ficaria lá sem cansar, de tão interessante e delioso que é o longa, bem diferente do que se espera não só de uma comédia romântica, mas também de um filme que foi direto para locadora, que aliás, algumas vezes surgem algumas pérolas, e este com certeza é uma delas. Simplesmente surpreendente.

NOTA: 9,5

domingo, 14 de novembro de 2010

3 em 1: Inglaterra

Filmes ingleses sempre me chamaram a atenção, sempre conservadores e muito elegantes, o cinema da Inglaterra tem muito a mostrar e vale a pena conferir. Selecionei três que vi recentemente, todos com temáticas leves e muito bem produzidos: Brilho de Uma Paixão, Educação e Tinha Que Ser Você.

por Fernando Labanca


Brilho de Uma Paixão (Bright Star, 2009)

Com uma produção que conta também com paises como França e Austrália, o filme é dirigido por Jane Campion (O Piano) e explora os sentimentos por trás dos poemas de John Keats.

Londres, 1818. John Keats (Ben Whishaw) é um poeta muito criticado na época e ao lado de seu melhor amigo, Sr. Brown (Paul Schneider), ele escreve sobre seus sentimentos e tenta não ligar para como suas palavras são recebidas pelos outros. Seu irmão está muito doente e devido a isso, sua vizinha, Fanny Brawne (Abbie Cornish) decide oferecer seus cuidados. Ela, estudante de moda e com opinião formada sobre tudo, começa a se interessar por poesia ao passar tempo ao lado de John e para isso, pede para lhe ensinar, até porque ela não consegue entender suas palavras e o porquê dele ser tão criticado.


Desse "estudo", nasce uma bela amizade, que logo se torna amor. Um amor frágil, sentimental e inocente e sob as belas palavras de Keats, ambos entram de cabeça nesse relacionamento, so tornando quase obsessão. Até que as pessoas ao redor do casal começam a provar para eles que esta união não deve acontecer, ele se desviará da profissão, ela, manterá um relacionamento com alguém que não poderá sustentá-la, logo que John não tem renda fixa e por isso jamais consiguirá lhe dar uma vida digna. E juntos tentam evitar a realidade, pois ela os afasta, e embarcam num romance lúdico, cheio de fantasias e ilusões.


Um filme simples, belo, extremamente belo, mas simples. Um roteiro frágil que se perde facilmente, um filme quase que sem assunto, sobre um casal que se ama mas não pode ficar junto, isso não é novidade. O problema maior é que os obstáculos que surgem são pouco explorados pelo roteiro e quando tudo parece estar perdido para os dois, e acreditamos que algo vai acontecer, já na cena seguinte, eles aparecem felizes e juntos e o roteiro parece se esquecer dos conflitos, optando sempre pelo caminho mais fácil.

Por outro lado, temos dois promissores atores como protagonistas, Abbie Cornish que há um bom tempo vem provando ser uma grande atriz e aqui ela demonstra seu talento perante as câmeras e surpreende, assim como Ben Whinshaw, outro excelente ator. "Brilho de Uma Paixão" ainda tem uma fotografia e cenários incríveis, e um figurino deslumbrante, indicado ao Oscar esse ano por eles. Enfim, um filme bonito embalado pelos poemas de John Keats, um romance verdadeiro e convincente na pele de dois grandes atores, porém, faltou história para contar, o filme para na metade e o resto e só visual.

NOTA: 6






Educação (An Education, 2009)

Indicado ao Oscar de Melhor Filme este ano e vencedor do Bafta de Melhor Atriz (Carey Mulligan), vencedor de Independent Spirit Award de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor do Festival de Sundance como Melhor Filme-Voto Popular, Educação é um simpático filme dirigido por Lone Scherfig e conta com a surpreendente atuação de Carey Mullingan.

Londres, 1961. Jenny (Mulligan) é uma jovem de 16 anos e ambiciosa, estuda latim e toca instrumentos musicais. Seu sonho é ir rapidamente para a fase adulta e seus pais acreditam que ela será a nova aluna em Oxford. Porém seus planos mudam quando conhece um homem mais velho, David (Peter Sarsgaard), elegante e rico, ele a convida para entrar em sua vida, lhe mostra uma Londres que desconhecia, o glamour noturno, festas elegantes, leilões de arte e concertos de músicas clássicas, o brilho de uma vida cheia de liberdade, conhece o mundo fora dos muros da escola.

E deste relacionamento, que logo é aceito pelos pais da moça, devido o respeito e educação de David, Jenny começa a viajar, conhecer novos lugares, inclusive Paris, seu grande sonho. E esta união vai muito além, e a jovem começa a questionar as doutrinas da escola, a questionar o que é a verdadeira educação, se é aquela que os professores nos passam ou se é aquilo que aprendemos na vida. Entretanto, deste sonho, começam a surgir novas dúvidas, principalmente quando David começa a lhe mostrar suas verdadeiras intenções, que não são belas nem inocentes assim como ela imaginava.


"Educação" é Carey Mulligan. O filme é ela, uma atriz competente, cheia de brilho e carisma, nas primeiras cenas já nos chama a atenção e quando o filme termina chegamos a conclusão de que não só foi a melhor atuação feminina do ano, mas também, uma das melhores atrizes de sua geração. Sua personagem ajuda, delicada e independete, menina e mulher, e sua atuação convense em todos os casos. Os coadjuvantes também são ótimos, Peter Sarsgaard num bom momento de sua carreira, Olivia Williams como uma professora, quase irreconhecível e Alfred Molina, incrível como pai de Jenny.

A história é interessante, e apesar de ter seus clichês, o filme consegue nos prender, seja pela trilha sonora envolvente, as atuações ou até mesmo as belas locações, não há como não se envolver com a trajetória de Jenny. Um filme simpático, assim como disse anteriormente, que de início nos convida para entrar e a verdade é que, não queremos sair mais.

NOTA: 9






Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey, 2008)

Indicado ao Globo de Ouro 2009 como Melhor Ator e Atriz Comédia ou Musical para Dustin Hoffman e Emma Thompson, o longa dirigido por Joel Hopkins, nos aprensenta uma outra dimensão das comédias românticas atuais, com humor sutil, numa história madura, inteligente e até mesmo comovente.

Londres, dias atuais. A cidade será palco de uma grande cerimônia, e Harvey (Hoffman), de Nova York vai até Londres para celebrar o casamento de sua filha. Porém, para este ato, ele corre o risco de perder o emprego, trabalha numa gravadora e sua idade está pesando e seu chefe está em sua cola e uma derrapada ele estará fora e devido a isso, seu plano é assistir o casamento, não participar da festa e ir embora salvar sua profissão. Até que quando ele chega, descobre que o padrasto de sua filha é quem a levará no altar e seu desampontamento tem que ser escondido para manter as aparências. Para piorar sua situação, na volta para Nova York, ele enfim recebe a notícia que foi demitido.

Para se lamentar, Harvey para num bar, é onde conhece Kate (Thompson). Kate é uma mulher madura e ainda mora com a mãe, não consegue se firmar num relacionamento e não tem uma carreira profissional muito relevante, até que certo dia, num bar, quando era para ser só mais um dia, ela conhece Harvey. Ambos numa idade elevada, na idade que seria do sucesso, sucesso que nenhum dos dois alcançou, tanto no profissional quanto no pessoal e quando os dois conhecem as fraquezas de cada um é quando percebem o quanto são parecidos. E dessa inusitada amizade, Kate faz com que Harvey tenha força e prova que essa pode ser a última chance dele provar que pode ser um pai de verdade e mais do que isso, juntos percebem que essa pode ser a última chance deles se salvaram da triste solidão.





Confesso que não esperava nada deste filme, até ver, e descobrir de que se trata de algo, simples, mas que se refletido se torna algo grandioso. Belo, sensível, divertido e emocionante, "Tinha que Ser Você" é um filme que merece ser visto, um prato cheio para aqueles, assim como eu, admira esses dois grandes nomes do cinema, Dustin Hoffman e Emma Thompson, ambos ótimos em cena, numa química inquestionável, que só por eles já vale parar para ver, mas o filme ainda sim nos proporciona outras coisas para admirar, como as belas locações de Londres, o humor leve mas eficiente e um roteiro simples mas delicioso.

NOTA: 9,5

domingo, 7 de novembro de 2010

4 em 1: Suspense/ Terror

Pegando carona nos especiais de "terror" feitos aqui no blog, resolvi comentar um pouco dos que vi recentemente ( e dos que valem a pena comentar)! Atualmente, não é sempre que surge filmes decentes do gênero, como a Babi disse, os melhores ficaram nos anos 80, mas ainda há algumas raras excessões, e quando elas aparecem, merecem destaque. Citarei então quatro, e mesmo com seus defeitos, valem a pena serem assistidos!

por Fernando Labanca



Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, 2009)

Suspense misturado com ficção ciêntífica, o longa, lançado este ano no Brasil, causou polêmica ao falar de casos de abdução alienígena e dizer que todos os fatos contados eram reais. Logo no início do filme, a atriz Milla Jovovich aparece como ela mesma dizendo que o estamos prestes a ver é algo perturbador, baseado em entrevistas reais arquivadas e o que tentarão fazer é uma reconstituição fiel a elas.

Milla interpreta a psicóloga Abigail Tyler que após ver seu marido misteriosamente morto em sua cama, resolve pesquisar a fundo acontecimentos instigantes no Alaska, onde começa a relacionar e tentar compreender o que houve com ele. Ela, como psicóloga, tem três pacientes com sisntomas semelhantes, de insônia, acordam sempre as 3 da manhã e se deparam com uma coruja em suas janelas.

A partir de então, o longa mostra a trajetória dessa mulher para descobrir a verdade e todos os obstáculos que ela passa a enfrentar devido a isso, principalmente quando começa a ter um grande avanço em suas consultas e presencia imagens surreias, todas gravadas (que supostamente, posteriormente serviu como fonte para a realização do filme).

Um filme bastante realista e devido a isso assustou muitas pessoas, as imagens não são tão fortes, mas a maneira como é mostrada, sempre mesclando entre realidade e ficção acaba chocando. Por outro lado, ao meu ver, é tudo muito nítido de que tudo se trata de uma grande mentira, histórias e personagens que eles dizem e mostram e ainda tentam provar que são reais, são todos, na verdade, grandes invenções. Seria muito mais interessante, e porque não, mais justo e mais ético da parte dos realizadores, inventar e criar uma ficção, qual seria o problema? Mas não, eles preferem mentir na cara dura, até porque a farsa foi provada, acreditando que o público é realmente sem noção e que vai acreditar, ou seja, nos subestimam e você termina se sentindo um grande idiota.

Posso parecer contraditório, mas vale a pena assistir. Milla Jovovich convense na pele da doutora, e além disso, tudo é muito bem feito, e apesar das mentiras contadas, é interessante a tentativa e o resultado acaba que sendo satisfatório, simplesmente pela seriedade com o qual é tratado o tema. Vai de cada um, tem gente que acredita e o filme tem capacidade de influenciar muitas pessoas. Apesar de alguns aspectos positivos do longa, é impossível não levar em consideração a grande farsa e por isso...

NOTA: 5






Garota Infernal (Jennifer's Body, 2009)

Da aclamada roteirista Diablo Cody, premiada por "Juno", ela chutou o balde e resolveu adaptar um de seus livros, com produção executiva de Jason Reitman, diretor do filme que a consagrou e direção de Karyn Kusama.

No longa, Megan Fox é Jennifer, uma sexy líder de torcida, popular e desejada por todos os garotos da escola, por onde anda chama a atenção e ofusca todos ao seu redor, principalmente de sua melhor amiga, a nerd Needy (Amanda Seyfried). As duas são amigas de infância e apesar de terem personalidades completamente opostas não se largam.

Até que, certa noite, num show de rock, enquanto as duas se divertiam, ocorre um incêncio, e na fuga, Jennifer aceita o convite dos estranhos caras da banda para entrar na van deles. Depois disto, Jennifer nunca mais foi mesma. Ela retorna para a casa de Needy sangrando e vomitando coisas estranhas e no dia seguinte não se recordava de nada. Asssutada, Needy começa a tantar desvendar os mistérios que cercam a amiga que a cada dia se torna mais medonha. Enquanto isso, Jennifer se torna uma mulher fatal, seduzindo os pobres rapazes do colégio e se alimentando deles.

A intensão era fazer uma comédia de terror, mas o terror aqui não funciona, são poucas as cenas aterrorizantes e nem assustam tanto assim. Portanto, a comédia acaba prevalecendo e funciona, o longa se torna algo divertido pelas situações bizarras e acaba surpreendendo fácil, pelo trailer, pela história, tudo parece ser muito idiota, mas logo percebemos que o filme, apesar de grotesco, é agradável e descomprometido.

Megan Fox só sabe ser bonita e sexy mesmo, o que não atrapalha em "Garota Infernal", aliás, essa era a intenção para Jennifer, o único requisito para interpretá-la, ser sexy, nada mais. A função de atriz mesmo fica para Amanda Seyfried que toma o posto de protagonista e faz sua parte muito bem, ainda temos Adam Brody quase irreconhecível como vocalista da banda. Enfim, vale a pena ver, não tanto pelo terror, mas pela comédia, pela tosquice, que durante alguns minutos você entra naquele universo completamente nonsense e bizarro e mesmo quando termina percebe que seu tempo não foi disperdiçado.

NOTA: 7,5






2019 - O Ano da Extinção (Daybreakers, 2009)

Lançado diretamente nas locadoras aqui no Brasil, "Daybreakers" que chegou recentemente no país trás uma inovação no quesito "vampiros", enterrando de vez a família Cullen e provando que ainda se pode fazer coisas decentes neste universo dos mortos-vivos. Aliás, a intenção do longa era justamente essa, ser uma alternativa para aqueles que não aguentavam mais as delicadesas e frescuras de Edward e sua família da saga de Stephanie Meyer. Aqui, os vampiros retornam de forma muito mais digna e original.

Um vírus foi espalhado, e no ano de 2019, a maior parte da população se transformou em vampiros e eles é quem comandam na Terra, tudo para a imortalidade do ser. Sob o sol, o silêncio, quando ele se põe, as ruas ganham vida, eles se libertam e andam normalmente, estão nas cidades, trabalham, são donos dos estabelecimentos, são médicos, advogados, enfim, os vampiros dominaram o mundo. Enquanto isso, os poucos humanos que restam são caçados, capturados e armazenados numa fonte de alimentação, aliás os vampiros ainda se alimentam de sangue.

Devido a essa extinção da raça humana, aqueles que sobreviveram se uniram e vivem escondidos. No mundo das trevas, vive o vampiro Edward Dalton (Ethan Hawke), um cientista que sob o comando de seu chefe (Sam Neil) tenta encontrar uma nova fonte de alimentação, logo que os humanos estão se esgotando e no futuro estarão sem comida e esta busca acaba ganhando maior importância quando descobrem que a falta de sangue nos vampiros acaba os tranformando em seres semelhantes a zumbis, rececados, doentes, em verdadeiros monstros.

Entretanto, a busca para achar uma nova alimentação tem outro motivo para Edward, um motivo particular, parar com a extinção dos humanos, logo que dentro de si, se nega a ser como os outros vampiros, ainda existe um lado humano dentro dele e pretende mantê-lo. Eis que ele é capturado pelo grupo de sobreviventes, é onde conhece Audrey (Claudia Karvan) e Elvis (Willen Dafoe) um ex-vampiro que descobriu a cura e juntos poderão salvar a humanidade com essa nova descoberta.

Original, a palavra que define este filme. Escrito e dirigido por Peter e Michael Spierig, "Daybreakers" é definitivamente algo muito inteligente que veio na hora certa para acabar com a safra de filme ruins sobre vampiros. E vai muito além, o longa é o melhor que vi sobre este universo desde "Entrevista com o Vampiro", que não o supera, mas depois de muitos anos, finalmente um filme conseguiu, pelo menos, competir com a obra-prima de Neil Jordan.

Recomendo, para aqueles que curtem vampiros e para aqueles que não curtem também, assim como eu, não se decepcionarão. A história é ótima, o elenco é bom também, os efeitos especiais são simples, mas não chegam a atrapalhar. O longa perde um pouco o pique da metade para o final, na batalha do bem contra o mal, acaba que se tornando um filme de ação não muito diferente do que já se viu, seguindo para um final até que previsível, mas vale pela idéia inicial e pela criatividade dos realizadores.

NOTA: 8





A Órfã (Orphan, 2009)

Como de costume, sempre gosto de deixar o melhor para o final. "A Órfã", um dos melhores filme de suspense que vi recentemente. Me pegou de surpresa, algumas pessoas haviam me indicado este filme, mas como não curto muito o estilo, minhas expectativas eram baixas, mas veio a surpresa. Um filme interessante, extremamente bem feito pelo diretor Jaume Collet-Serra, com atuações marcantes e um final surpreendente e bastante original.

No longa, a história básica de uma família que perdeu um filho e decidem adotar uma criança, mas essa criança não é o que pensavam e bla bla blá. Mas o longa tem o diferencial, essa família é interpretada por Vera Farmiga e Peter Sarsgaard, que já valem o filme, com interpretações convincentes deste casal que perdeu algo. A jovem escolhida é Esther (Isabelle Fuhrman), uma adorável garota de 9 anos, que gosta de artes e música clássica, enfim, era perfeita.

O casal já tinha dois filhos, um garoto mais velho e uma pequena, surda e muda. A chegada de Esther começa aos poucos abalar a relação da família, principalmente por parte do garoto que não aceita ser "trocado". E conforme os dias vão passando, Kate (Farmiga), a mãe começa a presenciar atos estranhos vindo de uma criança, como trancar a porta ao entrar no banheiro, vigiar o casal a noite e falar palavrões.

Assustada com algumas atitudes de Esther, Kate vai contra o próprio marido e começa a pesquisar sobre o passado da menina, e começa a desvendar grandes mistérios sobre seu passado, e quanto mais pesquisa mais tem a certeza que ela não foi a melhor escolha para ser sua "filha".

Vou parar por aqui na sinopse para não estragar as surpresas, que aliás, surpresas não faltam neste suspense muito bem armado, onde desde o início somos fisgados e só nos desgrudamos no final e ainda sim, precisamos de um bom tempo para voltar a realidade. A cada cena, uma nova surpresa e no final vem a verdade, um final surpreendente, nada previsível, e muito, muito original. E este é o maior triunfo do longa, onde desde o começo temos a certeza absoluta que o filme vai ter o mesmo final dessas histórinhas, vai cair na mesmice de sempre, mas não, muito pelo contrário.

Assista, para quem gosta de suspense e terror é um prato cheio, um filme eletrizante, hipnotizador, daqueles que ficamos falando com nós mesmos baixinho, coisas do tipo "não!, Corre, atrás de você, mais depressa!!". Ainda temos o privilégio de ter Vera Farmiga como protagonista, que simplesmente dá um show de atuação, como poucas neste gênero, ainda Peter Sarsgaard muito bem em cena e a novata Isabelle Fuhrman, outra grande surpresa do longa. Enfim, imperdível!

NOTA: 9

sábado, 6 de novembro de 2010

Especial Brinquedo Assassino

Depois de ter feito o especial para um dos ícones do cinema de horror moderno (e da cultura pop, diga-se de passagem), o senhor Freddy Krueger, em meados de setembro do ano passado, resolvi que era muito importante dar espaço não só a ele, mas a todos os ícones deste gênero tão fascinante, que um dia, num passado muito distante, nos fizeram ficar acordados durante a noite, ou ter terríveis pesadelos.Sim, eu já tive medo do Chucky, assim como tive medo de Freddy Krueger, mas agora eles são os meus ídolos.Mas fico triste por que este especial vai ficar bem menor do que o de Freddy, pois não tem uma história interessante por trás da criação do boneco macabro, nem um ator com carreira relevante (a não ser Brad Dourif) e tem menos filmes do que o seu coleguinha chamuscado.Senhores, hoje eu lhes apresento mais um Especial Cinemateca.Com vocês: A Saga do Brinquedo Assassino.


Por Bárbara


Brinquedo Assassino (Child's Play, 1988):

Charles Lee Ray (Brad Dourif) era um perigoso assassino, chamado de o "Estrangulador de Lakeshore", por matar várias pessoas em rituais de magia negra.Um dia, foi perseguido e atingido por um tiro do policial Mike Norris (Chris Sarandon), e enquanto trocava tiros com ele, é abandonado pelo comparsa Eddie Caputo (Neil Giuntoli).Quando é atingido mais uma vez, fatalmente, ele se esconde numa loja de brinquedos.Querendo vingança, ele procura por qualquer corpo para transferir sua alma, já que prometeu se vingar de Norris e de Caputo.Como não tinha coisa melhor, através de feitiços de magia negra, possuiu um dos bonecos "Good Guy", um dos brinquedos mais populares do momento.Após a possessão, um raio atinge a loja, fazendo com que boa parte dela exploda.Depois da explosão, Norris decide verificar a loja, e encontra Charles (apelidado de Chucky pelos mais próximos) "morto".

Dias depois, um mendigo encontra um desses bonecos, e o vende para Karen Barclay (Catherine Hicks), que presenteou seu filho Andy (Alex Vincent), de 6 anos, com justamente o “Good Guy” possuído por Chucky.Depois de fazer algumas vítimas e de saber, por um amigo, que poderia trocar de corpo, Chucky persegue implacavelmente Andy, afim de possuir seu corpo, e dar prosseguimento a sua matança.

Comentários: De longe,o melhor da franquia.Apesar da idéia ser estapafúrdia, e das reações das vítimas serem mais estapafúrdias ainda (todos tinham medo do Chucky, um merdinha de um boneco de plástico de no máximo 60 cm de altura!!!), o longa emplaca, o ritmo é bom e ainda não há tantos erros de continuidade como o restante da série.Acreditamos piamente na maldade de Chucky, na sua frieza e isso graças a “interpretação” de Brad Dourif, tanto no início do filme, em sua forma humana, quanto na dublagem que fez ele para o boneco.E ao mesmo tempo que você torce para que Andy se salve e ache o Chucky simplesmente um filho-da-mãe,você nutre simpatia pelo boneco.Um dos poucos vilões extremamente

simpáticos, e que ao decorrer da franquia, se torna tão mais simpático do que

os supostos mocinhos, que se transforma na única razão para se assistir um filme da série Brinquedo Assassino.

Os outros protagonistas, Andy e Karen Barclay também são dignos de nota.O menininho dá conta do recado, e a mãe toma as atitudes que grande parte das pessoas tomariam em relação ao filho: acreditar nele ou achar que se trata de um amiguinho imaginário.O único que eu achei meio apagado foi o policial de Chris Sarandon, o típico tira bonzinho...Graças a Deus, os roteiristas tiveram o bom senso de não forçar um envolvimento romântico entre ele e Karen.

Em suma, Brinquedo Assassino é uma ótima opção de entretenimento, não é uma obra-prima, mas cumpre suas premissas básicas: diverte e distrai o espectador por aproximadamente uma hora e meia, e isso pra mim já basta.

Nota: 8/10.


Brinquedo Assassino 2 (Child’s Play 2, 1990):

Depois do incidente envolvendo Andy e Karen Barclay, e a linha de bonecos “Good Guy”

, o fabricante dos bonecos, a Play Pal, resolve reconstruir o

“suposto” boneco possuído.Justamente quando iriam lhe colocar os olhos, um funcionário acabou eletrocutado e a alma de Chucky (Brad Dourif) voltou para o boneco.

Dando cabo de um dos funcionários da fábrica, por meio de um simples telefonema, ele descobre o paradeiro de Andy(Alex Vincent), que foi adotado por um casal que cuida de crianças abandonadas ou retiradas de suas famílias.Chucky parte em busca de Andy para o acerto de contas, e por mais que o menino diga que está sendo perseguido pelo boneco, ninguém lhe dá ouvidos.


Comentários: Até que este não é ruim, mas fica evidente que o nível começa a cair, e que as idéias começam a acabar.Uma coisa que ainda não entrou na minha cabeça, é por que diabos Chucky volta, no corpo do mesmo boneco, sem nenhum feitiço de magia negra???Ele fez o feitiço no primeiro filme, ok, mas neste ninguém faz nada pra justificar a sua volta.Enfim, Chucky não perde tempo e já manda duas pessoas para o além em menos de 10 minutos.Facilmente, mas muito facilmente, ele descobre onde está Andy, que foi mandado para um orfanato, depois que a sua mãe insistiu que o boneco estava possuído por Chucky e acabou internada em uma clínica psiquiátrica.O menino , dias depois, foi adotado por Joanne (Jenny Agutter) e Phil Simpson (Gerrit Graham), e vivia com eles e com a adolescente Kyle(Christine Elise), a outra filha adotiva do casal.

Andy, depois do ocorrido, tenta levar uma vida normal, mesmo sem sua mãe, e também tenta provar para as pessoas, que ele não tem mais medo dos bonecos “Good Guy”, mesmo quando, abrindo um armário na sua nova casa, caiu um boneco desses em cima dele.Depois de constatar que se tratava de Tommy (cada boneco tinha um nome diferente), ele fica mais tranqüilo, mas ele não contava com a possibilidade de Chucky destruir esse boneco, enterrá-lo no quintal e se passar por ele, só para tentar possuir o corpo de Andy outra vez.Sim, Chucky “mata” e enterra Tommy no quintal, como se fosse um cadáver...memorável essa cena.

Bom, algumas pessoas próximas a Andy morrem, como sua professora, depois que ela o deixa de castigo, por que Chucky escreve na prova de Andy “Vai se foder, vadia” e ela pensa que foi o coitado do moleque, é “castigada” por Chucky logo em seguida.Como é bastante previsível , nem vou ficar com a consciência pesada de contar que o casal Simpson também morre, restando apenas Andy e Kyle contra Chucky.

A praga tenta de novo fazer o ritual, mas como já passou muito tempo naquele corpo, ele não consegue transferir sua alma para o corpo de Andy, mas ainda dá muto trabalho para ele e Kyle antes de morrer.Chucky é um bichinho muito complicado de se matar...no primeiro filme foi necessário queimar, esquartejar, degolar e balear o maldito boneco para que ele morresse (de novo).Neste filme, não é diferente, como ele está “virando” humano, ele sangra e sente dor, perde um braço, toma um banho de plástico derretido, e é explodido, finalmente dando descanso para o pobre Andy.

Apesar dos pesares, ainda é um bom filme, mas não é um clássico absoluto do gênero como o seu antecessor.

Nota: 6/10




Brinquedo Assassino 3 (Child’s Play 3, 1991):

Mesmo tendo ocorrido os eventos dos filmes anteriores, a fábrica de brinquedos Play Pal, resolve voltar a fabricar a linha de bonecos “Good Guy”.

A antiga fáb

rica (local onde Chucky (Brad Dourif) foi morto outra vez, no filme anterior) é reativada.Mas no

processo de fabric

ação dos bonecos, o sangue de Chucky, que estava dentro ao boneco destruído, já que Chucky estava se tornando um humano de novo, escorre lentamente nos tonéis de plástico derretido, dando origem a um novo boneco, e fazendo voltar a alma de Charles Lee Ray.


Logo de cara, depois de voltar à ativa, Chucky já despacha Sullivan (Peter Haskell), o dono da fábrica.E por meio dos arquivos do computador dele, descobre o paradeiro de Andy (Justin Whalin), agora com 16 anos, aluno de uma rígida escola militar.

E foi para lá, acertar (de novo) as contas com o garoto.Mas lá ele estabelece um novo alvo, o garotinho Tyler (Jeremy Sylvers), que sempre quis ganhar um “Good Guy” e acaba fazendo amizade com Chucky.Andy sabe de tudo e enquanto tenta convencer Tyler de que Chucky não presta, ainda tem que enfrentar uma dura rotina na escola e ainda por cima o Tenente Shelton (Travis Fine), que adora pisar em seus subalternos e que não vai com a cara dele.Mas nem tudo é ruim, pois a bela Cadete Kristen de Silva (Perrey Ree

ves), se interessa por ele, e se junta na luta contra Chucky.

Comentários: Nos comentários do segundo filme, eu disse que queria uma explicação para a ressureição de Chucky.Neste filme, é ainda pior..Somente por escorrer o sangue de Chucky, já foi o suficiente para que a alma dele voltasse.Bizarro, forçado e ridículo.Colocar Chucky para matar meio mundo numa academia militar, onde a principal atividade é “encenar” uma guerra, no meio do mato, é forçar a amizade!Tudo bem, ele carrega as armas de paintball da moçada com munição real, o que faz algumas pessoas irem pro saco, mas mesmo assim é ridículo.Além disso, corta a garganta de um, faz outro ter um ataque cardíaco, e bota medo em supostos soldados treinados.Mas o que tem de bom nesse filme são algumas frases de Chucky.O boneco está mais sádico, sarcástico e politicamente incorreto do que nos outros filmes, o que deixa claro que ele já estava se tornando uma figura cômica, mesmo antes de A Noiva de Chucky.As frases como “o Chucky vai ser negão” (pois o garotinho Tyler, o alvo de Chucky ,era negro), “Puxa, você cresceu”, quando Chucky entra no quarto de Andy e vê uma revista Playboy na mala do garoto, e mais legal,”Cara, eu preciso sair deste corpo”, quando ele vê Andy e Kristen se beijando.Memorável.

Fora isso, não tem muito o que falar.Lógico que Andy consegue acabar com Chucky e salvar Tyler.Brinquedo Assassino 3 é previsível do começo ao fim.Recomendo para um sábado a noite chuvoso.

Nota: 3/10.


A Noiva de Chucky (The Bride of Chucky, 1998):

Tiffany (Jennifer Tilly), namorada de Charles Lee Ray, mais conhecido como Chucky (Brad Dourif), resolve reconstruir o boneco e ressuscitar seu amado, para que possam se casar.Com os restos do boneco que foi destruído no terceiro filme e que serviam de evidência policial, algumas partes de bonecas velhas e um ritual de vodu, ela traz Chucky de volta.Mas, quando ela propõe o casamento e ele simplesmente ri da sua cara, ela resolve trancafiá-lo numa gaiola, e lhe compra uma boneca vestida de noiva pra lhe fazer compania.No entanto, Chucky reverte essa situação, mata Tiffany e transfere sua alma para a boneca.Depois ele lhe diz que ainda podiam trocar de corpos, mas teriam que recuperar o Coração de Damballa, um amuleto que Chucky usava no dia em que foi morto (pela primeira vez) e que está enterrado com ele em Hackensack, Nova Jersey.Como eles simplesmente não podem perambular por aí sozinhos, pagam para que Jesse (Nick Stabile), vizinho de Tiffany, os leve para lá.Junto com eles, vai a namorada de Nick, Jade (Katherine Heigl), que fugia de seu tio,o chefe da polícia Warren Kincaid (John Ritter), pois ele não aceitava o namoro deles.Na trajetória até o cemitério, Chucky e Tiffany cometem crimes e fazem vítimas, mas tudo isso acaba caindo nas costas de Jade e Jesse.

Comentários: O segundo melhor da franquia, na minha opinião.Se era pra fazer palhaçada, fizeram mesmo e assumiram que a produção era de humor negro e ponto final.E isso garante que A Noiva de Chucky seja um bom filme, mesmo com os seus defeitos.Não tem coisa pior do que um filme que é claramente pastelão se levando a sério.O casalzinho de bonecos é impagável, e o filme é só deles mesmo, a trama de Jade e Jesse é meramente para encher lingüiça.Ver Chucky e Tiffany brigarem como se fossem marido e mulher de verdade, e pior, seres humanos de verdade me fez chorar de rir.Fora o senso de humor de Chucky, que garante boas risadas.Eu tentei assistir a versão legendada, mas só tive acesso a dublada e a dublagem brasileira não deve nada em comparação a dublagem de Brad Dourif, ambas divertidas, sarcásticas e ácidas.A vozinha de Tiffany irrita um pouco, mas quando ela se junta a Chucky não tem pra ninguém.Katherine Heigl, antes de fazer sucesso na série Grey’s Anatomy e nas suas infindáveis comédias românticas está totalmente ofuscada pelo casal de bonecos, e olhe que ela é a mais famosa no elenco “humano”.Nick Stabile e John Ritter nem vale a pena comentar, ninguém liga pra eles.E o final ainda tem o nascimento do bebê de Chucky, a coisinha mais feinha que eu já vi na minha vida, hehehe...hilário.

Nota: 8/10.


O Filho de Chucky (The Seed of Chucky, 2004):

Glen (Billy Boyd), filho de Chucky (Brad Dourif) e Tiffany (Jennifer Tilly), que nasceu no final de A Noiva de Chucky, é explorado por um ventríloco de meia-tigela chamado Psychs (Keith – Lee Castle), na Inglaterra.Vendo na TV que Hollywood estava fazendo um filme contando a lenda urbana sobre seus pais, Chucky e Tiffany, os bonecos assassinos, ele decide ir pra lá, e com o Coração de Damballa, que foi roubado por Psychs, do corpo humano de Chucky, ressuscita os dois.

Decididos a trocarem de corpos, os três se escondem na casa da atriz Jennifer Tilly (que interpreta a si própria) e planejam possuir o corpo dela e o de seu namorado e chofer, Stan (Steve Lawton), e ainda inseminá-la para que ela fique grávida , para Glen possuir o corpo da criança.Mas esse plano não é tão fácil de se por em prática, já que enquanto Chucky tem orgulho de ser assassino e quer que Glen siga os seus passos, Tiffany se vê como uma viciada e quer parar.Já Glen, não tem o mínimo interesse em seguir os passos de Chucky.Para piorar, o boneco não tem sexo, o que faz com que Chucky e Tiffany briguem, ele quer um menino e ela, uma menina.

Comentários: O mais fraco da franquia, inclusive perdendo para a parte 3, que era a pior até então.Boas ideias foram utilizadas de maneira errada, ou subutilizadas, o que faria com que O Filho de Chucky fosse mais divertido.Mas as referências a clássicos, como por exemplo, ao filme O Iluminado, de Stanley Kubrick, compensam a chatice de Glen.Ô bonequinho mais chato esse, hein??!!!Pelo amor...Já Chucky não está com a língua tão afiada quanto em A Noiva de Chucky e Tiffany continua com aquela vozinha enjoada e tenta se redimir, mas fica bem óbvio que ela não consegue..basta os interesses dela entrar em jogo, pra ela fazer tudo o que disse que não ia fazer.

E aquela historinha de Glen ou Glenda é uma das coisas mais xaropes que eu já vi em toda a minha vida, inclusive em filmes pastelão.Ed Wood deve ter chorado de emoção em seu túmulo.

P.S: O melhor momento do filme foi a morte de "Britney Spears" (na verdade, foi uma sósia)..quando o Chucky jogou o carro dela do precipício..hehehe...

Nota: 2/10

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Crítica: Atração Perigosa (The Town, 2010)


Entre os filmes da 34ª Mostra Internacional de Cinema e que também entra em circuito normal, o mais novo filme de Ben Affleck, "Atração Perigosa", que trás pela segunda vez o astro como diretor, porém desta vez, ele também aparece na frente das câmeras como protagonista deste suspense policial bem armado, que ainda conta com atuações de Rebecca Hall, Jeremy Renner, Jon Hamm e a nova queridinha dos Estados Unidos, a bela Blake Lively.


por Fernando Labanca

Em 1998, Ben Affleck ganhou ao lado de Matt Damon o Oscar de Melhor Roteiro por "Gênio Indomável". Muitos anos depois, apenas em 2007, o astro volta a trabalhar por trás das câmeras, mas desta vez como diretor, no ótimo "Medo da Verdade". Voltando na mesma função, Affleck não foge muito daquilo que já conhece onde havia trabalhado em seu primeiro filme, a cidade de Boston, que também é sua cidade de origem e palco de grandes filmes policiais.

Lá, é onde vivem os melhores bandidos, aqueles mais inteligentes e que entendem do "negócio", funciona como tradição, passando os dons de pai para filho, formando gangues temidas pela população, reconhecidas entre os perigosos e perseguidas por policiais. Entre essas gangues está a de Doug (Affleck) e seu amigo Jem (Jeremy Renner), que juntos trabalham com competência em grandes assaltos. Eis que foram assaltar um banco, mascarados, e fogem do cotrole, fazendo uma refém, a gerente Claire (Rebecca Hall), só para assustá-la. Entretanto, percebem que ela viu coisas demais e poderá acabar com tudo com uma simples denúncia, logo que o FBI está em sua cola.

Decidido a impedir isso, Doug vai atrás de Claire, apenas como Doug, um simples desconhecido, fazem amizade fácil e ele acaba percebendo o quanto aquele ato irresponsável afetou a vida dela. O problema é que ele acaba se apaixonando e esta improvável união acaba fazendo com que passe a refletir sobre sua vida e se é exatamente isso o que ele quer para viver, e fica dividido entre qual lado deve permanecer. Entretanto a escolha não será tão fácil, logo que abandonar seu amigo está fora de cogitação, pois Jem faz questão de lembrá-lo que devido a ele passou nove anos preso e que esta dívida ainda não foi paga.


Uma história não muito original, porém interessante, ainda mais sobre o olhar de Ben Affleck que mais uma vez acerta como diretor. O bandido que fica dividido após se apaixonar e tem que escolher qual será seu destino, clichê. Entretanto, o longa ainda reserva algumas surpresas e durante a projeção vamos nos deparando com situações que não esperávamos e acaba que tendo um final satisfatório, não muito previsível.

Tudo é muito correto em "Atração Perigosa", uma direção segura e atores competentes conduzem esta trama que facilmente nos sentimos inseridos nela. Ainda temos uma fotografia bela e uma boa trilha sonora, além de uma edição ágil e bastante dinâmica, principalmente nas ótimas cenas de perseguição e assaltos, ação de qualidade.

Ben Affleck não é um Martin Scorsese, soube trabalhar bem no gênero mas ainda não se pode compará-lo aos veteranos, por outro lado, juntando seu excelente desempenho em "Medo da Verdade" com este em cartaz, podemos perceber claramente seu dom e que definitivamente está no caminho certo. Como ator, entretanto, não tem desempenho tão bom assim, convence, está simplesmente correto, sem nenhuma surpresa, em determinadas cenas, até, poderia ter se entregado um pouco mais. O destaque fica para Rebecca Hall, ótima como Claire e que faz deste filme bem superior, assim como a excelente atuação de Jeremy Renner. Chris Cooper ainda faz uma pequena participação, muito bem, aliás. Ainda vemos a bela Blake Lively, mais conhecida como Serena em Gossip Girl, aqui ela tenta algo extremamente diferente do que faz no seriado, da boazinha menina rica, ela se transforma radicalmente na viciada em sexo e drogas, não convence tanto, mas não atrapalha, muito pelo contrário, é interessante vê-la se testando e ousando fazer algo novo.

Enfim, roteiro bom, mas não muito diferente, baseado no livro de Chuck Hogan, direção segura e bastante competente, há rumores como um dos possíveis indicados ao Oscar ano que vem. Vale a pena arriscar, não só para quem procura entretenimento, que aliás funciona muito bem, mas também para aqueles que simplesmente admiram algo que foi bem realizado.


NOTA: 8,5




Crítica: Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro (2010)

Entrando para a lista dos filmes mais esperados e mais importantes de 2010, a sequência de "Tropa de Elite" bate recordes, como a melhor estréia do ano e a maior bilheteria de um filme nacional da década, com mais de 6,2 milhões de espectadores.

por Fernando Labanca

São poucas as sequências que fazem sentido, e "Tropa de Elite 2" se encaixa no grupo das que fazem. O primeiro, fantástico, chamou a atenção da população, não só pelos problemas de pirataria, mas também pelo conteúdo e esta sequência merecia acontecer, até porque conseguiram a proeza de mostrar uma outra face do crime, utilizando outras fórmulas, construindo uma história completamente nova, mas sem afastar o público que aplaudiu a obra original.

Na sequência, ocorre uma rebelião num perigoso presídio, o Bope toma as responsabilidades e sob o comando do capitão Nascimento (Wagner Moura), o líder André Matias (André Ramiro) acaba que prejudicando toda a equipe por uma ação não calculada, levando todo o grupo parar na justiça e acabar com sua carreira. Afastado, Nascimento é promovido a subsecretário de Segurança Pública, perdendo a confiança de seu amigo Matias e para piorar, seu filho está crescendo e separado de sua mulher, os dois entram em conflito na hora de revelar a verdadeira função do pai, logo que o garoto não entende o porquê dele ter que matar tantas pessoas. O problema ainda é que sua mulher o largou para ficar com Fraga (Irandhir Santos), um defendor dos Direitos Humanos e inimigo mortal de Nascimento.



Entretanto, o inimigo agora é outro, o que antes eram as drogas e a violência nas favelas do Rio, o buraco agora é muito mais embaixo, como subsecretário, Nascimento agora tenta combater as milícias, porém, quanto mais trabalha, mais percebe que está cercado de inimigos, e quão podre é o sistema o qual antes defendia, e em sua função ele terá que ir contra tudo e contra todos para desmascarar a corrupção, e percebe que até aqueles que acreditava que "lutavam" para segurança da sociedade, são aqueles que mais estão envolvidos com a sujeira deste país.

Uma outra história, novos personagens, novos conflitos, enfim, uma sequência bem diferenciada, logo que consegue com bastante competência dar continuidade aquilo que já estava perfeito e conseguir ser melhor, e isto é uma grande surpresa. "Tropa de Elite 2" é por bem pouco superior ao anterior, o clima é mais pesado, é mais tenso, o humor é menor e o "romance" também é deixado de lado. Ainda vemos cenas fortes de assassinato, mas o contexto agora é outro e portanto pouco se lembra do primeiro, porém as pessoas que gostaram do original dificilmente se desapontarão com este. José Padilha como diretor, impecável, constrói um filme sério e digno de sucesso.

Wagner Moura ainda incrível. Capitão Nascimento cresce e sua brilhante interpretação deixa isto visível, se torna mais complexo e definitivamente deixa a marca na história como um dos personagens mais marcantes dos últimos tempos. O elenco de coadjuvantes também não escorregam, destaque para Iranghir Santos como Fraga, com bastante destaque na trama ele surpreende e facilmente nos identificamos com ele. Ainda vemos Milhem Cortaz, Maria Ribeiro, André Ramiro, André Mattos e a mocinha, mas pouco aproveitada Tainá Muller.

O filme obrigatório do ano, definitivamente. O longa termina, e eu assim como qualquer brasileiro me senti mal. "Tropa de Elite 2" é um tapa na cara não só nos políticos corruptos mas também na sociedade brasileira, e assim o longa tem uma função social importantíssima que muda visões, abre a mente de muita gente, toca na ferida do país e vai fundo, sem medo, com ousadia. Um filme que precisa ser visto, jamais ignorado.

NOTA: 8,5

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