quarta-feira, 30 de setembro de 2015

22 FILMES QUE PRECISAMOS VER ATÉ O FINAL DO ANO


Os dias estão voando e em breve chegaremos ao final de 2015. Já tivemos a chance de ver excelentes filmes este ano, no entanto, ainda há alguns títulos interessantes a serem lançados até dezembro. Pensando em me organizar e preparar o emocional de outros cinéfilos, resolvi fazer uma lista de tudo que está para chegar nos cinemas. Desta forma, selecionei 22 obras na qual tenho maiores expectativas e que prometem ser mais relevantes.

Preparem as agendas e os bolsos!

por Fernando Labanca

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Crítica: Entre Risos e Lágrimas (Obvious Child, 2014)

Comédia independente que fez sucesso pelos Festivais que passou mas que acabou tendo um destino injusto aqui no Brasil, sendo lançado diretamente na TV. Bastante original, o longa se destaca por sua coragem em debater assuntos pesados de forma leve e descontraída, além de revelar o talento de Jenny Slate.

por Fernando Labanca

Donna (Slate) é quase como uma versão masculina de Louis C.K, em sua série Louie. Comediante sem muito sucesso, ela sobe aos palcos em pequenos bares para apresentar seu stand up. Entre os dramas de sua vida, é lá que ela sente força em fazer piada de toda sua desgraça, como forma de encontrar alguma lógica em sua vida sem rumo. Após ser abandonada por seu namorado e despedida de seu emprego, Donna chega a conclusão que tudo, definitivamente, está perdido. É neste momento de crise, que ela acaba conhecendo o bom rapaz Max, com quem passa uma noite. Pouco tempo depois, ela descobre que está grávida e não sabe como lidar com esta novidade, parte porque não quer envolver um cara que mal conhece em toda essa confusão e parte porque tem a certeza de que não tem maturidade e nem condições de criar um filho.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Crítica: Que Horas Ela Volta? (2015)

No começo deste ano, algo surpreendente aconteceu: um longa-metragem brasileiro venceu um importante prêmio de atuação no Festival de Sundance, consagrando, assim, as atrizes Regina Casé e Camila Márdila, além de ser premiado no conceituado Festival de Berlim. Tal repercussão internacional elevou a expectativa em torno de "Que Horas Ela Volta?". A verdade é que, mais do que superar aquilo que prometia, a obra é tão fantástica que passa a ser, facilmente, um marco no nosso cinema atual.

por Fernando Labanca

Regina Casé interpreta Val, que deixou sua pequena filha em Pernambuco para trabalhar como empregada doméstica em uma mansão de São Paulo. Além de cuidar da casa, ela acaba cuidando de Fabinho, o único filho dos patrões Bárbara (Karine Teles) e Carlos (Lourenço Mutarelli). Morando integralmente no local, Val é como se fizesse parte da família e acredita ser tratada como tal, até que, treze anos depois, recebe uma chamada inesperada de sua filha Jéssica (Camila Márdila), que diz estar indo para São Paulo devido a uma prova de vestibular. Os patrões a recebem de braços abertos até o momento em que ela se mostra contra as "regras" de convivência ali instauradas, e quase como num ato de rebeldia, começa a questionar o que faz dos donos da casa tão superiores à sua mãe.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Crítica: Corrente do Mal (It Follows, 2014)

O terror é um gênero que pouco tem nos oferecido algo de bom, por isso é tão compreensível a fama repentina de "It Follows" e como muitos já o tem citado como um dos melhores dos últimos anos. Não que seja uma obra-prima, mas ao menos é um produto de qualidade, que vai além do que estamos acostumados a ver. É um filme que respeita o cinema e o seu público.

por Fernando Labanca

A premissa de "Corrente do Mal" pode parecer bem bizarra, e de certa forma, até é. No entanto, seu roteiro é tão bem trabalhado e a construção de seu universo é tão sólida e convincente, que a ideia, ao longo do filme vai se tornando interessante e bastante promissora. Basicamente, é sobre uma força maligna transmitida através do sexo, onde o mal ganha forma de uma pessoa, seja conhecida ou não, e que ninguém mais vê a não ser o novo portador dessa maldição. Esse ser tentará matá-lo e a única maneira de se livrar é justamente transando com outra pessoa. O longa começa quando a jovem Jay (Maika Monroe), que após um encontro sexual, começa a ser atormentada por estranhas visões, além de ter a constante sensação de que está sendo perseguida. Assim que descobre a verdade, ela, ao lado de seus amigos, tenta encontrar uma maneira de dar um fim e não apenas dar continuidade a esta corrente. 


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Crítica: Dois Lados do Amor (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them, 2014)


Arriscaria dizer que "Dois Lados do Amor" é uma das experiências mais inovadoras que o cinema nos trouxe este ano. Não se deixe enganar pelo título nacional, se trata de um projeto único, uma grande ideia, realizada pelo cineasta Ned Benson, e que resultou em um belíssimo filme, ou melhor, em três belíssimos filmes.

por Fernando Labanca

No original. "The Disappearance of Eleanor Rigby" conta a história de um casal em crise. Poderia até ser algo comum, se não fosse pelo fato de terem feito dois filmes para contar a trama. A versão do homem, interpretado por James McAvoy em "The Disappearance of Eleanor Rigby: Him", e a versão da mulher, interpretada por Jessica Chastain em "The Disappearance of Eleanor Rigby: Her". Dois lados da mesma história. As duas obras foram lançadas em 2013 do Festival de Toronto, no entanto, para que seu trabalho conseguisse ser comercializado, Ned Benson, os editou, construindo dessa forma, o "Them", lançado na Mostra Um Certo Olhar de Cannes 2014. É esta versão editada que chegou aos cinemas, intitulada de "Dois Lados do Amor", aqui no Brasil.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Crítica: Marcados Pela Guerra (Camp X-Ray, 2014)

Lançado em 2014, no Festival de Sundance, "Camp X-Ray" marca mais uma boa escolha de Kristen Stewart em sua carreira, além de revelar o talento do diretor estreante Peter Sattler.

por Fernando Labanca

Stewart interpreta Cole, uma jovem que resolve largar sua cidade pacata para realizar um trabalho como soldado na base de Guantánamo, em Cuba, anos após o atentado de 11 de setembro. Sua função, ao lado de outros iniciantes, é vigiar os detentos, que são mantidos presos por serem acusados de terrorismo, e que constantemente se rebelam ou tentam suicídio. Até que Cole começa, aos poucos, a desenvolver - proibidamente - uma relação de amizade com um dos detentos, Ali Amir (Peyman Maadi), que lhe chama a atenção por sua inteligência e por seu gosto pelas artes e leitura.

Durante seus anos de atividade, a prisão de Guantánamo, gerou bastante polêmica e sempre foi vista como algo abusivo e controverso. Era conhecida pela forma desumana como os soldados tratavam os detentos, além de receber diversas denúncias contra suas práticas ilegais. Logo, me surpreende e muito ver um filme norte-americano realizando um filme como este. Se recentemente, tivemos o desprazer de assistir o patriotismo exacerbado em obras como "Invencível" de Angelina Jolie e "Sniper Americano" de Clint Eastwood, que mostram, assim como de costume no cinema do país, uma visão conservadora e manipuladora sobre como seus soldados são heróis. "Marcados Pela Guerra" mostra uma nova perspectiva sobre o pós "11 de setembro", e mesmo com a simplicidade de um produto independente, revela um poder e uma coragem pouco vista, que tem a ousadia de não tomar um lado, de não criar vítimas nem vilões. O roteiro, sabiamente, mostra um pequeno evento e deixa com que as conclusões sejam tiradas por aqueles que assistem. É ousado, também, quando não teme fazer certas críticas, onde cada ataque de fúria do personagem Ali Amir, que é muçulmano, serve como um soco na cara, que não esconde sua crença de que os próprios americanos são os verdadeiros terroristas. O filme trabalha muito bem esta ideia de que existem pessoas e pessoas e de que o meio em que vivem não define caráter. É sobre o encontro dessas duas pontas opostas, desse homem, que no meio de acusados, se diz inocente e dessa mulher que tenta encontrar a dignidade dentro de si e dentro daquele em que passa a acreditar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Crítica: Enquanto Somos Jovens (While We're Young, 2014)

A obra marca o retorno do diretor e roteirista Noah Baumbach, que realizou há dois anos atrás o hit cult "Frances Ha". Mais comercial e menos cool, "Enquanto Somos Jovens" até poderia ser considerado um trabalho menor do cineasta, se não fosse sua capacidade em transformar uma trama simples em algo surpreendente, construindo uma comédia refinada, inteligente e muito acima do que o gênero costuma trazer. E ele vai além, oferecendo um estudo complexo e bastante original sobre a sociedade atual.

por Fernando Labanca

Digo te antemão: se trata de um filme diferente, longe de ser convencional. Talvez isso afaste boa parte do público, ao se dar conta de que a trama trilha por outros caminhos, longe daqueles que ofereceu nos trailers e em suas sinopses. Por outro lado, "Enquanto Somos Jovens" se destaca, justamente por sua ousadia em fugir do comum, e poderá ganhar alguns admiradores por isso. É mais uma daquelas comédias que não faz rir, que faz piada da tragédia humana sem intenção de agradar ou ser divertido, pelo contrário, é sutilmente devastador, que ao final, deixa um vazio e algumas reflexões em nossa mente.

Conhecemos Josh (Ben Stiller) e Cornelia (Naomi Watts), de quarenta e poucos anos. Casados há muito tempo, eles se sentem desconfortáveis com o fato de viverem uma relação mais conservadora do que antes e principalmente com o fato de que, mesmo envelhecidos, não se sentem partes de suas gerações por não terem tido um filho, como todos os outros. Eis que, eles acabam fazendo amizade com um casal vinte anos mais jovem que eles, Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried). Duas pessoas descolados, que criam uma rotina sem regras, cheio de planos e projetos guiados por uma espontaneidade inspiradora. Fascinados pelo modo como os dois vivem, Josh e Cornelia passam a criar novos interesses, buscando a jovialidade que perderam e encontraram no casal de estranhos. Este encantamento, porém, vai sendo destruído quando Josh resolve trabalhar ao lado de Jamie na realização de um documentário, percebendo, então, que há algo por trás desta inocente relação construída por todos eles.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Crítica: O Universo no Olhar (I Origins, 2014)


Sabe quando você assiste um filme só porque achou o poster legal e não faz ideia do que se trata? Desta forma que me aventurei a conhecer "I Origins", sem nem mesmo ler uma sinopse antes. E o choque foi instantâneo, pois logo percebi que estava diante de algo único e muito bem realizado pelo diretor Mike Cahill. Uma experiência extasiante e difícil de ser esquecida.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Crítica: Cidades de Papel (Paper Towns, 2015)

Pegando carona no sucesso que "A Culpa é das Estrelas" fez ano passado, o filme é mais uma adaptação de John Green para as telas. Mais descompromissada, a obra não deixa de ser, ainda, um interessante relato sobre a adolescência, e no meio de boas ideias, diálogos e personagens, "Cidades de Papel" surpreende, ao ser muito mais do que pretende ser.

por Fernando Labanca

Tenho percebido que o público tem encarado, de longe, o filme com um certo preconceito. Muitos já o acusam de ser clichê e previsível somente pelo trailer. O garoto desajustado que se apaixona pela vizinha, que é inclusive, muito popular no colégio. Os adolescentes norte-americanos que tanto conhecemos e já estamos cansados de ver. Sim, ele foi vendido como "mais do mesmo". Por isso é tão bom chegar ali, no cinema e se deparar com algo maior, se surpreender pela forma como o roteiro consegue escapar dessas previsibilidades. Li o livro e fiquei feliz em saber que os responsáveis pela adaptação foram Scott Neustadter e Michael H.Weber, que já mereciam todo o respeito por obras como "500 Dias Com Ela" (2009) e "O Maravilhoso Agora" (2013). Aqui, eles realizam mais um excelente trabalho, compreendem o que é ser jovem, entregam beleza à adolescência e aos tempos que passaram. Nos fazem sentir falta de uma época que adorávamos odiar, o colégio. Trata-se de um produto extremamente simples, leve, teen, mas que ganha pontos por esta vibe saudosista que insere em sua trama, pela nostalgia que nos traz.

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