Mostrando postagens com marcador Scott Neustadter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Scott Neustadter. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crítica: Artista do Desastre (The Disaster Artist, 2017)

Uma insana homenagem ao pior filme do mundo. 

por Fernando Labanca

"The Room", lançado em 2003, é considerado por muitos como um dos piores filmes da história. De tão ruim, acabou virando cult e ganhando, ao longo dos anos, alguns fãs devotos. "Artista do Desastre", dirigido e protagonizado por James Franco, vem para revelar os bastidores do longa-metragem e as reais motivações de Tommy Wiseau, o misterioso homem por trás deste estranho projeto e que ganhou fama por sua total falta de talento. 

Franco dá vida a Tommy, que em aula de atuação, chama a atenção dos outros alunos por sua coragem como ator. É assim que seu destino cruza com Greg (Dave Franco), que fascinado pela ousadia daquele estranho homem decide seguí-lo. Desta amizade, surge um sonho, se mudar dali e tentar uma carreira em Hollywood. Entretanto, o fracasso parece insistir em suas vidas, o que motiva Tommy a escrever, financiar, dirigir e protagonizar seu próprio filme, contratando toda uma equipe de filmagem e depositando todo seu esforço para enfim conquistar o sucesso.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Crítica: Cidades de Papel (Paper Towns, 2015)

Pegando carona no sucesso que "A Culpa é das Estrelas" fez ano passado, o filme é mais uma adaptação de John Green para as telas. Mais descompromissada, a obra não deixa de ser, ainda, um interessante relato sobre a adolescência, e no meio de boas ideias, diálogos e personagens, "Cidades de Papel" surpreende, ao ser muito mais do que pretende ser.

por Fernando Labanca

Tenho percebido que o público tem encarado, de longe, o filme com um certo preconceito. Muitos já o acusam de ser clichê e previsível somente pelo trailer. O garoto desajustado que se apaixona pela vizinha, que é inclusive, muito popular no colégio. Os adolescentes norte-americanos que tanto conhecemos e já estamos cansados de ver. Sim, ele foi vendido como "mais do mesmo". Por isso é tão bom chegar ali, no cinema e se deparar com algo maior, se surpreender pela forma como o roteiro consegue escapar dessas previsibilidades. Li o livro e fiquei feliz em saber que os responsáveis pela adaptação foram Scott Neustadter e Michael H.Weber, que já mereciam todo o respeito por obras como "500 Dias Com Ela" (2009) e "O Maravilhoso Agora" (2013). Aqui, eles realizam mais um excelente trabalho, compreendem o que é ser jovem, entregam beleza à adolescência e aos tempos que passaram. Nos fazem sentir falta de uma época que adorávamos odiar, o colégio. Trata-se de um produto extremamente simples, leve, teen, mas que ganha pontos por esta vibe saudosista que insere em sua trama, pela nostalgia que nos traz.

Outras notícias