Desde criança acompanhamos os filmes da Pixar. Seja pegando pela milésima vez o VHS para ver em casa - e se apaixonando posteriormente pelas versões em DVD porque eles vinham com extras - seja indo ao cinema com a família, com amigos ou até mesmo sozinhos já depois de crescidos. Faz parte de nossas vidas, crescemos vendo essas animações, no entanto, só depois de adultos que compreendemos a genialidade de suas criações e passamos a ver o estúdio com ainda mais admiração.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Ranking - Todos os filmes da Pixar
Desde criança acompanhamos os filmes da Pixar. Seja pegando pela milésima vez o VHS para ver em casa - e se apaixonando posteriormente pelas versões em DVD porque eles vinham com extras - seja indo ao cinema com a família, com amigos ou até mesmo sozinhos já depois de crescidos. Faz parte de nossas vidas, crescemos vendo essas animações, no entanto, só depois de adultos que compreendemos a genialidade de suas criações e passamos a ver o estúdio com ainda mais admiração.
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quinta-feira, 25 de junho de 2015
Crítica: Divertida Mente (Inside Out, 2015)
Assim como muitos admiradores da sétima arte, sou um grande fã da Pixar e apaixonado por muitos filmes que o estúdio já realizou, no entanto, é notável a decadência que sofreram nos últimos anos, entregando projetos duvidosos como "Carros 2" (2011) e "Valente" (2012). Quase dois anos sem lançar algo nos cinemas, eles voltaram, renovados, colocando "Divertida Mente" não só na lista dos melhores que eles já produziram ao longo de sua história, como uma das melhores animações dos últimos tempos.
por Fernando Labanca
Antes de mais nada é preciso ressaltar: "Divertida Mente" é um filme para adultos. Talvez por suas cores e por seu visual deslumbrante, as crianças poderão se envolver ali no momento, mas não vejo a possibilidade delas aproveitarem a obra tanto quanto os mais crescidos. Há muito o que pensar, analisar e refletir na tela, nos entregam uma ideia complexa, desenvolvida com inteligência e maturidade. Os próprios adultos, por sua vez, assistirão a trama com os olhos atentos, é preciso ver os pequenos detalhes deste roteiro engenhoso para acompanhar o excelente raciocínio que a obra propõe. É uma daquelas experiências únicas, que sabe ser nonsense na medida certa e genial na maior parte do tempo. Atualmente, nos cinemas, são poucos os cineastas que conseguem criar uma viagem boa com esta, Terry Gilliam, Charlie Kaufman e Michel Gondry são alguns desses profissionais que nos levam para um novo universo, para desfrutar algo que a realidade jamais será capaz de oferecer. Pete Docter, um dos cabeças da Pixar, é mais um a alcançar este feito. Ele fez isso em "Monstros S.A" (2001) e volta a fazer aqui.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Crítica: Universidade Monstros (Monsters University, 2013)
Grande sucesso da Pixar em 2001, "Monstros S.A", foi com certeza, um dos filmes mais criativos do estúdio e doze anos depois, eles lançam sua sequência. Uma continuação, digamos, desnecessária, logo que a trama havia se fechado por completo no primeiro, entretanto, o que de longe parece um recurso apelativo para ganhar dinheiro, já nos primeiros minutos e até seu final, "Universidade Monstros" prova a que veio e mostra, para minha surpresa, grandes motivos para ter sido feito.
por Fernando Labanca
Desta vez, conhecemos não o que ocorreu depois dos acontecimentos do primeiro, mas sim o que ocorreu antes, ou seja, como os monstros Mike e Sulley se tornaram amigos e mostrando que antes de tudo isso, eram grandes rivais na época da faculdade.
Desde pequeno, Mike Wazowski sonhava em seu um grande assustador, entrar para a Monstros S.A e conseguir armazenar a maior quantidade de gritos de criancinhas. Para isso, assim que completa maior idade, entra para a MU, a Universidade Monstro. Estudioso e extremamente compenetrado em cada aula, ele acaba se deparando com James Sullivan, o metido a valentão, que se acha o maior assustador de todos, mesmo sem estudar. Com um extremo espírito competitivo,os dois acabam se desentendendo e isso os coloca fora do programa em que estavam na Universidade e para chamar a atenção de uma professora durona para colocá-los de volta no curso, eles decidem provar que são bons em assustar entrando para a competição anual de sustos, porém, por falta de opção, acabam trabalhando juntos, entrando numa equipe de "losers", um grupo de monstros desajustados que nunca conseguiram competir nos jogos.
Não, não é melhor que o primeiro filme. No entanto, "Universidade Monstros" se mostra muito mais interessante do que parecia, se firma como o melhor da Pixar desde "Toy Story 3" e surpreende ao revisitar uma ideia já criada, prontos para tirar o melhor proveito dela, mesmo que através de clichês, o roteiro não se utiliza do que foi bom no anterior, cria uma nova trama, insere novos personagens, e assim se mostra ousado, simplesmente por não apostar naquilo que um dia deu certo. Fazia tempo em que não via a Pixar assim e o resultado foi muito além do esperado, um estúdio renovado, criativo mais uma vez, entregando ao público uma história redonda, de fácil compreensão, mas sem deixar de agradar, de trazer novas ideias, divertindo com seus bons diálogos e personagens extremamente carismáticos e apostando, diferente do anterior, muito mais no drama, fazendo de Mike e Sullivan personagens ainda mais interessantes, com conflitos mais consistentes. Não é superior ao "Monstros S.A", mas ganha mérito justamente por não ficar tão atrás, sendo uma sequência bem-vinda, que não estraga o que foi bom, muito pelo contrário, só reforça aquela brilhante ideia do primeiro, que pode muito bem ser comparado com ele e só por isso já merece respeito.
Se em "Monstros S.A", a dupla precisava lidar com um problema externo, a pequena Boo, vinda de "outro mundo", aqui eles precisam lidar com seus problemas internos, conhecer um pouco mais de si mesmos. É então que surge a beleza deste filme, a amizade entre os dois é desenvolvida aos poucos, de forma engraçada e sensível também, e mesmo na rivalidade, um acaba dependendo do outro. Mike que precisa de Sullivan para expor o monstro e a fúria que havia dentro de si, e Sulley que precisa de seu amigo para sentir de verdade toda a segurança que demonstra ter diante dos outros. E num mundo onde ser assustador é ser o melhor, eles também sentem medo, mesmo sendo monstros e é no outro que encontrarão a coragem e a força para sobreviver ali.A técnica em animação cada vez mais primorosa, chamando a atenção em cada textura, cenário e iluminação, em níveis extremamente reais. A trilha sonora, mais uma vez, sob o comando de Randy Newman, com ótimas canções que empolgam durante todo o filme. "Universidade Monstros" é definitivamente um programa imperdível, com roteiro bem cuidado, que explora muito bem cada detalhe de uma faculdade, os estereótipos, os valentões, os losers, as fraternidades, competições, tudo o que tem direito, e inserindo neste mundo personagens interessantes que possivelmente agradarão a todos, como a desajeitada equipe de Mike e Sullivan, que são muito engraçados e garantem bem as piadas do longa. Pra mim, uma grata surpresa, gostei bastante e saí do cinema com um sorriso no rosto, feliz por enfim ver uma animação de qualidade, que não se preocupa apenas com a técnica, mas principalmente com seu conteúdo. Divertido, simpático, comovente e na medida certa para agradar! Ponto para a Pixar. Recomendo.
NOTA: 8,5
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Crítica: Valente (Brave, 2012)
A cada ano a Disney Pixar lança um filme e sempre carrega junto de si aquela expectativa no público e a dúvida se o próximo projeto será tão bom quanto os anteriores, logo que a empresa é responsável por verdadeiras obras-primas nos últimos anos, como "Toy Story", "Wall-e" e "Up". E depois de um sucesso atrás do outro sempre veio a pergunta, até quando eles reinariam? E "Valente" vem ao cinema como a prova de que infelizmente a Pixar não passar por sua melhor fase, carente de um bom roteiro, carente, por incrível que pareça, de inteligência e criatividade, itens que estiveram presentes em todos os filmes e que devido a eles nos afeiçoamos às suas animações.
por Fernando Labanca
A Disney desde muito tempo foi aquele estúdio que nos apresentou um mundo lúdico dos contos de fadas, o universo das princesas, dos reis e rainhas. Com um cenário medieval, mais precisamente, uma antiga Escócia, a Pixar retorna ao universo das princesas, entretanto com um tempero a mais, temos como heroína a princesas Merida, aquela que vai contra os padrões, que não aceita aquele velho destino de qualquer filha de um grande reino, casar e ser líder, agir como uma mulher respeitada, seguir ordens. Para seu desespero, Merida conta com a ajuda de sua mãe, que se mantém ao seu lado para lhe dar ordens e ditar tudo e como ela deve ou não deve agir. Eis que Elinor, sua mãe, decide realizar um torneio, colocando três primogênitos de três reinos diferentes, para que disputem a mão de Merida, que não aceita e decide lutar pela própria mão. Como último ato de querer fugir daquilo que já lhe estava pré-estabelecido, ela encontra uma poção mágica capaz de mudar sua mãe e como consequência, seu destino.
A premissa de "Valente" é ótima, não há como discutir isso, reconstruindo o universo clássico de uma princesa, lhe atribuindo características novas, Merida é de fato, uma personagem interessante, jovem, querendo viver a vida e não simplesmente aceitar sua vidinha comum. A relação que ela tem com a mãe fortalece ainda mais a idéia, quando a rainha vai contra a tudo o que sua filha diz, jamais aceitando suas atitudes, muito comum numa relação mãe-filha. O filme ganha força neste momento, mas é logo destruído quando de repente, muda seu foco e a trama segue por um caminho não tão óbvio, mas muito sem graça. O filme começa com um torneio que tinha tudo para ser interessante, homens disputando por aquilo que a protagonista jamais entregaria, é então que o roteiro simplesmente ignora esses fatos iniciais e segue mais no drama familiar, o grande problema é que para revelar esses conflitos, eles transformam a mãe num urso e pronto, a porta para o fiasco é aberta e a trama vai decaindo a cada passo que segue. Quando soube que a história seria centrada nesta relação entre as duas, isso me animou, mas acabou sendo decepcionante. Os conflitos entre Merida e Elinor são facilmente resolvidos, sem um grande momento, sem grandes inovações, longe do que conhecemos dos roteiros da Pixar. A trama ainda reserva um espaço para o humor que não faz rir e se mostra pobre e por vezes forçado, além de uma forjada aventura, aquela mostrada nos trailers, onde tudo se resume a princesa correndo com seu cavalo por cenários limitados, sem ter que enfrentar nenhum perigo ou nenhum obstáculo, tudo muito rápido, muito fácil, que não diverte e nem empolga.
O que chama mesmo a atenção em "Valente" é seu visual, a cada ano as técnicas em animação se mostram ainda mais aprimoradas e o filme revela um nível assustador, desde os cenários bastante realistas, aos riquíssimos detalhes dos personagens. É claro que o que mais se destaca é o tão comentado cabelo da protagonista. É simplesmente belo, extremamente bem feito, mas chega a ser um grande problema quando o grande atrativo do filme é o cabelo da personagem e não as "aventuras" que ela está vivendo. A trilha sonora ajuda a compor a trama, composta por Patrick Doyle, ele realiza um trabalho bom, mas que não vai além do que se espera de uma história medieval, nada que fique na cabeça ao seu término.
"Valente" vale por seu visual, apenas. Parece um exercício do estúdio para treinar e mostrar o quão a animação está avançada, mas dessa vez, bem diferente do que a Disney Pixar realizou nos últimos anos, acabou deixando a inteligência e um bom roteiro de lado, optando por caminhos fáceis e sem nenhuma criatividade. E no fim, a sensação que fica é que ele vai contra a tudo o que desenvolveu em sua premissa, a liberdade daquela jovem e aquela ousadia de querer fazer as coisas diferentes, fugir do padrão, tudo parece errado em seu final, pois toda a desgraça que acontece entre a família foi causada por sua ousadia, o que podemos concluir disso? Faça tudo o que te mandam fazer, não fuja dos padrões. Pois bem, a Pixar resolveu pôr isso em prática e fez exatamente o que a trama dizia, não ousou, não arriscou e nisso, acabou realizando seu mais fraco trabalho, longe de ser lamentável, o filme tem suas qualidades, é bem feito e isso é inegável, no entanto se mostra limitado demais, pequeno demais, fraco para um estúdio que nos provou que tudo era possível. NOTA: 6
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Crítica: Toy Story 3 (2010)
Hollywood adora sequências, isso é fato! Algumas são totalmente desnecessárias feitas por somente e nada mais que dinheiro, outras, digamos, que são muito necessárias. E Toy Story se encaixa nesse grupo, mais do que necessário é um filme bem-vindo e a cada segundo que vemos o longa sentimos que era para ser feito, não era uma história para ser deixada de lado! A Pixar mais uma vez fez a coisa certa, resgatou uma das mais criativas e originais tramas de animação já feitas.por Fernando Labanca
Em 1995, John Lasseter e a Disney Pixar revolucionaram a forma de se fazer filmes infantis: a animação 3D, com a criação de Toy Story, a trama que dava vida a brinquedos, trouxe para as telas aquilo que estava preso na imaginação de todas as crianças. Em 1999, obviamente, devido ao sucesso do primeiro, teve sua sequência, filme carismático, trazendo as mesmas fórmulas que o anterior. Eis que depois de sucessos como "Procurando Nemo", "Carros" e o recente e muito elogiado "Up", a Disney Pixar trouxe novamente Wood, Buzz Lightyear e o grupo de brinquedos de Andy em mais uma aventura, mas dessa vez, com um detalhe, um grande detalhe, que o difere dos demais.


A Trama ocorre dez anos depois do término de Toy Story 2. Agora muita coisa mudou. Andy cresceu e não liga mais para seus brinquedos, já é um moço crescido e está prestes a entrar para a faculdade. Está de mudança e para isso pegou todos os seus brinquedos e colocou numa caixa para deixá-los no porão, ignorando a ideia de sua mãe, que iria levá-los para uma creche. Wood entra em desespero, não se conforma como tudo vai acabar, gostaria que o tempo voltasse e Andy voltasse a dar atenção a eles, diferente de Buzz e todo o grupo que já não ligam mais para as consequências e se acostumaram com seus destinos, o abandono! Entretanto, devido a um incidente, todos os brinquedos acabam sendo levados para a creche e chegam a conclusão de que não é o fim, será só um novo começo, que tudo melhoraria, menos Wood que odeia o fato de ir para uma creche. Até que eles conhecem Sunnyside, o paraíso dos brinquedos.
Na creche, o g
rupo iniciante conhece Lotso, um urso rosa com cheiro de morango, o grande veterano, que os introduz ao fantástico mundo de Sunnyside. Todos os dias, crianças brincam e dão atenção para todos, e quando elas crescem, elas vão embora, e o que acontece? Outras crianças chegam e o ciclo da diversão nunca acaba, nunca mais seriam abandonados. Mas Wood não acredita nessa teoria, acredita que Andy os quer ao lado dele, mesmo que no porão e foge, abandonando seus amigos. É quando tudo muda, e a creche que aparentemente era o paraíso, se torna o verdadeiro inferno, Lotso e sua gangue colocam Buzz e seus amigos no pior lado de Sunnyside, onde as crianças mais hiperativas brincam e eles descobrem que existe no local uma certa hierarquia que deve ser respeitada, um "governo" manipulador que controla o destino de cada brinquedo, liderado por Lotso.
rupo iniciante conhece Lotso, um urso rosa com cheiro de morango, o grande veterano, que os introduz ao fantástico mundo de Sunnyside. Todos os dias, crianças brincam e dão atenção para todos, e quando elas crescem, elas vão embora, e o que acontece? Outras crianças chegam e o ciclo da diversão nunca acaba, nunca mais seriam abandonados. Mas Wood não acredita nessa teoria, acredita que Andy os quer ao lado dele, mesmo que no porão e foge, abandonando seus amigos. É quando tudo muda, e a creche que aparentemente era o paraíso, se torna o verdadeiro inferno, Lotso e sua gangue colocam Buzz e seus amigos no pior lado de Sunnyside, onde as crianças mais hiperativas brincam e eles descobrem que existe no local uma certa hierarquia que deve ser respeitada, um "governo" manipulador que controla o destino de cada brinquedo, liderado por Lotso.
Na busca de Andy,
Wood acaba se metendo em algumas enrascadas e descobre que a creche em que seus amigos se encontram não é o melhor lugar do mundo e percebe que precisa salvá-los. Lotso e sua equipe, que conta com a ajuda de brinquedos como um Bebê gigante e ninguém mais que Ken, o famoso companheiro de Barbie, que aliás, a bela boneca também inicia sua trajetória na creche e acaba fazendo amizade com Buzz e sua turma e claro, se apaixonando verdadeiramente por Ken, que é um metrossexual viciado em roupas. Os veteranos encontram o manual de Buzz e o desconfigura, apagando toda sua memória, além de fazer Rex, o Sr. e a Sr. Cabeça de Batata, Jessie e os outros amigos de reféns. Todos os brinquedos se reúnem e percebem que precisam virar o jogo e arquitetar um plano brilhante para se libertarem e irem atrás de Wood e Andy.
Wood acaba se metendo em algumas enrascadas e descobre que a creche em que seus amigos se encontram não é o melhor lugar do mundo e percebe que precisa salvá-los. Lotso e sua equipe, que conta com a ajuda de brinquedos como um Bebê gigante e ninguém mais que Ken, o famoso companheiro de Barbie, que aliás, a bela boneca também inicia sua trajetória na creche e acaba fazendo amizade com Buzz e sua turma e claro, se apaixonando verdadeiramente por Ken, que é um metrossexual viciado em roupas. Os veteranos encontram o manual de Buzz e o desconfigura, apagando toda sua memória, além de fazer Rex, o Sr. e a Sr. Cabeça de Batata, Jessie e os outros amigos de reféns. Todos os brinquedos se reúnem e percebem que precisam virar o jogo e arquitetar um plano brilhante para se libertarem e irem atrás de Wood e Andy.
Dessa vez, a direção é de Lee Unkrich, que respeita a boa direção dos filmes anteriores e constrói um filme fantástico em cima do brilhante roteiro de Michael Arndt, o mesmo de "Pequena Miss Sunshine". Toy Story repete muito das fórmulas dos primeiros mais inova em outras, trazendo novos personagens, todos carismáticos e que são muito bem inseridos na trama, além da forma como o filme é conduzido, sempre dinâmico e muito divertido. Somos facilmente levados para dentro da história.
Wood vira herói, Buzz Lightyear está mais engraçado do que nunca, Sr e a Sr Cabeça de Batata enchem a tela com boas piadas, além da genial idéia de fazer com ela perca seus olhos que ficaram no quarto de Andy, e sempre quando ela fecha o olho restante consegue enxergar o que ocorre no quarto. Lotso, o vilão, é interessante, principalmente quando descobrimos que seu ódio teve fundamento. Barbie e Ken são um charme a parte, simplesmente hilário seus momentos, além das boas piadas sobre a sexualidade de Ken, impecável. Todos estão melhores do nunca, e os novos personagens só ajudam a compor essa grande trajetória.
A Trilha sonora é ótima, e fundamental para o desenvolvimento do longa, é todo o tempo, instrumental e brilhantemente inseridas nas horas certas. Nas cenas de ação e aventura, principalmente, a música acaba empolgando bastante. A fotografia é bem utilizada também, a maneira como a creche "Sunnyside" é vista no ínicio é bem colorida e bela aos olhos, diferente de quando todos descobrem o pesadelo que é viver lá, o local passa a ser mostrado com outra perspectiva e a fotografia ajuda nessa identificação, o colocando como um lugar mais sombrio. Vale citar os diferentes cenários que são mostrados, provando o alto nível de criatividade da equipe e sempre com ótima qualidade. A Animação também atinge um nível bem superior aos anteriores, principalmente na parte das texturas dos brinquedos, temos a sensação que podemos sentí-los com os olhos.
Quando o filme acaba é difícil chegar a uma conclusão, confesso. Sim, é o melhor de todos, primeito de tudo. Segundo, um dos melhores da Disney Pixar e terceiro, um dos melhores do ano, sem dúvida. Agora sobre o filme...isso sim é difícil. Toy Story 3 traz vários elementos presentes nos primeiros e isso traz uma boa nostalgia, como falas que marcaram seus personagens. Isto é muito bacana pois é isso que o filme nos quer dizer, tudo aquilo que ficou para trás, aquilo que foi bom e permanecerá para sempre em nossas memórias, seja uma pessoa ou todo um momento, algo que perdemos pela passagem do tempo e dificilmente iremos resgatar. No começo da crítica comentei que havia um detalhe que o difere dos demais, e na verdade, nada mais é que um grande elemente que faz toda a diferença no filme, a emoção, o roteiro caprichou no drama, e temos, digamos, um final de cortar o coração, há um bom tempo não me sentia tão comovido e emocionado após um filme, lágrimas poderão correr fácil em Toy Story 3.
Um filme belo, inteligente, comovente, capaz de contagiar e emocionar os mais insensíveis. Um filme que fala sobre amizade, é claro, e mais do que isso, sobre o sentimento da perda, sobre o passado que não mais retorna. Assistam e não percam sob nenhum pretexto!
NOTA: 10

NOTA: 10

domingo, 4 de outubro de 2009
Crítica: Up - Altas Aventuras (Up, 2009)

Como de costume, a Disney Pixar lança no ano mais uma animação, e para seguir a tradição, mais uma vez, acertam, constroem um belo, sincero e divertido filme.
por Fernando
Um velho que amarra em sua casa milhares de balões e sai voando para uma grande aventura!! Se fosse apenas isso, valeria pela originalidade, mais o longa vai além e constrói um grande propósito para tudo isso e é este propósito o grande potencial do filme. Este velho, Carl Fredericksen, em sua infância, apresentada incrivelmente no início do filme, era um garoto tímido e cheio de sonhos, sonhava em viver uma grande aventura, até que conhece Ellie, uma garota extremamente extrovertida que compartilha seus mesmos sonhos, e através da imaginação, eles embarcam am grandes aventuras, mas nada tão real. Ellie faz então, um álbum, com mapas e imagens do lugar em que sonhava estar, na América do Sul, mais precisamente em Cataratas do Paraíso, entretanto, ela queria levar com ela sua barca, ou seja, sua casa junto, além disso, no álbum ela também reservava um espaço para escrever tudo que vai viver nesse paraíso.
Carl e Ellie se tornam grandes e inseparáveis amigos, até que dessa amizade surge um amor, e desse amor, um eterno casamento. Foram morar na casa "de aventuras" dela e lá viveram um grande amor, mas eles envelhecem, e como tudo na vida tem seu fim, Ellie acaba morrendo, deixando Carl sozinho novamente. Ele se sente deprimido por nunca ter realizado o grande sonho dela, ir para as Cataratas. O mundo já não é mais o mesmo, a vizinhança já não é mais a mesma, todas as casas são derrubadas, menos a sua, pois o velho rabugento não aceitava nenhum contrato para a destruição de sua casa para uma construção local, e por um descuido seu, ele acaba se estressando e acaba violentando um dos trabalhadores e todos passam achar que Fredericksen é uma ameaça e o juíz decide enviá-lo para um asilo. Desiludido com tudo e querendo abandonar toda essa bagunça que se tornou sua vida, ele decide partir, de um jeito bem inusitado, amarra os balões em sua casa e sai voando. Ir para América do Sul também era seu sonho, desde criança sonhava em ser como Charles Mudds, um grande aventureiro, que voou para as florestas desconhecidas para provar a existência de uma ave rara e nunca mais voltou.
O que Carl não esperava que ao decolar, um jovem escoteiro estaria em sua varanda. Este é Russel, uma criança tagarela e cheia de sonhos, gordinho e faminto por grandes aventuras, sem ter outra opção, Fredericksen é obrigado a levá-lo. Uma casa voadora, e duas pessoas que dividiam algo em comum, o sonho de voar bem alto e viver uma aventura. Uma viajem arriscada que quase dá certo, a não ser por um simples motivo, por acidente, Carl acaba tendo um pouso forçado, parando alguns quilômetros de distância da tão sonhada Catarata, seu objetivo passa a ser, com a ajuda do jovem aventureiro, realizar o sonho de Ellie e colocar a casa no pico das montanhas do outro lado da floresta.
Mas Até que isso aconteça, Fredericksen e Russel vão vivenciar altas aventuras, conhecem o divertido e dócil cãozinho Dug, que fala. Até que conhecem Kevin, uma rara ave, e com a chegada desse estranho animal, a ventura ganha novo rumo, pois eles passam a ser perseguidos por um exército de cães que são manipulados pelo chefe, Charles Mudds. Ele ainda não terminou sua busca pela ave, e vai fazer de tudo para tê-la em sua mãos, mesmo que isso coloque em risco a vida dos aventureiros. E os planos de Carl e Russel se tornam cada vez mais arriscados, e com o passar do tempo, um vai aprendendo mais sobre o outro, descobrindo as fraquesas e os medos de cada um e descobrindo que são capazes de fazer muito mais coisas do que imaginavam, porém nada o que presenciam vai trazer Ellie de volta e as páginas de seu álbum sempre estarão vazias.
Up: Altas Aventuras nos trás uma história divertida e muitas vezes emocionante, uma trama, assim como os filmes da Disney Pixar, consegue envolver tanto crianças quanto adultos. Uma história infantil, mas com um toque maduro. Um filme bem feito, com ótimos efeitos, que com certeza vai prender a atenção de pessoas de qualquer idade.
Entretanto, o filme não acerta por completo, tem suas falhas. Aponto como a principal falha, alguns furos do roteiro, como a inexplicável aparição de Charles Mudds, muitos anos depois, com um rosto bem mais jovem que Carl, sendo que quando este tinha, provavelmente uns 8 anos, Charles aparentava já ter uns 40 anos (???!!!). E para piorar, ao decorrer da história, Charles se torna um vilão chato, com um propósito um tanto quanto inútil, além do nonsense exército de cachorros que manipula, todos falam, devido a uma coleira desenvolvida pelo mesmo, é engraçado, em alguns momentos, mas é estranho. Apesar que esse "exército" está bem representado pelo principal entre eles, Dug, uma personagem até que divertida, capaz de amar qualquer estranho que aparece na frente.
Talvez, até, o filme não seja tão bom, devido o fato da primeira parte exibida ser tão boa, tão bem desenvolvida, que infelizmente, os atos posteriores não conseguem acompanhar o excelente ritmo criado no ínicio, deixando a desejar.
Mas mesmo assim, por outro lado, o filme consegue se manter acima da média, isso graças ao carisma das personagens principais. O velho Fredericksen é demais, e sua dupla com o jovem Russel é fantástica. Russel é incrível também, salva muitas cenas, é extremamente divertido, e fazem dele uma criança real, com atitudes e sentimentos de uma criança de verdade.
Filme recomendado para todos. No final, percebemos que as qualidades do longa superam as falhas. Uma animação bem produzida, desenvolvida, um ótimo trabalho, e mais uma vez, palmas para a Disney Pixar pela realização de mais um grande filme. Descomprometido, sensível, belo e divertido, Up, sem sombra de dúvida é uma ótima escolha para um final de semana!
NOTA: 8.0
domingo, 4 de janeiro de 2009
DVD: WALL-E

A Disney Pixar se supera nesse sensível, divertido e extremamente inteligente longa de animação. Mais do que um filme para se divertir num fim de semana, mas uma história para se refletir, um filme obrigatório!
por Fernando
No filme, muitos anos depois, quando a Terra se tornou um planeta inabitável devido ao excesso de lixo tóxico que passa a tomar conta das ruas, das cidades ( e acabou não tendo mais espaço para o próprio homem), por causa disso, muitas pessoas morreram e as que conseguiram sobreviver vivem numa espécie de cruzeiro pelo universo e só voltariam quando fosse detectado algum tipo de vida na Terra.
No meio desse caos, WALL-E, um simpático "robô" é enviado à Terra para compactar o lixo criado pelo homem. Vive sózinho e tenta ao máximo se adaptar, cria sua própria casa, pega no meio dos lixos tudo aquilo que pode ser útil a ele mesmo e no meio de sua bagunça ele guarda uma fita de vídeo que contem um filme que tanto gosta, cenas de um musical onde dois parceiros se tocam e dançam apaixonados, ele se envolve tanto que sonha em um dia encontrar alguém. Até que esse dia chega!
Eva é um robô que é levada à Terra para detectar vida, mas nessa sua ida acaba conhecendo WALL-E. Os dois não falam, a não ser o próprio nome, eles fazem amizade e o carente robozinho tenta de todas as formas conseguir, pelo menos, tocar sua mão, e ela se torna aquilo que sempre sonhou, uma companhia. Até que um dia ele lhe mostra uma planta, Eva detecta a vida e é enviada novamente para o espaço, porém WALL-E não desiste fácil e embarca numa aventura que pode lhe custar a própria vida, somente para reencontrar sua amada, ele viaja ao espaço, vão parar no cruzeiro, onde a planta será analisada e os seres humanos decidirão se voltarão para a Terra. Ao chegar nesse "cruzeiro", WALL-E se depara com uma vida completamente diferente, as máquinas comandam e manipulam a vida dos seres humanos, e por mais que essas pessoas tenham sobrevivido, elas praticamente perderam a vida, viraram "vegetais", só comem, ficam sentadas o dia inteiro conversando pela internet (ou seja, perderam a comunicação entre pessoas), não vivem mais!! Mas aos poucos, essas pessoas, devido à alguns desastres, começam a enxergar o que estão a sua frente, as pessoas, as estrelas, a vida! E percebem que querem viver novamente, enquanto isso, o capitão que iria decidir o futuro daquela nave, percebe que a Terra não é mais a mesma e que uma planta viva pode não significar que eles podem voltar, não há mais água, mais árvores, o solo não é mais o mesmo, não há mais belas paisagens como eles acrediram que iriam encontrar. E ao mesmo tempo, WALL-E tenta salvar a vida da planta, já que muitas máquinas querem se apossar dela para não terem que voltar. E nisso, Eva acaba percebendo o quanto ele é especial, e o quanto ele a ama, sendo que ela não tinha analisado o quanto de coisas que ele fez para tê-la de volta.
A Disney Pixar se supera a cada filme, e esse foi seu auge. Pode ser um filme que não agrade tanto as crianças ou até mesmo alguns adultos, por não ter a mesma fórmula que todas as outras animações, não tem animaizinhos bonitinhos e engraçados fazendo piadas a todo tempo. Há personagens inteligentes, mesmo sem falas, onde o diálogo fica em segundo plano, as expressões e os sons falam por eles, e falam mas do que qualquer outro filme.
A trilha sonora é impecável e fundamental para o filme, já que é através dela onde percebemos o que está acontecendo na mente das personagens, ou o que o momento quer, se é divertir ou emocionar.
Mesmo com tão poucas falas, o filme fala muito, quer dizer muitas coisas. WALL-E faz uma crítica ao modo de vida das pessoas e o que estamos fazendo com nosso mundo e nos faz refletir sobre aonde iremos parar se não agirmos da maneira certa! É inteligente e profundo, mexe com o expectador mais insensível, emociona pela sinceridade do filme, o amor mostrado no longa deixa qualquer filme de romance no lixo, uma história de amor que há anos não é mostrada com tanto sentimento no cinema. Boas personagens, um bom roteiro, uma excelente direção, trilha sonora, efeitos visuais e sonoros. O filme simplesmente não erra, surpreende com tantos pontos positivos.
Nota: 10
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