
por Fernando Labanca
M.Night Shyamalan que sempre escreveu seus próprios filmes, resolveu inovar e tentar, apelar, talvez, para algo mais popular, e durante dois anos, o roteirista tentou escrever uma adaptação justa ao desenho Avatar, sucesso garantido, inclusive aqui no Brasil, que reune milhares de fãs. Infelizmente, não tive a oportunidade de assistir o desenho inteiro e acompanhar a história do início ao fim, portanto como adaptação não terei nem o direito de opinar muito, vi O Último Mestre do Ar, não como fã da animação, mas sim, como admirador do diretor/roteirsta.
A história é básica. Durante anos, quatro reinos viviam em paz, o reino da Água, da Terra, do Ar e do Fogo. E para que esses mundos tão distintos vivessem em paz, sempre teve a existência do Avatar, ser que tem o poder de se comunicar com o mundo espiritual e assim manter o equilíbrio dos reinos. Eis que o Reino do Fogo, possuído pelo desejo do poder e ser a nação mais forte, que oprime as demais, inicia uma guerra. No sul do Reino da Água, dois jovens, Sokka (Jackson Rathbone) e Katara (Nicola Peltz) que tem o dom de manipular a água, encontram um jovem perdido, Aang (Noah Ringer) e seu bizão, e logo descobrem que ele nada mais é que o último Avatar, simplesmente por ter o dom de dominar o ar, o último mestre do ar. Há anos ele fugiu de sua comunidade, após saber seu destino como Avatar, e congelado, pára no tempo, e acorda, ainda jovem, muitos anos depois, e disposto a aceitar seu caminho e trazer a paz e o equilíbrio de volta.
E para isso, ele começa a ter treinos e a aprender a dominar todos os elementos. Enquanto isso, sabendo da volta do Avatar, o Reino do Fogo traça uma busca do garoto, como a última forma de conseguirem o poder total. E nesta busca, há Zuko (Dev Patel), que mais do que trazer o poder ao seu reino, ele deseja a atenção de seu pai. E num mundo onde tudo parecia estar perdido, Aang trás a esperança a todos os povos e luta ao lado de seus amigos para finalmente alcançarem a paz.

Como eu havia dito anteriormente, M.Night Shyamalan inova no que conhecemos por "blockbuster". Avatar tem tudo para ser um, a história, os elementos fantásticos, efeitos de ótima qualidade, mas o diretor coloca na tela, aquilo já esteve bastante presente em sua carreira, o espiritualismo, tudo ocorre de uma forma mais "zen", mais pacífica, sem explosões e barulhos desnecessários.

Os efeitos são ótimos, assim como a incrível fotografia, aqui o trabalho de M.Night como diretor cresce, seu primeiro com tantos efeitos e mesmo assim, ele soube administrá-los de forma correta. Mas quem fica responsável por tirar o fôlego, foi James Newton Howard, o veterano compositor responsável pela trilha sonora de alguns filmes do diretor, ele mostra seu incrível talento mais uma vez, a trilha é fantástica e nos hipnotiza em determinadas cenas.

Como comparação ao original, infelizmente, não sei dizer, mas como filme em si, O Último Mestre do Ar funciona bem, não é melhor desempenho de M.Night, mas também não é o pior. Com tantas explicações no longa, acredito que o roteirista tentava chamar a atenção de pessoas que não o acompanhavam na TV, e ao meu ver, conseguiu, pelo menos, me senti extremamente atraído por este longa, que apesar dos defeitos, é um deleite aos olhos, há beleza não só nas imagens como nos diálogos, e ainda, o filme nos dá a entender que terá uma continuação, e finalmente quando o filme acaba, diferente de todos os blockbusters, sentimos...paz! Recomendo.
NOTA:8,5
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