Até pouco tempo atrás era raro poder ir ao cinema e se deparar com um filme de terror bom. Felizmente, este cenário tem mudado e obras como "O Homem nas Trevas" prova o quanto ainda há a ser explorado no gênero e prova que existe um novo cara em cena, corajoso e talentoso o suficiente para recriar as fórmulas, Fede Alvarez.
por Fernando Labanca
Já podemos afirmar que 2016 foi o ano do terror ou ano em que ele renasceu. Foi uma onda inciada ano passado, quando "Corrente do Mal", com baixo orçamento, conseguiu trazer um novo fôlego, uma nova saída para o gênero. "A Bruxa", que ainda conquistou prêmios importantes, mostrou que existe cinema e existe arte quando bem realizado. "Invocação do Mal 2" e "Rua Cloverfield, 10" quebraram a sina das continuações ruins e entregaram filmes de grande qualidade. "O Homem nas Trevas" entra para este seleto grupo, com baixo orçamento, sem pretensões, que faz sucesso pelo boca-a-boca e nem tanto por uma boa campanha de marketing. Fede Alvarez, diretor uruguaiano, que apadrinhado pelo mestre Sam Raimi - que aqui produz -, retorna depois do bem sucedido remake de "A Morte do Demônio" (2013) e consegue trazer um produto ainda melhor, mais refinado e ainda mais poderoso, mais marcante. Temos aqui uma aula de cinema em uma das obras mais surpreendentes do ano.
