Mostrando postagens com marcador Jesse Eisenberg. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesse Eisenberg. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de abril de 2016

Crítica: O Fim da Turnê (The End of The Tour, 2015)

Em 1996, o jornalista David Lipsky viajou ao lado do renomado escritor David Foster Wallace durante sua última turnê de divulgação de seu livro. Esse filme é sobre esta viagem e sobre tudo o que você conseguir absorver dela.

por Fernando Labanca

A trama se inicia quando é anunciado a morte do escritor David F. Wallace. Quando recebe a notícia, o também escritor e jornalista David Lipsky relembra do momento em que conheceu aquele excêntrico homem. 1996, quando Lipsky trabalhava na revista Rolling Stone, decide escrever sobre o autor do momento naquela época, quando lançava sua obra-prima "Infinite Jest" e estava prestes a finalizar sua turnê de divulgação pelos Estados Unidos. É então que o jornalista, surpreendentemente, consegue este encontro, viajando lado a lado com este ser que tanto o fascina e o inspira.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Crítica: A Rede Social (The Social Network, 2010)

Um dos filmes mais comentados dos últimos meses e vencedor de prêmios importantes na Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos, incluindo Melhor Filme e Diretor, e citado como um dos favoritos para o Oscar 2011. "A Rede Social" tem a direção do aclamado David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button) e conta com atuações marcantes de Jesse Eisenberg e Andrew Garfield.

por Fernando Labanca

O filme mostra a criação do Facebook, uma das redes sociais mais populares da internet, e mais do que isso, nos mostra como esses jovens por trás desse projeto se tornaram milionários tão cedo. Primeiramente, conhecemos os jovens intelectuais afim de muita badalação nos corredores de Harvard, dentre eles, está Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), mimado, folgado, grosseiro, inteligente e ao mesmo tempo, um verdadeiro babaca. É apaixonado por Erica (Rooney Mara), sua namorada, até que um dia ela resolve abandoná-lo, logo que percebeu o quão idiota ele é. Decepcionado com a situação, e ao mesmo tempo querendo levar a melhor, achando que estaria "virando o jogo" começa a humilhá-la em seu blog. Não suficiente, com a ajuda de seus amigos, inclusive de Eduardo Saverin (Andrew Garfield), seu colega de quarto, utilizando seus conhecimentos em criação de programas, cria na mesma hora um, onde buscando imagens das garotas da faculdade em redes sociais e hackeando a segurança de Harvard, tem o intuito de criar uma espécie de duelo entre desconhecidas, e os internautas escolheriam quais eram as melhores, o "facemash".


Com isso, Mark ganha notoriedade, principalmente da parte de três jovens, Tyler e Cameron Winklevoss (Armie Hammer) e Divya (Max Minghella) que buscavam conhecimento para criarem um grandioso projeto na internet e vão atrás do expert, que aceita o convite. Enquanto isso, Eduardo se vê envolvido com alguns grupos importantes da faculdade, coisa de Mark sempre quis, mas nunca conseguiu, e para resolver este problema se envolve neste projeto, acreditando se tornar um milionário e ser reconhecido pelos seus conhecimentos. Entretanto, ele não participa das reuniões da criação, e sem que os estudantes percebessem, Mark "rouba" as idéias deles e cria o "thefacebook".

Sem se importar com as consequências de seu ato, Mark acaba parando na justiça, acreditando que realmente não está errado, sem se importar com qualquer outro depoimento que não seja o seu. No presente, Eduardo leva Mark para a justiça para ter o que lhe é de direito sobre a criação do facebook, e para compreender como os dois amigos foram parar ali naquela discussão, o filme vai nos mostrando fatos do passado que os levaram até ali, desde a criação do projeto, as primeiras desavenças, até a chegada de Sean Parker (Justin Timberlake), um empreendedor sacana que vendo um futuro brilhante para o "facebook" começa a participar do projeto, influenciando diretamente nas escolhas de Mark.

"A Rede Social" é muito mais do que apenas a criação do facebook, é um retrato fial a juventude 2.0, aos novos tempos, os novos caminhos que a nova geração seguiu devido a tecnologia. Onde as relações se limitam a sites de relacionamento e quando os conflitos tem que ser resolvidos cara a cara, o ser humano falha, é quando vemos, então, a falta de caráter dos mesmos. O que mais impressiona nessa nova sociedade mostrada no filme, não é apenas a fragilidade das relações, mas o quão longe o homem vai para conquistar seus objetivos, indo contra seus próprios valores, valores como família, amizade, bondade, enfim, tudo o que denominamos de correto, são completamente ignorados. Os valores mudaram, e são assustadores, fama, dinheiro, nem que para tê-los seja preciso roubar, trair, mentir.

David Fincher acerta mais uma vez, construindo uma filmografia invejável. Há uma certa badalação em cima de seu nome recentemente, como provável indicado e quem sabe vencedor do Oscar no ano que vem. Não concordo com essas afirmações, "A Rede Social" definitivamente é um filme incrível, mas ao meu ver, diante das maravilhas que Fincher já realizou, este é o mais fraco. Se era para ter prêmios importantes em sua prateleira, deveria ter sido por outros trabalhos, e não por este, que ainda sim é ótimo, mas não inova em muitas coisas. O roteiro é simples, ajudado pelo fato de ser editado de forma não linear, onde os fatos do passado e presente são mesclados, enriquecendo o filme, e não permitindo que ele escorregue, se tornando algo atrativo e nos prende pela curiosidade de compreender o que realmente aconteceu.

O elenco ajuda ainda mais. Jesse Eisenberg está muito interessante na pele de Mark Zuckerberg, com trejeitos novos e bem diferentes de seus outros papéis, por outro lado, cria uma forma de falar bem complicada para aqueles que acompanham o filme com a legenda, extremamente rápida, comendo sílabas e principalmente vírgulas. Outro destaque é Andrew Garfield, que futuramente estará nos cinemas na pele do Homem Aranha, realiza um trabalho notável e seu personagem é de longe o mais interessante do filme e é por ele que torcemos e sofremos. Ainda temos Justin Timberlake, muito bem em cena, mais uma vez, Armie Hammer interpretando dois personagens, os gêmios, onde acreditamos facilmente que são dois atores diferentes, e participações de belas mulheres, como Rooney Mara, bastante interessante e Rashida Jones (ex- "The Office").

Um filme excelente, não tão bom quanto a mídia está citando. O fato de ter sido estreiado nesta época do ano favorece na seleção de prêmios por ser mais lembrado, se tivesse sido lançado no meio do ano, talvez teria sido ignorado, assim como os próprios criadores do "facebook" acreditavam. Um projeto muito bem realizado, com diálogos interessantes, sequências bem elaboradas e atuações notáveis, um filme acima de tudo, inteligente e marcante e nas mãos do diretor certo. Pode sim ser considerado "um dos" melhores do ano, mas não "o".

NOTA: 8.5

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Crítica: Zumbilândia (Zombieland, 2009)


Os zumbis atacam novamente os nossos cinemas, mas agora, com um grande diferencial! Além de inserir na trama, comédia, o grande roteiro ainda se permite, mesmo com tanto sangue e pancadaria, ser inteligente e sensível!


por Fernando Labanca

Hollywood não se cansa, eles querem mesmo os zumbis! Filmes como Resident Evil e Madrugada dos Mortos tiveram destaque nos cinemas e agora o mesmo tema volta com outra perspectiva.

Zumbilândia, filme de Ruber Fleischer, conta sobre a praga do século XXI, onde o planeta inteiro foi contaminado por um perigoso vírus que transformou todos (quase todos) os seres humanos em terríveis zumbis, que se arrastam pelas ruas atrás de carne viva! O mundo se torna um verdadeiro caos, não há mais vida, casas foram destruídas. E no meio de tudo isso, há um sobrevivente, Columbus (Jesse Eisenberg), um jovem que mora sózinho, longe da família, que provavelmente virara zumbis, não tem vida social, não namora, não tem amigos próximos, mas quando se vê diante desse desastre, passa a sentir falta de tudo aquilo que nunca teve...vida! Porém, há um grande motivo por ele ainda estar vivo, criou mentalmente regras para não ser pego por zumbis e virar um deles, pratica exercícios físicos para poder correr deles, não entra em banheiros públicos pois é um péssimo lugar para fugir e um ótimo lugar para ser encontrado, sempre olha no banco de trás do carro, para não correr o risco de ser pego de surpresa, entre outras.


Até que Columbus, em busca de sua família, encontra um outro sobrevivente, Tallahassee (Woody Harrelson), porém, um ser bem diferente dele, não cria regras para não ser pego, muito pelo contrário, faz de tudo para encontrar um zumbi e espancá-lo até a morte, e por isso, anda para todos os lados com todos os tipos de armas possíveis. Percebendo que são um dos poucos sobreviventes, se unem, cada um com seu objetivo, Columbus deseja encontrar sua família e Tallahasse um bolinho Twinkie. Eles se tornam os heróis do pedaço, até a chegada de duas damas, que é onde o jogo vira completamente. Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são duas irmãs, bem espertas que passam a sacanear com os dois valentões, roubam o carro deles e suas armas, mas logo percebem que estão lutando contra aqueles que estão no mesmo time e que todos deveriam estar do mesmo lado, os zumbis é quem são os inimigos! Wichita tem o plano de levar sua irmã mais nova para um famoso parque de diversões, logo que a pequena aprendeu a ser gente grande muito cedo e diante de tanto sangue e violência, ela pretende resgatar para a irmã, digamos, a infância perdida, a inocência que não vivenciam mais. Columbus começa a se envolver muito com Wichita, porém a jovem se recusa a se envolver profundamente com alguém, logo que a perda é algo constante nessa nova vida e que ninguém é tão confiável assim. E juntos, descobem as fraquezas e angústias de cada um, e mais do que isso, descobrem o que é ter uma família de verdade, logo que se tornam órfãos, órfãos de tudo, e que ser um verdadeiro zumbi é não se deixar envolver com pessoas e não se permitir viver uma vida digna.



Zumbilândia nos remete ao que há de mais trash do cinema, Quentin Tarantino deve ter se sentido grato com esta obra. E mais do que isso, o filme coloca em cena, o que há de melhor no trash, e a fusão de comédia e terror há muito tempo não a faziam com tanta competência. E ainda o filme dá espaço para um pouco de drama, logo que diferente dos outros filmes de zumbis, neste, as personagens não são um mero pano de fundo, não são apenas um pedaço de carne que futuramente seriam as próximas vítimas, são humanos acima de tudo, com falhas, medo e insegurança e diante disso, o roteiro consegue trabalhar muito bem com cada personagem, em cenas delicadas e sensíveis. E é claro, romance não podia ficar de fora. Há uma harmonia fantástica entre terror-comédia-aventura-drama-romance, e este é o grande triunfo de Zumbilândia, por não se permitir escorregar diante de tantas possibilidades, o brilhante roteiro consegue trabalhar perfeitamente todas essas diferenças, construindo um filme original e muito estiloso.

As personagens são um ponto alto na trama, logo, as atuações se superam. Jesse Eisenberg é extremamente divertido, suas expressões, seu jeito de andar e falar são tão cômicos e faz o público rir e se identificar com a personagem facilmente. Woody Harrelson é Woody Harrelson, fantástico, hilário, diverte fácil com seu jeitão valentão e diverte mais ainda com as oscilações de Tallahassee, ora sedento por violência, ora profundamente sensível. Emma Stone é ótima, fez bonito em "Superbad" em 2007 e brilha novamente neste longa. Abigail Breslin, diferente de outros filmes, sua participação é um pouco menor, mas ainda de muita eficiência, sempre carismática e iluminando a cena.


Zumbilândia é daqueles filmes que facilmente conquista o público, por abranger em seu tema, mais do que sangue e boa pancadaria, inteligência também foi colocada em questão, ousando no gênero e incluindo diálogos reflexivos, personagens bem escritos e interpretados, comédia, drama, terror e ação em boa dose e em perfeita harmonia. Todas as cenas são ótimas, até mesmo as mais sangrentas são de extremo bom gosto. Indico para todos os gostos, neste, a diversão, sem sombra de dúvida, é garantida!

NOTA: 9.5

Outras notícias