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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Oscar 2020: Os Vencedores, as surpresas e injustiças


Foi anunciado, nesta noite de domingo (09/02), os vencedores do Oscar. A premiação mais importante e aguardada do cinema veio com algumas previsibilidades mas com boas surpresas também. Os favoritos aos prêmios de atuação foram definidos com bastante antecedência nesta temporada e a Academia optou por não ousar, premiando o quarteto formado por Joaquin Phoenix, Renée Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern. 

A grande surpresa, claro, ficou por conta da forte presença de "Parasita", o mais premiado da noite, com 4 estatuetas, vencendo ainda nas categorias principais como Melhor Filme, Direção e Roteiro Original. Foi um momento histórico, pois nunca um filme internacional chegou tão longe na premiação. Épico eu diria. Essa renovação faz um bem enorme ao Oscar e podemos afirmar que essa foi uma das maiores e mais adoráveis reviravoltas que o evento teve nos últimos anos. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019: As Melhores Atrizes Coadjuvantes

A retrospectiva continua aqui no blog e agora vou comentar sobre as atuações femininas em papeis coadjuvantes que marcaram o ano de 2019. Algumas atrizes vieram como uma revelação, outras veteranas retornaram em grande forma. Foi um ano bom para o cinema em geral e muitas mulheres talentosas se destacam em cena.

Espero que gostem das selecionadas e se lembrarem de outros nomes, deixem nos comentários. Lembrando que cito apenas aqueles filmes lançados no Brasil em 2019, independente do ano em que foram lançados em seus países de origem.

por Fernando Labanca



10. Da'vine Joy Randolph (Meu Nome é Dolemite)
Não apenas o protagonista Eddie Murphy brilha em "Meu Nome é Dolemite". No meio de uma divertida e bem executada homenagem ao blaxploitation, Da'Vine Joy Randolph surge como uma grande revelação do cinema. Na pele da carismática Lady Reed, ela demonstra uma espontaneidade admirável na tela. É naturalmente engraçada, grosseira, e facilmente roubas as cenas em que participa, inclusive nos momentos mais dramáticos. Nunca decepciona.




09. Margot Robbie (Duas Rainhas)
Tem sido um momento muito bom para a atriz Margot Robbie, que tem provado, a cada novo trabalho, seu enorme talento. Além de ter brilhado nas poucas cenas em que aparece como Sharon Tate em "Era Uma Vez em Hollywood", Margot também teve outro grande momento neste ano ao dar vida à rainha Elizabeth I. Com maquiagem forte no rosto, ela surge irreconhecível em cena. Seus trejeitos, modo de falar, nada nos remete aos seus trabalhos anteriores.




08. Nicole Kidman (Boy Erased)
Nicole Kidman é uma daquelas atrizes que não tem mais o que provar. Só dela estar em cena, parece já ser digna de algum prêmio. Ainda assim, é incrível como ela tem se envolvido nos projetos certos e continua entregando atuações marcantes, revelando lados que ainda não tínhamos visto dela. "Boy Erased" é um filme que evita uma dramaticidade, mesmo quando sua trama é forte, ainda assim, ela consegue se sobressair, emocionante mesmo na sua sutiliza. Ao viver Nancy, a mãe de um jovem que é colocado em uma terapia de cura para sua homossexualidade, Nicole entrega momentos de pura comoção. Seu diálogo final com o filho, quando revela sua dor por nunca tê-lo apoiado, é profundo e incrivelmente lindo de se ver.




07. Natalie Portman (Vox Lux)
A personificação de uma estrela decadente. Na pele de Celeste, uma diva pop, Natalie Portman entrega um dos papeis mais improváveis de toda sua carreira. Jamais poderíamos imaginar a atriz dançando e cantando em cima de palco. Sua atuação, obviamente, vai muito além disso. É fora do palco que ela realmente brilha. Sua personagem é revigorante, cheia de trejeitos e ainda que seja sim uma caricatura, a maneira como Natalie encarna Celeste é realmente impactante de se ver. E, definitivamente, ela carrega o filme nas costas e só por isso merece estar aqui.




06. Laura Dern (História de Um Casamento)
Ainda que seja um tipo de personagem confortável para Laura Dern, ela dá um rápido show em cena. É nítido o quão a vontade ela se sente na pele da advogada Nora em "História de Um Casamento". Seu monólogo sobre o papel da mulher no casamento, inclusive, viralizou, não apenas pelo belo texto que recebeu, mas por sua entrega ao pronunciar este potente discurso. Laura acontece e não há sequer um momento seu no filme em que não esteja simplesmente radiante.




05. Julie Walters (As Loucuras de Rose)
É incrível como Julie Walters consegue dizer tanta coisa com sua personagem sem precisar dizer. Seu olhar fala tanta coisa. Ela interpreta Marion, mãe de Rose, uma jovem cantora country que acabou de sair da prisão. É muito forte a relação entre as duas personagens, ao mesmo tempo em que existe a culpa e o rancor, também existe o apoio, a proteção, o suporte incondicional. Julie me fez chorar com sua presença, tamanha a grandeza de sua atuação. É sutil, mas ainda assim ela consegue ser gigante.




04. Jennifer Lopez (As Golpistas)
Jennifer Lopez é um furacão. Na pele da stripper Ramona, a atriz renasce e prova aquilo que esquecemos ao longos dos anos: a grande atriz que ela é. Ela parece ter nascido para esse papel e se entrega como se sua carreira dependesse disso. Lopez esbanja carisma, sensualidade e garra e mostra em cena uma força que nunca havia revelado no cinema. Ficamos hipnotizados por sua presença, que rouba o filme para si e torna todos seus instante incrivelmente fascinantes de se assistir.




03. Rachel Weisz (A Favorita)
Rachel Weisz é aquela atriz que não faz muitos filmes, mas quando surge é sempre uma grata surpresa. Em "A Favorita" ela entrega uma das melhores e mais interessantes composições de toda sua belíssima carreira. Ao interpretar a audaciosa Lady Sarah, Rachel nos hipnotiza. Seus diálogos são sempre muito bons e o mistério a cerca de sua personalidade nos deixa vidrados por suas ações. É muito novo ver uma mulher em um filme de época ganhar essa caracterização, ser independente, ser dona de suas escolhas e ter a coragem e ousadia de manipular todos ao seu redor. Que bom que este papel veio para Rachel, porque ela é uma atriz completa e está altura desta grandeza.




02. Emma Stone (A Favorita)
Emma Stone parece melhorar a cada novo retorno. É lindo acompanhar esta sua evolução no cinema e como ela cresce de um papel para outro. Sua presença em "A Favorita" é fantástica. Ela é tão grande ali que passa a ser quase que uma protagonista da história. Sua Abigail é divertida, forte e bastante complexa. É ela quem nos guia pela trama e por muitas vezes, é ela quem recebe nossa grande torcida. Emma brilha ao dar vida à todas essas oscilações de sua personagem, que vai de mocinha à vilã na mesma sequência e só uma grande atriz poderia realizar isso de forma tão perfeita.




01. Fernanda Montenegro (A Vida Invisível)
Ver Fernanda Montenegro na tela grande foi um dos maiores presentes que 2019 deixou. É difícil explicar a magnitude daquele momento ou do quão grande ela consegue ser como atriz. Já na reta final do belíssimo "A Vida Invisível", Fernanda entra em cena e em poucos minutos consegue nos levar às lagrimas. Sua participação é muito rica e vem para fechar o filme da forma mais sensível possível. O que ela fez foi lindo, memorável.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Crítica: 99 Casas (99 Homes, 2014)

Quanto vale o seu sucesso?

por Fernando Labanca

Inspirado em eventos reais, "99 Casas" retoma a crise econômica que ocorreu em 2008 nos Estados Unidos e como o colapso nos bancos afetou o mercado imobiliário. Na trama, Rick Carver (Michael Shannon) é um corretor de imóveis, que dono de seu próprio e promissor negócio, encontrou algumas saídas para lucrar na crise e sobreviver no mundo capitalista (nem que para isso ele precise forjar alguns documentos). Sangue frio, ele não se afeta em ver famílias sendo despejadas de suas residências e é desta forma que seu destino cruza com o do jovem Dennis Nash (Andrew Garfield). Pai solteiro, ele também divide a casa com sua mãe (Laura Dern) e devido algumas dívidas, todos são obrigados e se retirar do lugar que viveram durante anos. Sem salário fixo e sem perspectivas para o futuro, Dennis acaba aceitando uma oferta tentadora de trabalho, vinda do próprio Rick Carver, o homem que lhe tirou tudo.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Crítica: A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2014)

Adaptação do best seller de John Green, "A Culpa é das Estrelas" poderia até ser só mais uma trama sobre a adolescente com câncer que acaba se apaixonando. Sim, de certa forma, é mais uma sim. Entretanto, a trama acaba trazendo algumas mudanças nesta história tão batida, traz ideias inteligentes e bastante reflexivas. E mais do que tudo isso, tem o grande mérito de ser uma ótima adaptação, onde depois de muitas tentativas frustradas de ler e ver o filme, finalmente vejo uma obra que respeita não só o texto original, mas as sensações e a emoção que o livro trazia.

por Fernando Labanca

Hazel Grace (Shailene Woodley) é uma jovem que já convive com o câncer há alguns anos. Já se acostumou com a ideia de morrer e de que alguma hora tudo irá acabar, de repente, magoando aqueles que a cercam, como seus pais. E por causa deles, decide encarar um grupo de apoio ao lado de jovens que passam pela mesma fase complicada de sua vida. É lá que acaba conhecendo Augustus Waters (Ansel Elgort), um garoto galanteador e carismático. A amizade surge fácil e logo se apaixonam, mesmo que ambos tenham uma visão diferente sobre a doença, porém Hazel desde o início o alerta, é uma granada e a qualquer momento poderá explodir, mas nada faz com que ele se afaste, ainda mais quando Gus decide realizar o grande desejo de Hazel, encontrar com o autor de seu livro favorito e ter finalmente as respostas sobre a história que nas páginas não houve um fim.


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