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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Crítica: O Livro de Henry


Quando pequenas ideias resultam em grandes filmes. 

por Fernando Labanca

O diretor Colin Trevorrow começou sua empreitada no cinema com o singelo e independente Sem Segurança Nenhuma (2012). Um primeiro passo interessante de quem, nitidamente, tinha muito o que dizer. Seu sucesso veio rápido e logo tomou frente da sequência de Jurassic World (2015). Distante do blockbuster, "O Livro de Henry" é uma obra menor, quase como um retorno às origens, mas ainda assim de grandes ideias. 

O filme é, praticamente, dividido em duas partes, separadas por um evento desolador e que transforma a vida de seus personagens. É curioso porque no começo não compreendemos aonde a trama pretende chegar ou o que tudo aquilo pretende nos dizer. Quando a reviravolta chega, ao mesmo tempo que nos surpreende por levar o filme para uma direção não prevista, também traz sentido a obra. O lado ruim disso é que a primeira parte é melhor, perdendo o fôlego ao seu decorrer, mesmo que entregue um bom final. Outro ponto negativo é que quando o longa revela suas verdadeiras intenções, acaba prometendo um desfecho grandioso que nunca chega, suas ações são belas mas são finalizadas com muita simplicidade.  


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Crítica: A Guerra dos Sexos (Battle of The Sexes, 2017)

Depois do sucesso indie "Pequena Miss Sunshine" (2006), os diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris retornam em mais um filme agradável, que além de trazer excelentes atuações de Emma Stone e Steve Carell, debate na tela um assunto de extrema relevância: a igualdade entre os sexos.

por Fernando Labanca

Acho sempre curioso quando o cinema aborda essas histórias que aconteceram no passado, mas que estão diretamente ligadas aos tempos de hoje. Apesar de acontecer na década de 70, "A Guerra dos Sexos" fala muito sobre os dias atuais e sobre um tema que ainda muito se discute, trazendo uma verdade que às vezes muitos preferem ignorar, a discrepância existente na remuneração entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, quando realizam exatamente a mesma função. É triste pensar que esta é uma batalha ainda não ganha, no entanto, o longa traz este viés inspirador e esperançoso. Nos faz acreditar que estamos no caminho, que existem pessoas lutando por isso e é incrível ver a jornada real da tenista Billie Jean King e como, em um ato de extrema coragem, desafiou a história e deu um passo a frente nesta luta por direitos iguais.


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