Sucesso no Festival Sundance, "A Música Nunca Parou" fora baseado no livro "O Último Hippie" de Oliver Sacks. E assim como os excêntricos casos do famoso neurologista, a trama acompanha a jornada de um pai em recuperar as memórias do filho através das canções que embalaram os anos 60. E Entre Bob Dylan, Beatles e Grateful Dead, acompanhamos esta tocante história, extremamente simples em seu formato, mas intensamente emocionante.
por Fernando Labanca
Nos anos 50, Henry (JK Simmons), um grande admirador da música, costumava fazer um jogo com seu pequeno filho, Gabriel, onde a cada vez que uma canção tocava ele teria que dizer a que lembrança ela estava ligada. Anos depois, já na adolescência, Gabriel (Lou Taylor Pucci) passou a seguir seus próprios passos, descobriu o rock, passou a questionar o governo e o modo como seus pais viviam, e depois de uma briga com seu pai, decidiu fugir de casa. Quase vinte anos depois, ele reaparece no hospital, diagnosticado com um tumor no cérebro, que o tornou num ser irreconhecível, incapaz de ter alguma memória concreta. É então que Henry, no esforço de se conectar novamente a seu filho, passa a apostar novamente na música, acreditando que ela poderia lhe trazer as lembranças de sua vida novamente, ele contrata uma musicoterapeuta (Julia Ormond), que com seus discos de vinil chega a conclusão que Gabriel apenas respondia à estímulos diante das canções que ele ouvia na juventude, diante de suas músicas favoritas ele reascendia, se tornava consciente, novamente vivo.
