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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Crítica: Demônio de Neon (The Neon Demon, 2016)

O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn chamou a atenção dos críticos com "Drive" (2011), sua obra mais prestigiada, nascendo ali uma expectativa muito grande para seu próximo projeto. No entanto, com a recepção bastante negativa de "Apenas Deus Perdoa" (2013), seu segundo longa-metragem lançado em grandes Festivais, deixou de ser aquele profissional aclamado por todos, ainda que sua obra chamasse a atenção por sua belíssima estética, onde entrega uma forte assinatura. "Demônio de Neon" traz consigo este peso. Seria ele realmente um diretor promissor ou apenas um profissional perfeccionista preocupado em manter uma identidade forjada? Vaiado no último Festival de Cannes, NWR tornou-se quase que uma persona non grata após a exibição de seu filme, perdendo a confiança dos críticos. Cabe agora, esperar a reação do público, que sendo aprovado ou não, sempre haverá aquela curiosidade sobre seus próximos trabalhos.

por Fernando Labanca


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Crítica: Love (2015)

Tendo sua primeira exibição no último Festival de Cannes, no qual foi apresentado fora da competição, "Love" marca o retorno do sempre polêmico diretor Gaspar Noé que vem não só para mostrar seu primeiro filme 3D, mas para chocar a família tradicional, filmando longas sequências com sexo explícito. Para alguns, pornografia com história, para o próprio diretor: "Uma história de amor por um ponto de vista sexual". Cada um verá da sua forma, mas algo é inegável...trata-se de uma experiência impactante e única.

por Fernando Labanca

Provavelmente muitos chegarão até a obra pelas cenas de sexo, mas sim, existe uma história sendo contada ali. Somos apresentados ao mundo de Murphy (Karl Glusman), que narra o tédio e o descontentamento de sua rotina ao lado de sua mulher e seu pequeno filho. Até que uma inesperada ligação o abala, a mãe de sua ex-namorada Electra (Aomi Muyock), liga dizendo que ela está desaparecida há meses e ninguém mais tem notícias. A partir da dúvida sobre o que aconteceu com aquela que tanto amou, Murphy se joga numa crise nostálgica, relembrando tudo o que viveu ao lado dela, procurando sua vida nas lembranças, nas discussões, na paixão adolescente, nos erros cometidos, na relação carnal que os unia.


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