segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Comentário sobre o Oscar 2009

por Fernando

O tão esperado Oscar foi exibido ontem (22/02/09), infelizmente apenas na Tv fechada, apesar de ter um contrato com a Rede Globo, a emissora preferiu exibir o desfile das escolas de samba (!!)...óbvio, por questão de ter mais audiência que uma "mera entrega de prêmios".

Deixando essa parte de lado, vamos ao que interessa...o Oscar 2009 não surpreendeu em muita coisa, até porque já foram entregues outros prêmios importantes como o Globo de Ouro e o Bafta, e os vencedores do Oscar não foi nada a mais do que uma mescla dos vencedores de cada prêmio anterior.

As surpresas ficaram para os prêmios menores, como Documentário Curta e Longa, que nunca se sabe ao certo quem ganha. Outra surpresa foi o Japão arrebatar o prêmio de melhor filme Estrangeiro, com Departures.

E digamos, que não foi um prêmio tão justo quanto o do ano passado, onde não houve nenhum grande premiado, o grande favorito. Onde os Fracos Não têm Vez ganhou os prêmios mais importantes, mas não foi o grande vencedor da festa, os prêmios foram bem dividos. Quem Quer Ser Um Milionário? (ainda não vi), aparentemente deve ser um grande filme, mas 8 Oscars é muita coisa, entretanto, vindo do Oscar que já deu 11 prêmios à Titanic e Senhor dos Anéis, isso não é tanta surpresa.

Quem Quer Ser Um Milionário? (aparentemente) mereceu os prêmios que venceu, no entanto, concorria com outras excelentes produções. Ter ganhado o Oscar de melhor mixagem de som, foi com certeza, o grande exagero, ainda porque concorria ao lado da obra-prima WALL.E, que trabalha com o som magnificamente. Não deu outro, Quem Quer Ser Milionário foi o grande vencedor da noite!

O Curioso Caso de Benjamin Button recebeu prêmios justos, como o de maquiagem, direção de arte e efeitos visuais. WALLE, sem surpresas ganhou o de melhor animação, Bolt era um forte concorrente, mas não havia possibilidades de ganhar.





Batman - O Caveleiro das Trevas, teve 8 indicações (um número muito alto para uma adaptação de herói) e por isso fez sua parte no Oscar, marcou história, mas levou 2 estatuetas para casa, dois prêmios mais do que merecidos, ao magnífico Heath Ledger e seu Coringa e edição de Som.

A Duquesa venceu sua única indicação, as roupas que vestiam a bela Keira Knightley fez bonito na cerimônia e ganhou o de melhor Figurino.

Roteiro Adaptado ficou com Quem Quer Ser um Milionário, que também arrebatou o de Melhor Diretor para Danny Boyle, Fotografia, Trilha Sonora e Canção Original, além dos que já fora ditos. Roteiro Original ficou com Milk - A Voz da Igualdade, que conta a história do primeiro homem assumidamente homossexual em um cargo público e sobre suas dificuldades no meio da polítca sendo quem ele é.



Mas o brilho ficou mesmo com os atores que ganharam a premiação. Kate Winslet finalmente ganhou um Oscar, merecidamente. Kate é uma excelente atriz, está em cartaz com dois filmes (O Leitor e Foi Apenas Um Sonho) e pelo jeito arregassa nos dois papéis, além da bela carreira da atriz que surpreende em tudo o que faz, seja numa comédia romântica como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e O Amor Não Tira Férias ou em dramas como Pecados Intimos.
Kate Winslet fez história no cinema norte-americano e é hoje umas das atrizes mais telentosas de sua geração.

Seann Penn ganhou seu segundo Oscar da carreira (o primeiro veio por Sobre Meninos e Lobos). Penn é outro grande ator e mereceu ganhar mais uma vez, sua atuação mais uma vez é surpreendente.





Heath Ledger, não poderia ter sido outro. Não foi uma surpresa, mas mesmo assim foi uma grande notícia. Coringa é uma personagem marcante, inesquecível, merecia o Oscar.







A bela Penélope Cruz finalmente conseguiu de vez marcar sua brilhante carreira nos estados unidos, finalmente seu talento foi recompensado. Sua Maria Elene em Vicky Cristina Barcelona é incrível, é difícil encontrar palavras para decifrar o que ela fez no filme, ela é brilhante, constrói uma personagem marcante, forte e intensa. Sem dúvidas, sua premiação foi uma das melhores da noite.

Os Vencedores do Oscar 2009

Melhor Filme
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Diretor
Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?)

Melhor Atriz

Kate Winslet (O Leitor)

Melhor Ator

Sean Penn (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Atriz Coadjuvante

Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)

Melhor Ator Coadjuvante

Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)


Roteiro Original

Milk - A Voz da Igualdade

Roteiro Adaptado

Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Animação

WALL.e

Direção de Arte

O Curioso Caso de Benjamin Button

Fotografia
Quem Quer Ser Um Milionário?

Efeitos Visuais

O Curioso Caso de Benjamin Button

Dição de Som
Batman - O Cavaleiro das Trevas

Mixagem de Som

Quem Quer Ser Um Milionário?

Figurino

A Duquesa

Maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button

Montagem

Quem Quer Ser Um Milionário?

Canção Original

Jai Ho (Quem Quer Ser Um Milionário?)

Filme Estrangeiro

Departures (Japão)

Documentário Curta

Smile Pinki

Documentário Longa

Man on Wire

Curta

Toyland

Curta de Animação
La Maison en Petits Cubes

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Dica de DVD: Efeito Dominó

Filme que chegou de fininho nos cinemas e conseguiu boa bilheteria, mas não alcançou o sucesso. Para quem esperava mais um filme de ação com o astro Jason Staham, acabou encontrando o trabalho mais sério do ator, e de longe, o melhor!
Mas seus admiradores com certeza não se decepcionarão, pois o filme é tão ágil quanto os outros do ator, mas o longa vai mais além, mostrando com competência uma história incrível baseada em fatos reais, com pitadas de humor e ótimas atuações.

por Fernando

Na década de 70 houve um assalto a um famoso banco da Inglaterra, mas misteriosamente esse assunto foi abafado pela polícia e os criminosos sairam ilesos, e até hoje não se sabe ao certo o que na verdade ocorreu. Por que um escândalo como esse foi simplesmente esquecido? Algumas teorias de conspiração foram lançadas, e Efeito Dominó expõe uma delas. O escândalo não foi resolvido, e para aproveitar esse espaço vago no ocorrido, lançaram uma história bem arquitetada, uma possível resposta para o acontecido.

Terry é um bandido dem discreto, leva sua vida trabalhando para sustentar sua família, até que uma grande oportunidade surge para ele, sua bela amiga Martine Love, uma trapaceira de peimeira, descobre que o grande banco de Londres estará sem alarmes durante uma semana e propõe a ele o grande assalto de sua vida, essa era a grande chance dele conseguir o dinheiro que ele não conseguiria durante anos. Terry, então, junta seus melhores amigos para armarem um plano bem feito e salvar a vida de todos, eles decidem abrir um túnel e entrar por baixo, entrando exatamente onde estaria o cofre do banco.

Seria uma história interessante se parasse por aí, mas o filme vai mais longe, e expõe o que está por de trás desse caso. Martine Love sabia disso, pois mantinha um "caso" com o ministro da segurança, que por sua vez pretendia arranjar um jeito de retirar do cofre do mesmo banco fotos escandolosas que acabaria com a Monarquia do país (nessas fotos, a princesa mantinha relações sexuais com outras pessoas), e essas imagens estava nas mãos da pessoa errada, um bandido da pior espécie que manipulava o governo com elas, ele roubava na cara dura e nunca era preso. O Governo, por sua vez, teria então de conseguir essa fotos, abafar o caso da princesa e enfim prender o criminoso, Martine Love era só a isca perfeita.

A bela manipula a todos para conseguir as fotos, se junta ao grupo de bandidos, e todos perfuram um grande túnel, o plano tem algumas falhas, mas ele sai perfeito, Terry e sua equipe chegam ao cofre, conseguem roubar milhões de libras. Eles fogem com todo o dinheiro, jóias, e tudo de mais valioso que havia no banco, nada escapa, entretanto, a polícia descobre, e a partir de então começa uma perseguição perigosa entre os polícia e bandidos.

Porém, naquele banco havia mais do que só dinheiro, havia fotos que denunciavam a monarquia, havia um diário que denunciava a todos os políticos corruptos da cidade. Ninguém que tinha seus pertences no banco tiveram a coragem de voltar para tentar resgatá-los. O banco não sabia o que procurar, pois não sabia o que tinha, pois ninguém tinha corangem de revelar.

Logo, com tantos escândalos que haviam naquele banco, os bandidos passam a ser os menos culpados e com isso, a imprenssa vai abafando cada vez mais o caso. No entanto, por de trás de todo esse silêncio, a equipe de Terry é aos poucos perseguida, mas eles tinham em mãos tudo que poderia evitar que eles fossem presos, e quando eles se dão conta de tudo o que eles conseguiram, começam a chantagiar o próprio governo para deixarem eles em paz.

Efeito Dominó conta uma história surpreendente, nunca se sabe ao certo o que realmente irá acontecer. O roteiro é brilhante, e se tivesse nas mãos do diretor errado poderia até se tornar confuso, mas felizmente, Roger Donaldson dirige com maestria o longa, cada cena, cada diálogo é feita com tanta competência, que é impossível não se envolver com a história e com as personagens.

Jason Statham, como já foi dito, realiza seu melhor trabalho até então. No filme inteiro, só há uma cena de luta com ele, até porque o filme tem tantas outras coisas para dizer, que não precisa em nunhum momento apelar para a violência para entreter o público, a história em si já faz isso, com muito dinamismo e agilidade. Ele constrói uma personagem interessante, Terry é inteligente, esperto, é um bandido, mas tem alma, ama sua esposa e faz tudo isso por ela.

As personagens secundárias são totalmente interpretadas por atores desconhecidos, mas muito competentes e talentosos. Destaque para a bela Saffron Burrows, que interpreta Martine Love, aperece no longa como se fosse mais uma modelinho atuando, mas surpreende assim como todo o elenco. As cenas com Terry e seus amigos "bandidos" são ótimas, todos interpretam com tanta naturalidade que parece que se conhecem há anos. Os diálogos do filme são espertos, e ás vezes engraçados, apesar de se tratar de uma história séria, o filme não perde a piada e mesmo assim não perde o grande estilo.

Além de tudo isso, o filme capricha na parte técnica, boas localizações, cenários, trilha sonora e figurinos, retratando com fidelidade a época em que ocorreu a história.

Efeito Dominó é ágil, dinânico, inteligente e surpreendente, um filme estiloso e original que merece ser visto e apreciado.

NOTA: 9.5

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Crítica: Sim Senhor


Londe das comédias desde 2005, com As Loucuras de Dick & Jane, Jim Carrey voltou em grande estilo com Sim Senhor. Simples e engraçado e com outras características que fazem desse filme ter tudo para ser um grande sucesso, assim como suas outras comédias.

por Fernando

Dirigido por Peyton Reed (Separados Pelo Casamento), o filme conta a história de Carl Allen (Jim Carrey), um cara que vive sózinho desde que sua "ex" o largou e passa seus dias na mesma rotina, trabalhando em uma empresa de empréstimos há cinco anos e desde então nunca teve uma promoção e ele nem batalha para isso acontecer. Se recusa a todos os convites possíveis de seus amigos, prefere viver sua vida longe de tudo e de todos, sem se arriscar.

Até que um dia resolve, seguindo um conselho de um amigo maluco que vive se aventurando e aceitando todas as oportunidades da vida, a ir em uma palestra de auto-ajuda que tem como intuito mostrar às pessoas as vantagens de se dizer SIM, sim à vida, sim à si mesmo, aceitar tudo o que é novo, tudo o que lhe é proposto. A partir desta palestra, a vida de Carl muda, ele passa a viver com essa filosofia de dizer "sim" e passa a se arriscar, vivendo as maiores loucuras, fazendo tudo aquilo que antes ele negava. E nesse novo estilo de vida, ele acaba conhecendo Allison (Zooey Deschanel), uma destrambelhada que vive seus dias ao seu modo, sem seguir às regras que é imposto pela sociedade, como fazer uma faculdade, ter um bom emprego e criar uma família. Ela se aventura e vive a vida como Carl sempre teve medo de viver.

Carl, então, passa a fazer de tudo, aprende a tocar violão, a falar coreano, aprende a pilotar avião, pula de bungee jump, vai às festas a fantasia realizadas pelo chefe, vai às baladas com seus amigos e planeja o chá de casamento deles. E junto com Allison eles vão se aventurar nas situações mais arriscadas. Até que eles se apaixonam e ele se entega completamente a esse relaciomento somente para realizar o pacto que fez a si mesmo, dizer sim a tudo, inclusive a ela. O problema fica quando ela descobre que tudo o que ele havia feito e aceitado, fazia parte de um pacto, e que não estava sendo verdadeiro, e para piorar, Carl acaba passando dos limites, aceitando tudo, e suas atitudes inusitadas acabam virando caso de FBI.

Jim Carrey está ótimo, faz suas expressões cômicas que tanto agradam o público. E como todo filme que ele faz, ele se entrega completamente a personagem, faz de tudo para arrancar o riso das pessoas, e consegue. Ele parece não ter vergonha de nada e está super a vontade em cena, atuando com naturalidade. Sua parceria com Zooey Deschanel funciona, a química entre eles é ótima. Aliás, ela por sua vez, encanta com sua Allison, faz uma personagem bem superior do que fez em Fim dos Tempos, não que ela seja uma grande atriz, mas, vê-la em cena é muito agradável, e provou que é ótima nas comédias, e nesse filme, ela se encaixou perfeitamente, ela é divertida e carismática.

Sim Senhor não é a melhor comédia de Jim Carrey, mas mesmo assim, não deixa de ser agradável e é muito superior a muita comédia feita em Hollywood. É um filme completamente despretencioso, simples, não apela para palavrões ou coisas nojentas, como arrotos. É simplesmente divertido, vale a pena parar para assistí-lo.

A direção de Peyton Reed não inova em muita coisa, assim como o roteiro. Mas o filme tem seus bons momentos, exitem bons diálogos em determinadas cenas. A trilha sonora é um grande ponto positivo do filme e até mesmo Zooey Deschanel empresta sua voz para algumas canções do filme, que aliás, são ótimas.

Dizer SIM é algo tão fácil mas que nem todo mundo tem a capacidade de dizer, e Sim Senhor prova que dizer SIM muitas vezes é melhor do que dizer NÃO, tanta coisa muda na vida da personagem simplesmente por dizer uma palavra. E na vida real não é tão diferente, deixar que a vida aconteça, se arriscar em situações que achamos que pode dar tudo errado pode ter suas vantagens. Mas Sim Senhor não vem aos cinemas para dar uma lição de moral e mudar a vida de ninguém, o intuito do filme é divertir, mas mesmo assim, é possível levar grandes lições para casa.

Nota: 8

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Dica de DVD: Quebrando a Banca

Inspirado em uma história real, Quebrando a Banca surpreende do ínicio ao fim. Dirigido por Robert Luketic (Legalmente Loira), ele faz um longa envolvente e muito cativante que conta com astros como Kevin Spacey e Laurence Fishburne no elenco, além de Jim Sturgess e a bela Kate Bosworth.

por Fernando

O filme conta a história de Ben Campbell, um jovem superdotado e craque em matemática e estatísticas que estuda no MIT e tem como grande sonho estudar medicina em Harward, porém o curso custo ao todo 300 mil, dinheiro impossível de se conquistar trabalhando em uma loja de roupas ao lado de seus amigos "nerds". Ben então decide ir atrás de uma bolsa de estudos, já que tem um currículo invejável e tem pouca condição financeira de bancar a universidade, entretanto, muitos jovens se candidatam para essa bolsa e têm currículos tão bons quanto o dele, a diferença fica na experiência de vida de cada um. Para desespero de Ben, que é o típico "loser" do MIT e não vive muitas aventuras.

Sua sorte muda quando o professor de matemátoca, Mickey Rosa (Kevin Spacey) começa a perceber o quão inteligente ele é e o recruta para um grupo especial de alunos. Eles se reúnem em uma das salas sem que ninguém percebesse do que realmente se tratava, são jovens superdotados como ele e que usam a inteligência para ganhar o jogo Black Jack (21) nas noites em Las Vegas durante os finais de semana. São liderados por Rosa e com isso ganham muito dinheiro, mais do que qualquer trabalho pudesse pagar. Ben, se recusa no ínico, mas logo percebe que essa é sua única chance, mas deixa claro que deixaria o jogo quando ganhasse o que queria, os 300 mil.

Dente os alunos, está a bela Jill (Kate Bosworth), garota que ele sempre desejou no curso, mas sempre foi muito tímido e nunca conseguia a sua atenção. E junto com ela e os outros três alunos, eles vão para Las Vegas "quebrar a banca" dos mais mais famosos cassinos, é um jogo todo planejado, não há sorte, são muito bem treinados, e usam palavras e códigos para assim vencerem sem que ninguém percebesse, já que estão todos disfarçados, com um novo visual a cada noite e com identidades falsas. Porém, nada será tão fácil assim, Cole Williams (Laurence Fishburne) trabalha por trás desses cassinos e pretende fazer um trabalho mais que eficiente desmascarando todos os golpistas que estão acabando com o dinheiro deles.

Por outro lado, Ben percebe que vai ganhar o dinheiro, mente para sua mãe que ganhou a bolsa e sempre arranja uma desculpa para ela e para seus melhores amigos para sumir durante os finais de semana. Em sua cidade, no MIT, ao lado de seus amigos, ele tem um grande segredo, mas em Las Vegas, como Jill disse uma vez, ele pode ser quem ele quer, fazer o que ele quiser, gastar o dinheiro como ele quiser, aproveitar a vida como ele nunca havia aproveitado antes e viver o romance que ele sempre sonhou em viver ao lado de Jill.

Quebrando a Banca segue a mesma linha de Onze Homens e Um Segredo, mas logo de ínicio percebemos que se trata de uma história completamente diferente. A direção é mais do que eficiente no longa, Robert Luketic prende o expectador da primeira cena à última, com um roteiro envolvente. O filme surpreende por parecer ser mais um filme sobre jogos em Las Vegas, mas não é, e este é um dos pontos positivos do longa, por não se prender ao jogo, mesmo aqueles (como eu) que não entende nada das regras do jogo mostrado não se sente perdido na história, pois o intuito do filme não é dar aulas sobre Black Jack e sim mostrar as aventuras dos jovens que se arriscaram para ganhar dinheiro, usando a inteligência e não a sorte.

Jim Sturgess é o grande destaque de Quebrando a Banca, é um dos atores mais jovens e mais talentosos de sua geração, ele se entrega a personagem e se envolve de uma maneira muito convincente. Kevin Spacey não faz nada do que já não tinha feito antes, assim como Laurence Fishburne. Mas Spacey não deixa de estar ótimo mesmo assim. Kate Bosworth está linda e dá um toque especial no longa.

A trilha sonora é excelente, assim como a fotografia, uma das mais belas que vi ultimamente. O filme vale muito a pena, é ótimo. É divertido e muito cativante. Assista!

Nota: 9

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Destaque da Semana: JIM CARREY

Com a estréia de Sim Senhor! nos cinemas, resolvemos destacar a carreira desse grande ator.
Desde crianças estamos acostumados a assistir e se divertir com os filmes de Jim Carrey, passamos nossa adolescência continuando a assistir, ou seja, a carreira dele fez parte da nossa vida, e esperamos vê-lo sempre nos cinemas, que aliás, sua presença nos filmes é sempre muito agradável. Em sua carreira ele obvteve alguns trabalhos fracos e decepcionantes, mas por outro lado, também fez parte de grandes projetos cinematográficos!

Jim Carrey nasceu em Ontario, no Canadá, em 17 de fevereiro de 1962. Começou a atuar aos 15 anos de idade como comediante e então decidiu se mudar para Los Angeles em busca de melhores oportunidades.
Até começar a trabalhar em grandes filmes, Carrey trabalhou por muito tempo em shows de comédia em casas noturnas e em papéis sem destaque nos filmes.

Ele já namorou algumas atrizes como Renée Zellweger e Ashley Judd, além da atriz pouco famosa Melissa Womer, com quem se casou e teve sua única filha. Hoje eles são separados, mas ele ainda não perdeu o contato com a filha.

Jim Carrey marcou sua carreira com papéis cômicos, onde recebeu bastante atenção do público, mas foi nos poucos papéis sérios que ele conseguiu atenção da crítica. Já ganhou dois Globo de Ouro por melhor ator nos filmes O Show de Truman - O Show da Vida e o Mundo de Andy, onde interpreta personagens mais dramáticas e onde não utiliza sua expressões cômicas, aquelas que agradam tanto o público.



















Film
es que você não pode deixar de ver com Jim Carrey

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Neste longa vemos um Jim Carrey mais sério, mas o filme não deixa de ser uma comédia, com boas cenas dramáticas em uma história de amor. Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, merecidamente, é um dos roteiros mais brilhantes do cinema moderno. Destaque para a parceira de Carrey, a excelente atriz Kate Winslet.


Todo Poderoso
O filme conseguiu algumas críticas negativas. Mas por fim, encontramos um Jim Carrey mais descontraído e engraçado. Se o desejo é ver uma boa comédia com ele, Todo Poderoso é um ótimo pedido. E ainda conta com atuações do mestre Morgan Freeman e da ótima Jennifer Aniston.



O Show de Truman - O Show da Vida
Mesmo depois de 11 anos desde a estréia do filme, O Show de Truman traz uma história moderna que se encaixa perfeitamente nos dias de hoje. O ator ganhou o Globo de Ouro por este filme. Sua atuação é brilhante, ele consegue nos emocianar e nos fazer rir ao mesmo tempo. Grande roteiro e no elenco ainda temos os ótimos Ed Harris e Laura Linney.


O Grinch
Direção de Ron Howard, o filme é uma fábula sobre o Natal, uma das melhores já feitas. Jim Carrey está simplesmente hilário. A direção de arte do filme está impecável, destaque para a maquiagem muito bem feita do longa. Resumindo, o melhor filme de Natal, diabólicamente divertido!!




Filmes que você deve passar longe com Jim Carrey

Número 23
Número 23 é com certeza, o pior filme dele. Roteiro patético, fraco e bizarro. Até mesmo sua atuação deixa a desejar e ao lado de Virgina Madsen, fazem um casal tão tosco com diálogos muito mal escritos. O filme ainda tem direito a um final com mensagem, mas que não cola. Cenas forçadas que tentam ser surpreendentes, mas a direção não colabora. E tudo isso fazem desse filme um dos piores dos últimos anos!


Ace Ventura - Um Maluco na África
Muitos até gostam dessa personagem, mas, particularmente, é uma das mais patéticas, simplesmente não tem graça. Filme só para diversão, para passar a tarde ao lado da família. Mas não espere grande coisa!!




Batman Eternamente
Mais uma vez sob a direção de Joel Schumacher (Número 23), Jim Carrey até tenta e consegue só ser um dos poucos pontos positivos do filme, mas o filme não ajuda. É fraco e muito alegórico, mais um carnaval que Schumacher fez com Batman!!



Eu, Eu Mesmo e Irene
Muitas pessoas gostam desse filme. Claro, sem dúvidas, ele é engraçado. Mas é chato, até que diverte um pouco, mas contém piadas sujas e sem graças, vindo dos irmãos Farrely não podemos esperar mais que isso, mas ás vezes eles acertam, mas com certeza, não foi nesse filme. Jim Carrey atua bem, faz praticamente duas personagens e com competência, mas só isso. Ainda temos a ótima Renée Zelweger, que tembém ajuda mais um pouco. Mas não tem como, o filme fraco!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Dica de DVD: Na Mira do Chefe


Na Mira do Chefe é uma comédia que chegou aos cinemas no ano passado e não teve muita atenção da mídia e nem do público. Agora, chegou nas locadoras e com outra cara, gráças ao Globo de Ouro entregue ao ator Colin Farrell, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme-Comédia. E hoje é um dos favoritos para ganhar o Oscar de melhor roteiro original na qual foi indicado. Uma surpresa muito grande para todos que acreditavam que esse filme seria só mais comédia dentre tantas já existentes.

por Fernando

Dirigido e roteirizado pelo estreante em longas metragens Martin McDonagh, Na Mira do Chefe é uma pérola escondida do ano passado e está nas listas das premiações mais importantes do Cinema que começaram a ser lançadas. E não só por isso o filme é uma boa surpresa, pois não é o que parece ser. De olho na capa e no título do filme esperamos uma comédia com ação como muitos filmes já feitos, mas não pense nada a respeito desse filmes antes de assistí-lo, ele te surpreenderá, assim como me surpeendeu.
O filme conta a história de dois matadores, Ray (Colin Farrell) e Ken (Brensan Gleeson) que são enviados à Burges, isso porque acabaram de realizar um "trabalho" não muito bem sucedido e precisavam se afastar, e foram para lá a pedido de seu chefe Harry (Ralph Fiennes). Burges é uma cidade da Bélgica, que chama a atenção de muitos turistas por ter arquiteturas antigas e ser uma das poucas cidades com características medievais e com construções que até hoje não foram modificadas. Agora, Ray e Ken terão de ficar na cidade, obrigatoriamente, até que o chefe ligue e diga qual é a próxima missão.

Duas pessoas completamente diferentes. Ken adora a cidade, adora conhecer lugares novos e admiras os pontos turísticos, enquanto Ray deixa claro que odeia o fato de estar lá e não está afim de se divertir e agir como um turista normal, por muitas vezes age como uma criança imatura, é um homem frágil e descontrolado e tem um grande segredo guardado e que a todo momento é motivo de tristeza. No crime mal sucedido feito por eles, Ken e Ray teriam de matar um padre, Ray o mata, entretanto, o plano foge do controle e ele acaba matando uma criança inocente, e até hoje não se conforma com isso e nada o que ele faça mudará o que ele fez no passado.

O que Ray não espera é que surge uma bela moça, Chloe (Clémense Poésy) e será um bom motivo para ele querer ficar no local e junto com ela, ele vai viver um inusitado romance. E junto com Ken, ele vai se envolver em grandes confusões na cidade, isso inclui, uma briga com o namorado de Chloe, um golpe fatal em um ator anão e discussões com turistas americanos. Mas outra coisa que Ray não esperava é que a viagem faz parte de um plano mais complexo, Harry enviou os dois para Burges para Ray se despidir da vida, ou seja, Ken terá que matá-lo, como parte do combinado. No entanto, nada será tão fácil, e Ken não imaginaria que seria tão difícil matar um colega de trabalho, que aliás, nesta viagem, deixa de ser só um colega, pois Ray passa a dividir suas dores e emoções com ele e juntos vão descobrindo um pouco de si mesmos e com isso, revelando uma grande amizade. "Mas se você deseja um trabalho bem feito, faça você mesmo". Agora o perigoso gangster e chefe deles, Harry irá até Burges fazer o que Ken não conseguiu, e a cidade turística passa a ser um cenário de grandes confusões e tiroteios.

E no fim das contas, Na Mira do Chefe é uma comédia deliciosa, hilariante, brilhante e inovadora, com boas doses de ação e drama. O roteiro é ótimo e merece sua indicação ao Oscar.
E do início ao fim da projeção, o filme nos pega de surpresa, não só por ser algo que não parecia ser, mas por ter diálogos muito inteligentes e interessantes e por ser tão grandioso sem pretender ser. Se você esperava ver um filme de ação, assim como foi vendido, talvez se decepcione, não é um filme de ação, de mortes violentas e gratuitas com muito sangue, é uma comédia dramática com um toque de filme independente.

As atuações estão ótimas, principalmente do vencedor do Globo de Ouro, Colin Farrell, que particulamente nunca me chamou a atenção, mas nesse filme, com certeza, teve seu melhor desempenho. Ele consegue ser hilário sem dizer nada, só com suas expressões, e consegue arrancar boas risadas e emocionar o público em determinados momentos. Seu companheiro de cena, Brendan Gleeson (Harry Potter e o Cálice de Fogo) está ótimo também e constrói assim com Farrell uma grande personagem. Os dois funcionam muito bem juntos, formaram uma dupla divertida e graçás à eles o filme é tão bom. Ralph Fiennes faz um gangster bem diferente, engraçado e ao mesmo tempo, perigoso e humano, um pai de família que acima de tudo ama seus filhos.

As personagens são os grandes destaques do filme, são incrivelmente inteligentes e bem interpretadas e muito bem escritas. O filme é bem desenvolvido, vai crescendo e tem um final nada previsível. É diferente, por issso, merece ser visto e levado a sério.

Mas o que mais impressionou foi o fato das personagens serem tão humanas. Apesar de mostrarem dois matadores que acabaram de cometer um grande crime, o filme mostra a fragilidade deles, que apesar dos pesares, ainda existe um humano e um coração dentro deles. Na Mira do Chefe, nos conta uma história não sobre só um chefe correndo atrás de seu empregado matador e fracassado, conta uma história sobre valores éticos, honra, direito de cada um ter uma segunda chance e é claro, sobre amizade.

Nota: 9

sábado, 24 de janeiro de 2009

Crítica: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008)


Uma vida ao contrário! Quem um dia já pensou nessa possiblidade, de nascer velho e ir ficando mais jovem a cada dia? Será que iríamos ser mais felizes? Será que saberíamos aproveitar melhor o nosso tempo? Pois então, um homem chamado F. Scott Fritzgerald levou essa brilhante idéia adiante e escreveu um conto sobre Benjamin Button, um homem que nasce velho e conforme e tempo passa, ele vai rejuvenescendo. Até que desse conto nasce um grande filme, O Curioso Caso de Benjamin Button, dirigido pelo incrível David Fincher e com mais que merecidas 13 indicações ao Oscar e 5 indicações ao Globo de Ouro. Quer mais? 11 indicações ao Bafta (o Oscar Britânico)

por Fernando

Em meados de 1918, um homem foi contratado para construir o relógio principal de uma grande estação de trem. Entretanto, ele acabara de perder o filho na Primeira Guerra Mundial e teve a idéia, como uma maneira de protesto, talvez, fazer um relógio onde os ponteiros girem ao contrário, para que os filhos perdidos na Guerra pudessem voltar no tempo e continuar suas vidas. Eles não voltaram. Mas não muito longe dali essa história teve um efeito.

Nasce Benjamin Button, sua mãe morre no parto e seu pai, Thomas Button, o rejeita apesar de prometer a sua mulher que cuidaria dele, isso porque Benjamin nasce com rugas, uma criatura estranha. Thomas o abandona em um asilo, quem o acha é Quennie (Taraji P.Henson - indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante) que o leva para dentro e cuida como seu fosse seu filho, ele é tratado por um médico que chega a estranha conclusão de que ele sofre de todas as doenças de um idoso. Para muitos, Benjamin estava prestes a morrer, mas ele sobrevive e cada dia que passa vai ficando mais forte, mais disposto e passa a conviver com os velhos do asilo.

Até que um dia conhece Daisy, uma jovem que sempre vai visitar sua avó, eles fazem amizade e a partir daquele momento, Benjamin jamais esquecera dela. E conforme os anos passam, ele vai ficando cada vez mais jovem, enquanto todos ao seu redor vão envelhecendo cada vez mais e desde cedo aprendeu a mais dolorosa lição da vida, a perda.

Button começa então a enfrentar o mundo, se envolve em grandes histórias, vai para um bordel e perde a virgindade cedo, começa a trabalhar em um grande barco com um marinheiro que se diz artista, participa da Segunda Guerra Mundial durante um tempo breve. Mas ao mesmo tempo nunca esquece de Daisy que vai ficando mais adulta.

Os dois vão se reencontrando aos poucos, em diferentes épocas, mas vivem vidas distintas, cada um vive seu mundo, o tempo se torna o inimigo deles, que nunca podem se relacionar de verdade, até que a idade deles se encontram, ambos com 40 e poucos anos. E nesse tempo eles se entregam um ao outro, vivendo uma verdadeira paixão, mas sabem que como tudo na vida, tudo isso uma hora vai acabar. Ele vai ficar mais jovem, vai ter outros interesses, vai ficar criança, em contra-partida, ela irá envelhecer, ter outras responsabilidades. Resumindo, uma história de amor impossível.

Benjamin Button não vive histórias tão grandiosas quanto Forrest Gump (que aliás é do mesmo roteirista) e nem tão fantasiosas quanto Edward Bloon (de Peixe Grande), mas vive uma história que jamais foi contada, por isso o mérito do filme, ser tão inovador, tão interessante, revolucionário. Vindo de David Fincher, não há surpresa, pois ele revoluciona em tudo que faz. Fez um dos melhores filmes de suspense até hoje com história bem arquitetadas em Se7en (1995), um dos melhores de ação, para aqueles que gostam de pancadaria e boas idéias com direito a um final surpreendente em Clube da Luta (1999) e um dos melhores filmes de serial killer já feito, Zodíaco (2007). E entre todos, juntamente com Benjamin Button, há uma semelhança, todos fazem o público pensar, são filmes para aqueles que querem mais do que diversão, querem refletir, pensar, repensar.

O Curioso Caso de Benjamin Button já virou um clássico do cinema, Fincher caprichou em tudo. Desde o roteiro bem amarrado de Eric Roth, a bela trilha sonora até a impecável maquiagem, que faz Cate Blanchett convencer tanto quanto uma mulher de 20 anos até uma senhora de 80 e poucos e Brad Pitt parecer velho, apagando de vez sua face de galã, e entrando na lista dos atores mais respeitados da atualidade.

Brad Pitt surpreendeu, ganhando o Oscar ou não, ele arregaça!! Até em cenas simples, ele parece outra pessoa, não há nada que me fez lembrar dele em outros filmes. Cate Blanchett está ótima também, e como sempre ela acerta no papel que faz e já coleciona em sua filmografia grandes filmes e excelentes atuações. Os coadjuvantes fazem bonito também, destaque para Tlda Swinton, que faz uma participação como uma das primeiras paixões de Button e Taraji P.Henson.

Muito se comenta da longa duração do filme, de 166 minutos, quase três horas. Mas em nenhum momento isso incomoda e está longe de ser um problema no longa. A história é simplesmente incrível e envolve a cada minuto de projeção. Há muito tempo não via um roteiro tão diferente e inusitado como este.

O Curioso Caso de Benjamin Button nos faz refletir sobre o tempo de nossa vida, se estamos ou não fazendo aquilo que queremos dela, se estamos tirando o melhor aproveito da vida, pois nada é para sempre, tudo acaba, até os melhores acontecimentos dela, até mesmo os grandes amores.

NOTA: 9

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Crítica: Se7en - Os Sete Crimes Capitais ( Seven )


Um filme ótimo , com um final melhor ainda. Morgan Freeman está perfeito , Brad Pitt provou que não é só um rostinho bonito e Kevin Spacey é um dos serial Killer mais aterrorizantes da história do cinema.



Por Bárbara


Um assassino está a solta.Pessoas morrem de acordo com os sete pecados capitais.Dois policiais de personalidades diferentes assumiram o caso.
Um é jovem , impetuoso e está em início de carreira.Outro é maduro , sábio e está prestes a se aposentar.Este é Seven - Os Sete Crimes Capitais.

A história dos detetives David Mills e William Sommerset ( Brad Pitt , Morgan Freeman ) não é chocante por apenas se tratar de um serial killer.Está muito acima disso.

Aqui não temos um assassino louco , pervertido , sádico.Muito menos um que voltou dos mortos ou que queria apenas vingança.John Doe ( Kevin Spacey , ótimo neste filme , canastrão em Superman - O Retorno ) era , acima de tudo temente a Deus.Matava pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais por achar que está cumprindo uma "obrigação".Não queria se misturar com essas pessoas , muito menos matá - las por matar.Queria lhes dar uma lição.Puní -las por estarem pecando.

O que Jigsaw faz em Jogos Mortais John Doe faz em Seven ,porém com mais propósito.
Não que ele esteja certo em matar pessoas por que são vaidosas , preguiçosas , gulosas...mas o Jigsaw faz até depois de morto em Jogos Mortais não tem a mesma profundidade.Por que Jigsaw sequestra e faz as pessoas se matarem em seus jogos sádicos??Por que ele estava morrendo e punindo as pesoas que estavam saudáveis , mas jogando suas vidas fora??O que diabos ele tem a ver com isso???Ou melhor , o que as pessoas tem a ver com a sua doença??

John Doe é diferente. Mata as pessoas por serem pecadoras , e como ele mesmo diz para David perto do final do filme , as pessoas que ele matou eram mesmo inocentes??Isso fez que não só David e Sommerset parassem para pensar , mas também o público.Será que pecar é só matar e roubar?


Seven é um filme fantástico , uma coisa que Jogos Mortais já foi um tempo ,mas que não é mais.Seven te faz pensar , não só em quem é o assassino , ou que será que vai acontecer com os protagonistas , mas nos faz pensar em nossas próprias atitudes.O final desconcertante também nos mostra que se a arte imita a vida e vice-versa , nem sempre temos um final feliz.


Brad Pitt prova que não é so um rostinho bonito ( embora eu não ache ele tão bonito assim ) , mas prova que é um ator competente e que merece estar ao lado de Morgan Freeman , que por sinal está ótimo.Nenhum dos dois se sobressai em relação ao outro e a amizade que nasce entre Mills e Sommerset é natural.Kevin Spacey dá um show como John Doe , principalmente no final do filme.Para mim , depois de Hannibal Lecter está John Doe.Cada olhar , a fala mansa , a inteligência e a frieza de John Doe me deu cada arrepio na espinha graças a atuação de Kevin!

Um único ponto negativo do filme para mim foi a escolha de Gwyneth Paltrow como Tracy Mills , esposa de David.Ela não demosntrou nada.Inexpressiva do começo ao fim do filme.


Enfim , Seven dá um banho em todos os serialls killers que assombram nossa mente.Esqueçam Jason , Freddy Krueger , Michael Myers e outras criaturas que não se cansam de morrer e ressuscitar! A essência do mal está em cada um de nós , por isso que tenho muito mais medo dos seres humanos "civilizados" do que de monstros desfigurados.

Nota:10

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