Mostrando postagens com marcador Sean Penn. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sean Penn. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Crítica: Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998)

O estonteante cinema de Terrence Malick em em uma das obras mais incríveis sobre a Segunda Guerra Mundial.

por Fernando Labanca

Fato é que Terrence é um dos maiores diretores ainda em atividade e sua trajetória no cinema é uma das mais admiráveis. Responsável pelo clássico e belíssimo "Days of Heaven" de 1978, o cineasta só retornou após um longo hiato de vinte anos com outra obra-prima, "Além da Linha Vermelha". Adaptação do livro de James Jones, o filme, assim como todos os projetos do diretor, passou por um longo processo de pós-produção, sendo que o primeiro corte alcançou 5 horas. Para ser lançado, no entanto, a edição final fez com que vários atores conhecidos fossem meramente descartados como Billy Bob Thornton e Gary Oldman e outros como Adrien Brody, que era um dos protagonistas da história e acabou quase que sem falas. A obra venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim e foi indicada à 7 Oscars, concorrendo inclusive como Melhor Filme e Melhor Diretor.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Crítica: A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty, 2013)

2014. Retornando as atividades aqui no blog, decidi escrever sobre o último filme que vi em 2013, diria que foi a cereja no topo do bolo, um ótimo "último filme" para se ver, ainda mais nesta época do ano em que paramos para refletir sobre tudo o que fizemos e o que não fizemos, "A Vida Secreta de Walter Mitty" parece auxiliar neste tipo de reflexão e com toda a certeza, nos faz pensar na nossa vida e nas escolhas que fizemos.

Baseado no conto de James Thurber publicado em 1939 -  e que também já teve uma versão para os cinemas em 1947, com o título "O Homem de 8 Vidas" - o longa é mais uma empreitada de Ben Stiller como diretor, e que surpreendentemente, mais uma vez, se mostra competente nesta função, realizando um filme extremamente interessante, bem feito, e mesmo com suas pieguices motivacionais, consegue emocionar.

por Fernando Labanca

Conhecemos Walter Mitty. Um homem tímido que vive sua vida limitada e sem aventuras, trabalha no setor de fotografias da revista "Life", onde sempre recebe as imagens tiradas por Sean O'Connell (Sean Penn), um radical freelancer que dedica sua vida viajando e fotografando e diante de tantas incríveis jornadas que Walter vê através das fotos só lhe resta sonhar, sonhar acordado e é justamente isso o que ele faz, mesmo enquanto conversa com os outros, sonha sobre como seria sua vida se ele tivesse coragem, ser rude com seu novo chefe (Adam Scott), que o maltrata, e dizer o quanto ama sua colega de trabalho, Cheryl (Kristen Wiig). Eis que a revista Life passa por mudanças, passará a ser "Life Online", e para a última revista impressa, Sean envia o negativo que desejaria para a capa, o problema é que Walter não o encontra, o fazendo ter a escolha mais difícil de sua vida, encarar uma jornada, viajando para outros países, encarando seus medos, tudo para ter em mãos a última foto, é quando Walter Mitty descobre o que realmente é viver.


sábado, 13 de outubro de 2012

Crítica: Aqui é o Meu Lugar (This Must Be the Place, 2011)

Nasceu no Festival de Cannes do ano passado, no qual concorreu na categoria Melhor Ator para Sean Penn. É o primeiro trabalho em solo norte-americano do italiano Paolo Sorrentino e conta, através de um road movie bastante peculiar, a trajetória de um ex-astro do rock decadente em busca de vingança.

por Fernando Labanca

Conhecemos Cheyenne (Sean Penn) e seu estranho mundo, é um astro da música que não pisa no palco há mais de duas décadas, chegou aos cinquenta anos e vive de sua antiga renda ao lado de sua companheira (Frances McDormand) numa mansão. No entanto, age como nos tempos em que era um rockstar, como se fosse um adolescente, transvestido daquilo que ele não é, fala de modo estranho, age de forma excêntrica, sem muitas responsabilidades e com muito pouco com que se preocupar. Eis que decide viajar para Nova York, assim que recebe a notícia que seu pai estava mal de saúde, um homem com quem não conversava há trinta anos. Porém, chega tarde demais, ele havia falecido e como último ato para seu pai, decide se vingar, partindo pelas longas estradas dos Estados Unidos, em busca daquele que o torturou no campo de concentração de Auschwitz nos tempos de guerra.

"Tem algo errado aqui, não sei o que é, mas tem." Esta frase é dita por Cheyenne durante todo o filme, diante de cada situação bizarra que enfrenta em sua vida. Curioso o fato desta mesma frase traduzir o sentimento que senti durante toda a trama, há algo de muito errado em tudo aquilo, mas é sempre difícil de definir exatamente o que é. Assim que o filme termina se instala um sentimento de vazio, um road movie que não nos leva para longe, que viaja mas não sai do lugar. A impressão que fica é que Paolo Sorrentino pensou em seu roteiro em partes, mas se esqueceu de visualizá-lo como um todo. Tudo é extremamente bem feito, cenas cheias de detalhes, muitos deles desnecessários, mas tudo acontece com um cuidado que chega a ser comovente, a direção de Sorrentino é definitivamente primorosa, as situações mostradas nos prende pela excentricidade, pela curiosidade de compreender aquele universo, há também diálogos inteligentes que por vezes surpreendem. No entanto, enquanto esses elementos funcionam perfeitamente bem isoladamente, se tornam incoerentes quando vistos como um todo, uma sequência de situações aleatórias, que separadas, são belas, mas juntas, não funcionam, é como se não fizessem parte de uma mesma ideia. É extremamente nonsense sua busca por vingança, a relação daquele astro com o Holocausto, pensamentos tão distantes que não há um porquê de estarem no mesmo roteiro. Chegamos ao seu fim e mal nos lembramos de seu começo, logo que não há nenhuma ligação entre eles. 


"Aqui é o Meu Lugar", apesar de sua nítida incoerência narrativa, possui seus momentos brilhantes, isso devido a belíssima direção de Sorrentino, que constrói cenas muito bem planejadas, visualmente falando, é então que a fotografia se torna um grande destaque. A trilha sonora é outro ponto positivo, enaltecendo cada cena, cada sentimento. Alguns diálogos, também, são quase uma bela poesia, "Há muitas formas de morrer, a pior delas é continuar a viver", "antes do inferno, havia meu lar", entre outras vindas de um roteiro bem escrito e bastante inspirador. Muito desses diálogos servem para costurar a personalidade do protagonista ao decorrer do filme, é ele a grande atração de tudo, o longa cativa pela peculiaridade de sua vida e de sua jornada, mesmo que no fim, ela não chegue a lugar algum. Para isso, Sean Penn em mais uma boa atuação de sua carreira, porém alguns trejeitos soam forçados como a soprada constante em seu cabelo caído na testa e de fato não se compara aos grandes momentos do ator no cinema, mas ainda assim, se destaca, consegue traduzir bem este estranho homem, sem parecer cômico demais, exagerado demais, trás naturalidade, algo que parecia impossível. Ainda revemos a sempre ótima Frances McDormand e conta com algumas boas participações de um elenco desconhecido, tendo com uma das melhores sequências, a participação da irlandesa Kerry Condon que emociona por sua delicadeza. E como curiosidade, a ilustre presença de David Byrne, o vocalista da banda Talking Heads, no qual o próprio título do filme teve como inspiração uma de suas canções.

Vale pele originalidade e pela qualidade, por mais que tenha seus defeitos, não deixa de fazer parte de um cinema raro. Mesmo fora de seu país, Paolo Sorrentino realiza um trabalho, no mínimo, interessante, pecou em seu roteiro, que mesmo possuindo bons diálogos e boas intenções, não consegue criar um foco em sua narrativa, construindo um amontoado de situações aleatórias, desperdiçando uma premissa que de início pareceu boa, deixando seu grande personagem vagando em direção ao nada, onde sua complexidade e peculiaridade são ignoradas em prol de um destaque sem fundamento, o campo de concentração de Auschwitz, a história de seu pai, as torturas que sofreu, enfim, não era o momento para tais discussões, logo que tudo acaba sem grandes conclusões. No entanto, ainda consegue divertir em diversas passagens e emocionar com a trajetória de Cheyenne, este homem que esqueceu de crescer, que mais do que ir atrás de vingança, foi atrás de uma dor real, que fizesse ele sentir algo profundamente, mesmo que esta dor não fosse sua, queria sentir vida, a vida que o vazio de sua rotina o fez esquecer. 

NOTA: 7





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cinema: A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011)


Vencedor do Palma de Ouro de Melhor Filme no último Festival de Cannes, "A Árvore da Vida" mostra o retorno de um dos diretores mais aclamados da indústria, Terrence Malick (Além da Linha Vermelha, Terra de Ninguém), que em quase quatro décadas de carreira, estréia seu quinto filme, apenas. O longa, também, levou cerca de quatro anos para ser editado, mostrando o aprimoramento quase que obsessivo do diretor, e na tela vemos o resultado perfeccionista e cheio de belos detalhes. "The Tree of Life" conta com Brad Pitt e a novata Jessica Chastain no elenco.

por Fernando Labanca

Texas, década de 50, conhecemos Jack (Hunter McCracken), um garoto que vive com seus dois irmãos e seus pais, a Sra. O'Brien (Jessica Chastain) que mantém uma conexão muito forte com a natureza, enxerga beleza nas coisas mais simples, além de manter um relação muito íntima com Deus. O pai (Brad Pitt) é o patriarca, gosta de provar que ele é quem manda no lar, é rígido e não aceita desrespeito às suas regras. E através do jovem e inocente olhar de Jack, veremos a rotina desta família, os conflitos com o pai, o ciúmes que mantém de seu irmão mais novo, e a vontade de querer mais atenção e ter uma relação mais profunda com o pai, a intenção de compreender Deus assim como a mãe ao mesmo tempo em que O questiona. A beleza da mãe e toda a harmonia que ela consegue transmitir, as brincadeiras no jardim, as conversas e a liberdade que sentiam na ausência da rigidez do pai.

E essa história de família vai além, desde os primórdios da história, o início de tudo, o Big Bang, passando pela evolução humana, década de 50 no Texas, anos mais tarde, a perda de um dos filhos e o desiquilíbrio emocional que se instala, até muitos anos depois, Jack (Sean Penn) perdido em sua rotina no mundo contemporâneo, tentando encontrar algum sentido para sua vida e relembrando sua jornada e tudo o que marcou para sempre em sua mente e o transformou no que ele é hoje.


"A Árvore da Vida" dá um volta enorme para contar a jornada de uma família, mas o filme vai muito além disso, mostra o quanto nossa história se iniciou muito antes do que nós lembramos, a nossa vida é só uma pequena parte na história do universo. Terrence Malick transforma a vida em poesia, é um ode a vida, ao milagre que existe e pouco percebemos, nossa árvore genealógica se iniciou muito antes, houve grandes acontecimentos para hoje estarmos vivos, logo, cada amanhecer, cada anoitecer, uma brincadeira de família, um simples abraço, uma conversa, um olhar, é tudo um pequeno pedaço de um plano maior, é um milagre. O quanto nós somos pequenos diante do universo, mas o quanto cada pequena ação de um dia pode nos marcar, o quanto as conexões que fazemos a cada dia com as pessoas que amamos nos é impostante, e uma época feliz assim como a infância pode nos definir para sempre, pode ter valido uma vida inteira.

Terrence Malick testa aqui um cinema completamente novo, fora dos padrões, não há um roteiro organizado, não há começo, meio e fim, há apenas imagens (e belas imagens) com diálogos soltos como narrações em off, são como poesias ilustradas. E digo com toda a certeza, foi uma das experiências mais profundas e emocionantes que tive numa sala de cinema este ano, é bom ver algo novo, original, mas é melhor ainda ver algo feito com tanto cuidado, com muita alma, é tudo muito sentimental, cada palavra ali parece ter sido selecionada e feita para mexer com o público, faz com que nos emocionemos em cenas simples como um simples almoço de família, é tocante, é um projeto único, feito com verdade, para ser refletido e ser levado em nossas memórias durante muito tempo.

O visual é fantástico, fiquei realmente sem palavras, visualmente falando, o filme mais lindo de 2011 até agora, cada imagem ali é de tirar o fôlego, é tudo muito belo, as cores, o modo como a câmera as captura, é surreal. Fotografia impecável. Para aprimorar nada melhor que uma boa trilha sonora, Alexander Desplat foi o selecionado e fez, digamos, um trabalho excepcional.

O longa peca por distanciar o público em várias passagens, como uma longa sequência nos mostrando detalhadamente a evolução humana, praticamente estava diante de um documentário ciêntífico, quase me esqueci que havia uma história acontecendo ali, acredito que tenha sido um grande erro, desiquilibra o que estava ótimo, quebra o clima totalmente. Além de vários diálogos soltos que temos que deduzir quem é o destinatário, é feito de forma interessante e bastante bonita, confesso, mas nem sempre funciona. Mas o pior de todos os erros, foi a inserção de Jack adulto, na pele de Sean Penn, o personagem não faz o menor sentido, aparece em algumas cenas, não fala, e parece completamente perdido, deslocado, não há como compreender sua existência, até mesmo o próprio ator confessou recentemente que não entendeu sua presença no filme.

Não há o que comentar de Sean Penn, lamentável. Brad Pitt, por sua vez, constrói um personagem interessante, mas longe de ter uma grande atuação, faz muito bem, mas nada surpreendente. O destaque fica para os novatos, a bela Jessica Chastain está irretocável, brilha assim como a trilha sonora e as imagens surreais, está perfeita, convense como a mãe dedicada e esposa submissa, há tanta beleza e leveza em seu olhar, enfim, fantástica. O jovem Hunter McCracken é quase que um protagonista, é ele quem vai nos guiando, há muito força neste pequeno ator, como há poucos diálogos, os sentimentos se prendem no olhar, e seu olhar é poderoso, consegue transmitir os sentimentos um tanto quanto complexos de Jack.

"A Árvore da Vida", mais uma vez, é um filme belo, tanto no visual, quanto no roteiro, nas atuações, na trilha sonora, enfim, um conjunto de elementos em estado perfeito capaz de criar uma das obras mais marcantes do ano. Terrence Malick faz um incrível trabalho, me lembou por muitas cenas o cinema de Stanley Kubrick, principalmente em "2001: Uma Odisséia no Espaço", desde a riqueza de detalhes, ao silêncio, a lentidão, a perfeição. Há sim seus erros, mas são pequenos no meio de tantos acertos. Um projeto poderoso, grandioso, que fala sobre a vida e todos seus desdobramentos, sua complexidade, sua intensidade, seus mistérios, seus milagres, e sobre os caminhos que seguimos, no caso, o diretor nos apresenta dois: o caminho da graça, o dom de Deus e da natureza, a vida terrena. Recomendo, um filme memorável.

NOTA: 9



sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Comentário sobre o Oscar 2009

por Fernando

O tão esperado Oscar foi exibido ontem (22/02/09), infelizmente apenas na Tv fechada, apesar de ter um contrato com a Rede Globo, a emissora preferiu exibir o desfile das escolas de samba (!!)...óbvio, por questão de ter mais audiência que uma "mera entrega de prêmios".

Deixando essa parte de lado, vamos ao que interessa...o Oscar 2009 não surpreendeu em muita coisa, até porque já foram entregues outros prêmios importantes como o Globo de Ouro e o Bafta, e os vencedores do Oscar não foi nada a mais do que uma mescla dos vencedores de cada prêmio anterior.

As surpresas ficaram para os prêmios menores, como Documentário Curta e Longa, que nunca se sabe ao certo quem ganha. Outra surpresa foi o Japão arrebatar o prêmio de melhor filme Estrangeiro, com Departures.

E digamos, que não foi um prêmio tão justo quanto o do ano passado, onde não houve nenhum grande premiado, o grande favorito. Onde os Fracos Não têm Vez ganhou os prêmios mais importantes, mas não foi o grande vencedor da festa, os prêmios foram bem dividos. Quem Quer Ser Um Milionário? (ainda não vi), aparentemente deve ser um grande filme, mas 8 Oscars é muita coisa, entretanto, vindo do Oscar que já deu 11 prêmios à Titanic e Senhor dos Anéis, isso não é tanta surpresa.

Quem Quer Ser Um Milionário? (aparentemente) mereceu os prêmios que venceu, no entanto, concorria com outras excelentes produções. Ter ganhado o Oscar de melhor mixagem de som, foi com certeza, o grande exagero, ainda porque concorria ao lado da obra-prima WALL.E, que trabalha com o som magnificamente. Não deu outro, Quem Quer Ser Milionário foi o grande vencedor da noite!

O Curioso Caso de Benjamin Button recebeu prêmios justos, como o de maquiagem, direção de arte e efeitos visuais. WALLE, sem surpresas ganhou o de melhor animação, Bolt era um forte concorrente, mas não havia possibilidades de ganhar.





Batman - O Caveleiro das Trevas, teve 8 indicações (um número muito alto para uma adaptação de herói) e por isso fez sua parte no Oscar, marcou história, mas levou 2 estatuetas para casa, dois prêmios mais do que merecidos, ao magnífico Heath Ledger e seu Coringa e edição de Som.

A Duquesa venceu sua única indicação, as roupas que vestiam a bela Keira Knightley fez bonito na cerimônia e ganhou o de melhor Figurino.

Roteiro Adaptado ficou com Quem Quer Ser um Milionário, que também arrebatou o de Melhor Diretor para Danny Boyle, Fotografia, Trilha Sonora e Canção Original, além dos que já fora ditos. Roteiro Original ficou com Milk - A Voz da Igualdade, que conta a história do primeiro homem assumidamente homossexual em um cargo público e sobre suas dificuldades no meio da polítca sendo quem ele é.



Mas o brilho ficou mesmo com os atores que ganharam a premiação. Kate Winslet finalmente ganhou um Oscar, merecidamente. Kate é uma excelente atriz, está em cartaz com dois filmes (O Leitor e Foi Apenas Um Sonho) e pelo jeito arregassa nos dois papéis, além da bela carreira da atriz que surpreende em tudo o que faz, seja numa comédia romântica como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e O Amor Não Tira Férias ou em dramas como Pecados Intimos.
Kate Winslet fez história no cinema norte-americano e é hoje umas das atrizes mais telentosas de sua geração.

Seann Penn ganhou seu segundo Oscar da carreira (o primeiro veio por Sobre Meninos e Lobos). Penn é outro grande ator e mereceu ganhar mais uma vez, sua atuação mais uma vez é surpreendente.





Heath Ledger, não poderia ter sido outro. Não foi uma surpresa, mas mesmo assim foi uma grande notícia. Coringa é uma personagem marcante, inesquecível, merecia o Oscar.







A bela Penélope Cruz finalmente conseguiu de vez marcar sua brilhante carreira nos estados unidos, finalmente seu talento foi recompensado. Sua Maria Elene em Vicky Cristina Barcelona é incrível, é difícil encontrar palavras para decifrar o que ela fez no filme, ela é brilhante, constrói uma personagem marcante, forte e intensa. Sem dúvidas, sua premiação foi uma das melhores da noite.

Outras notícias