
por Fernando Labanca
No filme, Sophie (Seyfried), é uma escritora, que trabalha num jornal em busca de verdades, vai em qualquer lugar a procura de fatos que comprovem certas histórias, mas como qualquer escritora, seu grande objetivo é ser promovida e ter seu próprio artigo. Em sua vida amorosa, está noiva de Victor (Bernal), um chef de cozinha profissional, e antes que ele abra seu grande restaurante, eles decidem curtir uma pré-lua de mel, no local dos casais apaixonados, Verona, na Itália.
Uma viagem que era para ser inesquecível, entretanto, Victor não consegue não pensar no trabalho e usa essas férias para melhorar seus negócios, ignorando completamente as vontades de sua noiva. Por outro lado, Sophie decide cutir as maravilhas do lugar sózinha, até que nesta busca por belos pontos turísticos, ela acaba encontrando algo que lhe chama muito a atenção, um muro de pedras, rodeado por mulheres que choram e nele são colocadas cartas. Curiosa, ela descobre que aquele era o muro da suposta casa de Julieta, a mesma do clássico de Shakespeare, e que ali, as mulheres cultivavam uma tradição antiga de lamentarem seus conflitos amorosos em cartas pedindo ajuda para Julieta. Por trás daquele muro, ficavam as "secretárias de Julieta" que respondiam as cartas, dando conselhos para as desconhecidas que precisavam de ajuda. Até que por trás de uma pedra, sem querer Sophie acha uma carta, velha, e decide responder. Na carta, escrita muitos anos atrás, Clair, uma apaixonada abandona o amor de sua vida, no dia em que faria uma fuga, logo que sua família não aprovava seu romance, mas ela com medo, decide ficar e nunca mais viu seu amado.


Nesta viagem, o roteiro nos permite conhecer bem cada personagem, e descobrimos que Cartas para Julieta é muito mais que só a busca de um amor do passado e a prova de que uma verdadeira paixão resiste ao tempo, um filme belo que reune três pessoas que perderam algo muito importante na vida, mas que juntas decidem encarar suas perdas e seguirem em frente.

A fotografia é encantadora, as vistas que o filme nos mostra são tão belas que já valem o ingresso, acompanhadas de uma sensível trilha sonora, bastante envolvente.
Amanda Seyfried, depois do sucesso de Mamma Mia!, encara com competência esse longa, se tornando uma adorável protagonista. Seu carisma é inquestionável, seu sorriso enche a tela, e sua personagem ganha vida com todas essas qualidades que a atriz carrega, impossível não se envolver com Sophie. Vanessa Redgrave está encantadora, não tem uma atuação exemplar e marcante em sua carreira, mas sua personagem é tão divertida e cheia de vida e a atriz consegue mostrar isso com cada gesto e cada sorriso. Christopher Egan é o novato do elenco, mas soube conquistar seu espaço na trama, e junto com Seyfried formam um adorável casal. O incrível também é a ótima quimica que há entre o trio. Gael Garcia Bernal, fazendo uma participação no filme, faz com competência, e mesmo que sua personagem seja extremamente irritante, consegue ser cativante.

NOTA: 8,5
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