
Filmados juntos, e separados nas telas de cinema, Kill Bill volume 1 e 2 tem suas diferenças, tanto no roteiro quanto na forma. Idéia feliz de Tarantino, que somado isto a todo grandioso resultado dos longas, criou dois de seus mais belos trabalhos, provando de vez ser um grande diretor e provando que ainda tem fôlego para fazer grandes projetos, assim como posteriormente, realizou "Bastardos Inglórios" e "À Prova de Morte", mais uma vez, aclado pela crítica.
por Fernando Labanca
Kill Bill vol. 1 (2003)

No filme, vemos uma bela mulher (Uma Thurman) com seu "Pussy Wagon", um chaveiro chamativo em busca de pancadaria, e logo na primeira cena assassina Vernita Green (Vivica A.Fox), uma antiga companheira de um grupo de assassinos de aluguel. Após a morte, ela risca mais um nome em sua lista, a lista de sua vingança, com cinco nomes, e agora dois já riscados.
No próxima cena, Quentin Tarantino nos apresenta a jornada dessa mulher misteriosa até ali, o que ela passou e por que está atrás de vingança. Ela é a "Noiva", foi brutalmente violentada em pleno dia de seu casamento pelo grupo o qual fazia parte, "Esquadrão Assassino de Víboras Mortais" liderado por Bill (David Corradine), o mandante do crime. O problema é que ela estava grávida e seu filho era de Bill que mesmo ouvindo isso de sua boca, lhe deu um tiro.

"A vingança é um prato que se come frio", assim se inicia Kill Bill. Ou seja, para uma vingança ser bem realizada dever ser feita com total frieza daquele que a executa, e assim segue o filme, a "Noiva", assim como todos os coadjuvantes, lutam atrás de sangue e morte e vão até as últimas consequências para conquistá-los. E nesta intenção, o filme é bastante violento, e exagero é a palavra chave, sangues saem dos corpos como petróleo, mas logo entramos no jogo de Tarantino, e que nada deve ser levado tão a sério. O humor está ali também para provar a brincadeira, surge quando menos esperamos e até mesmo em cenas sérias não sabemos se damos risada ou se aquilo é sério mesmo. Uma experiência nova e extremamente divertida.

Além de todos esses pontos positivos, ainda há Uma Thurman. Que sem ela, esse projeto poderia ter sido um grande desastre, mesmo nas mãos de Tarantino. Ela se entrega com muita verdade a sua personagem, onde seu passado se resume a um momento, e seu futuro a uma só certeza, a vingança, sem nome, nos conectamos com a "Noiva" e com seu objetivo, torcemos por ela, e sentimos na pele sua perda. Thurman se entrega por total, tanto nas cenas mais dramáticas que são poucas, até as belas e longas cenas de ação, luta como alguém que realmente sabe o que está fazendo.

NOTA: 9
Kill Bill vol. 2 (2004)

Mais uma vez optando por contar a história de forma não-linear, "Kill Bill volume 2" é um simples quebra-cabeça, vemos uma mescla de fatos do passado e do presente, colocados de forma coerente, sempre facilitando a compreenção da cena seguinte. E essa forma de se fazer filme já foi bastante utilizado por Tarantino, como em "Cães de Aluguel" e "Pulp Fiction" e mais uma vez acerta e nisso transforma o longa em algo mais atrativo do que já era.

Conseguindo sair debaixo do solo, Beatrix parte, mais forte e mais sedenta por vingança, em busca de Bill. Voltando ao passado, presenciamos uma bela e verdadeira relação que ela mantinha com Bill, amantes que se amavam mais do que qualquer outra coisa, ele a leva para ser treinada por Pei Mei, um chefe de Kung Fu, arrogante e estúpido, faz de Beatrix uma profissional e é onde entendemos seus conhecimentos nas artes marciais. Entretanto, no reencontro com Bill, ela acaba reecontrando algo que tinha certeza de que havia perdido, sua filha.
Fechando com chave de ouro essa árdua jornada, "Kill Bill volume 2" trás mais uma vez cenas fortes e violentas e sequências eletrizantes e um final digno para todo esse espetáculo. O longa termina num nível altíssimo, numa sequência memorável, antológico seu reencontro com Bill, diálogos inteligentes, com direito a citações de HQ, humor e para surpresa de um filme tão pesado e tenso, enfim, um grande momento de emoção, comovente na pele de dois atores que surpreendem, Uma Thurman e David Corradine.

Os pontos positivos permanecem, como a ótima trilha sonora, a bela fotografia e as grandiosas cenas de ação. O filme, assim como o primeiro e assim como todos os filmes de Tarantino, são divididos em capítulos, contando com o volume 1, ao todo, são 10, e neles, há cenas com longa duração, preenchidas por diálogos inteligentes e rápidos, e diferente de por exemplo, "Bastardos Inglórios" a longa duração das cenas não deixam o filme intediante. Ao meu ver, Tarantino soube trabalhar melhor com seu estilo, e por isso, depois de "Pulp Fiction", tanto o volume 1 quanto o 2, foram o ponto alto de sua carreira.
Uma Thurman também cresce, já estava ótima no primeiro, mas graças ao roteiro, sua personagem cresce psicológicamente permitindo que a atriz prove de vez seu talento. Ela se sai muito bem não somente nas cenas de luta, demonstrando toda sua leveza no King Fu, mas também nas cenas mais sérias. David Corradine (que faleceu em 2009), excelente em cena, e junto com Thurman finaliza maravilhosamente o longa. O restanto do elenco, corretos.

NOTA: 9,5
Vale lembrar que Quentin Tarantino afirmou que fará uma continuação, porém, ele ainda tem outras prioridades e o filme só chegaria em 2014. Alguns rumores apontam Uma Thurman mais uma vez como protagonista, e também haverá o retorno de Danyl Hannah e sua Elle Driver, logo que a mesma não teve um final revelado na parte final, e ela retornaria atrás de vingança. Outros personagens retornariam também em busca de vingança contra Beatrix Kiddo, houve boatos que indicaram que a filha de Vernita Green, que viu sua mãe sendo assassinada no primeiro, voltaria, assim como Sofie (Julie Deyfus), assistente de O-Ren Ishii, que teve um dos braços cortados por Kiddo, também no primeiro.
Enfim, agora é só aguardar...
Enfim, agora é só aguardar...
Uaaaaauuuuu...gostei de ver, hein?
ResponderExcluirMuito da hora sua postagem...lembra quando a gente tava no ensino médio ainda, e a gente falava sobre Tarantino e eu era a única que gostava de Kill Bill, mesmo com o sangue jorrando que nem petróleo???O filme é muito bom e isso é somente uma questão de estética, para homenagear os filmes japoneses bagaceiros e faroestes dos anos 60 e 70 que o Tarantino gosta...
Que bom que vc viu o verdadeiro potencial da obra..cara! Sou fã da Noiva! Viva Beatrix Kiddo!!!ushauhsaush
Bom, zoeiras a parte..parabéns pela postagem!
Bju..e Tarantino dominou geral aqui, hein?
Pois eh...
ResponderExcluirlembro mto bem desse tempo...
eu ateh achava Kill Bill mto tosco...
toda aquela jorração de sangue...pátético!!!
e com genetalizava toda a carreira de Tarantino...
e o odiava...kkkk
queimei minha língua...
num só final de semana q tive a oportunidade de ver 4 de seus filmes (inteiros e legendados)...kkk...
mudei completamente d idéia...
e hj o admiro e vi q realmente seus filmes são ótimos!!!
Kill Bill na veia!!!
e valeu pelo comentário!!
que linda, parece alguem que conheço..
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