
por Fernando Labanca
Conheça o universo por trás dos video-games, quando um jogo termina um novo mundo se inicia, onde os avatares ganham vida e traçam suas próprias jornadas. É neste local que vive Ralph, do jogo de fliperama "Conserta Felix Jr.", ele é basicamente o vilão, tem a função de destruir tudo o que encontra para justamente o Felix Jr. consertar, até que Ralph se cansa dessa vida de sempre, de ser obrigado a realizar as mesmas coisas e nunca ser reconhecido por isso, de ser ignorado pelos demais simplesmente por ser o vilão. Até que decide provar para os habitantes do Conserta Felix seu devido valor e ao descobrir que em outro jogo, os personagens ganham medalhas por suas ações, decide roubá-la, por puro mérito seu. No entanto tudo dá errado e ele vai parar em Sugar Rush, um jogo de corrida cheio de cores e doces, é onde ele conhece Vanellope, uma garotinha que rouba sua medalha, pois somente assim, ela conseguiria correr, logo que possui uma deficiência e é menosprezada pelas demais jogadoras e nunca consegue participar como avatar. Para conseguir sua medalha de volta, Ralph passa a ajudá-la, mais aos poucos vai percebendo que sua relação com Vanellope é muito além de sua busca pela medalha, percebe que ambos possuem as mesmas dores, descobre nela uma amizade e a chance de ser um herói.
Assim como as animações clássicas, como "Toy Story" ou "Procurando Nemo", onde nos apresentaram um universo novo, descobrimos como é viver através de outra perspectiva, sendo um brinquedo ou bicho do mar. Uma das grandes graças de se ver um filme do gênero ao decorrer dos últimos anos foi justamente esta divertida transição que os bons roteiros conseguiram realizar, de nos mostrar como é determinada realidade, como seria se ela realmente existisse e trazendo grandes argumentos sempre é possível acreditar, mesmo que em poucos minutos. A Disney ressuscita em "Detona Ralph" o que houve de melhor nos últimos anos neste gênero, consegue através de seus grandes argumentos nos fazer acreditar nesta nova realidade, a vida por trás dos jogos. É simplesmente inacreditável como cada pequeno elemento ali em cena foi bem pensado, beira a genialidade toda a jornada no protagonista e toda a construção de seu universo. Resgatar os jogos de fliperama realmente foi uma grande sacada, não tem preço ver Sonic, Bowser do "Super Mario" ou Zangief e Bison do "Street Fighter", ou outros grandes nomes de nossa infância surgindo como meros figurantes ao fundo das cenas, em um grandioso prédio onde se tem acesso a todos os video-games, algo que me lembrou muito a fábrica de "Monstros S.A." Apesar de haver esses clássicos, o longa acaba dando destaque para novas criações, como o "Conserta Felix Jr." e "Sugar Rush", onde é neste segundo mundo, todo colorido, que quase toda a trama se desenrola, pode até incomodar de início, mas a história tão interessante nos faz querer viver tudo aquilo. O roteiro extremamente criativo, assinado por Phil Johnston e Jennifer Lee, ainda trás outras ideias inovadoras, como o soldado em "primeira pessoa" no moderno e realista jogo de tiro, a personagem Vanellope sendo um "bug", não podendo participar da mesma forma que não pode sair de seu "mundo", a inusitada reunião dos vilões numa espécie de encontro dos anônimos, ou o simples movimento robótico dos habitantes de Conserta Felix. Enfim, provam que a equipe pensou em cada pedaço do filme, onde pequenos detalhes deste universo são resgatados e muito bem inseridos durante toda a jornada.


NOTA: 9
Obs: Destaque positivo para a dublagem nacional, que confesso, me surpreendeu bastante pela qualidade, pois nem sempre dublagem com "famosos" dão bons resultados, com o ator Tiago Abravanel, a VJ MariMoon e o "repórter" Rafael Cortez, dublando os personagens principais.
Aeee Fer!!!
ResponderExcluirAdorei muito sua crítica. Sábias observações e uma opinião completa! A animação, sem dúvidas, é encantadora e inovadora! :D
Aee Dri...Valeu pelo comentário!! Q bom q curtiu!
ResponderExcluirTambém adorei o filme e também daria nota 9, no meu caso por causa do enredo clichê que o Fer descreveu, mas que não deixa o filme menos adorável, divertido e nostálgico. Eu pago pau pra essa turma criadora das animações da Disney, da Pixar também, porque eles têm criatividade infinita, acham cenários e personagens e situações pras suas histórias em tudo quanto é canto (fundo do mar, games, brinquedos, robôs do futuro) e fazem do clichê algo que te entretem e te emociona. Bjo, Fer :)
ResponderExcluirOtimoooo amei o filme... Mostra que pra ser Heroi nao precisa ser o bonzinho da historia... hehehe
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