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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os Melhores da Década - Suspense/Terror


Voltando com os especiais "Melhores da Década", desta vez o foco são os filmes de terror/ suspense, não que sejam um único estilo, mas sei que não farei dos melhores suspenses da década, até porque é um gênero complicado de definir e escolher, e todo terror tem lá sua dose de suspense, então vamos lá!

por Fernando Labanca

Analisando tudo o que ocorreu nestes últimos dez anos, realmente não é fácil selecionar os melhores, ainda assim tenho que admitir que foram lançadas muitas porcarias nos cinemas, e no meio de tanta coisa ruim, tentei encontrar aquelas obras que valeram a pena ver, não só porque deram sustus, mas porque eram simplesmente, bons filmes. Aliás, muitos veem grandes filmes de terror, como aqueles que assustam mais, como aqueles que dão mais medo, nunca acreditei nisto, claro que é sempre bom levar alguns sustos, mas o essencial é ter uma boa história, um propósito maior do que simplesmente impedir as pessoas de dormirem, ter bons atores também conta e muito, não deve ser fácil fazer um filme do gênero, é muito fácil fazer um longa de terror e falhar, isso ocorreu e muito dentre esses anos, mas vale relembrar o que houve de bom, seja uma boa direção, um bom elenco, um bom roteiro com boas sacadas.

Infelizmente nos últimos anos, terror acabou sendo assimilado com filmes nojentos, quanto mais sangue, melhor! Jogos Mortais e suas inúmeras sequências estão aí pra provar. Torturas e mais torturas, não, definitivamente, isto não é terror! Falando em Jogos Mortais, a década também fora marcada por sequências desnecessárias, como "Premonição" (que chegou no 5 recentemente), o retorno de Freddy Krueger, Jason e Michael Meyers, que não fizeram nada de qualidade, retornaram por dinheiro mesmo e falharam. Até mesmo "O Exorcista" teve sequência! Refilmagens também tiveram grande peso, mas nada inovaram, como "O Massacre da Serra Elétrica", "Viagem Maldita", "A Profecia", "Horror em Amityville" e "Madrugada dos Mortos" também houve casos como "O Chamado" e "O Grito", refilmagem de filmes japoneses, que aliás, houveram muitos. Algo que virou "modinha" também foram os falsos documentários como "REC" e "Atividade Paranormal", que fizeram bastante sucesso.

Menções honrosas: Abismo do Medo (2005), O Amigo Oculto (2005), Arrasta-me Para o Inferno (2009), Jogos Mortais (2004)

vamos ao TOP 15....


15º. O Quarto do Pânico (Panic Room, 2002)
de David Fincher / EUA


Jodie Foster encara a mãe superprotetora de Kristen Stewart neste grande projeto de David Fincher. As duas, recém chegadas em uma mansão, com inúmeros cômodos e um quarto do pânico, com portas blindadas e segurança máxima, feito para situações de perigo, o que elas não esperavam é que teriam que usá-lo não muito tempo depois da mudança, logo que a casa é invadida por três homens. Poderia ser um filme bem simples, mas o roteiro bastante original nos surpreende a cada minuto, onde vários acontecimentos inesperados surgem, reviravoltas e boas sacadas, com direito a cenas finais de tirar o fôlego! Também vale pela ótima atuação de Foster, vemos ainda boas performances de Kristen Stewart, Forrest Whitaker e Jared Leto, além, é claro, da ótima direção de Fincher, que aliás, não chega a ser tão impactante quanto seus outros projetos, mas ainda assim é um ótimo filme.



14º. Sinais (Signs, 2002)
de M.Night Shyamalan / EUA


Bom, sou um fã admitido de Shyamalan, sei que nem sempre ele acerta por completo, mas quando ele acerta, faz filmes memoráveis, é o caso de "Sinais". Também confesso que gosto de Et's, não sei porque, mas esta temática sempre me chama a atenção e quando bem pensada gera bons projetos, e este filme sem sombra de dúvida foi o que mais gostei! Vemos Graham (Mel Gibson), um homem desacreditado na vida que perdera a esposa, tem a difícil missão de cuidar dos filhos pequenos, por sorte, conta sempre com a ajuda de seu irmão, Merrill (Joaquin Phoenix). Até que estranhas imagens, misteriosamente, começam a surgir em sua plantação, formando símbolos, não muito tempo depois, percebem que não estão sózinhos naquele lugar. Surpreendente, um suspense fantástico que prende a atenção desde os primeiros minutos, um roteiro esperto que sabe guiar o mistério. "Sinais" tem uma ótima história e usando a premissa "nada acontece por acaso, tudo tem um propósito maior" o filme atinge momentos de inteligência, enfim, ótimas sacadas, final incrível, e vale destacar as atuações de Mel Gibson e Joaquin Phoenix, digna de palmas.



13º. Na Companhia do Medo (Gothika, 2003)
de Matthieu Kassovitz / EUA


Um daqueles filmes que você lê a sinopse, vê a capa, e finge que não vê, que poucas pessoas viram e poucas comentaram sobre. Chegou do nada nos cinemas e logo fora esquecido, o que é uma pena, trata-se de um ótimo filme de terror. Halle Berry vive uma psiquiatra que depois de um incidente certa noite, perde a consciência e quando acorda, descobre estar internada como deficiente mental exatamente onde trabalhava, sem saber o que houve e o porquê de estar ali. Até que descobre que matou seu próprio marido e o pior, está sendo perseguida por espíritos do mal nos corredores da clínica que tentam de alguma forma se comunicar com ela. Incrível, a história prende bastante a atenção, há ótimos personagens, e os acontecimentos são surpreendentes, cheios de bom suspense e inteligência. O filme ainda conta com coadjuvantes de peso como Robert Downey Jr. e Penélope Cruz. Ah! E o final é ótimo, grande sacada!



12º. Extermínio 2 (28 Weeks Later, 2007)
de Juan Carlos Fresnadillo / Inglaterra


Grande terror britânico, que mistura ficção ciêntífica e drama, continuação do aclamado filme de Danny Boyle de 2002. Como o título original já diz, a história se passa 28 semanas depois dos acontecimentos do primeiro, onde um vírus se espalha, transformando as pessoas em terríveis zumbís sedentos por sangue. Aqui, o caos se acalma, os sobreviventes são levados para um distrito, construído pelo governo afim de restaurar a vida e paz no local, é neste evento que uma família se reúne novamente, o pai (Robert Carlyle) e seus dois filhos, o problema que sua esposa fora assassinada pelos zumbís e ele permitiu tal acontecimento, vivendo assim assombrado de culpa e levando consigo o vírus, que aos poucos vai tomando conta dele e o transformando num monstro e graçás a sua presença, o caos retorna. Os dois irmãos fogem pela sobrevivência, é onde encontram um grupo de sobreviventes tentando escapar do distrito. Não é tão bom quanto o primeiro, mas ainda assim é uma obra fantástica, a direção é primorosa, a maneira como Fresnadillo captura as imagens é genial, as cenas de fuga, de ação, são feitas com extremo capricho, ajudado pela ótima maquiagem, trilha sonora e a bela fotografia. Um filme de terror completo, capaz de assustar e nos envolver com uma ótima história. O "Extermínio 2" também conta com Rose Byrne e Jeremy Renner no elenco.



11º. Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado (Shutter, 2004)
de Banjong Pisanthanakun, Parkpoom Wongpoom / Tailândia


Um casal de fotógrafos atropelam um pedestre e fogem, ignorando tal acontecimento, tentam retomar suas vidas, até que percebem que isso não seria tão fácil, logo que estranhas figuras passam a surgir em suas fotos, é então que vão atrás de estudos que revelam tal fenômeno, descobrindo então que se trata de espíritos tentando algum contato. Paralelamente, alguns de seus amigos passam a morrer misteriosamente. Na mesma linha de "O Grito", fora lançado justamente quando o terror oriental fazia sucesso, o grande diferencial deste é que ele é bom. Uma história básica, mas consegue chegar ao seu objetivo: assustar, um dos poucos filmes de terror que realmente deu medo nesta década, o que dizer de seu final? Além de surpreendente, de deixar qualquer um de boca aberta, ele trás um final extremamente assustador, de ficar na memória durante muitos dias. Enfim, espíritos é um tema muito tratado em filmes do gênero, mas poucos conseguiram alcançar tal êxito.



10º. Identidade (Identity, 2003)
de James Mangold / EUA


Uma pequena obra-prima do cinema norte-americano, um terror psicológico cheio de bons diálogos, cenas de tirar o fôlego e uma riqueza de detalhes para ninguém por defeito. Devido a uma forte tempestade, várias pessoas são obrigadas a se instalarem em um hotel de beira de estrada, pessoas de vários cantos, cada um com sua personalidade, tudo vai bem até a chegada de um policial (Ray Liotta) e um prisioneiro que estraga a paz do local, piora ainda mais quando este suposto assassino desaparece, não muito tempo depois, cada pessoa ali hospedada vai sendo assassinada, é quando todos percebem estarem presos e passam a questionar sobre suas vidas e o que há de comum entre eles, logo que aquele encontro não se tratava de uma mera surpresa do destino. O longa conta astros como John Cusack, a belíssima Amanda Peet, além de Clea DuVall e Alfred Molina. Filme para se ver mais de uma vez, é complexo, cheio de detalhes, seu final deixa dúvidas, mas depois de algumas reflexões passa a fazer sentido. O cinema utilizando seu melhor recurso, a reflexão, poucos filmes do gênero ousaram fugir da linha de conforto, da linha do aceitável pelo público, James Mangold mandou muito bem neste poderoso projeto.



09º. Jogos Mortais II (Jigsaw 2)
de Darren Lynn Bousman / EUA



Cheguei a comentar na introdução a minha frustração pelas continuações desnecessárias, sim, Jogos Mortais faz parte deste grupo, mas antes de se tornar filme pra vender descaradamente, houve um momento de inteligência, isto se resume ao primeiro e segundo filme, muitos indicam o primeiro como o melhor, mas sempre vi a segunda parte como o ápice da saga. Fiquei muito tempo parado sentado no sofá ao término do filme, tentando compreender o que eu acabava de ver, não acreditava, não só pelo grandioso final, mas pelo filme inteiro mesmo, me surpreendeu e muito, mais do que eu esperava. O longa mostra mais um jogo de Jigsaw, o assassino dos enigmas afim de mostrar o valor a vida a suas vitimas, desta vez, o plano é muito maior, ele reúne várias pessoas numa casa, com veneno e elas só precisariam do antídoto para sobreviverem, o problema é que para isso, talvez elas tivessem que matar umas as outras. Enquanto isso, um policial e pai ausente que investiga o caso, descobre que seu filho está no meio daquelas pessoas. Um ótimo terror, cheio de reviravoltas, há aqueles momentos de tortura e agonia, característica da saga, mas há inteligência, ótimas sacadas e mais uma vez, um dos melhores finais do gênero nesta década.



08º. A Órfã (Orphan, 2009)
de Jaume Collet-Serra / Canadá, França, Alemanha, EUA


Um casal vivido por Vera Farmiga e Peter Sarsgaard vai atrás de uma criança para adotar, logo que perderam um filho recentemente (e devido a isso a esposa visita uma psicóloga frequentemente). Sendo um filme de terror, já dá até pra imaginar o que aconteceria, sim, a menina adotada vira a vida da família num inferno, tem atitudes estranhas e mortes misteriosas começam a apontá-la como a assassina, o pior era que a única pessoa que enxergava isso era a "mãe" que era acusada de ter recentes problemas mentais. É um daqueles filmes que desde o início apontam para o óbvio, é então que vem a surpresa e o transformam num dos melhores da década neste gênero, não só o final fantástico e super original, mas toda uma série de acontecimentos antes dele, além de interessantes, nos fazem sentir medo, agonia, e muita raiva, desta incrível personagem chamada Esther, a órfã. Me surpreendeu pois achei que seria mais do mesmo, mas não, é uma obra de terror bem feita, roteiro bem desenvolvido e muito bem finalizado, destaque para perfeita performance de Vera Farmiga.



07º. [REC] ([REC], 2007)
de Jaume Belagueró e Paco Plaza / Espanha


Ángela Vidal é uma repórter de um programa de variedades da madrugada, eis que em certa matéria, ela mostra a rotina dos bombeiros, o que ela não esperava é que eles entram em ação quando em um apartamento, vizinhos se assustam com os gritos de uma mulher, é então, que essa se mostra diferente de um ser normal, uma espécie de zumbi capaz de matar violentamente por sangue, até que todos percebem que era contagioso, e logo os moradores do local passam a se transformar em estranhas e medonhas figuras, não demorando muito até que o apartamento ficasse em quarentena, deixando os sobreviventes presos, inclusive Ángela e seu inseparável cinegrafista. Uma surpresa, uma grata surpresa. Ninguém havia comentado, ninguém esperava que esta obra chegaria, ficou conhecido por boca-a-boca quando chegou tímido aos cinemas e não demorou muito para ser aclamado. Um dos poucos filmes que me fizeram sentir medo de verdade, um dos poucos que fez fechar os olhos para não ver. A história é básica, mas o modo como ela é guiada é fantástica, nos prende facilmente, as cenas são repletas de bons sustos, e os personagens são bem desenvolvidos, caso raro no gênero. Um filme que marcou o terror nesta década, não poderia ter ficado de fora.



06º. O Orfanato (El Orfanato, 2007)
de Juan Antonio Bayona/ México, Espanha


Conhecemos Laura (Belén Rueda) que retorna 30 anos depois ao orfanato no qual foi criada afim de restaurá-lo, ao lado do marido e de seu pequeno filho, mas ao retornar fortes lembranças voltam a sua mente ao mesmo tempo em que seu filho passa a criar amigos imaginários e a ter estranhas atitudes, é então que ela percebe que o local ainda é habitado. Visualmente belo, "O Orfanato" mostra o poder do cinema mexicano, tem uma história poderosa, cheia de bons detalhes e um final surpreendente, é repleto de boas cenas e sabe lidar tanto com o suspense que é bem amarrado, quanto ao drama que nos emociona. Um filme fantástico que me pegou de surpresa e olhando para trás vejo com toda a certeza de ser um dos melhores que surgiu.


05º. O Hospedeiro (Gwoemul, 2006)
de Bong Joon-Ho / Japão, Coréia do Sul


Mais uma surpresa no gênero foi "O Hospedeiro", filme japonês que possui uma interessante história, ótimos personagens e até mesmo bons efeitos especiais. Pesquisadores norte-americanos acabam descartando certo material tóxico num lago. Neste mesmo lago, surge um terrível monstro decidido a botar o terror, neste local, trabalhava uma família, onde um irresponsável pai acaba perdendo de vista sua filha no momento do ataque, nisso, o governo depois de pesquisas descobre que o monstro é na verdade um hospedeiro de um vírus contagioso, é quando que a família, o avô, o pai e seus dois irmãos, passa a ser seguida para permanecerem em quarentena logo que tiveram contato com a criatura, mas eles decidem fugir até mesmo para reencontrarem e menina perdida. Uma ficção ciêntífica bem elaborada, de deixar qualquer obra norte-americana humilhada, rende bons sustos, mas aqui a história é o grande destaque e a maneira como ela é guiada e a meneira como estes grandes personagens vão sendo desenvolvidos, elementos raros no gênero. Uma obra que sabe usar do bom humor para ser irônica e bastante crítica, nos faz acreditar no inacreditável durante os minutos de projeção, isso graçás ao realismo como a trama é tratada. Enfim, um filme de terror que não surpreende pelo grande filnal, mas sim pela sua qualidade.



04º. A Vila (The Village, 2004)
de M.Night Shyamalan/ EUA


Uma vila perdida no tempo, pessoas que vivem com medo e moram cercadas por um bosque no qual os mais velhos fazem questão de espalhar certas lendas, como o fato daquele bosque ter a presença de cristuras do mal, criaturas cujo o nome não deve ser pronunciado, local onde nenhum morador deve ter a ousadia de atravessá-lo. Até que após um acidente, causando ferimento em dos moradores, Ivy (Bryce Dallas Howard) que era apaixonada por ele, decide enfrentar o medo de todos e atravessar a floresta para buscar remédios na cidade além do limite da vila, o problema era que ela era cega, mas seu amor fala mais alto. Enfim, muitos não compreenderam a obra de Shyamalan, muitos, aliás, detestam, mas sempre o vi como uma obra grandiosa, o melhor trabalho do diretor depois de "O Sexto Sentido", emocionante, inteligente, ousado, com um final incrível que foge dos padrões e daquilo que as pessoas esperam de um filme de terror. Um filme que soube como poucos revelar a verdadeira sociedade norte-americana, aquela que vive com medo e aquela que não aceita os que vem de fora e finge não ver o que há além de seus limites. Destaque para as incríveis atuações de Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix e Adrien Brody, além é claro, da mente de Shyamalan que dirigiu e escreveu esse belíssimo filme.



03º Extermínio (28 Days Later, 2002)
de Danny Boyle / Inglaterra



Um grupo de ativistas liberam macacos que estavam sendo usados para uma pesquisa, o problema era que eles estavam infectados. 28 dias depois, Jim (Cillian Murphy) acorda em um hospital e o vê cercado do extremo vazio, levanta e anda pelas ruas e já não mais vê vida, é quando que é perseguido por seres sedentos por sangue, mas é salvo por dois estranhos, mas logo um deles morre e assim, Jim e a outra sobrevivente, Selena (Naomi Harris) continuam fugindo atrás de comida e outros sobreviventes, é então que encontram um pai e uma filha e juntos passam a migrar de lugar a lugar tentando se salvar desses zumbís, ao mesmo tempo em que descobrem sentimentos perdidos, como o amor, confiança e a sensação de ter uma família. Realmente tudo o que ocorre em "Extermínio" é uma grata surpresa, não esperava ver o que vi, acreditava que se tratava de mais um filme de zumbí, mas não, é definitivamente o melhor deles que houve nesta década, o filme não perde tempo nos mostrando sangue e mais sangue, tiros e perseguições descenessárias, Danny Boyle inova, cria um ambiente apocalíptico, mas se prende mais nos personagens e isso é o que houve de melhor, em como os personagens vão crescendo na trama, a busca deles por manter a dignidade, e nisso, há momentos emocionantes e diálogos memoráveis. Um filme marcante, uma obra fantástica, terror indie de poucos recursos, mas com idéias geniais, um dos melhores momentos de Danny Boyle nos cinemas.



02º. O Nevoeiro (The Mist, 2007)
de Frank Darabont/ EUA


Uma forte tempestade cai sobre uma cidade, fazendo com que David (Thomas Jane) decida fazer compras num mercado para deixar de estoque, levando seu pequeno filho consigo. Entretanto, muitas pessoas tiveram a mesma idéia, todos amendrontados com o ocorrido, até que surge um indivíduo sangrando e aterrorizado dizendo para fecharem as portas pois havia algo de errado do lado de fora, não demorando muito para alguns homens, inclusive David descobrirem que se tratava de uma enorme criatura capaz de matar, eles tentam convenser as pessoas de que se havia algo inimaginável, porém os moradores acabam que tomando atitudes extremas, e o medo e a insegurança os leva até o limite, vão perdendo aos poucos a humanismo, vão se degradando, e provam que o maior perigo estava dentro e não mais fora do mercado. "O Nevoeiro" fora baseado na obra de Stephen King e mostra não só uma das melhores adaptações vindas de um livro do autor, como um dos melhores terror desta década, é simplesmente genial, Frank Darabont soube criar um bom suspense, nos prende a atenção, o filme é tenso, e no fim nos surpreende com seu final denso e ousado, como poucos filmes ousaram chegar. Maravilhoso, bem feito, personagens muito bem escritos e atuações convincentes. Uma obra memorável.



1º. Os Outros (The Others, 2001)
de Alejandro Amenábar/ Espanha, França, EUA

Enfim, o primeiro lugar! Não podia ser outro, todos que estão na lista são incríveis, mas este vai além. "Os Outros" foi o único, acredito eu, que soube utilizar do há de melhor no terror, nos amedronta de verdade, sentimos medo, levamos sustos, há toda uma elaboração de um clima denso, pesado, sentimos medo de pequenos detalhes, como o andar de uma personagem, um olhar, o cenário também ajuda bastante para o clima, além da iluminação, trilha sonora e até mesmo da maquiagem, ao mesmo tempo em que se utiliza desses bons recursos, ele nos envolve numa trama inteligente e que nos faz pensar, não é entretenimento barato. Em outras palavras, um filme completo.

Conhecemos Grace que vivia num casarão com seus dois filhos na época da 2ª Guerra Mundial, certa dia acorda como se despertasse de um terrível pesadelo, é então que recebe a visita de três estranhos e logo ela se recorda serem os novos empregados da casa, porém, a vida naquele lugar havia regras: não poderiam abrir as cortinas devido a alergia de seus filhos a luz e não poderiam sair de um cômodo sem antes trancar as portas. Neste mesmo lugar, Anne, a filha de Grace passa a conversar com seres que só ela era capaz de ver, causando medo na família, e a partir de estranhos acontecimentos, eles passam a ter a certeza de aquela casa estava sendo habitada por outras pessoas.

Genial, uma história inteligente, que nos prende, nos envolve, há um verdadeiro terror, vi várias vezes e até hoje sinto medo, mesmo já sabendo de seu final, e a cada vez vejo algum detalhe que havia perdido. Nicole Kidman está fantástica, sem sua incrível performance o filme não alcançaria a perfeição, além dos coadjuvantes muito bem cena, inclusive dos pequenos atores. Tudo funciona bem em "Os Outros", trabalho de gênio. Uma obra marcante, cheia de boas cenas e um final surpreendente, talvez, um dos melhores desta década. Enfim, vale a pena ser conferido, pois ao meu ver, é o terror da década, em seu melhor estilo, o obra que marca o gênero nesses últimos 10 anos!

[Os Melhores da Década - Comédia Romântica]
[Os Melhores da Década - Comédia]

domingo, 29 de agosto de 2010

Especial: M.Night Shyamalan


Manoj Nelliatu Shyamalan. Mais conhecido como M.Night Shyamalan, cineasta que nasceu na Índia em 6 de agosto de 1970, mas logo na infância foi morar junto com sua família na Filadélfia, EUA. Aos oito anos de idade ganhou uma câmera, foi quando percebeu, digamos, o sentido de sua vida, na época já era admirador do cinema devido os traballhos de Steven Spielberg (E.T, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, entre outros que fizeram sucesso em sua infância). A partir de então começou a fazer filmes caseiros, mas sua carreira decolou, talvez muito mais do que um dia imaginou. Hoje, um dos diretores mais influentes e comentados, um diretor que marcou seu nome e sua carreira na história do cinema.

por Fernando Labanca



Quando terminou o colégio, já constava em sua carreira mais de 45 filmes (??!!!), caseiros e completamente amadores, claro. Substituiu Nelliatu por Night já na faculdade, em Nova York, na Escola de Artes. Seus pais, médicos, queriam que ele seguisse o mesmo caminho, mas o amor pela arte falou mais alto.

No último ano de faculdade, em 1992, M.Night escreveu e dirigiu um filme semi-autobiográfico chamado "Praying With Anger", sobre um jovem hindu que voltara à terra natal em busca de auto conhecimento. Devido a pouca verba, ele ainda protagoniza o filme, e para sua surpresa, foi bem recebido por alguns críticos e foi parar no Festival de Toronto, além de ganhar o prêmio de Melhor Filme de estréia no Instituto de Filmes de Los Angeles. O Filme não chegou no Brasil.

Este filme possibilitou que ele tivesse contato com a Miramax, e com ela rodou Olhos Abertos (Wide Awake) em 1998. A história de um garoto que ao perdeu seu avô resolve ir atrás de Deus, enfrentando alguns problemas na escola. Segundo ele, foi os três piores anos de sua vida. Era tratado com desrespeito pela produção, como diretor de "segunda linha", além de perder alguns membros de sua equipe e o longa ter demorado mais de 18 meses a ser rodado, e para piorar recebeu várias críticas negativas e ainda não teve retorno comercial.

Decidido a não passar por isso outra vez, ele reflete sobre sua carreira e resolve escrever um roteiro brilhante, tão brilhante que o faria ser respeitado. Escreveu a história de um garoto que via gente morta, isso mesmo, você já viu essa história, no filme que até hoje é considerado o melhor de sua carreira, "O Sexto Sentido" de 1999. O filme contava com o garoto prodígio Halley Joel Osment e os veteranos Bruce Willis e Toni Collette. Foi um estouro, elogiadíssimo, seis indicações ao Oscar, inclusive de Melhor Filme e Diretor. Hoje, visto como um dos melhores filmes da década de 90 e muito mais que isso, um dos melhores filmes de suspense de todos os tempos e foi citado como o novo Alfred Hitchcock.

Nos anos seguintes, M.Night foi assombrado por "O Sexto Sentido", desde então, aqueles que se tornaram seus fãs e os críticos esperavam que ele fizesse algo melhor ou tão bom quanto seu grande filme de 99, para muitos, isso até hoje não aconteceu. Todo vez em que surge com um novo filme vem a expectativa e a comparação inevitável, é melhor que "O Sexto Sentido"? O bom M.Night está de volta? E com toda essa expectativa por cima de seus trabalhos, muitos não enxergam as maravilhas que esse diretor já proporcionou ao cinema.

Seu carreira foi marcada pelos suspenses, talvez, ele mesmo via a necessidade de resgatar o sucesso de "O Sexto Sentido". Nos anos seguintes, ele mesmo escreveu seus roteiros, produziu e dirigiu seus filmes, além de sempre fazer algumas pontas. Corpo Fechado (2000), Sinais (2002), A Vila (2004), A Dama na Água (2006) e Fim dos Tempos (2008). Seu primeiro roteiro de uma adaptação foi no recente "O Último Mestre do Ar". E ainda, o que muitos não sabem, é que em 1999 ele ainda escreveu o roteiro, não dirigiu, o infantil O Pequeno Stuart Little.

Método

M.Night Shyamalan sempre optou pelo "não óbvio", trouxe ao cinemas novas possibilidades, inovou o que chamamos de suspense, não só pelo "O Sexto Sentido", mas também pelos também ótimos Sinais e A Vila.

Em seus filme nos deparamos com finais surpreendentes, se não, simplesmente de muito bom gosto. Ele consegue nos fisgar e nos surpreender de uma maneira que pouquíssimos conseguem nesse gênero. E diferente de muitos outros diretores e roteiristas, M.Night não usa o suspense como algo para ser vazio, simplesmente para haver mortes e nada a mais, seus filmes sempre passam alguma mensagem, sempre há o que refletir e pensar em seus roteiros, as tramas não são vazias, além de vários simbolismos que ele utiliza para transmitir algo.

Além dos excelentes roteiros, M.Night, sempre soube trabalhar muito bem com as partes técnicas, como a trilha sonora, os cenários e os figurinos, muito ricos em todos, sim, em todos, os seus filmes. Outro detalhe que sempre surpreende são as atuações, ele mostra na tela o que há de melhor nos atores, expoe alguns artistas de uma maneira que nunca havíamos visto antes. Bruce Willis e Toni Collette surpreendem em "O Sexto Sentido", além da grande revelação de Halley Joel Osment e de sua antológica cena "Eu vejo gente morta". Mel Gibson em um de seus melhores desempenho como ator em "Sinais" e Joaquin Phoenix provando seu talento em "Sinais" e "A Vila". Ainda vemos Paul Giamatti, mellhor do que nunca em "A Dama na Água" e a grande revelação Bryce Dallas Howard por este e "A Vila". Samuel L.Jackson e Adrien Brody foram outros destaques.

OBRAS



7º Fim dos Tempos (2008)


Seu pior trabalho, definitivamente. Mas dizer seu pior trabalho não que dizer que o filme seja ruim. Muito criticado, Fim dos Tempos não foi tão ruim quanto muitos disseram, com tantos filmes péssimos de suspense/terror, esse, acaba que, relativamente, se comparado com cada porcaria que chega nos cinemas, um filme até que bom. Eu particularmente, adorei!! Conta com Mark Wahlberg e a belíssima Zooey Deschanel no elenco, e fala sobre uma espécie de vingança da natureza para com os homens, onde uma toxina é liberada pelas plantas e faz com que os seres humanos, envenenados, perdem o controle de suas vidas e simplesmente, se matam.

Uma brincadeira de M.Night, com influencias "trash", ele faz aqui o filme mais "pipoca" de sua carreira, entretenimento puro, sem suas simbologias e finais surpreendentes. É divertido, cada morte que surge, uma nova possibilidade, mostrado de uma maneira crua e nada previsível. Um terror mesclado com humor, e funciona.


6º Corpo Fechado (2000)


Muito elogiado, Corpo Fechado conta com Bruce Willis e Samuel L.Jackson. O filme conta a saga de um homem que misteriosamente sobrevive a um acidente de trem, o detalhe, é que ele foi o único. Espantado, ele parte em busca para entender o ocorrido, até que se depara com um estranho que trás revelações bizarras sobre sua existência, como por exemplo, ser uma espécie de super herói moderno.

Poderia até ser tema de uma HQ qualquer, se não fosse a seriedade e realismo a qual M.Night trabalha nessa trama que se encaixaria numa aventura barata, mas ele consegue inseri-la num drama muito bem guiado por sua excelente direção. Bruce Willis, mais uma vez, impecável, que aliás, M.Night foi quem provou ao mundo o talento do ator. Vale a pena.



5º O Último Mestre do Ar (2010)



Ainda nos cinemas, o filme baseado no desenho norte-americano "Avatar (Livro 1: Água)", trás sua primeira adaptação, ele que sempre optou por escrever roteiros originais, e ainda pretende fazer suas sequências. A história de Aang, um jovem que congelado, acorda, 100 anos depois, e assume seu destino como Avatar, aquele que trás o equilíbrio entre as quatro nações existentes, a da Água, Terra, Ar e Fogo.

Pela primeira vez também, o diretor assume um verdadeiro bluckbuster, cheio de bons efeitos especiais. Sua equipe técnica também capricha nos figurinos, cenários e trilha sonora. Um filme interessante que vale a pena ser conferido.

4º Sinais (2002)


Não é uma história verídica, mas que ocorre, muitos não sabem o porquê, mas ocorre. Numa plantação, misteriosamente, aparecem sinais, o que muitos acreditam ser de alienígenas. Aproveitando o assunto que assusta e indaga muitas pessoas, M.Night conta a história de um ex-reverendo (Mel Gibson) que deixou de acreditar em Deus após a morte de sua esposa, vive com seus filhos (Abigail Breslin e Rory Culkin) e seu irmão (Joaquin Phoenix) numa fazenda, em uma plentação de milho, até que nesta plantação, misteriosamente, surgem sinais.

Espantados com o ocorrido, a família tenta achar resposta, e descobrem que é uma maneira que seres de outro planeta tentam se comunicar com os seres humanos, e a questão passa a ser: O que eles querem dizer, afinal? E no meio de revelações surpreendentes, eles vão descobrindo que nada é por acaso nesta vida, tudo tem um propósito, e cada perda, cada vício, cada anomalia desta família pode ser um sinal para suas salvações, e mais do que isso, sinais para uní-los novamente. Fantástico!

3º A Dama na Água (2006)



Saindo um pouco dos suspenses, M.Night resolveu inovar, foi para um conto "infantil" para adultos. Em seus filmes de suspense, o diretor sempre conseguia com maestria encaixar um drama em suas histórias, e aqui, tendo o talento necessário em mãos, ele escreve e dirige este drama comovente e inspirador, e ainda tem uma participação maior como ator.

O filme, que foi negado pela Disney, até então, distribuía todos os seus filmes, não renova o contrato por não gostar da idéia "sem pé nem cabeça" de M.Night. Ele consegue contrato com a Warner que apoiou a fantástica jornada de Creveland Heep (Paul Giamatti), um zelador de um hotel, que certa noite se depara com um ser mitológico na piscina, uma narf, conhecida por contos infantis. Uma jovem chamada Story, perseguida por seres misteriosos e que precisa encontrar o caminho de volta a seu mundo. E para isso ele une cada membro do hotel, cada um com sua crença e etinia para salvá-la.

Muito criticado pelo público, pouco compreendido. Aqui, M.Night se firma como o autor incompreensível, onde até mesmo no longa ele brinca com isso, onde seu personagem escreve um livro e que por previsões descobre que não será aceito, e que depois de muitos anos, sua obra seria compreendida. Aqueles que entraram no jogo que Shyamalan cria na tela, curtem, um filme diferente de tudo, que não é entendido se visto apenas com os olhos, é preciso entrar de cabeça nessa viagem, abrir a mente e deixar a imaginação fluir. Um filme cheio de simbologias, aliás, A Dama na Água nada mais é que uma teia de metáforas, cada frase, cada elemento, até mesmo os nomes das personegens tem significado. Um longa que diz tanta coisa, um roteiro brilhante, sobre esperança, sendo que ele sempre optou pelo caos em seus filmes, sobre cada um acreditar em si mesmo e que, apesar de piegas, a união pode sim salvar a história, no filme, isso ocorre literalmente. Belo, magnífico! Além de contar com a incrível atuação de Paul Giamatti, onde o diretor aposta no ator de uma maneira que nenhum diretor havia feito, mostrando o que ele realmente capaz de fazer.

2º A Vila (2004)



O segundo melhor filme de M.Night Shyamalan, A Vila, foi o mais perto que o diretor conseguiu chegar de seu maior sucesso, O Sexto Sentido. O filme foi muito criticado pelo público e quando fui assistir simplesmente não esperava nada, acredita que seria um "lixo", assim como muitos diziam. Entretanto, quando terminei de vê-lo, pensei: genial!

O filme conta o cotidiano de uma vila, onde pessoas com costumes antigos vivem cercadas pro uma floresta misteriosa e que por leis do local criada pelos anciões não podem atravessá-la, pois encontrariam os "seres que ninguém menciona", criaturas que assustam e colocam medo nas pessoas do local. Até que um dos moradores (Joaquin Phoenix) é ferido, e para salvar a vida de seu amado, uma jovem (Bryce Dallas Howard) decide atravessar a floresta para chegar na cidade e encontrar remédios, o detalhe é que ela é cega e a única que não pode temer as criaturas, logo que o que os olhos não vêem o coração não sente. Mas antes dessa loucura, seu pai (William Hurt), um dos anciões, decide contar a história por trás dessas tradições, um segredo bem guardado que mudou o rumo de todos ali presentes.

A Vila é brilhante, um suspense muito bem guiado pela fabulosa direção de M.Night, além dos bons figurinos e a ótima trilha sonora que nos faz perder o fôlego em determinadas cenas. Ainda conta com atuações memoráveis de Joaquin Phoenix e principalmente de Bryce Dallas Howard e Adrien Brody. Uma história fantástica e diferente de muitos suspenses existentes, o roteiro consegue brilhantemente inserir um drama, de forma com que não assuste mas também emocione.

Uma história interessante que nada mais é que um retrato crítico na sociedade norte-americana, guiada pelo medo, o medo os define. Além de colocá-los cercados por limites que eles mesmos impoem, isolados de todo o resto do mundo. Além de temas que M.Night adora, como fé e esperança.


1º O Sexto Sentido



O garoto que via gente morta e começa a ter a ajuda de um psicólogo, não há mais o que comentar. O resto todo mundo conhece, do ínicio a um dos finais mais surpreendentes da história. O considero o melhor não porque todos o acham, mas por ter elementos tão incríveis que fazem deste filme, um dos melhores que já vi. É único. Pouquíssimos suspenses conseguiram o que este conseguiu, construir uma história excelente, com uma dose de drama (de emocionar qualquer um, melhor que qualquer drama) e ainda te prender do início ao fim, construindo personagens memoráveis, com atuações marcantes de três atores que ao meu ver entraram para a história, desde o sumido Halley Joel Osment, do decadente Bruce Willis a uma das atrizes mais respeitadas da atualidade Toni Collette.

Enfim, não há muito o que dizer, aliás, quem não viu O Sexto Sentido? Para quem não assistiu, não dexe de vê-lo, imperdível!


Novos projetos

Como últimos trabalhos, o diretor se envolveu recentemente no roteiro de "Devil", filme de terror que pela primeira vez não dirigiu. O filme estréia em setembro nos EUA e conta com a direção dos irmão Drew Dowdle e John Erick Dowdle. O filme se baseia em contos que ele mesmo escreveu, "Night Chronicles", e ele pretende lançar um a cada ano a partir de 2010. O filme conta com Chris Messina no elenco e tráz a história de cinco pessoas que ficam presas num elevador, sendo que uma delas esconde um segredo, é o diabo!

Outro projeto, que não começou a ser rodado, mas que já tem roteiro pronto e que provavelmente ele será o diretor, sem nome e sem nenhuma informação sobre o script, há rumores que Bruce Willis, Bradley Cooper e a bela Gwyneth Paltrow estejam no elenco. Esperar para conferir!


M.Night Shyamalan. Um ator injustiçado e incompreendido, que fala sobre o mundo, critica a sociedade, e traz mensagens de fé e esperança, de acreditar em si mesmo, e que nada é por acaso neste mundo improvável, que cada um tem motivo para estar aqui, ninguém é inútil, assim como dizia a Dama na Água.

Não estou aqui para dizer que ele é o melhor diretor da atualidade, pois tenho que admitir, não, ele não é. Mas é com certeza um dos diretores que mais admiro por sua inteligência e ousadia, em apostar naquilo que acredita não naquilo que sabe que vai fazer sucesso.

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