A vida do lutador de MMA José Aldo chega aos cinemas pelas mãos do diretor Afonso Poyart, que já havia realizado o excelente "2 Coelhos" e retorna para provar que o cinema nacional pode mais, pode muito mais.
por Fernando Labanca
"2 Coelhos" foi lançado em 2012 e, de certa forma, trouxe uma grande revolução na forma de conduzir uma produção nacional. Efeitos especiais de qualidade dentro de uma trama inteligente, que trazia uma junção equilibrada de ação e drama. Dito isso, não haveria diretor melhor que Afonso Poyart para retornar aqui e dar o tom épico que esta história merecia e que, felizmente, recebeu. Logo, podemos afirmar que "Mais Forte Que o Mundo" é mais um passo adiante para o cinema realizado no Brasil, que pode até ter seus pequenos erros, no entanto, é grandioso como quase nunca se viu por aqui. E isso é bom, isso é muito bom.
A trama nos mostra a vida José Aldo Júnior (José Loreto) antes dos ringues, quando vivia em Manaus ao lado de sua família. Pai alcoólatra (Jackson Antunes), o jovem nunca sabia como lidar com a situação, ainda mais quando era sua mãe (Claudia Ohana) quem sofria as piores consequências. No momento em que ela resolve fugir, José vê a chance de buscar algo novo, longe dali, longe da desgraça que era sua rotina, partindo para o Rio de Janeiro para viver em um alojamento de uma Academia, logo que acreditava em seu potencial como lutador. Era a luta que desde sempre lhe serviu como uma válvula de escape, como o momento ideal para expulsar seus demônios internos. Não demora muito até chamar a atenção do treinador Dedé (Milhem Cortaz), que passa a lhe dar um voto de confiança, iniciando, enfim, sua carreira no MMA.

