
por Fernando Labanca
As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 1999)

As garotas viviam sobre o forte conservadorismo de seus pais, eis que a mais nova, Cecilia tenta suicidio, mas não dá certo, assustando seus pais que resolvem integrá-las a comunidade, fazendo elas se socializarem acreditando que este era o problema. Mas numa festa, Cecilia tenta novamente e conclui com secesso seu plano e morre. Para desepero dos pais que passam a ser mal vistos pelas outras famílias.
Aproveitando a liberdade, Lux (Kirsten Dusnt, incrível), a mais rebelde, passa a se relacionar com o bonitão do colégio (Josh Hartnett) e perde sua virgindade, mas é abandonada e ao chegar tarde em casa, ela e suas irmãs passam a ser punidas de forma cruel, passam a ser prisioneiras na própria casa, é quando resolvem se comunicar por sinais com os vizinhos, os quatro garotos que as idolatravam, eram suas heroínas, tentaram durante anos resolver os mistérios que rondavam a casa das Lisbon.

Belíssima fotografia, ótimo roteiro e destaque também para a trilha sonora, sempre o ponto alto de seus filmes. Kirsten Dunst está ótima, a melhor atuação do filme, apesar dos poucos diálogos, a atriz é notável.
NOTA: 9.0
Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003)

Conhecemos um ator decadente, Bob Harris (Murray), norte-americano que passa uma temporada em Tóquio para gravar um comercial, se sente solitário neste mundo desconhecido, um completo estranho, além do vazio de sua vida pessoal, um péssimo marido e um pai ausente. Não muito longe na grande cidade, uma bela moça (Johansson), vive isolada em seu apartamento a espera de seu marido (Ribisi) que trabalha e ambos vivem um relacionamento vago, aquele que já caiu na rotina.
Perdida neste mundo, onde a língua e os costumes são outros, passa a enxergar sua vida de outra maneira após conhecer Bob. Ambos se unem, para combater a solidão e o vazio que sentem de suas vidas, e passam a ver Tóquio em outras cores, descobrem novos lugares e assim nasce uma amizade sincera, não uma paixão, mas uma relação de companheirismo, de carinho.

Bill Murray em um dos melhores momentos de sua carreira e a revelação de Scarlett Johansson, que se encaixou perfeitamente em sua personagem e também marca um momento notável de sua belíssima trajetória como atriz. O longa perde alguns pontos pela lentidão, pela monotonia e pela falta de ritmo de algumas sequências.
NOTA: 7.0
Maria Antonieta (Marie Antoineitte, 2006)

Ao som de Natural's Not In It da banda Gang of Four, conhecemos Maria Antonieta, com seus belos vestidos e cabelos empecáveis e muita maquiagem. Para manter uma relação política e cultural entre Austria e França, a austríaca Maria é levada aos 15 anos para o Palácio de Versalhes para conhecer seu mais novo pretendente, Luis XVI (Jason Schwartzman), o príncipe até então. Aos se casar adolescente, ela passa a ser mal vista pela alta sociedade por não dar ao filho do Rei um herdeiro e passa a sofrer grande pressão do todos ao seu redor. Aos 19 anos vira rainha, quando Luis XV morre, enquanto isso, a França passa por grandes problemas sociais.

Mas uma jovem no poder, o que ela mais esperaria de sua vida? Maria Antonieta queria era as festas, maquiadores ao seu dispor, muitas e muitas roupas, ousar em seu modo de vestir e em seus cortes de cabelo, além disso, viver a vida com tudo o que ela acreditava ter direito, com tudo com que seu dinheiro pudesse comprar.
Basicamente o filme é isto. Assistimos as ilusões de uma vida perfeita de Antonieta e o longa de Sofia não prende nos problemas que o pais enfrentava, nem nas guerras que aconteciam, o foco é somente a superficialidade deste mundo e aqui ela não perdoa e mostra um retrato que pouco se viu nos cinemas, em filmes de época, Sofia nos mostra a futilidade desta vida e as falsas relações que todos mantinham.

NOTA: 7.5
Um Lugar Qualquer (Somewhere, 2010)

Johnny Marco (Stephen Dorff) é um ator bem sucedido de Hollywood, e após sofrer um acidente nos set de filmagem, quebrando um braço, passa uns dias de repouso no hotel Chateau Marmont. Com uma péssima reputação, separado de sua esposa e um pai ausente, passa as horas com toda a futilidade que o mundo de Hollywood pode oferecer, jogos eletrônicos, novas roupas e strippers ao seu dispor.
Eis que sua rotina é abalada com a presença de sua filha de 11 anos Cleo (Elle Fanning), que passa a frequentar seu apartamento com bastante frequência. Ele a deixa entrar em sua vida, e a jovem passa a acompanhá-lo em sua vazia rotina, dias na beira de uma piscina, comida nos mais requintados restaurantes, festivais, premiações, divulgação de trabalho. Mas nem tudo permanece a mesma coisa, com a aproximação da filha, Johnny passa a refletir sobre suas escolhas, sobre os rumos que seguiu e percebe que ser um pai de verdade, pode enfim lhe trazer algum sentido para sua vida vazia.

Stephen Dorff entra na brincadeira de Sofia e interpreta com competência seu Johnny Marco, acreditamos em seu sucesso externo e sua decadência pessoal, diverte com suas expressões e se mostra um ator interessante pouco explorado por Hollywood e depois deste filme, digo, com toda certeza, um talento desperdiçado e este é sim, um de seus melhores trabalhos como ator. Elle Fanning é uma grata revelação, depois de participar de grandes projetos como "Babel" e "O Curioso Caso de Banjamin Button", a atriz se mostra bem a vontade, natural e constrói ao lado de Dorff uma bela química.

NOTA: 8,5
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