
por Fernando Labanca
Acompanhamos no ínicio o casal perfeito, John (Russel Crowe), um professor universitário e sua esposa Lara (Elizabeth Banks), vivem felizes numa boa casa e um filho adorável. Eis que a rotina deles é abalada quando Lara é acusada de cometar um assassinato. Ela é levada para a prisão e é mantida lá até o julgamento final, provas não faltam para incriminá-la e tudo indica que ela é a verdadeira assassina.
Crente de que sua esposa é inocente, John chega a conclusão de que nada poderá inocentá-la, somado a isto, a burocracia deste sistema capaz de manter alguém longe da família sem nem ao menos ter uma prova concreta, definitiva, tudo são hipotéses, e John não pretende deixar que o destino e o tempo resolva os problemas e refletindo sobre tudo isso, percebe que será preciso fazer justiça com as próprias mãos. Ele, então, elabora um plano mirabolante, com tempo e dinheiro contado, pensando em todas as possibilidades, até mesmo chega a estudar pela internet como ser ilegal, mas nada acontece de repente, tudo é complicado e aos poucos ele vai se transformando num ser vazio, capaz de enxergar somente aquela vingança cega, sem pensar nas consequências, sem nem ao menos saber se é exatamente isto que sua esposa pretende fazer de sua vida, ser uma fugitiva.

De longe, o filme mais comercial de Paul Haggis, aquele que consegue se comunicar melhor com o público, um filme mais despretencioso, sem complexidade, sem as reflexões de "Crash", onde até mesmo quando trabalhou na comédia "Um Beijo a Mais" de 2006 conseguiu abordar questões existênciais. Aqui, ele se distancia de tudo isto, um filme mais pipoca, mas ainda assim, não é um filme criado do nada, tem seus propósitos, é bem realizado e como disse anteriormente não é só mais um filme de ação. Há toda uma trama muito bem arquitetada por trás, que nos faz pensar, raciocionar durante o longa, não é aquela coisa "desliga o cérebro e segue em frente", tem conteúdo, e dos bons.

Russell Crowe carrega o filme nas costas, o filme é ele. Grande atuação, convincente, se não fosse por ele, realmente poderia ter dado errado. Elizabeth Banks é uma ótima atriz, mas infelizmente o roteiro não soube aproveitar seu talento, são pouquíssimas as cenas em que ela tem a chance de se destacar, sua personagem é fraca, e este é um pontos mais negativos do filme, uma personagem essencial para a trama e foi deixada de lado, com se seus sentimentos não importassem, nunca sabemos ao certo o que ela espera, o que ela quer, não sentimos seu sofrimento, ás vezes parece que tanto faz ficar na prisão ou não, o que me deu certa raiva, devido o tanto de coisas que o marido fez por ela. Olivia Wilde, razoável como sempre, mas dispensável, Liam Neeson, ótimo como sempre, mas também dispensável.

NOTA: 7,5
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