
por Fernando Labanca
A trajetória do longa metragem é bastante curiosa. Lançado em festivais em 2015 com o título "About Ray", as críticas não foram muito favoráveis o que fez com que a diretora, Gaby Dellal, tivesse uma decisão bastante arriscada: reeditar seu filme. Logo, depois de tantas datas de lançamento serem alteradas e com um novo nome, passando a se chamar "3 Generations", a obra que já era bastante aguardada devido seu promissor trailer, caiu no esquecimento. Inclusive, aqui no Brasil, sua estréia sempre foi incerta e anos depois, finalmente, chegou apenas na Netflix. Depois dessa demora para podermos conferir "Meu Nome é Ray", a decepção é grande. Não é nada do que parecia ser. Se isso foi resultado de sua reedição, jamais saberemos. O que é nítido, apenas, é que ele está muito abaixo do esperado.


Talvez essa mudança de título tenha uma razão para ter acontecido. Se antes, Ray era o provável destaque da trama, no fim, ele é apenas um coadjuvante nesta história que deixou de ser sua e passou a ser sobre as três gerações desta família nada comum. Três mulheres fortes que precisam lidar com a decisão de Ramona (Elle Fanning) em se tornar fisicamente aquilo que ela sempre foi, um garoto. A mãe, interpretada por Naomi Watts, se torna a protagonista aqui e mesmo que aceite a escolha da filha, precisa lidar com situações complicadas de seu passado. No meio desta relação está a avó (Susan Sarandon), que envolvida com outra mulher (Linda Emond), trouxe por fim, uma nova concepção de família, fazendo com todas elas procurem um pouco de normalidade para suas vidas.


Por fim, "Meu Nome é Ray" tinha tantos temas atuais e interessantes para discutir, mas se camufla quando não tem voz própria e coragem para dizer o que deveria. Não há como discutir identidade quando se tem apenas caricaturas vivendo em um universo paralelo e irreal. Vale pelas atuações e por ter Fanning, Watts e Sarandon dividindo uma mesma cena. Vale pela tentativa também, aliás, não é sempre que a transexualidade é debatida no cinema. E claro, sempre bom encontrar obras escritas, dirigidas e protagonizadas por mulheres, logo que isso, infelizmente, é raro de se encontrar. Erra no texto, mas, nitidamente, tem boas intenções.
NOTA: 5
Eu amei o elenco desse filme, sobre tudo Naomi Watts, ótima atriz. O filme Referem do Medo me manteve tensa todo o momento, No elenco vemos Naomi Watts,e éste é umo dos melhores filmes de Naomi Watts uma das atrizes mais reconhecidas de Hollywood que fazem uma grande atuação neste filme. Realmente a recomendo.
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