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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Crítica: Drama em Família (Ten Thousand Saints, 2015)

Baseado no livro homônimo de Eleanor Henderson, "Ten Thousand Saints" é um relato sincero sobre essas pessoas que encontramos na vida e chamamos de família.

por Fernando Labanca

Bastante curioso a construção desta história. Contá-la em uma breve sinopse é quase como tirar o brilho de tudo aquilo que ela é feita, mas vou arriscar, apenas como forma de introduzir o texto. Teddy e Jude são melhores amigos, eis que certa noite, Teddy resolve voltar mais cedo para sua casa. Poderia ser um evento qualquer, mas esta pequena ação definiu o rumo na vida de todos. Na mesma noite, Jude descobriu que é adotado e que seu pai (Ethan Hawke) traiu sua mãe e teve uma filha fora do casamento. Anos depois, no final da década de 80, longe do pai e no auge de sua rebeldia, Jude (Asa Butterfield) recebe em sua cidade a filha bastarda, sua irmã sem sangue, Eliza (Hailee Steinfeld), que resolveu tentar algum tipo de aproximação. É nesta noite em que ela também conhece Teddy (Avan Jogia), seu melhor amigo. E este é outro evento que acaba por transformar seus destinos, unindo-os de uma forma que eles jamais poderiam prever.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Crítica: Prova de Redenção (Twice Born, 2012)

Às vezes o cinema tem este poder, de nos deixar extasiados diante de tanta emoção, de nos deixar ali, impactados diante de tamanha grandeza. Mais do que uma grande surpresa, "Prova de Redenção" é um dos melhores filmes que tive o prazer de conhecer nesses últimos meses.

por Fernando Labanca

Apesar de não ter um catálogo tão imenso, ainda é possível descobrir algumas pérolas perdidas na Netflix. E foi assim que conheci "Twice Born" (traduzido como "Bem-Vindo ao Mundo" pelo site), que poderia até ser só mais um título dentre tantos se não fosse sua notável qualidade. Dirigido por Sergio Castellitto, o longa é uma adaptação do livro "A Rosa de Sarajevo" e narra a história de Gemma (Penélope Cruz), que após receber uma ligação de um antigo amigo, decide fazer uma viagem de volta à Bósnia ao lado de seu filho, local onde o pai dele foi morto durante os duros conflitos do país. Ao retornar à Sarajevo, Gemma relembra toda sua jornada neste instável território em meados da década de 90, quando viajando a trabalho conheceu o carismático fotógrafo Diego (Emile Hirsch), com quem se apaixonou profundamente e lutou, durante anos, para realizar seu grande desejo...ser mãe.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Crítica: Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, 2009)

Já devo ter dito em algum outro momento, aqui no blog, sobre o quão versátil é o diretor Ang Lee (O Tigre e o Dragão, O Segredo de Brokeback Mountain). A cada novo filme que resolvo conferir de sua filmografia, me deparo com algo novo, um outro tema e sempre acabo me surpreendendo. "Aconteceu em Woodstock" é um de seus projetos menos conhecidos, no entanto, só me fez admirá-lo ainda mais. Aqui, voltamos no tempo e embarcamos em um dos eventos mais importantes da história da música. Mais do que compreender a época, compreendemos os sentimentos daqueles que vivenciaram o Festival.

por Fernando Labanca

O Festival de Woodstcock aconteceu no ano de 1969 e foi um marco para a história da música popular. "Três dias de paz e música", era assim que os jovens organizadores anunciavam o evento que trouxe, numa vasta área ao ar livre, no interior de Nova York, nomes como Janes Joplin, The Who, Grateful Dead e Jimi Hendrix. A trama do filme começa pouco antes do início do Festival, quando o mesmo havia sido barrado na pequena cidade de Wallkill. É então que somos apresentados à Elliot (Demetri Martin), um jovem esforçado que retorna para a casa dos pais (interpretados por Imelda Staunton e Henry Goodman), onde passa a ajudá-los a administrar um pequeno hotel que passa por sérios problemas financeiros. Decidido a reerguer o negócio, Elliot, que sempre foi um grande incentivador da arte no local, resolve entrar em contato com os organizadores do Festival de Woodstock e oferece a pequena aldeia de White Lake como novo lugar do evento. Entretanto, os moradores não aceitam bem a ideia e começam a protestar sobre a "invasão hippie" que estava por acontecer, até se darem conta do quanto tudo aquilo poderia ser lucrativo.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Crítica: Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe, 2011)

William Friedkin é um nome de peso na história do cinema, foi o responsável por dirigir o clássico “O Exorcista” e desde então, porém, escolheu por trilhar um caminho não tão óbvio em Hollywood, esteve sempre distante dos holofotes, realizando alguns projetos bastante desconhecidos do grande público, tendo até uma filmografia curta pela longa carreira que tem. Eis que ele retorna, aos 77 anos de idade, provando que ganhou muita experiência ao longo dessas décadas e é ainda capaz, mesmo que num filme tão simples, provar seu potencial em construir uma obra memorável, provar sua força, genialidade e ousadia como diretor.

Por Fernando Labanca

Baseado na peça de teatro de Tracy Letts, que também assina o roteiro, o filme gira em torno de uma família disfuncional e a estranha relação que ela passa a ter com um matador de aluguel. Tudo se inicia com um plano bizarro de Chris (Emile Hirsch), o filho mais velho, que devendo para traficantes perigosos chega a conclusão de que o único modo de conseguir dinheiro e quitar suas dívidas é recebendo a apólice de seguro de sua mãe, neste caso, só acontecendo com ela morta. Para isso, ele,  ao lado do pai (Thomas Haden Church) e da madrasta (Gina Gershon), decide contratar Joe Cooper (Matthew McConaughey), um detetive que é assassino nas horas vagas, para mata-la. Com o dinheiro em mãos, o plano era pagar a metade para Joe, e o resto dividir entre os membros da família, inclusive para a filha mais nova, a inocente Dottie (Juno Temple). Os piores conflitos surgem quando, ao não receber o pagamento adiantado, assim como o de costume, Joe exige uma garantia: Dottie, o que causa a fúria em Chris, que coloca a proteção de sua irmã acima de qualquer coisa. 


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