
NOTA: 8



Com a estreia de "X - Men Origens: Wolverine", o blog Cinemateca resolveu fazer um especial sobre o protagonista, Hugh Jackman.
Hugh Michael Jackman nasceu em Sydney, Austrália, em 12 de outubro de 1968. É o caçula de quatro irmãos.Na verdade, o Sr Jackman se formou primeiramente em Comunicação, com especialização em Jornalismo, pela Universidade de Tecnologia de Sydney.
Após concluir o curso, ele se matriculou no curso de Artes Cênicas e descobriu que a sua verdadeira paixão é interpretar.Para nossa sorte, ele se decidiu pela carreira artística.
O ator tem dois filhos adotivos com a esposa Deborra-Lee: Oscar Maximillian, nascido em 15 de maio de 2000, e Ava Eliot, nascida em 10 de julho de 2005.
Hugh estreou no cinema em 1998 no filme Paperback Hero, produção australiana de Anthony J. Bowman.Mas só ganhou notoriedade internacional quando interpretou um dos heróis mais queridos da Marvel, Wolverine, na primeira adaptação dos quadrinhos dos mutantes, X-Men - O Filme, do diretor Bryan Singer.
Logo após, Hugh participou de Kate & Leopold e Alguém como você ( ambos de 2001 ) e no mesmo ano protagonizou A Senha - Swordfish ao lado de John Travolta e Halle Berry.Mas novamente, os holofotes se voltaram a ele quando participou da sequência X-Men 2 ( 2003 ) e a partir daí sua carreira ficou totalmente reconhecida e apreciada internacionalmente e inclusive seu nome foi parar em várias listas do tipo "os mais quentes","os mais bonitos" e "os mais sexies" e não faltaram convites para novos projetos.
Em 2004 viveu o lendário herói Van Helsing em Van Helsing - O Caçador de Monstros de Stephen Sommers, dividindo o público e a critica e em 2006, voltaria a interpretar o papel que lhe consagrou, o mutante Wolverine, no ( até então ) último capítulo da franquia X- Men, em X-Men - O Confronto Final.

Também em 2006, participou de Scoop - O Grande Furo, de Woody Allen, contracenando com Scarlett Johansson, fato que se repetiria em O Grande Truque, do mesmo ano.Particularmente adoro a interpretação de Jackman na franquia X-Men, mas sua personagem em O Grande Truque é a melhor de sua carreira.Contracenando com atores de peso como Christian Bale e Scarlett Johansson e com o mestre Michael Caine,ele consegue se sobressair e mostrar seu talento,como um mágico, que movido pela obsessão em ser melhor mágico do que seu rival ( Christian Bale ) e consequentemente melhor mágico de Londres, se desfaz de todos os seus valores éticos e morais para conseguir alcançar o seu objetivo.
E, ainda em 2006, o ator emprestou sua voz para duas animações divertidíssimas: Happy Feet - O Pinguim ( como o pinguim Memphis - inclusive cantando ) e em Por Água Abaixo ( como o rato rebuscado Roddy ) e para finalizar o ano em questão, ele protagonizou o drama psicodélico de Darren Aronofsky, Fonte da Vida.
Em 2007, filmou A Lista - Você Está Livre Hoje?, com Ewan McGregor e Michelle Williams, que não foi bem recebido pelo público e nem pela crítica e em 2008 dividiu a tela com Nicole Kidman em Austrália, de Baz Luhrmann.
E nesse ano, ele volta a mostrar as garras de adamantium na pele de Wolverine, agora no filme solo que conta a sua origem.Dirigido por Gavin Hood ( Infância Roubada ) e com Liev Schreiber, Ryan Reynolds e Danny Huston no elenco, estreou ontem (30/04/2009 ) X-Men Origens: Wolverine.Depois de todo esse resumão, o que se tem a fazer agora é correr pro cinema e conferir o novo filme de um dos atores mais talentosos e carismáticos da atualidade.
Três filmes de Hugh Jackman que vale a pena se ver e outros três que...que nem vale tanto a pena assim...
Os Três Mais:
1º) X-Men - O Filme:
Foi esse filme que praticamente revelou Hugh Jackman ao mundo.Sinceramente não vejo outro intérprete para o Wolverine que senão ele,fora que o filme em si é uma boa adaptação de quadrinhos,que injetou sangue novo nesse tipo de produção.O restante do elenco está afiado e os bons momentos com certeza são quando Hugh contracena com Patrick Stewart ( Professor Xavier ) e com Sir Ian McKellen ( Magneto ).
2º) X-Men 2:
Sequência que superou o original.Wolverine viaja para o Canadá em busca do seu passado, e lá encontra o "criador" do programa Arma X, que lhe colocou as garras de adamantium, William Stryker ( Brian Cox ) e outros mutantes que foram usados na mesma experiência.William, revoltado por seu filho ser um mutante e pelo Professor Xavier não ter conseguido ajudá-lo enquanto foi aluno do Instituto Xavier, constrói uma máquina parecida com o Cérebro,mas invés de localizar mutantes ela emite um som que só os mutantes podem ouvir e com isso ele pretendia exterminar os mutantes do planeta.Diante dessa ameaça, O Professor Xavier e o Magneto unem suas forças para impedir que William consiga seu objetivo.Realmente é super bacana e melhor que o original,pena que não posso dizer o mesmo do próximo filme da franquia.
3º)O Grande Truque:
É o meu preferido entre os três e o que Hugh mais demonstra o seu talento.Robert Angier já entrou na lista das minhas personagens favoritas, junto com Tyler Durden ( Clube da Luta ), Martin Riggs ( Máquina Mortífera ) e claro, Alfred Borden ( também de O Grande Truque ). A trama se passa em Londres no século XIX e mostra a amizade entre Robert Angier (Hugh Jackman ) e Alfred Borden ( Christian Bale ) que por um tentar ser melhor mágico do que o outro, transforman a amizade em uma rivalidade levada até as últimas consequências.A transformação de Robert em um artista de bom coração em um homem sem escrúpulos é surpreendente e em nenhum momento forçada ou repentina.E sem falar que no elenco estão Christian Bale e Michael Caine e que o filme é dirigido por Christopher Nolan.É um ótimo filme!
Os três Menos:
1º) X-Men - O Confronto Final :
O mais fraco dos três filmes.Todos os atores parecem deslocados e perdidos com o rumo que as suas personagens tiveram.Halle Berry está fraca com sua ( outrora ) fantástica Tempestade e o ressurgimento de Jean Grey com um alter-ego psicopata foi muito forçado.Como se isso não bastasse, aquela história do antídoto para o gene X também não convenceu.Só Hugh que, se não superou o que tinha feito nos dois outros filmes, também não fez feio.
2º) Van Helsing - O Caçador de Monstros:
Apesar dos efeitos especiais de cair o queixo, o longa de Stephen Sommers ( A Múmia ) não tem história o suficiente para que o espectador mais exigente dedique sua atenção.Hugh está muito caristmático como Van Helsing, o herói que combate monstros pela Igreja Católica mas que esconde um terrível segredo e que se apaixona por uma mulher misteriosa de uma família "caçadora" de aberrações ( Kate Beckinsale ), além de encontrar o temível Conde Drácula em pessoa.Não que o filme seja bomba,mas história aqui não interessa muito.Diversão descompromissada.
3º) A Senha - Swordfish:
Esse sim é o mais fraco dos filmes citados.Sem história, personagens ou situações que prendam o espectador, A Senha é uma correria sem propósito e com uma subtrama super clichê, a da máfia sequestrando uma criança para obrigar seu pai a cooperar com eles.Top less gratuito de Halle Berry e que a própria declarou depois que se arrependeu de tê-lo feito e o talento dela , o de Hugh e pensando bem , do elenco principal todo ( John Travolta e Don Cheadle ) desperdiçado.
Bom, esse foi o Especial Hugh Jackman, no qual tentei contar resumidamente sua carreira antes do tão aguardado X-Men Origens: Wolverine, que está em cartaz nos cinemas.Então não perca tempo, desligue o computador e vá assistir X-Men..,cara!Tá esperando o quê???
"Relojoeiro" é um dos mais emocionantes capítulos de Watchmen na minha opinião.Aqui o leitor descobre como aconteceu a transformação de Dr. Manhattan, antes um simples físico chamado Jonathan Osterman e depois um semideus.
O capítulo também mostra a sua relação com sua ex-namorada, também física, Janey Slater e quando ele virou Dr. Manhattan e por consequência, celebridade internacional e demonstração de poder do governo dos EUA.
Em "Relojoeiro" há várias tramas interligadas contadas através do poder do Dr. Manhattan de se deslocar no tempo, indo várias vezes do presente para o passado e o futuro próximo, tais como a emenda que o presidente Nixon propôs para poder se candidatar a um terceiro mandato, o fim do relacionamento do Dr. Manhattan com Janey Slater depois que ele conheceu Espectral II, o Ato Keene, que proibiu os vigilantes mascarados de continuarem suas atividades ( exceto o próprio Dr. Manhattan e o Comediante ) e como isso afetou a vida de todos.
Ozymandias já tinha se aposentado, mais precisamente dois anos antes do Ato Keene e a revelação de sua verdadeira identidade foi um fato irrelevante por causa da emenda proposta pelo presidente Nixon.Quando foi instaurado o Ato Keene, Espectral II ( Laurie Juspeczyk ) e Coruja II ( Daniel Dreiberg ) se aposentaram sem qualquer resistência, mas Rorschach ( Walter Kovacs ) continuou com as suas atividades clandestinamente.
O ponto mais importante do capítulo, sem dúvida é quando o Dr. Manhattan começa a falar sobre o acidente que o desintegrou em um primeiro momento, mas que mais tarde o transformou em um super-homem, em que ele cita todos os seus passos que o levaram até o dia do seu acidente,desde quando tinha 16 anos e era aprendiz de relojoeiro até quando ficou preso na câmara que separava os campos intrínsecos dos elementos ( não faço a mínina ideia do que seja campo intrínseco!!!! ).
Dr. Manhattan não é uma das personagens que eu mais gosto, porém com esse capítulo, consegui ter uma singela empatia com ele.Percebi que ele nem sempre foi a pessoa fria e distante, que foi transformado e moldado de acordo com que acontecia ao seu redor.A humanidade o decepcionou, o culpou por coisas que ele não teve culpa e a única ligação que ele tinha se desfez, pois Laurie o abandonou, por isso ele se exilou em Marte.
Portanto, "Relojoeiro" é um dos mais legais e importantes para o entendimento da história de Watchmen,mas o melhor ainda estaria por vir....
Nota:8





Scarlett Johansson. Há alguns anos, ela só era uma simples atriz norte-americana que aparecia em alguns filmes e logo esquecíamos sua face, mas hoje, Scarlett está entre as maiores atrizes do cinema atual, e está na lista dos atores/atrizes que mais trabalharam nos últimos anos.
The Spirit e Ele Não Está Tão Afim de Você.
Mas seu estrelato veio em 2003, no filme de Sofia Coppola, Encontros e Desencontros, que contracena ao lado de Bill Murray. No filme, Johansson vive Charlotte, uma bela moça perdida em Tóquio que começa ver a cidade de um jeito diferente, com novas cores, ao conhecer o ator despresado pela mídia, interpretado por Murray. Sua interpretação simples, porém magnífica, chamou a atenção dos críticos e dos diretores também. Foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, além de ter ganhado o Bafta e no Festival de Veneza na mesma categoria.
Desde A Ilha (2005), Scarlett não parou de trabalhar, a cada ano, a bela atriz surge com um filme novo, seja comédia ou drama, a moça sempre se destaca, com suas belas curvas e uma atuação marcante.
Primeiro filme que Scarlett trabalho com Woody Allen. E de longe, seu melhor desempenho como atriz. Filme indiscutivelmente incrível, excelente roteiro, atuações maravilhosas e um final surpreendente. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor atriz coadjuvante.
Ótimo filme de Christopher Nolan, onde Scarlett tem uma pequena personagem, mas de grande importância, sem contar que sua bela face parece dar outra cor a trama, um brilho que ilumina a cada cena que entra. Ela só fortalece aquilo que já estava perfeito. Um suspense bem arquitetado com direito a um final marcante. O Grande Truque é daqueles filmes que a cada vez que vemos, parece que estamos diante de algo novo, e sempre vimos algo que não haviamos visto antes.
Chegou de fininho nos cinemas, quando chegou nas locadoras, poucas pessoas viram e pouco foi comentado. Mas aí está mais uma pérola do diretor Woody Allen e da atriz Scarlett Johansson. Scoop é uma pequena e sutil obra-prima, simples no formato, grandioso na idéia, magnífico no resultado final. Uma singela comédia disfarçada em filme de suspense. A história de um serial killer com a visão de um diretor sarcástico. Scarlett prova nesse filme sua veia cômica e enche a tela de carisma ao lado de Hugh Jackman e Allen.
Desta vez ela não está só e divide a tela com outras grandes atrizes, como Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ginnifer Goodwin. Filme linear, sutil porém marcante. Uma comédia romântica sobre aqueles romances que nem sempre acontecem. Scarlett não perde a pose e nem o brilho diante de outras beldades e nesse filme ela empresta suas belas curvas, sensualidade, sua voz e é claro, sua grande atuação.
Mais um trabalho da atriz com o diretor Woody Allen. Nesse filme ela divide a tela com grandes nomes do cinema atual como Penélope Cruz e Javier Bardém. Ela vive Cristina, indecisa, romântica, sensual, divertida, corajosa e aventureira. Um filme diferente, original e vale a pena ver para conhecer mais sobre seu trabalho, assim como o trabalho de Allen.
Seu primeiro bluckbuster. A Ilha poderia ser mais um filme de ação nas mãos de Michael Bay, mas seu roteiro inovador é o grande mérito do filme e por isso merece ser visto. Scarlett encara seu primeiro grande papel no cinema comercial e mesmo diante de tantas luzes, explosões e efeitos mais do que especiais, ela não se apaga, assim como seu companheiro, Ewan McGregor e assim como o excelente roteiro. Arrisque.
A Outra é um filme fraco em questão astística, cenários e figurinos previsíveis e poucas cenas externas para um filme de época, parecendo um filme feito para tv. Mas surpreende na história interessante de Maria e Ana Bolena, um fato um tanto quanto esquecido na história. Scarlett perde um pouco o brilho, não pela atuação, mas pela personagem tola que interpreta e além do fato de contracenar com Natalie Portman que praticamente é o filme todo. Mas vale a pena, o roteiro é interessante e ter Portman e Johansson no mesmo filme, vale cada minuto.
Marca o grande momento de Scarlett como atriz, uma das melhores personagens que ela interpretou ao longo de sua carreira e uma de suas melhores atuações. O filme vale a pena por ela, ela está linda e é neste filme que ela prova seu grande talento. As cenas que ela atua ao lado de John Travolta e Gabriel Match são surpreendentemente incríveis, marcantes e comoventes. Não é a toa que foi indicada ao Globo de Ouro.
Pela capa, pelo nome, aparenta ser mais um filme de sessão da tarde. Mas não se deixe levar pelas aparências, existe um grande potêncial nesse filme. Mais uma vez Johansson mostra seu lado cômico e mais uma vez surpreende. Um filme divertido para uma tarde de domingo, mas vai além, é um filme cativante que nos mostra o quão difícil é saber quem nós somos e nos expôe a saga de uma inexperiente babá na busca de descobrir quem é, e percebe que a única maneira de descobrir isso é se perdendo na vida de outras pessoas. E acaba cuidando de um garoto levado e sua mãe nada carinhosa, mostrando o novo modo de vida dos norte-americanos, com um humor leve e um toque de drama.
3 indicações ao Oscar, e indicação ao Globo de Ouro por sua atuação. Mas não vale a pena perder tempo assitindo esse filme, nem sua atuação é tão marcante assim. Um filme monótono, chato e entediante. Com uma história sem sentido algum que nos faz perguntar o porquê de alguém querer adaptar essa obra que não fala sobre muita coisa, que nos faz ficar entediantes minutos diante da tela para saber o motivo de um homem ter pintado um tal quadro, chamado "Moça com Brinco de Pérola"(!!!??) Que neste caso, a moça é interpretada por Scarlett.
Uma história interessante sobre um brutal assassinato de uma famosa atriz há alguns anos atrás. Poderia ter sido um ótimo filme, mas se perde completamente em cenas de sexo e personagens amargos. A personagem mais viva do filme é a atriz morta que em seus flash backs mostra mais interesse em rodar o filme. Era para ser a história sobre as pessoas que se envolveram no caso dela, mas suas histórias são tão chatas que o máximo que o roteirista conseguiu foi fazer as personagens interpretadas por Josh Hartnett ter um caso com Hilary Swank, evitando obcessões ou lados psicológicos afetados, ou seja, evitando um bom motivo para filmar o filme. Fique longe desse filme, a não ser que você goste mesmo de Scarlett Johansson que até que não está ruim, mas o filme não ajuda.



Scarlett Johansson ao lado de Woody Allen em Scoop- O Grande Furo. Onde o diretor teve a grande oportunidade de contracenar com sua musa.
Encontros e Desencontros. Seu grande momento no cinema.
Por Bárbara
