sábado, 2 de maio de 2009

Crítica: Ensinando a Viver (Martian Children, 2007)


"Ensinando a Viver", filme estrelado por John Cusack e Amanda Peet no elenco, surpreende por ser simples e extremamente carismático.

por Fernando Labanca

Adoro filmes que me surpreendem. De longe, parecia ser um filme bobo e inofensivo, no entanto, vai muito além dessas expectativas. John Cusack interpreta David Gordon, um famoso escritor de ficção científica, que perdeu sua amada esposa há dois anos e vive sozinho ao lado de seu único companheiro, seu cachorro Somewhere. Teve uma infância um tanto quanto complicada, não conseguia se encaixar no mundo em que vivia. Era diferente, rejeitado e por isso, acreditava que um dia os ET's iriam resgatá-lo. Só poderia pertencer a outro planeta, pois certamente desse ele não era.

Eis que ele decide adotar Dennis (Bobby Coleman), um garoto problemático que acredita profundamente que é um marciano que está na Terra para cumprir uma missão. David era a pessoa certa para ficar com o garoto, podia tentar entendê-lo e fazer com que ele se sentisse parte de alguma coisa, nesse caso, de uma família. 

Nesta história sutil surge alguns elementos surpreendentes, fazendo com que a trama deixe de ser linear, conquistando no final, um excelente clímax. O interessante é que, por mais que a ideia seja simples, o roteiro não economiza nos bons diálogos e surpresas durante o filme. Poderia até se encaixar no grupo da "sessão da tarde", mas o roteiro se torna brilhante aos poucos, criando situações onde questões complexas e muito bem pensadas são expostas.

John Cusack está ótimo, fazendo uma das personagens mais carismáticas de toda sua carreira. Os coadjuvantes conquistam fácil o público, logo que a trama faz bom proveito de cada um, focando sempre na história de David e Dennis mas sem apagar os demais elementos. Amanda Peet, como sempre, simpática, é bom vê-la em cena. Joan Cusack aparece como a irmã de David - sendo na vida real, irmã de John - os dois funcionam muito bem juntos. A química entre eles é fantástica, mais natural impossível. Mas a grande surpresa fica com o pequeno Bobby Coleman que faz com que o filme seja melhor do que realmente é. Uma atuação brilhante para uma criança, surpreende fácil, se encaixa perfeitamente na trama, emociona e diverte o público em algumas cenas do filme.

"Ensinando a Viver" também conta com a ótima direção do desconhecido Menno Meyjes, que trabalha muito bem e faz bom proveito do roteiro. Constrói cenas incríveis acompanhadas de excelentes diálogos, ótimas atuações e uma fantástica trilha sonora. O filme nos conta a história de um homem aprendendo a ser pai, aceitando os erros e dificuldades de seu novo filho e lhe entregando o amor que ele ainda possui e a de um garoto aprendendo a ser filho, e mais além, aprendendo a ser humano. Ser um humano não é uma tarefa fácil, aceitar os outros da maneira que são, se sentir a vontade em ambientes que não conhecemos, ajudar o próximo mesmo quando não se espera nada em troca. A obra ainda questiona até que ponto é bom sermos iguais aos outros e até que ponto é bom sermos diferentes dos demais. Se somos terráqueos, temos que aceitar as leis daqui, o modo como as coisas aqui funcionam, sejam elas difíceis ou não, somos humanos, somos da Terra e daqui não vamos sair. Precisamos nos adaptar, ninguém disse que as coisas devem ser assim, mas se não forem, como conseguiremos viver?

NOTA: 8


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Crítica: Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008)


Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme-Comédia, além de outras indicações a prêmios importantes, Queime Depois de Ler empolga o espectador com uma história inusitada, mas o resultado final é nada mais que decepcionante.


por Fernando

Uma mulher que sonha em fazer plástica, um homem que trabalha em uma academia e faz loucuras para ganhar dinheiro fácil, um ex-agente da CIA, sua ex-mulher e atual amante de um homem casado. Pronto. Queime Depois de Ler poderia se resumir a isto, mas vamos tentar tirar mais proveito disso.

Osbourne Cox (John Malkovich) é demitido repentinamente da CIA, onde era analista e acreditava que participaria de mais uma missão ultra-secreta, mas recebe a trágica notícia, isso ocorreu devido ele ter um sério problema com bebidas. Quase entrando em depressão por estar desempregado, Osbourne decide fazer algo novo, escrever um livro sobre sua vida profissional na agência e divulgar informações importantes e secretas do local. Enquanto isso, sua mulher Katie (Tilda Swinton) começa a estranhar suas novas atitudes e desaprova a idéia do livro e teme que ele morra sem lhe entragar todo o dinheiro que ela tem por direito, ao mesmo tempo, se dedica a sua vida amorosa com seu amante, Harry (George Clooney), que por sua vez também é casado, tem uma mulher adorável mas tem o péssimo hábito de se envolver com outras mulheres, já que Katie não é sua única amante.

No meio dessa confussão, surge os elementos principais. Linda (Frances McDormand) trabalha em uma academia, e pelo fato de trabalhar com sua imagem, ela decide fazer várias plásticas, porém o que lhe falta é dinheiro para realizar esse grande sonho. Linda está envelhecendo, já não tem as curvas da juventude e o pior, ainda não encontrou sua cara-metade e por isso, nas horas vagas se prende na internet atrás de sua alma gêmea. Na mesma academia trabalha seu melhor amigo, Chad (Brad Pitt), como personal trainer.

Osbourne escreve o livro, envia para a editora, suas palavras são gravadas em um CD. O mesmo é deixado sem querer na academia onde Linda e Chad trabalham, que por sua vez, cai bem em suas mãos. Chad, apesar de parecer idiota e agir como tal, não é tão idiota assim, e bola um plano para se sair bem com as informações que conseguiu, logo que de cara ele percebe estar com informações secretas da CIA. Ele se une a Linda que precisava muito do dinheiro e os dois entram em contato com Osbourne Cox para chantagea-lo. O problema é que as informações nem eram tão secretas assim e não destruíria a fama da CIA e por isso Cox não cede tão fácil e os dois completamente desajustados no ramo de chantagens, perseguições e ligações misteriosas, se perdem nesse mundo e se veem sem saída, porém esta jogada pode ser bem mais perigosa do que eles imaginavam.

Cox decide se afastar. Harry começa a frequentar a casa dele para ficar com Katie, apesar dela não demonstrar nenhum tipo de afeto por ele. Enquanto isso, Harry conhece Linda pela internet, ela começa a se envolver muito com ele, e para surpresa dele, como sendo um galinha de primeira, começa a se envolver demais com ela também. Harry sempre foi paranóico com perseguições, sempre acha que está sendo perseguido, a cada instante, a cada lugar que frequenta, principalmente por ser amante da mulher de agente da CIA, mas sua paranóia piora quando ele toma a pior de suas atitudes, ele mata um homem, agora além de amante infiel, ele também é assassino.

Chad decide ir além no plano, vai atrás de Cox, porém o que ele também não imaginava é que ele estaria fora, e acaba sendo assassinado por Harry, que o mata por puro reflexo, levou um susto por ver um homem estranho na casa de Katie e atirou. Linda mesmo não sabendo da morte de Chad, percebe que o plano seguiu muito além do que ela esperava, para ela o amigo estava desaparecido e teme que algo de ruim tenha acontecido com o amigo, seu grande amigo.

Um plano simples que acaba ganhando proporções inimagináveis. Pessoas desconhecidas que acabam se relacionando por motivos inusitados. Esse é Queime Depois de Ler, filme dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen pouco tempo depois de filmarem Onde os Fracos Não Têm Vez.
O filme fala sobre pessoas que já chegaram a certa idade, mais precisamente na casa dos trinta, que tantam simplesmente sobreviverem, cada um de sua forma, cada personagem cria sua própria batalha para conquistar seus desejos, sejam eles pecados, poder, riqueza, caprichos.

Mas Queime Depois de Ler não passa de um filme experimental dos irmãos Coen que parece terem brincarado de fazer filme. Talvez essa não tenha sido a intenção, mas o filme parece um rascunho, algo criado para futuramente ser algo maior. Não tem muito propósito e nem sentido e por isso parace ser uma brincadeira, uma brincadeira de gente grande. É divertido, mas não funciona como cinema, a impressão que fica é que perdemos o nosso tempo assistindo uma obra engraçada, mas uma obra particular, feita por eles e para eles, agrada pelas personagens e pelas situações originais, mas peca feio ao tentar construir uma história, onde no final, tudo se resulta em nada.

O grande ponto positivo foram as atuações. Tilda Swinton é sempre surpreendente, tem uma cara que (aparentemente) não expressa muita coisa mas ao mesmo tempo consegue ter multiplas faces e nesse filme não é diferente. George Clooney, sem dúvida, tem sua melhor atuação, há anos eu vejo filmes com ele e ele simplesmente consegue fazer a mesma coisa sempre, inclusive ano passado quando foi indicado ao Oscar por ter feito o mesmo de sempre, mas nesse filme, ele conquista o público mesmo sendo tão errado. John Malkovich também está ótimo com seu Osbourne Cox e convense na pele do ex analista da CIA. Mas os melhores foram Frances McDormand, que está simplesmente incrível no filme, tem uma naturalidade que poucas atrizes tem, é carismática e divertida e as cenas em que está presente são os bons momentos do filme, o mesmo acontece com Brad Pitt que segue firme num dos momentos mais brilhantes de sua carreira, logo após surpreender com seu Benjamin Button, ele enche nossos lábios de sorriso com seu Chad, irreverente, original e extremamente carismático. O filme ainda conta com boas participações de Richard Jenkins (indicado ao Oscar esse ano) e J.K Simmons.

Se for para perder seu tempo assistindo esse filme, que seje pelos atores. É divertido e original, mas não espere muita coisa, a decepção pode ser grande. Os irmãos Coen conquistou grande parte da crítica, só falta tantar conquistar o público. Mas particularmente, se existe um grande defeito em suas películas é o fato deles simplesmente não se importarem em concluir o filme. Isso é básico, toda obra, tem seu inicio, meio e fim e eles se recusam a fazer um fim para cada roteiro que escrevem. Eles colocam uma arma nas mãos de uma personagem e pronto, o fim está feito. Foi assim em Matadores de Velinhas e Onde os Fracos Não Têm Vez. E com isso, faz com que o filme não valha a pena, pois simplesmente foi algo que aconteceu mas não se concluiu.

NOTA: 5

Hugh Jackman

Por Bárbara

Com a estreia de "X - Men Origens: Wolverine", o blog Cinemateca resolveu fazer um especial sobre o protagonista, Hugh Jackman.



Hugh Michael Jackman nasceu em Sydney, Austrália, em 12 de outubro de 1968. É o caçula de quatro irmãos.Na verdade, o Sr Jackman se formou primeiramente em Comunicação, com especialização em Jornalismo, pela Universidade de Tecnologia de Sydney.

Após concluir o curso, ele se matriculou no curso de Artes Cênicas e descobriu que a sua verdadeira paixão é interpretar.Para nossa sorte, ele se decidiu pela carreira artística.

O ator tem dois filhos adotivos com a esposa Deborra-Lee: Oscar Maximillian, nascido em 15 de maio de 2000, e Ava Eliot, nascida em 10 de julho de 2005.

Hugh estreou no cinema em 1998 no filme Paperback Hero, produção australiana de Anthony J. Bowman.Mas só ganhou notoriedade internacional quando interpretou um dos heróis mais queridos da Marvel, Wolverine, na primeira adaptação dos quadrinhos dos mutantes, X-Men - O Filme, do diretor Bryan Singer.

Logo após, Hugh participou de Kate & Leopold e Alguém como você ( ambos de 2001 ) e no mesmo ano protagonizou A Senha - Swordfish ao lado de John Travolta e Halle Berry.Mas novamente, os holofotes se voltaram a ele quando participou da sequência X-Men 2 ( 2003 ) e a partir daí sua carreira ficou totalmente reconhecida e apreciada internacionalmente e inclusive seu nome foi parar em várias listas do tipo "os mais quentes","os mais bonitos" e "os mais sexies" e não faltaram convites para novos projetos.

Em 2004 viveu o lendário herói Van Helsing em Van Helsing - O Caçador de Monstros de Stephen Sommers, dividindo o público e a critica e em 2006, voltaria a interpretar o papel que lhe consagrou, o mutante Wolverine, no ( até então ) último capítulo da franquia X- Men, em X-Men - O Confronto Final.




Também em 2006, participou de Scoop - O Grande Furo, de Woody Allen, contracenando com Scarlett Johansson, fato que se repetiria em O Grande Truque, do mesmo ano.Particularmente adoro a interpretação de Jackman na franquia X-Men, mas sua personagem em O Grande Truque é a melhor de sua carreira.Contracenando com atores de peso como Christian Bale e Scarlett Johansson e com o mestre Michael Caine,ele consegue se sobressair e mostrar seu talento,como um mágico, que movido pela obsessão em ser melhor mágico do que seu rival ( Christian Bale ) e consequentemente melhor mágico de Londres, se desfaz de todos os seus valores éticos e morais para conseguir alcançar o seu objetivo.




E, ainda em 2006, o ator emprestou sua voz para duas animações divertidíssimas: Happy Feet - O Pinguim ( como o pinguim Memphis - inclusive cantando ) e em Por Água Abaixo ( como o rato rebuscado Roddy ) e para finalizar o ano em questão, ele protagonizou o drama psicodélico de Darren Aronofsky, Fonte da Vida.

Em 2007, filmou A Lista - Você Está Livre Hoje?, com Ewan McGregor e Michelle Williams, que não foi bem recebido pelo público e nem pela crítica e em 2008 dividiu a tela com Nicole Kidman em Austrália, de Baz Luhrmann.

E nesse ano, ele volta a mostrar as garras de adamantium na pele de Wolverine, agora no filme solo que conta a sua origem.Dirigido por Gavin Hood ( Infância Roubada ) e com Liev Schreiber, Ryan Reynolds e Danny Huston no elenco, estreou ontem (30/04/2009 ) X-Men Origens: Wolverine.Depois de todo esse resumão, o que se tem a fazer agora é correr pro cinema e conferir o novo filme de um dos atores mais talentosos e carismáticos da atualidade.



Três filmes de Hugh Jackman que vale a pena se ver e outros três que...que nem vale tanto a pena assim...

Os Três Mais:




1º) X-Men - O Filme:

Foi esse filme que praticamente revelou Hugh Jackman ao mundo.Sinceramente não vejo outro intérprete para o Wolverine que senão ele,fora que o filme em si é uma boa adaptação de quadrinhos,que injetou sangue novo nesse tipo de produção.O restante do elenco está afiado e os bons momentos com certeza são quando Hugh contracena com Patrick Stewart ( Professor Xavier ) e com Sir Ian McKellen ( Magneto ).







2º) X-Men 2:



Sequência que superou o original.Wolverine viaja para o Canadá em busca do seu passado, e lá encontra o "criador" do programa Arma X, que lhe colocou as garras de adamantium, William Stryker ( Brian Cox ) e outros mutantes que foram usados na mesma experiência.William, revoltado por seu filho ser um mutante e pelo Professor Xavier não ter conseguido ajudá-lo enquanto foi aluno do Instituto Xavier, constrói uma máquina parecida com o Cérebro,mas invés de localizar mutantes ela emite um som que só os mutantes podem ouvir e com isso ele pretendia exterminar os mutantes do planeta.Diante dessa ameaça, O Professor Xavier e o Magneto unem suas forças para impedir que William consiga seu objetivo.Realmente é super bacana e melhor que o original,pena que não posso dizer o mesmo do próximo filme da franquia.

3º)O Grande Truque:

É o meu preferido entre os três e o que Hugh mais demonstra o seu talento.Robert Angier já entrou na lista das minhas personagens favoritas, junto com Tyler Durden ( Clube da Luta ), Martin Riggs ( Máquina Mortífera ) e claro, Alfred Borden ( também de O Grande Truque ). A trama se passa em Londres no século XIX e mostra a amizade entre Robert Angier (Hugh Jackman ) e Alfred Borden ( Christian Bale ) que por um tentar ser melhor mágico do que o outro, transforman a amizade em uma rivalidade levada até as últimas consequências.A transformação de Robert em um artista de bom coração em um homem sem escrúpulos é surpreendente e em nenhum momento forçada ou repentina.E sem falar que no elenco estão Christian Bale e Michael Caine e que o filme é dirigido por Christopher Nolan.É um ótimo filme!



Os três Menos:




1º) X-Men - O Confronto Final :



O mais fraco dos três filmes.Todos os atores parecem deslocados e perdidos com o rumo que as suas personagens tiveram.Halle Berry está fraca com sua ( outrora ) fantástica Tempestade e o ressurgimento de Jean Grey com um alter-ego psicopata foi muito forçado.Como se isso não bastasse, aquela história do antídoto para o gene X também não convenceu.Só Hugh que, se não superou o que tinha feito nos dois outros filmes, também não fez feio.






2º) Van Helsing - O Caçador de Monstros:

Apesar dos efeitos especiais de cair o queixo, o longa de Stephen Sommers ( A Múmia ) não tem história o suficiente para que o espectador mais exigente dedique sua atenção.Hugh está muito caristmático como Van Helsing, o herói que combate monstros pela Igreja Católica mas que esconde um terrível segredo e que se apaixona por uma mulher misteriosa de uma família "caçadora" de aberrações ( Kate Beckinsale ), além de encontrar o temível Conde Drácula em pessoa.Não que o filme seja bomba,mas história aqui não interessa muito.Diversão descompromissada.






3º) A Senha - Swordfish:



Esse sim é o mais fraco dos filmes citados.Sem história, personagens ou situações que prendam o espectador, A Senha é uma correria sem propósito e com uma subtrama super clichê, a da máfia sequestrando uma criança para obrigar seu pai a cooperar com eles.Top less gratuito de Halle Berry e que a própria declarou depois que se arrependeu de tê-lo feito e o talento dela , o de Hugh e pensando bem , do elenco principal todo ( John Travolta e Don Cheadle ) desperdiçado.





Bom, esse foi o Especial Hugh Jackman, no qual tentei contar resumidamente sua carreira antes do tão aguardado X-Men Origens: Wolverine, que está em cartaz nos cinemas.Então não perca tempo, desligue o computador e vá assistir X-Men..,cara!Tá esperando o quê???

Especial Watchmen - Parte 4/13

Especial Watchmen





Capítulo 4 - Relojoeiro
Por Bárbara


"Relojoeiro" é um dos mais emocionantes capítulos de Watchmen na minha opinião.Aqui o leitor descobre como aconteceu a transformação de Dr. Manhattan, antes um simples físico chamado Jonathan Osterman e depois um semideus.


O capítulo também mostra a sua relação com sua ex-namorada, também física, Janey Slater e quando ele virou Dr. Manhattan e por consequência, celebridade internacional e demonstração de poder do governo dos EUA.





Em "Relojoeiro" há várias tramas interligadas contadas através do poder do Dr. Manhattan de se deslocar no tempo, indo várias vezes do presente para o passado e o futuro próximo, tais como a emenda que o presidente Nixon propôs para poder se candidatar a um terceiro mandato, o fim do relacionamento do Dr. Manhattan com Janey Slater depois que ele conheceu Espectral II, o Ato Keene, que proibiu os vigilantes mascarados de continuarem suas atividades ( exceto o próprio Dr. Manhattan e o Comediante ) e como isso afetou a vida de todos.





Ozymandias já tinha se aposentado, mais precisamente dois anos antes do Ato Keene e a revelação de sua verdadeira identidade foi um fato irrelevante por causa da emenda proposta pelo presidente Nixon.Quando foi instaurado o Ato Keene, Espectral II ( Laurie Juspeczyk ) e Coruja II ( Daniel Dreiberg ) se aposentaram sem qualquer resistência, mas Rorschach ( Walter Kovacs ) continuou com as suas atividades clandestinamente.



O ponto mais importante do capítulo, sem dúvida é quando o Dr. Manhattan começa a falar sobre o acidente que o desintegrou em um primeiro momento, mas que mais tarde o transformou em um super-homem, em que ele cita todos os seus passos que o levaram até o dia do seu acidente,desde quando tinha 16 anos e era aprendiz de relojoeiro até quando ficou preso na câmara que separava os campos intrínsecos dos elementos ( não faço a mínina ideia do que seja campo intrínseco!!!! ).




Dr. Manhattan não é uma das personagens que eu mais gosto, porém com esse capítulo, consegui ter uma singela empatia com ele.Percebi que ele nem sempre foi a pessoa fria e distante, que foi transformado e moldado de acordo com que acontecia ao seu redor.A humanidade o decepcionou, o culpou por coisas que ele não teve culpa e a única ligação que ele tinha se desfez, pois Laurie o abandonou, por isso ele se exilou em Marte.



Portanto, "Relojoeiro" é um dos mais legais e importantes para o entendimento da história de Watchmen,mas o melhor ainda estaria por vir....




Nota:8

domingo, 26 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 3/13

Especial Watchmen

Capítulo 3 - O Juiz de toda a Terra
Por Bárbara

Neste capítulo,que na minha opinião é o mais fraco de todos,depois de uma relação sexual um tanto diferente quanto frustrada, Laurie e Dr. Manhattan brigam e ela o deixa.


Ele,muito preocupado com a situação,apenas se arruma para uma entrevista em um programa de televisão.Enquanto ele se arruma, Laurie vai para a casa de Dan Dreiberg desabafar e ele a convida para ir à casa de Hollis Mason,já que ele estava de saída.

Porém, Laurie recusa,mas mesmo assim sai de casa com Dan à procura de um hotel para passar a noite.




Em paralelo a isso, o Dr. Manhattan chega ao estúdio do programa de televisão e a entrevista começa.Um repórter começa a lhe perguntar sobre algumas pessoas que se relacionavam com Dr. Manhattan e que agora estão com câncer, inclusive seu amigo Wally Weaver, que já tinha morrido, e a sua ex-namorada Janey Slater,que estava com câncer de pulmão e disse a uma revista que foi culpa do Dr. Manhattan.



Enquanto ocorre a entrevista e Dr. Manhattan começa a ficar nervoso, laurie e Dan lutam com uma gangue de bandidos em um beco,que tentavam assaltá-los.Eles dão uma surra nos bandidos e Dr. Manhattan teleporta todos os presentes no estúdio do programa de televisão para o estacionamento e depois disso,resolve se exilar em Marte.



Como disse, pra mim é o mais fraco de todos os capítulos de série, mas não deixa de ser importante no entendimento da história.Aqui não temos tanto a presença de Rorschach, que praticamente é o protagonista da história,pois narra boa parte dela e também não temos a presença de Adrian Veidt e o Comediante, personagens primordiais da história.


Nota:7




sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

Scarlett Johansson

Scarlett Johansson. Há alguns anos, ela só era uma simples atriz norte-americana que aparecia em alguns filmes e logo esquecíamos sua face, mas hoje, Scarlett está entre as maiores atrizes do cinema atual, e está na lista dos atores/atrizes que mais trabalharam nos últimos anos.

Portanto, a equipe Cinemateca decidiu fazer um especial para essa grande atriz, isso devido ao fato dela estar em dose dupla no cinema, com dois filmes bem comentados, The Spirit e Ele Não Está Tão Afim de Você.

Scarlett Johansson nasceu em Nova York no ano de 1984. Começou sua carreira muito cedo, muitos dizem que era uma garota prodígio, em 1994 estava em seu primeiro filme, ou seja, aos 10 anos de idade, no filme de Rob Reiner, O Anjo da Guarda, que tinha Elijah Wood e Bruce Willis no elenco.



Mas seu estrelato veio em 2003, no filme de Sofia Coppola, Encontros e Desencontros, que contracena ao lado de Bill Murray. No filme, Johansson vive Charlotte, uma bela moça perdida em Tóquio que começa ver a cidade de um jeito diferente, com novas cores, ao conhecer o ator despresado pela mídia, interpretado por Murray. Sua interpretação simples, porém magnífica, chamou a atenção dos críticos e dos diretores também. Foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, além de ter ganhado o Bafta e no Festival de Veneza na mesma categoria.

Em falar em diretor, foi ao lado do veterano Woody Allen que Scarlett fez seus melhores trabalhos, e para muitos ela se tornou a queridinha do diretor, que desde de Diane Keaton não tinha uma musa para seus inusitados roteiros.

Mas foi em A Ilha de Michael Bay que Johansson conquistou o grande público. Foi seu primeiro bluckbuster e seu primeiro filme de ação, que até então tinha ficado somente nos dramas e comédias independentes, e até mesmo filmes, que no Brasil conhecemos como "Filmes de Sessão da Tarde".

Desde A Ilha (2005), Scarlett não parou de trabalhar, a cada ano, a bela atriz surge com um filme novo, seja comédia ou drama, a moça sempre se destaca, com suas belas curvas e uma atuação marcante.

De longe, ela é só uma atriz gostosa, mas de perto, ela surpreende, mostrando que tem muito mais do que um corpo sensual e sim, cabeça e um grande talento que aos poucos é descoberto pelo público.

Se você não a conhece por nome, pode ter certeza que você já viu um filme com ela.

*Filmes que você não deve perder com Scarlett Johansson:

1º Match Point

Primeiro filme que Scarlett trabalho com Woody Allen. E de longe, seu melhor desempenho como atriz. Filme indiscutivelmente incrível, excelente roteiro, atuações maravilhosas e um final surpreendente. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor atriz coadjuvante.





2º O Grande Truque

Ótimo filme de Christopher Nolan, onde Scarlett tem uma pequena personagem, mas de grande importância, sem contar que sua bela face parece dar outra cor a trama, um brilho que ilumina a cada cena que entra. Ela só fortalece aquilo que já estava perfeito. Um suspense bem arquitetado com direito a um final marcante. O Grande Truque é daqueles filmes que a cada vez que vemos, parece que estamos diante de algo novo, e sempre vimos algo que não haviamos visto antes.



3º Scoop - O Grande Furo

Chegou de fininho nos cinemas, quando chegou nas locadoras, poucas pessoas viram e pouco foi comentado. Mas aí está mais uma pérola do diretor Woody Allen e da atriz Scarlett Johansson. Scoop é uma pequena e sutil obra-prima, simples no formato, grandioso na idéia, magnífico no resultado final. Uma singela comédia disfarçada em filme de suspense. A história de um serial killer com a visão de um diretor sarcástico. Scarlett prova nesse filme sua veia cômica e enche a tela de carisma ao lado de Hugh Jackman e Allen.



4º Ele Não Está Tão Afim de Você:

Desta vez ela não está só e divide a tela com outras grandes atrizes, como Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ginnifer Goodwin. Filme linear, sutil porém marcante. Uma comédia romântica sobre aqueles romances que nem sempre acontecem. Scarlett não perde a pose e nem o brilho diante de outras beldades e nesse filme ela empresta suas belas curvas, sensualidade, sua voz e é claro, sua grande atuação.




5º Vicky Cristina Barcelona

Mais um trabalho da atriz com o diretor Woody Allen. Nesse filme ela divide a tela com grandes nomes do cinema atual como Penélope Cruz e Javier Bardém. Ela vive Cristina, indecisa, romântica, sensual, divertida, corajosa e aventureira. Um filme diferente, original e vale a pena ver para conhecer mais sobre seu trabalho, assim como o trabalho de Allen.





*Arrisque, no final vale a pena:

1º A Ilha

Seu primeiro bluckbuster. A Ilha poderia ser mais um filme de ação nas mãos de Michael Bay, mas seu roteiro inovador é o grande mérito do filme e por isso merece ser visto. Scarlett encara seu primeiro grande papel no cinema comercial e mesmo diante de tantas luzes, explosões e efeitos mais do que especiais, ela não se apaga, assim como seu companheiro, Ewan McGregor e assim como o excelente roteiro. Arrisque.



2º A Outra

A Outra é um filme fraco em questão astística, cenários e figurinos previsíveis e poucas cenas externas para um filme de época, parecendo um filme feito para tv. Mas surpreende na história interessante de Maria e Ana Bolena, um fato um tanto quanto esquecido na história. Scarlett perde um pouco o brilho, não pela atuação, mas pela personagem tola que interpreta e além do fato de contracenar com Natalie Portman que praticamente é o filme todo. Mas vale a pena, o roteiro é interessante e ter Portman e Johansson no mesmo filme, vale cada minuto.


3º Uma Canção de Amor Para Bobby Long

Marca o grande momento de Scarlett como atriz, uma das melhores personagens que ela interpretou ao longo de sua carreira e uma de suas melhores atuações. O filme vale a pena por ela, ela está linda e é neste filme que ela prova seu grande talento. As cenas que ela atua ao lado de John Travolta e Gabriel Match são surpreendentemente incríveis, marcantes e comoventes. Não é a toa que foi indicada ao Globo de Ouro.




4º O Diário de Uma Babá

Pela capa, pelo nome, aparenta ser mais um filme de sessão da tarde. Mas não se deixe levar pelas aparências, existe um grande potêncial nesse filme. Mais uma vez Johansson mostra seu lado cômico e mais uma vez surpreende. Um filme divertido para uma tarde de domingo, mas vai além, é um filme cativante que nos mostra o quão difícil é saber quem nós somos e nos expôe a saga de uma inexperiente babá na busca de descobrir quem é, e percebe que a única maneira de descobrir isso é se perdendo na vida de outras pessoas. E acaba cuidando de um garoto levado e sua mãe nada carinhosa, mostrando o novo modo de vida dos norte-americanos, com um humor leve e um toque de drama.

*Passe Longe:

1º Moça Com Brinco de Pérola

3 indicações ao Oscar, e indicação ao Globo de Ouro por sua atuação. Mas não vale a pena perder tempo assitindo esse filme, nem sua atuação é tão marcante assim. Um filme monótono, chato e entediante. Com uma história sem sentido algum que nos faz perguntar o porquê de alguém querer adaptar essa obra que não fala sobre muita coisa, que nos faz ficar entediantes minutos diante da tela para saber o motivo de um homem ter pintado um tal quadro, chamado "Moça com Brinco de Pérola"(!!!??) Que neste caso, a moça é interpretada por Scarlett.


2º Dália Negra

Uma história interessante sobre um brutal assassinato de uma famosa atriz há alguns anos atrás. Poderia ter sido um ótimo filme, mas se perde completamente em cenas de sexo e personagens amargos. A personagem mais viva do filme é a atriz morta que em seus flash backs mostra mais interesse em rodar o filme. Era para ser a história sobre as pessoas que se envolveram no caso dela, mas suas histórias são tão chatas que o máximo que o roteirista conseguiu foi fazer as personagens interpretadas por Josh Hartnett ter um caso com Hilary Swank, evitando obcessões ou lados psicológicos afetados, ou seja, evitando um bom motivo para filmar o filme. Fique longe desse filme, a não ser que você goste mesmo de Scarlett Johansson que até que não está ruim, mas o filme não ajuda.


Scarlett Johansson em seus filmes:








(1)A Ilha (2)Vicky Cristina Barcelona (3)Match Point (4)O Diário de uma Babá


Scarlett Johansson ao lado de Woody Allen em Scoop- O Grande Furo. Onde o diretor teve a grande oportunidade de contracenar com sua musa.





Encontros e Desencontros. Seu grande momento no cinema.

domingo, 5 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 2/13

Especial Watchmen







Capítulo 2 - Amigos Ausentes

Por Bárbara




Nesse capítulo , vemos o enterro de Edward Morgan Blake, o Comediante e o seu passado tenebroso.Desde a vitória no Vietnã e do assassinato de uma mulher que estava grávida do seu prórpio filho a tentativa de estupro de Sally Júpiter,a Espectral I, viajamos nas lembranças das pessoas mais próximas do Comediante.



Um dos capítulos mais marcantes, com frases e situações que questionam o senso de ordem e a ética que predonima em nossa sociedade e acima de tudo, a personalidade e o caráter de uma pessoa que se julgava acima de todas as coisas,que achava que riria por último,mas que tinha os seus limites e teve sua redenção.




Além disso,uma passagem muito bacana, é quando Laurie visita sua mãe,Sally, na Califórnia e ela se lembra da tentativa de estupro do Comediante.




Apesar dele ter a machucado muito,fora a humilhação, Sally não guarda rancor de Eddie,pelo contrário,sente pena dele. "Pobre Eddie"- diz Sally a Laurie,que fica revoltada com a atitude da mãe.




Vemos também como foi as relações do Comediante com os outros vigilantes,como com Dan Dreiberg,o Coruja II e aquele diálogo memorável: "E o sonho americano? Tá se realizando"...Pois é, é Alan Moore!


Enquanto o Comediante é enterrado e sua morte continua repercutindo entre os vigilantes, Rorschach descobre que Moloch,um perigoso inimigo dos vigilantes, foi ao enterro do Comediante.




Rorschach invade o apartamento de Moloch e ele faz uma importante confissão: o Comediante foi a sua casa mais ou menos uma semana antes de morrer,falando de uma ilha,de artistas,cientistas, Dr. Manhattan e de sua ex-namorada Janey Slater e de Moloch,que estavam numa lista.





Rorschach não acredita muito na versão de Moloch,mas não a descarta totalmente e pensando num jeito de investigar mais a fundo essa história,vai ao cemitério e visita o túmulo do Comediante.







" Ouvi uma piada uma vez: Homem vai ao médico,diz que está deprimido.Diz que a vida parece dura e cruel.Conta que se sente só num mundo ameaçador,onde o que se anuncia é vago e incerto.




Médico diz: o tratamento é simples.O grande palhaço Pagliacci está na cidade.Assista ao espetáculo.Isso deve animá-lo.Homem se desfaz em lágrimas e diz:mas doutor...

EU SOU O PAGLIACCI"
Rorschach


Nota:9

sábado, 4 de abril de 2009

Crítica: Ele Não Está Tão Afim de Você


Baseado no livro de Greg Behrendt e Liz Tuccilo (Ele Simplesmente Não Está Afim de Você), que por sua vez, foi inspirado em um episódio do seriado Sex and the City. O que esperar de um filme baseado na história de mulheres fúteis e consumistas?? Nada disso do que você pensou, o filme surpreende e se supera dentre tantas comédia românticas.

por Fernando

Ele Não Está Tão Afim de Você conta histórias de várias pessoas baseadas em situações amorosas que faz, que fez ou que um dia fará parte da vida de qualquer ser apaixonado.

E quem dá a partida inicial dessas histórias é Gigi, interpretada por Ginnifer Goodwin. Gigi vive na intensa procura de sua alma gêmea, sai com vários caras com o intuito de encontrar o homem certo para ela. O filme inicia quando ela conhece Conor (Kevin Connolly), ela dá seu telefone mas ele não liga no dia seguinte, o que faz com que ela crie em sua mente vários motivos para isso ter acontecido. Estaria ele doente, perdeu o telefone, está muito ocupado, não está preparado para iniciar uma vida amorosa ou acabou de sair de um relacionamento difícil e não está preparado para reiniciar um novo namoro?? Entre tantas questões, Gigi decide perder o orgulho e vai atrás dele, mas ele não estava no momento, e quem estava era o colega de quarto dele, Alex (Justin Long), que trabalha num sofisticado bar e atrai todos os tipos de mulheres e age como se conhecesse todas elas, todos os estilos, todas as neuroses do mundo feminino. Os dois se tornam amigos confidentes, logo que Gigi, desesperada para encontrar alguém, descobre em Alex uma enciclopédia das perguntas que ele sempre fez a si mesma mas nunca encontrava a resposta, mas a resposta para todas elas, é uma resposta simples, curta e grossa: ele não ligou porque simplesmente...ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ!!

Enquanto Gigi descobre o confuso mundo dos homens, surgem outras histórias. Anna (Scarlett Johansson) conhece por acaso Ben (Bradley Cooper) num mercado, ela é uma cantora iniciante e ele ajuda profissionais no ínico de carreira, uma espécie de caça telentos. Era para ser só uma ajuda profissional, mas acaba virando amizade, e da amizade surge algo a mais, não um romance, mas algo mais "carnal", entretanto, Ben é casado e Anna seria então sua amante, ela topa, aliás ela não queria nada mais sério, inclusive se espanta quando ele revela que está decidido a largar a esposa para ficar com ela. Anna é uma mulher as avessas, é a amante, não quer nada mais que isso, aliás, já estava com um caso com nada mais nada menos com Conor (aquele que conheceu Gigi mas não ligou no dia seguinte, por causa de Anna). Por sua vez, Ben é casado com Janine (Jennifer Connelly), uma neurótica esposa que só pensa na atual construção da casa deles, não liga para o sexo, algo que Ben encontra em Anna.

Em outros momentos, conhecemos a simpática Beth (Jennifer Aniston) que sonha em se casar com Neil (Ben Affleck) com quem namora há 7 anos. Ela vê suas amigas e irmãs se casando e se pergunta por que isso não acontece com ela e chega a triste conclusão de que talvez ele não a amasse tanto a ponto de querer se casar. Também conhecemos, Mary (Drew Barrymore) uma outra mulher a procura do cara perfeito, porém, seus relacionamentos se resumem a internet, e-mails, caixa postal, mensagem de voz, recado no my space, uma mulher ligada na modernidade que interage a todo momento com a globalização, mas nunca tem a chance de conhecer alguém cara a cara.

O filme conta um certo período na vida dessas pessoas e as atitudes que elas decidem tomar em relação a seus relacionamentos, sejam eles frustrantes, ou aqueles que nem chegaram a acontecer. Gigi se torna mais confiante em relação aos homens e decide agir como eles, usando a cabeça e não coração. Beth se separa de Ben e decide viver sua vida sózinha e aos poucos percebe o quanto isso é difícil depois de 7 anos ao lado dele e que talvez não se casar teria que ser seu sacrifício. Anna não quer nada mais profundo de um relacionamento, mesmo tendo dois amantes, entre o sexo e a diversão de Ben e responsabilidade, fidelidade e conforto de Conor. Mary se sente presa na modernidade (e na verdade, não sai disso) e Janine descobre a traição de Ben e decide salvar o casamento, uma atitude desesperada, com medo de ficar sózinha e perder o homem que tanto ama, mesmo quando a verdade estava estampada na cara dela, ele não estava mais afim dela.

Ele Não Está Tão Afim de Você poderia ter se perdido no meio do caminho, mas as situações que ele expõe são tão rotineiras e tão possíveis de acontecer, cada diálogo, cada momento é como se tivessemos visto em algum lugar, em histórias de algum amigo, ou familiar, ou até mesmo na nossa própria vivência. As desculpas dos homens, as neuroses e frustrações das mulheres, as complicações de um casamento ou de um simples relacionamento a dois nunca foram expostos de uma maneira tão direta e coesa, mas acima de tudo, de uma maneira sincera e fiel a realidade.

Provavelmente, alguma pergunta que você já fez sobre homens ou mulhres vai ser respondida em algum momento do filme, ele poderia até ser utilizado como um filme de auto-ajuda. Pode até parecer exagero, mas o longa responde e explica questões muitas vezes profundas demais para algumas pessoas que não compreendem as atitudes do parceiro. Questões que nunca são questionadas em comédias românticas que perdem o tempo mostrando vidas superficiais e situações inusitadas, sejam elas interessantes, engraçadas ou românticas, mas nunca compativeis com a verdade. Ele não está tão afim de você é uma frase difícil e arriscada, mas a verdade é que ela existe e não deve ser omitida e finalmente um filme decidiu expô-la, com bom humor, entre situações engraçadas e momentos marcantes.

O bom elenco não apaga o brilho do roteiro, mas é impossível não deixar de prestar a atenção num cast dificilmente reunido. Scarlett Johansson tem bastante destaque no longa e ela por si só já se destaca, sua persogem é doce e carismática mas ao mesmo tempo possui caráter duvidoso, mas no final, suas atitudes são compreensíveis. Drew Barrymore fez o que já havia feito antes em vários filmes, mas sua presença é sempre indispensável, seu sorriso enche a tela, mas infelizmente o longa não exige muito dela que aparece pouco. Jennifer Aniston anda surpreendendo bastante em seus novos filmes, depois de sua mais que excelente atuação em Marley e Eu, ela volta a se destacar, sua Beth é uma daquelas personagens que torcemos bastante para que seu final seje feliz. O Elenco masculino é normal, nada de surpresas, temos a volta de Ben Affleck na frente das camêras, Kevin Connolly e Bradley Cooper, são simpáticos e bons atores, mas não chamam tanto a atanção. O destaque dentre os homens, fica para Justin Long, com a personagem masculina de maior destaque, ele segura as pontas, tem presença e carisma suficiente para um quase protagonista.

Todos estão ótimos, mas palmas para Jennifer Connelly, que depois de sua personagem no fiaco O Dia em Que a Terra Parou, voltou com grande estilo em uma boa projeção Hollywoodiana. Janine sem dúvidas é a personagem mais interessante, com um lado psicológico mais profundo que as demais. É uma esposa, e tem dificuldades em ser a mulher, não faz sexo com o marido e não sabe o satisfazer como homem. Torcemos tanto para ela, principalmente quando descobrimos que ela está sendo traída, é triste ver ela se matando para ser um boa esposa e se quebrando com as responsabilidades do lar, enquanto seu marido está se divertindo. Mas suas atitudes são surpreendentes, a sua reação diante das situações que a envolvem nesse pequeno período, marca algum dos melhores momentos do longa. Outro destaque fica com Ginnifer Goodwin, uma excelente atriz que já fez parte de alguns filmes como Johnny e June e O Sorriso de Monalisa, mas nunca teve sua atuação valorizada, espero que dessa vez, Hollywood veja a pérola que estava escondida. Ele é divertida, carismática, simpática e meiga, constrói uma personagem que é difícil não se envolver, ela praticamente é a protaginista e mesmo com um nome e um rosto desconhecido no meio de tantas beldades, ela consegue brilhar.

Ele não Está Tão Afim de Você surpreende, pelo seu roteiro, não que seje ousado ou profundo, mas contrói o filme utilizando a melhor ferramenta, a realidade. O diretor Ken Kwapis não inova, mas tem seu mérito por conseguir equilibrar, um filme comercial, com um elenco de peso com uma história inteligente, sem ofuscar o brilho de nenhum deles.

A trilha sonora é bacana e ajuda em alguns momentos do filme, do rock de R.E.M ao romantismo de James Morrison. E uma ponta de Somewhere only we know do Keane, que aparece mais uma vez na trilha sonora de um filme, mas até isso o filme trabalha bem, a música parece ser diferente e é fundamental, pois aparece numa das melhores cenas do filme.

Não é um filme revolucionário que vai mudar a história do cinema, mas merece ser visto e ser reconhecido pelos tantos pontos positivos que o filme carrega. Assista, nem que seje pelo elenco, mas assista. Não é uma comédia romântica fútil ou banal, é inteligente e tem seu propósito. Além do fato, do filme não ser totalmente previsível, nunca sabemos ao certo o que irá acontecer com cada pessoa, nem sempre acontece aquilo que imaginamos. Resumindo, vale a pena. E não esqueça...Ele pode não estar tão afim de você. A verdade muitas vezes dói, mas ela deve ser encarada uma hora ou outra.

NOTA: 9

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