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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015: As Melhores Atrizes


2015 acabou e desta vez resolvi fazer algo diferente aqui no blog. Como sou um grande fã de "listas", decidi fazer algumas, relembrando o que houve de bom nesses meses que passaram. A primeira que posto é o Top 15 com as melhores atuações femininas do ano. Tivemos grandes personagens e mulheres fortes que tiverem muito o que contar nesses filmes, as coloco aqui como forma de relembrar e de certa forma, homenagear todas elas. E naturalmente, como sendo uma lista, outras ótimas interpretações acabaram por ficar de fora. Se por acaso, sentir falta de alguma, sinta-se livre para colocar nos comentários!

por Fernando Labanca

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Crítica: Um Amor a Cada Esquina (She's Funny That Way, 2014)

Sabe quando você escolhe um filme aleatório só para passar alguns minutos vendo qualquer coisa? Encontrei "Um Amor a Cada Esquina" dessa forma, título genérico, comédia com elenco famosinho...por que não? É fantástico quando isso acontece, quando você espera absolutamente nada de um filme e de repente se vê diante de algo tão bom, tão incrível, que renova não só o gênero, como renova, mesmo se utilizando de uma beleza e um formato retrô, o próprio cinema.

por Fernando Labanca

E quando sobem os créditos finais, me deparo com a grande surpresa: o longa fora produzido por ninguém mais que Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste) e Noah Baumbach (Frances Ha). O que fez aumentar ainda mais a admiração que já tinha do filme. A obra também marca o retorno do diretor veterano Peter Bogdanovich, que esteve longe das câmeras por cerca de doze anos e ao assinar o roteiro, ao lado de Louise Stratten, traz como grande referência as comédias da década de 30, as conhecidas screwball comedies, com suas histórias malucas e situações inesperadas. E a partir disso, é o cinema de Woody Allen que nos vem mais a cabeça, com seus inteligentes e rápidos diálogos e com sua história simples, concisa e divertida. Vemos uma comédia leve, sem altas pretensões e um tanto quanto refinada. O cenário também nos remete aos trabalhos de Allen, aqueles personagens vivendo da arte em uma Nova York bela e aconchegante, em uma trama onde realidade e ficção se misturam.

Na trama, somos apresentados ao diretor de teatro Arnold Albertson (Owen Wilson), que vai à cidade para selecionar o elenco de seu mais recente trabalho. Entretanto, apesar de casado, ele não resiste aos encantos do local e como de costume, entra em contato com uma agência de prostitutas, é assim que conhece Izzy (Imogem Poots), com quem passa a noite. Jovem e bela, o sonho da garota, por sua vez, é ser atriz e justamente por isso, logo no dia seguinte, ela vai a uma audição para conseguir um papel em uma peça de teatro, onde, inesperadamente, se reencontra com Arnold. O grande problema é que Izzy precisa contracenar com a esposa do diretor, Delta (Kathryn Hahn), que acredita no talento da moça e insiste para que ela tenha uma chance em cima dos palcos, sem jamais imaginar a traição de seu marido. Apesar da grande confusão, o circo se arma completamente quando entram em cena outros personagens, como a psicanalista Jane (Jennifer Aniston), seu namorado Josh (Will Forte), um detetive (George Morfogen), um juiz apaixonado (Austin Pendleton) e um outro ator (Rhys Ifans), que assiste de camarote todos os problemas causados por um simples incidente.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Crítica: Cake - Uma Razão Para Viver (Cake, 2015)


Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, "Cake" é uma grande chance para Jennifer Aniston, que depois de tantos anos se dedicando à comédia, se entrega com força neste papel intenso, que não só confirma seu inegável talento como também prova o quão longe ela é capaz de ir.

por Fernando Labanca

"Cake" é um filme que me surpreendeu bastante. Já esperava uma boa atuação de Aniston, mas pelo trailer me pareceu mais uma daquelas dramédias do Festival de Sundance, onde todos os problemas são resolvidos com bom humor. Não, bem diferente disso, o longa é um drama pesado, que discute assuntos delicados como o suicídio, sem jamais apelar ou cair no dramalhão, por outro lado, sem nunca procurar caminhos fáceis para seus personagens. Acompanhamos o caminho árduo de sua protagonista, Claire Bennett, que parece estar o tempo todo no fundo do poço, não há chances para ela, o que torna seus minutos em instantes dolorosos. Chega a ser claustrofóbico ver o mundo por sua perspectiva, ela é a personificação da dor, de uma mulher que perdeu demais na vida e não sabe como se reerguer, e se não fosse o bastante, sua dor também é física, mal consegue se locomover e possui uma pele cheia de cicatrizes. O que, de fato, aconteceu com ela é o mistério que move a obra.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Crítica: Sem Direito a Resgate (Life of Crime, 2013)

Ambientada na década de 70, a trama mostra os primeiros passos dos personagens vividos por Samuel L.Jackson e Robert De Niro em "Jackie Brown" (1997), Ordell Robbie e Louis Gara, agora interpretados por Yasiin Bey e John Hawkes, respectivamente. Assim como a obra de Quentin Tarantino, "Sem Direito a Resgate" fora baseado na obra de Elmore Leonard, que faleceu em 2013. Mesmo que falte personalidade a este filme, vale pela curiosidade de reencontrar a dupla já conhecida e pela história, mais uma vez, inteligente e bastante inusitada.

por Fernando Labanca

Logo de início, o longa já nos apresenta ao plano de Ordell (Bey), que com a ajuda de Gara (Hawkes) e do neonazista Richard (Mark Boone Junior), pretende sequestrar Mickey (Jennifer Aniston), a esposa do milionário Frank Dowson (Tim Robbins), afim de conseguir 1 milhão de dólares pelo resgate. Tudo segue como o planejado, porém o que eles não contavam é que Frank não estaria disposto a pagar o dinheiro, isso porque, pouco antes do sequestro, ele já havia dado entrada ao divórcio. A partir de então, Ordell passa a apelar para conseguir o que quer, inclusive, se unir à amante do milionário, Melanie (Isla Fisher). Por outro lado, Mickey não parece fazer muita questão em retornar aos braços do marido, principalmente quando sente uma grande afinidade com aquele que a sequestrou, Louis.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Crítica: Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses, 2011)

Pegando carona no humor ágil de "Se Beber Não Case", a comédia dirigida por Seth Gordon (Surpresas do Amor, 2008), trás também um trio de protagonistas masculinos, os atores cômicos Jason Sudeikis, Jason Bateman e Charlie Day, bem menos conhecidos do grande público que o trio de coadjuvantes, aqueles que roubam a cena, Jennifer Aniston, Kevin Spacey e Colin Farrell. Se no longa de Todd Phillips, o bando de lobos enchia a cara por pura diversão, a premissa desse se mostra bastante diferente, quando o trio, aqui, para se livrar da opressão no ambiente de trabalho decidem fazer algo bem inusitado, matar seus respectivos chefes. A diversão vem fácil, criatividade, nem tanto.

por Fernando Labanca

Conhecemos os três amigos, que se encontram a noite numa mesa de bar para lamentar a pressão que sofrem no dia-a-dia, mais especificamente, no local onde trabalham. Nick (Bateman) que se mata em seu escritório para conseguir uma promoção, mas só o que consegue é ser traído por seu próprio chefe (Spacey), além de ter que aturar seu constante mau-humor e sua falta de caráter. Kurt (Sudeikis) que após a morte de seu adorável chefe (Donald Sutherland) vê o cargo sendo ocupado pelo herdeiro Bobby (Colin Farrell), o filho idiota e irresponsável que não tem noção de como comandar uma empresa. Já Dale (Charlie Day), enfrenta o problema que nenhum dos outros dois consegue ver como um sério problema, é assediado por sua chefe gostosona e ninfomaníaca (Aniston), mas detesta ter que enfrentar isso por ser apaixonado por sua noiva. Até que decididos a por um fim nisso tudo, eles chegam a conclusão que a única saída é matando seus superiores, é então que eles partem para uma louca jornada, descobrindo o "submundo" do crime e tentando encontrar soluções viáveis para as mortes. 


"Quero Matar meu Chefe" consegue agradar fácil, isso devido ao bom roteiro que leva seus protagonistas a uma inusitada trama, onde cada passo é uma nova surpresa. O fato deles quererem matar seus chefes em nenhum momento parece agressivo demais e em nenhum momento nos convencemos de que a morte seja realmente a única saída, mas para um filme de comédia aceitamos esse pequeno detalhe e embarcamos na história. É tudo muito hilário essa jornada, o trio planejando as mortes mesmo não sabendo como, três homens completamente comuns se envolvendo num assassinato acaba que gerando boa piadas e sequências bastante engraçadas, dando espaço a algumas referências como O Silêncio dos Inocentes, CSI e até mesmo Woody Allen. Consegue ainda manter um certo suspense em toda a trama e este talvez seja um dos grandes triunfos da obra, por prender a atenção do começo ao fim, desde as invasões que o trio faz da privacidade de seus chefes até a curiosidade que nos cerca sobre como esses personagens irão morrer, se é que o plano vai realmente dar certo. O ótimo roteiro acerta também quando nos surpreende em diversas passagens, onde foge completamente do que imaginávamos, se tornando assim, até certo ponto, uma trama imprevisível. Mas peca justamente quando prevê na metade da história como tudo iria terminar, é então que tudo caminha exatamente como o próprio filme havia revelado, tendo então, um final planejado, sem nenhuma surpresa, indo na contramão do que supostamente era, algo original e surpreendente.

O filme tem uma grande arma nas mãos, a composição de seus excêntricos personagens, que por vezes se tornam mais interessantes que a própria história. Entretanto, ao mesmo tempo em que tem com seus personagens um ponto positivo, são eles também que prejudicam algumas passagens. A personagem Julia Harris, por exemplo, chama muito a atenção por ser interpretada por Jennifer Aniston, a atriz se mostra a vontade e desenvolve trejeitos novos, bem diferentes do que havia feito em toda sua carreira, no entanto, está perdida na trama, parece a única que não faz realmente parte de todos os planos, é a única que não interage com outros personagens e a única que parece não ter uma razão para ser assassinada. Colin Farrell aparece pouco, apesar de estar bem caricato, diverte, mas é pouco explorado pelo roteiro. O trio de protagonistas é bastante comum e por isso, perde espaço para os coadjuvantes, isso porque os veteranos do elenco tem a chance de provar talento em composições inovadoras. Jason Sudeikis agrada e assim como Jason Bateman, tem carisma. O pior dos três é sem sombra de dúvida, Charlie Day, que desenvolve algum dos piores momentos do filme, é chato, irritante, imaturo e perde grande parte de seu tempo gritando e agindo de forma caricata e forçada. É então que vemos na tela um tal de Kevin Spacey, e aponta como o grande vilão da história, mais do que isso, o grande personagem do filme, numa atuação admirável, é por ele que a obra vale a pena. Tem ainda boas participações de Jamie Foxx e Julie Bowen.

"Horrible Bosses" é divertido, acima de tudo, entretêm e nos faz esquecer um pouco da realidade, mas não vai muito além. Parece pequeno, é como um episódio bem feito de alguma série cômica de TV, onde os conflitos são fáceis e são resolvidos de forma sem graça, longe de ser algo memorável e bem perto de ser um sucesso na Tela Quente. Vale para reunir um grupo de amigos e dar algumas gargalhadas, vale ainda mais para presenciar Kevin Spacey, e é por ele e pelo bom roteiro que a obra consegue se manter acima da média.

NOTA: 7


sábado, 12 de março de 2011

Esposa de Mentirinha (Just Go With It, 2011)

Mais uma reunião de Adam Sandler e seus amigos, que conta mais uma vez com a direção de Dennis Dugan, que fez ao lado do comediante filmes como "Gente Grande", "Eu os Declaro Marido e...Larry" e "O Paizão", e como seus filmes anterioeres, este reune uma sequência de besteirol que poderá agradar alguns!

por Fernando Labanca

Baseado na peça de teatro francesa "Flor de Cactus", que em 1969 também foi parar nos cinemas, portante, digamos, que "Esposa de Mentirinha" é um remake bem moderno, modificando as situações para o presente e encaixando sempre que possível as piadinhas despretenciosas e o besteirol de Adam Sandler.

Adam é Danny Maccabee, que no passado, um loser que no dia do casamento descobre que sua noiva o fazia de otário, resolve abandoná-la, mas na mesma noite descobre que ser noivo pode lhe trazer alguns benefícios, como conhecer belas mulheres, pois elas se interessam por homens que se compremetem a algo e a partir de então, leva seu anel de noivado para todos os cantos. Já na fase adulta, virou o "pegador" devido sua brilhante idéia, virou um cirurgião plástico de sucesso, eis que conhece Palmer (Brooklyn Decker), uma bela garota, mas depois de uma noite juntos, ela fica horrorizada por descobrir que ele tem um anel de noivado.

Para tentar resolver a situação, ele inventa uma história de que está se separando. Porém, desta vez tudo se torna mais complicado, quando Palmer decidida a investir no relacionamente resolve conhecer sua ex-esposa. Danny, então, conta com a ajuda de sua amiga de longa data Katherine (Jennifer Aniston) que devido a um deslise seu, revela que tem dois filhos. O circo está armado, para nascer uma relação de harmonia, Palmer e Danny vão para o Hawai, juntamente com Katherine, sua esposa de mentirinha, e seus dois filhos que terão que entrar na brincadeira também e fingir que tem um pai. Porém nesta viagem, Danny perecebe que há muitas coisas em comum com sua "esposa" e ter finalmente uma família pode não ser uma idéia tão ruim assim.


"Esposa de Mentirinha", apesar dos clichês, trás uma história boba, mas bem divertida. E apesar das piadas grosseiras de Adam Sandler, há vários momentos bem engraçados, um humor descomprometido, leve que fará muitos dar boas e longas gargalhadas. Além de várias referências a cultura pop, sempre presente nos filmes de Sandler. O problema mesmo é a insistência do comediante em levar as telas seus amigos, muitas vezes parecendo alguns dias de férias que os atores resolveram tirar, e para não cair na mesmice decidiram colocar uma câmera lá e brincar de fazer filme. O clima é tão descontraído que nem parece que tem um roteiro e um propósito a seguir.

Adam Sandler simplesmente não inova como ator, é um humorista e só funciona assim neste filme, seu lado ator de verdade é completamente ignorado, e aliás, o humor vem da siatuação e não de sua performance que está longe de ser engraçado. Portanto, atuação mesmo está nos coadjuvantes que entraram na brincadeira e fizeram deste filme algo bem melhor do que seria. Para começar, Jennifer Aniston, com a mesma cara, mas mesmo assim, diverte e são dela alguns dos melhores momentos do filme, seu humor convense e mais uma vez demonstra uma incrível naturalidade. Os atores mirins encantam, como filhos de Aniston, Bailee Madison, a garora, dá um show a parte, a atriz que é uma grande revelação, se destacou em filmes como "Ponta Para Terabítia" e "Entre Irmãos", e neste ela mostra seu lado mais cômico e diverte. Ainda há algumas surpresas no elenco, como Nicole Kidman, interpretando uma antiga amiga de Katherine, e ao lado de Jennifer Aniston, demonstra uma boa química e faz alguns momentos bizarros, mas ainda assim, divertidos. Ainda há participações do músico Dave Matthews e do comediante Nick Swardson.

"Esposa de Mentirinha" abusa do humor, tem momentos grotescos, outros realmente hilários. Foca bem mais na comédia do que no romante, que apesar da química existente ente Sandler e Aniston, o roteiro não se prendeu na relação nos dois, e graçás a isso, o filme termina bem fraco, se conseguisse se aprofundar e tirar melhor proveito do casal, este seria um filme melhor. Mas tem suas boas intenções, quem nunca mentiu para os outros para se mostrar uma pessoa melhor? Quem nunca mentiu para si mesmo para se sentir uma pessoa melhor? O filme nos mostra alguns personagens que chegaram numa fase da vida em que não tiveram tanto sucesso e não conquistaram exatamente o que queriam ou o que realmente precisavam e para preencher este vazio, mentem, fazer uma propaganda enganosa de si mesmo, simplesmente para parecer melhor, para mostar que está tudo bem. Vale pelos coadjuvantes e pelo humor, e num final de semana para descontraír, pode ser uma boa pedida! Mas para reflexões mais profundas, passe longe, e quem espera uma comédia romântica com um belo final, esqueça!

NOTA: 6.5

quarta-feira, 9 de março de 2011

ESPECIAL - Mulheres no Cinema

Ontem, dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, o CINEMATECA resolveu dar uma passada nos filmes desta década (2001/2010) e através de um Top 20, mostrar as beldades do cinema internacional que mais influenciaram, as mais importantes, aquelas que mais se destacaram, seja por uma personagem marcante, uma atuação de destaque ou puro carisma, que de certa forma, conta e muito. Mulheres que batalharam para o sucesso, utilizando não só a beleza mas principalmente o talento.

por Fernando Labanca

Claro que não foram apenas 20, em dez anos é possível fazer uma lista extensa, vale citar, por exemplo, grandes atrizes, que para resumir, ficaram de fora, como Charlize Theron, Hilary Swank, Laura Linney e Toni Collette, entre outras. Enfim, para comemorar este grande dia...as Mulheres da década...


20º. Jennifer Connelly


A bela atriz começou a década de 2000 com o pé direito, logo em 2001 conseguiu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu ótimo desempenho no drama de Ron Howard, "Uma Mente Brilhante". Depois surpreendeu a todos mais uma vez em "Casa de Areia e Névoa", com uma personagem difícil, num drama pesado e complexo. Foi a mocinha da aventura grotesca de Ang Lee, "Hulk", mas apesar de ser um filme fraco, a beldade não desaponta da atuação. Chegou a trabalhar com o diretor brasileiro Walter Salles em "Água Negra" e ao lado de Leonardo DiCaprio estrelou o ótimo "Diamante de Sangue". Em 2009 fez parte de um grandioso elenco na comédia romântica "Ele Não Está Tão Afim de Você", sendo a sua atuação, o ponto forte do filme. No ínicio de sua carreira, ela era só um rostinho bonito, mas nesta década provou ser uma das maiores atrizes de sua geração.


19º. Naomi Watts


Esta década foi bem produtiva para a atriz Naomi Watts, fez suspense, drama, romance, aventura, ação e até mesmo comédia, em dez anos, foram no total 22 longa-metragens. Todos, de certa forma, provaram seu talento, mas entre seus melhores momentos, vale citar o complicado e ótimo "Cidade dos Sonhos", onde atriz teve a oportunidade de trabalhar com o cultuado diretor David Lynch. Outro privilégio para Naomi foi fazer "21 Gramas" de Alejandro González Iñárritu, na performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Participou do ótimo remake de "King Kong" como a mocinha na aventura cheia de efeitos especiais dirigida por Peter Jackson. Ao lado de Edward Norton fez o incrível romance "O Despertar de Uma Paixão", e ao lado de Viggo Mortensen, "Senhores do Crime", dirigido por David Cronemberg. Uma atriz privilegiada, se destacou na década e teve a chance de trabalhar com alguns dos melhores diretores da atualidade, e para fechar sua década, sob o comande de Woody Allen, na comédia romântica "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos".


18º. Marion Cotillard


Atriz francesa, começou a década de 2000 praticamente desconhecida e terminou como uma das atrizes mais requisitas da atualidade. Participou em grande parte de produções de seu país, em 2003 sob a direção de Tim Burton, fez o ótimo drama com pitadas de fantasia "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas", já demonstrando todo seu carisma. No ano seguinte, fez uma participação no longa francês "Eterno Amor", dirigido por Jean Pierre-Jeunet, ficou um bom tempo afastada de grandes produções, mas quando voltou, voltou com força. Em 2006 fez o drama de Ridley Scott, "Um Bom Ano", mas foi em sua grandiosa e antológica atuação em "Piaf-Um Hino ao Amor" que Marion Cotillard provou de vez seu talento, conquistou o Oscar de Melhor Atriz e sua carreira se transformou. Logo após participou de "Inimigos Públicos" ao lado de Johnny Depp, fez parte de elenco cheio de estrelas no musical "Nine" e recentemente apareceu com uma vilã incrível no filme de Christopher Nolan, "A Origem". Não havia como prever como esta grandiosa atriz chegaria tão longe, de coadjuvante desconhecida, passou a ser Marion Cotillard, a atriz francesa que dominou Hollywood.


17º Julia Roberts


A veterana Julia Roberts também não perdeu espaço nesses anos, mesmo com tantas novas caras que chegaram no cinema, a bela atriz ainda conseguiu manter seus fãs e uma carreira sólida nesta década. Começou com sua participação entre os galãs de "Onze Homens e um Segredo", e ao lado de Sam Rockwell fez o ótimo "Confissões de Uma Mente Perigosa". Protagonizou o simpático "O Sorriso de Mona Lisa" e o romance que marcou um dos bons momentos de sua carreira, "Closer-Perto Demais", de Mike Nichols e voltando a trabalhar com o diretor em 2007 no filme "Jogos do Poder". Seu mais recente trabalho foi "Comer, Rezar, Amar", se saiu muito bem tanto como atriz, provando mais uma vez seu talento, como financeiramente. Julia Roberts é sinônimo de sucesso, e mesmo depois de tantos anos no ramo, provou que ainda tem força para estar entre as grandes atrizes da década!


16º. Amy Adams


O começo da década também marcou praticamente o início de sua carreira, havia feito poucos trabalhos até então e em uma década sua vida como atriz deu uma grande virada e hoje já tem um nome forte em Hollywood com 3 indicações ao Oscar. Fez uma participação ao lado de Leonardo DiCaprio no filme de ninguém mais que Steven Spielberg em "Prenda-me Se For Capaz", numa pequena passagem ela conseguiu mostrar todo seu carisma e então sua carreira não parou de decolar. Já em 2005 fez "Retratos de Família" o que lhe rendeu grandes elogios e sua primeira indicação ao Oscar. Como uma grandiosa coadjuvante, apareceu na comédia romântica "Muito Bem Acompanhada" roubando todas as cenas. Entre outros trabalhos o reconhecimento mesmo veio em 2007 na comédia infantil "Encantada", dando um show de interpretação e provando de vez seu talento. Ao lado de Maryl Streep surpreendeu em "Dúvida" e retomando sua parceria com a veterana, surgiu no interessante e simpático "Julie e Julia", mais surpreendente mesmo foi quando surgiu no filme indicado ao Oscar este ano, "O Vencedor" de David O.Russel. Seu carisma é inegável e seu talento inquestionável, e com sua voz doce faz com queiramos vê-la sempre.


15º. Penélope Cruz


Entre todas as atrizes aqui presente, acredito que Penélope Cruz foi a que mais cresceu como atriz, começou a década de um jeito e cresceu tanto, evoluiu diante das câmeras e hoje é outra, completamente diferente daquela que apareceu no início da década ao lado de Johnny Depp em "Profissão de Risco", onde era só um rostinho bonito. Em 2001 também surgiu ao lado de Tom Cruise no incrível "Vanilla Sky", que já demonstrava sinais de uma boa atriz. Também como coadjuvante no ótimo suspense "Na Companhia do Medo". Depois conheceu o grande mercado de Hollywood e participou de projetos meramente comerciais. Eis que voltou com tudo quando decidiu voltar para espanha, seu país de origem e protagonizar o drama de Pedro Almodóvar, "Volver", indicada ao Oscar por seu papel, a atriz surpreendeu a todos e provou ser uma grande atriz, extremamente competente. Depois disso, os estúdios passaram a vê-la de outra forma e participou de grandes projetos como "Fatal", recebendo vários elogios e depois naquele que lhe rendeu o tão esperado Oscar, no filme de Woody Allen, "Vicky Cristina Barcelona". Também teve bons momentos em "Abraços Partidos", mais uma vez trabalhando com Pedro Almodóvar e no musical "Nine". E assim Penélope Cruz encerra a década, como um dos maiores nomes da indústria cinematográfica.


14º. Anne Hathaway


A mais nova queridinha de Hollywood começou sua carreira nesta década no filme da Disney "O Diário da Princesa" aos 19 anos, um dos papeis que mais marcou sua jornada. Para ser querida nos cinemas e ter sua legião de fãs, Anne sempre teve em suas mãos papéis carismáticos e em boa parte, cômicos. Em 2005, a indústria começou a levá-la a sério após interpretar a esposa de Jake Gyllenhaal em "O Segredo de Bokeback Mountain", mas foi no ano seguinte que moça ganhou de vez o estrelato, protagonizando ao lado de Maryl Streep a comédia "O Diabo Vestre Prada", um dos melhores de sua carreira. Mas somente em 2008 que Anne provou seu talento e clareou a mente de quem duvidava de sua competência no drama, e no papel mais complexo de sua carreira e melhor até então, "O Casamente de Rachel". Participou da divertida comédia "Agente 86" e recentemente na ótima dramédia "Amor e Outras Drogas", mais uma vez contracenando com Jake Gyllenhaal. Aos poucos provou ser uma atriz versátil e muito talentosa e fez por merecer estar entre os grandes nomes do cinema atual.

13º. Reese Witherspoon


Havia feito outros papéis em sua carreira, mas foi na década de 2000 que Reese chegou ao estrelato. Após fazer a loira mais querida do cinema na comédia "Legalmente Loira" provou que é possível uma atriz se destacar num projeto fraco e logo de cara provou seu talento. Em 2004, num projeto mais sério provou que era capaz de voar mais longe no drama "Feira das Vaidades", mas foi no ano seguinte que Reese chegou ao auge de sua carreira no filme de James Mangold "Johnny e June" no qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz. Depois participou da ótima comédia romântica "E Se Fosse Verdade" ao lado de Mark Ruffalo e ao lade de Vince Vaughn do divertido "Surpresas do Amor". Carisma sempre foi seu forte, é sempre agradável vê-la em cena, mas seu talento também é inegável, além da beleza, uma ótima atriz.


12º. Drew Barrymore


São poucas atrizes que conseguiram seu feito, surgir nos cinema criança e permanecer nele durante muitos anos e colecionando sucessos, isto, definitivamente, é algo para poucos. Drew é aquela mulher workaholic, se não está atuando, está produzindo, escrevendo e já chegou até dirigir um filme. Nesta década começou bem, no suspense independente que fora ignorado mas que hoje é visto como cult "Donnie Darko". Protagonizou a dramédia "Os Garotos da Minha Vida" e fazendo o par romântico de Sam Rockwell em "Confissões de Uma Mente Perigosa" sendo dirigida por George Clooney que só deu elogios a atriz. Fez o fraco "As Panteras Detonando", mas que foi um verdadeiro bluckbuster. Ao lado de Adam Sandler fez uma das mais interessantes comédias românticas da década, "Como Se Fosse a Primeira Vez" e ao lado de Hugh Grant no simpático "Letra e Música". Fez o ótimo drama "Estão Todos Bem" e recentemente outra comédia romântica e também muito boa "Amor à Distância". Comédia sempre foi sua preferência, Drew tem ar cômico que poucas atrizes possuem e mais do que isso, um brilho que é muito raro. Não há infelicidade que não se cure vendo os adoráveis filme de Drew Barrymore!


11º. Angelina Jolie


Angelina é uma das mulheres mais belas do mundo, com seus lábios e seu olhar penetrante, a atriz consquistou o cinema, mas nunca ligou para o que os outros esperavam de sua carreira, faz filmes de ação, filmes populares e que visam somente o mercado e não o intelecto e ela não se importa. Entre os destaques de sua década, está o drama "Amor Sem Fronteiras", não que seje um marco, mas definitivamente mudou a vida da atriz, que depois do longa passou a se interessar por problemas sociais. Participou do elegante e revolucionário "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã" e em um dos papéis mais estranhos de sua carreira como mãe de Alexandre em "Alexandre" de Oliver Stone. Ao lado de Brad Pitt fez um divertido "Sr. e Sra. Smith". Em 2008 resolveu mostrar mais talento em "O Preço da Coragem" e no filme que lhe rendeu grandes elogios e uma indicação ao Oscar "A Troca" de Clint Eastwood. E voltando aos blockbusters no ótimo "O Procurado". Sua carreira é repleta de altos e baixos, mas nem por isso deixa de ser assunto e fazer sucesso, acredito que use o cinema como forma de se entreter logo que seu lado mais sério é virado para questões mais nobres, e portanto, sendo um exemplo de pessoa, um exemplo de mulher.


10º. Cate Blanchett


Uma das atrizes mais talentosas, sem sombra de dúvida, sua extensa carreira já provou isso, passando por fantasias, dramas e comédias, a atriz provou sua versatilidade e sua coragem como profissional. Começou os anos 2001 ao lado de Bruce Willis no divertido "Vida Bandida", e passando pelos três capítulos da saga "Senhor dos Anéis", com uma pequena participação, mas num filme que fez história. Em 2004 conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "O Aviador", filme de Martin Scorcese. Trabalhou com Alejandro González Iñárritu no belíssimo drama "Babel" e ao lado de Judi Dench num dos bons personagens de sua carreira em "Notas Sobre um Escândalo". Fez a sequência de um dos papéis mais marcantes de sua jornada, Elizabeth, em "Elizabeth: A Era de Ouro". Em 2008 chamou a atenção de todos por sua incrível performance como uma das faces de Bob Dylan em "Não Estou Lá" sendo mais uma vez indicada ao Oscar e ganhando o Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante. Sob a direção de David Finher e ao lado do envelhecido Brad Pitt, "O Curioso Caso de Benjamin Button" foi um outro marco em sua filmografia. Entre outros bons momentos no cinema, Cate Blanchett escreveu uma das maiores carreiras em Hollywood, fez parte dos projetos mais interessantes e até hoje seleciona seus filmes com muita inteligência.


09º. Sandra Bullock


Hoje, uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood e um dos nomes mais disputados pelos estúdios, mas nem sempre foi assim. Sandra sempre optou pelas comédias e através delas, a atriz se consagrou, o que poucas conseguem. No início da década fez o simpático "Amor à Segunda Vista" ao lado de Hugh Grant, mas não demorou muito para ela se interessar por um bom roteiro e se arriscar num drama como fez em 2004 no vencedor do Oscar "Crash-No Limite", marcando o melhor momento de sua carreira. Em 2006 ao lado de Keanu Reeves fez o ótimo romance de Alejandro Agresti "A Casa do Lago". Mas seu ano, definitivamente foi em 2009 com lançamento da comédia "A Proposta" que arecadou milhões e principalmente pelo drama "Um Sonho Possível" que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e devido a ele, Sandra hoje é vista como uma atriz de verdade. Mas isto entre os críticos, pois entre o povo mesmo, Sandra Bullock foi e sempre será a queridinha de todos!


08º. Cameron Diaz


Com seu sorriso estonteante e carisma inegável, Cameron conquistou o cinema e uma legião de fãs, fez em grande parte, comédia e atravás delas, a atriz se tornou famosa e ganhou notoriedade entre os diretores. Foi a mulher mais triste a segurar um Martíni no romance/drama/ficção ciêntífica de Cameron Crowe "Vanilla Sky" de 2001. Dublou a princisa Fiona de Shrek o que deve ter aumentado e bastante sua renda. Foi coadjuvante no filme de Martin Scorcese em "Gangues de Nova York", surpreendendo em sua atuação. Mas o show mesmo, a atriz dá na comédia dramática "Em Seu Lugar" como irmã de Toni Collette, apesar do longa ser desconhecido, ao meu ver, um marco em sua carreira. Ao lado de Jude Law fez um dos pares mais belos do cinema no ótimo "O Amor Não Tira Férias". Surpreendeu a todos em sua incrível performance no drama "Uma Prova de Amor" e no suspense "A Caixa". Filmes de sucesso, filmes ignorados, dramas e comédias, Cameron se mostrou uma grande atriz, pena que nem todos enxergam isto, vendo apenas sua beleza, o que é bem óbvio que ela é muito mais do que isto.


07º. Jennifer Aniston


Após o término da série Friends a atriz se dedicou inteiramente ao cinema e até hoje é comparada sempre com sua personagem na série e é vista como a "eterna Rachel", mas querendo ou não, Jennifer foi mais longe do que muitos esperavam e é uma das atrizes mais bem sucedidas de Hollywood e uma das atrizes a embarcar melhor no cinema após o término de um seriado. Já em 2002, a Jennifer Aniston provou que era muito mais no drama complexo "Por um Sentido na Vida", marcando um dos melhores e quem sabe seu melhor momento no cinema. Ao lado de Jim Carrey conseguiu mais destaque na ótima comédia "Todo Poderoso". Em "Dizem Por Aí..." a atriz atua ao lado de Kevin Costner numa divertida e emocionante jornada. Fez o fraco "Separados Pelo Casamento" mas que conseguiu provar mais uma vez seu talento não só na comédia mas mandou muito bem nas cenas mais dramáticas. "Amigas Com Dinheiro" é uma dramédia independente que mostrou um lado mais dramático da atriz e no adorável e belo "Marley e Eu", Jennifer provou que era muito mais do que Rachel e conseguiu emocionar muita gente com sua belíssima atuação. Participou também do ótimo "Ele Não Está Tão Afim de Você". Uma outra Wokaholic, filmes atrás de filmes, Jennifer não para e coleciona inúmeros projetos em sua filmografia. A atriz possui uma veia cômica e convense muito na comédia, o que não é tão fácil, mas não decepciona quando arrisca um drama.


06º. Nicole Kidman


Um dos nomes de maior peso em Hollywood, mas isso não veio do nada, Nicole Kodman se arriscou em diversos filmes para provar seu talento e durante esta década, a atriz nos deu o privilégio de ver projetos incríveis. Para começar, o musical que marcou sua carreira e muito mais do que isso, o filme que reeinventou um gênero morto na época, em "Moulin Rouge", o visionário filme de Baz Luhrmann. Não só esteve entre um dos melhores musicais da história com em um dos melhores suspense da década, no surpreendente "Os Outros". Em 2002 interpretou com perfeição a escritora Virgínia Woolf em "As Horas", vencendo o Oscar de Melhor Atriz e não deixando mais dúvidas sobre seu talento. Teve o privilégio de trabalhar com o aclamado Lars Von Trier no excelente "Dogville". Apesar de muito criticado, sua performance foi bem interessante em "A Feiticeira" adaptação da série clássica. Em 2008 voltou a trabalhar com Baz Luhrmann em "Austrália" ao lado de Hugh Jackman e no belo musical "Nine". Dentre tantos filme incríveis e de sucesso, Kidman também teve seus fiascos, mas que se tornam imperceptíveis diante de uma carreira tão interessante que ela desenvolveu.


05º. Scarlett Johansson


A musa de muitos homens e uma das mais belas atrizes de Hollywood, mas Scarlett provou ser bem mais que isto, uma atriz talentosa que soube muito bem conduzir sua carreira, estando em vários projetos interessantes. No início já foi indicada para alguns prêmios importantes por sua performance no drama "Moça com Brinco de Pérola" e no elogiado filme de Sofia Coppola "Encontros e Desencontros". Participou da ótima comédia dramática de Paul Weitz "Em Boa Companhia" e em uma de suas melhores performances como coadjuvante no drama "Uma Canção de Amor Para Bobby Long". Mas somente ganhou notoriedade quando participou do blockbuster "A Ilha" de Michael Bay e mesmo se tratando do diretor o filme é até que bem interessante. Mas seu melhor momento foi em "Match Point" dirigido por Woody Allen com quem ainda faz outros dois ótimos trabalhos, "Scoop - O Grande Furo" e "Vicky Cristina Barcelona". Ainda para completar sua ótima filmografia, trabalhou com Christopher Nolan em "O Grande Truque" e nos fracos mas ainda interessantes "O Diário de Uma Babá" e "A Outra". Muito mais do que só beleza, uma atriz versátil, ótima, que sabe ser sensual sem forçar, vale muito a pena assistir seus filmes!


04º. Julianne Moore


Uma das maiores atrizes de sua geração, uma das melhores atrizes da atualidade e digo isso fácil, sem nenhuma sombra de dúvida. Julianne Moore é sinônimo de bom filme, de uma boa escolha, já no início da década foi indicada ao Oscar pela sua incrível, mais do que incrível, magestral atuação em "Longe do Paraíso", interpretando uma personagem de ouro no filme de Todd Haynes. Não muito tempo depois de fazer esta personagem difícil, embarcou no que foi num dos melhores momentos de toda sua extensa carreira, no excelente drama "As Horas". Para relaxar um pouco fez a divertida comédia romântica ao lado de Pierce Brosnan, "Leis da Atração". Fez uma participação mas ainda assim muito eficiente no inteligente filme de Alfonso Cuarón, "Filhos da Esperança". Também participou de "Não Estou Lá" trabalhando mais uma vez com o diretor Todd Haynes. E sob a direção do brasileiro Fernando Meirelles, protagonizou o complexo e difícil drama "Ensaio Sobre a Cegueira", ignorada nas premiações, foi de longe uma das melhores atuações de 2008. Ao lado de Colin Firth fez o interessante "Direito de Amar", tendo mais uma indicação ao Oscar por sua performance, que diga-se de passagem, mais uma vez, além do perfeito. Recentemente fez a ótima comédia "Minhas Mães e Meu Pai" contracenando com Annette Bening, e que mais uma vez, se mostrou uma maravilhosa atriz. Se superar, não há mais como, surpreender o público também não mais, Julianne Moore chegou a tal ponto que não precisa mais provar nada a ninguém. Palmas para essa grandiosa mulher!


03º. Kate Winslet


Outra grandiosa atriz, que já provou o que tinha que provar, fez inúmeros filmes e interpretou as mais variadas personagens. Começou a década de 2000 no drama "A Vida de David Gale", em 2004 contracenou com Johnny Depp no comovente e belo "Em Busca da Terra do Nunca". Surpreendeu a todos em sua antológica performance na comédia dramática "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" que lhe rendeu uma indicação ao Oscar como a inesquecível Clementine. Em 2006 deu mais um show de interpretação do excelente "Pecados Íntimos". Tirando umas férias de seus trabalhos pesados, fez a deliciosa comédia romântica de Nancy Meyers "O Amor Não Tira Férias". Reencontrando com Leonardo DiCaprio com quem trabalhou em "Titanic", fez o complexo e intenso filme de Sam Mendes, "Foi Apenas um Sonho" ganhando o Globo de Ouro de Melhor Atriz e no mesmo ano, lançou "O Leitor", filme que conquistou o Oscar de Melhor Atriz. Não há mais dúvidas, Kate Winslet é uma das melhores atrizes, sempre em atuações marcantes, se joga de tal forma, não há limites para sua interpretações.


02º. Natalie Portman


Recentemente vencedora do Oscar de Melhor Atriz por "Cisne Negro", Natalie vem batalhando a bastante tempo nos cinemas, mesmo sendo tão jovem. De modelo israelense para um dos maiores nomes do cinema atual. Versátil, a atriz se entregou de corpo e alma a diversas personagens que foram capaz de provar todo seu talento, seja em comédia, drama, romances ou aventuras, como fez na saga "Star Wars" o filme que a revelou. Um dos bons momentos de sua carreira foi na comédia dramática independente "Hora de Voltar", mas foi em "Closer-Perto Demais" que conquistou o estrelato, ganhando o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. Em 2005 surpreendeu mais uma vez na adaptação da HQ "V de Vingança". Ao lado de Dustin Hoffman fez o infantil e delicioso "A Loja Mágica de Brinquedos" e em 2007 trabalhou com o diretor chinês Wong Kar Wai em mais uma surpreendente atuação em "Um Beijo Roubado". Ao lado de Scarlett Johansson e Eric Bana deu um show de interpretação em "A Outra" e na refilmagem "Entre Irmãos" não foi diferente. Mas seu melhor momento mesmo, apesar da incrível Alice Ayres de "Closer", foi sua Nina de "Cisne Negro", filme que provou de vez seu talento, que provou que ela é uma excelente atriz e que merece estar entre esses grandes nomes do cinema, estar entre as mulheres da década.


01º. Meryl Streep


Enfim, o primeiro lugar. Entra atrizes, sai atrizes, e Meryl Streep sempre entre as melhores, sempre entre as que mais trabalha, as que mais fazem sucesso. Não podia ser outra, Meryl conquistou o cinema, a veterana está diante das câmeras há anos e até hoje é capaz de surpreender como atriz, até hoje soube escolher muito bem seus trabalhos, soube conduzir sua carreira, pouquíssimas atrizes chegaram onde Meryl chegou, com tanta credibilidade. E nesta década, ela se manteve firme e forte entre filmes de sucesso.

Começou bem, no drama de Stephen Daldry, "As Horas", emocionando muitos com sua delicada performance, também surpreendeu no longa de Spike Jonze e sob o roteiro de Charlie Kaufman, no inteligente "Adaptação". Em "Desventuras em Série" a atriz arriscou se jogar no projeto, mas ainda assim, se saiu muito bem. Fez a comédia "Terapia do Amor" ao lado de Uma Thurman, num filme pequeno que não tem como esperar muita coisa, mas que assim como a atuação de Meryl, o filme é bem melhor do que parece. Mas seu melhor momento nesta década, sem sombra de dúvida, foi como Miranda Priestly na comédia "O Diabo Veste Prada", infernizando a vida de Anne Hathaway, a atriz mostrou um lado que poucos conheciam, seu lado vilã, mas ainda assim conseguiu comover e converser nesta antológica personagem. Recebeu mais uma indicação ao Oscar por sua performance no drama "Dúvida" e encantou e divertiu o público no agradável musical "Mamma Mia!". Em 2009 em mais uma indicação ao Oscar, se mostrou bem a vontade como a Julia Child na comédia de Nora Ephron "Julie e Julia".

Ao todo foram 16 indicações ao Oscar, venceu 2, como atriz coadjuvante em 1980 por "Kramer X Kramer" e como Melhor Atriz em 1983 por "A Escolha de Sophie". E até hoje estamos cansados de ver seu nome estampado entre as indicadas. Mas não há como, Meryl é realmente fantástica, a atriz da década!

sábado, 4 de abril de 2009

Crítica: Ele Não Está Tão Afim de Você


Baseado no livro de Greg Behrendt e Liz Tuccilo (Ele Simplesmente Não Está Afim de Você), que por sua vez, foi inspirado em um episódio do seriado Sex and the City. O que esperar de um filme baseado na história de mulheres fúteis e consumistas?? Nada disso do que você pensou, o filme surpreende e se supera dentre tantas comédia românticas.

por Fernando

Ele Não Está Tão Afim de Você conta histórias de várias pessoas baseadas em situações amorosas que faz, que fez ou que um dia fará parte da vida de qualquer ser apaixonado.

E quem dá a partida inicial dessas histórias é Gigi, interpretada por Ginnifer Goodwin. Gigi vive na intensa procura de sua alma gêmea, sai com vários caras com o intuito de encontrar o homem certo para ela. O filme inicia quando ela conhece Conor (Kevin Connolly), ela dá seu telefone mas ele não liga no dia seguinte, o que faz com que ela crie em sua mente vários motivos para isso ter acontecido. Estaria ele doente, perdeu o telefone, está muito ocupado, não está preparado para iniciar uma vida amorosa ou acabou de sair de um relacionamento difícil e não está preparado para reiniciar um novo namoro?? Entre tantas questões, Gigi decide perder o orgulho e vai atrás dele, mas ele não estava no momento, e quem estava era o colega de quarto dele, Alex (Justin Long), que trabalha num sofisticado bar e atrai todos os tipos de mulheres e age como se conhecesse todas elas, todos os estilos, todas as neuroses do mundo feminino. Os dois se tornam amigos confidentes, logo que Gigi, desesperada para encontrar alguém, descobre em Alex uma enciclopédia das perguntas que ele sempre fez a si mesma mas nunca encontrava a resposta, mas a resposta para todas elas, é uma resposta simples, curta e grossa: ele não ligou porque simplesmente...ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ!!

Enquanto Gigi descobre o confuso mundo dos homens, surgem outras histórias. Anna (Scarlett Johansson) conhece por acaso Ben (Bradley Cooper) num mercado, ela é uma cantora iniciante e ele ajuda profissionais no ínico de carreira, uma espécie de caça telentos. Era para ser só uma ajuda profissional, mas acaba virando amizade, e da amizade surge algo a mais, não um romance, mas algo mais "carnal", entretanto, Ben é casado e Anna seria então sua amante, ela topa, aliás ela não queria nada mais sério, inclusive se espanta quando ele revela que está decidido a largar a esposa para ficar com ela. Anna é uma mulher as avessas, é a amante, não quer nada mais que isso, aliás, já estava com um caso com nada mais nada menos com Conor (aquele que conheceu Gigi mas não ligou no dia seguinte, por causa de Anna). Por sua vez, Ben é casado com Janine (Jennifer Connelly), uma neurótica esposa que só pensa na atual construção da casa deles, não liga para o sexo, algo que Ben encontra em Anna.

Em outros momentos, conhecemos a simpática Beth (Jennifer Aniston) que sonha em se casar com Neil (Ben Affleck) com quem namora há 7 anos. Ela vê suas amigas e irmãs se casando e se pergunta por que isso não acontece com ela e chega a triste conclusão de que talvez ele não a amasse tanto a ponto de querer se casar. Também conhecemos, Mary (Drew Barrymore) uma outra mulher a procura do cara perfeito, porém, seus relacionamentos se resumem a internet, e-mails, caixa postal, mensagem de voz, recado no my space, uma mulher ligada na modernidade que interage a todo momento com a globalização, mas nunca tem a chance de conhecer alguém cara a cara.

O filme conta um certo período na vida dessas pessoas e as atitudes que elas decidem tomar em relação a seus relacionamentos, sejam eles frustrantes, ou aqueles que nem chegaram a acontecer. Gigi se torna mais confiante em relação aos homens e decide agir como eles, usando a cabeça e não coração. Beth se separa de Ben e decide viver sua vida sózinha e aos poucos percebe o quanto isso é difícil depois de 7 anos ao lado dele e que talvez não se casar teria que ser seu sacrifício. Anna não quer nada mais profundo de um relacionamento, mesmo tendo dois amantes, entre o sexo e a diversão de Ben e responsabilidade, fidelidade e conforto de Conor. Mary se sente presa na modernidade (e na verdade, não sai disso) e Janine descobre a traição de Ben e decide salvar o casamento, uma atitude desesperada, com medo de ficar sózinha e perder o homem que tanto ama, mesmo quando a verdade estava estampada na cara dela, ele não estava mais afim dela.

Ele Não Está Tão Afim de Você poderia ter se perdido no meio do caminho, mas as situações que ele expõe são tão rotineiras e tão possíveis de acontecer, cada diálogo, cada momento é como se tivessemos visto em algum lugar, em histórias de algum amigo, ou familiar, ou até mesmo na nossa própria vivência. As desculpas dos homens, as neuroses e frustrações das mulheres, as complicações de um casamento ou de um simples relacionamento a dois nunca foram expostos de uma maneira tão direta e coesa, mas acima de tudo, de uma maneira sincera e fiel a realidade.

Provavelmente, alguma pergunta que você já fez sobre homens ou mulhres vai ser respondida em algum momento do filme, ele poderia até ser utilizado como um filme de auto-ajuda. Pode até parecer exagero, mas o longa responde e explica questões muitas vezes profundas demais para algumas pessoas que não compreendem as atitudes do parceiro. Questões que nunca são questionadas em comédias românticas que perdem o tempo mostrando vidas superficiais e situações inusitadas, sejam elas interessantes, engraçadas ou românticas, mas nunca compativeis com a verdade. Ele não está tão afim de você é uma frase difícil e arriscada, mas a verdade é que ela existe e não deve ser omitida e finalmente um filme decidiu expô-la, com bom humor, entre situações engraçadas e momentos marcantes.

O bom elenco não apaga o brilho do roteiro, mas é impossível não deixar de prestar a atenção num cast dificilmente reunido. Scarlett Johansson tem bastante destaque no longa e ela por si só já se destaca, sua persogem é doce e carismática mas ao mesmo tempo possui caráter duvidoso, mas no final, suas atitudes são compreensíveis. Drew Barrymore fez o que já havia feito antes em vários filmes, mas sua presença é sempre indispensável, seu sorriso enche a tela, mas infelizmente o longa não exige muito dela que aparece pouco. Jennifer Aniston anda surpreendendo bastante em seus novos filmes, depois de sua mais que excelente atuação em Marley e Eu, ela volta a se destacar, sua Beth é uma daquelas personagens que torcemos bastante para que seu final seje feliz. O Elenco masculino é normal, nada de surpresas, temos a volta de Ben Affleck na frente das camêras, Kevin Connolly e Bradley Cooper, são simpáticos e bons atores, mas não chamam tanto a atanção. O destaque dentre os homens, fica para Justin Long, com a personagem masculina de maior destaque, ele segura as pontas, tem presença e carisma suficiente para um quase protagonista.

Todos estão ótimos, mas palmas para Jennifer Connelly, que depois de sua personagem no fiaco O Dia em Que a Terra Parou, voltou com grande estilo em uma boa projeção Hollywoodiana. Janine sem dúvidas é a personagem mais interessante, com um lado psicológico mais profundo que as demais. É uma esposa, e tem dificuldades em ser a mulher, não faz sexo com o marido e não sabe o satisfazer como homem. Torcemos tanto para ela, principalmente quando descobrimos que ela está sendo traída, é triste ver ela se matando para ser um boa esposa e se quebrando com as responsabilidades do lar, enquanto seu marido está se divertindo. Mas suas atitudes são surpreendentes, a sua reação diante das situações que a envolvem nesse pequeno período, marca algum dos melhores momentos do longa. Outro destaque fica com Ginnifer Goodwin, uma excelente atriz que já fez parte de alguns filmes como Johnny e June e O Sorriso de Monalisa, mas nunca teve sua atuação valorizada, espero que dessa vez, Hollywood veja a pérola que estava escondida. Ele é divertida, carismática, simpática e meiga, constrói uma personagem que é difícil não se envolver, ela praticamente é a protaginista e mesmo com um nome e um rosto desconhecido no meio de tantas beldades, ela consegue brilhar.

Ele não Está Tão Afim de Você surpreende, pelo seu roteiro, não que seje ousado ou profundo, mas contrói o filme utilizando a melhor ferramenta, a realidade. O diretor Ken Kwapis não inova, mas tem seu mérito por conseguir equilibrar, um filme comercial, com um elenco de peso com uma história inteligente, sem ofuscar o brilho de nenhum deles.

A trilha sonora é bacana e ajuda em alguns momentos do filme, do rock de R.E.M ao romantismo de James Morrison. E uma ponta de Somewhere only we know do Keane, que aparece mais uma vez na trilha sonora de um filme, mas até isso o filme trabalha bem, a música parece ser diferente e é fundamental, pois aparece numa das melhores cenas do filme.

Não é um filme revolucionário que vai mudar a história do cinema, mas merece ser visto e ser reconhecido pelos tantos pontos positivos que o filme carrega. Assista, nem que seje pelo elenco, mas assista. Não é uma comédia romântica fútil ou banal, é inteligente e tem seu propósito. Além do fato, do filme não ser totalmente previsível, nunca sabemos ao certo o que irá acontecer com cada pessoa, nem sempre acontece aquilo que imaginamos. Resumindo, vale a pena. E não esqueça...Ele pode não estar tão afim de você. A verdade muitas vezes dói, mas ela deve ser encarada uma hora ou outra.

NOTA: 9

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