
por Fernando Labanca
Logo de início, o longa já nos apresenta ao plano de Ordell (Bey), que com a ajuda de Gara (Hawkes) e do neonazista Richard (Mark Boone Junior), pretende sequestrar Mickey (Jennifer Aniston), a esposa do milionário Frank Dowson (Tim Robbins), afim de conseguir 1 milhão de dólares pelo resgate. Tudo segue como o planejado, porém o que eles não contavam é que Frank não estaria disposto a pagar o dinheiro, isso porque, pouco antes do sequestro, ele já havia dado entrada ao divórcio. A partir de então, Ordell passa a apelar para conseguir o que quer, inclusive, se unir à amante do milionário, Melanie (Isla Fisher). Por outro lado, Mickey não parece fazer muita questão em retornar aos braços do marido, principalmente quando sente uma grande afinidade com aquele que a sequestrou, Louis.
"Sem Direito a Resgate" tem todos aqueles elementos de um bom romance policial. Dinheiro em jogo, trapaças, boas reviravoltas, diálogos espertos, somando à tudo isso, personagens desajustados e muito humor. Mesmo que traga o mesmo cenário de "Jackie Brown", o jovem diretor Daniel Schechter, em sua primeira grande produção, opta por seguir outros caminhos. Enquanto que Tarantino trazia o blaxploitation, como conceito de sua filmagem, Schechter constrói algo mais cru, sem muitos artifícios. É bom sentir esta diferença, se atrelar a algo que um outro diretor já fez, nunca é um bom caminho a seguir, e só pelo filme ter conseguido isso, ter escapado dessa armadilha, já vale pontos. Por outro lado, o longa segue com a constante sensação de que falta algo, falta alma, energia, falta a vitalidade e impacto que a trama, nitidamente, necessitava. É tudo, estranhamente, redondo e comportado demais para uma história que requer outro rumo, outro tom.
Acho bastante injusto querer comparar outros atores à Samuel L.Jackson e Robert De Niro. Se Yasiin Bey (que antes era o Mos Def) some no filme, não o culpo, é um ótimo ator, só faltou um personagem à sua altura. Tim Robbins não convence, muito pelo contrário, é sempre muito bizarro vê-lo em cena, parece não compreender muito o que está fazendo ali. Isla Fischer, sempre muito boa, assim como Jennifer Aniston, que se esforça e se destaca. John Hawkes é o melhor do elenco e a boa química entre ele e Aniston eleva o nível da obra.
Acho bastante injusto querer comparar outros atores à Samuel L.Jackson e Robert De Niro. Se Yasiin Bey (que antes era o Mos Def) some no filme, não o culpo, é um ótimo ator, só faltou um personagem à sua altura. Tim Robbins não convence, muito pelo contrário, é sempre muito bizarro vê-lo em cena, parece não compreender muito o que está fazendo ali. Isla Fischer, sempre muito boa, assim como Jennifer Aniston, que se esforça e se destaca. John Hawkes é o melhor do elenco e a boa química entre ele e Aniston eleva o nível da obra.

NOTA: 7,5
País de origem: EUA
Duração: 98 minutos
Distribuidor: H2O Films
Elenco: John Hawkes, Jennifer Aniston, Yasiin Bey, Will Forte, Isla Fisher, Mark Boone Junior, Tim Robbins
Diretor: Daniel Schechter
Roteiro: Daniel Schechter
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