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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018: As Melhores Atrizes


Confesso que tenho um prazer enorme em fazer essa lista, principalmente quando consigo reunir e destacar o trabalho de tantas atrizes que admiro. Sim, foi difícil porque tive que deixar outras que gosto para trás e fechar as 15 melhores atuações femininas. Espero que gostem dessa retrospectiva 2018 e se lembrarem de outros nomes que ficaram de fora, deixem nos comentários. Vale lembrar que levei em consideração apenas os filmes lançados no Brasil durante o período de janeiro a dezembro do ano passado.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Crítica: Tully


O reencontro entre Jason Reitman e Diablo Cody, que vieram dessa vez falar sobre depressão pós-parto, é tão bom que nem sabíamos que precisávamos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015: As Melhores Atrizes


2015 acabou e desta vez resolvi fazer algo diferente aqui no blog. Como sou um grande fã de "listas", decidi fazer algumas, relembrando o que houve de bom nesses meses que passaram. A primeira que posto é o Top 15 com as melhores atuações femininas do ano. Tivemos grandes personagens e mulheres fortes que tiverem muito o que contar nesses filmes, as coloco aqui como forma de relembrar e de certa forma, homenagear todas elas. E naturalmente, como sendo uma lista, outras ótimas interpretações acabaram por ficar de fora. Se por acaso, sentir falta de alguma, sinta-se livre para colocar nos comentários!

por Fernando Labanca

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Crítica: Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015)

Muito bom quando isso acontece. Aquele blockbuster que ninguém espera nada, surge de repente e quando nos damos conta...todos estão falando sobre. E existe uma razão para esse sucesso repentino, por todo esse falatório, uma razão bem simples: "Mad Max: Estrada da Fúria" é um dos melhores filmes de ação que tivemos a chance de ver nos últimos anos. Vemos aqui um cinema raro, uma insana, eletrizante e magnífica obra de arte.

por Fernando Labanca

São exatos trinta anos que separam este filme da antiga trilogia, estrelada por Mel Gibson. Apesar de ser considerado um reboot, também podemos vê-lo como uma sequência, logo que a trama sempre permitiu isso, nunca oferecendo um final para Max, deixando sempre assim, uma possibilidade de retorno, no mesmo universo, vivendo sob o mesmo transtorno. O responsável por trazer novamente o personagem às telas do cinema é o diretor George Miller, que já havia realizado os três primeiros capítulos. Confesso que sou contra ressuscitar obras do passado, entretanto, assim como eu, acredito que ninguém esperava que Miller pudesse retornar e fazer algo tão bom, tão único. Surpreendentemente, "Estrada da Fúria" é ainda melhor que os outros filmes, a trajetória mais épica e mais extraordinária já vivida por Max e como é bom ter a chance de ver isso no cinema. George Miller ensinou na década de 70 como se fazia um bom filme de ação e volta agora para trazer um novo frescor ao gênero, tanto narrativo quanto estético. Depois de tantos blockbusters descartáveis, finalmente uma obra que não insulta seu público e por fim, oferece muito mais do que estamos acostumados, nos oferece algo a admirar, algo a ser lembrado.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Crítica: Jovens Adultos (Young Adult, 2011)


Em 2007, o cinema independente norte-americano conheceu uma tal de Diablo Cody, uma ex-stripper que acabou vencendo o Oscar de Melhor Roteiro pela comédia "Juno", sucesso de público e crítica. Ela, escreveu outros roteiros, mas acabou se perdendo em filmes como "Garota Infernal" e "Burlesque". O diretor de "Juno", Jason Reitman, que já havia sido consagrado pela comédia "Obrigado por Fumar" de 2005, conquistou o estrelato e diferente de Cody, realizou um outro grande trabalho, "Amor Sem Escalas", em 2009.

Quatro anos após o sucesso de "Juno", Diablo Cody e Jason Reitman retornaram com mais um novo projeto, "Jovens Adultos". Entretanto, o filme não alcançou as expectativas de todos, aqui no Brasil, fora simplesmente ignorado. Acontece que se em 2007, a dupla revitalizou o cinema independente, em 2011, eles destroem tudo o que este subgênero conquistou. Não chamo isso de burrice. Chamo isso de ousadia. De originalidade. 



por Fernando Labanca

O filme começa nos mostrando o monótono cotidiano de Mavis Gary (Charlize Theron), divorciada, vive num apartamento na cidade grande ao lado de sua cachorra. É escritora de uma coleção de livros destinados ao público jovem e adulto que já não faz mais sucesso. Até que vasculhando seus e-mails, vê que fora convidada por seu ex-namorado Buddy Slade (Patrick Wilson) para uma festa de comemoração do batismo de sua filha. Os dois namoraram na época do colégio. Época em que Mavis era a rainha, todos a admiravam e conseguia tudo o que queria. 

Convicta de que Buddy, na verdade está pedindo socorro por estar casado e com uma filha, Mavis viaja até sua pequena cidade natal, Minessota, para salvar a vida dele e reconquistá-lo, recuperando os anos de glória do colégio. O problema é que ninguém na cidade a vê como vencedora, assim como ela imaginava, muito pelo contrário, a recebem com um certo desprezo, e o único que a respeita acaba sendo Matt (Patton Oswalt), que estudaram juntos, mas era um nerd fracassado e assim como ela, se prende no passado, sempre com receio de encarar a triste realidade, a de que eles cresceram e já não são mais adolescentes. 


"Jovens Adultos", sem querer, acabou sendo vendido como comédia. Comédia dramática com o selo do Festival de Sundance. Isso porque tem em seus créditos, Diablo Cody e Jason Reitman. Acontece que o filme é bem diferente de tudo isso. Não é mais um filminho norte americano independente. Não é uma comédia. É na verdade um drama intenso, com uma trama melancólica. É um estudo profundo na mente desta incrível personagem chamada Mavis Gary, complexa, onde o roteiro arma situações inusitadas afim de justamente estudar esta mente com personalidade desprezível e com sérios problemas psicológicos. Ainda há humor, com referências a cultura nerd, cheia de boas sacadas e muito sarcasmo e cinismo, mas diferente dos outros trabalhos da dupla, aqui o alvo não é a excentricidade de uma sociedade, o alvo é sua protagonista, nos revela de forma assustadora suas manias, suas falhas, seus medos, mesmo que nem ela seja capaz de enxergá-los. 

E o filme vai causar certo estranhamento naqueles que assistem. Mavis não é a heroína da história, muito menos a mocinha. É tudo muito bizarro a trajetória desta protagonista, a risada vem pela vergonha alheia e o mesmo ocorre com o nosso coadjuvante, Matt. É engraçado como ela enxerga sua vida, jamais conseguindo compreender o quanto ela falha, o quanto seus atos não fazem o menor sentido. Ao mesmo tempo, não conseguimos achar graça de nada disso, pois é tudo muito melancólico, vê-la a ponto de cometer grandes erros, vê-la acreditar que os anos do colégio ainda permanecem, que as atitudes de uma garota fútil, esnobe, amarga ainda podem fazê-la conquistar seus sonhos, vê-la desprezando uma vida de família, casamento, filho, como se esta fase marcasse o verdadeiro fracasso de uma pessoa. Assim como Matt, que se prende em seus objetos e brinquedos de adolescente nerd, que se fecha em seu mundinho, tudo por seu fracasso no passado, que não teve o direito de ser visto como herói nem mesmo quando virou deficiente. Como se a vida não tivesse mais espaço para eles. É triste notar que os anos passaram. É exatamente isso que "Jovens Adultos" retrata, os anos que ficaram para trás e o quanto é difícil aceitar que crescemos, encarar as responsabilidades da vida adulta e o dilema que os protagonistas enfrentam, se jogar na chatice de ser responsável ou se prender na felicidade artificial dos anos do colégio.

O roteiro de Diablo Cody beira a genialidade. Quando escrevi que ela havia destruído o que "Juno" havia construído, era justamente por conseguir quebrar os estereótipos das comédias independentes. Em "Juno" e em todos os outros filmes do gênero, todos os problemas eram resolvidos, tudo acontecia de forma agradável e com uma música indie alegre no fundo. E este universo, Cody e Reitman ajudaram a consolidar e para minha surpresa são os mesmos que resolveram quebrar com tudo isso. Em "Jovens Adultos", a dupla mostra uma outra faceta do cinema independente, com uma história dramática, com grande carga psicológica, sem músicas alegres, sem final feliz, sem lições de moral e protagonistas vencendo os próprios medos e aprendendo com seus erros. Mavis Gary é uma revolução. É a anti-heroína. E Jason Reitman soube mais uma vez traduzir as idéias de Diablo para as telas, em cenas frias, monótonas, tão amargas quanto a mente de Gary. 

Se em "Juno" foi seu grande roteiro que ganhou destaque, em "Jovens Adultos" é sua protagonista que ganha maior notoriedade. A verdade é que Charlize Theron consegue ser maior que tudo isso. Maior que o roteiro. Maior que as belas sacadas. Maior que a direção de Reitman. "Jovens Adultos" poderia muito bem ser resumido em duas palavras: Charlize Theron. Ela é o filme. Consegue com perfeição nos mostrar esta personagem de ouro, a sua imaturidade, sua falta de senso, de noção, seu jeito de adolescente bagaceira, de adulta que se recusa a crescer. Uma atriz talentosa que prova em cada diálogo ser uma das melhores da atualidade, é simplesmente fantástico o que ela realiza aqui, além de "Monster" e "Terra Fria", este filme marca um grande momento de Theron nas telas. Ainda temos um grande coadjuvante, o desconhecido Patton Oswalt, que também surpreende. No elenco, ainda nomes como Patrick Wilson e Elizabeth Reaser, corretos. 

Um filme ousado, que foge do convencional, que foge daquilo que esperamos dele. O problema é que ele foge para um lugar não tão agradável assim. Ás vezes é difícil acompanhar a trama, tudo é muito melancólico, lento, monótono, o que faz com a grande idéia de Cody perca a força. E os conflitos nem sempre são resolvidos da melhor maneira e há cenas que se não fossem o poder de Theron poderiam ter sido descartadas. Faltou ritmo e uma intenção de transformar o longa em algo mais memorável. É um projeto ousado por suas inovações, mas infelizmente parece pequeno, onde a protagonista é muito maior que a própria história. Ainda assim, vale a pena, aliás, não é sempre que temos a chance de conferir um filme como este, que vai além do que já foi feito. 

NOTA: 8


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