Confesso que tenho um prazer enorme em fazer essa lista, principalmente quando consigo reunir e destacar o trabalho de tantas atrizes que admiro. Sim, foi difícil porque tive que deixar outras que gosto para trás e fechar as 15 melhores atuações femininas. Espero que gostem dessa retrospectiva 2018 e se lembrarem de outros nomes que ficaram de fora, deixem nos comentários. Vale lembrar que levei em consideração apenas os filmes lançados no Brasil durante o período de janeiro a dezembro do ano passado.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Crítica: A Forma da Água (The Shape of Water, 2017)
por Fernando Labanca
"Desde a infância eu tenho sido fiel aos monstros. Eu tenho sido salvo e absolvido por eles, porque os monstros em que eu acredito são os santos padroeiros da nossa feliz imperfeição e eles permitem e incorporam a possibilidade de falhar e de viver". Foi com esse discurso que o diretor mexicano recebeu seu prêmio no último Globo de Ouro e são com essas falas que nos deixa claro o quanto esses "monstros" que Del Toro criou durante sua carreira o salvaram. Ele sempre foi outsider em Hollywood, assim como suas bizarras criações que nunca receberam devida atenção da crítica, até agora. Quase nunca uma fantasia seguiu como favorito absoluto de uma importante premiação de cinema e é ótimo que isso, finalmente, tenha acontecido. "A Forma da Água" é um filme especial, tem algo a mais, longe de ser uma ficção vazia, parece dizer muito sobre tanta gente e justamente por isso pode causa uma identificação fácil. Parece um conto sobre esses outsiders, sobre aqueles que vivem à margem, sobre aquelas criaturas sem voz e que o mundo precisa ouvir.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Crítica: Blue Jasmine (2013)
Woody Allen tem sua carreira marcada por altos e baixos, não é de se esperar que tudo produzido por ele seja perfeito, até porque o diretor tem praticamente um longa lançado a cada ano, no entanto, ainda assim, é de se espantar a qualidade de suas obras e mesmo em seus "filmes menores" há sempre algo a ser admirado. "Blue Jasmine" parecia, de longe, um trabalho qualquer, um intervalo para um próximo grande filme, estava enganado, Woody surge, surpreendentemente renovado, construindo uma de seus obras mais corajosas. Pode até não se enquadrar no grupo de seus "filmes maiores" como "Annie Hall", "Match Point" ou "Meia-Noite em Paris", mas se enquadra, com toda certeza, no grupo dos melhores que ele já realizou.
por Fernando Labanca
Em cada novo trabalho de Woody Allen, está lá, a cidade como personagem e um protagonista intelectualizado e idolatrado pelo próprio roteiro. A revolução do diretor começa neste ponto, por retornar ao seu país, tendo a cidade de San Francisco como cenário, mas não uma cidade bela que tem vida própria, e sim, uma cidade vazia, fria, que não acolhe seus habitantes, que por sua vez, estão em total decadência. E esta é a nova protagonista escrita por ele, Jasmine, em decadência, que perdeu seu dinheiro e precisa se reerguer mesmo fazendo parte de uma classe a qual sempre rejeitou, a dos desafortunados. Ele não a idolatra, não lhe dá chances, muito pelo contrário, sua personagem é sofrida, lhe entrega a dor e rejeição, exatamente como não tivemos a oportunidade de ver em nenhum outro filme dirigido por ele.


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