domingo, 26 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 3/13

Especial Watchmen

Capítulo 3 - O Juiz de toda a Terra
Por Bárbara

Neste capítulo,que na minha opinião é o mais fraco de todos,depois de uma relação sexual um tanto diferente quanto frustrada, Laurie e Dr. Manhattan brigam e ela o deixa.


Ele,muito preocupado com a situação,apenas se arruma para uma entrevista em um programa de televisão.Enquanto ele se arruma, Laurie vai para a casa de Dan Dreiberg desabafar e ele a convida para ir à casa de Hollis Mason,já que ele estava de saída.

Porém, Laurie recusa,mas mesmo assim sai de casa com Dan à procura de um hotel para passar a noite.




Em paralelo a isso, o Dr. Manhattan chega ao estúdio do programa de televisão e a entrevista começa.Um repórter começa a lhe perguntar sobre algumas pessoas que se relacionavam com Dr. Manhattan e que agora estão com câncer, inclusive seu amigo Wally Weaver, que já tinha morrido, e a sua ex-namorada Janey Slater,que estava com câncer de pulmão e disse a uma revista que foi culpa do Dr. Manhattan.



Enquanto ocorre a entrevista e Dr. Manhattan começa a ficar nervoso, laurie e Dan lutam com uma gangue de bandidos em um beco,que tentavam assaltá-los.Eles dão uma surra nos bandidos e Dr. Manhattan teleporta todos os presentes no estúdio do programa de televisão para o estacionamento e depois disso,resolve se exilar em Marte.



Como disse, pra mim é o mais fraco de todos os capítulos de série, mas não deixa de ser importante no entendimento da história.Aqui não temos tanto a presença de Rorschach, que praticamente é o protagonista da história,pois narra boa parte dela e também não temos a presença de Adrian Veidt e o Comediante, personagens primordiais da história.


Nota:7




sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

Scarlett Johansson

Scarlett Johansson. Há alguns anos, ela só era uma simples atriz norte-americana que aparecia em alguns filmes e logo esquecíamos sua face, mas hoje, Scarlett está entre as maiores atrizes do cinema atual, e está na lista dos atores/atrizes que mais trabalharam nos últimos anos.

Portanto, a equipe Cinemateca decidiu fazer um especial para essa grande atriz, isso devido ao fato dela estar em dose dupla no cinema, com dois filmes bem comentados, The Spirit e Ele Não Está Tão Afim de Você.

Scarlett Johansson nasceu em Nova York no ano de 1984. Começou sua carreira muito cedo, muitos dizem que era uma garota prodígio, em 1994 estava em seu primeiro filme, ou seja, aos 10 anos de idade, no filme de Rob Reiner, O Anjo da Guarda, que tinha Elijah Wood e Bruce Willis no elenco.



Mas seu estrelato veio em 2003, no filme de Sofia Coppola, Encontros e Desencontros, que contracena ao lado de Bill Murray. No filme, Johansson vive Charlotte, uma bela moça perdida em Tóquio que começa ver a cidade de um jeito diferente, com novas cores, ao conhecer o ator despresado pela mídia, interpretado por Murray. Sua interpretação simples, porém magnífica, chamou a atenção dos críticos e dos diretores também. Foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, além de ter ganhado o Bafta e no Festival de Veneza na mesma categoria.

Em falar em diretor, foi ao lado do veterano Woody Allen que Scarlett fez seus melhores trabalhos, e para muitos ela se tornou a queridinha do diretor, que desde de Diane Keaton não tinha uma musa para seus inusitados roteiros.

Mas foi em A Ilha de Michael Bay que Johansson conquistou o grande público. Foi seu primeiro bluckbuster e seu primeiro filme de ação, que até então tinha ficado somente nos dramas e comédias independentes, e até mesmo filmes, que no Brasil conhecemos como "Filmes de Sessão da Tarde".

Desde A Ilha (2005), Scarlett não parou de trabalhar, a cada ano, a bela atriz surge com um filme novo, seja comédia ou drama, a moça sempre se destaca, com suas belas curvas e uma atuação marcante.

De longe, ela é só uma atriz gostosa, mas de perto, ela surpreende, mostrando que tem muito mais do que um corpo sensual e sim, cabeça e um grande talento que aos poucos é descoberto pelo público.

Se você não a conhece por nome, pode ter certeza que você já viu um filme com ela.

*Filmes que você não deve perder com Scarlett Johansson:

1º Match Point

Primeiro filme que Scarlett trabalho com Woody Allen. E de longe, seu melhor desempenho como atriz. Filme indiscutivelmente incrível, excelente roteiro, atuações maravilhosas e um final surpreendente. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor atriz coadjuvante.





2º O Grande Truque

Ótimo filme de Christopher Nolan, onde Scarlett tem uma pequena personagem, mas de grande importância, sem contar que sua bela face parece dar outra cor a trama, um brilho que ilumina a cada cena que entra. Ela só fortalece aquilo que já estava perfeito. Um suspense bem arquitetado com direito a um final marcante. O Grande Truque é daqueles filmes que a cada vez que vemos, parece que estamos diante de algo novo, e sempre vimos algo que não haviamos visto antes.



3º Scoop - O Grande Furo

Chegou de fininho nos cinemas, quando chegou nas locadoras, poucas pessoas viram e pouco foi comentado. Mas aí está mais uma pérola do diretor Woody Allen e da atriz Scarlett Johansson. Scoop é uma pequena e sutil obra-prima, simples no formato, grandioso na idéia, magnífico no resultado final. Uma singela comédia disfarçada em filme de suspense. A história de um serial killer com a visão de um diretor sarcástico. Scarlett prova nesse filme sua veia cômica e enche a tela de carisma ao lado de Hugh Jackman e Allen.



4º Ele Não Está Tão Afim de Você:

Desta vez ela não está só e divide a tela com outras grandes atrizes, como Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ginnifer Goodwin. Filme linear, sutil porém marcante. Uma comédia romântica sobre aqueles romances que nem sempre acontecem. Scarlett não perde a pose e nem o brilho diante de outras beldades e nesse filme ela empresta suas belas curvas, sensualidade, sua voz e é claro, sua grande atuação.




5º Vicky Cristina Barcelona

Mais um trabalho da atriz com o diretor Woody Allen. Nesse filme ela divide a tela com grandes nomes do cinema atual como Penélope Cruz e Javier Bardém. Ela vive Cristina, indecisa, romântica, sensual, divertida, corajosa e aventureira. Um filme diferente, original e vale a pena ver para conhecer mais sobre seu trabalho, assim como o trabalho de Allen.





*Arrisque, no final vale a pena:

1º A Ilha

Seu primeiro bluckbuster. A Ilha poderia ser mais um filme de ação nas mãos de Michael Bay, mas seu roteiro inovador é o grande mérito do filme e por isso merece ser visto. Scarlett encara seu primeiro grande papel no cinema comercial e mesmo diante de tantas luzes, explosões e efeitos mais do que especiais, ela não se apaga, assim como seu companheiro, Ewan McGregor e assim como o excelente roteiro. Arrisque.



2º A Outra

A Outra é um filme fraco em questão astística, cenários e figurinos previsíveis e poucas cenas externas para um filme de época, parecendo um filme feito para tv. Mas surpreende na história interessante de Maria e Ana Bolena, um fato um tanto quanto esquecido na história. Scarlett perde um pouco o brilho, não pela atuação, mas pela personagem tola que interpreta e além do fato de contracenar com Natalie Portman que praticamente é o filme todo. Mas vale a pena, o roteiro é interessante e ter Portman e Johansson no mesmo filme, vale cada minuto.


3º Uma Canção de Amor Para Bobby Long

Marca o grande momento de Scarlett como atriz, uma das melhores personagens que ela interpretou ao longo de sua carreira e uma de suas melhores atuações. O filme vale a pena por ela, ela está linda e é neste filme que ela prova seu grande talento. As cenas que ela atua ao lado de John Travolta e Gabriel Match são surpreendentemente incríveis, marcantes e comoventes. Não é a toa que foi indicada ao Globo de Ouro.




4º O Diário de Uma Babá

Pela capa, pelo nome, aparenta ser mais um filme de sessão da tarde. Mas não se deixe levar pelas aparências, existe um grande potêncial nesse filme. Mais uma vez Johansson mostra seu lado cômico e mais uma vez surpreende. Um filme divertido para uma tarde de domingo, mas vai além, é um filme cativante que nos mostra o quão difícil é saber quem nós somos e nos expôe a saga de uma inexperiente babá na busca de descobrir quem é, e percebe que a única maneira de descobrir isso é se perdendo na vida de outras pessoas. E acaba cuidando de um garoto levado e sua mãe nada carinhosa, mostrando o novo modo de vida dos norte-americanos, com um humor leve e um toque de drama.

*Passe Longe:

1º Moça Com Brinco de Pérola

3 indicações ao Oscar, e indicação ao Globo de Ouro por sua atuação. Mas não vale a pena perder tempo assitindo esse filme, nem sua atuação é tão marcante assim. Um filme monótono, chato e entediante. Com uma história sem sentido algum que nos faz perguntar o porquê de alguém querer adaptar essa obra que não fala sobre muita coisa, que nos faz ficar entediantes minutos diante da tela para saber o motivo de um homem ter pintado um tal quadro, chamado "Moça com Brinco de Pérola"(!!!??) Que neste caso, a moça é interpretada por Scarlett.


2º Dália Negra

Uma história interessante sobre um brutal assassinato de uma famosa atriz há alguns anos atrás. Poderia ter sido um ótimo filme, mas se perde completamente em cenas de sexo e personagens amargos. A personagem mais viva do filme é a atriz morta que em seus flash backs mostra mais interesse em rodar o filme. Era para ser a história sobre as pessoas que se envolveram no caso dela, mas suas histórias são tão chatas que o máximo que o roteirista conseguiu foi fazer as personagens interpretadas por Josh Hartnett ter um caso com Hilary Swank, evitando obcessões ou lados psicológicos afetados, ou seja, evitando um bom motivo para filmar o filme. Fique longe desse filme, a não ser que você goste mesmo de Scarlett Johansson que até que não está ruim, mas o filme não ajuda.


Scarlett Johansson em seus filmes:








(1)A Ilha (2)Vicky Cristina Barcelona (3)Match Point (4)O Diário de uma Babá


Scarlett Johansson ao lado de Woody Allen em Scoop- O Grande Furo. Onde o diretor teve a grande oportunidade de contracenar com sua musa.





Encontros e Desencontros. Seu grande momento no cinema.

domingo, 5 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 2/13

Especial Watchmen







Capítulo 2 - Amigos Ausentes

Por Bárbara




Nesse capítulo , vemos o enterro de Edward Morgan Blake, o Comediante e o seu passado tenebroso.Desde a vitória no Vietnã e do assassinato de uma mulher que estava grávida do seu prórpio filho a tentativa de estupro de Sally Júpiter,a Espectral I, viajamos nas lembranças das pessoas mais próximas do Comediante.



Um dos capítulos mais marcantes, com frases e situações que questionam o senso de ordem e a ética que predonima em nossa sociedade e acima de tudo, a personalidade e o caráter de uma pessoa que se julgava acima de todas as coisas,que achava que riria por último,mas que tinha os seus limites e teve sua redenção.




Além disso,uma passagem muito bacana, é quando Laurie visita sua mãe,Sally, na Califórnia e ela se lembra da tentativa de estupro do Comediante.




Apesar dele ter a machucado muito,fora a humilhação, Sally não guarda rancor de Eddie,pelo contrário,sente pena dele. "Pobre Eddie"- diz Sally a Laurie,que fica revoltada com a atitude da mãe.




Vemos também como foi as relações do Comediante com os outros vigilantes,como com Dan Dreiberg,o Coruja II e aquele diálogo memorável: "E o sonho americano? Tá se realizando"...Pois é, é Alan Moore!


Enquanto o Comediante é enterrado e sua morte continua repercutindo entre os vigilantes, Rorschach descobre que Moloch,um perigoso inimigo dos vigilantes, foi ao enterro do Comediante.




Rorschach invade o apartamento de Moloch e ele faz uma importante confissão: o Comediante foi a sua casa mais ou menos uma semana antes de morrer,falando de uma ilha,de artistas,cientistas, Dr. Manhattan e de sua ex-namorada Janey Slater e de Moloch,que estavam numa lista.





Rorschach não acredita muito na versão de Moloch,mas não a descarta totalmente e pensando num jeito de investigar mais a fundo essa história,vai ao cemitério e visita o túmulo do Comediante.







" Ouvi uma piada uma vez: Homem vai ao médico,diz que está deprimido.Diz que a vida parece dura e cruel.Conta que se sente só num mundo ameaçador,onde o que se anuncia é vago e incerto.




Médico diz: o tratamento é simples.O grande palhaço Pagliacci está na cidade.Assista ao espetáculo.Isso deve animá-lo.Homem se desfaz em lágrimas e diz:mas doutor...

EU SOU O PAGLIACCI"
Rorschach


Nota:9

sábado, 4 de abril de 2009

Crítica: Ele Não Está Tão Afim de Você


Baseado no livro de Greg Behrendt e Liz Tuccilo (Ele Simplesmente Não Está Afim de Você), que por sua vez, foi inspirado em um episódio do seriado Sex and the City. O que esperar de um filme baseado na história de mulheres fúteis e consumistas?? Nada disso do que você pensou, o filme surpreende e se supera dentre tantas comédia românticas.

por Fernando

Ele Não Está Tão Afim de Você conta histórias de várias pessoas baseadas em situações amorosas que faz, que fez ou que um dia fará parte da vida de qualquer ser apaixonado.

E quem dá a partida inicial dessas histórias é Gigi, interpretada por Ginnifer Goodwin. Gigi vive na intensa procura de sua alma gêmea, sai com vários caras com o intuito de encontrar o homem certo para ela. O filme inicia quando ela conhece Conor (Kevin Connolly), ela dá seu telefone mas ele não liga no dia seguinte, o que faz com que ela crie em sua mente vários motivos para isso ter acontecido. Estaria ele doente, perdeu o telefone, está muito ocupado, não está preparado para iniciar uma vida amorosa ou acabou de sair de um relacionamento difícil e não está preparado para reiniciar um novo namoro?? Entre tantas questões, Gigi decide perder o orgulho e vai atrás dele, mas ele não estava no momento, e quem estava era o colega de quarto dele, Alex (Justin Long), que trabalha num sofisticado bar e atrai todos os tipos de mulheres e age como se conhecesse todas elas, todos os estilos, todas as neuroses do mundo feminino. Os dois se tornam amigos confidentes, logo que Gigi, desesperada para encontrar alguém, descobre em Alex uma enciclopédia das perguntas que ele sempre fez a si mesma mas nunca encontrava a resposta, mas a resposta para todas elas, é uma resposta simples, curta e grossa: ele não ligou porque simplesmente...ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ!!

Enquanto Gigi descobre o confuso mundo dos homens, surgem outras histórias. Anna (Scarlett Johansson) conhece por acaso Ben (Bradley Cooper) num mercado, ela é uma cantora iniciante e ele ajuda profissionais no ínico de carreira, uma espécie de caça telentos. Era para ser só uma ajuda profissional, mas acaba virando amizade, e da amizade surge algo a mais, não um romance, mas algo mais "carnal", entretanto, Ben é casado e Anna seria então sua amante, ela topa, aliás ela não queria nada mais sério, inclusive se espanta quando ele revela que está decidido a largar a esposa para ficar com ela. Anna é uma mulher as avessas, é a amante, não quer nada mais que isso, aliás, já estava com um caso com nada mais nada menos com Conor (aquele que conheceu Gigi mas não ligou no dia seguinte, por causa de Anna). Por sua vez, Ben é casado com Janine (Jennifer Connelly), uma neurótica esposa que só pensa na atual construção da casa deles, não liga para o sexo, algo que Ben encontra em Anna.

Em outros momentos, conhecemos a simpática Beth (Jennifer Aniston) que sonha em se casar com Neil (Ben Affleck) com quem namora há 7 anos. Ela vê suas amigas e irmãs se casando e se pergunta por que isso não acontece com ela e chega a triste conclusão de que talvez ele não a amasse tanto a ponto de querer se casar. Também conhecemos, Mary (Drew Barrymore) uma outra mulher a procura do cara perfeito, porém, seus relacionamentos se resumem a internet, e-mails, caixa postal, mensagem de voz, recado no my space, uma mulher ligada na modernidade que interage a todo momento com a globalização, mas nunca tem a chance de conhecer alguém cara a cara.

O filme conta um certo período na vida dessas pessoas e as atitudes que elas decidem tomar em relação a seus relacionamentos, sejam eles frustrantes, ou aqueles que nem chegaram a acontecer. Gigi se torna mais confiante em relação aos homens e decide agir como eles, usando a cabeça e não coração. Beth se separa de Ben e decide viver sua vida sózinha e aos poucos percebe o quanto isso é difícil depois de 7 anos ao lado dele e que talvez não se casar teria que ser seu sacrifício. Anna não quer nada mais profundo de um relacionamento, mesmo tendo dois amantes, entre o sexo e a diversão de Ben e responsabilidade, fidelidade e conforto de Conor. Mary se sente presa na modernidade (e na verdade, não sai disso) e Janine descobre a traição de Ben e decide salvar o casamento, uma atitude desesperada, com medo de ficar sózinha e perder o homem que tanto ama, mesmo quando a verdade estava estampada na cara dela, ele não estava mais afim dela.

Ele Não Está Tão Afim de Você poderia ter se perdido no meio do caminho, mas as situações que ele expõe são tão rotineiras e tão possíveis de acontecer, cada diálogo, cada momento é como se tivessemos visto em algum lugar, em histórias de algum amigo, ou familiar, ou até mesmo na nossa própria vivência. As desculpas dos homens, as neuroses e frustrações das mulheres, as complicações de um casamento ou de um simples relacionamento a dois nunca foram expostos de uma maneira tão direta e coesa, mas acima de tudo, de uma maneira sincera e fiel a realidade.

Provavelmente, alguma pergunta que você já fez sobre homens ou mulhres vai ser respondida em algum momento do filme, ele poderia até ser utilizado como um filme de auto-ajuda. Pode até parecer exagero, mas o longa responde e explica questões muitas vezes profundas demais para algumas pessoas que não compreendem as atitudes do parceiro. Questões que nunca são questionadas em comédias românticas que perdem o tempo mostrando vidas superficiais e situações inusitadas, sejam elas interessantes, engraçadas ou românticas, mas nunca compativeis com a verdade. Ele não está tão afim de você é uma frase difícil e arriscada, mas a verdade é que ela existe e não deve ser omitida e finalmente um filme decidiu expô-la, com bom humor, entre situações engraçadas e momentos marcantes.

O bom elenco não apaga o brilho do roteiro, mas é impossível não deixar de prestar a atenção num cast dificilmente reunido. Scarlett Johansson tem bastante destaque no longa e ela por si só já se destaca, sua persogem é doce e carismática mas ao mesmo tempo possui caráter duvidoso, mas no final, suas atitudes são compreensíveis. Drew Barrymore fez o que já havia feito antes em vários filmes, mas sua presença é sempre indispensável, seu sorriso enche a tela, mas infelizmente o longa não exige muito dela que aparece pouco. Jennifer Aniston anda surpreendendo bastante em seus novos filmes, depois de sua mais que excelente atuação em Marley e Eu, ela volta a se destacar, sua Beth é uma daquelas personagens que torcemos bastante para que seu final seje feliz. O Elenco masculino é normal, nada de surpresas, temos a volta de Ben Affleck na frente das camêras, Kevin Connolly e Bradley Cooper, são simpáticos e bons atores, mas não chamam tanto a atanção. O destaque dentre os homens, fica para Justin Long, com a personagem masculina de maior destaque, ele segura as pontas, tem presença e carisma suficiente para um quase protagonista.

Todos estão ótimos, mas palmas para Jennifer Connelly, que depois de sua personagem no fiaco O Dia em Que a Terra Parou, voltou com grande estilo em uma boa projeção Hollywoodiana. Janine sem dúvidas é a personagem mais interessante, com um lado psicológico mais profundo que as demais. É uma esposa, e tem dificuldades em ser a mulher, não faz sexo com o marido e não sabe o satisfazer como homem. Torcemos tanto para ela, principalmente quando descobrimos que ela está sendo traída, é triste ver ela se matando para ser um boa esposa e se quebrando com as responsabilidades do lar, enquanto seu marido está se divertindo. Mas suas atitudes são surpreendentes, a sua reação diante das situações que a envolvem nesse pequeno período, marca algum dos melhores momentos do longa. Outro destaque fica com Ginnifer Goodwin, uma excelente atriz que já fez parte de alguns filmes como Johnny e June e O Sorriso de Monalisa, mas nunca teve sua atuação valorizada, espero que dessa vez, Hollywood veja a pérola que estava escondida. Ele é divertida, carismática, simpática e meiga, constrói uma personagem que é difícil não se envolver, ela praticamente é a protaginista e mesmo com um nome e um rosto desconhecido no meio de tantas beldades, ela consegue brilhar.

Ele não Está Tão Afim de Você surpreende, pelo seu roteiro, não que seje ousado ou profundo, mas contrói o filme utilizando a melhor ferramenta, a realidade. O diretor Ken Kwapis não inova, mas tem seu mérito por conseguir equilibrar, um filme comercial, com um elenco de peso com uma história inteligente, sem ofuscar o brilho de nenhum deles.

A trilha sonora é bacana e ajuda em alguns momentos do filme, do rock de R.E.M ao romantismo de James Morrison. E uma ponta de Somewhere only we know do Keane, que aparece mais uma vez na trilha sonora de um filme, mas até isso o filme trabalha bem, a música parece ser diferente e é fundamental, pois aparece numa das melhores cenas do filme.

Não é um filme revolucionário que vai mudar a história do cinema, mas merece ser visto e ser reconhecido pelos tantos pontos positivos que o filme carrega. Assista, nem que seje pelo elenco, mas assista. Não é uma comédia romântica fútil ou banal, é inteligente e tem seu propósito. Além do fato, do filme não ser totalmente previsível, nunca sabemos ao certo o que irá acontecer com cada pessoa, nem sempre acontece aquilo que imaginamos. Resumindo, vale a pena. E não esqueça...Ele pode não estar tão afim de você. A verdade muitas vezes dói, mas ela deve ser encarada uma hora ou outra.

NOTA: 9

sábado, 21 de março de 2009

Especial Watchmen - Parte 1/13

Especial Watchmen
Os criadores e o capítulo 1
Por Bárbara
Os criadores




Alan Moore



Alan Moore nasceu em 18 de novembro de 1953 em Northampton, Inglaterra, uma cidade industrial situada entre Londres e Birmingham.
Filho mais velho do funcionário de uma cervejaria, Ernest Moore, e da tipógrafa Sylvia Doreen, Moore teve uma infância e uma adolescência bastante influenciadas pela pobreza da sua família e do seu ambiente.
Ele foi expulso de uma escola secundária conservadora e não foi aceito em qualquer outra escola. Assim, em 1971, Moore estava desempregado e sem possuir qualquer qualificação profissional.
Moore começou a trabalhar com a Embryo, uma revista que tinha publicado com amigos. Isso fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Depois, casou-se com Phyllis em 1974, tendo eventualmente duas filhas, Amber e Leah.
Em 1979, Moore começou a trabalhar como cartunista para a revista semanal de música Sounds, onde escrevia e desenhava uma história de detetive chamada "Roscoe Moscou", sob o pseudônimo de Curt Vile.
Eventualmente, Moore concluiu que era um ilustrador fraco e decidiu focalizar seus esforços apenas em escrever. As suas primeiras contribuições foram para a Doctor Who Weekly e o famoso título de ficção ciêntífica 2000 AD, na qual criou várias séries populares, como A Balada de Halo Jones, SKIZZ e D.R. & Quinch.
Em seguida, Alan Moore trabalhou para a Warrior, uma revista britânica de antologias. Foi nesse título que começou duas importantes séries: Marvelman (rebatizado nos Estados Unidos como Miracleman) e V de Vingança, o subversivo conto sobre a luta por liberdade e dignidade numa Inglaterra fascista. Ambas lhe conferiram o British Eagle Awards, como Melhor Escritor de Quadrinhos em 1982 e 1983.
Os talentos de Moore lhe garantiram a sua primeira série americana, a saga do Monstro do Pântano. Nela, o conceituado escritor reinventou o personagem, enquanto seu enredo girava em torno de temas pesados (controle de armas, racismo, lixo nuclear, etc).
Exibindo grande profundidade e perspicácia em seu trabalho, ele demonstrou que podia escrever sobre um amplo leque de tópicos e situações. As histórias dele fixaram o passo para o chamado "Suspense Sofisticado", através do qual a maioria das HQs da linha Vertigo da DC opera atualmente.Além de Monstro do Pântano, escreveu também vários outros títulos da DC, um anual do Batman e algumas histórias do Superman.
Em 1986, enquanto a DC Comics estava reconstruindo seu universo de quadrinhos, Moore escreveu Watchmen, que, ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, redefiniu o meio dos quadrinhos, e mudou o tom dos quadrinhos da época. Watchmen, com seus enredos detalhados, mostrava um retrato realista dos super-heróis num mundo que nem os entendia, nem confiava neles, e é até hoje considerada por muitos a maior HQ de super-heróis de todos os tempos.
Ele terminou suas histórias para o Monstro do Pântano, completou V de Vingança para a DC Comics e escreveu uma das melhores histórias do Coringa em Batman: A Piada Mortal (com arte de Brian Bolland). No final do anos 80, Alan Moore estava muito descontente com o fato de não possuir os direitos de Watchmen, assim como achava que não estava recebendo os royalties adequados pela série.
Além disso, nessa época surgiram discussões sobre a implementação de um sistema de classificação nas revistas em quadrinhos e Moore era totalmente contra essa idéia. Assim, ele resolveu deixar os quadrinhos mais comerciais e populares para trabalhar estritamente para editoras menores e independentes.
Sem mais nenhum vínculo com a DC, Moore começou vários projetos. Em 1988, montou a sua própria editora, chamada Mad Love Publishing. Moore começou a trabalhar num roteiro de cinema com o empresário da banda punk Sex Pistols, Malcolm McLaren, chamado "Fashion Beast" (embora o filme nunca tenha saído do papel).
Ele também começou a série Big Numbers, com artista Bill Sienkiewicz; mais duas séries para a Taboo, de Stephen Bissette: uma chamada Lost Girls, com a artista Melinda Gebbie, e a série Do Inferno, com Eddie Campbell. Moore também fez uma história pessoal intitulada A Small Killing, com o artista Oscar Zarate. A publicação independente, entretanto, não foi uma coisa muito boa para Moore. Dos trabalhos que começou nesse período, apenas A Small Killing e Do Inferno foram concluídos.
Posteriormente, Moore foi trabalhar na Image Comics, uma nova companhia de quadrinhos dirigida por um grupo muito popular de jovens artistas e escritores. Nessa editora, Moore escreveu 1963, uma espécie de reparação pelas péssimas histórias de outros escritores que brotaram na mídia dos quadrinhos como conseqüência de Watchmen. Ele também escreveu várias histórias para o personagem Spawn, criado por Todd McFarlane.
Nesse período, seu trabalho mais precioso talvez tenha sido a renovação da série Supremo, uma criação de Rob Liefeld calcada no Superman. A abordagem de Moore para o personagem foi tão nostálgica, quanto criativa, voltando no tempo até os primórdios da DC Comics. Infelizmente, a série foi suspensa por causa de problemas financeiros e os dois últimos números jamais foram publicados.
Então, Moore criou seu próprio selo: America’s Best Comics (ABC) para a WildStorm, o estúdio de Jim Lee, da Image Comics. E, mais uma vez, o talentoso escritor pavimentou todo um território diferente com várias novas séries: A Liga Extraordinária, Promethea, Tom Strong, Tom Strong’s Terrific Tales, Tomorrow Stories e Top Ten.
Ironicamente, a WildStorm acabou sendo vendida para a DC Comics e Jim Lee teve que acertar alguns detalhes contratuais com Moore para que não existisse nenhuma ligação entre ele e sua antiga editora.
Recentemente, o polêmico roteirista se desligou da DC/Wildstorm por causa das interferências da editora no seu trabalho. A DC detém todos os direitos dos personagens da ABC, exceto ‘A Liga Extraordinária’, que é propriedade de Moore e Kevin O’Neill. O terceiro volume da série deverá ser publicado pela Top Shelf Publishing.
Outros projetos de Moore incluem CDs e livros... além do seu desejo de se tornar um mago. Alan Moore mora em Northampton, Inglaterra.



Dave Gibbons


Dave Gibbons (nascido em 14 de abril de 1949) é um artista britânico de história em quadrinhos.
Gibbons tornou-se conhecido nos quadrinhos britânicos pouco depois de começar a trabalhar em títulos de terror publicados pela DC Thomson e pela IPC Media. Quando 2000 AD foi lançada, Gibbons foi colocado como Diretor de Arte e ilustrador das tiras "Harlem Heroes". Seu último trabalho ali foi com "Rogue Trooper", depois do qual ele se concentraria em um período na Doctor Who Magazine".
Gibbons foi um dos talentos britânicos descobertos por Len Wein em 1982 e começou a desenhar o Lanterna Verde para a DC Comics. Sua obra mais conhecida na editora foi a colaboração com Alan Moore na série Watchmen.
Seu trabalho mais recente é uma graphic novel em preto-e-branco chamada The Originals. Publicada pela Vertigo em 2005, é uma história situada em um futuro próximo, mas inspirada fortemente na imagem Mod dos anos 60.
Entre seus projetos atuais na DC estão a mini série The Rann/Thanagar War e Green Lantern Cops: Rechange.


Fonte: Devir Quadrinhos ( Alan Moore ) ; Wikipedia ( Dave Gibbons ).





Capítulo 1 - À Meia - Noite, todos os Agentes...




"Sexta à noite , um comediante morreu em Nova York.Alguém o jogou pela janela e quando o corpo bateu na calçada, a cabeça dele foi parar no estômago.
Ninguém se importa.Ninguém exceto eu."
Rorschach







O começo da história.Quando Edward Morgan Blake , um vigilante conhecido como Comediante morre em Nova York , outro vigilante chamado Rorschach decide investigar , tecendo uma teoria de que haveria um assassino de mascarados à solta.Assim , ele resolve ir atrás de seus antigos colegas para avisá-los da possível existência desse assassino.


Um ótimo início.Desde os primeiros quadrinhos, a morte do Comediante já intriga o leitor sobre o possível assassino e suas motivações.Ou seja , quem foi e por que???Apesar do Comediante ter sido um dos vigilantes mais violentos, sádicos, mal - caráter do grupo e de ter feito muitos inimigos , há algo no assassinato dele e na investigação de Rorschach que deixa a trama interessante.




O que mais gostei nesse primeiro capítulo foram as frases de efeito de Rorschach.Uma melhor do que a outra , elas explicam ao leitor o tipo de personalidade do vigilante ,que mesmo proibido de atuar pela Lei Keene, continua na ativa por sentir nojo do que os EUA se transformou: em um reduto de drogados e prostitutas.

Além da morte do Comediante e da investigação de Rorschach, ainda vemos como estão os outros vigilantes.Dan Dreiberg , o Coruja II , está aposentado desde a Lei Keene, vive sozinho em seu apartamento e toma cerveja com Hollis Mason , o primeiro Coruja .Adrian Veidt , o Ozymandias , o homem mais inteligente do mundo , está formando um império do entretenimento usando as imagens dos seus antigos colegas e inimigos , criando uma linha de brinquedos com os personagens.Dr Manhattan está numa base de pesquisas militares trabalhando no seu mais novo projeto e morando com Laurie Juspeczyk , a Espectral II.
Mostrando os defeitos e dilemas desse herois , Watchmen ganha pontos ao enfatizar que todos são seres humanos , passíveis de erros.
Outro ponto bacana , é quando vemos como agiam os vigilantes de um grupo que veio antes dos Watchmen ( embora eles não se denominem assim - só no filme ) , os Minutemen.


Acompanhar um pouco das histórias de Coruja I , Espectral I , Capitão Metrópolis , Silhouette , Dollar Bill , Homem - Mariposa , Justiceiro Encapuzado e Comediante nos áureos anos 40 foi muito importante para que o leitor pudesse comparar as duas gerações , a pré e pós Lei Keene.

A Lei Keene foi uma lei que proibia vigilantes mascarados que atuarem contra o crime , depois da greve da polícia.Um momento legal durante esse período foi quando o Coruja II e o Comediante foram tentar controlar a manifestação popular , em que o Coruja , muito pacifista , tenta conversar com os manifestantes , enquanto o politicamente incorreto Comediante , desce da nave - coruja e começa a bater e a atirar em todo mundo.

Até que o Coruja pergunta ao Comediante:"e o sonho americano?" e o Comediante responde "ele está se realizando agora".

Outro diálogo muito bom foi de Dan Dreiberg com Rorschach , quando este último foi avisá-lo de que supostamente havia um assassino de mascarados à solta.Eles começam a relembrar o passado , de quando faziam rondas e combatiam gangues juntos até que que Dan fala "bons tempos , mas o que aconteceu?" e Rorschach responde "você desistiu".

Nota:9

terça-feira, 10 de março de 2009

Especial Watchmen - Aguarde

ESPECIAL WATCHMEN
ANÁLISE DOS QUADRINHOS E A CRÍTICA DO FILME
"A CIDADE TEM MEDO DE MIM.CONHECI SUA VERDADEIRA FACE"
RORSCHACH

quinta-feira, 5 de março de 2009

Crítica: Quem Quer Ser um Milionário?

Amanha, 06 de março, é a estréia oficial de Quem Quer Ser um Milionário?, filme de Danny Boyle ganhador de 8 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O filme ainda ganhou os principais prêmios no Globo de Ouro e no Bafta. Resumindo, é o filme do ano, e felizmente, ele merece esse título.

por Fernando

Quem Quer Ser um Milionário? conta a saga de Jamal Malik, um morador da favela de Munbai na Índia que conquistou em um pragrama de Tv o seu grande estrelato, mas não é sobre fama, e sim sobre a busca de uma vida melhor e mais do que isso, a busca pelo grande amor de sua vida.

O filme se inicia quando Jamal está prestes a responder a última pergunta do programa Quem Quer Ser um Milionário?, um grande sucesso da Tv onde ele decide participar. No auge do programa ele vai embora para voltar no próximo dia para responder a pergunta que deixará ele milionário!! Mas nesse intervalo, ele é raptado, pois todos acreditam que Jamal está trapaciando, logo que ele é um favelado e, como pode um morador da favela conseguir responder todas as perguntas? E através de torturas, dois capangas retiram a verdade de Jamal para descobrir como ele sabia de tudo e como ele foi parar ali. A partir de então, conhemos sua grande jornada, pois foi através de toda sua experiência de vida que ele encontrou as respostas para as perguntas feitas.

Tudo começa com ele criança morando na favela com seu irmão Salim, sua mãe morre em um conflito de caça aos moradores muçulmanos, a partir disso, eles são obrigados a ficar sozinhos e a tentar sobreviver de todas as formas, no meio da violênicia, da miséria e do caos da favela, onde a vida é limitada, ninguém consegue ser grande se não jogar sujo. Nessa correria, eles conhecem Latika, uma garota que assim como eles, perdeu a família. Os três se unem e vão parar uma suposta escola de música feita por moradores carentes, mas logo eles percebem que tudo aquilo era uma armação, feita por bandidos da pior espécie e viciados em drogas em busca de dinheiro fácil através das pobres crianças. Eles, mais uma vez fogem, mas Latika não consegue e é raptada novamente.

A partir de então, a vida de todos mudam. Eles crecem, se tornam pessoas espertas e acostumadas com a malícia da favela. Salim, por outro lado, entende mais que Jamal que para vencer ali é preciso mais, e começa a se infiltrar no tráfico e a se envolver com bandidos, pois essa, para ele, era a única maneira de ganhar dinheiro e vencer na vida. Salim, por sua vez, sempre acreditou na bondade e que conseguiria vencer no trabalho limpo. Ele faz de tudo, trabalha em restaurantes, como auxiliar de turismo e enfilm acaba como um entregador de chá em uma companhia de telemarketing. Mas com tudo isso, ele sempre teve algo a mais em mente, Latika.

Ele, então, vai atrás da garota perdida. Ele a encontra se prostituindo com os mesmos bandidos do ínicio, mas ele, com a ajuda de Salim a salva. Ele acaba se envolvendo demais com ela, e entre encontros e desencontros de suas vidas, altos e baixos, entre a violência e o tráfico, eles vão se perdendo, vão se encontrando, vão se apaixonando.

Tudo dá errado para os dois, como se o destino tivesse escrito que eles nunca ficariam juntos, mas Jamal nunca desiste de encontrá-la. E foi por Latika que ele resolveu participar de Quem Quer Ser um Milionário?, pois ele sabia que ela veria o programa e assim que ela o assistisse, ela iria encontrá-lo. Era sua única chance de viver um grande amor, o amor que ele sempre sonhou, mesmo diante de tantas dificuldades.

Jamal em sua jornada para a felicidade e melhoria de vida, acaba vivenciando tudo o que é possível e impossível, uma história jamais contada, experiências jamais vividas. E em cada momento que viveu, ele busca em suas lembranças mais rotineiras as respostas mais inusitas.

Quem Quer Ser Um Milionário? é um filme todo rodado na Índia, completamente fora dos padrões Hollywoodianos, totalmente original. É um filme para ser lembrado.

Danny Boyle fez seu melhor trabalho como diretor, é uma obra prima, fora dos padrões, mais uma vez, do que se chama de um filme clássico, pois é isso o que ele é. É um drama, repleto de situações engraçadas em uma bela história de amor. É divertido, original, dinâmico, brilhante, empolgante, ousado, romântico, emocionante, criativo, excitante, inspirador.

Um dos melhores filmes que vi em minha vida e olha que já foram muitos. Com certeza, mereceu suas premiações. Sua trilha sonora é invejável e assim como o filme, original e empolgante. Fotografia marcante e cenas magistralmente editadas. Músicas memoráveis com direito a uma dança no final do longa.

Outro ponto positivo são os atores, completamente desconhecidos...até agora, pois depois desse filme eles têm tudo para serem um seucesso. Falo de Dev Patel que interpreta Jamal na adolescência e a bela Freida Pinto (que já está no novo projeto de Woody Allen) que interpreta delicadamente Latika, também na fase da adolescência. Anote esses nomes.

Mais do que recomendável, assista de qualquer maneira. Quem Quer Ser um Milionário? tem tudo para ser um grande sucesso, principalmente aqui no Brasil, tem um toque bem divertido e colorido que vai chamar a atenção dos brasileiros, tanto os intelectuais apaixonados por cinema, quanto os mais desligados na sétima arte.

Quem Quer Ser um Milionário? já é um clássico e dos mais inovadores. Excelente direção em uma excelente história. O melhor filme ganhador do Oscar desde Crash- No Limite, deixa Os Infiltrados de Martin Scorcese (que ganhou o prêmio como consolação de uma vida inteira tentando ganhar o Oscar) e Onde os Fracos Não têm Vez dos irmãos Cohen (que de melhor filme não tem nada) envergonhados. Entre tantos outros filmes que já ganharam mas que não mereciam, e se mereciam, nem eram tão bons assim. Mas Quem Quer Ser um Milionário? merece, é simplesmente perfeito. Assista para se divertir, se descontrair, não é mais um drama sobre política, desgraças e mortes tristes no final, é um filme alegre, inspirador, de deixar qualquer um feliz por ter acabado de ver uma grande história. É sobre a luta de uma pessoa para ser alguém na vida, atravessando os obstáculos que se tornavam pequenos diante de sua fé e vontade de vencer, e é claro, sobre a busca pelo amor, que não é preciso sorte, dinheiro ou malandragem para conquistar um amor verdadeiro. Destino é destino.

NOTA: 10

terça-feira, 3 de março de 2009

Dica de DVD: Sangue Negro

Voltando um pouco no tempo, ao Oscar do ano passado, estava a obra-prima Sangue Negro, que era um dos favoritos a ganhar os principais prêmios, mas acabou perdendo injustamente para Onde os Fracos Não Têm Vez. Mas levou o Oscar de Melhor Ator para o sempre ótimo Daniel Day Lewis e Melhor Fotografia.

por Fernando

Sangue Negro conta a tragetória de Daniel Plainview (Daniel Day Lewis) e seu pequeno filho H.W. Daniel é um perfurador de solos a procura de petróleo, vive sua vida disso e toma conta de sua família que se resume a seu único filho, pois ele havia perdido sua esposa. Até que um dia, um milagre para ele acontece, ele encontra muito petróleo em um determinado terreno, o equivalente para ele se tornar um milionário, empresário, admistrador de seu próprio trabalho e o homem mais influente da região. E com isso, ele, é claro, decide se expandir.

Logo, ele parte com seu filho para uma pacata cidade, ele descobre através de um desconhecido um terreno que poderá gerar muitos frutos para ele, muito petróleo seria encontrado, essa informação foi dada em troca de dinheiro. Pois a vida de todos da região se resumia a trabalho, ambição e ir para a igreja, a igreja de Eli Sunday (Paul Dano). O plano dá certo, Daniel encontra muito petróleo, se expande cada vez mais e influência cada vez mais pessoas.

Daniel é autônomo, ele é sua própria empresa, cria uma região feita para gerar dinheiro, cada vez mais dinheiro, pessoas vinham de toda a parte trabalhar com ele, isso significava, que suas respectivas famílias se mudavam com seus maridos trabalhadores, isso, por sua vez, significava ter que construir escolas e casas para as novas famílias. Com isso, Daniel constrói um mundo ao seu redor.

Por outro lado, nem tudo segue perfeitamente. Eli Sunday é um jovem e ambicioso pastor, é rígido demais e subordinado demais sob as leis da igreja, segue seus passos através da palavra da fé. Não admite as idéias de Daniel, é completamente contra um homem ser tão ambicioso e nem ligar para Deus, só pensar em dinheiro. Ele começa a bater de frente com Daniel, começa exigir dinheiro para sua igreja, começa a exigir atitudes "nobres" dele. E Plainview encontra no pastor seu pior inimigo, seu maior obstáculo. A relação dos dois atravessa os limites da compreensão, Daniel chega a espancar o pastor, Eli, por sua vez, praticamente obriga Daniel a ser exorcisado, já que ele acredita fielmente que ele está sendo dominado por um demônio, e por isso age de maneira tão arrogante, tão ambiciosa, tão individualista.

Daniel passa dos limites com sua ambição, começa a ter tanto poder que perde completamente o controle. Seu filho fica surdo por causa de um acidente em uma torre que perfurava o chão. Ele não é um pai carinhoso e partir disso começa a abandonar o filho, a não aceitar ele ser surdo. H.W começa a ficar sózinho e Daniel não vê o quanto seu trabalho e sua ausência começa a afetar a vida de seu filho.

Daniel Plainview é uma personagem de ouro, clássica. É tão humano que chega a assustar. Conforme o filme segue, vamos conhecendo a personalidade dele e vamos nos envolvendo com facilidade a sua trajetória, nos emocionamos com ele e ao mesmo tempo sentimos raiva. Em determinada cena, ele se revela, mostrando quem realmente ele é, um homem maduro, sério, compenetrado no trabalho, só pensa em vencer, a questão para ele não ter muito dinheiro, mas sim vencer, não se admite ser pior que os outros, não se admite falhar, não se admite ser pequeno.

A história é ótima, a fotografia é bela e junto com a excelente trilha sonora dão um tom pesado ao filme. Mas não importa o quanto de qualidades Sangue Negro tenha, só conseguimos ver Daniel Day Lewis.

Day Lewis é um ator completo, parece que conseguiu chegar ao auge de sua carreira com essa personagem. É difícil encontrar palavras para descrever o seu mais que excelnete desempenho. Sua atuação é fora de sério, uma das melhores performances masculinas dos últimos anos, o que ele faz é memorável, admirável. Daniel Day Lewis tem uma atuação antológica.

Palmas também para o diretor Paul Thomas Anderson, que faz um filme brilhante. Outro destaque é o coadjuvante Paul Dano que está ótimo com seu pastor obsecado pela igreja, um pastor fajuto e cheio de más intensões.

Sangue Negro é um filme longo e bem monótomo, e está ai o seu pior defeito. Mas as cenas, as atuações, os diálogos são tão belos que nem ligamos tanto para o tempo. Pelo menos, acredito que aguentaria mais, é um filme bom de se ver, de se admirar. Mas é um longa com um clima pesado, angustiado, melancólico, forte e que contribui para entrarmos de cabeça nessa vida de poder e corrupção de Daniel Plainview e Eli Sunday. Aliás, existem algumas cenas inesquecíveis e diálogos fortes e memoráveis, em determinados momentos ficamos espantados com os acontecimentos de tão pesados e expressivos, isso gráças as atuações de Paul Dano e Daniel Day Lewis. A vontade que dá é de abrir a boca e ficar ali parado, sem pensar, sem respirar e depois reprisar para ver de novo.

Sangue Negro está ai para provar que nem sempre o filme que ganha o Oscar é o melhor. De longe, disparado, esse filme é muito melhor que Onde os Fracos Não têm Vez, que até hoje não entendo como esse filme conseguiu ganhar os principais prêmios, seus concorrentes eram bem melhores, além de Sangue Negro, havia os ótimos Juno e Desejo e Reparação, que se ganhassem, seria algo mais compreensível. Esqueça Contato de Risco, com George Clooney, que conseguiu ser pior que o vencedor. Mas tudo isso ficou no passado, esse ano estamos de frente de filmes um pouco melhores que do prêmio do ano passado.

Mas deixa de lado os prêmios, Sangue Negro não é o melhor filme, para muitos pode até ser um filme chato, mas é brilhante, original, recomendável. Assista se puder, vale a pena.

NOTA: 8.5

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