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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Crítica: A Juventude (Youth, 2015)

Paolo Sorrentino, que venceu há dois anos atrás o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com sua obra-prima "A Grande Beleza", retorna com mais um irretocável trabalho, ainda repleto de poderosas imagens e sensações.

por Fernando Labanca

É inevitável assistir "A Juventude" e não fazer logo esta associação com seu filme anterior. Sorrentino realiza aqui quase que uma versão americanizada de "A Grande Beleza", que aliás, o vendo dessa forma pode até soar como algo negativo, no entanto, quem ganha com este seu retorno e com esta repetição de maneirismos visuais e narrativos é o público. A trama e a composição dos personagens são completamente diferentes e por isso ver o cinema deste talentoso diretor italiano continua sendo uma experiência muito única, apesar das semelhanças, continua sendo um cinema raro, digno de admiração, de contemplação.



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Crítica: Interestelar (Interstellar, 2014)


Christopher Nolan é um dos cineastras mais ambiciosos de nosso tempo, é de surpreender a maneira triunfante como ele retorna a cada novo trabalho, mesmo depois de grandes produções como "A Origem" e a trilogia do Batman, ele se mostra, mais uma vez, incansável, sempre disposto a fazer o melhor, o maior e mais impactante. "Interestelar" é grandioso, é também, sua obra mais pretensiosa e a mais corajosa que ele chegou a realizar em todos esses anos.

por Fernando Labanca

Trata-se de uma ficção científica, e das boas. Um raro exemplar de um gênero que há muito tempo não nos apresentava algo tão original, e ao mesmo tempo, tão clássico, tão épico. Christopher Nolan, que nitidamente teve grandes inspirações em "2OO1: Uma Odisséia no Espaço" (1968) de Stanley Kubrick, realiza um trabalho memorável, que nos presenteia com sequências milimetricamente bem elaboradas, que respeita a sétima arte, respeita o público. Me fez lembrar de um cinema mais puro, mais limpo, onde a cena nos permite compreender a ação, e por isso, nos dá tempo e a chance de apreciar cada instante. E por esses elementos, vejo a direção de Nolan como sendo tão corajosa, simplesmente por ele ter tido a ousadia de construir, em pleno 2014, numa época onde o 3D e os efeitos especiais dominaram as super produções, algo que remetesse aquelas produções mais antigas, chega a ser nostálgico a beleza das cenas, sem exageros visuais, tudo é muito real, e por isso, mais interessante, mais bonito. O filme se difere também pela importância que o roteiro dá para seus personagens e para os diálogos, logo que, mais do que um sci-fi, "Interestelar" se firma como um poderoso drama, que carrega durante toda sua trama uma forte e intensa carga emocional.

sábado, 11 de agosto de 2012

Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012)

Em 2005 estreava nos cinemas "Batman Begins", do até então pouco conhecido Christopher Nolan. Na época, era somente mais um começo para o herói, dentre tantas histórias que o cinema já havia visto. Não sabíamos, porém, a grandiosidade de tudo aquilo, o que de fato aquele Nolan estava prestes a realizar. Hoje, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" chega com um final épico, algo que nos últimos anos não tivemos a chance de ver, a saga de um herói, incrivelmente construída, do início ao fim, eleva o nível do gênero para um outro patamar, faz qualquer outro já lançado parecer pequeno, sem graça. O público agradece, Nolan fez um bem para o cinema este ano.

por Fernando Labanca

A história ocorre oito anos após os ocorridos do último filme, onde a morte de Harvey Dent definiu os rumos de Gotham City. Ele passa a ser visto como herói, seu nome foi dado a uma lei onde devido a ela, os crimes desapareceram da cidade e o povo vive um tempo de paz, já Batman, é visto como aquele que causou a morte de Dent. Enquanto isso, Bruce Wayne (Christian Bale) se esconde na solidão de sua mansão, mas se vê obrigado a retornar quando Selina Kyle (Anne Hathaway), uma habilidosa e sedutora mulher cruza seu caminho e estraga seus planos. Ele, retorna como Batman também, ao compreender que a cidade ainda precisava de um herói, capaz de deter os terríveis planos de Bane (Tom Hardy), um homem que diferente de Bruce, nasceu na escuridão mas que também fora treinado por Ra's al Ghul (Liam Neeson), e passa a controlar Gotham levando a diante os ideais da Liga das Sombras.

"O Cavaleiro das Trevas Ressurge" é muito mais uma sequência de Batman Begins do que do segundo filme. Muitos elementos do primeiro filme retornam aqui, acredito eu, aconteceu devido a ausência do vilão Coringa, era a única ponta solta deixada do longa anterior e que não teve a chance de ser continuada. Coringa foi um personagem épico, genial, obviamente fez falta nesta história, mas o roteiro brilhante conseguiu construir inúmeros outros elementos que esta falta acabou sendo pequena, há muita coisa nova, personagens novos, e definitivamente, tudo é muito bom, cada detalhe, cada cena, cada novo ser que surge na tela, tudo com uma extrema qualidade, qualidade que há muito não se via no gênero. É interessante essa conexão que ele faz com o "Begins", é como se conseguisse de forma magistral fechar todas as pontas, fecha um ciclo, busca situações do passado e retorna de forma conveniente, onde tudo passa a fazer sentido, tudo tem um porquê, o que percebemos disso tudo, é que Christopher Nolan é um gênio, parece que tudo fora pensado desde o primeiro filme, pois cada pequeno detalhe faz a diferença, tudo se encaixa, uma trilogia muito bem planejada. 


O que mais surpreende no filme, porém, é a belíssima composição dos personagens. Em certo momento Batman diz aquilo que todos sabemos, Batman pode ser qualquer um de nós e essa é a grande sacada do herói e esta qualidade se torna mais nítida neste filme. Sem poderes especiais, sem apelações visuais, Batman é o que é e a seriedade com que o roteiro nos apresenta o herói, faz dele o melhor que já existiu no cinema, e a ligação que ele tem com a cidade de Gotham, a necessidade que ele tem em salvá-la, diferente dos outros heróis que possuem como única preocupação, se livrar do vilão. Bane como vilão, é definitivamente, menor que o Coringa e o Duas Caras, mas ainda assim se mostra um personagem interessante e bem construído, é assustador até, sua voz modificada e o modo como ele age, sem temer, decidido a implantar o terror e o caos, como mesmo diz, é um torturador, não do corpo, mas da alma, e é exatamente o que o vilão consegue, o medo que causa não é por sua força, mas o quão ele afeta o psicológico das pessoas, até mesmo do público. A outra grande sacada do roteiro é colocar Batman como coadjuvante, não porque o herói não tem força para levar o filme como protagonista, mas sim porque a história de como Gotham precisa ser salva não depende somente dele, porque os heróis são todos, o herói é aquele homem que coloca a mão no ombro de uma criança e lhe dá esperança, este é o Comissário Gordon que é um outro grande herói da trama, desde o primeiro filme, é aquele homem que não é enaltecido pela mídia, mas sempre esteve lá. A composição de Selina Kyle é genial, sua ambiguidade, nunca sabemos ao certo qual o caminho que ela irá seguir, mais interessante ainda é como em nenhum momento ela é chamada de "Mulher Gato". Ainda temos outros personagens fortes que surgem de repente, com destaque, e somente no final compreendemos o quão eles eram importantes na história, como o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt) e Miranda Tate (Marion Cotillard). Além dos clássicos Alfred (Michael Caine) e Fox (Morgan Freeman). O roteiro incrivelmente consegue, durante as quase três horas de filme, dar destaque para cada um desses personagens, provando a força e a qualidade da obra. 

Assim como o segundo filme da trilogia e diferente de qualquer outro filme de herói já feito, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" trás e muito conteúdo. Não é uma história furada, não necessita de piadas e efeitos visuais exagerados para conquistar o público. Um filme que aposta na inteligência daquele que assiste, constrói uma trama rica em detalhes, com personagens perfeitamente inseridos e cheio de oscilações, complexos, até, eu diria. Um filme maduro, adulto, que leva sua ideia de forma séria e por isso consegue um respeito que nenhum outro filme do gênero conquistou. O longa trata como seu tema principal, o medo e é interessante como essa mesma palavra definiu toda a trilogia, como seus personagens tinham uma ligação com este sentimento. Batman que surge como aquilo que ele mais temia, os morcegos, surge para dividir com os bandidos o que ele tinha medo de encarar, assim como o Espantalho que usava como o medo alheio sua principal arma. E como um ciclo, a palavra retorna aqui e o que é debatido é justamente o medo da morte e como Bruce ausente deste medo era incapaz de compreender as ações de seu inimigo, como temer a morte não nos faz mais fracos, pelo contrário, nos faz mais fortes, pois sem a dúvida do que acontecerá no futuro, sem o receio de falhar, jamais crescemos, jamais encontramos a força suficiente para vencer, o medo trás consigo, a esperança. É belo, então o momento em que Bruce compreende isso, retornando em sua mente a imagem de seu pai e sua antológica pergunta..."porque caímos?", deixando um vazio para sua resposta e este mesmo vazio é preenchido por aquele sentimento em que todos os heróis do filme buscam em si mesmos, pois todos estão em busca de ressurgir, de se reerguer, acreditar no melhor, voltar a ter esperança. Caímos justamente para aprendermos a levantar.


Chega a ser brilhante o ritmo que este filme possui. Este é Christopher Nolan. Daqueles filmes que acabam e realmente bate aquela estranha vontade de levantar e bater palmas, pois é tudo magnífico. Cada cena parece algo memorável, desde a primeira sequência no avião que é simplesmente de tirar o fôlego, passando pela luta entre Batman e Bane, ausente de trilha sonora, sentimos a dor e cada pancada que os personagens levam, as perseguições, a presença de Selina Kyle, que por si só já é um espetáculo, o emocionante diálogo entre Bruce e Alfred, a antológica luta entre policiais e cidadãos no meio da rua, a explosão do campo de futebol, simplesmente genial. E cada um desses elementos fortalecidos pelo som, que assim como todos os filmes de Nolan, parecem diferenciados, fazem o coração parar de bater. A trilha sonora de Hans Zimmer é um show a parte, faltam palavras para descrever a grandiosidade de seu trabalho. Mas é claro que o filme também não escapa de alguns erros, chega a ser estranho como os personagens conseguem se encontrar tão facilmente numa cidade tão grande, sem contar que os heróis chegam sempre no momento e na hora certa, e são nesses momentos que o roteiro deixa a coerência de lado, ou a sequência em que Wayne fica preso, enrola no desnecessário, constrói acontecimentos um tanto quanto inverossímeis e a finaliza de forma bastante clichê e forçada. Entretanto, os erros se tornan pequenos quando há tanto acerto. Um conjunto perfeito de uma direção impecável de Christopher Nolan, com um roteiro genial, inteligente e muito bem detalhado, inserção de personagens ricos interpretados por um grupo de atores talentosos e dispostos a fazerem algo de qualidade, com cenas que ficarão na memória depois de muito tempo. Mais do que um filme memorável, é aquela obra que a gente faz questão de não mais esquecer, pois é algo único e raro.

O longa conta com um grupo de atores admiráveis. Christian Bale é o Batman, ponto. A verdade é que ele acaba sendo o ator que menos tem chance de mostrar talento na trama, mas nenhum outro ator na pele do herói conseguiu convencer tanto quanto ele. Mas o destaque mesmo são os coadjuvantes. Anne Hathaway rouba a cena, a maneira como a atriz se comporta frente as câmeras, capaz de transmitir toda a ambiguidade de sua personagem, auxiliada por sua beleza e carisma, faz muito mais do que ser a heroína sexy, é uma atriz talentosa que deu o seu melhor e entra para a lista do que houve de melhor na trilogia. Tom Hardy, infelizmente tem sua voz alterada, seu rosto escondido, é um grande ator, mas some. Joseph Gordon-Levitt é outro grande destaque na história, tem cenas ótimas, emociona em alguns de seus diálogos e se mostra um dos melhores atores de sua geração. Marion Cotillard, surge menor para uma atriz vencedora do Oscar, e temos sempre a sensação de que ela merecia mais e poderia ter feito algo melhor. Já o veterano Gary Oldman se mostra ainda mais a vontade como Gordon e se destaca por sua grande atuação, assim como Michael Caine que emociona e tem uma performance admirável.

"O Cavaleiro das Trevas" de 2008 foi um filme incrível, de fato, um dos melhores do gênero, conseguiu então, em 2012, um grande concorrente, e o que parecia impossível, Christopher Nolan faz uma sequência a altura de seu antecessor, não o superou, o segundo longa é ainda o ponto alto dos três filmes, no entanto, como conjunto, vemos aqui uma das trilogias mais fantásticas dos últimos anos. Recomendo. Como escrevi anteriormente, Nolan fez um favor para o cinema este ano, mostrou como se faz uma história de um herói, como criar algo grandioso, como se faz um blockbuster sem subestimar a inteligência de seu público, mostrou o que é um final épico, para uma trilogia épica.

NOTA: 9,5





domingo, 8 de agosto de 2010

Crítica: A Origem (Inception, 2010)

Nos últimos anos, o cinema tem nos proporcionado obras interessantes mas que, infelizmente, originalidade não é um termo que se pode taxar qualquer título, até porque, muitos desses trabalhos são refilmagens ou adaptação de livros e HQ. Entretanto, ás vezes, surgem raridades, Charlie Kaufman com suas inusitadas histórias como "Quero Ser John Malkovich" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", ou até mesmo a obra prima dos irmãos Wachowski "Matrix", são um desses. E 2010 entra para história como o ano em que uma das obras mais inteligentes e originais dos últimos tempos se lançou, o gênio da vez é Christopher Nolan e seu feito, 'A Origem".

por Fernando Labanca

Há algum tempo venho me questionando sobre isso, como o cinema deixou de ser original, são pouquíssimos filmes que não se basearam em outra obra. É extremamente gratificante ir ao cinema e se deparar com um filme que vem com suas próprias idéias, lançam maneiras diferentes de alcançar determinado resultado. "A Origem" é surpreendentemente inteligente, nas primeiras falas percebemos que aquilo que estamos prestes a ver, irá ser inovador, diferente de tudo que já havíamos visto.

Na trama, Cobb (Leonardo DiCaprio) e Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são mestres na arte de invadir a mente dos outros, são contratados por empresas milionárias para invadir o sonho de seus adversários para conseguirem determinados segredos. Entretanto, quando entram nos sonhos de um misterioso empresário, Saito (Ken Watanabe), descobrem que caíram numa grande armadilha, e Cobb decide abandonar tudo, fugir, pois não podem falhar, porém, o empresário dá sua última cartada, pede aos invasores do inconsciente que que eles façam um último trabalho, entrar no sonho de Fischer (Cillian Murphy), o filho de seu concorrente, que está prestes a herdar uma grande empresa. Saito deseja que eles façam algo novo, ao invés de retirar uma idéia do sonho, eles precisam implantar uma idéia, a idéia de dividir seu patrimônio. Em troca disso, o influenciado empresário consegue para Cobb uma viagem de volta a sua casa para se reencontrar com suas filhas, logo que ele havia sido acusado de matar sua própria esposa, Mal (Marion Cotillard) e devido a isso, nunca mais retornou.

Para isso, Cobb contrata a jovem arquiteta Ariadne (Ellen Page), uma aluna dedicada e extremamente inteligente, sua função passa a ser construir em seus sonhos, todas as estruturas de um cenário imaginário para que os sonhos do invasor pareçam reais. Para o grupo, eles ainda contam com a ajuda de Eames (Tom Hardy), que tem o dom de se transformar em outra pessoa nos sonhos. Entretanto, nada será tão fácil, para a inserção de uma nova idéia, de uma idéia tão complexa, eles precisam entrar profundamente na mente de Fischer, descobrir a origem do relacionamento com seu pai para que eles possam implantar a semente de uma nova idéia e que ela cresça e mude toda sua vida, e para isso, eles entram no nível 3, ou seja, invadir o sonho do sonho do sonho do herdeiro.

Mas por trás de toda essa armação que aparentemente é perfeita, Cobb esconde grandes segredos, como o fato de não poder mais desenvolver as estruturas do sonho, logo que Mal, sua esposa, ainda viva em sua mente, invade sua imaginação e sempre estraga seus planos. Ele ainda esconde uma triste e complexa relação que ele teve com ela e que mudou todo o seu modo de ser e agir e que na verdade, implantar uma idéia é muito mais perigoso do que se imagina e só ele sabe da verdade, a verdade que todos correm perigo e um simples ato no sonho, pode definir suas vidas para sempre.


Uma viagem. Christopher Nolan viajou, no bom sentido, totalmente para escrever um dos melhores roteiros do já vi. Constrói um mundo novo, com novas possibilidades, ruas que se inclinam e viram céus, acaba com a gravidade onde seus personagens andam nas paredes e lutam, sensacional. Os sonhos já foram alvo de muitos filmes, mas não da forma brilhante como Nolan aqui explora. Há cenas memoráveis, e ao meu ver, antológicas, como a incrível cena de Joseph Gordon-Levitt, onde ele luta pelas paredes e tetos, de deixar qualquer um de boca aberta.

Em "A Origem", Nolan, assim como em "Matrix" questiona a realidade, será mesmo que tudo o que vemos e sentimos é realmente o que devemos chamar de real? A comparação dos dois filmes é inevitável, seres que enquanto dormem entram numa realidade paralela, é perigoso dizer, mas acredito que o trabalho de Christopher tenha sido tão original quanto "Matrix", entretanto, no cinema acaba tendo um acabamento até melhor que a obra dos irmãos Wachowski, logo que aqui, a história tem um início, meio e fim, todas as informações do quebra-cabeça que se forma são entregues, de maneira nada simples e fácil, mas são entregues e o filme termina e deixa uma única ponta solta, mas que nada estraga e sim complementa, pois terminamos e ficamos refletindo e isso é fantástico. Já em Matrix, milhões de perguntas não são respondidas no primeiro filme, e o que era para ser brilhante, deixa a desejar nesse quesito logo que os irmãos deixaram para responder tais questões nas sequências, feitas apenas por dinheiro. Portanto, espero que este filme não tenha uma sequência, Stanley Kubrick não explicou o final enigmático de "2001: Uma Odisséia do Espaço" e nem precisou, hoje vivemos bem com a dúvida do final e mesmo assim o filme virou uma obra-prima. E "A Origem" não precisa de mais explicações, e acredito que a obra sobreviverá no tempo e também será um marco.

Leonardo DiCaprio, fantástico, pena que exerceu trabalho semelhante no ínicio do ano com o também ótimo, "Ilha do Medo" de Martin Scorsese. Em "A Origem" ele está incrível, a luta para alcançar seus objetivos é hipnotizante, constrói um ser misterioso e cheio de mágoa mas que tenta se segurar para fazer um trabalho digno. O elenco coadjuvante é de peso, Marion Cotillard, sensacional mais uma vez, diferente de muitas atrizes, depois que ganhou o Oscar, cresceu e só fez trabalhos interessantes desde então e este, mais uma vez, a atriz surpreende, construindo uma vilã totalmente fora do convencional, graçás também ao roteiro, que fez uma das personagens mais interessantes do ano e em sua pele, Mal ganha vida, e suas expressões dizem muito. Ainda temos os ótimos Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Ken Watanabe, Cillian Murphy e Michael Caine.

A trilha sonora ajudou e muito para "A Origem" ser literalmente um estouro. Hans Zimmer havia trabalhado com Nolan em "Cavaleiro das Trevas" e fez um trabalho excepcional, e repete seu talento neste filme, dando mais força ao longa, se transformando em algo hipnotizante, de arrepiar qualquer um em determinadas cenas. A fotografia também está ótima, assim como os interessantes efeitos especias. Mas digo que é difícil prestar atenção nas partes técnicas quando o roteiro não permite você se desligar da trama por um segundo apenas, qualquer frase perdida pode ser fatal e as peças do grande quebra-cabeça pode se perder.

"A Origem" repete o feito de filmes como, além de "Matrix", "Clube da Luta" e até mesmo o recente "Avatar", e os anteriores de Nolan como "O Grande Truque" e "Batman: O Cavaleiro das Treveas" onde os gênios por trás desses projetos constroem tramas para pessoas inteligentes, não nos subestimam, conseguem quebrar a tradição de que filmes "cabeças" também podem agradar o público, tranformam idéias extraordinárias em "buckbusters", agradando tanto os intelectuais quando a grande massa. Um filme fabuloso, genial, dinâmico, e até mesmo, emocionante, e claro, original, e este sim, é seu maior triunfo.

NOTA: Precisa escrever? 10

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cinemateca - 100ª postagem: Especial Batman : Begins & The Dark Knight

No dia 18/07/2009, fez 1 ano que Batman - O Cavaleiro das Trevas estreou nos cinemas de todo o mundo, o maior fenômeno de bilheteria de 2008 e até agora a melhor adaptação de HQ que o cinema pôde oferecer.
Sequência de Batman Begins ( 2005 ) , O Cavaleiro das Trevas não é somente uma adaptação, é uma mistura bem balanceada de filme policial, ação e suspense de melhor qualidade.
Além disso, ainda conta com um dos melhores vilões da história recente do cinema, o insano Coringa, interpretado por Heath Ledger, que foi premiado com o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante em 2009.
Em comemoração ao 1º ano de vida da maravilhosa empreitada de Christopher e Jonathan Nolan e também à 100ª postagem do blog, o Cinemateca apresenta:



Especial Batman : Begins & The Dark Knight

Por Bárbara





Batman Begins ( Batman Begins, 2005 ) :



Gênero: Ação

Duração: 140 min

Origem: EUA

Estúdio: Warner Bros

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: David S. Goyer

Produção: Larry J. Franco, Benjamin Melniker, Charles Roven, Emma Thomas, Cheryl A. Tkach




Um novo começo para a franquia que acabou ridicularizada por Joel Schumacher com "Batman - Eternamente " e com o horroroso "Batman & Robin".O único filme até hoje que contou decentemente a origem do herói, desde o assassinato dos pais quando tinha 10 anos até sua viagem ao redor do mundo para entender a mente dos criminosos e o seu retorno à Gotham City,onde vestido de morcego e com um arsenal bélico e tecnológico, combate o crime.

Dirigido por Christopher Nolan ( Amnésia ) e com o roteiro escrito por David S. Goyer,Batman Begins é um filme digno de aplausos,pois conta a história nos mínimos detalhes,preferindo dar ênfase à origem do herói, ao contrário dos outros 4 filmes da franquia Batman, que preferiram a ação e os vilões que sempre ofuscavam o protagonista.

Desde o trauma e o sentimento de culpa causados pelo assassinato dos pais quando criança,as armas e aparatos tecnológicos que nos filmes de Tim Burton e Joel Schumacher apareciam num passe de mágica, o treinamento e técnicas de lutas, que também apareciam num passe de mágica nos filmes anteriores e até o porquê da fantasia de morcego,tudo tem sua devida explicação e se tornam totalmente críveis.

O longa perde o tom infantil que havia se tornado tão característico às adaptações de quadrinhos e se torna sombrio e melancólico, finalmente com um protagonista à altura.

Quanto ao elenco, nomes consagrados dão espaço aos novos talentos em ascenção e nenhum se sobrepoe ao outro,causando um equilíbrio necessário a franquia,já que nomes como Jack Nicholson e Arnold Schwarzenegger e seus respecetivos vilões roubavam a cena e tinham mais destaque do que o próprio Batman.Os intérpretes de Bruce Wayne nos filmes anteriores não fazem falta alguma, sendo que Christian Bale é o melhor intérprete até agora,transmitindo a raiva,indignação,solidão, melancolia e sede de justiça que tornaram a personagem tão marcante para os fãs de quadrinhos e , posteriormente, para os de cinema também, de forma natural.

Michael Caine passa toda a sua maturidade e sabedoria como o fiel mordomo Alfred, sendo mais do que um tutor, chegando a ser uma figura paterna de Bruce.O humor também fica por conta Alfred com alguns diálogos engraçados entre ele e Bruce,mostrando a dedicação e o afeto dele para com o patrão. Morgan Freeman é Lucius Fox, homem de confiança de Bruce nas Indústrias Wayne e quem fornece todo o material a ele para o combate ao crime, sendo todos eles protótipos de projetos militares.Morgan é sempre Morgan,mesmo como um coadjuvante de luxo,ele consegue ser marcante e sua atuação foi impecável.

Gary Oldman é o único policial que presta em Gotham, o incorruptível James Gordon, o futuro aliado de Batman no combate ao crime.Muito melhor em Begins do que na série Harry Potter, Gary passa toda a fibra moral e honestidade do policial e também sua solidão por ser o único policial honesto da cidade, com extrema competência.
Liam Neeson é o misterioso Henry Ducard ,o mentor de Bruce durante o seu treinamento junto à Liga das Sombras, é outro que dispensa comentários.Extremamente competente, ele oscila entre o bem e o mal,fazendo o espectador ficar em dúvida, se gosta dele ou se o odeia.

Katie Holmes faz o básico como a amiga de infância de Bruce e assistente da Promotoria de Gotham,Rachel Dawes.Também luta pela justiça,mas prefere usar o sistema para conseguir seus objetivos,sendo mais do que a "namoradinha do herói" que corre perigo.Cilliam Murphy é o lunático psiquiatra Jonathan Crane,que usa uma máscara e se autodenomina como Espantalho.Ele se sai bem e equilibria ganância e loucura em uma personagem interessante.
Tom Wilkinson, como o mafioso Carmine Falcone, caiu como uma luva para essa personagem,esbanjando cinismo mas ao mesmo tempo carisma.
Ken Watanabe e Hutger Hauer fazem pequenas participações como Ra's Al Ghul e Richard Earle, respectivamente.

Portanto, Batman Begins foi um ótimo recomeço para a personagem,porém derrapa em alguns momentos tais como o plano arquitetado pelo vilão, de intoxicar Gotham com uma toxina que provoca pânico e deixa a cidade descontrolada,apenas despejando a toxina no sistema de distribuição de água da cidade e usando um emissor de microondas que evapora água.

Eles despejaram a toxina na água, ligaram o emissor e ninguém teve a água evaporada de seus corpos,somente a água dos canos que foi evaporada, dispersando a droga no ar.Mas o ser humano não é feito de cerca de 70% de água?E como ninguém teve o seu corpo evaporado durante o tempo que o emissor ficou ligado?Pois é...
Entretanto, isso não diminui em nada a qualidade do longa,que finalmente retratou com fidelidade e respeito a história do herói mais sombrio dos quadrinhos.Recomendado!!!

Nota : 9



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Batman - O Cavaleiro das Trevas ( The Dark Knight, 2008 ) :


Gênero: Ação


Duração: 152 min


Origem: EUA


Estúdio: Warner Bros.


Direção: Christopher Nolan


Roteiro: Jonathan Nolan


Produção: Charles Roven, Emma Thomas, Christopher Nolan

Depois de um reinício digno para o herói,agora o vemos em ação.
Dois anos depois do surgimento de Batman, os criminosos têm muito o que temer.Batman ( Christian Bale ) plantou esperança na cidade e mais ainda quando ganha um outro aliado no combate ao crime.
Na incessante luta para vencer o crime organizado e devolver paz e tranquilidade à Gotham City,entra no jogo o promotor público Harvey Dent ( Aaron Eckhart ), denominado o Cavaleiro Branco de Gotham.

Assim ele, Batman e Tenente Gordon ( Gary Oldman ) fazem uma verdadeira limpeza na ciadade o que faz com que os mafiosos tomem um aatitude drástica: pagar uma fortuna ao lunático e desconhecido Coringa ( Heath Ledger ) para ele matar o Batman e, dessa forma, tudo voltar ao normal.

Tão louco que mal sabe sua própria história,ele causa terror e caos, para saber a verdadeira identidade do Cavaleiro das Trevas e fazer com que cidadãos de bem passem pela fronteira que separa loucura de sanidade,certo de errado e claro, pôr a cidade contra o Batman,através de violentos atentados e assassinatos do Comissário da Polícia de Gotham, da Juíza que presidiu o julgamento contra os mafiosos e posteriormente o Prefeito de Gotham, mas que não deu certo,devido a dedicação do Tenente Gordon e tinha outros nomes na lista, tais como Harvey Dent e Rachel Dawes,fazendo com que Harvey quase perca o controle.Tudo isso para que Batman se entregue.

Depois de Ra's Al Ghul ter incendiado sua mansão, Bruce Wayne se muda para uma cobertura de luxo no centro de Gotham com direito a heliporto e tudo.Mas o seu centro de operações fica em um armazém que pertence as Indústrias Wayne, onde ele guarda sua armadura e seu carro ( Tumbler ) e onde vigia todos os passos de Harvey Dent,para saber se ele realmente é confiável e também por que ele tem um envolvimento amoroso com Rachel Dawes ( Maggie Gyllenhaal ).

Se dedicando para que Gotham tenha um herói digno e que não se esconda por trás de uma máscara,Bruce acredita que Harvey é o herói que Gotham precisa, por isso o apóia e até faz uma festa para arrecadar fundos,pensando na sua aposentadoria e no dia em que Rachel ficaria com ele.

O longa tem ação de tirar o fôlego em ótimas cenas de perseguição com carrros, com a moto do Batman, que sai de dentro do Tumbler ( Bat Pod ), caminhão e com os carros-forte da Polícia de Gotham, quando Harvey Dent diz que é o Batman, numa cena de ação mais perfeita que eu já vi na minha vida.Com poucos efeitos especiais, para quem possui a Edição Especial de DVD Duplo, é possível ver cada cena de ação em construção passo-a-passo, em extras muito interessantes.


Christopher Nolan e sua equipe fazem quase tudo à mão, com dublês de corpo, pilotos e até conseguem tombar um caminhão e explodir um hospital.
Falando em hospital, outra cena memorável foi o atentado do Coringa contra o Hospital Geral de Gotham.Ele ameaçou explodir esse hospital alegando não querer mais saber a identidade do Batman, já que um funcionário da contabilidade das Indústrias Wayne descobriui que Bruce Wayne é o Batman.Em um primeiro momento,ele tenta chantageá-lo através de Lucius Fox ( Morgan Freeman ),mas ele contorna a situação.Quando o Coringa começa a matar pessoas para descobrir a identidade de Batman, ele decide fazer acabar com tudo isso, então vai à um programa de televisão dizendo que revelaria a verdadeira identidade de Batman.O retardado do Coringa liga para o programa e diz que se ele não morresse em 60 minutos, explodiria um hospital.Como ninguém matou o imbecil, o hospital foi pro saco.

Outro ponto fantástico foi a prisão do Coringa e o plano de Harvey com o Tenente Gordon ( que depois disso virou Comissário ).Fingindo ser Batman para atraí-lo e com o Comissário fingindo estar morto desde o atentado contra o prefeito de Gotham, o palhaço do crime se deixar capturar,para depois executar um plano de fuga fantástico, mas que não contarei aqui para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme ( coisa bem difícil ).


Para dar um descanso ao espectador, depois de toda essa correria, perseguições e explosões, chega o momento de uma conversinha à sós entre Batman e Coringa,Harvey e Rachel tinham desaparecido depois da prisão dele.Justamente nessa parte, vemos que Heath criou um vilão único em seu sarcasmo e loucura, que rcai na gargalhada de tanto apanhar,fazendo com que Batman e o público percam a paciência.Porém, não deixamos de simpatizar com ele e até sendo engraçado,ele é amedrontador.

A transformação de Harvey Dent em Duas Caras é digna de nota.Definitivamente não foi de uma hora para outra e por um motivo banal, como " Batman Eternamente ", no qual Tommy Lee Jones paga um King Kong com aquelas roupas e maquiagem ridículas em uma personagem extravagante e que não condiz com o Harvey dos quadrinhos.O Duas Caras de The Dark Knight é uma personagem trágica, que teve sua vida mudada pela falta de caráter de várias pessoas que na verdade,deveriam estar do seu lado e pela omissão de uma pessoa em especial.Além de ter parte do rosto desfigurado, sofre uma perda irreparável,que faz com que ele perca o controle permanentemente,jogando tudo pro alto em prol de sua vingança.

A perda de Harvey também foi significativa para Bruce,que fica atordoado e em dúvida se deve seguir como Batman em uma crise existencial de dar dó.Christian passa essa melancolia muito bem,diga -se de passagem,assim como Harvey "passa para o lado" de Coringa.Toda aquela raiva,indignação e dor é transmitida com maestria por Aaron Eckhart,que faz um belo trabalho neste filme, sendo um dos destaques.O jeito que Harvey fica,totalmente transtornado,pelo menos em mim, me deu vontade de ir lá e ajudá-lo na sua vingança.
Um dos melhores momentos foi quando Coringa provocou uma fuga em massa e todos os cidadãos de Gotham tentam fugir,porém ele proíbe as pessoas de fugirem pelas estradas,fazendo com elas se agrupem em duas barcas,uma com civis "meigos" - segundo ele- e outra com os piores criminosos da cidade,cada barca com um detonador do explosivo que está na outra,à meia-noite,uma delas deveria explodir ou então,ele explodiria as duas.Simplesmente fantástico!

Mas,chega de falar do filme, senão eu ficaria aqui pelo resto dos meus dias, tamanha qualidade do filme e de cenas memoráveis e diálogos inteligentes.Começando a falar sobre o elenco,serei redundante ao elogiar Heath Ledger e seu Coringa totalmente louco.Cada gesto, o modo de falar, de andar, o olhar ameaçador e o humor negro da personagem envolve o espectador e impressiona,tamanha a naturalidade.Coringa é doido sim,mas jamais caricatural, como Jack Nicholson em Batman ( 1989 ).Adoro o Nicholson, mas convenhamos, o Coringa é o Heath Ledger e não há outro que o faça como ele fez.



Aaron Eckhart também é digno de muitos elogios.Toda revolta e amargura pelo o que foi feito a Harvey foi passado com uma intensidade incrível e se no lugar dele tivesse sido um ator não muito competente,comprometeria um pouco o resultado final.Michael Caine volta como o mordomo Alfred,com mais tempo em cena e também mais importante,se transformando no pai que Bruce Wayne precisa, ajudando, consolando, dando força e principalmente dando várias broncas, tal como um pai de verdade deve ser.Morgan Freeman também retorna como Lucius Fox, a voz da razão e da ética de Bruce Wayne,esbanjando humor e carisma cada vez que aparece.Cilliam Murphy volta em uma pequena participação,apenas para fechar o arco narrativo de sua personagem aberto em Batman Begins.Eric Roberts,como o mafioso Salvatore Maroni,participa de cenas impagáveis com todo o seu cinismo ( prefiro ele à Julia Roberts, sua irmã ).Gary Oldman volta como Tenente e depois Comissário James Gordon,melhor do que em Batman Begins,mostrando todo o arrependimento e sentimento de culpa por não ter agido contra a corrupção que o cercava,que trouxe consequências terríveis,além da solidão por ser o único policial decente em Gotham.

Substituindo Katie Holmes, Maggie Gyllenhaal interpreta Rachel Dawes.Apesar de ser mais talentosa do que a atriz anterior,eu não gostei da mudança.Katie fazia de Rachel uma personagem feminina forte e decidida, porém muito humilde e simpática, e principalmente altruísta e apaixonada por Bruce.
Maggie,como disse, apesar do seu talento,na minha opinião transformou Rachel numa mulher fria,chata,desprovida de carisma ( e de beleza também ) e com um ego do tamanho de um bonde.
Christian Bale, como o protagonista , tem uma melhora significativa de um filme para o outro.Mais maduro,balanceando melhor sua transição de Batman para Bruce e vice-versa ( inclusive na voz - grave em excesso em Begins,perfeita neste ) e ótimo interpretando um playboy cafajeste que chega de helicóptero na sua cobertura e rodeado de mulheres sempre,esbajando charme e tem uma química muito contagiante com Michael e Morgan,rendendo alguns momentos de humor e descontração.
Encantador,tanto como playboy falso quanto um herói amargurado e cansado de ter sangue nas mãos, como ele mesmo diz.Ele constrói um herói humano,passível de erros e que não respeita seus próprios limites em prol do bem maior,carregando toda a culpa pelo que o Coringa faz à cidade.
Christopher Nolan e toda a equipe fazem um trabalho simplesmente impecável e melhor,sem abusar de efeitos visuais.Indicado a 8 Oscar, 7 deles em categorias técnicas,sendo elas: Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Maquiagem,Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia e a indicação póstuma para Heath Ledger como Melhor Ator Coadjuvante.Venceu somente duas: Melhor Edição de Som e Melhor Ator Coadjuvante.Uma pena que não foi indicado por Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora,pois ambos os trabalhos são fantásticos!!!!Tanto Christopher melhorou na direção como Hans Zimmer e James Newton Howard,que modificaram o tema presente em Batman Begins e o transformaram em uma das mais belas trilhas sonoras que eu já ouvi.A Academia fez média de novo!Um dos melhores filmes da história do cinema.Recomendadíssimo !!!
Nota : 10

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