A fé que julga.
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quarta-feira, 10 de julho de 2019
Crítica: Boy Erased - Uma Verdade Anulada
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quarta-feira, 29 de maio de 2019
terça-feira, 13 de março de 2018
Crítica: Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)
Greta Gerwig parece entender como ninguém como é alcançar a fase adulta. Diretora e roteirista, ela cria uma obra que conversa e muito com seus outros trabalhos, "Frances Ha" (2012) e "Mistress America" (2015). Quase como uma trilogia não oficial, ela oferece uma espécie de manual sobre amadurecimento. Seu cinema é gostoso de ver porque é fácil se identificar e porque diz mais sobre nós do que queremos admitir.
por Fernando Labanca
É preciso ressaltar e não poderia iniciar essa crítica de outra forma a não ser dizendo que "Lady Bird" é um filme muito agradável. Parece pouco afirmar isso de alguma obra, mas a questão é que são poucas a conquistar isso. Aquela sequência de imagens que passam por nós e nem sentimos o tempo passar. Aquele conjunto de elementos tão bem orquestrados que nos impede de pensar em qualquer outra coisa. O coming of age de Greta Gerwig funciona porque nos leva para dentro da tela e é um prazer enorme acompanhar seus deliciosos minutos. Dá vontade de abraçar toda sua criação e agradecê-la por entender tão bem o que é ser jovem, o que é crescer. Por levar tão a sério os dilemas mais fúteis da adolescência e nos fazer enxergar naquela protagonista tão problemática um pouco de nós. O filme acompanha este momento de amadurecimento de uma jovem que se auto denomina Lady Bird. Estudante de uma escola católica, vive com sua família em Sacramento, uma cidade que parece não ter nada a lhe oferecer. E entre amores, desilusões e novas descobertas, tenta a todo custo ingressar em uma faculdade bem longe dali, sonhando sempre um pouco mais alto, tentando ser mais do que todos ali esperam dela e mais do que ela espera de si mesma.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Crítica: Três Anúncios Para um Crime (2017)
Um dos grandes destaques do Oscar 2018, "Três Anúncios Para um Crime" é tudo aquilo que não se espera dele. É revigorante, imprevisível e surpreendentemente divertido.
por Fernando Labanca
Tenho acompanhado o crescimento do diretor e roteirista Martin McDonagh e confesso que me deixa feliz ver onde ele chegou. Suas comédias britânicas "Na Mira do Chefe" (2008) e "Sete Psicopatas e Shih Tzu" (2012) não foram exemplo de sucesso de público, mas definitivamente, fugiam do lugar comum. Era nítido que por trás desses excêntricos projetos estava alguém que pensava além, adentrava em um universo que o cinema ainda desconhecia. "Três Anúncios Para um Crime" é o ápice desta sua pequena jornada e apesar de ser seu produto mais maduro e denso, ele não ignora o humor, que não só torna sua trama pesada mais digestiva, como prova seu talento como escritor. Logo que temos aqui uma aula de roteiro, que espanta pela qualidade narrativa, desde seus brilhantes diálogos até a fantástica composição de cada personagem.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017
15 Atores para se prestar mais atenção
Com 2017 se aproximando do fim, já é possível perceber alguns nomes iniciantes em Hollywood que se destacaram no ano e que, olhando para seus próximos projetos, terão tudo para se destacar ainda mais. Pensando nisso, fiz esta lista com essas novas caras do cinema, que tem tudo para se manterem e construírem uma carreira interessante. Torcemos por isso!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Crítica: Manchester À Beira-Mar (Manchester by the Sea, 2016)
Indicado ao Oscar de melhor filme, "Manchester À Beira-Mar" é uma grande surpresa. Dirigindo por Kenneth Lonergan, temos aqui uma obra melancólica, densa e que vai muito além do que parecia ser.
por Fernando Labanca
Desde quando vi o trailer de "Manchester by the Sea" me questionei do porquê era visto como um dos favoritos ao Oscar e se ele realmente merecia tal posto. Alguns críticos ainda o citaram como uma das melhores obras de 2016 e pelo o que havia sido vendido, parecia algo simples como um drama familiar qualquer. Justamente por isso, a sensação que se tem ao assisti-lo é de uma constante surpresa. É muito maior do que o trailer sugeriu e a trama, incrivelmente bem escrita, emociona de forma profunda e nos deixa atordoados por cada brilhante detalhe.
Casey Affleck é um dos grandes responsáveis pela grandeza de "Manchester À Beira-Mar". Seu olhar vazio diz muito e seus silêncios são ensurdecedores. Um personagem difícil que o ator defende com força e muita honestidade. Ele dá vida a Lee Chandler, um homem que vive uma rotina insignificante em uma pacata cidade. Tudo muda quando seu irmão (Kyle Chandler) morre e com isso precisa retornar à sua cidade natal para avisar seu sobrinho, Patrick (Lucas Hedges), sobre o ocorrido. No local, Lee passa a relembrar todos os trágicos acontecimentos que o fizeram partir dali e no meio do caos que sua vida se torna, ainda recebe a notícia de que o irmão lhe deixou a guarda do filho.
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