quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Crítica: Preminição 4 (The Final Destination, 2009)

No cinema, ás vezes, para uma obra ser lembrada com certa credibilidade, é preciso ter senso e fazer com que o filme pare no primeiro, pois as sequências tendem a estragar o que já estava bom. Felizmente ainda há aquelas sagas que vão melhorando, o que não é o caso de Premonição, onde a quarta parte estraga tudo o que já foi feito, levando a quadrilogia, enfim, para o fundo do poço!

por Fernando Labanca

O primeiro, de 2000, teve uma boa recepção nos cinemas, e no entanto é lembrado até hoje e serviu de referência para muitos filmes de suspense. E assim como disse anteriormente, deveria ter parado por ai, as sequências foram de mal gosto, destacando principalmente a última parte, que foi ao extremo, o que já estava ruim, agora ficou péssimo.

Na história, o mesmo de sempre, um cara, neste caso, Nick (Bobby Campo), enquanto estava junto de seus amigos, Hunt, Janet e sua namorada Lori (bela, é claro!) numa arquibancada de uma famosa corrida de carros, percebe que as instalações do local são muito antigas e portanto, frágeis, até que acontece um terrível acidente na pista, despedaçando carros, peças voando para todo o local, pessoas morrendo das formas mais inusitadas, e com isso a estrutura do local não aguenta e a quantidade de mortes é absurda. Logo, Nick acorda no meio da corrida e percebe que tudo foi uma visão e tenta salvar seus amigos do terrível acidente, pois em sua premonição todos iriam morrer, inclusive ele, alguns da arquibancada lhe dão ouvidos, outros saem irritados pela agitação que o jovem provocou, e logo quando chegam do lado de fora, exposões e gritos, Nick estava certo, para felicidade de alguns e desconfiança de outros, mas apenas o grupo estava salvo.


Porém, uma sequência de mortes começam a ocorrer, e Nick e Lori começam a juntar as peças do quebra-cabeça e percebem que aqueles que foram salvos ainda seriam pegos de surpresa pela morte, pois é impossível fugir duas vezes do destino final. E ainda, as mortes ocorrem na mesma sequência que deveriam ter ocorrido se todos estivessem na arquibancada. Nick, passa a partir de então, a lembrar de sua premonição para tentar salvar as próximas vítimas, além de ter novas visões destorcidas sobre como cada um vai morrer.

Nada de original, tudo do mesmo, o roteiro, nem ao menos se esforça para tentar ressucitar o que já houve de bom em Premonição, muito pelo contrário, ele resgata tudo de pior que foi utilizado nas sequências. E para meu espanto, o roteiro é de ninguém mais que Eric Bress, o mesmo de Efeito Borboleta, um dos roteiros mais incríveis dos últimos anos. Ele, assim como o diretor David R.Eliss, participaram também de Premonição 2, o pior desde então.

E mais uma vez, os rostinhos bonitinhos estão ali, atores completamente fracos, que parecem se preocuparem mais em fazer belas poses e expressões para sairem bem nas câmeras e serem capturados por seus melhores angulos do que se esforçarem para interpretar bem, não maravilhosamente bem, apenas "bem", suas respectivas personagens.

Diante de um roteiro ruim, atores fracos, diálogos forçados e cheios de clichês, só resta ao público se prender nas mortes, "como o próximo vai morrer?" Essa é a única preocupação e interesse que surge durante o longa. E infelizmente, até nisso o roteiro falha, a criatividade se esgotou, há uma chata e desinteressante sequência de mortes extremamente forçadas e apelativas, fugindo completamente da realidade e alcançando o auge do absurdo.

Quem não viu, nem perca tempo. Conseguiu ser pior que os piores do ano passado, é sem graça, tosco, péssimo, mortes grotescas, não há sustos e não faz o público sentir medo, e ainda há uma pitada de humor, aliás, de péssimo humor, empregadas inconvenientemente nas cenas. Em outras palavras, passe longe, bem longe!

NOTA: 1

Um comentário:

  1. Hahahah..pois é né..eles acham que ainda vai gente ao cinema disposta e ver essa baboseira toda!vc foi muito corajoso viu??assisti o 3 semama passada na TV e ri pra caramba..vc sabe né???só rindo pra não chorar

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