sexta-feira, 28 de abril de 2017

Uma pausa

Antes de simplesmente sumir resolvi me pronunciar por aqui e dizer que farei uma pausa no blog. Não que eu ache que as pessoas esperam por uma justificativa e não sei nem quantas pessoas perderão o tempo lendo esse texto. Mas vou dizer. 

Não sei o tamanho desta pausa. Pode durar dois meses, três meses ou quem sabe até mais. Portanto, como me distanciarei um pouco de tudo isso, vou aproveitar e agradecer às pessoas que visitam o blog, as que comentam e as que me enviam mensagens elogiando o trabalho. É sempre bom ter este retorno. Para aqueles que escrevem em blogs sabem desta estranha sensação de parecer escrever para o nada, para ninguém, logo, é sempre muito louco e gostoso de ver que suas palavras estão chegando, de alguma forma, para estranhos em algum canto do país. Então...um muito obrigado a todos vocês!

Várias pessoas já me questionaram do porquê minha página no Facebook ter tão poucas curtidas, assim como minha página no Instagram. A questão é que nunca fiz o blog pensando na curtida e fico feliz por isso. Claro que penso naquele que lê meus textos antes de postar, mas não deixa de ser um ato para mim também. Faço porque gosto, porque sinto prazer em falar sobre filmes e não estou preocupado no retorno que isso terá. Justamente por isso, espero uma hora voltar a escrever por aqui. 

Nesses últimos meses muitas coisas aconteceram na minha vida. Perdi algumas coisas importantes para mim. Fiquei sem chão por um período. Estou tentando me reerguer. Me reencontrar de alguma forma. Ver algo novo, me inspirar novamente. Surgiu, neste começo de ano, a oportunidade de um intercâmbio e espero poder usar desta experiência para viver aquele velho clichê de "me perder para me encontrar". Espero sentir coisas boas e recomeçar minha vida. 

Um obrigado a todos que me acompanham. Desejo o melhor a vocês.  

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Crítica: Fragmentado (Split, 2017)

A cada retorno de M.Night Shyamalan, os críticos e fãs do diretor se questionam sempre se ele enfim irá entregar um produto a altura de sua obra-prima,"O Sexto Sentido", e quando assistimos a um filme como "Fragmentado" não resta dúvidas de que esta é uma das perguntas mais injustas e patéticas do cinema. Sim, seu novo trabalho é incrível. E não, ele não tem a obrigação de provar nada para ninguém.

por Fernando Labanca

Gosto sempre de deixar claro quando sou suspeito para falar sobre algo e quando se trata de M.Night Shyamalan sou bem suspeito. Desde sempre acompanho a carreira dele e admiro muito suas escolhas até mesmo as mais duvidosas. Ainda assim, confesso, seus últimos trabalhos não me agradaram tanto, porém, de certa forma, sempre gostei do caminho que traçou e como ele sempre se recusou a fazer o que o público e os críticos esperavam dele. Há dois atrás quando lançou "A Visita", longe dos grandes estúdios, provou não ter perdido a forma e agora com "Fragmentado", o diretor volta a fazer o seu melhor. Creio que a obra seja a melhor de Shyamalan desde "A Vila" (2004) e olhando para os últimos anos, este é, sem dúvidas, seu projeto mais relevante e mais surpreendente de todos.


Com "Split", o diretor conseguiu fazer algo que tem se perdido em outros produtos do gênero. Não perde tempo com introduções desnecessárias e cenas que não acrescentam nada. Nos primeiros dez minutos de filme, o brilhante roteiro já havia entregado suas cartas e todas as suas intenções. Aqui não há enrolação e tudo acontece de forma rápida, sem nunca perder o ritmo e sem nunca parecer apressado ou confuso demais. É incrível como cada cena há uma nova razão para prestarmos mais atenção, mais uma razão para querermos adentrar àquele conturbado universo. A todo instante alguma informação importante surge e como consequência, ficamos cada vez mais fascinados por aquele jogo, por aquela situação e por seus ótimos personagens. Na trama, James McAvoy é Kevin, um psicopata que sofre de múltipla personalidade, guardando dentro de si 23 identidades completamente distintas, onde consegue alterná-las com a força de seu pensamento. Até o momento em que sequestra três jovens garotas e as aprisiona em uma espécie de porão. Entre elas está Casey (Anya Taylor-Joy) que reconhece seu distúrbio e passa a encontrar maneiras de usar esta descoberta a seu favor, manipulando as estranhas personalidades daquele homem misterioso, que vai desde uma criança de nove anos à uma elegante mulher.

É nítido que a proposta não teria dado certo sem o imenso talento de James McAvoy. Tudo o que o ator realiza em cena nos deixa boquiabertos e espantados com a destreza dele em dar vida a tantos personagens dentro de um só. É chocante certos momentos como quando uma personalidade precisa imitar a outra ou quando, no mesmo instante, sem corte algum, diferentes identidades ganham ação e McAvoy trilha com facilidade por todas elas. Um trabalho irreparável. Sorte a dele é, além de ter um texto brilhante e corajoso em mãos, poder contracenar com uma atriz como Anya Taylor-Joy. Descoberta recentemente no terror "A Bruxa", ela prova ter sido a escolha certa para protagonizar a trama. Dona de um olhar expressivo, Anya também tem a difícil missão de agir de formas diferentes ao longo do filme, sempre se alterando de acordo com que McAvoy apresenta diante dela. O diretor compreende a grandeza dessas atuações e deixa, por vários instantes, sua câmera estática e extremamente próxima a seus rostos e expressões. Betty Buckley também realiza um bom trabalho e sua personagem é peça crucial para a trama, logo que como sendo uma psicóloga ali, Shyamalan a usa para tornar seu universo mais compreensivo, se aprofundando no tema - o transtorno dissociativo de identidade - de forma convincente, às vezes, didático em excesso, mas sempre de maneira inteligente, sempre provando ter um embasamento muito grande sobre o que fala, o que torna tudo ainda mais instigante e mais interessante de assistir. Claro que como roteirista, ele não esconde seu fascínio pelo sobrenatural, dando tons fantasiosos à história, no entanto, por fim, acaba criando um debate válido sobre a doença e sobre a força do pensamento, em como a mente tem este poder de nos transformar, até mesmo fisicamente.

"Fragmentado" tem a habilidade de nos tirar o fôlego, de nos deixar assustados pelo inesperado desenvolver da trama e curiosos sobre como tudo pode acabar. De fato, o material que Shyamalan constrói não é nada fácil e mesmo com tantas dificuldades a serem resolvidas, ele consegue finalizar seu produto de forma mais que satisfatória. É brilhante todas as saídas que encontra e as boas surpresas que revela mantendo sempre a audiência atenta e mesmo que desta vez não aposte em um plot twist, ele não deixa de entregar um final surpreendente. M.Night Shyamalan prova que ele ainda é capaz de realizar um cinema de alta qualidade e quando soube que ele bancou este filme do próprio bolso, deixou ainda mais claro o quanto o que vemos na tela era o que ele queria e por ser seu fã, me sinto, estranhamente, orgulhoso de seu sucesso. E mesmo voltando no gênero que o consagrou, o diretor não deixa de inovar, de ainda percorrer caminhos ainda não percorridos e de trazer, diferente de muito outros filmes, um tom de humanidade e daquela sensibilidade já existente em sua filmografia. Encontro isso em seus diálogos e na complexidade e riqueza existente em cada personagem. Uma obra fantástica, incrivelmente bem escrita e dirigida. Me deixou extasiado, maravilhado, etc.

NOTA: 9





País de origem: EUA
Duração: 117 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Diretor: M.Night Shyamalan
Roteiro: M.Night Shyamalan
Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson, Jessica Sula




quinta-feira, 6 de abril de 2017

15 comédias imperdíveis para ver na Netflix


Momento utilidade pública.

Escolher um filme na Netflix não é fácil. São horas de observação e um estudo intenso sobre o que vale ou não a pena clicar e assistir. Pensando nessas pessoas que não saem assistindo qualquer coisa que veem pela frente e preferem fazer um filtro, faço essa lista para ajudar nesta decisão tão difícil.

De fato, existem muitas comédias no site e se você curte o gênero, provavelmente deve ficar meio perdido no meio a tantas opções. Porém, nem tudo o que está na Netflix - precisamos ser sinceros - é bom. Tem coisa ruim também e em grande quantidade. Saber escolher é importante e espero que esta lista seja útil de alguma forma. Tentei trazer alguns clássicos da comédia (e alguns filmes que provavelmente todo mundo já viu), além de algumas produções interessantes e que foram adicionadas recentemente. E claro, como toda lista, bons títulos ficaram de fora e se sentirem falta de algum e que consideram "imperdíveis"...deixem nos comentários!