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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

15 Atores para se prestar mais atenção


Com 2017 se aproximando do fim, já é possível perceber alguns nomes iniciantes em Hollywood que se destacaram no ano e que, olhando para seus próximos projetos, terão tudo para se destacar ainda mais. Pensando nisso, fiz esta lista com essas novas caras do cinema, que tem tudo para se manterem e construírem uma carreira interessante. Torcemos por isso!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Crítica: Fragmentado (Split, 2017)





A cada retorno de M.Night Shyamalan, os críticos e fãs do diretor se questionam sempre se ele enfim irá entregar um produto a altura de sua obra-prima,"O Sexto Sentido", e quando assistimos a um filme como "Fragmentado" não resta dúvidas de que esta é uma das perguntas mais injustas e patéticas do cinema. Sim, seu novo trabalho é incrível. E não, ele não tem a obrigação de provar nada para ninguém.

por Fernando Labanca

Gosto sempre de deixar claro quando sou suspeito para falar sobre algo e quando se trata de M.Night Shyamalan sou bem suspeito. Desde sempre acompanho a carreira dele e admiro muito suas escolhas até mesmo as mais duvidosas. Ainda assim, confesso, seus últimos trabalhos não me agradaram tanto, porém, de certa forma, sempre gostei do caminho que traçou e como ele sempre se recusou a fazer o que o público e os críticos esperavam dele. Há dois atrás quando lançou "A Visita", longe dos grandes estúdios, provou não ter perdido a forma e agora com "Fragmentado", o diretor volta a fazer o seu melhor. Creio que a obra seja a melhor de Shyamalan desde "A Vila" (2004) e olhando para os últimos anos, este é, sem dúvidas, seu projeto mais relevante e mais surpreendente de todos.


quinta-feira, 24 de março de 2016

Crítica: A Bruxa (The Witch, 2015)

Vendido como um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, "A Bruxa", que venceu o prêmio de melhor direção em Sundance, pode pegar muita gente desprevenida, e ainda que seja muito bem realizado e que redefina todas as fórmulas do gênero, poderá frustrar grande parte de seu público.

por Fernando Labanca

Existe uma discrepância enorme entre o que o filme prometia ser, com seu marketing nos fazendo acreditar que estávamos prestes a encontrar o novo nome do terror contemporâneo, com o que ele realmente oferece. Fazia tempo em que não via um público tão decepcionado, até mesmo irritado com o que acabara de ver. "A Bruxa" é aquele tipo de produto que ou se ama ou se odeia. Terminei de assisti-lo com a sensação de que o longa não é tão bom quanto os críticos querem que ele seja, no entanto, está bem longe de ser tão ruim quanto aqueles que tiveram suas altas expectativas destruídas querem que ele seja.

"A Bruxa" oferece tudo aquilo que o gênero deixou de oferecer há muitos anos e talvez esta seja uma das razões de tanta revolta, pois a identificação com seu universo não vem fácil. Não há a câmera trêmula, os sustos, a violência, a correria e nem uma trama que se prenda a uma surpreendente reviravolta. Um filme lento, de poucas ações, onde é necessário se desprender daquilo que ele vendeu e tentar apreciar sua proposta, muito clara, aliás, desde o começo. Vemos aqui um terror psicológico muito raro, que busca conversar com seu público através de um cinema mais antigo, é subjetivo, cheio de simbolismos e que poderá significar algo diferente para cada um, de acordo com a experiência vivida daquele que assiste. O terror criado pelo estreante diretor Robert Eggers não é óbvio, o terror está em sua atmosfera, está nos diálogos e em tudo aquilo que os personagens representam. O terror vem de dentro da alma. Vem de uma sociedade que segrega aquilo apontado como diferente, vem da voz feminina silenciada por uma comunidade guiada por patriarcas, vem da religião que cega, do legado deixado por um Deus cruel, impiedoso e no peso que o pecado exerce na consciência de cada um.


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