quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crítica: Logan Lucky - Roubo em Família (Logan Lucky, 2017)

O diretor Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo, Magic Mike) chegou a declarar recentemente que se aposentaria do cinema. Sorte a nossa que ele voltou atrás e decidiu que “Logan Lucky” precisava ser feito. Apesar do tom descompromissado da obra, temos aqui o melhor do diretor em muito tempo, que entrega uma comédia refinada, inteligente e de excelente ritmo.

por Fernando Labanca

Há uma pegada dos Irmãos Coen presente aqui e aquela já conhecida “comédia de erros”. Na tela, acompanhamos a história de um furto gigantesco e que tinha tudo para dar errado, onde a comicidade da situação nasce quando o evento é liderado por dois indivíduos bastante improváveis. Dois irmãos caipiras, Jimmy Logan (Channing Tatum) e Clyde (Adam Driver), que decididos a ter em mãos uma bolada que salvaria suas vidas tão pacatas, se aliam ao bandido Joe Bang (Daniel Craig), especialista em explosivos, para roubar o dinheiro existente nas lucrativas corridas do autódromo local. No entanto, para que o plano seguisse, eles precisariam elaborar um outro plano tão mirabolante quanto...resgatar o tal aliado da prisão.


Tudo aqui é engraçado. E isso é um dos pontos altos do filme. Todas as situações que se desencadeiam geram boas piadas, nunca perdendo a linha, se mantendo em bom nível até o fim. É hilária algumas passagens, que são tratadas com certa seriedade pelo texto, que prova acreditar em tudo o que diz. Aliás, o grande mérito do roteiro é este olhar dócio sobre os acontecimentos e, principalmente, este carinho com que trata seus personagens. Escrito por Rebecca Blunt – que inclusive gerou uma polêmica quando muitos acreditaram se tratar de um pseudônimo e que a roteirista jamais existiu -, o filme torce pelos indivíduos que retrata e como consequência, nós, como público, criamos uma empatia forte por eles, acreditamos em suas ações, por mais estúpidas que sejam, e ficamos na esperança de que tudo dê certo. Sem querer dividi-los entre vilões e mocinhos, torcemos pelos subalternos, por aqueles que estão sempre por baixo. O belo final, que ainda entrega uma ótima sacada, consegue humanizar todos eles. “Logan Lucky” tem a seu favor este fantástico roteiro, que cresce e que se desenvolve incrivelmente bem durante seus minutos.

O elenco surge em perfeita sintonia. Channing Tatum surpreende, desde sua postura à seu sotaque, e entrega uma performance notável. Sua parceria com Adam Driver, que está construindo uma bela carreira nos cinemas, funciona. Os coadjuvantes estão excelentes e o diretor parece extrair o melhor de cada um, principalmente quando vemos em cena um renovado Daniel Craig e uma Katie Holmes como nunca se viu antes. Sebastian Stan e Riley Keough continuam como apostas altas de Hollywood e aqui não decepcionam. Temos ainda uma aparição surpresa de Hilary Swank e isso por si só já é incrível.

“Logan Lucky” é um dos filmes mais divertidos deste ano. Uma comédia descompromissada, mas ainda assim, inteligente, bem escrita e bastante honesta. Parece até raro encontrar obras como esta, que trazem histórias mirabolantes, cheias de detalhes e guiadas por excelentes personagens. Me senti preenchido enquanto o assistia, com um sorriso tonto no rosto vendo tudo aquilo acontecer, talvez por que Soderbergh é veterano no cinema e não precisa mais provar muita coisa. Ele sabe o que faz e faz como ninguém, faz bem feito e não precisa enganar seu público, entregando exatamente o que propôs, entretenimento puro. A grande surpresa é que o que acabamos encontrando é mais do que isso. Soderbergh não tem a pretensão de ser, mas ainda faz cinema de qualidade. De altíssima qualidade, aliás. 

NOTA: 8,5


País de origem: EUA
Duração: 119 minutos
Distribuidor: Diamond Films
Diretor: Steven Soderbergh
Roteiro: Rebecca Blunt
Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Daniel Craig, Riley Keough, Katherine Waterston, Seth MacFarlane, Sebastian Stan, Katie Holmes, Hilary Swank




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Crítica: O Livro de Henry (The Book of Henry, 2017)

Quando pequenas ideias resultam em grandes filmes. 

por Fernando Labanca

O diretor Colin Trevorrow começou sua empreitada no cinema com o singelo e independente Sem Segurança Nenhuma (2012). Um primeiro passo interessante de quem, nitidamente, tinha muito o que dizer. Seu sucesso veio rápido e logo tomou frente da sequência de Jurassic World (2015). Distante do blockbuster, "O Livro de Henry" é uma obra menor, quase como um retorno às origens, mas ainda assim de grandes ideias. 

O filme é, praticamente, dividido em duas partes, separadas por um evento desolador e que transforma a vida de seus personagens. É curioso porque no começo não compreendemos aonde a trama pretende chegar ou o que tudo aquilo pretende nos dizer. Quando a reviravolta chega, ao mesmo tempo que nos surpreende por levar o filme para uma direção não prevista, também traz sentido a obra. O lado ruim disso é que a primeira parte é melhor, perdendo o fôlego ao seu decorrer, mesmo que entregue um bom final. Outro ponto negativo é que quando o longa revela suas verdadeiras intenções, acaba prometendo um desfecho grandioso que nunca chega, suas ações são belas mas são finalizadas com muita simplicidade.  


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Crítica: De Canção em Canção (Song to Song, 2017)

Terrence Malick retorna para discutir sobre o vazio existencial de seus personagens. Peca, novamente, ao cair na própria armadilha, logo que "De Canção em Canção" é tão oco quando aqueles indivíduos que acompanhamos na tela e tão esquecível quanto os últimos trabalhos do diretor. 

por Fernando Labanca

Alguém precisa realizar uma intervenção com Malick. Urgentemente. Responsável por obras-primas do cinema como "Além da Linha Vermelha" (1998), o diretor que por anos se manteve afastado realizou um retorno surpreendente em 2011 quando lançou o belíssimo "A Árvore da Vida". O que ninguém esperava, porém, é que ele se esgotaria ali. Tudo o que veio após não passou de uma repetição de ideias, temas e personagens. Desta forma, "Song to Song" nada mais é que uma extensão de "Amor Pleno" (2012) e principalmente de "Cavaleiro de Copas" (2015), com indivíduos filosofando sobre a vida - em uma interminável narração em off -, pronunciando pérolas como "Estou perdida / Achava que não tinha mais alma", enquanto caminham desolados a lugar algum, sentindo o peso do mundo sob seus ombros. Ou seja, Malick sendo Malick...e ninguém aguenta mais isso, ninguém mais pede por isso. E afirmo com bastante frustração, pois se trata de um dos meus diretores favoritos.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Meu Nome é Ray (3 Generations, 2015)

Elle Fanning surge irreconhecível para contar a história de um garoto trans. A ideia, que sempre pareceu tão incrível, decepciona quando o que vemos a nossa frente é apenas um filme fraco, preguiçoso e sem personalidade alguma. 

por Fernando Labanca

A trajetória do longa metragem é bastante curiosa. Lançado em festivais em 2015 com o título "About Ray", as críticas não foram muito favoráveis o que fez com que a diretora, Gaby Dellal, tivesse uma decisão bastante arriscada: reeditar seu filme. Logo, depois de tantas datas de lançamento serem alteradas e com um novo nome, passando a se chamar "3 Generations", a obra que já era bastante aguardada devido seu promissor trailer, caiu no esquecimento. Inclusive, aqui no Brasil, sua estréia sempre foi incerta e anos depois, finalmente, chegou apenas na Netflix. Depois dessa demora para podermos conferir "Meu Nome é Ray", a decepção é grande. Não é nada do que parecia ser. Se isso foi resultado de sua reedição, jamais saberemos. O que é nítido, apenas, é que ele está muito abaixo do esperado.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Crítica: Um Mergulho no Passado (A Bigger Splash, 2015)

Inspirado no filme francês "La Piscine" de 1969, temos aqui uma das obras mais ousadas e provocativas do ano. 

por Fernando Labanca

Apesar de ter sido lançado em festivais em 2015, o longa dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, só conseguiu chegar este ano no Brasil. Fazia um bom tempo que queria conferir o filme que já havia me chamado a atenção pelo elenco e pelo trailer. Os atores se destacam em uma trama intrigante que envolve quatro personagens, vividos pelos britânicos Tilda Swinton e Ralph Fiennes, pela norte americana Dakota Johnson e pelo belga Matthias Schoenaerts. Gosto desses filmes que me lembram uma peça de teatro, que não permite que seus personagens escapem de seus limites muito bem demarcados, sendo obrigados e se enfrentarem dentro deste pequeno espaço. O cenário é uma província italiana, com belas paisagens e uma casa que abriga uma piscina. É nesta piscina que grandes eventos ocorrem, que sentimentos são expostos e algumas verdades são ditas.


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Crítica: Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, 2017)

Inspirado na vida e obra do gênio Van Gogh, a animação "Loving Vincent" inova ao ser inteiramente feito com pintura a óleo. Com uma equipe que contou com mais de 100 artistas, frame por frame foram pintados para dar movimento ao filme que, desde já, podemos afirmar ser um marco na história do cinema.

por Fernando Labanca

Desde quando li a respeito do projeto, fiquei intrigado. Como poderia tal ideia ser possível? 65.000 quadros pintados à mão é um nível de loucura muito grande, no entanto, parece não haver forma mais justa de homenagear o pintor Van Gogh do que essa. É como se fosse um filme feito por ele. Mais do que isso. É a maneira mais honesta de honrar seu trabalho e por isso, poder ver o resultado final de tudo isso é de uma beleza indescritível. Quando "Loving Vincent" terminou, senti uma facada no peito. Enfim, me dei conta de sua triste jornada. Enfim me dei conta de que ele jamais viu o reconhecimento de seu trabalho, jamais soube o quanto suas obras sobreviveram ao tempo e inspirou tanta gente, de tantas formas. O cinema finalmente encontrou Van Gogh e assim como suas telas, o longa-metragem, dirigido pela dupla Dorota Kobiela e Hugh Welchman, também é uma singela e memorável obra de arte.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Crítica: Blue Jay (2016)

Filme independente escrito e estrelado por Mark Duplass, "Blue Jay" relata o reencontro amargo de um ex-casal depois de anos separados.

por Fernando Labanca

"Blue Jay" é um projeto bem interessante e mais uma pérola lançada - e perdida - na Netflix, que merece ser encontrada. Produzido pelos irmãos Duplass, Jay e Mark se tornaram dois nomes de respeito quando se trata do cinema independente norte americano. Com um texto primoroso e de extremo bom gosto, temos aqui um drama com leves pitadas de humor que dialoga muito com o que somos. E na história daquele casal retratado vemos um pouco de nós ali. Um filme intimista, de pequenas ideias e situações que ocorrem em pequenos espaços. E sua coloração em preto e branco não só acentua a seriedade de seus temas, como torna sua história de amor em algo frio, mesmo acontecendo em um lugar tão aconchegante, acolhedor.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Crítica: Entre Irmãs (2017)

Cinema com cara de novela. Com muito orgulho.

por Fernando Labanca

O diretor Breno Silveira sempre foi conhecedor de seu público e sempre fez suas obras muito consciente sobre quem as destina. Filmes como "2 Filhos de Francisco" (2005) e até mesmo "Gonzaga: De Pai pra Filho" (2012), que inclusive ganhou uma versão na TV, tem traços de novela, com histórias de superação e momentos feitos para emocionar. Essa característica, muitas vezes, é vista como algo negativo, pejorativo, no entanto, Silveira faz isso com tanta propriedade que nos convence de suas intenções. Seu produto funciona na televisão sim e nem por isso é ruim, de qualidade menor. Bem pelo contrário.

Baseado no livro "O Cangaceiro e a Costureira", o filme nos mostra Pernambuco na década de 30 e como o tempo separou duas irmãs. Vivendo uma vida simples naquele local, Emília (Marjorie Estiano) é do tipo que sonha alto, sempre se vendo longe dali, encontrando o príncipe encantado e indo morar na cidade grande. Bem diferente de Luzia (Nanda Costa), que por ter um braço atrofiado, sempre se viu por baixo, digna daquela vida sem perspectiva. Tudo muda quando a cidade é invadida pelo cangaceiro Carcará (Julio Machado) e seu bando, que obriga Luzia a fugir com eles. Estranhamente ela não hesita e percebe que aquela é sua chance de fazer algo de sua vida, abandonando sua irmã e seguindo outro rumo. O filme, então, acompanha a jornada das duas a partir deste ponto e em como uma não foi capaz de esquecer a outra, mesmo com a distância e a dúvida do destino que cada uma teve.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Crítica: Como Nossos Pais (2017)

"Como Nossos Pais" traz um discurso necessário aos novos tempos e marca, de vez, Laís Bodanzky como uma das maiores cineastas do cinema brasileiro.

por Fernando Labanca

O filme é um dos mais relevantes do cinema nacional deste ano. "Como Nossos Pais" faz uma crítica ao sistema patriarcal que ainda rege nossa sociedade, colocando uma protagonista disposta a enfrentar isso, nos fazendo, desta forma, refletir sobre este peso existente em ser mulher no mundo de hoje. Em ser a mãe, a esposa e a profissional perfeita. Nesta luta diária de se provar e procurar um espaço em um mundo que finge que te aceita, mas não está pronto para lhe abrir todas as portas. É um discurso feminista que merece ser ouvido. Que precisa ser ouvido. Se trata de um roteiro consciente de seus atos, objetivo e muito bem pontuado. É, também, leve e gostoso de ver, que nos inspira, nos dá o impulso para vermos nossa sociedade com outros olhos.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Crítica: A Guerra dos Sexos (Battle of The Sexes, 2017)

Depois do sucesso indie "Pequena Miss Sunshine" (2006), os diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris retornam em mais um filme agradável, que além de trazer excelentes atuações de Emma Stone e Steve Carell, debate na tela um assunto de extrema relevância: a igualdade entre os sexos.

por Fernando Labanca

Acho sempre curioso quando o cinema aborda essas histórias que aconteceram no passado, mas que estão diretamente ligadas aos tempos de hoje. Apesar de acontecer na década de 70, "A Guerra dos Sexos" fala muito sobre os dias atuais e sobre um tema que ainda muito se discute, trazendo uma verdade que às vezes muitos preferem ignorar, a discrepância existente na remuneração entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, quando realizam exatamente a mesma função. É triste pensar que esta é uma batalha ainda não ganha, no entanto, o longa traz este viés inspirador e esperançoso. Nos faz acreditar que estamos no caminho, que existem pessoas lutando por isso e é incrível ver a jornada real da tenista Billie Jean King e como, em um ato de extrema coragem, desafiou a história e deu um passo a frente nesta luta por direitos iguais.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Crítica: O Estado das Coisas (Brad's Status, 2017)

Problema de gente grande.

por Fernando Labanca

Brad (Ben Stiller) é um homem bem casado, classe média alta e com uma vida profissional lucrativa. Isso, para muitos, poderia ser uma grande conquista, mas para ele isso não é suficiente. Esta crise de inferioridade cresce ainda mais quando é obrigado a assistir o sucesso de seus amigos da época de faculdade, que são matérias de revistas e televisão e possuem uma vida mais perfeita que filtro de instagram. Enquanto vive este momento de muitas reflexões, Brad se lança a uma jornada ao lado de seu único filho (Austin Abrams), para que ele decida qual faculdade ingressar no futuro, dando, enfim, seu primeiro passo de sucesso.

"O Estado das Coisas" possui um texto fascinante e funciona quase como um diário do protagonista. E durante seus minutos, acompanhamos um relato bastante íntimo sobre tudo o que lhe passa a mente, dos pensamentos mais vergonhosos aos mais absurdos, mais corrosivos. É o status atual de Brad - assim como anuncia seu título original -, mas poderia ser o meu, poderia ser o de qualquer um. Por mais cruel que seja este estado em que ele se encontra, o roteiro, escrito pelo comediante Mike White, fala mais sobre nós do que gostaríamos de aceitar e justamente por isso, é estranhamente doloroso, desconfortável. Comparar nossa vida com a dos outros é um exercício natural, inútil, mas que fazemos com uma certa frequência. O único resultado disso é uma sensação de fracasso, de que a grama do vizinho é mais verde, de que a felicidade e o sucesso alheio são sempre mais altos que o nosso. De longe, parece uma crise existencial tola, mas ela existe, faz parte de nós. Faz parte, ainda, principalmente, desta geração que assistiu a evolução da tecnologia, que hoje vê seus melhores amigos esbaldando uma vida que nunca teremos, onde cada pequeno pedaço de sucesso é postado, vendido, compartilhado. Uma ideia falsa, claro. Mas uma ideia que nos afeta.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

15 Atores para se prestar mais atenção


Com 2017 se aproximando do fim, já é possível perceber alguns nomes iniciantes em Hollywood que se destacaram no ano e que, olhando para seus próximos projetos, terão tudo para se destacar ainda mais. Pensando nisso, fiz esta lista com essas novas caras do cinema, que tem tudo para se manterem e construírem uma carreira interessante. Torcemos por isso!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Crítica: O Círculo (The Circle, 2017)

Baseado no livro de Dave Eggers, um dos autores mais consagrados da atualidade, "O Círculo" tem ideias brilhantes mas sua mal execução o tornam em um produto extremamente descartável, insosso e um tanto quanto irresponsável. 

por Fernando Labanca

É espantoso saber que o próprio Eggers assinou o roteiro. É, também, difícil de entender que se trate de um filme de James Ponsoldt (O Maravilhoso Agora). O diretor provou ao longo de sua curta carreira ser um profissional talentoso, no entanto, não há como defender este seu último trabalho. O que vemos na tela é uma sucessão de equívocos, que parece afundar a carreira de todos os envolvidos. É uma pena quando isso acontece. Quando uma premissa tão interessante e de certa forma, tão relevante no mundo atual, é destruída por um filme preguiçoso, que não se esforça em nenhum instante em construir algo a altura de sua ideia, que por sua vez, é brilhante e (tenta) trazer discussões necessárias.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Crítica: O Castelo de Vidro (The Glass Castle, 2017)

Brie Larson tenta seguir sua carreira após vencer um Oscar. É um peso enorme que se carrega, ainda mais sendo uma atriz tão jovem. "O Castelo de Vidro" é seu retorno ao drama e, ainda que encante com sua belíssima trama, marca um momento menor e não tão significativo em sua carreira.

por Fernando Labanca

Não cheguei a ler o livro que o filme se inspirou mas é provável que eles tenham romantizado grande parte dos eventos em prol de ser uma obra mais aceitável, mais digestível, como já cheguei a ler em alguns comentários. De fato, deixa a sensação de que muitos momentos são distorcidos para que alcance uma vibe "Capitão Fantástico", o deixando mais belo do que deveria ser, logo que são relatos pesados vindos de uma biografia. São instantes bonitos de se ver, mas perde o brilho quando sua fonte de inspiração é ainda tão recente. A trama gira em torno de uma jornalista, Jeanette Walls (Larson) que alcançou o prestígio em sua carreira e vive uma vida boa em Nova York, ao lado de seu noivo (Max Greenfield). No entanto, quando encontra seu pai, Rex (Woody Harrelson), que há anos não via, largado sujo nas ruas, uma série de eventos retornam a sua mente, revivendo sua complicada infância ao lado de seus irmãos e ao lado dele, que tinha problemas com bebidas e uma visão excêntrica sobre a vida.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Crítica: O Filme da Minha Vida (2017)

Nem toda estética é funcional.

por Fernando Labanca

Baseado no livro "Um Pai de Cinema" de Antonio Skármeta, "O Filme da Minha Vida" traz o ator Selton Mello de volta a direção. É uma empreitada que tem dado bem certo, precisamos ressaltar. "Feliz Natal" (2008) conquistou a crítica em seu ano de lançamento e "O Palhaço" (2011) chamou a atenção por sua belíssima produção. Aqui, ele retorna com um cinema ainda mais refinado, de bom gosto, belo em muitos sentidos. Cada frame capturado por sua câmera pode ser emoldurado e admirado facilmente. A direção de fotografia de Walter Carvalho se faz presente em cada sequência e é um trabalho notável do veterano. A iluminação, as cores e seus enquadramentos são um espetáculo visual e enchem nossos olhos. É tudo muito sensível também, feito com esmero e uma delicadeza visível em todos os instantes. Porém, apesar de tamanha qualidade estética, o filme da minha vida não pode ser feito apenas de beleza, é preciso conteúdo e isso, infelizmente, falta e muito aqui.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Crítica: Corpo Elétrico (2017)

Premiado filme nacional e estreia do diretor Marcelo Caetano, "Corpo Elétrico" segue com uma trama despretensiosa, no entanto, se torna um filme obrigatório ao trazer uma visão inovadora sobre sexualidade, identidade e relacionamentos.

por Fernando Labanca

"Corpo Elétrico" parece não ter um roteiro definido. É feito de intenções, de encontros, de rotina. Um recorte de uma vida como qualquer uma, como a nossa, como a de um amigo querido. Apesar de focar na trajetória de Elias (Kelner Macêdo), um jovem paraibano de vinte e três anos que trabalha em uma loja de confecção de roupas em São Paulo, não podemos afirmar ser um estudo de personagem. O belo texto não está interessado em aprofundá-lo, mas sim em nos mostrar seu contato com outros indivíduos, pessoas que esbarram em seu dia-a-dia. É sobre um personagem encontrando outros personagens. É sobre este adorável ser vivendo na grande cidade, perdido a tantas opções, preso na rotina do trabalho, constantemente aberto a novas relações, aberto a ouvir o que os outros tem a lhe dizer, sempre assistindo de perto a evolução de cada um, mesmo que ele continue sem grandes planos, apenas aceitando como tudo segue.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

20 filmes que precisamos ver até o fim do ano


Penso que 2017 não trouxe grandes filmes para o cinema, mas o ano ainda não acabou e podemos nos surpreender com obras que estão para lançar. Pensando nas pessoas, assim como eu, que não tinham muita noção do que estava por vir, reuni alguns títulos que me pareceram mais relevantes e que chegarão às telas grandes aqui no Brasil ainda este ano. 

Seja pelo elenco, pelo retorno de algum diretor aclamado, seja pelo trailer ou pela sinopse. Há muitos motivos que nos fazem ficar ansiosos pela estreia de algum filme e espero ter feito uma seleção que ajude vocês na escolha do que ver ainda em 2017. 

por Fernando Labanca


12/10
Detroit em Rebelião 
(Detroit)

Imagem Filmes
Sinopse: No ano de 1967, Detroit vive cinco dias de intensos protestos e violência. Um ataque policial na cidade resulta em um dos maiores tumultos na história dos Estados Unidos, levando à federalização da Guarda Nacional de Michigan e ao envolvimento de duas divisões aéreas do Exército americano.

Expectativa: O filme é dirigido por Kathryn Bigelow - cinco anos após seu último trabalho (A Hora Mais Escura) - e isso já é atrativo o suficiente. A trama é inspirada em eventos reais e o trailer já deu indícios de ser tenso e bastante perturbador. 




12/10
Doentes de amor 
(The Big Sick)

California Filmes
Sinopse: O comediante paquistanês Kumail e a estudante de graduação Emily se apaixonam, mas encontram dificuldades quando suas culturas entram em conflito. Além disso, quando Emily contrai uma doença misteriosa, Kumail deve resolver a crise com seus pais causada pelo conflito emocional entre sua família e seu coração.

Expectativa: "The Big Sick" chega ao Brasil depois de um bom tempo já lançado lá fora. E o que já sabemos é que ele fez bastante sucesso com a crítica de lá, recebendo notas altas - compradas com outras comédias - nos principais sites. O filme, também, já foi indicado à alguns prêmios importantes e há quem acredite que a obra tem potencial para chegar ao Oscar. E Judd Apatow produz, logo, podemos esperar algo na linha de "Um Virgem de 40 Anos" e "Ligeiramente Grávidos".  




12/10
Logan Lucky - Roubo em Família 
(Logan Lucky)

Diamond Films
Sinopse: Os irmãos Jimmy Logan (Channing Tatum) e Clyde Logan (Adam Driver) não são conhecidos por suas ideias geniais, mas eles bolam um plano para fazer um enorme assalto em plena corrida da NASCAR. Para concretizar a tarefa, contam com a ajuda de um especialista em roubos, Joe Bang (Daniel Craig). Mas primeiro eles precisam tirá-lo da prisão.

Expectativa: Há pouco tempo atrás o diretor Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo, Magic Mike), revelou que se aposentaria do cinema. A notícia boa para os cinéfilos é que ele voltou atrás e resolveu dirigir "Logan Lucky" e a crítica já diz se tratar de um de seus melhores trabalhos. Parece um retorno triunfal e pelo trailer já podemos esperar boas sequências de ação e comédia, além de excelentes atuações, com destaque para Daniel Craig, que também ressurge renovado. 




13/10
Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
(The Meyerowitz Stories: New and Selected)

Netflix
Sinopse: Nova York. Harold Meyerowitz (Dustin Hoffman) é o patriarca da família, casado com Maureen (Emma Thompson) e pai de Matthew (Ben Stiller), Danny (Adam Sandler) e Jean (Elizabeth Marvel). Escultor aposentado e extremamente vaidoso, ele fica satisfeito ao saber que está sendo organizado uma exposição para celebrar seu trabalho artístico. Só que, em meio aos preparativos, Harold adoece e faz com que todos os filhos precisem se unir para ajudá-lo a se recuperar, o que resulta em várias situações que colocam a limpo traumas do passado.

Expectativa: Lançado na Netflix, esse filme tem muitas coisas que me fazem querer muito vê-lo. Indicado à Palma de Ouro no último Festival de Cannes, o longa traz de volta o diretor e roteirista que admiro e muito, Noah Baumbach (Frances Ha) e marca a união que demorou vinte anos para acontecer novamente, a de Adam Sandler e Ben Stiller. Sandler, por sua vez, recebeu boas críticas e isso cresce a vontade de ver, logo que não é sempre que vemos o ator envolvido em uma boa produção. 




19/10
A Guerra dos Sexos 
(Battle of the Sexes)

Fox Film do Brasil
Sinopse: Uma disputa de tênis entre o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell) e a líder da classificação mundial Billie Jean King (Emma Stone) se torna centro de um debate global sobre igualdade de gêneros. Presos sob a atenção da mídia e com ideologias diferentes, Riggs tenta reviver as glórias do passado, enquanto King questiona sua sexualidade e luta pelos direitos das mulheres.

Expectativa: Poxa, tem como não ficar na expectativa quando o casal de diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris retornam? Responsáveis pelo clássico "Pequena Miss Sunshine", eles ainda conseguiram reunir dois grandes atores da atualidade: Emma Stone e Steve Carell. Tem tudo para dar muito certo. 




19/10
De Volta para Casa 
(Home Again)

H2O Films
Sinopse: Recém separada do marido, Alice Kinney (Reese Witherspoon) decide recomeçar a sua via se mudando para sua cidade natal, Los Angeles, com as suas duas filhas. Durante uma comemoração noturna do seu aniversário de 40 anos, Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar. Ela deixa os rapazes permanecerem em seu quarto de hóspede temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas. A nova família de Alice e um novo amor em vista chegam a um ponto crucial quando seu marido aparece.


Expectativa: Todo ano merece aquele filminho água com açúcar e "Home Again" tem tudo para ser uma delícia. Reese Witherspoon é excelente e fazia tempo em que ela não fazia uma comédia romântica e só por tê-la como protagonista não terei coragem de negar. Outro ponto relevante é que o filme é produzido por Nancy Meyers, que escreveu e dirigiu obras como "Alguém Tem Que Ceder" e "O Amor Não Tira Férias", ou seja, vem farofa boa aí. 




26/10
Manifesto 
(Manifesto)

Mares Filmes
Sinopse: Os históricos manifestos de arte podem ser aplicados à sociedade contemporânea? É isso o que Cate Blanchett tenta responder ao explorar os componentes performativos e o significado político de declarações artísticas e inovadoras do século XX, que vão dos futuristas e dadaístas ao Pop Art, passando por Fluxus, Lars von Trier e Jim Jarmusch.

Expectativa: Cate Blanchett interpretando 13 personagens. Precisa de mais alguma coisa?




26/10
O Estado das Coisas 
(Brad's Status)

Imagem Filmes
Sinopse: Brad (Ben Stiller) possui uma carreira lucrativa e uma vida familiar feliz, mas isso não é o bastante. Ele está obcecado em ser o mais bem-sucedido entre os seus ex-colegas de escola, mas, durante um reencontro com um velho amigo, ele é forçado a ignorar seu sentimento de inferioridade e rever seus conceitos.

Expectativa: Mais um daqueles momentos "sérios" de Ben Stiller e pelo trailer, também podemos esperar mais um momento adorável em sua carreira, que é feita de altos e baixos. A trama parece trazer algumas belas mensagens e sempre é bom gastar um tempinho com esses "feel good movies".




02/11
Depois Daquela Montanha 
(The Mountain Between Us)

Fox Film do Brasil
Sinopse: Alex (Kate Winslet), uma jornalista que está indo preparar seu casamento, e Ben (Idris Elba), um doutor voltando de uma conferência médica, iriam pegar o mesmo avião, mas o voo é cancelado e os dois estranhos decidem fretar um jatinho. Durante a viagem o piloto sofre um ataque cardíaco e o avião cai em uma região montanhosa coberta por neve. Um romance começa a ganhar força enquanto eles tentam sobreviver, feridos e perdidos.

Expectativa: O filme é baseado em um livro de bastante sucesso e tem na direção o premiado diretor israelense Hany Abu-Assad (Paradise Now). O trailer empolga e ainda temos dois grandes atores como protagonistas, Kate Winslet e Idris Elba.




09/11
O Que te Faz Mais Forte 
(Stronger)

Paris Filmes
Sinopse: As memórias de Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal) sobre o dia mais impactante de sua vida. Jeff estava participando da maratona de Boston e foi atingido por uma bomba, arquitetada por dois irmãos chechenos que planejaram o atentado sobre o evento.

Expectativa: Só por ter Jake Gyllenhaal já me faz querer ir no cinema para ver. O ator tem errado pouco nos últimos anos e o trailer já deixou claro que veremos mais uma grande atuação. Dividindo a cena com ele, teremos a chance de ver a linda Tatiana Maslany, agora fora da série "Orphan Black". 




16/11
Liga da Justiça
(Justice League)

Warner Bros.
Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Expectativa: Confesso que minhas expectativas estão controladas. Mas sim, verei no cinema e sei que todos vocês irão ver também. Dá uma empolgada saber que veremos o encontro tão aguardado de tantos heróis da DC. "Mulher-Maravilha" deu certo em 2017 e torço para que o estúdio acerte novamente. Será curioso, também, ver como o diretor Joss Whedon, responsável por "Vingadores" da Marvel, irá comandar este filme. 




16/11
Loving Vincent

Europa Filmes
Sinopse: Investigação aprofundada sobre a vida e a misteriosa morte de Vincent Van Gogh através das suas pinturas e dos personagens que habitam suas telas. Animado com a técnica de pintura a óleo do pintor holandês, os personagens mais próximos são entrevistados e há reconstruções dos acontecimentos que precederam sua morte.

Expectativa: Baseado na vida do pintor Van Gogh, a animação foi inteiramente feita com pinturas à óleo inspiradas na obra do próprio pintor. A técnica é inovadora e é difícil imaginar como isso foi possível, justamente por isso, o filme promete e muito.




16/11
Uma Razão Para Viver 
(Breath)

Diamond Films
Sinopse: A história real de Robin (Garfield), um homem brilhante e aventureiro que fica paralisado por conta da poliomelite. Contra todos os conselhos, ele e sua amada Diana (Claire Foy) se recusam a ser aprisionados pelo sofrimento e vivem uma intensa história de amor, com cada respiração como se fosse a última.

Expectativa: É o primeiro filme dirigido pelo ator Andy Serkis (das sagas "Planeta dos Macacos" e "O Senhor dos Anéis") e já tem cheiro de Oscar. O ator Andrew Garfield também parece estar muito bem e já podemos esperar um excelente drama de época. O longa ainda apresenta a atriz Claire Foy ao seu grande papel no cinema, depois de sua elogiada atuação na série "The Crown"




23/11
Assassinato no Expresso do Oriente 
(Murder on the Orient Express)

Fox Fim do Brasil
Sinopse: Várias pessoas estão fazendo uma viagem longa em um luxuoso trem. A paz, entretanto, é perturbada por um acontecimento sinistro: um terrível assassinato. À bordo da composição está ninguém menos que o mundialmente reconhecido detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) que se voluntaria para iniciar uma varredura no local, ouvindo testemunhas e possíveis suspeitos para descobrir o que de fato aconteceu.

Expectativa: Difícil esperar pouca coisa quando temos um elenco desse (Kenneth Branagh, Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Willem Dafoe entre outros) e um filme baseado na obra de Agatha Christie. 




23/11
Extraordinário 
(Wonder)

Paris Filmes
Sinopse: Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

Expectativa: "Extraordinário" é um dos livros mais queridos lançados nos últimos anos, logo, a expectativa quanto a sua adaptação são altas. Ter Jacob Tremblay como Auggie só aumenta a vontade de ver. É difícil imaginar como traspor para a tela as páginas da obra original e fico curioso por conferir isso. 




23/11
Sem Fôlego 
(Wonderstruck)

H2O Films
Sinopse: Gunlint, Minnesota, 1977. Ao atender um telefonema, o garoto Ben (Oakes Fegley) é atingido pelo reflexo de um raio, que caiu bem em sua casa. Esta situação faz com que seja levado a um hospital em Nova York, onde descobre que não consegue mais ouvir um som sequer. Em 1927, a jovem surda Rose (Millicent Simonds) foge de sua casa em Nova York para encontrar sua mãe, a consagrada atriz Lillian Mayhew (Julianne Moore). A vida destes dois garotos que não conseguem mais ouvir está interligada a partir de um livro de curiosidades, que os leva ao Museu de História Natural.

Expectativa: Depois de obras elogiadíssimas como "Carol" e "Longe do Paraíso", o filme marca o retorno do diretor Todd Haynes. É um diretor que, geralmente, vale a espera e tudo indica que teremos mais um belo trabalho em sua filmografia.




14/12
Star Wars - Os Últimos Jedi 
(Star Wars: The Last Jedi)

Disney / Buena Vista
Sinopse: Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

Expectativa: "O Despertar da Força", lançado há dois anos atrás, nos entregou um excelente retorno à saga Star Wars. O final deixou um gosto de quero mais e finalmente poderemos ver os desdobramentos da trama. 




21/12
Submersão 
(Submergence)

California Filmes
Sinopse: Danielle (Alicia Vikander) é uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio: uma terrível, porém pioneira, descida ao abismo Ártico. James (James McAvoy) é um empreiteiro acusado de ser um espião e interrogado por jihadistas africanos que irá se unir à moça para ajudá-la em sua missão.

Expectativa: Não há como não criar expectativas com um filme estrelado por Alicia Vikander e James McAvoy, duas figuras queridas de Hollywood. Para melhorar, a obra também traz o retorno do diretor Wim Wnders. 




28/12
O Rei do Show 
(The Greatest Showman)

Fox Film do Brasil
Sinopse: A história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), showman empreendedor conhecido como "Príncipe das falcatruas". Entre suas criações estão um museu de curiosidades e um circo próprio, em que eram apresentados animais, freaks e fraudes de todo tipo.

Expectativa: Foi um dos trailers mais bonitos que vi este ano e só por isso o aguardo ansiosamente. Gosto de musicais e este parece ser dos bons, com produção caprichada e cenários que fazem os olhos brilharem. O elenco ajuda, ter Hugh Jackman e Michelle Williams no mesmo filme me anima e muito. 




28/12
Roda Gigante 
(Wonder Wheel)

Imagem Filmes
Sinopse: Ginny (Kate Winslet), atriz casada com um operador de carrossel (James Belushi), se apaixona pelo salva-vidas Mickey (Justin Timberlake) e precisa enfrentar a "concorrência" da enteada (Juno Temple), que aparece inesperadamente fugindo de bandidos e também cai de amores pelo rei da praia.

Expectativa: Todo ano um filme de Woody Allen diferente. E não importa quantos anos se passam, sempre estaremos lá, a espera de mais um. O que chama a atenção, porém, é ter Kate Winslet como protagonista. Tem tudo para ser uma parceria de sucesso. 





PS: Lembrando que o texto foi publicado 09/12 (com informações atualizadas até este dia) e até o lançamento de cada filme, suas datas de estreia podem ser alteradas, inclusive, alguns títulos podem ser empurrados para 2018.




E você? Tem algum filme que está muito ansioso para assistir?