O reencontro entre Jason Reitman e Diablo Cody, que vieram dessa vez falar sobre depressão pós-parto, é tão bom que nem sabíamos que precisávamos.
por Fernando Labanca
Tudo começou com "Juno", aquela dramédia que chegou ao Oscar em 2008. Primeiro roteiro escrito por Diablo Cody que chamou a atenção do público e crítica. Alguns acharam que era sorte de iniciante. "Tully" vem justamente para mostrar, dez anos depois, que não, Cody sabe o que faz e continua a fazer com maestria. Sua parceria com o diretor Jason Reitman também sempre funcionou ao longo desses anos, onde marcam aqui, a terceira colaboração (a segunda foi com o ótimo "Jovens Adultos", também protagonizado por Charlize Theron). Quase como uma trilogia não anunciada, de cinco em cinco anos eles retornam para falar sobre um tema em comum: as dificuldades da mulher em diferentes fases da vida. E há algo de muito encantador no cinema que eles fazem juntos. Uma pureza e uma sensibilidade que não vemos com tanta frequência na tela grande.





