Wes Anderson usa da simetria no mundo dos cachorros para falar do desequilíbrio no mundo dos homens.
Por Fernando Labanca
Vencedor do prêmio de Melhor Direção no último Festival de Berlim, "Ilha dos Cachorros" marca o retorno de um dos realizadores mais cultuados do cinema independente, Wes Anderson. Cores pastéis, movimentação rápida de câmera, closes em expressões, personagens deslocados e histórias de famílias rompidas. E claro, a semetria das composições estão lá, também, assim como o cinema irretocável e quase que artesanal de Anderson, que construiu ao longo desses anos, uma assinatura inigualável. Entretanto, acredito que ele nunca tenha sido tão atual como foi dessa vez. Sua obra que fala sobre questões sociopolíticas, aborda temas como xenofobia e intolerância, demonstrando uma maturidade em sua escrita e entregando um produto relevante nos tempos de hoje.



