Lançado em 1926, "Ursinho Pooh" - originalmente conhecido como "Winnie the Pooh" - foi um marco na literatura. Ganhou série animada e fez parte de toda uma geração. "Adeus Christopher Robin" vem para nos revelar o lado que não conhecíamos sobre as verdadeiras inspirações que levaram o autor, Alan Milne, a escrevê-lo. Dirigido por Simon Curtis, responsável por "Sete Dias Com Marilyn" (2011), o filme é bastante delicado e traz muito sentimento em cada passo que avança. É aquele produto que vai nos convencendo aos poucos, que vai nos conquistando ao seu decorrer e ao seu fim, estamos completamente afeiçoados a seu universo e tudo o que de mais belo tem a contar. Pena que não chegou aos cinemas aqui no Brasil. É bem produzido e merecia mais reconhecimento.
A obra se inicia quando o autor Alan Milne (Domhnall Gleeson) retorna para sua casa em Londres, depois de ter vivenciado a Primeira Guerra Mundial. Traumatizado, ele demonstra bastante dificuldade em se conectar com sua realidade e um interesse em contar ao mundo sobre os caóticos eventos que presenciou. Para que ele conseguisse escrever um novo livro, vai morar em uma casa isolada no campo, ao lado de sua esposa, Daphne (Margot Robbie), e o pequeno filho, Christopher Robin (Will Tilston). É neste tempo que ele começa a prestar atenção à criança que teve, encontrando nele a grande inspiração para sua nova criação. O livro que começa a nascer a partir dali passa a ser o grande elo com seu filho, que até então encontrava na babá Olive (Kelly Macdonald), a única relação afetuosa dentro daquela imensa casa.









